quarta-feira, janeiro 30, 2008



if you want me to I will be the one that is always good and you'll love me too but you'll never know what I feel inside that I'm really bad little trouble girl remember mother? we were close very, very close sha la la you taught me how to fit it good sha la la flow down life you understood sha la la curl my hair and eye lash sha la la hitch my cheeks and do my lips sha la la swing my hips just like you sha la la smile and behave sha la la a circle of perfection, it's what you gave sha la la then one day I met a guy he stole my heart, no alibi sha la la he said: "Romance is a ticket to paradise" sha la la momma, I'm not too young to try sha la la we kissed, we hugged, we were close very, very close
sha la la we danced in the sand and the water rose - higher and higher sha la la until I found myself floating - in the sky I'm sorry mother, I'd rather fight than have to lie if you want me to I will be the one that is always good and you'll love me too but you'll never know what I feel inside that I'm really bad little trouble girl little trouble girl (what you doin'?) little trouble girl cross my heart and hope to die, little trouble girl I can not tell a lie little trouble girl ah-hu little trouble girl ah-hu little trouble girl ah-hu little trouble girl ah-hu little trouble girl ah-hu little trouble girl ah-hu little trouble girl ah-hu little trouble girl ah-hu

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A vida está se tornando mais difícil, estou me arrependendo cada vez mais de sair de dentro da minha cabeça, não posso mais quebrar minha agenda, não posso mais entrar em contato.

domingo, janeiro 27, 2008

Running out of social networks

Eu já passei por orkut, myspace, facebook, stickam, second life e isso só é a face virtual do fato que na vida real eu já tentei passar por incontáveis tribos urbanas.
Eu estou chegando a uma conclusão, que na verdade é algo que eu sempre achei, mas enfim, eu estou parando de culpar o mundo, ficando sem pra onde correr, eu não sou solitário por não ter pessoas ao meu redor ou próximas de mim, eu sou solitário porque existe muito espaço dentro da minha cabeça. É como estar trancado em uma sala gigante cheia de tranqueiras e espaços vazios e eu falo com as pessoas gritando para as janelas. Nunca em contato. Nunca fora.
Schopenhauer usa uma metáfora para justificar (?) sua filosofia, ele diz que não tem como descobrir a realidade íntima do mundo por meio dos sentidos ou da razão, então é como se a realidade (ou "mundo em si") estivesse cercada por uma muralha, então ao invés de olhar pra fora, você cava pra dentro da própria mente e cria um túnel para a realidade de "tudo" e algumas vezes eu sinto que esse é o único jeito que eu consigo realmente me comunicar com as pessoas. Indo pra dentro, indo pra longe, chegando a algo "no fundo" que é comum.
Às vezes eu falho e fico assim, sozinho dentro de um buraco, fundo demais dentro da minha mente, não fundo o suficiente para acessar os outros, mas fundo demais pra conseguir comunicação mesmo num nível superficial. Eu falo com as outras pessoas, mas é como se estivesse falando comigo próprio... é como se ninguém mais existisse, todos fragmentos das minhas fantasias... aí pessoas, personagens, ficção, partes da minha personalidade, isso tudo faz parte da mesma falta de realidade, do mesmo purê de existência que fica lá longe... sempre lá longe.
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E estão todos em uma festa.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

cute reapers, histórias de amor e o fato de toda escolha ser um decisão ética.



Minha adorada professora Glória sempre dizia que toda vez que você fala em escolha, está aí um assunto para a ética.
Tem algo a ver com essa coisa irritante de não viver sozinho no mundo ou mesmo de você nem ser lá um indivíduo, mas uma massa caótica das pessoas, coisas e sabe-se-lá-o-que passa pela sua cabeça.
Em algum momento da história da filosofia, livre-arbitrio se tornou uma questão teológica; é algo do tipo, o mundo material funciona por meio de causa e efeito; toda a questão da escolha é que você *inicia* um ato e como nada no mundo material é o início de um ato, mas um mero efeito de uma causa qualquer, então o livre-arbitrio tem que ser metafísico.
Bom, eu vejo o mundo inteiro como metafísico, então pra mim o livre-arbitrio é uma questão de teoria da mente, acho a pergunta bem simples.
Você pode, de alguma forma, escolher seus pensamentos? Eu penso em um nome qualquer que é comum a várias pessoas, alguns rostos chegarão primeiro a mente e outros depois, mas eu posso escolher associar o nome comum ao individuo específico, certo?
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Mas a questão aqui são as histórias de amor.
Amor não é algo fácil de explicar ou sentir, mas existe algo no amor que nos empurra para fora de nossas cabeças.
O inferno geralmente são os outros, ter que viver em um mundo com mais pessoas geralmente é um peso a não ser quando você ama, ama alguém, algum ideal, o motivo mais básico para fazer uma pessoa escolher viver no mundo é o amor, isso vale para as histórias e para a vida.
É interessante que muito se diga sobre livre-arbitrio e como as coisas podem ficar toscas, as pessoas especializadas em fazer desse um mundo mais chato adora que tudo tenha a ver com sexo, que sejamos bestas selvagens querendo nos reproduzir e toda a civilização não passa de uma imensa dança de acasalamento, mas a questão do amor é a seguinte.
O livre-arbitrio é supostamente algo vindo de fora, algo além desse mundo, que quebra as regras desse mundo, amor também, mas amor é uma força que te faz tomar decisões, que escolhe "no seu lugar" as suas coisas, é uma força anti-livre-arbitrio que também é metafísica.
Por mais que queiram dizer que amor é uma paixão super-glorificada, eu já desejei pessoas e eu já amei pessoas, de nenhuma forma é a mesma coisa e quem finge que é, bem, está fingindo que é, existe algo no fato de querer só ficar perto de alguém sem nenhum motivo especial que quebra todas as regras de causa e efeito, quebra a maneira como a razão trabalha e quebra o mundo material.
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Não quero desprezar o materialismo e nem a biologia, eu não gosto de teorias superando umas as outras, eu gosto do conflito, do caos, eu quero espalhar minha semente por aí que nem uma besta selvagem e eu quero, ao mesmo tempo, me apaixonar e eu quero, ao mesmo tempo, ficar sozinho e eu quero, ao mesmo tempo, odiar a humanidade e enfim.
Se quando você morrer, o ceifador for bonitinho e vestir rosa, você vai ficar espantado?

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Síndrome de Aesperger

Eu já levantei a teoria de que eu tenho isso, mas algo fez com que eu me interessasse novamente e, enfim, checando os sintomas.
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Isso é complicado porque muitos sintomas de Síndrome de Aesperger são dispensados como alguma estranheza natural da pessoa e talvez seja mesmo sei lá, mas enfim.
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"The lack of demonstrated empathy is possibly the most dysfunctional aspect of Asperger syndrome."

Por exemplo, pra começar, eu de fato tenho problema em demonstrar empatia, de demonstrar que eu me importo com o sentimento com os outros, mas pode ser que eu seja simplesmente insensível ou pode ser simplesmente a era em que nós vivemos, eu sei que a maioria das vezes em que eu demonstro preocupação soa meio "atuado", mas até aí, tudo que eu faço soa como atuação, então whatever

"Individuals with AS experience difficulties in basic elements of social interaction, which may include a failure to develop friendships or enjoy spontaneous interests or achievements with others, a lack of social or emotional reciprocity, and impaired nonverbal behaviors such as eye contact, facial expression, posture, and gesture"

Embora eu tenha dificuldades com os "elementos básicos de interação social", eu não acho que tenha problema com contato visual, expressão facial, postura ou gesto; mas de novo, essas foram coisas que eu fui me treinando a fazer com o tempo, aos 18 anos uma namorada disse que eu me comunicava com os olhos, então eu passei a treinar isso, minha postura é uma droga e sempre me disseram que eu "ando caído", mas nunca me preocupei com isso, então continua até hoje, gestos por outro lado, foi algo que eu claramente me treinei a fazer e praticamente todo gesto meu eu consigo traçar a uma pessoa específica, então pode ser só que eu seja estranho ou pode ser que eu seja alguém com uma disordem neurológica que aprendeu a imitar bem os outros. Fico com a alternativa mais divertida.

"Unlike those with autism, people with AS are not usually withdrawn around others; they approach others, even if awkwardly, for example by engaging in a one-sided, long-winded speech about a favorite topic while being oblivious to the listener's feelings or reactions, such as signs of boredom or haste to leave."

Check.
E minha mãe dizia que meu vô era assim também e tem sempre aquela suspeita de que isso tenha algo de genético.
Quando eu era pequeno, chegava ao ponto da pessoa sair de perto de mim e eu continuar falando, hoje eu falo muito sozinho... tipo, MUITO, passo horas a noite andando pra lá e pra cá falando comigo mesmo.

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"where they may be able to show a theoretical understanding of other people’s emotions; however, they typically have difficulty acting on this knowledge in fluid, real-life situations."

Check.
Minhas ações em casos que as pessoas apresentam emoções fortes (que alguém está chorando ou algo do tipo) são uma cópia forçada do que eu vi outras pessoas fazendo no passado, algumas vezes com minha mãe muito deprimida, eu não conseguia fazer nada a não ser ficar parado olhando ela chorar enquanto minha cabeça ficava que nem uma bola de pinbolim pensando sobre o que fazer.

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"People with AS may analyze and distill their observation of social interaction into rigid behavioral guidelines and apply these rules in awkward ways—such as forced eye contact—resulting in demeanor that appears rigid or socially naive."

Check.

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"People with Asperger syndrome display behavior, interests, and activities that are restricted and repetitive and are sometimes abnormally intense or focused. They may stick to inflexible routines or rituals, move in stereotyped and repetitive ways, or preoccupy themselves with parts of objects."

Check, mas de forma sutil.
De fato, eu sempre estou obcecado por *algum* assunto, eu sempre me preocupo sobre o jeito que eu ando, sobre se eu estou andando dessa ou daquela maneira e procuro sempre manter um padrão, eu tento me manter em rotinas inflexíveis, não consigo e isso sempre me frustra, mas tudo que eu faço faz parte de uma agenda (que eu nunca consigo cumprir, mas enfim, eu nunca faço algo "não-planejado").

"Pursuit of specific and narrow areas of interest is one of the most striking features of AS.[1] Individuals with AS may collect volumes of detailed information on a relatively narrow topic such as dinosaurs or deep fat fryers, without necessarily having genuine understanding of the broader topic."

Check.
Por exemplo, eu não me interesso em "autismo" ou "psicologia" num geral, mas hoje já li uma porção de artigos sobre síndrome de aesperger, não me interesso em quadrinhos, mas em "quadrinhos da marvel" ou "quadrinhos independentes" (nunca os dois ao mesmo tempo), não me interesso em música, mas em um único estilo ou uma única banda, mas enfim, eu não sei o quanto isso é estranho, só é que, de novo, eu *sempre* estou obcecado por algum assunto "estreito".

"Although these special interests may change from time to time, they typically become more unusual and narrowly focused"

Então, o assunto muda, mas às vezes eles desenvolvem essa característica.

Primeiro estou obcecado por "indie rock", aí por "indie pop", aí por "twee", então por "talulah gosh", aí pela "amanda fletcher", então muda totalmente.
Aí fico obcecado por "filosofia", aí por "filosofia alemã", então por "Kant", aí pela "visão de Kant da psicologia transcedental", aí "primeiro paralogismo da razão pura", então volta a algo relativamente amplo, pra depois se tornar gradativamente mais estreito de novo.

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"Stereotyped and repetitive motor behaviors are a core part of the diagnosis of AS and other ASDs.[15] They include hand movements such as flapping or twisting, and complex whole-body movements.[12] These are typically repeated in longer bursts and look more voluntary or ritualistic than tics"

De novo, eu tenho uma biblioteca de movimentos que repito frequentemente e de fato, não são tics, eu não fico batendo a mão impacientemente, eu faço alguma batidinha especifica, "hand twists" são bem comuns, embora eu meio que deixei de fazê-los em público depois de ser ridicularizado por isso no colégio e de fato, parecem sempre voluntários, são bem mais longos e complexos que tics.

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"Although children with Asperger syndrome acquire language skills without significant general delay, and the speech of those with AS typically lacks significant abnormalities, language acquisition and use is often atypical.[3] Abnormalities include verbosity; abrupt transitions; literal interpretations and miscomprehension of nuance; use of metaphor meaningful only to the speaker; auditory perception deficits; unusually pedantic, formal or idiosyncratic speech; and oddities in loudness, pitch, intonation, prosody, and rhythm.[1]"

Nunca reparei nessas coisas, mas minha irmã sempre reclama que de repente eu começo a falar alto demais, às vezes eu não entendo nuances, mas acho que todo mundo não compreende nuances às vezes, eu não sei o que eles querem dizer por "abrupt transitions", mas se é sobre temas, então sim, acontece e eu não sei se chego a se "unusually pedantic", mas dificilmente eu falo "por instinto", as gírias que eu uso geralmente passam por algum estudo dentro da minha cabeça antes de serem usadas, então acho que talvez dê pra considerá-las uma forma "pedante" de falar.

"uso de metáforas significativas apenas para o falante"

totally check.

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"Speech may convey a sense of incoherence; the conversational style often includes monologues about topics that bore the listener, fails to provide context for comments, or fails to suppress internal thoughts. Individuals with AS may fail to monitor whether the listener is interested or engaged in the conversation. The speaker's conclusion or point may never be made, and attempts by the listener to elaborate on the speech's content or logic, or to shift to related topics, are often unsuccessful"

check.

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"Children with AS may have an unusually sophisticated vocabulary at a young age and have been colloquially called "little professors", but have difficulty understanding metaphorical language and tend to use language literally"

Não lembro disso, mas acho que esse é um problema que eu não tinha.

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"Children with AS may be delayed in acquiring motor skills that require motor dexterity, such as bicycle riding or opening a jar, and may appear awkward or "uncomfortable in their own skin"."

Nunca aprendi a andar de bicicleta (tentei sem sucesso algumas vezes), não sei abrir potes até hoje, não sabia usar tesoura (meio que não sei até hoje também) e eu TOTALMENTE me sinto "inconfortável dentro da minha própria pele".

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"They may be poorly coordinated, or have an odd or bouncy gait or posture, poor handwriting, or problems with visual-motor integration, visual-perceptual skills, and conceptual learning.[1][3] They may show problems with proprioception (sensation of body position) on measures of apraxia (motor planning disorder), balance, tandem gait, and finger-thumb apposition."

Check pra tudo.
Tandem Gait é quando você anda encostando o dedão do pé de trás no calcanhar do pé da frente. Tentei fazer agora e não fui assim tão bem sucedido.

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"They may have superior performance in tasks like visual search problems that require processing of fine-grained features rather than entire configurations.[18] They may be unusually sensitive or insensitive to sound, light, touch, texture, taste, smell, pain, temperature, and other stimuli, and they may exhibit synesthesia, for example, a smell may trigger perception of color;[19] these sensory responses are found in other developmental disorders and are not specific to AS or to ASD"

Não-check pra essas coisas.

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"Children with AS are more likely to have sleep problems, including difficulty in falling asleep, frequent nocturnal awakenings, and early morning awakenings."

Toootally check.
Eu durmo muito, mas dificilmente muitas horas seguidas e mesmo quando eu durmo muitas horas seguidas, "frequen nocturnal awakenings" é uma realidade *todas* as noites.

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Ou eu posso ser só neurótico.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Sobre a pergunta "o quanto a sua vida influencia sua vida"

Ou "como você seria se não tivesse ninguém mais legal que você por perto"
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Você já pensou que tipo de pessoa você seria se sua vida não fosse uma droga?
Acho que existem diversos tipos de amaldiçoados nesse mundo, quero me focar em dois.
O primeiro tipo é o tipo que tem uma vida que é uma droga, mas se acostuma, acha algum hobby qualquer, se deprime, se apaixona, mas não vê como poderia ser diferente ou não quer pensar na possibilidade.
O segundo tipo é o tipo que tem uma vida que é uma droga, mas que foi brutalmente atropelado por estilos de vida mais atraentes. É o sujeito que vislumbra uma maneira melhor de viver (nada dessa besteira de "ter mais dinheiro") e então se sente pertubado porque é patético demais para alcançar esse ponto.
E aí voltamos a pergunta do começo (reelaborada) : "o quanto a pessoa que você não é influencia sua vida", quanto você sofre ao descobrir, um dia, que você poderia ser simplesmente mais, se ao menos tivesse alguém mais legal por perto?
Pra começar, a vida é caótica, ela é uma coleção de coisas tão diversas e numerosas que me parece absurdo a tentativa de catalogar os motivos pelo qual alguém se torna o que é, mas se tem um fator que me interessa é o quanto você é desapontado pela própria vida, afinal de contas, se sentir pequeno é uma qualidade? Falta de auto-estima pode ser uma força criativa?
É notório que a necessidade de sobrevivência por vezes faz você se superar, mas e quando seu estímulo não é sobrevivência, mas estética? Até onde você está disposto a ir para se tornar mais legal ou mais bonito, me parece a pergunta mais importante dessa realidade onde sobrevivência está garantida e toda a questão material se resume a uma estúpida questão de quantos carros você tem na garagem.
E enquanto os comerciais de carro tentam te convencer que o produto deles é "pra você que é diferente" ou qualquer besteira do tipo, quanto da sua vida depende de você encontrar uma pessoa no ponto de ônibus que é tão incrivelmente bela que faz você se perguntar porque estão no mesmo ponto de ônibus e não na mesma vida?
O quanto a beleza atropela sua vida? O quanto você corre atrás dela? O quanto você sofre?