segunda-feira, fevereiro 02, 2009

E olha que ele nem está falando de quadrinhos nacionais

My own view is that the publishing industry deserves to die in its current state. It never made economic sense to me; there are no real editors of books any more; the distribution network is archaic; the technology of publishing pathetic; and the rewards to authors largely impenetrable. I still have no idea what my occasional royalty statements mean: they are designed to be incomprehensible, to keep the authors in the dark, to maintain an Oz-like mystery where none is required.

The future is obviously print-on-demand, and writers in the future will make their names first on the web. With e-distribution and e-books, writers will soon be able to put this incompetent and often philistine racket behind us. It couldn't happen too soon.
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Eu concordo. Do sempre genial gay católico conservador pró-Obama Andrew Sullivan

Aliás, eu vou discordar de um detalhe.
Antes da internet, a publicação via papel (e sim, praticamente sem editora. Eu pelo menos, único editor de quadrinhos que conheci na minha vida foi o Lobo da Mosh, o resto é colador-de-logotipo-na-capa) - e o autor fala em livros, nem em quadrinhos; mas só pra mostrar como o problema permeia toda a indústria de coisas de papel - fazia econômico sentido porque era o único modo de distribuir coisas escritas, a não ser que pergaminhos de pele de carneiro sejam uma possibilidade.
Agora com a internet, a idiotice do modelo se revela.
Alguém vai dizer que há o prazer de ter um livro na sua estante, que ler no papel é bem melhor que ler no computador, etc.
Eu concordo com isso e acho que é só por isso que a idiotice da publicação continua fazendo alguém em algum lugar ganhar dinheiro; pra resolver isso falta apenas mais uma revolução tecnológica: impressoras.

O dia que eu tiver uma impressora na minha casa que me permite imprimir um livro em formato de livro (ou seja, que dê pra tirar da impressora e já colocar na estante) não vai fazer sentido pagar um editor-que-não-é-editor e uma distribuidora; sendo que apenas centavos disso irão pro autor de qualquer modo e, como explica o Sullivan com seus livros lançados, ele nem sabe quanto recebe de royalties porque é algo feito de propósito para confundir o autor.

É um modelo besta.
O lance seria fazer um site de contos que permitisse doação dos visitantes.
Mas quem terá essa idéia genial?
Quem?

Um comentário:

Daniel Pereira dos Santos disse...

E-paper.
Ele no salvará.
http://www.plasticlogic.com/PRPlasticLogicPreviewsElectronicReadingDevice.html