"CPI acusa MST de praticar Atos Terroristas"
"Lupion afirmou que "o setor produtivo não aguenta mais ser desrespeitado". Para ele, o relatório do deputado João Alfredo ameaçava o direito de propriedade da terra. Alfredo afirmava que a causa dos conflitos no campo é a falta de reforma agrária." (bla bla bla) "Em seu relatório paralelo, que foi aprovado, Lupion sugere a aprovação de um projeto de lei que transforma em crime hediondo o saque ou invasão de propriedade privada." (bla bla bla) "O relatório sugere uma reestruturação para fortalecer o Banco da Terra - que realiza o financiamento para que os trabalhadores rurais comprem a terra."
Ok, aqui temos alguns pontos.
- A invjea que os conservadores têm dos norte-americanos chega a pontos ridiculos, é tipo "ahhhh, eles tem terroristas e nós não, que merda!", então inventaram um grupo terrorista do nada só pra, sei lá, pegar bem na ONU. O MST é uma milicia armada, com ideais perigosos e, quando invadem, devem ser punidos de acordo com a lei, entretanto, eles não são terroristas, eles podem ser criminosos, mas terrorista é uma palavra forte demais pra ser desperdiçada assim.
- A tentativa do P-SOL (o PT de 10 anos atrás) de deixar os caras dentro da lei, digo, porra, ok, você pode concordar com eles quanto quiser, pode apontar as causas sociais pra revolta, mas, se você permite que os caras invadam fazendas e não faz nada, então você deu a uma milicia armada um status especial perante a lei, o que só é bom se você concorda com os ideais dos caras.
Os ideais do MST são absurdamente diferentes da Klux Klux Klan, mas até onde "ah, coitadinhos, eles só estão lutando pelo que acham certo" se aplica, é a mesma coisa.
Apoiar os atos é uma coisa, apontar causas do problema e propôr soluções ´é uma coisa, virar a cara pra atos criminosos por concordar com a ideologia do crime, isso é bem diferente.
- Tornar invasão de terra um "crime hediondo" é outra atitude extrema fanática (PFL vs P-SOL da nessas coisas mesmo, é um fanático falando merda de um lado e o outro fanático respondendo merda do outro lado), eu acho que o dono da terra invadida tem total direito de auto-defesa e ta livre pra atirar em quem quiser pra proteger sua prorpriedade, mas se a invasão é "pacifica", não tem porque o crime ser "hediondo". Na minha humilde opinião, pra ser crime hediondo, alguém tem que, no minimo, se machucar; tortura é um crime hediondo na minha opinião, agora invasão de terras causa prejuizo financeiro, o que é hediondo se tratando de pessoas que não tem nada, longe de ser o caso dos latifundiarios em questão.
- Por fim, o PFL conseguiu um tempinho pra pedir que o papai governo passasse a mãozinha na cabeça deles e "fortalecer o Banco da Terra", para "trabalhadores rurais", agora que vemos como os conservadores agem. É um absurdo a tentativa do P-SOL de legalizar invasão de propriedade privada, mas eu até simpatizo com os caras quando vejo que o PFL consegue legalizar o desvio de verba pública!
"Dezesseis pessoas foram presas nesta terça-feira acusadas de promoverem exploração sexual em prédios da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio)."
- É isso gente, 16 trabalhadores honestos foram presos por realizar um comércio que desagrada alguns puritanos.
Parabéns ao governo brasileiro por colocar um assassino, um estuprador e um comerciante honesto na mesma cela só porque o comércio é "feio".
O CMI ultimamente só tem falado de Passe Livre, pelo jeito Passe Livre virou "A" luta revolucionaria do momento.
Antes eles lutavam por reforma agrária, reforma na educação, revolução, tal, hoje lutam por passe de ônibus.
O movimento está se deteriorando. Qual vai ser a patota de amanhã?
" Marcha reúne mais de 15 mil pessoas em Brasília"
- Pelo aumento do salario minimo, ou seja, 15 mil pessoas que não entendem nada de econômia pedem ao governo uma intervenção no mercado que vai fazer os grandes industriais e presidentes de multinacionais dizer "ahh, que saco, vou adiar a compra do meu iate pro ano que vem" enquanto pequenas empresas quebram por todo o país. Aí alguém me disse uma vez "isso no Brasil não é problema, porque se a empresa não estiver conseguindo pagar o salário minimo, ela vai simplesmente começar a contratar sem carteira assinada", o que a faz refém de fiscais do governo.
Eu amo sindicatos, acho que sindicatos servem como excelente contra-peso pra impedir que a renda se concentre muito na mão de poucos, a habilidade de trabalhadores se reunirem e decidirem que merecem ganhar mais é essencial para o livre mercado, pois força de trabalho é um produto e quem vende tem que vender pelo preço que acha melhor.
Entretanto, há a diferença gigante entre pedir pra empresa e pedir pro governo porque se o pedido estiver fora da realidade, a empresa pode recusar (acreditem ou não, empresas não simplesmente demitem todo mundo e recontratam de novo), agora o governo não sabe como a econômia funciona, ele *não tem* como saber, entretanto ele tem como apontar uma arma na cabeça do empresário e força-lo a pagar ou a fechar as portas e o governo não se importa com a segunda opção.
Mais uma vez, a "luta de classes" faz suas vitimas, os partidos de direita dão os subsidios apropriados para as grandes industrias (que subornam os partidos de direita) não se sentirem "penalizadas" com o aumento (enquanto aumentam o imposto do resto dos trouxas) e os partidos de esquerda conseguem popularidade porque a pessoa pensa "agora sim esses empresários malvadões serão obrigados a nos pagar mais" e enquanto isso, a imensa massa que não é nem "proletário" e nem "burguês" simplesmente se ferra por não ser publico alvo de partido e nem ter dinheiro pra subornar o governo.
PS: Não pra dizer que os "proletários" em questão são pessoas ruins, não, eles estão agindo em interesse próprio, aumentar o poder de compra do trabalhador é bom pra todo mundo, mas isso tem que acontecer de forma natural ( palavra horrivel, eu sei que é, não reclamem, vocês me entenderam), o trabalhador tem que estar sempre pedindo e o empresário tem que estar sempre ouvindo e, na medida do possível, sempre estar cumprindo a exigência para que o trabalhador sinta que a recompensa pelo seu esforço é justa; a merda toda é envolver na "negociação" um orgão cuja unica finalidade é matar pessoas que não estão "de acordo".
Bom, é isso por hoje, as noticias eu peguei do UOL e do Vermelho.org
Essas são as minhas opiniões e, assim como as opiniões de qualquer pessoa em qualquer ponto do universo, elas estão erradas.
Um daqueles paradoxos divertidos da era da internet, onde temos um lugar particular que desenvolvemos para ficar sozinhos enquanto nos expomos voluntariamente para todo tipo de gente estranha e má que queira ver.
quarta-feira, novembro 30, 2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
Bom, deixando de ser imbecil, vou voltar a fazer o que eu gosto que é escrever histórias.
Eu já pensei num filme de 15 minutos, vai ter prostitutas, tiros, velhas de bikini, The Cure e poodles brancos.
Vai ser ótimo.
Eu já pensei num filme de 15 minutos, vai ter prostitutas, tiros, velhas de bikini, The Cure e poodles brancos.
Vai ser ótimo.
USP
38 pontos, tipo, um milhão a menos do que eu deveria ter feito pra passar.
Tudo bem, acho que a Marilena Chaui já tem problemas demais.
Tudo bem, acho que a Marilena Chaui já tem problemas demais.
domingo, novembro 27, 2005
Fuvest
Evento onde se disputa contra outras milhares de pessoas a oportunidade de receber um serviço que você passou a vida inteira pagando.
quinta-feira, novembro 24, 2005
Passe-livre, Pernambuco, livre mercado e o Gulag canarinho.
Ok, o que houve?
No CMI está rolando a noticia de que o Ministério Publico de Pernambuco decidiu que manifestantes presos na revolta contra o aumento das passagens não serão liberados.
Isso está sendo chamado de um "ressucitamento do AI-5", onde protestantes e presos.
O que a população pede?
O protesto é por duas coisas.
Primeiro contra o aumento da tarifa e depois pesso passe livre estudantil.
Ok, nem todo aumento de preço se dá pela ganância cruel dos bla bla bla whatever, às vezes os custos de manutenção e de combustivel ficaram mais caros.
Nesse caso, o que você vai fazer? Cortar os gastos com manutenção? Talvez, se as pessoas não se importarem em andar em ônibus menos seguros, é o certo mesmo.
Passe livre estudantil.
Qual a base ideológica para querer andar de ônibus de graça?
Ônibus precisam ser fabricados, abastecidos, supervisionados e diriidos.
Isso envolve o trabalho de uma porção de gente, administrar uma empresa não é fácil, dirigir um ônibus também não, pô, o pobre do homem está te levando pra lá e pra cá, ele quer ganhar alguma coisa no fim do mês.
Não existe serviço de graça, se você não paga, alguém está pagando.
Isso é a coisa mais óbvia do mundo, sendo assim, qual o raciocinio lógico?
"Eu pago impostos!"
O que você quer?
"Que o Estado faça um serviço pelo qual eu paguei."
Oras, o que um capitalista quer não é exatamente que um serviço pelo qual ele pagou seja feito?
A diferença é que pra nós não é supresa que o Estado não vá fazer o que prometeu, mentir é uma atitude previsivel do Estado, não porque governantes tenham um coração ruim ou uma alma estragada, mas simplesmente porque eles não tem nada a perder.
Se eles mentem e a população reclama, eles prendem um monte de gente e fica por isso mesmo.
O máximo que a população pode fazer é demitir aqueles caras daqui a 4 anos.
O problema é que pra baixar a tarifa do ônibus é preciso aumentar os impostos pra cobrir aqueles gastos e, diferente da companhia de ônibus, é proibido, pela lei dos que tem exército, de boicotar o governo.
Se foi o governo que mentiu e roubou, porque o ônibus foi depredado e a prefeitura continua inteira?,
.
Olha, se alguma coisa eu sou a favor de (através de caridade privada), passe livre para desempregado procurar emprego, porque esse é o cara que quer ser produtivo, mas que por algum motivo não consegue.
Agora porque um sujeito quer regalias por estudar, já que estudar é um acumulo de conhecimento individual? Eu seria a favor até de um passe livre para professor, que espalha conhecimento para os outros, agora para estudante... porque?
Se o seu conhecimento está sendo adquirido para, no futuro, ser útil a população, não se preocupe, quando esse futuro chegar, você ganhará dinheiro e eu posso estar enganado, mas você não vai querer usar esse dinheiro para pagar a passagem de ônibus de alguém que, no momento, não faz nada por você.
Quais as pegadinhas disso tudo?
Primeiro é a diferença entre protestar contra o aumento, boicotar a empresa e destruir ônibus.
Quando Martin Luther King decidiu protestar contra o racismo que obrigava negros a sentarem nos bancos traseiros dos ônibus, o que ele fez foi organizar a sociedade e boicotar a empresa até leva-la a falência.
Ele fez isso convencendo os que tem carro a dar carona e os que podem ir a pé que fossem a pé, em pouco tempo a companhia de ônibus foi a falência porque o Estado em questão (não lembro qual é agora) a proibia de liberar os assentos para negros.
Quanto tempo de boicote demoraria para que a tarifa não subisse?
E se, mesmo arriscando a falência, a tarifa subisse?
Os caras realmente acham que a empresa ferra a populção por prazer?
Nem o governo ferra a população por prazer, ele faz isso pra manter o poder.
O prazer da empresa em ferrar a população seria conseguir lucro. Oras, se a atitude da prejuizo... qual a lógica?
A não ser que...
A empresa apostou que a população seria fraca demais para boicotar.
Eu concordo que muitas pessoas não tem escolha, mas se eu absolutamente tivesse que boicotar o ônibus, eu conseguiria resolver minhas necessidades com uma hora de caminhada.
Em épocas de vagas magras eu faço essa uma hora, é uma saco, mas não mata ninguém.
Agora, você tem R$ 1,65, que você ganhou passando o dia todo em lugar que você odeia fazendo alguam coisa que você não gosta, você poderia acordar uma hora mais cedo e andar, entretanto você acha que vale a pena pagar R$1,65 ao invés de andar uma hora.
Nesse caso, porque você está protestando? Você aceitou pagar oras bolas.
Nessa vale a máxima "Algo vale o que se está disposto a pagar".
Se a empresa tem culpa de alguma coisa, é de ter parceira com o governo para que seu monopólio seja garantido.
Nesse caso, o meio mais eficiente de lidar com isso é, de novo, destruindo a prefeitura e não o ônibus.
Como o livre mercado lidaria com isso?
Em São Paulo, terra capitalista e gente boa, isso já foi resolvido de certa forma.
Quando as passagens começaram a aumentar muito, começaram a surgir as vans.
Logo, as vans foram consideradas pelo Estado opressor "transporte ilegal".
Porque ilegal?
Se você falar que é porque não paga imposto, então eu digo que esses motoristas devem ser condecorados e tratados como heróis.
Olha só, o imposto é pago para qie sja fornecido transporte publico.
Eu forneço transporte publico.
Porque eu tenho que pagar por um serviço que eu faço?
Se você falar que é porque é perigoso, então eu digo que a população não é imbecil e sabe pesar por conta própria o custo x beneficio(risco) das coisas.
Logo, as vans foram "legalizadas", primeiro porque paulista é um povo legal e a gente manda o governo se foder quando ele quer nos impedir de comercializar algo, depois que é para cobrar imposto, imposto esse que vai para o seu concorrente.
Como o governo se esforça (e muito) para impedir a livre concorrência entre transportes publicos, a idéia das vans não pegou de forma tão ampla quanto pegaria caso o mercado fosse livre.
Caso não houvesse a excessiva taxação e regulamentação, transporte publico funcionaria que nem taxi.
Taxis geralmente são alugados e o "dono" do taxi paga uma mensalidade todo mês para o dono do taxi.
O que impede de o mesmo ser feito com uma van que ao invés de carregar 3 passageiros, carrega 20?
Ah, sim, o governo.
E como o livre mercado lida com pessoas que não podem pagar transporte?
Primeiro, empresas geralmente pagam transporte pros seus funcionarios.
Isso é uma lei, mas no que uma empresa cresce, isso se torna inevitavel, pois é impossivel para a empresa contratar só pessoas que moram perto dela, é o tipo de lei que eu acho que existiria mesmo sem o Estado, não fosse o caso da empresa pagar diretamente o transporte, ela pagaria um salario que seria suficiente para o trabalhador pegar o ônibus, senão não valeria a pena para ele trabalhar lá.
Sem contar que, graças a concorrência, o transporte seria mais barato de qualquer forma.
Estudantes, como eu disse, são pessoas improdutivas, eles representam um gasto sem retorno e quem paga esse gasto somos todos nós (e porque? Oras, porque os caras com as armas mandaram e a gente obedece pra não levar um tiro na cabeça).
Se todas as faculdades fossem privadas, o custo para se chegar a faculdade seria levado em consideração.
Faculdade A tem mensalidade de 500 reais no centro da cidade e custa 100 reais por mês para o estudante chegar lá.
Faculdade B tem mensalidade de 450 reais na periferia da cidade e custa 200 reais por mês para o estudante chegar lá.
Qual você estudaria?
Esse tipo de coisa entra na conta quando o preço é considerado, tanto que faculdades costumam ter (seja de forma externa ou com parceira da própria faculdade) sistemas de transporte para alunos que moram mais longe e eles seguem a regra do mercado "O preço mais baixo que as pessoas estão dispostas a pagar". (não é o mais baixo possível porque o coitado do motorista precisa visitar as boas moças do Baco´s no fim do mês, algumas das quais estudam na faculdade que ele faz o transporte, mas isso é outra questão)
Quanto a estudantes pobres demais que querem pagar a faculdade e desempregados pobres demais que querem procurar emprego; hoje, mesmo com a muleta do Estado (mentindo dizendo que vai ajudar essas pessoas fazendo a população as ignorar) e com burocracias em cima de burocracias, as instituiçõe de caridade já fazem esse tipo de coisa, em um livre mercado, onde elas seriam a unica alternativa a essas pessoas e não seriam taxadas e burocratizadas, tais instituições seriam mais presentes e eficientes.
E nem é preciso delas, mesmo em um mundo onde, teoricamente, o governo fornece educação, empresas sempre estão dispostas a pagar cursos profissionalizantes pros seus funcionarios, sem a muleta do Estado, sindicatos provavelmente reinvidicariam a educação básica dos filhos dos funcionarios como parte do pagamento e as empresas provavelmente não se importariam tanto em fazer isso, pois elas não precisariam mais pagar impostos (inclusive os relativos a educação), então esse dinheiro poderia ser usado.
E claro, sem a existência de escolas gratuitas, de regulamentações do MEC, de impostos abusivos e com a existência da vontade de aprendizado as pessoas, bastam uma sala de aula e um professor para que um curso seja admnistrado, a função de tal curso será decidida pelo mercado (ou seja, "o que vocês *querem* aprender?" ou "o que vocês *querem* que seus filhos aprendam?"), a qualidade será decidida pela concorrência e o preço será decidido pela capacidade de pagamento do publico-alvo.
Seja como for, o professor com uma sala de aula não tem um exército para protegê-lo de clientes insatisfeitos, diferente do Estado que rouba o teu dinheiro, te fornece um serviço ruim e te prende quando você decide boicotar tal serviço.
Conclusão
Eu acho protesto pelo passe livre um nonsense sociológico.
São pessoas querendo algo pelo qual elas não trabalharam, juro que não entendo, desculpa se isso faz de mim um alienado que não entende que a classe intelectual deve viver as custas da classe trabalhadora.
Não é a mesma coisa do sujeito que escreveu um livro que o motorista do ônibus leu.
Não é a mesma coisa do sujeito ensinando o motorista de ônibus a fazer contas de matemática.
É o sujeito adquirindo conhecimento, não repartindo e querendo que o motorista do ônibus pague ele por isso.
Eu acho protesto pelo aumento da tarifa bem legitimo.
As pessoas pagaram ao governo um serviço, o governo pagou a empresa de ônibus e a empresa não cumpre o serviço prometido.
Entretanto, a empresa segue uma lógica do mercado (que são trocas voluntarias entre seres humanos com propósitos diferentes) e o governo se propõe a fazer um serviço para a população.
Você pode considerar isso o quão imoral você quiser, mas a empresa de ônibus está pouco se fodendo pra você, o que é justo porque você claramente não se importa com o fato que alguém vai perder o emprego graças ao ônibus que você destruiu, ela quer uma coisa e você quer outro, ela propõe uma troca e você destrói coisas, sério, quem é o egoísta aqui?
O governo, por outro lado, só existe para satisfazer a população, essa é a proposta do governo, isso ele não faz, ao mesmo tempo, ele impede que outras pessoas entrem no mercado de transporte publico, ao mesmo tempo, através de impostos, ele força a tarifa a subir.
Então no final, você tem 2 culpados.
1 - A empresa que faz o que quiser com a tarifa porque o ônibus pertence a ela e é uma puta arrogância sua querer decidir o que um cara faz com seu ônibus. (eu fico puto em pensar em quanto dinheiro foi gasto pra colocar mamilos no George Clooney e chama-lo de Batman, mas não você não vê indo até os Estúdios da Warner Brothers quebrar coisas).
2 - O governo que mente ao dizer que vai fornecer serviços que não fornece, que rouba ao cobrar por serviços que não fornece, que impede outras pessoas de fazer o mesmo serviço e que prende pessoas que reclamam que alguma coisa está errada.
Enfim, é a minha opinião e como toda opinião dita por qualquer pessoa no universo, ela provavelmente está errada.
No CMI está rolando a noticia de que o Ministério Publico de Pernambuco decidiu que manifestantes presos na revolta contra o aumento das passagens não serão liberados.
Isso está sendo chamado de um "ressucitamento do AI-5", onde protestantes e presos.
O que a população pede?
O protesto é por duas coisas.
Primeiro contra o aumento da tarifa e depois pesso passe livre estudantil.
Ok, nem todo aumento de preço se dá pela ganância cruel dos bla bla bla whatever, às vezes os custos de manutenção e de combustivel ficaram mais caros.
Nesse caso, o que você vai fazer? Cortar os gastos com manutenção? Talvez, se as pessoas não se importarem em andar em ônibus menos seguros, é o certo mesmo.
Passe livre estudantil.
Qual a base ideológica para querer andar de ônibus de graça?
Ônibus precisam ser fabricados, abastecidos, supervisionados e diriidos.
Isso envolve o trabalho de uma porção de gente, administrar uma empresa não é fácil, dirigir um ônibus também não, pô, o pobre do homem está te levando pra lá e pra cá, ele quer ganhar alguma coisa no fim do mês.
Não existe serviço de graça, se você não paga, alguém está pagando.
Isso é a coisa mais óbvia do mundo, sendo assim, qual o raciocinio lógico?
"Eu pago impostos!"
O que você quer?
"Que o Estado faça um serviço pelo qual eu paguei."
Oras, o que um capitalista quer não é exatamente que um serviço pelo qual ele pagou seja feito?
A diferença é que pra nós não é supresa que o Estado não vá fazer o que prometeu, mentir é uma atitude previsivel do Estado, não porque governantes tenham um coração ruim ou uma alma estragada, mas simplesmente porque eles não tem nada a perder.
Se eles mentem e a população reclama, eles prendem um monte de gente e fica por isso mesmo.
O máximo que a população pode fazer é demitir aqueles caras daqui a 4 anos.
O problema é que pra baixar a tarifa do ônibus é preciso aumentar os impostos pra cobrir aqueles gastos e, diferente da companhia de ônibus, é proibido, pela lei dos que tem exército, de boicotar o governo.
Se foi o governo que mentiu e roubou, porque o ônibus foi depredado e a prefeitura continua inteira?,
.
Olha, se alguma coisa eu sou a favor de (através de caridade privada), passe livre para desempregado procurar emprego, porque esse é o cara que quer ser produtivo, mas que por algum motivo não consegue.
Agora porque um sujeito quer regalias por estudar, já que estudar é um acumulo de conhecimento individual? Eu seria a favor até de um passe livre para professor, que espalha conhecimento para os outros, agora para estudante... porque?
Se o seu conhecimento está sendo adquirido para, no futuro, ser útil a população, não se preocupe, quando esse futuro chegar, você ganhará dinheiro e eu posso estar enganado, mas você não vai querer usar esse dinheiro para pagar a passagem de ônibus de alguém que, no momento, não faz nada por você.
Quais as pegadinhas disso tudo?
Primeiro é a diferença entre protestar contra o aumento, boicotar a empresa e destruir ônibus.
Quando Martin Luther King decidiu protestar contra o racismo que obrigava negros a sentarem nos bancos traseiros dos ônibus, o que ele fez foi organizar a sociedade e boicotar a empresa até leva-la a falência.
Ele fez isso convencendo os que tem carro a dar carona e os que podem ir a pé que fossem a pé, em pouco tempo a companhia de ônibus foi a falência porque o Estado em questão (não lembro qual é agora) a proibia de liberar os assentos para negros.
Quanto tempo de boicote demoraria para que a tarifa não subisse?
E se, mesmo arriscando a falência, a tarifa subisse?
Os caras realmente acham que a empresa ferra a populção por prazer?
Nem o governo ferra a população por prazer, ele faz isso pra manter o poder.
O prazer da empresa em ferrar a população seria conseguir lucro. Oras, se a atitude da prejuizo... qual a lógica?
A não ser que...
A empresa apostou que a população seria fraca demais para boicotar.
Eu concordo que muitas pessoas não tem escolha, mas se eu absolutamente tivesse que boicotar o ônibus, eu conseguiria resolver minhas necessidades com uma hora de caminhada.
Em épocas de vagas magras eu faço essa uma hora, é uma saco, mas não mata ninguém.
Agora, você tem R$ 1,65, que você ganhou passando o dia todo em lugar que você odeia fazendo alguam coisa que você não gosta, você poderia acordar uma hora mais cedo e andar, entretanto você acha que vale a pena pagar R$1,65 ao invés de andar uma hora.
Nesse caso, porque você está protestando? Você aceitou pagar oras bolas.
Nessa vale a máxima "Algo vale o que se está disposto a pagar".
Se a empresa tem culpa de alguma coisa, é de ter parceira com o governo para que seu monopólio seja garantido.
Nesse caso, o meio mais eficiente de lidar com isso é, de novo, destruindo a prefeitura e não o ônibus.
Como o livre mercado lidaria com isso?
Em São Paulo, terra capitalista e gente boa, isso já foi resolvido de certa forma.
Quando as passagens começaram a aumentar muito, começaram a surgir as vans.
Logo, as vans foram consideradas pelo Estado opressor "transporte ilegal".
Porque ilegal?
Se você falar que é porque não paga imposto, então eu digo que esses motoristas devem ser condecorados e tratados como heróis.
Olha só, o imposto é pago para qie sja fornecido transporte publico.
Eu forneço transporte publico.
Porque eu tenho que pagar por um serviço que eu faço?
Se você falar que é porque é perigoso, então eu digo que a população não é imbecil e sabe pesar por conta própria o custo x beneficio(risco) das coisas.
Logo, as vans foram "legalizadas", primeiro porque paulista é um povo legal e a gente manda o governo se foder quando ele quer nos impedir de comercializar algo, depois que é para cobrar imposto, imposto esse que vai para o seu concorrente.
Como o governo se esforça (e muito) para impedir a livre concorrência entre transportes publicos, a idéia das vans não pegou de forma tão ampla quanto pegaria caso o mercado fosse livre.
Caso não houvesse a excessiva taxação e regulamentação, transporte publico funcionaria que nem taxi.
Taxis geralmente são alugados e o "dono" do taxi paga uma mensalidade todo mês para o dono do taxi.
O que impede de o mesmo ser feito com uma van que ao invés de carregar 3 passageiros, carrega 20?
Ah, sim, o governo.
E como o livre mercado lida com pessoas que não podem pagar transporte?
Primeiro, empresas geralmente pagam transporte pros seus funcionarios.
Isso é uma lei, mas no que uma empresa cresce, isso se torna inevitavel, pois é impossivel para a empresa contratar só pessoas que moram perto dela, é o tipo de lei que eu acho que existiria mesmo sem o Estado, não fosse o caso da empresa pagar diretamente o transporte, ela pagaria um salario que seria suficiente para o trabalhador pegar o ônibus, senão não valeria a pena para ele trabalhar lá.
Sem contar que, graças a concorrência, o transporte seria mais barato de qualquer forma.
Estudantes, como eu disse, são pessoas improdutivas, eles representam um gasto sem retorno e quem paga esse gasto somos todos nós (e porque? Oras, porque os caras com as armas mandaram e a gente obedece pra não levar um tiro na cabeça).
Se todas as faculdades fossem privadas, o custo para se chegar a faculdade seria levado em consideração.
Faculdade A tem mensalidade de 500 reais no centro da cidade e custa 100 reais por mês para o estudante chegar lá.
Faculdade B tem mensalidade de 450 reais na periferia da cidade e custa 200 reais por mês para o estudante chegar lá.
Qual você estudaria?
Esse tipo de coisa entra na conta quando o preço é considerado, tanto que faculdades costumam ter (seja de forma externa ou com parceira da própria faculdade) sistemas de transporte para alunos que moram mais longe e eles seguem a regra do mercado "O preço mais baixo que as pessoas estão dispostas a pagar". (não é o mais baixo possível porque o coitado do motorista precisa visitar as boas moças do Baco´s no fim do mês, algumas das quais estudam na faculdade que ele faz o transporte, mas isso é outra questão)
Quanto a estudantes pobres demais que querem pagar a faculdade e desempregados pobres demais que querem procurar emprego; hoje, mesmo com a muleta do Estado (mentindo dizendo que vai ajudar essas pessoas fazendo a população as ignorar) e com burocracias em cima de burocracias, as instituiçõe de caridade já fazem esse tipo de coisa, em um livre mercado, onde elas seriam a unica alternativa a essas pessoas e não seriam taxadas e burocratizadas, tais instituições seriam mais presentes e eficientes.
E nem é preciso delas, mesmo em um mundo onde, teoricamente, o governo fornece educação, empresas sempre estão dispostas a pagar cursos profissionalizantes pros seus funcionarios, sem a muleta do Estado, sindicatos provavelmente reinvidicariam a educação básica dos filhos dos funcionarios como parte do pagamento e as empresas provavelmente não se importariam tanto em fazer isso, pois elas não precisariam mais pagar impostos (inclusive os relativos a educação), então esse dinheiro poderia ser usado.
E claro, sem a existência de escolas gratuitas, de regulamentações do MEC, de impostos abusivos e com a existência da vontade de aprendizado as pessoas, bastam uma sala de aula e um professor para que um curso seja admnistrado, a função de tal curso será decidida pelo mercado (ou seja, "o que vocês *querem* aprender?" ou "o que vocês *querem* que seus filhos aprendam?"), a qualidade será decidida pela concorrência e o preço será decidido pela capacidade de pagamento do publico-alvo.
Seja como for, o professor com uma sala de aula não tem um exército para protegê-lo de clientes insatisfeitos, diferente do Estado que rouba o teu dinheiro, te fornece um serviço ruim e te prende quando você decide boicotar tal serviço.
Conclusão
Eu acho protesto pelo passe livre um nonsense sociológico.
São pessoas querendo algo pelo qual elas não trabalharam, juro que não entendo, desculpa se isso faz de mim um alienado que não entende que a classe intelectual deve viver as custas da classe trabalhadora.
Não é a mesma coisa do sujeito que escreveu um livro que o motorista do ônibus leu.
Não é a mesma coisa do sujeito ensinando o motorista de ônibus a fazer contas de matemática.
É o sujeito adquirindo conhecimento, não repartindo e querendo que o motorista do ônibus pague ele por isso.
Eu acho protesto pelo aumento da tarifa bem legitimo.
As pessoas pagaram ao governo um serviço, o governo pagou a empresa de ônibus e a empresa não cumpre o serviço prometido.
Entretanto, a empresa segue uma lógica do mercado (que são trocas voluntarias entre seres humanos com propósitos diferentes) e o governo se propõe a fazer um serviço para a população.
Você pode considerar isso o quão imoral você quiser, mas a empresa de ônibus está pouco se fodendo pra você, o que é justo porque você claramente não se importa com o fato que alguém vai perder o emprego graças ao ônibus que você destruiu, ela quer uma coisa e você quer outro, ela propõe uma troca e você destrói coisas, sério, quem é o egoísta aqui?
O governo, por outro lado, só existe para satisfazer a população, essa é a proposta do governo, isso ele não faz, ao mesmo tempo, ele impede que outras pessoas entrem no mercado de transporte publico, ao mesmo tempo, através de impostos, ele força a tarifa a subir.
Então no final, você tem 2 culpados.
1 - A empresa que faz o que quiser com a tarifa porque o ônibus pertence a ela e é uma puta arrogância sua querer decidir o que um cara faz com seu ônibus. (eu fico puto em pensar em quanto dinheiro foi gasto pra colocar mamilos no George Clooney e chama-lo de Batman, mas não você não vê indo até os Estúdios da Warner Brothers quebrar coisas).
2 - O governo que mente ao dizer que vai fornecer serviços que não fornece, que rouba ao cobrar por serviços que não fornece, que impede outras pessoas de fazer o mesmo serviço e que prende pessoas que reclamam que alguma coisa está errada.
Enfim, é a minha opinião e como toda opinião dita por qualquer pessoa no universo, ela provavelmente está errada.
quarta-feira, novembro 23, 2005
Act out of the fucking loyalty e se sobrar um tempinho, wish away the pain, Bob Dylan é o verdadeiro freewheeling e faz eu me sentir bem comigo mesmo, eu tenho que tomar banho, mas vou escrever no blog, act out of loyalty, I´m drifitnf too far from the shore, Meg White seria a mulher mais foda do mundo se a Madonna não estivesse viva, mas o Jack White não seria o cara mais foda do mundo se o David Bowie não estivesse vivo, esse seria o Johnny Depp, eu gosto de um monte de bandas, mas eu não conheço o nome de seus integrantes, eu decoro letras de música e finjo não saber o que elas significam, it´s like a split second of divinity and it all comes down to this, pois é gente, fell in love with a girl, but she´s in love with the world e o que é verdade e o que é mentira? A resposta está por aí, possivelmente na Rua Augusta, São Paulo é o centro do universo, Sblargh é a verdade universal e não importa se eu não vou no Claro Que É Rock, eu estou vivo e embora não goste completmente disso, há um certo orgulho em estar vivo hoje, socialismo está em baixa, Civilization 4 ficou bem legal, o Bob Dylan está por aí, o U2 está mandando governos e frescos se foderem e alimentando pessoas, o Status Quo já não existe mais, o país mais poderoso do mundo se tornou moralista e o mesmo está em andamento por aqui, mas ok, boa sorte moralizando Minas Gerais, lá tem como, mas São Paulo é o centro do universo, nós vamos continuar pagando muito bem a prostitutas porque elas são trabalhadoras e merecem nosso respeito, nós vamos continuar gastando muito dinheiro em coisas inuteis que tem muitas luzinhas, qualquer moleque imbecil tem uma tatuagem e a da Fefa é a única legal que existe, o Rodrigo não tem tatuagem, nem piercing, tem uma camiseta do Tarja Preta e um cabelo esquisito, mas ele vive em São Paulo, ele gasta seu dinheiro com computador, ele se sente a vontade no seu blog, ele gosta de paz, de amor, de liberdade, ele entende que às vezes ele precisa sacrificar essa liberdade um pouco e ele entende que essa é uma escolha solitaria, que ninguém tem dever de sacrificar a própria liberdade por ele, ele é revoltado, revolucionario, anarquista, inativista, you´re not the only one with mixed emotions, ele faz um trabalho meia-boca, mas ganha seu salario de forma honesta, ele odeia pensar que os filmes imbecis da ECA são feitos usando o seu dinheiro e que livros inuteis que ninguém quer ler são publicados usando o seu dinheiro, ele acredita que vai ser um filósofo reconhecido, ele gosta do seu blog, ele gosta de paz, de amor, de liberdade, ele não acredita no amor, mas ele luta pela liberdade e não existe liberdade sem paz, ele gostou da MP 255 e fica chateado toda vez que vê que um policial morreu, ele quer o fim do Estado, mas porque estamos falando do Rodrigo? Act out of loyalty, isso não é um texto, nem um manifesto, nem faz sentindo, é só ranting mesmo, eu sou mal-humorado, eu tenho medo do quanto o mal humor contamina minha alma, eu me tornei antipatico até a mim mesmo, mas pelo menos eu tento ser honesto, tento não prejudicar ninguém e tento ajudar na medida do possivel, I say you´re living in a mob mentality, eu quero fundar uma escola, vou dizer que é a primeira escola útil do mundo, ela vai ter cursos que as pessoas sinceramente querem fazer e vão aprender coisas que elas sinceramente vão usar em suas vidas, não vai ter aula de filosofia, lógico, não, mentira, talvez tenha, mas é opcional, eu não consigo pensar em nenhuma matéria que não seja opcional, eu não acredito em alienação, acho que alienação é um termo criado para fazer as pessoas se sentirem burras por serem inteligentes e cuidarem da própria vida ao invés de tentar forçar os outros a respeitar valores morais dos outros, I say you´re living in a mob mentality, let´s do it, do it now, cmon do it, do it now, I might like you better if we slept together, mas apenas "might", might is good, eu nunca vou ser rico e eu odeio os ricos que subornam o governo, mas só esses, os outros eu simplesmente sinto inveja, ou não, eu gosto do capitalismo não pra ser rico, mas pra ser classe média, eu gosto da classe média e os socialistas odeiam a classe média, é sempre "a classe média é burra", coisa e tal e é sempre assim, pessoas achando que outras pessoas são burras e tudo bem, eu acho um monte de gente burra, mas a burrice dos outros justifica revolução? Sério MESMO que você quer tomar o poder porque a classe média é burra? A classe média é legal cara, nós somos os que sobrevivemos apesar do governo se esforçar em nos empurrar pra baixo e a classe média é o primeiro alvo de qualquer governo, estadistas capitalistas matam pobres e estadistas socialistas matam os ricos, quem mata a classe média? Os dois, oras bolas, os estadistas capitalistas usam o exército para nos prevenir de entrar no mercado porque sabem que nós somos fodas e em competição justas comeriamos o rabo deles e os estadistas socialistas usam o exército para nos prevenir de jogar civilization 4, mas agora eu vou tomar banho, então não é como se eu fosse jogar de qualquer forma.
terça-feira, novembro 22, 2005
Mas, Rodrigo, me diga, porque você gosta tanto de anarquia e do capitalismo?
Porque eu gosto de liberdade.
Liberdade é uma coisa legal.
Eu gosto de viver em um mundo onde, em algum lugar, uma mulher consegue bastante dinheiro participando de torneios de bilhar.
Eu gosto de viver em um mundo onde eu possa sair para dançar a música que eu quiser, encontrar o tipo de gente que eu quiser.
Eu gosto de viver em um mundo onde exista um drink chamado Speed Camargo.
Eu gosto de pensar que ao beber um Speed Camargo, eu dei uma pequena contribuição para que alguém compre um tênis bem caro, não porque o tênis é util ou mesmo bonito, mas simplesmente porque a pessoa quer.
Eu gosto de pensar que eu posso ser fútil se eu quiser e não ter que me justificar, nem me explicar e muito menos ser punido.
Eu gosto de pensar que eu posso ter uma idéia imbecil e pôr ela em prática.
Eu gosto de pensar que se minha idéia imbecil for REALMENTE imbecil, eu vou ser o único prejudicado.
Eu gosto de pensar que se minha idéia imbecil for bem legal, eu vou poder colher os frutos desse trabalho e gastar com joguinhos de computador.
Eu gosto de joguinhos de computador.
Eu gosto de ser egoísta a hora que eu quiser.
Eu gosto de ter que lidar com as cosequencias negativas do meu egoísmo.
Eu gosto de poder ajudar as pessoas a hora que eu quiser e de não ter que ajudar se eu não achar necessário.
"Mas Rodrigo, porque você não gosta do governo?"
Porque eu não gosto de coerção.
Eu não gosto de ser forçado de a investir em serviços que não concordo.
Eu não gosto de ter que obedecer o moralismol dos outros.
Eu estou pouco me fodendo se o seu moralismo é cristão, marxista ou satanista.
Eu estou pouco me fodendo se tudo o que você quer é o bem pro mundo.
Eu estou pouco me fodendo se você acredita que isso vai solucionar os males do mundo.
Isso é o que VOCÊ acredita amigão.
Eu gosto de pensar em um mundo onde o que eu acredito só tem importância pra mim e pra quem quer, voluntariamente, acreditar em mim.
E governos me forçam a valorizar (financeiramente) coisas que eu acho estúpidas.
Governos matam pessoas que não valorizam a moralidade governamental.
Não importa se é teocracia, capitalismo de Estado, socialismo, comunismo ou qualquer "ismo" retardado que você possa pensar, eu não gosto de pensar que ao comprar uma bolacha, 10% do preço daquilo (no minimo) vai ser usado para pagar o salario de um cara que diz que eu sou forçado a pegar uma arma e matar gente que eu nem conheço caso outro cara que rouba os 10% da sua própria população force caras que eu nem conheço vir aqui me matar.
Eu não gosto de ser forçado a concordar com uma oligarquia latifundiaria só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Eu não gosto de ser forçado a concordar com 51% da população só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Céus, eu não gosto de ser forçado a concordar com 99% da população só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Linhas imaginarias são estupidas.
A bandeira nacional é uma graça, mas é idiotice cantar música pra um pedaço de pano.
Eu não gosto da idéia de que serei prejudicado entre outras linhas imaginarias só porque nasci entre essas linhas imaginarias.
Eu não gosto de ter imbecis dizendo que eu devo parar de ouvir The Who e ouvir Zeca Pagodinho só porque "faz parte da minha cultura".
O dia que eu precisar de você, eu obedeço suas regras, ATÉ LÁ AMIGÃO, EU FAÇO O QUE EU QUISER, DA FORMA QUE EU QUISER, QUANDO EU QUISER E PORQUE EU QUISER, enquanto eu não prejudicar ninguém, porque se eu prejudicar alguém, aí sim você tem o direito de me forçar a fazer coisas, até lá, FORA DA MINHA VIDA!
E ah, sim, me dá nojo pensar que ao comprar um Speed Camargo, 10% desse dinheiro (no minimo) está indo para um estudante de audiovisual da ECA fazer um filme falando que eu sou mal do universo e que eu devo ser torturado até a morte por tomar Speed Camargos.
Liberdade é uma coisa legal.
Eu gosto de viver em um mundo onde, em algum lugar, uma mulher consegue bastante dinheiro participando de torneios de bilhar.
Eu gosto de viver em um mundo onde eu possa sair para dançar a música que eu quiser, encontrar o tipo de gente que eu quiser.
Eu gosto de viver em um mundo onde exista um drink chamado Speed Camargo.
Eu gosto de pensar que ao beber um Speed Camargo, eu dei uma pequena contribuição para que alguém compre um tênis bem caro, não porque o tênis é util ou mesmo bonito, mas simplesmente porque a pessoa quer.
Eu gosto de pensar que eu posso ser fútil se eu quiser e não ter que me justificar, nem me explicar e muito menos ser punido.
Eu gosto de pensar que eu posso ter uma idéia imbecil e pôr ela em prática.
Eu gosto de pensar que se minha idéia imbecil for REALMENTE imbecil, eu vou ser o único prejudicado.
Eu gosto de pensar que se minha idéia imbecil for bem legal, eu vou poder colher os frutos desse trabalho e gastar com joguinhos de computador.
Eu gosto de joguinhos de computador.
Eu gosto de ser egoísta a hora que eu quiser.
Eu gosto de ter que lidar com as cosequencias negativas do meu egoísmo.
Eu gosto de poder ajudar as pessoas a hora que eu quiser e de não ter que ajudar se eu não achar necessário.
"Mas Rodrigo, porque você não gosta do governo?"
Porque eu não gosto de coerção.
Eu não gosto de ser forçado de a investir em serviços que não concordo.
Eu não gosto de ter que obedecer o moralismol dos outros.
Eu estou pouco me fodendo se o seu moralismo é cristão, marxista ou satanista.
Eu estou pouco me fodendo se tudo o que você quer é o bem pro mundo.
Eu estou pouco me fodendo se você acredita que isso vai solucionar os males do mundo.
Isso é o que VOCÊ acredita amigão.
Eu gosto de pensar em um mundo onde o que eu acredito só tem importância pra mim e pra quem quer, voluntariamente, acreditar em mim.
E governos me forçam a valorizar (financeiramente) coisas que eu acho estúpidas.
Governos matam pessoas que não valorizam a moralidade governamental.
Não importa se é teocracia, capitalismo de Estado, socialismo, comunismo ou qualquer "ismo" retardado que você possa pensar, eu não gosto de pensar que ao comprar uma bolacha, 10% do preço daquilo (no minimo) vai ser usado para pagar o salario de um cara que diz que eu sou forçado a pegar uma arma e matar gente que eu nem conheço caso outro cara que rouba os 10% da sua própria população force caras que eu nem conheço vir aqui me matar.
Eu não gosto de ser forçado a concordar com uma oligarquia latifundiaria só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Eu não gosto de ser forçado a concordar com 51% da população só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Céus, eu não gosto de ser forçado a concordar com 99% da população só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Linhas imaginarias são estupidas.
A bandeira nacional é uma graça, mas é idiotice cantar música pra um pedaço de pano.
Eu não gosto da idéia de que serei prejudicado entre outras linhas imaginarias só porque nasci entre essas linhas imaginarias.
Eu não gosto de ter imbecis dizendo que eu devo parar de ouvir The Who e ouvir Zeca Pagodinho só porque "faz parte da minha cultura".
O dia que eu precisar de você, eu obedeço suas regras, ATÉ LÁ AMIGÃO, EU FAÇO O QUE EU QUISER, DA FORMA QUE EU QUISER, QUANDO EU QUISER E PORQUE EU QUISER, enquanto eu não prejudicar ninguém, porque se eu prejudicar alguém, aí sim você tem o direito de me forçar a fazer coisas, até lá, FORA DA MINHA VIDA!
E ah, sim, me dá nojo pensar que ao comprar um Speed Camargo, 10% desse dinheiro (no minimo) está indo para um estudante de audiovisual da ECA fazer um filme falando que eu sou mal do universo e que eu devo ser torturado até a morte por tomar Speed Camargos.
preparando posts que ninguém vai ler no orkut. (Pacto de Não-Agressão)
O que é um anarquista?
Uma vez alguém disse que anarquista é a pessoa que respeita o Pacto de Não-Agressão; após pensar um pouco eu acabei concordando.
Mas afinal, o que é o tal Pacto de Não-Agressão, porque a existência do Estado é contrária a ele e porque a propriedade é importante?
Ok, vamos em partes.
1 - O que é o Pacto?
O Pacto de Não-Agressão tem um conceito absurdamente simples. Nenhuma pessoa deve forçar nenhuma outra pessoa a não fazer nada que ela não queira. Ponto. Esse é o pacto.
2 - Porque governos agem necessariamente contra o Pacto?
Porque essa é a função dos governos, oras bolas.
Governos existem para garantir que a opinião de um grupo seja obedecida por todos e para que algo seja feito para todos, então todos tem que contribuir, isso necessariamente gera um instrumento de coerção que diz "vocês irão contribuir, quer queiram ou não"; em primeiro momento, isso parece lindo, mas lembre-se de perguntar "contribuir pra que?".
Pense em algo que o governo faz que você não concorda, você está contribuindo para isso contra a sua vontade.
Não é impossivel concordar com tudo o que o governo faz, mas, oras, se você concorda com algo, você faria quer o governo ou não.
"ah, sim, eu faria, mas o meu vizinho, esse safado, ele nunca faria."
Parabéns, você descobriu como é fácil quebrar o Pacto de Não-Agressão.
3 - O que é Agressão?
Ah sim, aqui entra a questão da propriedade.
Como decidir o que é agressão?
Simples, agressão é o que você decide que é agressão.
Não gosta de jabuticaba? Alguém te forçar a comer jabuticaba é agressão.
Não gosta de católicos? Alguém te forçar a deixar um católico entrar na sua casa é agressão.
Mas como isso obviamente viraria a tão temida "bagunça", logo dizem "bom, então tem que ter um governo pra arrumar tudo" e eu digo que não, precisa apenas de propriedade privada.
Todo homem tem pelo menos uma propriedade: seu corpo.
Algumas pessoas só tem essa propriedade.
Algumas pessoas tem muitas propriedades além dessa.
E algumas pessoas não acreditam em propriedade privada, elas vivem em propriedades coletivas.
Não importa, a questão é que forçar uma pessoa a fazer o que ela não quer com sua propriedade, é agressão.
4 - E porque as pessoas respeitariam tal Pacto?
Porque retaliação não é agressão.
Agressão com medo de ser agredido em um futuro próximo é agressão.
Num geral, apenas governos podem legitimizar a violência, um Estado é o único orgão capaz de dizer "tudo bem para uma pessoa matar a outra".
Aí uma garota muito bonita me perguntou uma vez "e violência precisa ser legitimizada para existir?"
Claro que não, pelas leis da fisica, uma pessoa precisa apenas um dedo pra puxar um gatilho, mas qualquer sociedade com meio-cerebro cria dispositivos de defesa.
Isso não acontece hoje porque existem os bons policiais dizendo que está tudo bem, que eles farão o trabalho sujo (e recentemente quiseram até nos desarmar para que aí sim, só eles mesmo pudessem fazer tal trabalho de proteção).
Em uma anarquia, existem duas possibilidades de retaliação.
A primeira é a boa e velha turba furiosa.
A segunda é a agência de segurança privada.
Pense em uma policia que você pode demitir caso ela seja ineficiente ou abusiva e aí está sua noção de segurança privada.
(pra quem acha absurdo ter que pagar por segurança, lembre que o salario dos policiais, aqueles que te forçam a cumprir leis que você não concorda e que você não pode demitir, já é pago por vocês, serviço publico não é serviço gratuito, é apenas serviço que você não tem a escolha de não-pagar)
5 - Mas o ser humano é um ser social, chegamos aqui através da cooperação!
Exato, você sempre precisará da cooperação de alguém para conseguir alguma coisa.
E é nessa hora que você precisará obedecer algumas leis que não quer, mas isso é inevitavel a não ser que você tenha escravos trabalhando por você.
Se você quer algo de alguém, você precisará obedecer as condições dessa pessoa, é justo, pois se alguém precisar de você, precisará obedecer suas condições.
Falando assim, é inevitavel que alguém pense "Mas eu não sei plantar bananas! Se um nazista plantar bananas, ele vai me forçar a tatuar uma suástica na testa".
Ok, primeiro, nazistas não plantam bananas, segundo, se uma pessoa fizer exigências muito absurdas, então recuse a ajuda, paciência.
Num geral, governos são os únicos capazes de criar monopólio, ainda mais com a globalização, se os nazistas dominarem as bananas brasileiras, não se preocupe, o Haiti tem bananeiras também.
Todo serviço que você pode pensar, existem multiplas opções, a não ser que o governo tenha eliminado elas ou tomado para si a responsabilidade de realizar tal serviço.
6 -Toda propriedade é um roubo!
Eu vejo da seguinte forma.
Existe um pedaço de terra.
Ou ele pertence a alguém.
Ou ele pertence a um grupo.
Ou ele não pertence a ninguém.
Se ele pertence a alguém, esse alguém usa da forma que achar melhor, dizer que ele roubou aquele pedaço de terra pressupõe que ele tirou de alguém através da violência, porém, se não existia ninguém lá, como é que ele tirou de alguém?
Se ele pertence a um grupo, esse grupo usa da forma que achar melhor, lembre-se que, se você diz que um individuo com um pedaço de terra, roubou aquele pedaço de terra "da humanidade", então você diz que o coletivo fez a mesma coisa.
Se ele não pertence a ninguém, é porque não tem ninguém lá.
A outra possibilidade seria, "ele pertence a humanidade", o que pressupõe uma democracia representativa global, o que significa que a opinião de 49,99% da humanidade não importa pra nada.
7 - O Pacto não funcionaria e o motivo é...
Dêem sua opinião. Vê alguma falha nesse raciocinio? Pode falar!
7 - Anarquia é utopia!!
Sério? Legal amigão, crie um tópico separado pra falar sobre isso.
Uma vez alguém disse que anarquista é a pessoa que respeita o Pacto de Não-Agressão; após pensar um pouco eu acabei concordando.
Mas afinal, o que é o tal Pacto de Não-Agressão, porque a existência do Estado é contrária a ele e porque a propriedade é importante?
Ok, vamos em partes.
1 - O que é o Pacto?
O Pacto de Não-Agressão tem um conceito absurdamente simples. Nenhuma pessoa deve forçar nenhuma outra pessoa a não fazer nada que ela não queira. Ponto. Esse é o pacto.
2 - Porque governos agem necessariamente contra o Pacto?
Porque essa é a função dos governos, oras bolas.
Governos existem para garantir que a opinião de um grupo seja obedecida por todos e para que algo seja feito para todos, então todos tem que contribuir, isso necessariamente gera um instrumento de coerção que diz "vocês irão contribuir, quer queiram ou não"; em primeiro momento, isso parece lindo, mas lembre-se de perguntar "contribuir pra que?".
Pense em algo que o governo faz que você não concorda, você está contribuindo para isso contra a sua vontade.
Não é impossivel concordar com tudo o que o governo faz, mas, oras, se você concorda com algo, você faria quer o governo ou não.
"ah, sim, eu faria, mas o meu vizinho, esse safado, ele nunca faria."
Parabéns, você descobriu como é fácil quebrar o Pacto de Não-Agressão.
3 - O que é Agressão?
Ah sim, aqui entra a questão da propriedade.
Como decidir o que é agressão?
Simples, agressão é o que você decide que é agressão.
Não gosta de jabuticaba? Alguém te forçar a comer jabuticaba é agressão.
Não gosta de católicos? Alguém te forçar a deixar um católico entrar na sua casa é agressão.
Mas como isso obviamente viraria a tão temida "bagunça", logo dizem "bom, então tem que ter um governo pra arrumar tudo" e eu digo que não, precisa apenas de propriedade privada.
Todo homem tem pelo menos uma propriedade: seu corpo.
Algumas pessoas só tem essa propriedade.
Algumas pessoas tem muitas propriedades além dessa.
E algumas pessoas não acreditam em propriedade privada, elas vivem em propriedades coletivas.
Não importa, a questão é que forçar uma pessoa a fazer o que ela não quer com sua propriedade, é agressão.
4 - E porque as pessoas respeitariam tal Pacto?
Porque retaliação não é agressão.
Agressão com medo de ser agredido em um futuro próximo é agressão.
Num geral, apenas governos podem legitimizar a violência, um Estado é o único orgão capaz de dizer "tudo bem para uma pessoa matar a outra".
Aí uma garota muito bonita me perguntou uma vez "e violência precisa ser legitimizada para existir?"
Claro que não, pelas leis da fisica, uma pessoa precisa apenas um dedo pra puxar um gatilho, mas qualquer sociedade com meio-cerebro cria dispositivos de defesa.
Isso não acontece hoje porque existem os bons policiais dizendo que está tudo bem, que eles farão o trabalho sujo (e recentemente quiseram até nos desarmar para que aí sim, só eles mesmo pudessem fazer tal trabalho de proteção).
Em uma anarquia, existem duas possibilidades de retaliação.
A primeira é a boa e velha turba furiosa.
A segunda é a agência de segurança privada.
Pense em uma policia que você pode demitir caso ela seja ineficiente ou abusiva e aí está sua noção de segurança privada.
(pra quem acha absurdo ter que pagar por segurança, lembre que o salario dos policiais, aqueles que te forçam a cumprir leis que você não concorda e que você não pode demitir, já é pago por vocês, serviço publico não é serviço gratuito, é apenas serviço que você não tem a escolha de não-pagar)
5 - Mas o ser humano é um ser social, chegamos aqui através da cooperação!
Exato, você sempre precisará da cooperação de alguém para conseguir alguma coisa.
E é nessa hora que você precisará obedecer algumas leis que não quer, mas isso é inevitavel a não ser que você tenha escravos trabalhando por você.
Se você quer algo de alguém, você precisará obedecer as condições dessa pessoa, é justo, pois se alguém precisar de você, precisará obedecer suas condições.
Falando assim, é inevitavel que alguém pense "Mas eu não sei plantar bananas! Se um nazista plantar bananas, ele vai me forçar a tatuar uma suástica na testa".
Ok, primeiro, nazistas não plantam bananas, segundo, se uma pessoa fizer exigências muito absurdas, então recuse a ajuda, paciência.
Num geral, governos são os únicos capazes de criar monopólio, ainda mais com a globalização, se os nazistas dominarem as bananas brasileiras, não se preocupe, o Haiti tem bananeiras também.
Todo serviço que você pode pensar, existem multiplas opções, a não ser que o governo tenha eliminado elas ou tomado para si a responsabilidade de realizar tal serviço.
6 -Toda propriedade é um roubo!
Eu vejo da seguinte forma.
Existe um pedaço de terra.
Ou ele pertence a alguém.
Ou ele pertence a um grupo.
Ou ele não pertence a ninguém.
Se ele pertence a alguém, esse alguém usa da forma que achar melhor, dizer que ele roubou aquele pedaço de terra pressupõe que ele tirou de alguém através da violência, porém, se não existia ninguém lá, como é que ele tirou de alguém?
Se ele pertence a um grupo, esse grupo usa da forma que achar melhor, lembre-se que, se você diz que um individuo com um pedaço de terra, roubou aquele pedaço de terra "da humanidade", então você diz que o coletivo fez a mesma coisa.
Se ele não pertence a ninguém, é porque não tem ninguém lá.
A outra possibilidade seria, "ele pertence a humanidade", o que pressupõe uma democracia representativa global, o que significa que a opinião de 49,99% da humanidade não importa pra nada.
7 - O Pacto não funcionaria e o motivo é...
Dêem sua opinião. Vê alguma falha nesse raciocinio? Pode falar!
7 - Anarquia é utopia!!
Sério? Legal amigão, crie um tópico separado pra falar sobre isso.
segunda-feira, novembro 21, 2005
Eu queria chorar, falar alguma coisa de inteligente e ser importante pra alguém.
Não necessariamente nessa mesma ordem.
Não necessariamente nessa mesma ordem.
domingo, novembro 20, 2005
O Cunha deu uma bela de uma atualizada no site dele, mostrando que Web Design é tipo... Design porra, Home Page não é blog. Ficou do caralho.
Aliás, acho que é impossivel não se sentir vagabundo vendo o numero incrivel de coisas que ele fez em tão pouco tempo, é um curriculo enorme e de qualidade, além, claro do portfólio em si, mostrando uma dose ótima de atitude além de talento.
Enfim, ficou do caralho.
Clique e conte aos seus amiguinhos.
E reclamemos todos juntos: "Céus, eu queria ser bom assim"
Aliás, acho que é impossivel não se sentir vagabundo vendo o numero incrivel de coisas que ele fez em tão pouco tempo, é um curriculo enorme e de qualidade, além, claro do portfólio em si, mostrando uma dose ótima de atitude além de talento.
Enfim, ficou do caralho.
Clique e conte aos seus amiguinhos.
E reclamemos todos juntos: "Céus, eu queria ser bom assim"
sábado, novembro 19, 2005
A questão da bagunça.
Muitas pessoas (mesmo entre anarquistas) são contra o anarquismo por acreditarem que haveria "bagunça" uma vez que não existissem mais "autoridades".
Entretanto, a visão da "queda das autoridades" seguida por uma turba assassina tem suas falhas. Com meu pouco conhecimento, eu vou tentar explicar algumas delas.
1 - A questão das necessidades naturais.
Ok, o Estado não existe mais. Isso significa que ninguém mais passa fome? Que ninguém precisa dormir a noite? Que a moralidade das pessoas (que embora seja imposta pelo Estado com mão de ferro, existe mesmo sem ele) desaparece? Que o medo some?
A questão é que, ao fim do Estado, a primeira coisa que as pessoas procurariam seria uma forma de se proteger, não de atacar.
Óbvio que não é possivel prever o que todo mundo faria, poderiam existir aqueles que aproveitariam o vácuo no poder, mas uma vez desmontados os processos de taxação e "segurança" pública, não teria como um grupo, por mais bem armado que seja, não conseguiria dominar uma região muito grande.
Lembrando que hoje, as dominações militares acontecem porque ao se dominar o governo, o exército opositor domina, por tabela, a população e, tirando insurgentes, tal exército não tem que manter presença forte em todo lugar.
As pessoas pagavam impostos para governo X e então passam a pagar para governo Y.
Se não existe governo "X", o governo Y não conseguiria se estabelecer além da onde seus soldados podem ir fisicamente.
Sendo assim, uma vez dificil para um exército dominar uma região, resta uma turba que ao invés de dominação desejaria apenas roubar e seguir em frente.
Mas a questão é: Qual teria que ser o tamanho de tal turba para fazer isso? Um "arrastão" poderia acontecer em uma cidade, mas os moradores da próxima com certeza estarão esperando muito bem armados e preparados os "bagunceiros".
Lembrando que o cidadão comum não vai querer aproveitar o vácuo de poder, ele vai querer primeiro arrumar meios para descansar, se alimentar, se proteger e ir trabalhar no dia seguinte.
Por incrivel que possa parecer, serão os "bagunceiros" que precisarão de proteção do Estado, pois, em um primeiro momento, não haveria um sistema judiciario que protegeria os ladrões e assassinos de linxamentos, apedrejamentos e outros desses métodos menos civilizados, porém mais eficientes, de impedir que alguém banque o espertinho.
2- A questão do motivo.
Muito sinceramente, porque alguém sairia por aí "tocando o terror"?
Como eu já disse, a maioria das pessoas iriam primeiro querer se estabelecer nesse "novo mundo" e depois tomariam atitudes mais "ofensivas" (caso aconteça).
O que um grupo de "desordeiros" esperariam conseguir ao sair por aí aterrorizando as pessoas? E que motivo eles teriam pra achar que conseguiriam fazer alguma coisa? Você não vê esse tipo de coisa acontecendo hoje e, sejamos sinceros, não é como se alguém tivesse medo da policia.
Aí você pensa em grupos criminosos que já estão armados, como traficantes de drogas e, embora eu não saiba de nenhum grupo desse armado, vamos jogar neo-nazistas com metralhadoras pra deixar as coisas interessantes.
Aqui temos dois tipos de pessoas.
Pessoas com armas sem ideologia e pessoas com armas com ideologia.
O primeiro grupo pode ser até benéfico, pois, como eu disse, as pessoas vão querer meios de se proteger e poderiam pagar aos, que então eram traficantes, para manter as ruas seguras, seria igual um imposto pago ao governo hoje, a diferença é que o serviço funcionaria e se, em um primeiro momento, haveria um monopólio, seria fácil para a população se organizar e pedir ajuda de fora da área "dominada" caso tais traficantes estivessem abusando da autoridade.
Hoje os moradores do morro já tentam fazer isso, o problema é que o único grupo a quem pedir ajuda hoje é a policia, que é do governo, portanto burocratica, ineficiente e que não está sinceramente se importando com as pessoas ali.
O outro grupo, dos fanáticos ideológicos armados, é mais perigoso, pois eles querem apenas matar mesmo e num primeiro momento, a população poderia não ter meios para impedir.
Mas aí caímos na mesma situação da tal turba interessada em roubar tudo pelo caminho. Quantas pessoas teriam que ser mortas para que as pessoas, sem a muleta do Estado (ou seja, sem a falsa esperança da policia ir salva-los), se reunissem e tomassem uma atitude a respeito?
Na minha opinião, o máximo é uma, ao se sentirem ameaçadas, as pessoas reagiriam, nem que tal reação seja fugir do lugar, mas alguma reação aconteceria e pra isso nem precisa ninguém morrer, precisa apenas surgir uma ameaça grande o bastante para que tal possibilidade seja real. Se tal grupo chegar ao ponto de conseguir matar alguém, retaliação seria imediata.
Lembrando que a KKK se safava de coisas desse tipo, pois na maioria das vezes, tinha o Estado ao seu favor (geralmente ocorria uma disputa do governo federal tentando prender os membros da KKK e o governo local protegendo).
Os negros não conseguiam se reunir e lutar contra, pois, em primeiro lugar, esperavam que o Estado fizesse isso, em segundo, quando perdiam a "fé" no Estado, eles tinham que lutar *contra* o Estado, pois se atacassem alguém que eles tinham certeza que era da KKK, então teriam a policia inteira contra eles, afinal, haviam cometido um crime.
Enfim, essa é minha opinião sobre o assunto, na tentativa de acabar com o medo da "bagunça" pós-governo.
Entretanto, a visão da "queda das autoridades" seguida por uma turba assassina tem suas falhas. Com meu pouco conhecimento, eu vou tentar explicar algumas delas.
1 - A questão das necessidades naturais.
Ok, o Estado não existe mais. Isso significa que ninguém mais passa fome? Que ninguém precisa dormir a noite? Que a moralidade das pessoas (que embora seja imposta pelo Estado com mão de ferro, existe mesmo sem ele) desaparece? Que o medo some?
A questão é que, ao fim do Estado, a primeira coisa que as pessoas procurariam seria uma forma de se proteger, não de atacar.
Óbvio que não é possivel prever o que todo mundo faria, poderiam existir aqueles que aproveitariam o vácuo no poder, mas uma vez desmontados os processos de taxação e "segurança" pública, não teria como um grupo, por mais bem armado que seja, não conseguiria dominar uma região muito grande.
Lembrando que hoje, as dominações militares acontecem porque ao se dominar o governo, o exército opositor domina, por tabela, a população e, tirando insurgentes, tal exército não tem que manter presença forte em todo lugar.
As pessoas pagavam impostos para governo X e então passam a pagar para governo Y.
Se não existe governo "X", o governo Y não conseguiria se estabelecer além da onde seus soldados podem ir fisicamente.
Sendo assim, uma vez dificil para um exército dominar uma região, resta uma turba que ao invés de dominação desejaria apenas roubar e seguir em frente.
Mas a questão é: Qual teria que ser o tamanho de tal turba para fazer isso? Um "arrastão" poderia acontecer em uma cidade, mas os moradores da próxima com certeza estarão esperando muito bem armados e preparados os "bagunceiros".
Lembrando que o cidadão comum não vai querer aproveitar o vácuo de poder, ele vai querer primeiro arrumar meios para descansar, se alimentar, se proteger e ir trabalhar no dia seguinte.
Por incrivel que possa parecer, serão os "bagunceiros" que precisarão de proteção do Estado, pois, em um primeiro momento, não haveria um sistema judiciario que protegeria os ladrões e assassinos de linxamentos, apedrejamentos e outros desses métodos menos civilizados, porém mais eficientes, de impedir que alguém banque o espertinho.
2- A questão do motivo.
Muito sinceramente, porque alguém sairia por aí "tocando o terror"?
Como eu já disse, a maioria das pessoas iriam primeiro querer se estabelecer nesse "novo mundo" e depois tomariam atitudes mais "ofensivas" (caso aconteça).
O que um grupo de "desordeiros" esperariam conseguir ao sair por aí aterrorizando as pessoas? E que motivo eles teriam pra achar que conseguiriam fazer alguma coisa? Você não vê esse tipo de coisa acontecendo hoje e, sejamos sinceros, não é como se alguém tivesse medo da policia.
Aí você pensa em grupos criminosos que já estão armados, como traficantes de drogas e, embora eu não saiba de nenhum grupo desse armado, vamos jogar neo-nazistas com metralhadoras pra deixar as coisas interessantes.
Aqui temos dois tipos de pessoas.
Pessoas com armas sem ideologia e pessoas com armas com ideologia.
O primeiro grupo pode ser até benéfico, pois, como eu disse, as pessoas vão querer meios de se proteger e poderiam pagar aos, que então eram traficantes, para manter as ruas seguras, seria igual um imposto pago ao governo hoje, a diferença é que o serviço funcionaria e se, em um primeiro momento, haveria um monopólio, seria fácil para a população se organizar e pedir ajuda de fora da área "dominada" caso tais traficantes estivessem abusando da autoridade.
Hoje os moradores do morro já tentam fazer isso, o problema é que o único grupo a quem pedir ajuda hoje é a policia, que é do governo, portanto burocratica, ineficiente e que não está sinceramente se importando com as pessoas ali.
O outro grupo, dos fanáticos ideológicos armados, é mais perigoso, pois eles querem apenas matar mesmo e num primeiro momento, a população poderia não ter meios para impedir.
Mas aí caímos na mesma situação da tal turba interessada em roubar tudo pelo caminho. Quantas pessoas teriam que ser mortas para que as pessoas, sem a muleta do Estado (ou seja, sem a falsa esperança da policia ir salva-los), se reunissem e tomassem uma atitude a respeito?
Na minha opinião, o máximo é uma, ao se sentirem ameaçadas, as pessoas reagiriam, nem que tal reação seja fugir do lugar, mas alguma reação aconteceria e pra isso nem precisa ninguém morrer, precisa apenas surgir uma ameaça grande o bastante para que tal possibilidade seja real. Se tal grupo chegar ao ponto de conseguir matar alguém, retaliação seria imediata.
Lembrando que a KKK se safava de coisas desse tipo, pois na maioria das vezes, tinha o Estado ao seu favor (geralmente ocorria uma disputa do governo federal tentando prender os membros da KKK e o governo local protegendo).
Os negros não conseguiam se reunir e lutar contra, pois, em primeiro lugar, esperavam que o Estado fizesse isso, em segundo, quando perdiam a "fé" no Estado, eles tinham que lutar *contra* o Estado, pois se atacassem alguém que eles tinham certeza que era da KKK, então teriam a policia inteira contra eles, afinal, haviam cometido um crime.
Enfim, essa é minha opinião sobre o assunto, na tentativa de acabar com o medo da "bagunça" pós-governo.
sexta-feira, novembro 18, 2005
UOLKut:
Porque na internet, não existe plágio.
Porque na internet, não existe plágio.
Alienação
Termo que se usa para justificar uma idéia tão imbecil que até o povo é contra.
quinta-feira, novembro 17, 2005
Eu sou uma pessoa solitária, com idéias estranhas e uma alma estragada.
Tenham paciência comigo, por favor.
Tenham paciência comigo, por favor.
Pequenas hipocrisias do dia-a-dia
O Estado deve fornecer hospitais para as pessoas?
"Claro."
O Estado deve cuidar da saúde das pessoas?
"Claro!!"
Então o Estado deve proibir as drogas.
"O que? Porque?"
Porque drogas fazem mal a saúde e o Estado deve cuidar da saúde das pessoas.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
Esse foi um exemplo bobinho, mas mostra como é o raciocinio das pessoas, elas querem segurança, querem que o Estado cuide delas, mas reclamam quando, pela segurança que elas pediram, ele toma medidas que elas não aprovam.
Se você quer que o Estado cuide de você, então aceite as regras dele; se você não quer, então não exija nada dele.
O meu ideal não é por um Estado que cuide das pessoas e nem por um Estado ausente, mas pela opção, entretanto, a opção tem que ser coerente, é algo do tipo o pai chegar pro filho e dizer "enquanto você vive na minha casa, você segue as minhas regras".
Vocês querem a segurança do Estado, vocês terão que seguir as regras do Estado, o máximo que vocês podem fazer é negociar regras novas, mas se ele não aceitar, paciência.
Minha opinião?
O Estado deve fornecer hospitais para as pessoas?
Não.
Então o Estado deve cuidar da saúde das pessoas?
Não.
Então o Estado não deve proibir as drogas.
Se você se diz responsável pelo seu corpo, seja responsável pelo seu corpo.
Oras bolas.
"Claro."
O Estado deve cuidar da saúde das pessoas?
"Claro!!"
Então o Estado deve proibir as drogas.
"O que? Porque?"
Porque drogas fazem mal a saúde e o Estado deve cuidar da saúde das pessoas.
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Esse foi um exemplo bobinho, mas mostra como é o raciocinio das pessoas, elas querem segurança, querem que o Estado cuide delas, mas reclamam quando, pela segurança que elas pediram, ele toma medidas que elas não aprovam.
Se você quer que o Estado cuide de você, então aceite as regras dele; se você não quer, então não exija nada dele.
O meu ideal não é por um Estado que cuide das pessoas e nem por um Estado ausente, mas pela opção, entretanto, a opção tem que ser coerente, é algo do tipo o pai chegar pro filho e dizer "enquanto você vive na minha casa, você segue as minhas regras".
Vocês querem a segurança do Estado, vocês terão que seguir as regras do Estado, o máximo que vocês podem fazer é negociar regras novas, mas se ele não aceitar, paciência.
Minha opinião?
O Estado deve fornecer hospitais para as pessoas?
Não.
Então o Estado deve cuidar da saúde das pessoas?
Não.
Então o Estado não deve proibir as drogas.
Se você se diz responsável pelo seu corpo, seja responsável pelo seu corpo.
Oras bolas.
Through the fish-eyed lens of tear stained eyes
I can barely define the shape of this moment in time
And far from flying high in clear blue skies
I'm spiraling down to the hole in the ground where I hide.
If you negotiate the minefield in the drive
And beat the dogs and cheat the cold electronic eyes
And if you make it past the shotguns in the hall,
Dial the combination, open the priesthole
And if I'm in I'll tell you what's behind the wall.
There's a kid who had a big hallucination
Making love to girls in magazines.
He wonders if you're sleeping with your new found faith.
Could anybody love him
Or is it just a crazy dream?
I can barely define the shape of this moment in time
And far from flying high in clear blue skies
I'm spiraling down to the hole in the ground where I hide.
If you negotiate the minefield in the drive
And beat the dogs and cheat the cold electronic eyes
And if you make it past the shotguns in the hall,
Dial the combination, open the priesthole
And if I'm in I'll tell you what's behind the wall.
There's a kid who had a big hallucination
Making love to girls in magazines.
He wonders if you're sleeping with your new found faith.
Could anybody love him
Or is it just a crazy dream?
quarta-feira, novembro 16, 2005
terça-feira, novembro 15, 2005
Imagens bonitinhas.
Então, abaixo está uma ilustração do Cunha que resume muito bem uma visita nossa à Lôca e abaixo está uma piadinha minha.
Eu sei eu sei, eu sou engraçado e tal.

Eu sei eu sei, eu sou engraçado e tal.
sábado, novembro 12, 2005
É, dias sim e dias não.
Tem dias que só os Rolling Stones explicam o que você sente.
Ain't it funny how things happen
Just as we think we've got it all straight
Everything seems to be moving forward
But instead we just sit around and wait
Seems things are in a lockdown
Nervous looks all around
Everyone is speaking in whispers
No one wants to make a sound
I'm losing my touch, yeah
Losing my touch
Losing my touch baby, way too much
Baby, get me out of here
It should be clear
Keep an eye on on your front door, baby
I'll be slipping in round the back
I just need a little, a little cab fare
And then I'll let you hit the sack
'Cause I'm losing my touch
Losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby, get me out of here
It should be clear, yes
I ain't going to keep it long, baby
But just long, long enough
I've got to pick up my passports
And I've got to get my stuff
'Cause I'm losing my touch
Just losing my touch, baby, baby, baby
I'm losing my touch way, way too much
Baby, get me out of here
Well it must be clear
Losing my touch
Yes I'm losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby get me out of here
Sabe, se existe uma sensação absurdamente comum na minha vida é a de sentir que eu estou me perdendo.
Seja me perdendo dos meus propósitos originais, seja me perdendo dos meus sentimentos originais, seja perdendo meu toque...
Bom, ok, eu sou um loser, isso não tem como discutir e tal, mas mesmo assim, é como se você percebesse que já teve um brilho um dia, mas que isso foi muito no passado e que a coisa era tão natural que você nem se lembra como recuperar tal brilho.
Estou mais impaciente? Mais intolerante? Ainda mais anti-social? Mais bobo? Mais sem graça? Ainda mais fútil? Ainda mais egoísta? Ainda mais egocêntrico?
Sabe, discutir politica é muito foda, se você olha para a politica com olhos puramente sentimentais, então você se tornará um daqueles imbecis que acham que dizem "então, se todos nos juntarmos e gritarmos bem alto, as pessoas *vão* nos ouvir!!!" e tipo, aham amigão, claro que vão, boa sorte com seu berrinho.
Mas é muito fácil se tornar um simples burocrata também, nos tornamos, por vezes, behavioristas demais ou economistas demais.
Muitas coisas na vida é procurar um equilibrio e entre o romântico e o economista é dificil achar tal equilibrio... eu fiquei um tempo sem me decidir se faria psicologia, economia ou sociologia na faculdade, decidi por filosofia por acreditar que seja o equilibrio.
Olha só, psicologia estuda os individuos, sociologia estuda as massas e economia estuda como individuos e massas interagem um com os outros para conseguir o que o indiviuo deseja e a massa precisa.
E eu posso estar errado nessa (aliás, ignore esse blog, eu provavelmente estou errado em tudo), mas acho que filosofia é a base e a ligação entre tudo isso e, sinceramente, eu não vejo a hora de me sentir ativo e acumulando conhecimento. O que me leva ao próximo assunto.
Internet não traz tanto conhecimento quanto se previa (ou desejava). É muita informação, muito ruído e muita gente falando merda como se fosse verdade universal (este que vos é lido por exemplo), as discussões politicas num geral já estão demasiadamente contaminadas pelo desejo de se "derrotar o inimigo" (no sentido de "vou dizer umas informações bem fodas pra calar a boca desse sujeito porque ele representa o mal do mundo"), isso na internet é extremamente piorado, pois temos todo tipo de pessoas de baixa auto-estima se esforçando de toda forma para ser importante em tal comunidade que, no fim, "destruir o inimigo" através de palavras espertinhas e ofensas se torna muito mais importante do que expôr um ponto de vista.
Enfim, o que eu dizer? É um mundo fodido, ninguém tem a solução, meus ideais são tão falhos quanto o de qualquer um (na verdade, anarquia se baseia no fato de que ninguém está certo, então que todos tentem se virar do jeito que acharem melhor sem carregar os outros juntos), então, repetindo, o que dizer?
Não tem o que dizer, o lance é que está todo mundo perdido e eu não vejo ninguém muito perto de encontrar uma resposta, eu diria que a solução seria deixar os porcos brincarem com o mundo da forma que eles acharem melhor, eu poderia mandar os donos do mundo se foder e deixar eles continuarem brincando com seu planetinha, porque nós pelo menos amamos... mas aí vem a pergunta... nós amamos?
Tem dias que só os Rolling Stones explicam o que você sente.
Ain't it funny how things happen
Just as we think we've got it all straight
Everything seems to be moving forward
But instead we just sit around and wait
Seems things are in a lockdown
Nervous looks all around
Everyone is speaking in whispers
No one wants to make a sound
I'm losing my touch, yeah
Losing my touch
Losing my touch baby, way too much
Baby, get me out of here
It should be clear
Keep an eye on on your front door, baby
I'll be slipping in round the back
I just need a little, a little cab fare
And then I'll let you hit the sack
'Cause I'm losing my touch
Losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby, get me out of here
It should be clear, yes
I ain't going to keep it long, baby
But just long, long enough
I've got to pick up my passports
And I've got to get my stuff
'Cause I'm losing my touch
Just losing my touch, baby, baby, baby
I'm losing my touch way, way too much
Baby, get me out of here
Well it must be clear
Losing my touch
Yes I'm losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby get me out of here
Sabe, se existe uma sensação absurdamente comum na minha vida é a de sentir que eu estou me perdendo.
Seja me perdendo dos meus propósitos originais, seja me perdendo dos meus sentimentos originais, seja perdendo meu toque...
Bom, ok, eu sou um loser, isso não tem como discutir e tal, mas mesmo assim, é como se você percebesse que já teve um brilho um dia, mas que isso foi muito no passado e que a coisa era tão natural que você nem se lembra como recuperar tal brilho.
Estou mais impaciente? Mais intolerante? Ainda mais anti-social? Mais bobo? Mais sem graça? Ainda mais fútil? Ainda mais egoísta? Ainda mais egocêntrico?
Sabe, discutir politica é muito foda, se você olha para a politica com olhos puramente sentimentais, então você se tornará um daqueles imbecis que acham que dizem "então, se todos nos juntarmos e gritarmos bem alto, as pessoas *vão* nos ouvir!!!" e tipo, aham amigão, claro que vão, boa sorte com seu berrinho.
Mas é muito fácil se tornar um simples burocrata também, nos tornamos, por vezes, behavioristas demais ou economistas demais.
Muitas coisas na vida é procurar um equilibrio e entre o romântico e o economista é dificil achar tal equilibrio... eu fiquei um tempo sem me decidir se faria psicologia, economia ou sociologia na faculdade, decidi por filosofia por acreditar que seja o equilibrio.
Olha só, psicologia estuda os individuos, sociologia estuda as massas e economia estuda como individuos e massas interagem um com os outros para conseguir o que o indiviuo deseja e a massa precisa.
E eu posso estar errado nessa (aliás, ignore esse blog, eu provavelmente estou errado em tudo), mas acho que filosofia é a base e a ligação entre tudo isso e, sinceramente, eu não vejo a hora de me sentir ativo e acumulando conhecimento. O que me leva ao próximo assunto.
Internet não traz tanto conhecimento quanto se previa (ou desejava). É muita informação, muito ruído e muita gente falando merda como se fosse verdade universal (este que vos é lido por exemplo), as discussões politicas num geral já estão demasiadamente contaminadas pelo desejo de se "derrotar o inimigo" (no sentido de "vou dizer umas informações bem fodas pra calar a boca desse sujeito porque ele representa o mal do mundo"), isso na internet é extremamente piorado, pois temos todo tipo de pessoas de baixa auto-estima se esforçando de toda forma para ser importante em tal comunidade que, no fim, "destruir o inimigo" através de palavras espertinhas e ofensas se torna muito mais importante do que expôr um ponto de vista.
Enfim, o que eu dizer? É um mundo fodido, ninguém tem a solução, meus ideais são tão falhos quanto o de qualquer um (na verdade, anarquia se baseia no fato de que ninguém está certo, então que todos tentem se virar do jeito que acharem melhor sem carregar os outros juntos), então, repetindo, o que dizer?
Não tem o que dizer, o lance é que está todo mundo perdido e eu não vejo ninguém muito perto de encontrar uma resposta, eu diria que a solução seria deixar os porcos brincarem com o mundo da forma que eles acharem melhor, eu poderia mandar os donos do mundo se foder e deixar eles continuarem brincando com seu planetinha, porque nós pelo menos amamos... mas aí vem a pergunta... nós amamos?
quinta-feira, novembro 10, 2005
Poeminha
O coração é pesado
Amarrado na garganta
Puxa para baixo
Amarrado na garganta
Puxa para baixo
segunda-feira, novembro 07, 2005
Aniversário:
Dia em que as pessoas que te ignoram na faculdade te mandam um scrap te desejando tudo de bom.
Ano passado eu fiz um post exatamente igual esse, a diferença é que tais pessoas nem perceberam que eu sai da faculdade.
Dia em que as pessoas que te ignoram na faculdade te mandam um scrap te desejando tudo de bom.
Ano passado eu fiz um post exatamente igual esse, a diferença é que tais pessoas nem perceberam que eu sai da faculdade.
domingo, novembro 06, 2005
Protesto anti-bush na paulista. O que rolou.
Ok, foi um protesto grande e tal, eu só peguei o finalzinho, depois que a passeata acabou e o pessoal já estava dispersando naturalmente, algum imbecil jogou pedra no BankBoston (e na policia) e foi atacado, então outros imbecis vendo isso dispararam rojões na policia e começou a festa.
Durou menos de 10 minutos a "repressão" (eu um ato de três horas de policiais parados e olhando sem fazer nada. Que porcos genocidas imperialistas malditos, como ousam deixar o protesto seguir por horas, esperar quase todo mundo ir embora e, no finalzinho, revidar um ataque)
O lance é o seguinte.
O povo norte-americano, que é quem decide o futuro do Bush, não poderia estar se importando menos com uma passeata na paulista.
Me diz, qual a intenção de um protesto? Não é chamar a atenção da população para um fato grave que o governo está cometendo? As pessoas parecem ter se esquecido disso, elas vão protestar porque protestar resolve, mas não fazem a minima idéia do que exatamente é um protesto.
Que se foda o Bush, ele está destruindos os EUA, se vocês são anti-EUA, deveriam estar torcendo pro Bush tomar o poder e afundar aquele país de uma vez.
Vocês honestamente acham que os politicos se importam com que o movimento estudantil pensa? Com que o MST pensa? Com que as femnistas pensam? Os únicos que se importam com isso são os que dependem do voto dessa gemte e eu tenho certeza que esses já votam a favor de vocês no congresso.
Quer ir pras ruas? Tenha um bom motivo.
Lembra que a moral não é mostrar "nós, meia duzia de pessoas, estamos putos", a moral é mostrar para as pessoas na rua "olha, estão fodendo vocês."
Distribuir panfletos com o nome dos deputados a quem não votar caso seja contra politicas norte-americanas é um ato que dá bem mais resultado, porque aí os porcos vão ter que ficar espertos com o que fazem nos seus gabinetes.
E, faça o que você fizer, não importa o que aconteça, que situação aconteça, porque aconteça, de que forma aconteça, um protesto anti-bush tem resultados nulos.
Durou menos de 10 minutos a "repressão" (eu um ato de três horas de policiais parados e olhando sem fazer nada. Que porcos genocidas imperialistas malditos, como ousam deixar o protesto seguir por horas, esperar quase todo mundo ir embora e, no finalzinho, revidar um ataque)
O lance é o seguinte.
O povo norte-americano, que é quem decide o futuro do Bush, não poderia estar se importando menos com uma passeata na paulista.
Me diz, qual a intenção de um protesto? Não é chamar a atenção da população para um fato grave que o governo está cometendo? As pessoas parecem ter se esquecido disso, elas vão protestar porque protestar resolve, mas não fazem a minima idéia do que exatamente é um protesto.
Que se foda o Bush, ele está destruindos os EUA, se vocês são anti-EUA, deveriam estar torcendo pro Bush tomar o poder e afundar aquele país de uma vez.
Vocês honestamente acham que os politicos se importam com que o movimento estudantil pensa? Com que o MST pensa? Com que as femnistas pensam? Os únicos que se importam com isso são os que dependem do voto dessa gemte e eu tenho certeza que esses já votam a favor de vocês no congresso.
Quer ir pras ruas? Tenha um bom motivo.
Lembra que a moral não é mostrar "nós, meia duzia de pessoas, estamos putos", a moral é mostrar para as pessoas na rua "olha, estão fodendo vocês."
Distribuir panfletos com o nome dos deputados a quem não votar caso seja contra politicas norte-americanas é um ato que dá bem mais resultado, porque aí os porcos vão ter que ficar espertos com o que fazem nos seus gabinetes.
E, faça o que você fizer, não importa o que aconteça, que situação aconteça, porque aconteça, de que forma aconteça, um protesto anti-bush tem resultados nulos.
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