sábado, setembro 30, 2006

A Winters Sky

She was cold and all alone
Hadn't been there long
And didn't know what to say
So she sat in the corner of the room
She figured if she didn't move
Noone would notice her

Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight would be her night

A boy, he spotted her from afar
He too understood and felt her pain
Unsure of what to do
And lacking an imagination
He said hello

Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight he finds her
Underneath a winter's moon
The last we saw of her, it came too soon

Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight he finds her
Underneath a winter's moon
The last we saw of her, it came too soon
-
E versões de Puill Shapes nunca é demais.


Pena que é curtinho.
Vai.
E com vocês
Camera Obscura - Let´s Get Out Of This Country


Let’s get out of this country
I’ll admit I am bored with me
I drowned my sorrows and slept around
When not in body at least in mind
We’ll find a cathedral city
You can convince me I am pretty

We’ll pick berries and recline
Let’s hit the road dear friend of mine
Wave goodbye to our thankless jobs
We’ll drive for miles maybe never turn off
We’ll find a cathedral city you can be handsome I’ll be pretty

What does this city have to offer me?
Everyone else thinks it’s the bee’s knees
What does this city have to offer me?
I just can’t see
I just can’t see

Let’s get out of this country
I have been so unhappy
Smell the Jasmine my head was turned
I feel like getting confessional
We’ll find a cathedral city you can convince me I am pretty

What does this city have to offer me?
Everyone else thinks it’s the bee’s knees
What does this city have to offer me?
I just can’t see
I just can’t see

sexta-feira, setembro 29, 2006

Alguém poderia imaginar que pra pessoas que discutem política que as eleições são a melhor época do ano.
Afinal, é quando as pessoas estão prestando atenção e tal.
Que nada, é a época onde toda aquela teoria que conversamos o ano inteiro é substituida por uma realpolitk suja e sem nexo.
É a hora que fazemos inumeras concessões em nossos ideais que antes funcionavam como esquemas fechados em que algumas idéias não faziam nexo sem as outras.
É a época em que socialistas começam a considerar o Lula como opção e liberais o Alckmin, tudo para que "o outro lado" não assuma o poder; mesmo que ambos tenham plena certeza que só mudem alguns detalhezinhos aqui e lá entre os dois.
É a época em que pessoas supostamente inteligentes o bastante para saber que a Heloisa Helena é só uma piada de mal gosto começam a abandonar esa inteligência porque estão desesperadas demais com o estado dos outros candidatos.
É a ditadura do menos pior.

sábado, setembro 23, 2006

Algo sobre arte e realidade

Uma coisa que me irrita em mim, mas que às vezes da certo é como eu mudo muito e muitas vezes, mas acho que quando eu era adolescente, eu procurava arte e ficção como uma mera forma de escapismo mesmo.
Eu não me dava muito bem com a vida e me mergulhava na arte, pouco tempo atrás eu comecei a ter uma postura mais materialista em relação a vida, no sentido de ler as histórias e tê-las como puro entretenimento, mas é claro, nada é tão "puro", eu ainda guiava um pouco minha vida pelas histórias, coisa e tal, mas existia uma diferença entre o que eu absorvia delas e como eu agia.
Hoje eu não sei como eu estou, mas eu me sinto quase que irresistivelmente atraído pela ficção de novo, mas sem a ingenuidade do escapismo adolescente; isso com certeza vai me causar todo tipo de problemas, mas eu quero que minha vida seja uma história que valha a pena ser contada ("o segredo pra uma vida plena é fazer o que valha a pena ser escritor e escrever o que valha a pena ser lido"); eu sei que é imensa arrogância minha, mas eu me recuso a ser mediocre e ter essa vida mediocre onde "encarar desafios" significa algo bobo como vencer um jogo de qualquer coisa ou qualquer coisa do tipo.
Não que eu estar tentando ser menos materialista faz de mim menos pró-capitalismo, é claro que isso é outro assunto, mas uma grande qualidade do capitalismo sempre foi me dar a chance de sair do ciclo de trabalho<->consumismo e procurar fazer outra coisa.
Eu também não vou ficar perdendo meu tempo dizendo que qualquer ação que eu tome na minha vida é a melhor, porque se eu estou conscientemente tomando tal ação é óbvio que eu acho que ela é a melhor, é a melhor pra mim pelo menos, eu percebo que os valores que as pessoas dão pra vida tem muito a ver com a temporalidade, as pessoas tendem a dar valor a algo hoje qualquer coisa que tenha sido menosprezada no passado, o meu problema não é conseguir passar 1 mês inteiro sem a sensação que eu estou menosprezando alguma coisa.
Eu percebo que inconsciente eu acabei tomando coisas internas como valores, claro que a imagem que eu passo é importante, mas por incrivel que pareça pra algumas pessoas, eu geralmente tendo a deixar isso de lado em prol de alguma busca interna.
E enquanto eu faço isso, eu coloco uma mascara qualquer que é pra ter como lidar com as pessoas; as vezes eu sou revoltado, as vezes eu sou festivo, não importa, qualquer coisa que eu consiga traçar uma linha clara que é pro mundo externo não atrapalhar qualquer coisa que eu esteja pensanso; o que é idiotice, lógico, porque não existe nenhuma linha clara que separe o que acontece dentro da sua cabeça e o que acontece no mundo.
Mas existe uma diferença e é ruim falar dela porque sempre tem um tom meio moralista por trás e, de novo, eu não quero mesmo dizer o que é melhor pra ninguém, minha preocupação é que quando a pessoa põe na cabeça que todos os desafios da vida dela estão ligados a alguma realização puramente relacionada a status (inclui desde exibir o quanto você é bom comendo mulher até o quanto você é bom alimentando os pobres, não que essas coisas sejam ruins por si próprias), então ela se perde de si própria, é dificil dizer até que ela faz o que quer, porque ela só quer fazer o que os outros queiram que ela faça, mas claro, as recompensas estão aí, disponíveis e palpáveis.
É díficil também defender qualquer tipo de glória subjetiva porque é como se fosse você mesmo se dando um tapinha nas costas, daí vem a necessidade de transformar mesmo seus sentimentos e idéias em palavras e publica-los, porque é dificil lidar com vitórias solitárias.
A questão, como sempre acaba sendo, é saber dosar as coisas; qualquer pessoa que tenha um único valor máximo a ser alcançado é pobre de certa forma.
Quando você SÓ estuda pra mostrar ao mundo seu maravilhoso conhecimento, você está no mesmo nível de um ator da malhação, não importa quão brilhante sejam suas idéias (ou quão brilhante seja a atuação do adolescente da malhação); mas é claro que se fosse totalmente esse o caso, eu estaria dizendo que o que vale mais é uma intenção nobre do que um ato bem realizado e eu discordo disso completamente, mas a questão aqui é outra*, é uma de plenitude, você pode realmente dizer que aproveitou o seu tempo no mundo quando dedicou inteiramente sua vida a servir a vontade dos outros?
Nesse sentido eu não vejo enorme diferença entre altruismo, necessidade de atenção e falta de vontade própria. São formas de guiar sua vida pelas expectativas dos outros, são formas de conseguir alimentar seu ego através de tapinhas nas costas e isso parece meio vazio pra mim; porque é até difícil dizer que isso é "alimentar o ego", está mais pra substituir seu ego faminto pelo ego bem alimentado dos outros e se isso não causa uma crise existencial de qualquer forma mais cedo ou mais tarde, é, ao menos, um triste desperdicio de individualidade, no que você vira apenas um apêndice da individualidade vizinha.
Por outro lado quando você faz algo SÓ pra satisfazer o próprio ego, sem se importar em nada com o que os outros pensam, aí você fica simplesmente sozinho e suas idéias passam a ter a mesma validade da duração da sua vida, o que resulta em outro triste desperdicio de individualidade.
Então se for pra eu procurar um tosco meio termo pra isso, eu diria pra jamais sacrificar sua individualidade, mas deixar claro aos outros que está fazendo isso.
Mesmo porque quando você está em um dialogo expressando as suas idéias, você dá uma abertura muito mais sincera (e eficiente) para que outras pessoas expressem as delas.
Se estamos apenas concordando e dizendo "cada um cada um", então estamos sacrificando a individualidade do universo inteiro.
Mas, claro, mais uma vez, tem que saber dosar as coisas, pessoas que só falam são tão estúpidas quanto as que só ouvem (sim, eu tenho que aprender a ouvir, mas ao menos eu dou valor teórico a isso, é um passo, eu acho).
Sim, é tosco. Quem sou eu? Eu sou só um blogueiro, eu não sei de nada, eu só posso dar conselhos e vocês só podem escolher se seguem ou não.
Como diz minha nova religião, Pastafarianismo, "eu não sei você vai pro inferno, porque eu me não me importo".
O que isso tem a ver com arte?
Bom, arte é certamente uma ótima maneira de expressar seu individualismo e, também, que as histórias só são grandiosas porque estamos vendo tais feitos heróicos.
Ser um herói solitário talvez dê alguma paz de espirito, mas talvez não. Igual ser um bobo público; e eu digo bobo mesmo; comediantes podem ser heróicos pra mim, são artistas afinal, estão compartilhando suas idéias da forma que sabem, através do riso; agora o bobo público é aquele que fica pulando e macaqueando na frente dos amigos e familia rezando pra que eles deêm um tapinha nas costas.

*Vamos fazer assim. Pessoas com boas intenções, nós damos um tapinha nas costas; pessoas com boas ações nós damos dinheiro.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Esperando pelo pior

É sempre ideal que você espere que o pior aconteça.
É melhor ainda que se deseje que o pior aconteça.
Isso não serve para diminuir suas expectativas e nem pra te preparar caso as coisas deêm errado.
É simplesmente fazer com murphy trabalhe a seu favor.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Recentemente no Malandricus rolou mais uma "justificativas para tratar mulher como uma buceta burra"
Eu nem tenho mais contato com essa gentinha exatamente por causa dessa série de post (sim, blogs podem acabar com amizades) e eu tava ignorando até então.
Mas uma coisa me chamou atenção num post recente deles.
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Ele usou um lance tipo "xavecar é agradar a mulher" ou qualquer besteira do tipo que só funciona mesmo se você for burra o bastante pra achar que um sujeito que só te vê como uma buceta sem alma e que só finge que te ouve pra te comer é alguém genuinamente preocupado com o seu prazer.
Isso em si nem me irritou tanto, eu e o anarcoplayba já tinhamos conversado sobre isso no msn e eu ainda acho que é bullshit, apesar do todo "é melhor alguém xavecar direito do que irritar uma mina na balada".
Sim, é melhor xavecar direito do que irritar uma mina na balada, assim como é melhor estuprar ao invés de matar.
Whatever.
O quem me chamou atenção é que ele diz que as pessoas são contra o "xaveco" por ser incompativel com a "monogamia", ou seja, ser contra tratar mulher como nada além de objeto e status social é ser antiquado.
A questão desse post é atualizar aos idiotas o que é o machismo atualmente.
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Há algumas décadas atrás, ser machista significava que mulher deveria ser monógama, princesinha, santinha, coisa e tal.
Aí, há alguma décadas atrás, ir atrás de uma mulher apenas para sexo era de fato algo contra os preconceitos da sociedade, isso dizia a mulher "você não precisa ser uma santinha, pode dar pra quem quiser sem preocupações."
E isso, claro, é verdade ainda hoje, não estou de nenhuma forma defendendo que as mulheres sejam santas.
A questão que a postura dos machistas mudou nos anos pós-feminismo.
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O machista atual não quer que a mulher seja santinha, quer que ela seja uma vadia.
O machista atual não trata mulher como alguém que cuida do filho, mas como alguém que trepa.
Ou seja.
Eu sei que isso é evidente e óbvio para boa parte dos seres humanos que acham que tem moral pra comentar situações, mas lá vai.
O machista atual não trata mulher como esposa, mas como objeto sexual
Isso é tão óbvio que eu até me sinto envergonhado de dizer, mas aparentemente, alguns idiotas não perceberam.
Esse tipo de machista é polígamo por natureza.
Talvez ele reverta a um machista old school depois de casar, mas no momento, monogamia é uma doença pra ele, pois ele precisa de bucetas, muitas delas e o tempo todo.
Ele só tem uma "carreira" pra conseguir buceta.
Só tem dinheiro pra conseguir buceta.
Só tem carro e "cultura" pra conseguir buceta.
O que?
Vai me dizer que ele é um tipo de anjo que dedica sua vida a agradar as mulheres?
Não, ele só é uma criancinha patética vítima de uma cultura que destrói sua auto-estima caso você não "pegue mulher"
Xavecar não faz bem pra auto-estima.
Um xaveco bem sucedido só preenche um vazio que só existe, em primeiro lugar, porque você é machista.
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Explicar "como se xaveca", idiota que seja, é uma coisa.
Uma coisa bem estúpida, mas whatever.
Agora tentar justificar isso como uma forma de agradar as mulheres.
Bom, Nietzsche já dizia que algumas mulheres são tão pobres de espirito que tudo que elas tem a oferecer é a buceta mesmo.
E a questão é que existem alguns homens tão pobres de espirito que tudo que eles tem a oferecer é 30 segundos de atenção e depois colher a recompensa.
O machismo está tão intrinseco que o sexo é uma recompensa.
Isso não muda de suas contrapartes dos anos 40.
A idéia da mulher querer transar com você para ter prazer é de tal forma absurda, que você precisa dar a ela outros motivos para ficar com você.
Isso e o fato que a concorrência é grande.
É claro que é.
Quando estamos tratando de mulheres-objetos (em nenhum momento eu disse que as garotas de balada são pobres seres carentes querendo atenção; são tão machistas quanto os homens), a concorrência é grande mesmo.
Quando estamos tratando de alguém que gosta de você não por que você se emocionou com um filme, mas porque você faz inveja as outras amigas, então você precisa mesmo se preocupar com a concorrência.
Porque não é uma questão de você tratar ela bem porque senão ela achará alguém que a trate.
É questão de você ter que ser um troféu bom o bastante senão ela achará alguém que é.
O homem-objeto não é um objeto sexual, é às vezes até um objeto intelectual (visto quanta gente entra nessa de "comunismo" só pra pegar mulher também).
O homem-objeto é alguém que precisa provar seu valor para a mulher porque ambos são tão pobres de espirito que a noção de uma pessoa gostar de você por quem você é se torna absurda.
O homem que realmente quer agradar uma mulher que ele goste por quem ela é precisa, obviamente, trata-la bem, fazer ela feliz, esse tipo de coisa, mas se ela não gostar dele por quem ele é, vira uma relação vazia com prazo de validade e constante medo de "ser trocado".
Troféus sempre ficam empoeirados mais cedo ou mais tarde.
E se você precisa se esforçar demais para agradar uma pessoa, então não há uma ligação muito forte entre os dois.
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Enfim, vamos parar de falar besteiras e se achar revoltadinhos por isso, ok?
Agora sim.
Pronto, acho que tirei.
Resolvi seguir o exemplo da Rebs e vou tirar os comentários do meu blog... assim que eu descobrir como.
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A questão é:
Se você leu meu blog e tem algo REALMENTE importante a dizer a respeito, me manda um e-mail ou fala comigo no MSN.
Pessoas anônimas ou que eu não conheço que não tem nada a dizer que não valha a pena mandar um e-mail não merecem atenção de qualquer forma.

sábado, setembro 09, 2006

Odeio essas coisas tipo "os neurotransmissores e as enzimas do sujeitos estão fodidas, então ele começa a ter crise de auto-estima"
Quer saber o que fode minha auto-estima?
Resumir minha vida a neurotransmissores e enzimas!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Duplo Oito* no Jornal da Globo

*Eight Eight = HH = Heloisa Helena (porque eu aprendo que nem todo mundo tem um humor refinado como o meu)

"bla bla bla, o que você acha sobre as celulas tronco?"
"Eu sou contra essas pesquisas! Olha, todo dia que nasce essas crianças, com um cordãozinho umbilical, aquilo pode ser aproveitado pra pesquisa de celula tronco! É só pegar aquilo!"

PUXA VIDA!
Que legal!
Quer dizer que estamos há alguns anos já nessa polêmica POR NADA?
Quer dizer que seria só pegar um cordão umbilical e fazer a pesquisa?
Oh puxa, ufa, ainda bem, uma questão a menos, podemos riscar essa questão da nossa listinha de "polêmicas" porque É ÓBVIO que o único motivo pelos quais os cientistas estão nessa polêmica é porque gostam de mexer com fetos.
Puxa vida, ao invés de utilizarem uma opção barata, viável, que não envolve aborto, nem nenhum tipo de questão ética, porque esses cientistas malvadões insistem em mexer nos pimpolhozinhos?
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É isso.
Cientistas, estou de mal.
Vou ouvir a Heloisa Helena, ela sim manja desse assunto.