quarta-feira, dezembro 15, 2004

Estava frio. Ele estava vestindo suas pesadas e velhas roupas. Todo fim de ano se vestia igual. Gostava daquelas roupas, eram quase como se fossem sua segunda pele, eram acima de tudo um simbolo daquilo que ele já fora. Mas naquele dia... naquele dia não passavam de velhas roupas...
Se sentou na frente da lareira, abriu uma carta, os velhos e cansados olhos não quase não conseguiam ler mais, entretanto, ele forçava a vista, dava importância as cartas que recebia... embora costumava receber muito mais cartas, ele ainda lia as poucas que chegava com a mesma boa vontade de antes, talvez não com o mesmo entusiasmo, mas ainda, com a mesma boa vontade.
A boa vontade se esvaiu, leu a carta, os impostos estavam atrasados, estava sendo coagido a abrir falencia... o governo levaria sua fábrica...
Era um velho industrial. Lembrava com orgulho dos bens que produzia na velha linha de montagem. Como seus produtos voavam o mundo inteiro. Como fazia tantas pessoas felizes. Seus funcionários eram um exemplo para o mundo.
Mas enfim... acabou obsoleto... não precisavam mais do seu serviço... os funcionários tristes, iam embora, até sua esposa o largou... disse que a magia havia acabado... que não havia porque continuar.
O velho respirou fundo. Imaginou a velha linha de montagem sendo substituida por máquinas e robôs, provavelmente seria fabricado algum refrigerante no lugar...
Largou a carta, começou a chorar... olhou para os céus e rezou... sabia que era a última vez que rezava... nesta vida pelo menos... junto a imagem de cristo, pedia perdão por duas coisas.
Pedia perdão pelo ato que estaria a cometer. O pior de todos os pecados.
Pedia perdão pela conclusão que chegara. Após tanto tempo sem serviço, começou a pensar e concluiu que era ele quem merecia estar ali, pendurado na cruz, estava pronto para aceitar as chamas do inferno... foi sempre muito religioso, mas afinal, pensou, "fui eu quem matei cristo".
Olhou para os céus pela última vez, lembrou o quanto gostava de sentir o vento no rosto enquanto atravessava os céus... pressionou o velho revólver contra a própria cabeça...
Nunca nem imaginou segurar uma arma de fogo, ali não era lugar para isso... a verdade é que o revólver foi a única encomenda que ele não havia entregue... tinha o lema de sempre entregar tudo que lhe pedissem, não importando o que fosse, afinal, seu último pedido havia sido este, estava desesperado, sem serviço a anos, sem funcionários, pessoalmente construiu a arma... por fim decidiu que era errado... não podia fazer aquilo... era moralista, antiquado, se recusava a fazer uma entrega que pudesse levar a consequencias desastrosas... fracassou em seu ultimo trabalho...
Um lágrima escorreu pelo rosto, uma bala perfurou o crânio... o pesado corpo do velho caiu no chão... sem vida...
Sua fábrica ficava em um local bem isolado... no fim, ninguém achou o corpo, sinceramente, ninguém nem procurou... ninguém sentiu falta... era como se ele nunca tivesse existido... era como se ele não passasse de uma lenda... de um conto de fadas... e foi assim que ninguém chorou a morte do papai noel.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Sblargh e as mulheres...

Lurdes era a melhor agente do serviço secreto brasileiro, era fria e calculista em combate... pena que era fria também na cama... e nem tão calculista assim...

Carla sempre sonhou em engravidar e ter um filho. Mas tinha que ser menino, pois era pedófila e não lésbica.

Luciana tinha um relacionamento estável e promissor, até a hora em que decidiu optar pelo canibalismo durante o sexo oral.

Leticia era uma lésbica sadomasoquista até que um dia resolveu se internar em um convento... tinha tesão por freiras...

Cletilde era machista. Andava sempre com um vibrador na bolsa para mostrar que é ela quem manda na hora do sexo.

Matilde era feminista. Se vestia de homem para fazer sexo com gays.

Juliana sentia que não passava de um objeto sexual, até o dia em que alguém abriu o pininho e ela murchou.

Karina era uma intelectual, saía com bêbados, pobres e infiéis achando que eles eram boêmios.

Marcia era uma artista de vanguarda do Rio Grande do Sul, adorava os amigos gays, mas desejava, pelo menos uma vez na vida, conhecer alguém que fosse heterossexual.

Clara gostava de homens de pau pequeno, nunca encontrou um parceiro na internet...

Mariana entrava em chats de sexo virtual, mas tinha que fingir que era um homem fingindo que era mulher para ter credibilidade.

Fernanda era uma ninfomaniaca gostosa que lia nietzsche e gostava de histórias em quadrinho... ou assim dizia seu profile no orkut.

Aline tinha um fotolog onde se exibia nua. Conquistou seu namorado graças ao photoshop.

Danielle ouviu um chamado de Deus durante uma orgia com 7 homens... ela pediu para Ele ligar de novo daqui a uma meia horinha...

Alice adorava o carnaval, só achava irritante ter que passar pela clinica de aborto todo santo ano.

Eva deu a maçã para Adão, mas quem pode culpa-la? O homem parecia um deus.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Turma da Mônica vai ter (mais) dois personagens que são deficientes fisicos. Embora, no caso do Humberto, é dificil avaliar se o seu problema é fisico ou resultante de um trauma psicológico, já o cebolinha parece que é genético, herdado de seu avô... mas enfim. A turma terá "Paralaminha", fã de Paralamas do Sucesso (em especifico Herbert Vianna) que usa uma cadeira de rodas e "Dorinha" que é cega.
Além disso, é dito que Xaveco será filho de pais separados. O que é um choque. Pois eu adoro os pais do Xaveco. Tem um gibi do Cascão, onde ele participa de um game Show contra a familia do Xaveco e é muito engraçado, exatamente por eles não serem importantes, então o apresentador fala "e do outro lado, o pai do xaveco, a mãe do xaveco, a irmã do xaveco" e a familia do Cascão dá risada dizendo "o Xaveco é tão secundário que a familia dele nem tem nome". O que é, realmente, MUITO engraçado. Mas enfim, essa familia sem nome, agora será desfeita.
A inclusão de deficientes fisicos na turma é muito bem recebida, eu não sei como que as crianças vão reagir ao divórcio em gibis, no que, vendo um documentário sobre a Vila Sésamo, os produtores, que abordam todos os tipos de assunto, disseram que o único a não ir ao ar foi um episódio sobre divórcio, uma vez que, ao ser apresentado a um grupo de crianças (todo episódio de Vila Sésamo passa por umas cobaias antes de ir ao ar) as deixaram tristes, pertubadas e ainda com mais dúvidas. Mãs, se o Mauricio diz que consegue, quem somos nós, né? Afinal, 2/3 das familias brasileiras não são mais nucleares.
Ainda falando em Mauricio de Sousa, é fato que é um saco pensarem que o Brasil só consegue fazer Turma da Mônica em termos de quadrinho, nosso potencial é bem maior que gibis infantis (não entenda melhor, mas sim, mais diversificado), só que quadrinho hoje é visto aos olhos do povão como coisa de criança. Isso não muda o fato que Turma da Mônica é um trabalho muito competente e importante, mas, repetindo, é uma droga que ninguém invista em quadrinhos mais adultos feitos por brasileiros. (por adultos, eu digo sérios e não eróticos). Aí restam os combo rangers da vida, que também ta no tópico, pois é escrito por um deficiente mental para um publico exclusivamente com QI abaixo de 27. Porque quando eu era criança, eu lia Turma da Mônica, que por vezes, usa um humor surpreendentemente inteligente, sem perder o toque infantil, porque qualquer criança curte Turma da Mônica, mas eu leio até hoje e dou muita risada. Mas, são os sinais dos tempos, os garotinhos não estão mais interessados em ver o Papa-Capim libertando animaizinhos, o Chico Bento nadando peladim na lagoa ou o Cebolinha cuidando da irmãzinha. O lance é misturar uma sátira de Power Rangers com um plágio de Meninas Superpoderosas e que venha o dinheiro!

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Foi lançado na Inglaterra (e provavelmente jamais será traduzido) "The Inside Out". Livro de Nick Mason, bateirista do Pink Floyd, onde ele relata sua experiência através da banda que mais mudou minha vida. Aliás, se hoje eu sou o que sou, seja isso bom ou ruim, é graças ao pink floyd. Tenho uma eterna divida de gratidão a eles por abrirem meus olhos para um mundo que, seja mais feio ou mais bonito, é pelo menos mais sincero.
Bom, o que mais motivou este post é que Mason diz "essa é a minha perspectiva - entre muitas - do que foram estas 4 décadas, toda minha vida adulta"
E tem uma coisa interessante, pois, pouca gente se atenta ao fato que o Mason foi o único membro do Pink Floyd a estar com o Pink Floyd 100% do tempo.
O Gilmour entrou a partir do segundo album (após a saída de Syd Barrett)
O Syd saiu após este mesmo segundo album
O Wright foi expulso após o The Wall, não participou da gravação do Final Cut e voltou quando metade do "A Momentary Lapse Of Reason" já estava feito.
O Waters Saiu após o Final Cut.
Então.
O Mason viu tudo cara... desde o comecinho, todas as turbulencias, todas as glórias. O cara passou por tudo. E mais importante, ele participou disso tudo.
E tem gente que diz "ah, quando sai um membro, a banda não é mais a mesma e devia mudar de nome".
Tsc, isso me dá tanta raiva. As principais bandas mudam de membros regularmente. O nome de uma banda tem uma aura mistica muito importante, um nome como Pink Floyd por exemplo é poderoso demais para se perder apenas porque um guitarrista e um baixista não conseguem resolver uma divergencia artistica. Pink Floyd mostra bem isso. A banda mudou muito de pessoal, mudou de gênero, foi underground, foi pop, falou sobre política, desespero, morte e viagem de avião. Mas a aura sempre esteve lá. Pode falar o que quiser, mas eu prefiro um Pink Floyd que muda de membro, estilo, mas se mantém honesto do que um Dead Fish que decide virar putinha de um dia pro outro.
Cada álbum do Pink Floyd foi cuidadosamente trabalhado, eles são a antítese do punk, Syd Vicious usava uma camiseta "I hate Pink Floyd".
Pessoalzinho Punk acredita em gravar uma besteira qualquer em uma semana, mandar pra rádio e foda-se; o que era muito legal e muito autêntico em 77, hoje o Charlie Brown jr. aparece na tv todo orgulhoso falando que gravou o cd dele em uma semana. Porque é isso hoje saca? Linha de produção. Se produz música igual se fabrica um carro. A banda faz um single, um hit pra tocar na rádio e enche linguiça com outras 12 músicas que ninguém vai ouvir mesmo. Trabalho virou sinônimo de arrogancia. Uma banda demora 2 anos pra lançar um album, a gravadora quebra contrato. Esse é o mundo em que vivemos. O da música reciclada. Grava-se a mesma música 37 vezes com a letra levemente diferente, a banda lança 3 albuns por ano, fica rica, cospe na cara dos fãs e não tem nem a decência de morrer de overdose aos 29 anos. Pra ouvir música boa hoje tem que ficar caçando nome de banda em site de música canadense, porque esses radialistas merecem um tiro na cara. Já é ruim essa noção de que rádio é vitrola, pior ainda quando é vitrola que só toca música porca.
Mas enfim, eu to me perdendo do tema aqui. Ou não, porque eu ia falar de nostalgia mesmo.
Porque quando eu li o cara falando tipo "4 décadas da minha vida", eu pensei "foram 4 décadas da minha vida também", saca? Pink Floyd representa muito essa minha meia-adolescência quando eu queria me enfiar num buraco e sumir do mundo, mas tudo que acontecia eram as crianças e os professores burros me puxando pra fora. Sem Pink Floyd eu provavelmente não teria sobrevivido a tudo isso... principalmente aos professores burros... rapaz, eu conheci gente burra na minha vida, mas que nem meus professores do colégio, não se compara, vai arranjar coleção pior de velho frustrado e neurótico assim na puta que o pariu, 2 anos depois e eu ainda tenho pesadelo com alguns deles...
Falando em professor, meu nobre e muy bacana professor de roteiro foi contratado pra escrever mini-série na globo, o que, provavelmente significa que eu perdi meu nobre e muy bacana professor de roteiro... aiai vida... lá vou eu de novo começar um curso que é muito bom só pra ver ele se esfarelando na minha frente... aliás, lá vou eu de novo começar qualquer coisa na minha vida de novo só pra ver ela se esfarelar na minha frente...
Ó vida, ó mundo e eu desisto, ninguém lê essa merda aqui mesmo.
Tentando reproduzir minha conversa com o cunha.
Estarei eu jogado numa sarjeta, morrendo de fome, quando o Cunha passa na minha frente de Porsche com 8 gostosas copacabanenses no carro. Eu viro então pro mendigo do lado e digo.
"Ta vendo? Aquele poderia ser eu. PODERIA SER EU!! Mas ah... nunca conseguir ajeitar o template do meu blog..."

quarta-feira, dezembro 08, 2004

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Comecei a trabalhar hoje (beeeem começo) numa continuação de "Chuva Contra o Vento...", digo continuação por se passar mais ou menos no mesmo espaço físico e reaproveitar um ou dois personagens. quero mesmo usar a amiga do Marcos de novo, ela acabou se tornando um personagem muito bacana, tipo, vocês ainda estão no terceiro número (o que? Nem isso? Vergonha!), mãs o maior poder do roteirista é saber o que acontece no fim, portanto digo que esperem um poquinho porque ela acaba se tornando um personagem bem divertido, aliás a série toda fica bem mais divertida depois do quarto número, eu to bem ansioso por esse quarto número, vai ter até o dobro de páginas e tudo mais. Aham, não entendam isso como se a série não estivesse divertida até então; ela está; é que eu, numa auto-avaliação modesta, considero que evolui bastante nesse negócio de roteiro a partir do número 4, mas no final os 3 primeiros números acabaram sendo uma base bem sólida, apresentando de forma bem eficiente os personagens todos.
E ainda nessa brincadeira toda de roteiro, eu finalizei a primeira versão de "7 filhos", este qual, não está satisfatório ainda e eu terei que reescreve-lo muitas vezes, mas ta sendo um puta aprendizado, tenho que lembrar de no futuro me dedicar mais ao argumento, pra deixar a mitologia toda armada no argumento, ficar trabalhando personagem durante o roteiro é embaçado, principalmente quando é o personagem principal, sei lá, as vezes você pega uma parte do começo e outra do meio e não parece que se trata da mesma pessoa, o personagem as vezes não age como se tivesse personalidade própria, mas sim como se fosse um mero instrumento para que a história andasse... voltando... no meio tempo eu vou ver se escrevo uma história de uma página ou duas pra um fanzine chamado "Ainda", eles tem umas histórias bem softs e bonitinhas o que é bom, pois nesses meses que eu me dediquei a "7 filhos" tive que me focar muito em formas criativas e inusitadas de se matar um ente querido. Bwahahahaha. O que foi bom, pois antes disso tinha me dedicado ao "Chuva Contra o Vento..." que é bem soft e bonitinho. Enfim. Eu escrevi esse textão porque percebi que as vezes eu fico sem escrever por falta de assunto enquanto tenho vários projetos que poderia estar pedindo opinião. E, só pra fechar agora. Um trechinho de "7 filhos", peço carinhosamente a opinião de vocês e grato pela atenção. Então, esse post todo é pq, mal-humorado, sempre comento que o desenhista recebe mais atenção que o roteirista, mas pô, isso é culpa minha, o Cunha ta sempre falando do zine em todos os zilhões de sites dele, enquanto eu fico discutindo islamismo confundido com judaísmo no meu, é hora de vestir a roupa e dizer com todo orgulho que pretendo ser roteirista no futuro bem próximo, ah, aliás, os gêmeos dos 10 pãezinhos mandaram um mensagenzinha pro cunha dizendo que curtiram o fanzine, o que é bem bacana, pois eles que nos incentivaram em primeiro lugar.
Então, é isso, para os 2 ou 3 leitores do blog, aí está o lado "roteirista" da minha vida. Quem precisar de um roteiro ou algo assim, sinta-se livre para encomendar um, eu cobro baratinho. Bwahahahhaa. Escrevo para quadrinhos, videoclipes, cinema, videos institucionais e, caso seja o caso, teatro, embora esse último não seja minha área de atuação. Ah, aliás, se você for Record ou Band, eu realmente poderia escrever uma mini-série pra vocês... tipo... *aham* vocês estão mesmo precisando. Sério, eu tenho umas idéias, ambientes urbanos, violentos e caóticos são minha inspiração, digo, entre a classe média cor de rosa das novelas da globo e a violência ridiculamente exagerada da turma do gueto existem seres humanos de verdade realizando atos surpreendentes. Se não na vida real, na minha cabeça pelo menos (que se esforça mais para criar histórias interessantes do que para reproduzir o real de qualquer forma). Enfim, "vida comum é uma coisa bem complexa".
Bom, esse foi um dos posts que eu mais me diverti escrevendo nos últimos tempos, espero MESMO que mais do que 2 pessoas leiam dessa vez. Falow e boa sorte com suas vidas.

domingo, dezembro 05, 2004

Após ler Joseph Campbell, eu percebi que nunca acreditei tanto na bíblia e tão pouco no papa.
A bíblia é um livro interessante, eu irei lê-la um dia. Dessa vez com os olhos certos. Sem aquela palhaçada que te ensinam no catecismo.
Queria aliás, ler várias versões da bíblia. A bíblia evangélica (essa da universal) é bem mais violenta do que a bíblia católica, ler o Alcorão e compará-lo com o velho testamento deve ser uma expêriencia interessante também, uma vez que este velho testamento é um resumo do Alcorão, aliás, perceba aí uma tentativa do catolicismo de "eliminar concorrencia". Chamando os messias do islamismo de "velho" e Jesus de "novo". Hj é tudo velho, não faz diferença, bwahahahaha, mas naquela época deve ter sido um choque, lá pro ano 40 ou 50 quando alguém chegou e disse "olha gente, esse livro que vocês tem lido está velho, ele tem coisas interessantes, mas num geral, ele está velho, Deus não está mais bravo com a humanidade, o profeta já chegou, já fez as pazes e aqui está o novo livro com as novas regras, tudo novo para um mundo novo e melhor".
Bem, o mundo novo se tornou velho e ninguém escreveu um "novíssimo testamento" ou um "testamento versão 3.0", embora exista o evangelho segundo o espiritismo, que parece ser bem mais inofensivo do que as bíblia normais.
Das religiões judaico-cristãs, o espiritismo parece mesmo ser a mais honesta, ainda estão presas as correntes do "deus é um velho barbudo te olhando lá de cima", mas pelo menos não se envolve em politica, não segue nada cegamente, tem a genuína e honesta função de ensinar as pessoas e seguir melhor seu rumo. Sem contar que ao falar com espiritos mostra-se que eles estão mais intimamente ligados com as energias místicas da terra do que os judaico-cristãos habituais. Mas de novo, ao não considerarem os espiritos seres desse mundo, eles perdem uma parte muito valiosa da lição toda.
Mãs, quem sou para dizer aos outros como viver suas vidas, né? Eu só gostaria que os padres e pastores todos soubessem do que falam antes de sair por aí "ensinando" coisas. Há ensinamentos belos na bíblia e, afinal, Jesus é um guia muito bom e conseguiu de fato, revitalizar a religião do "velho testamento", naquela época o novo testamento realmente era novo e fazia sentido. Hoje ainda faz de certa forma e a bíblia pode muito bem iluminar o caminho de muitas pessoas. Tudo o que precisamos é que os malditos padres calem a boca.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Tem alguns raros momentos na sua vida em que você cria fé nas pessoas, sabe? Em que você vê uma luz REAL no fim do túnel, que você saca e presente a esperança, que você sonha acordado com alguma coisa, sabe o que é sonhar acordado? Sabe quando você conversa sozinho, meio que treinando seu dialogo com um evento futuro? Sabe quando você acha que agora é a hora, que é agora ou nunca, que esse é o momento onde é decidido se sua vida continua caminhando para o abismo ou se é hora de criar uma ponte e passar por mais essa dificuldade? Sabe? Eu não sei mais.

segunda-feira, novembro 29, 2004

domingo, novembro 28, 2004

http://s4.invisionfree.com/politizadosforum/
Fórum pra discutir política, mãs, tem pouca gente, entretanto os poucos que tem, tão de boa vontade, vamos se registrar lá gente. Ta rolando uns assusntos interessantissimos, só falta gente que os discuta.

quinta-feira, novembro 25, 2004

Tsc.
Preciso retomar um ritmo de escrita.
Relaxei muito depois que comprei o GTA novo, hehe.
É foda quando tem um jogo tão bom que para minha vida.
Antes de consertar meu PS2, eu catei aqui no emulador Chrono Trigger, que acredito que foi o meu primeiro contato com RPGs para video-game. Cara, eu chorei pacas no final. O jogo tem uma ótima história. E o lance é: procurem no google "Chrono Ressurection", e vcs verão que uns caras tavam 3derizando o jogo e tava ficando MUITO LOCO, mas a square processou os caras e o projeto acabou. Um tristeza enorme... ainda mais porque eles iam distribuir o jogo de graça na net, nunca foi intenção ter fins lucrativos, era só um grupo de amigos programadores que se reuniram e decidiram fazer essa homenagem ao jogo, mas sei lá, direitos autorais são foda.
Direitos autorais atrapalham um monte de coisa, algum partidário do "copyleft" deve ter sacado uma forma justa de viver sem eles, mas eu não vejo como, acho que as leis deveriam se restringir a tipo, se eu escrevo um roteiro, apenas eu posso vendê-lo, saca? Mas, se não for pra uso comercial, qualquer um pode ler e alterar o roteiro a vontade, só não pode vender o que foi alterado. Com livro é mais complicado, já que um roteiro sem produtor não é quase nada, mas o livro em si é uma obra completa, acho que deveria liberar que fotocópia destes, não acho que isso prejudicaria tanto o comércio (já que, quem tem grana pra comprar livro, vai e compra, não perde tempo tirando xerox), o lance é que livro é muito caro, o Cunha fez a capa de uma revista virtual onde a matéria de capa foi a leitura, e como sempre, o Brasil é ridiculo nesse ponto e, mesmo com pouquissimas pessoas lendo, o preço do livro é 3 vezes maior do que nos EUA ou na Europa. Isso é ridiculo.
Ultimamente direitos autorais de personagens isolados tem se tornado um tema. É fato que o Sam Raimi não deixou que usassem o "Ash" (de Noite Alucinante) para fazerem uma sequencia de Freddy vs Jason. Isso é interessante, pois, mesmo que os estúdios tenham direito de fazer o filme "Noite Alucinante" quantas vezes eles quiserem, eles não podem usar esse personagem isolado num roteiro diferente.
Com quadrinhos é a mesma coisa, o Neil Gaiman tem processado o Todd Mcfarlane pelos direitos do Miracleman, não sei quem é Miracleman, mas se o Alan Moore ta escrevendo um personagem criado pelo Neil Gaiman deve ser foda.
Em videogame eu acho engraçado como direitos autorais de personagem não mudavam muito. Não é mito, nem lenda, é fato que o personagem Ryo de Art of Fighting (e também King of Fighters) é o Ryu (de Street Fighter) com cores diferentes e cabeça "recortada", o que talvez seja o plágio mais descarado da história do video-game, mas, o mais impressionante é como tudo foi ajeitado sem tribunais. No jogo Street Fighter Alpha (ou Zero), a Capcom pegou o Ryo (que é uma cópia do Ryu com cores diferente e cabeça recortada e trocada), trocou as cores, recortou a cabeça, colocou outra cabeça e criou o Dan, um personagem patético, de golpes incompletos e que só serve de piada mesmo, pois é horrivel lutar com ele. Ou seja, uma brincadeirinha simples que impediu anos de tribunal. Coisa que talvez não acontecesse, já que a capcom é dona da snk, de qq forma, seria legal se o Neil Gaiman criasse um personagem ridiculo chamado "Miracleguy" que fosse um ex-desenhista que virou um empresário problemático e falido e assim, as coisas se ajeitassem.

terça-feira, novembro 23, 2004

4 da matina.
Tenho prova amanhã e estou acordado... talvez esteja jogando videogame demais... nah...
Videogame, gibi, sexo e rock n roll nunca é demais.
Se eu tivesse mais tempo jogava mais videogame.
Se eu tivesse mais dinheiro, comprava mais gibi.
Se eu tivesse mais nexo, faria mais sexo.
Se eu tivesse mais fé na humanidade, escutaria mais rock n roll.

Enfim, entende? Essas coisas nunca são demais. É o universo ao meu redor que me impede de dedicar 100% do meu ser a isso.
Não só o universo, mas meu próprio eu. Afinal, trabalhar, estudar, etc. fazem parte de mim. Uma parte dispensavel que só serve pra manter o capitalismo girando e roubando, mas enfim, parte.
Ô vidinha escrava, então, tenho jogando GTA: San Andreas e a história se passa em 92, na triplice Los Santos (Los Angeles), San Fierro (São Francisco) e Las Venturas (Las Vegas).
San Andreas conta a história de Carl Johnson (CJ) que volta de Liberty City (Nova York, onde o primeiro jogo se passa, pros desinformados, GTA: San Andreas é o terceiro, após GTA III e GTA Vice City, onde, Vice City representa Miami), enfim, CJ volta de Liberty City para enterrar a mãe, que morreu vitima de uma emboscada para pegar seu irmão, que é lider da gangue da Grove Street, sempre em guerra com os Ballos (que mataram a mãe e o irmão mais novo de CJ).
Enfim, enquanto o primeiro GTA III lidava com o clima caótica de Nova York de meados dos anos 90 (não sei exatamente, minha dedução é 94, mas posso estar errado), onde o crime organizado não é tão organizado assim e GTA: Vice City, lidava com a crescente onda de imigrantes ilegais entrando nos Estados Unidos nos anos 80 (de novo, não lembro a data exata, acho que é 1987) ao mesmo tempo que a cocaína começa a entrar no país, o que, faz de muitos desses imigrantes sem emprego, formarem gangues para sobreviver do tráfico.
GTA: San Andreas trata dos negros e sua cultura de gangue em 1992. A forma como os brancos se trancaram nos suburbios fazendo dos chamados bairros negros (o que, aqui no Brasil, seriam as favelas) em verdadeiras zonas de guerra (por vários motivos, assim como os imigrantes, negros pobres começam a traficar droga até este comércio se tornar maior que a maioria das empresas legitimas e assim, gangues são formadas como se fossem empresas), mas, nisso, temos os dois lados, a familia da Grove Street que são os "traficantes legais" que só vendem maconha, respeitam seus vizinhos, se ajudam em tarefas que nada tem a ver com o tráfico e que se portam como familia; do outro lado estão a gangue dos Ballos que vendem Crack, droga esta, que está destruindo o bairro de forma assustadora, que transforma "gangstas" em escravos viciados, fato este que é bem verdade, percebe-se lendo "Estação Carandiru", o crack, de fato, alterou todas as regras do "submundo", sendo esta, talvez, a droga mais viciante de todas. Enfim, acho que eu passei da metade da história faz pouco tempo, mas, ela é muito bem escrita, sempre mantendo esse ótimo humor politico e acido e lidando muitissimo bem com os sub-estereótipos (existe o estereótipo do negro de gangue, mas dentro desse existe o "gangsta old school", o maconheiro, o líder que se preocupa mais com a vizinhança do que com o tráfico em si, e esse tipo de coisa).
Enfim, isso é o que me manteve acordado poucas horas antes da prova. sem saco e com sono.
Me despeço.

sexta-feira, novembro 19, 2004

O mais interessante desse blog é ver o que eu escrevia quando tinha 15/16 anos.
Cara, eu realmente odiava o colégio... e eu curtia Complicated da Avril Lavigne...
É issae, crescer e mudar, não tenha vergonha do que você já foi, porque, no fundo, ainda é maizomenos a mesma coisa.
(mas, esperançosamente, sem Avril Lavigne)

Ahn, acho que vou voltar com o blogspot, ele ta meio reformulado e a UOL ta zuada...