E na lista de downloads, está lá, só esperando, mais de 400 edições de Amazing Spider-Man.
Mais de 4 gigas de cabeça de teia.
*aiai*
Um daqueles paradoxos divertidos da era da internet, onde temos um lugar particular que desenvolvemos para ficar sozinhos enquanto nos expomos voluntariamente para todo tipo de gente estranha e má que queira ver.
sexta-feira, setembro 30, 2005
quinta-feira, setembro 29, 2005
Escola Sem Governo
Nas minhas andanças virtuais debatendo o anarco-capitalismo (i.e vagabundagem no orkut), eu geralmente uso escola como exemplo de instituição (em teoria) publica que perdeu a fé do povo e que está sendo rapidamente substituida por instituições privadas, as quais, funcionam de forma mais eficiente.
Mas claro, logo vem a pergunta "ok, e quem não tem dinheiro para pagar escola particular?".
A questão é que hoje, as escolas tem como alvo a classe média (pois quem é pobre, irá para a publica), então os preços são feitos para essa classe, sem escola publica, com certeza alguém seria esperto o bastante de fazer uma "Escola Casas Bahia" (compre 3 anos de educação do seu filho e pague só depois da copa de 2008!), entretanto, hoje esse não é um negócio que vale a pena, pois existem as escolas do Estado.
Nota, que eu escrevo um blog e não um livro de teorias politicas, então meus pensamentos não são fruto de estudos completos, mas de puro achismo, assim como uma coluna do Olavo. Enfim, eu pensei que Escolas Comunitarias poderiam funcionar.
Escolas comunitarias funcionariam que nem qualquer cooperativa, onde se oferece um produto (educação) e os lucros são dividos entre as pessoas da cooperativa, jogar a carta da "instituição de caridade" pode impedir que o governo e seus impostos assassinos caiam de pau na empresa, a questão toda é ter uma escola de qualidade a preço barato que gere lucro o bastante.
Considerando que os funcionários são sócios e não funcionarios, então aquela montanha de impostos podem ser jogadas no lixo, aí a escola, como empresa, tem duas opções.
A - Fazer como uma cooperativa normal, decidir preços baseado no mercado e colher o lucro.
B - Definir salarios fixos, fazendo com que + pessoas = + dinheiro = - Mensalidades (Tv a Cabo funciona assim, diga-se de passagem).
A questão seria, ainda na fase de planejamento, conseguir pessoas o suficiente para que a mensalidade fosse acessivel a essas pessoas e ainda sobre um certo lucro, com isso em mãos, qualquer banco razoavel (ok ok, banco razoavel não existe... mas enfim) vai garantir o empréstimo, pois, esse "certo lucro" seria usado para pagar o empréstimo, já que os funcionarios são sócios e recebem salarios fixos.
Outra questão também é que embora seja uma idéia inutil em uma economia bem desenvolvida, seria uma boa idéia no Brasil, pois aqui há desempregados qualificados o bastante para embarcarem numa jornada dessa. Em tempos desesperados como o de hoje, vale a pena abrir o próprio negócio e trata-lo como um emprego comum de salario fixo e além disso, não existem "escolas de baixa renda", apenas as publicas, as quais o povo não acredita mais porque o governo é retardado.
Então a questão é
1 - Ninguém está fazendo nada por caridade ou socialismo. É um negócio viavel.
2 - Educação barata.
4 - Se eu tivesse estudado numa escola dessa, saberia contar até 3.
Então enfim, óbviamente para saber se isso é viavel, uma legião de contadores e advogados teriam que ver as burocracias e os numeros exatos, mas, se possivel, é um bom negócio.
Sem contar que escolas tem outras fontes de lucro, cantina é um lucro certo numa escola, tráfico de drogas e de CDs de Playstation pirata então, nem se fala.
Mas claro, logo vem a pergunta "ok, e quem não tem dinheiro para pagar escola particular?".
A questão é que hoje, as escolas tem como alvo a classe média (pois quem é pobre, irá para a publica), então os preços são feitos para essa classe, sem escola publica, com certeza alguém seria esperto o bastante de fazer uma "Escola Casas Bahia" (compre 3 anos de educação do seu filho e pague só depois da copa de 2008!), entretanto, hoje esse não é um negócio que vale a pena, pois existem as escolas do Estado.
Nota, que eu escrevo um blog e não um livro de teorias politicas, então meus pensamentos não são fruto de estudos completos, mas de puro achismo, assim como uma coluna do Olavo. Enfim, eu pensei que Escolas Comunitarias poderiam funcionar.
Escolas comunitarias funcionariam que nem qualquer cooperativa, onde se oferece um produto (educação) e os lucros são dividos entre as pessoas da cooperativa, jogar a carta da "instituição de caridade" pode impedir que o governo e seus impostos assassinos caiam de pau na empresa, a questão toda é ter uma escola de qualidade a preço barato que gere lucro o bastante.
Considerando que os funcionários são sócios e não funcionarios, então aquela montanha de impostos podem ser jogadas no lixo, aí a escola, como empresa, tem duas opções.
A - Fazer como uma cooperativa normal, decidir preços baseado no mercado e colher o lucro.
B - Definir salarios fixos, fazendo com que + pessoas = + dinheiro = - Mensalidades (Tv a Cabo funciona assim, diga-se de passagem).
A questão seria, ainda na fase de planejamento, conseguir pessoas o suficiente para que a mensalidade fosse acessivel a essas pessoas e ainda sobre um certo lucro, com isso em mãos, qualquer banco razoavel (ok ok, banco razoavel não existe... mas enfim) vai garantir o empréstimo, pois, esse "certo lucro" seria usado para pagar o empréstimo, já que os funcionarios são sócios e recebem salarios fixos.
Outra questão também é que embora seja uma idéia inutil em uma economia bem desenvolvida, seria uma boa idéia no Brasil, pois aqui há desempregados qualificados o bastante para embarcarem numa jornada dessa. Em tempos desesperados como o de hoje, vale a pena abrir o próprio negócio e trata-lo como um emprego comum de salario fixo e além disso, não existem "escolas de baixa renda", apenas as publicas, as quais o povo não acredita mais porque o governo é retardado.
Então a questão é
1 - Ninguém está fazendo nada por caridade ou socialismo. É um negócio viavel.
2 - Educação barata.
4 - Se eu tivesse estudado numa escola dessa, saberia contar até 3.
Então enfim, óbviamente para saber se isso é viavel, uma legião de contadores e advogados teriam que ver as burocracias e os numeros exatos, mas, se possivel, é um bom negócio.
Sem contar que escolas tem outras fontes de lucro, cantina é um lucro certo numa escola, tráfico de drogas e de CDs de Playstation pirata então, nem se fala.
terça-feira, setembro 27, 2005
This is your government on drugs.
Eu quero agradecer ao governo por cuidar da minha saude e da minha segurança.
Veja bem, todo mundo sabe que drogas fazem mal. Os pais ensinam para os filhos que drogas fazem mal.
Mas o governo é esperto, bem mais esperto que a gente, ele sabe o que é bom pra nossa saúde e sabe que não pode deixar nós fazermos o que quisermos a nós mesmos.
Então o governo põe a policia nas ruas para nos prevenir de comprar uma mercadoria porque ele sabe que essa mercadoria faz mal pra gente.
Então eu queria agradecer ao governo, pois, na sua luta para nos prevenir de comprar uma mercadoria que faz mal para gente ele criou uma pequena guerra civil, incentivando comerciantes de tal produto a se manterem na ilegalidade, os colocando a parte da sociedade e de suas regras e, como todos sabem, violência faz bem para nós, mas drogas não.
Eu sei que você pode querer culpar o governo por incentivar a violência nos grandes centros urbanos, mas temos que lembrar que essa violência só existe porque os traficantes querem nos vender algo que faz mal para gente, claro, nós poderiamos ter a escolha de não comprar algo que faz mal para a gente e as pessoas que o comprassem poderiam arcar com as consequencias dos próprios atos, mas o governo é bom e sabe o que é melhor para a gente.
Enfim, não há muito mais que isso, nós sabemos que os governantes são honestos, bons e que a violência nas nossas cidades acontecem por causa desses moleques malditos que usam drogas, moleques esses que poderiam estar arcando sozinhos com os próprios atos, mas o governo tem um bom senso de solidariedade e ele amplia o problema apenas para que todos nós possamos dividi-lo.
Então obrigado governo, por causar a morte de todos aqueles traficantes de baixa classe para impedir que os nossos adorados filhotinhos da classe média não tenham que arcar com as consequencias de seus atos.
Veja bem, todo mundo sabe que drogas fazem mal. Os pais ensinam para os filhos que drogas fazem mal.
Mas o governo é esperto, bem mais esperto que a gente, ele sabe o que é bom pra nossa saúde e sabe que não pode deixar nós fazermos o que quisermos a nós mesmos.
Então o governo põe a policia nas ruas para nos prevenir de comprar uma mercadoria porque ele sabe que essa mercadoria faz mal pra gente.
Então eu queria agradecer ao governo, pois, na sua luta para nos prevenir de comprar uma mercadoria que faz mal para gente ele criou uma pequena guerra civil, incentivando comerciantes de tal produto a se manterem na ilegalidade, os colocando a parte da sociedade e de suas regras e, como todos sabem, violência faz bem para nós, mas drogas não.
Eu sei que você pode querer culpar o governo por incentivar a violência nos grandes centros urbanos, mas temos que lembrar que essa violência só existe porque os traficantes querem nos vender algo que faz mal para gente, claro, nós poderiamos ter a escolha de não comprar algo que faz mal para a gente e as pessoas que o comprassem poderiam arcar com as consequencias dos próprios atos, mas o governo é bom e sabe o que é melhor para a gente.
Enfim, não há muito mais que isso, nós sabemos que os governantes são honestos, bons e que a violência nas nossas cidades acontecem por causa desses moleques malditos que usam drogas, moleques esses que poderiam estar arcando sozinhos com os próprios atos, mas o governo tem um bom senso de solidariedade e ele amplia o problema apenas para que todos nós possamos dividi-lo.
Então obrigado governo, por causar a morte de todos aqueles traficantes de baixa classe para impedir que os nossos adorados filhotinhos da classe média não tenham que arcar com as consequencias de seus atos.
segunda-feira, setembro 26, 2005
Descrição de Rodrigo no Adultfriendfinder (site de relacionamentos especializado em putaria)
Se descreva
Sou magro, alto, cabeludo, barbado dependendo do humor e um tanto psicótico.
Se é pra falar de sexo, então sempre me disseram que eu faço o lance bem e acredito ser verdade, porque meu estado emocional é realmente uma merda, mas minha habilidade na cama segura as mulheres um tempo. (ou seja, se você não estiver afim de conversa, eu sou bem aproveitavel... ou se você for psicóloga, eu realmente to precisando)
Descreva o que procura num parceiro
Parece clichê, mas eu acho que inteligencia estimula mais que um corpo legal, eu sei eu sei, eu não gosto do tipo de gente que fala isso, geralmente é mentira, mas é uma cruel realidade, eu NÃO CONSIGO conversar com gente burra, mas, repetindo o acima, se você não estiver afim de conversa... bom, aí eu vou ter que pensar muito, sinceramente não me imagino ficando com alguém que não consiga conversar e são realmente poucas pessoas que eu respeito o bastante pra isso.
Então é isso gente, crie uma conta falsa de uma gostosona e me dê bola só pra eu me sentir feliz.
Sou magro, alto, cabeludo, barbado dependendo do humor e um tanto psicótico.
Se é pra falar de sexo, então sempre me disseram que eu faço o lance bem e acredito ser verdade, porque meu estado emocional é realmente uma merda, mas minha habilidade na cama segura as mulheres um tempo. (ou seja, se você não estiver afim de conversa, eu sou bem aproveitavel... ou se você for psicóloga, eu realmente to precisando)
Descreva o que procura num parceiro
Parece clichê, mas eu acho que inteligencia estimula mais que um corpo legal, eu sei eu sei, eu não gosto do tipo de gente que fala isso, geralmente é mentira, mas é uma cruel realidade, eu NÃO CONSIGO conversar com gente burra, mas, repetindo o acima, se você não estiver afim de conversa... bom, aí eu vou ter que pensar muito, sinceramente não me imagino ficando com alguém que não consiga conversar e são realmente poucas pessoas que eu respeito o bastante pra isso.
Então é isso gente, crie uma conta falsa de uma gostosona e me dê bola só pra eu me sentir feliz.
Note to self
Comprar anéis.
Anéis são legais.
Anéis são legais.
domingo, setembro 25, 2005
Caralhada viu, é sabado e eu to aqui!
Puta que pariu, uma hora da manhã de sabado não é hora de se estar sóbrio!
Grnfgrnfgrnfrgf.
O lado bom é que enquanto eu to aqui, o Cunha ta me passado paginas do chuva 7! =D
Isso mesmo!
O ultimo numero!
Ai, céus!
Eu quero sair, dançar, esquecer politica, ficar bêbado, beijar meninas idiotas, levar foras, ficar magoado, apodrecer no chill out, ficar enchendo saco das outras pessoas que apodrecem no chill out, voltar pra casa de manhã com dor de cabeça e, acima de tudo, ahn... ok, acima de tudo nada, eu quis terminar com um "e acima de tudo", mas acho que eu já citei tudo.
Aliás, de repente bateu o medo de me tornar insensivel de novo, ser individualista requere um certo preparo espiritual que acho que eu não tinha, a linha entre o individualismo e o egoísmo é muito fina, claro que, se tratando de politica, não poderia estar me fodendo menos se a pessoa é egoísta ou não, contanto que ela seja egoísta o bastante para não quebrar leis por mero auto-preservação, agora eu tenho certeza que esse não é o tipo de pessoa que eu quero ser. Eu quero ajudar as pessoas! Eu não preciso, mas eu quero, é aí que está a graça, entende? Eu não tenho uma obrigação moral e ética de ajudar os outros, mas eu quero fazê-lo porque, ahn, bem, é bom ser bom. Acredito que existem pessoas talentosas por aí e a merda toda do sistema é foder pessoas com potencial que nasceram em condições ruins e nem me vem com essa besteira que todos tem o mesmo potencial, fosse isso, daria pra separar decência por classe social e isso é simplesmente ridiculo, se você está lendo isso não é de classe tão baixa assim, você PODE sair e aprender mais, ter tido problemas na vida não é desculpa para ser ignorante e ter tido facilidades não é desculpa para se multilar, a moral toda do anarquismo é as pessoas serem o que elas querem ser dentro de sua capacidade e você pode ser generoso ou não, é simples assim, não tem certo, errado, nobre ou pobre, no final, você é o que você escolhe.
Dito isso, eu tenho medo de estar perdendo minha sensibilidade... se minhas histórias não forem sinceras, eu não sei nem se tenho a capacidade de conta-las...
Sabe, eu to pensando em sumir do mapa. Pegar minhas coisas e sobreviver por aí como um verdadeiro homem sem leis ou sem rumo. Sempre tive esse desejo e sempre tive medo desse desejo. É um plano pós-vestibular, esse país é uma merda, mas ele é grande, tem muito rock n roll por aí, muitas oportunidade de aprendizado, de histórias e afinal, se a população tem uma vantagem básica sobre o estado é conhecimento de terreno, saber onde pisa não só ajuda você a se conhecer, como a conhecer lugares onde seus inimigos não podem te alcançar.
Dito isso, eu não sou daqueles anarquistas que falam em revolução ou em derrubar o governo, mas se eu vou fazer as pazes com a minha consciência, é bom descobrir meios de dribla-lo.
Puta que pariu, uma hora da manhã de sabado não é hora de se estar sóbrio!
Grnfgrnfgrnfrgf.
O lado bom é que enquanto eu to aqui, o Cunha ta me passado paginas do chuva 7! =D
Isso mesmo!
O ultimo numero!
Ai, céus!
Eu quero sair, dançar, esquecer politica, ficar bêbado, beijar meninas idiotas, levar foras, ficar magoado, apodrecer no chill out, ficar enchendo saco das outras pessoas que apodrecem no chill out, voltar pra casa de manhã com dor de cabeça e, acima de tudo, ahn... ok, acima de tudo nada, eu quis terminar com um "e acima de tudo", mas acho que eu já citei tudo.
Aliás, de repente bateu o medo de me tornar insensivel de novo, ser individualista requere um certo preparo espiritual que acho que eu não tinha, a linha entre o individualismo e o egoísmo é muito fina, claro que, se tratando de politica, não poderia estar me fodendo menos se a pessoa é egoísta ou não, contanto que ela seja egoísta o bastante para não quebrar leis por mero auto-preservação, agora eu tenho certeza que esse não é o tipo de pessoa que eu quero ser. Eu quero ajudar as pessoas! Eu não preciso, mas eu quero, é aí que está a graça, entende? Eu não tenho uma obrigação moral e ética de ajudar os outros, mas eu quero fazê-lo porque, ahn, bem, é bom ser bom. Acredito que existem pessoas talentosas por aí e a merda toda do sistema é foder pessoas com potencial que nasceram em condições ruins e nem me vem com essa besteira que todos tem o mesmo potencial, fosse isso, daria pra separar decência por classe social e isso é simplesmente ridiculo, se você está lendo isso não é de classe tão baixa assim, você PODE sair e aprender mais, ter tido problemas na vida não é desculpa para ser ignorante e ter tido facilidades não é desculpa para se multilar, a moral toda do anarquismo é as pessoas serem o que elas querem ser dentro de sua capacidade e você pode ser generoso ou não, é simples assim, não tem certo, errado, nobre ou pobre, no final, você é o que você escolhe.
Dito isso, eu tenho medo de estar perdendo minha sensibilidade... se minhas histórias não forem sinceras, eu não sei nem se tenho a capacidade de conta-las...
Sabe, eu to pensando em sumir do mapa. Pegar minhas coisas e sobreviver por aí como um verdadeiro homem sem leis ou sem rumo. Sempre tive esse desejo e sempre tive medo desse desejo. É um plano pós-vestibular, esse país é uma merda, mas ele é grande, tem muito rock n roll por aí, muitas oportunidade de aprendizado, de histórias e afinal, se a população tem uma vantagem básica sobre o estado é conhecimento de terreno, saber onde pisa não só ajuda você a se conhecer, como a conhecer lugares onde seus inimigos não podem te alcançar.
Dito isso, eu não sou daqueles anarquistas que falam em revolução ou em derrubar o governo, mas se eu vou fazer as pazes com a minha consciência, é bom descobrir meios de dribla-lo.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Estarei curado?
Eu to feliz.
Sinceramente, eu vi uma coisa esses dias que, não diria mudou o rumo da minha vida, mas acertou um monte de coisa.
A questão é que, na minha ânsia por descobrir se eu era de esquerda ou direita, eu encontrei este gráfico na seção de "anarch-capitalism" do Wikipedia (artigo este que, por si só, me solucionou um monte de dúvidas)

E eis que me atingiu como um caminhão:
"PUTA QUE PARIU! ERA SÓ COLOCAR UM EIXO CIMA-BAIXO!"
De repente, TODA a briga da direita contra a esquerda fez novamente sentido e eu percebi o quão ambos os lados estam atrasados, um acusando o outro de ser ditadores e essas besteiras, quando, na verdade, era só colocar um eixo Y na história e resolver essa merda de uma vez.
Estão vendo essa bolinha meio verde, meio azul? Esse sou eu em um dia de bom humor. Um Minarchist, mas geralmente eu sou mesmo o Anarcho-capitalist.
Ou seja, primeiro, eu sou de direita. Eu nunca gostei de falar "eu sou de tal lado" porque por exemplo, admitir ser de direita, antes de descobrir esse eixo Y seria admitir ser igual Olavo de Carvalho e seu exército de putas babonas, mas não, porque entende.
Primeiro, eu finalmente encontrei meu lugar na internet, é um site libertário chamado "Anti-State.com".
Isso mesmo, você já viu uma comunidade no orkut chamada "O que é 'Very Lybertarian'", onde o objetivo é mostrar que "Very Lybertarians" são neo-liberais?
Pois então, os retardados não poderiam estar mais errado. Esse forum, que é o maior fórum de anarco-capitalismo do mundo tem, óbvio, gente que manja do assunto e eu disse "no Brasil, 90% dos 'intelectuais' são de esquerda, os 10% restantes são de direita, se dizem 'Lybertarian', mas apóiam o Bush" e perguntei "o que vocês acham disso" e um cara me respondeu simplesmente "retarded".
(eles respondeu outras perguntas, deu boas vindas ao fórum e tal).
Então, o lance é que o "Vey Libertarian" do orkut é, sim, de direita, como os reaças do orkut dizem, mas, o que eles não dizem, é que um very libertarian é, no minimo, um democrata extremista.
Veja bem.
A reta X é liberdade de propriedade privada.
A reta Y é liberdade civil.
Veja o Bush.
Na reta X, o Bush é de fato mais de esquerda que os democratas, pois, ele vive garantindo monopólio de corporações para serviços governamentais, dá subsidios para corporações, corta taxas dos ricos, ou seja, ok, os EUA está longe do centro, mas, em relaçãoa liberdade privada, ele ficou mais de esquerda, pois ele, com certeza, influencia mais a economia que um democrata, poucas coisas são mais nojentas para um anarco-capitalista do que um governo que fode o mercado livre por dar preferencia a certas corporações e o Bush faz isso o TEMPO TODO.
Na reta Y, o Patrioct Act, o desejo de unir Estado e Religião, a oposição ao casamento gay, isso tudo faz do Bush um cara definitivamente no espectro inferior do capitalismo, um que se aproxima do Totalitarism.
Em suma? Os direitistas brasileiros clamam tanto de serem os unicos possuidores da chave do capitalismo bom e honesto quando eles estão ERRADOS!
Eles não conseguem pensar em conceitos simples do tipo "Ser a favor do capitalismo, portanto contra os Neo-Liberais", porque, de Liberal, esse pessoal só tem o nome.
Enfim, eu to incrivelmente feliz, mas, infelizmente, eu tive que concordar com os paranóicos fanáticos quando eles dizem que boa parte da produção cultural do Brasil é destinada a esquerda.
Pois é muito dificil encontrar livros de economistas importantissimos, (gente que até o Olavo cita, claro, cita incompleto, pois finge que essas pessoas não criticariam duramente o que o Bush tem feito com o mundo) como Hayek e Rothbard em português, aliás, Rothbard criou o termo "Anarco-capitalismo" e se auto-proclamava anarquista, mãs, você não vai ver Olavinho dizendo isso.
Um que eu particularmente quero encontrar e não existe MESMO em português é "The Machinery Of Freedom" por um cara chamado David Friedman. Aparentemente é um conjunto de pequenas teorias, que diriam como funcioria as nuances e o dia a dia de uma sociedade capitalista onde o governo não existe.
Enfim, depois de tanto tempo degladiando politica e me sentindo um pária, eu encontrei pessoas e ideais que representam de forma precisa minha visão de mundo.
E minha nossa, como eu to feliz.
Sinceramente, eu vi uma coisa esses dias que, não diria mudou o rumo da minha vida, mas acertou um monte de coisa.
A questão é que, na minha ânsia por descobrir se eu era de esquerda ou direita, eu encontrei este gráfico na seção de "anarch-capitalism" do Wikipedia (artigo este que, por si só, me solucionou um monte de dúvidas)
E eis que me atingiu como um caminhão:
"PUTA QUE PARIU! ERA SÓ COLOCAR UM EIXO CIMA-BAIXO!"
De repente, TODA a briga da direita contra a esquerda fez novamente sentido e eu percebi o quão ambos os lados estam atrasados, um acusando o outro de ser ditadores e essas besteiras, quando, na verdade, era só colocar um eixo Y na história e resolver essa merda de uma vez.
Estão vendo essa bolinha meio verde, meio azul? Esse sou eu em um dia de bom humor. Um Minarchist, mas geralmente eu sou mesmo o Anarcho-capitalist.
Ou seja, primeiro, eu sou de direita. Eu nunca gostei de falar "eu sou de tal lado" porque por exemplo, admitir ser de direita, antes de descobrir esse eixo Y seria admitir ser igual Olavo de Carvalho e seu exército de putas babonas, mas não, porque entende.
Primeiro, eu finalmente encontrei meu lugar na internet, é um site libertário chamado "Anti-State.com".
Isso mesmo, você já viu uma comunidade no orkut chamada "O que é 'Very Lybertarian'", onde o objetivo é mostrar que "Very Lybertarians" são neo-liberais?
Pois então, os retardados não poderiam estar mais errado. Esse forum, que é o maior fórum de anarco-capitalismo do mundo tem, óbvio, gente que manja do assunto e eu disse "no Brasil, 90% dos 'intelectuais' são de esquerda, os 10% restantes são de direita, se dizem 'Lybertarian', mas apóiam o Bush" e perguntei "o que vocês acham disso" e um cara me respondeu simplesmente "retarded".
(eles respondeu outras perguntas, deu boas vindas ao fórum e tal).
Então, o lance é que o "Vey Libertarian" do orkut é, sim, de direita, como os reaças do orkut dizem, mas, o que eles não dizem, é que um very libertarian é, no minimo, um democrata extremista.
Veja bem.
A reta X é liberdade de propriedade privada.
A reta Y é liberdade civil.
Veja o Bush.
Na reta X, o Bush é de fato mais de esquerda que os democratas, pois, ele vive garantindo monopólio de corporações para serviços governamentais, dá subsidios para corporações, corta taxas dos ricos, ou seja, ok, os EUA está longe do centro, mas, em relaçãoa liberdade privada, ele ficou mais de esquerda, pois ele, com certeza, influencia mais a economia que um democrata, poucas coisas são mais nojentas para um anarco-capitalista do que um governo que fode o mercado livre por dar preferencia a certas corporações e o Bush faz isso o TEMPO TODO.
Na reta Y, o Patrioct Act, o desejo de unir Estado e Religião, a oposição ao casamento gay, isso tudo faz do Bush um cara definitivamente no espectro inferior do capitalismo, um que se aproxima do Totalitarism.
Em suma? Os direitistas brasileiros clamam tanto de serem os unicos possuidores da chave do capitalismo bom e honesto quando eles estão ERRADOS!
Eles não conseguem pensar em conceitos simples do tipo "Ser a favor do capitalismo, portanto contra os Neo-Liberais", porque, de Liberal, esse pessoal só tem o nome.
Enfim, eu to incrivelmente feliz, mas, infelizmente, eu tive que concordar com os paranóicos fanáticos quando eles dizem que boa parte da produção cultural do Brasil é destinada a esquerda.
Pois é muito dificil encontrar livros de economistas importantissimos, (gente que até o Olavo cita, claro, cita incompleto, pois finge que essas pessoas não criticariam duramente o que o Bush tem feito com o mundo) como Hayek e Rothbard em português, aliás, Rothbard criou o termo "Anarco-capitalismo" e se auto-proclamava anarquista, mãs, você não vai ver Olavinho dizendo isso.
Um que eu particularmente quero encontrar e não existe MESMO em português é "The Machinery Of Freedom" por um cara chamado David Friedman. Aparentemente é um conjunto de pequenas teorias, que diriam como funcioria as nuances e o dia a dia de uma sociedade capitalista onde o governo não existe.
Enfim, depois de tanto tempo degladiando politica e me sentindo um pária, eu encontrei pessoas e ideais que representam de forma precisa minha visão de mundo.
E minha nossa, como eu to feliz.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Então você tem que procurar por coisas que te façam querer viver...
Eu acho incrivel como as coisas boas que acontecem na minha vida não me animam muito.
Minha vida está sim andando pra frente, da pra perceber de forma nitida a evolução dos acontecimentos, mas ao mesmo tempo, eu acho que estou regredindo como pessoa... estou mais egoísta, mais insensivel, menos apaixonado, menos culto, não sinto vontade de ler, de criar... céus, quanto tempo faz que eu não escrevo? Eu escrevi aquela peça, fiz alguns exercicios pro curso de roteiro, tentei começar uma novo roteiro, não gostei, apaguei e desde então não voltei a ele... eu me sinto sozinho e a presença de pessoas não muda isso.
Eu até sinto medo de falar sobre isso aqui, porque eu estou com medo enorme de ser criticado... eu não me considero um cara que não aceita critica, eu nunca tive problema reescrevendo algo que acharam ruim ou ler alguma critica negativa ou algo assim, mas eu sempre fui particularmente sensivel quando criticam meus sentimentos, como se eu não os odiasse, como se eu não quisesse simplesmente desliga-los... sabe, eu vou começar uma jornada contra os emos, pessoal vê tanta gente se esforçando pra ser triste que quando eu venho chorar nesse blog, me põem no mesmo saco e jogam no mesmo rio, qualé, eu ouço Faith No More, meu cabelo é grande e despenteado, eu não lembro a última vez que conversei com uma mulher sem colocar pornografia no assunto de alguma forma, eu não sou emo porra, eu estou triste, mas eu não sou emo.
Aliás, eu estive pensando em como tenho tratado mulheres... não, eu não trato mal, eu só tenho sido fútil meio que de propósito, enquanto antes eu falava dos meus sentimentos que nem eu falo nesse blog, hoje eu já não faço mais, eu pensava tipo "vou falar dos meus sentimentos e se ela me julgar digno, ouvirá" enquanto hoje eu penso "Se eu julga-la digno, falarei dos meus sentimentos e aí existe uma chance minima que ela ouvirá". Então é, eu tenho sido fútil ultimamente, mas é que parte desse meu cansaço emocional vem do fato que eu to desde os 15 anos falando que eu to deprimido e ninguém parece muito entender... eu até me pergunto se minha depressão é diferente da dos outros, eu sinceramente acho que não, mas sinceramente, eu não tenho motivo teóricos pra estar deprimido, minha familia vai bem, minha saude vai bem, estou com um emprego estável e ganhando um salario bom o bastante pra realizar meus planos de médio prazo, meu fanzine vai bem, eu não namoro, mas sinceramente não quero... ok, eu queria estar com alguém, mas o ambiente de um namoro é simplesmente claustrofóbico demais pra mim... então, sei lá, eu não sei porque eu me sinto triste, eu penso até na possibilidade de não me sentir triste e que na verdade isso tudo seja ficção da minha cabeça e eu seja, de fato, uma pessoa feliz, pensamento esse que me deprime criando uma lógica circular um tanto mórbida...
Não sei, eu to pensando em voltar a estudar anarquismo pra valer e me juntar a alguma ONG... mas claro, que ajudar alguém na busca de redenção é incrivelmente mais egoísta do que não fazer nada, mas eu preciso fazer as pazes com a minha alma... "fazer as pazes com sua alma? Já pensou em religião?" já, mas sinceramente, religião nunca ajudou ninguém que eu conheço, fingir que existe um sobrenatural é fingir que existe felicidade, eu não imagino que tipo de gente imbecil finge que deus existe só pra sair da depressão, mas eu não faço parte desse tipo de gente... religião é ok se você realmente acredita em deus, mas se não... então você é simplesmente o Edward Norton no começo de Clube da Luta onde ele frequenta grupos de ajuda pra problemas que ele não tem.
E sei lá, overall eu sinto que não me levam a sério... e no final, nem sei porque deveriam...
Minha vida está sim andando pra frente, da pra perceber de forma nitida a evolução dos acontecimentos, mas ao mesmo tempo, eu acho que estou regredindo como pessoa... estou mais egoísta, mais insensivel, menos apaixonado, menos culto, não sinto vontade de ler, de criar... céus, quanto tempo faz que eu não escrevo? Eu escrevi aquela peça, fiz alguns exercicios pro curso de roteiro, tentei começar uma novo roteiro, não gostei, apaguei e desde então não voltei a ele... eu me sinto sozinho e a presença de pessoas não muda isso.
Eu até sinto medo de falar sobre isso aqui, porque eu estou com medo enorme de ser criticado... eu não me considero um cara que não aceita critica, eu nunca tive problema reescrevendo algo que acharam ruim ou ler alguma critica negativa ou algo assim, mas eu sempre fui particularmente sensivel quando criticam meus sentimentos, como se eu não os odiasse, como se eu não quisesse simplesmente desliga-los... sabe, eu vou começar uma jornada contra os emos, pessoal vê tanta gente se esforçando pra ser triste que quando eu venho chorar nesse blog, me põem no mesmo saco e jogam no mesmo rio, qualé, eu ouço Faith No More, meu cabelo é grande e despenteado, eu não lembro a última vez que conversei com uma mulher sem colocar pornografia no assunto de alguma forma, eu não sou emo porra, eu estou triste, mas eu não sou emo.
Aliás, eu estive pensando em como tenho tratado mulheres... não, eu não trato mal, eu só tenho sido fútil meio que de propósito, enquanto antes eu falava dos meus sentimentos que nem eu falo nesse blog, hoje eu já não faço mais, eu pensava tipo "vou falar dos meus sentimentos e se ela me julgar digno, ouvirá" enquanto hoje eu penso "Se eu julga-la digno, falarei dos meus sentimentos e aí existe uma chance minima que ela ouvirá". Então é, eu tenho sido fútil ultimamente, mas é que parte desse meu cansaço emocional vem do fato que eu to desde os 15 anos falando que eu to deprimido e ninguém parece muito entender... eu até me pergunto se minha depressão é diferente da dos outros, eu sinceramente acho que não, mas sinceramente, eu não tenho motivo teóricos pra estar deprimido, minha familia vai bem, minha saude vai bem, estou com um emprego estável e ganhando um salario bom o bastante pra realizar meus planos de médio prazo, meu fanzine vai bem, eu não namoro, mas sinceramente não quero... ok, eu queria estar com alguém, mas o ambiente de um namoro é simplesmente claustrofóbico demais pra mim... então, sei lá, eu não sei porque eu me sinto triste, eu penso até na possibilidade de não me sentir triste e que na verdade isso tudo seja ficção da minha cabeça e eu seja, de fato, uma pessoa feliz, pensamento esse que me deprime criando uma lógica circular um tanto mórbida...
Não sei, eu to pensando em voltar a estudar anarquismo pra valer e me juntar a alguma ONG... mas claro, que ajudar alguém na busca de redenção é incrivelmente mais egoísta do que não fazer nada, mas eu preciso fazer as pazes com a minha alma... "fazer as pazes com sua alma? Já pensou em religião?" já, mas sinceramente, religião nunca ajudou ninguém que eu conheço, fingir que existe um sobrenatural é fingir que existe felicidade, eu não imagino que tipo de gente imbecil finge que deus existe só pra sair da depressão, mas eu não faço parte desse tipo de gente... religião é ok se você realmente acredita em deus, mas se não... então você é simplesmente o Edward Norton no começo de Clube da Luta onde ele frequenta grupos de ajuda pra problemas que ele não tem.
E sei lá, overall eu sinto que não me levam a sério... e no final, nem sei porque deveriam...
terça-feira, setembro 20, 2005
Sabe, eu odeio falar de uma politica, mas é uma das coisas que eu mais espero na faculdade, porque, acreditem ou não, eu geralmente me saio bem em debates ao vivo, mas só me fodo na internet. Você diz "a" e te respondem 47 páginas com links, citações, mentiras, verdades, estátisticas, ibopes, claro, 3 dias depois, mas respondem. Ao vivo o negócio é mais preza, você fala e o cara responde, gaguejou perdeu a razão, quero ver se achar deus olhando no olho.
quinta-feira, setembro 15, 2005
Rodrigo conversando com seus netinhos.
Sabe, meus netos, um dia vocês vão encontrar uma garota que gosta de Pink Floyd e aí, poucas lutas no mundo valerão tão a pena serem lutadas.
quarta-feira, setembro 14, 2005
Espetacular
Eu tinha parado com as resenhas de gibi aqui, porque tipo, eu parei com o esquema de comprar os gibis todos de uma vez, agora eu compro eles quando saem na banca e tal e resenhar um gibi por semana é bobo pra mim, mãs, esse merece, é uma das melhores edições do Homem-Aranha que eu já vi e isso é dizer muito, porque todas tem sido ótimas.
A começar pela capa (vou colocar as capas todas no final do post), o homem aranha no poste lendo uma edição de Clarim. Um clássico.
Bem.
Marvel Knights: Spider-Man #7
Nas 4 primeiras páginas já temos uma sessão nostalgia da boa, com flashes do cabeça de teia lutando com o Lagarto, Homem-Areia, Homem-Hidrico, Rino, Executores e ainda perseguindo o jipe-aranha (aham, construido pelo tocha humana, eu lembro de ter lido a edição em que tal jipe afunda no rio Hudson).
O homem-aranha aqui está de saco cheio, cansado emocionalmente, encontrando forças nos pequenos gestos dos habitantes que ele protege e, num geral, a história toda se baseia em Peter Parker conversando com pessoas, nada incrivelmente profundo, apenas fazendo como nós fazemos e realizando pequenos gestos felizes para nos dar forças para as tarefas maiores. Mas claro, pequenos atos felizes não duram, especialmente quando somos introduzidos ao novo Venom, que dessa vez não tem o peso da personalidade idiota de Eddie Brock (e nem da personalidade psicopata de Kletus Casady), o Venom agora é um moleque com baixa auto-estima que não está nem aí pra vida pessoal de Peter Parker, não tem mais joguinhos psicologicos onde Eddie Brock sabia da indentidade do homem-aranha, mas não revelava por conta de seu sadismo, o Venom agora é violento e direto ao ponto. Como vilão, ele não evoluiu muito e aposto que outros escritores vão fazer dele um idiota, mas, nessa história, ele caiu como uma luva, ainda mais com Eddie Brock sendo o maior suspeito do aranha (lembrando que a tia May ainda está desaparecida), o ataque do novo Venom elimina não só a segurança de que a personalidade idiota do Eddie manteria a indentidade do aranha segura, mas também elimina seu principal suspeito. A próxima edição promete.
The Pulse #3 e #4
Eu ainda odeio os desenhos do Bagley, mas ele ta sensivelmente melhor nessa história e o roteiro do Bendis é tão incrivelmente bom que até a pior versão do Luke Cage que eu já vi é compensada pelo peso da história.
Então temos o seguinte. Uma reporter do Clarim morreu e os maiores reporteres investigativos da cidade de Nova York querem descobrir o culpado.
Essa história não é sobre o Homem-Aranha. É sobre Ben Urich e Jessica Jones com o Duende Verde e o Aranha como coadjuvantes. Claro que há uma revelação importantissima na vida do herói com mais um na lista dos que sabem sua indentidade secreta.
Mas não só isso como, mesmo como coadjuvante, Bendis consegue aproximar o aranha da nossa realidade de forma incrivel.
Saquem esse dialogo.
- Ele é um assassino.
- Não--
- Você o deixa livre...
- E o que eu devia fazer, Ben? O único jeito de provar que Norman é o duende... provar de verdade... seria admitir pro mundo quem EU sou. E muita gente acha que EU sou tão assassino quanto ELE! Noman é PODRE de rico. Gente podre de rica NÃO VAI pra cadeia. Ele NÃO VAI pra cadeia. EU vou.
E aqui temos uma verdade universal sobre o homem-aranha. Ele é o herói da classe trabalhadora.
Não não, ele não quer salvar a classe trabalhadora, ele vem da classe trabalhadora, ele é um super-herói, consegue até trocar soco com o Duende Verde, mas ele é importante perante o sistema, o maior inimigo do homem-araha é protegido pelo sistema. Industriais não são presos, professores de colégio sim, e um lado interessante do PULSE é que ele é a visão do Clarim Diário sobre os heróis e enquanto Jessica Jones é uma ex-heroína super-poderosa e Ben Urich é amigo pessoal tanto do Demolidor quanto do Aranha, Jameson credita qualquer mascarado como assassino e, são essas três visões somadas que nos dão a visão de PULSE sobre os heróis. Mas enfim, o Homem-Aranha é um herói e como ele sai de cena? Mesmo sabendo que toda sua vida está nas mãos de Norman e que ele só é um pobretão numa fantasia contra um bilhonário numa fantasia? Ele diz "Se ele começou a matar pessoas, não podemos deixar ele continuar". Esse é o herói, com a autoridade do herói e a força do herói que vai além de qualquer super-poder e outro brilhantismo de PULSE é que os jornalistas são tão heróis quanto os que tem poderes, é o Clarim Diario e sem ajuda do Homem-Aranha que encurrala Osborn na parede. Pela primeira vez, Osborn é vencido em uma batalha puramente psicologicamente e pela primeira vez é ele quem tem que apelar pra violência por ter sido derrotado na batalha mental. Definitivamente, o herói da edição é Ben Urich. Isso mesmo, a última vez que isso aconteceu foi com Reborn (A Queda de Murdock) de Frank Miller e é aqui que eu declaro que, eu não sei como Bendis se sairia escrevendo uma história noir, mas em relação ao mundo da Marvel, ele é tão bom quanto o mestre.
Amazing Spider-Man #513
E aqui temos mais Duende-Verde, fazendo seu melhor, que é ferrar a vida das pessoas através de longa e calculada manipulação. O Duende consegue ser o vilão da história sem nem aparecer nela, apnas com Flashbacks, ele cria uma ameaça tanto fisica, quanto psicologica ao Homem-Aranha, afetando ao mesmo tempo a fantasia e o homem debaixo dela. Sem dúvida, a Mary Jane do Straczynski é a melhor e o traço do Dedodato é o que a deixa mais linda, porque eu não sei analizar o quão perfeita é a anatomia do Deodato, mas os rostos que ele desenha são os que parecem os mais realistas pra mim e a Mary Jane dele é linda, a Sarah/Gwen dele é linda também e afinal, eles são fruto de um pecado pretérito realmente pecaminoso, mas o Aranha tenta salva-los, de novo aqui está autoridade do herói, quantos de vocês ajudariam o filho de uma traição? Sinceramente, vocês teriam forças para isso? Seriam nobres o bastante? Peter Parker é. E a luta entre ele e Gabriel é dramática o suficiente e com consequencias fortes o bastante para carregar a próxima edição. E no final, é a batalha da mente contra o coração, são as manipulações de Osborn que foram arquitetadas durante muito tempo contra o simples coração puro de Peter e claro, o lado feminino da questão escolhe a emoção enquanto o masculino tem dificuldades para se livrar da razão. A última reclamação é que não vejo ponte para a próxima edição, pra mim a história acabou aqui e a edição seguinte tem material apenas para um prólogo (a não ser que algo grande aconteça), porque, definitivamente as pontas tem que ser amarradas, mas é isso, não sobre nada além de amarrar pontas. De qualquer forma, valeu por essa edição. É a parte 5 e cada uma foi melhor que a outra. Por motivos variados é uma para entrar no rol de "Maiores Classicos Do Homem-Aranha" e, embora o Deodato talvez nem lembra como se fala português, é uma honra a mais ter um brasileiro no front.
A começar pela capa (vou colocar as capas todas no final do post), o homem aranha no poste lendo uma edição de Clarim. Um clássico.
Bem.
Marvel Knights: Spider-Man #7
Nas 4 primeiras páginas já temos uma sessão nostalgia da boa, com flashes do cabeça de teia lutando com o Lagarto, Homem-Areia, Homem-Hidrico, Rino, Executores e ainda perseguindo o jipe-aranha (aham, construido pelo tocha humana, eu lembro de ter lido a edição em que tal jipe afunda no rio Hudson).
O homem-aranha aqui está de saco cheio, cansado emocionalmente, encontrando forças nos pequenos gestos dos habitantes que ele protege e, num geral, a história toda se baseia em Peter Parker conversando com pessoas, nada incrivelmente profundo, apenas fazendo como nós fazemos e realizando pequenos gestos felizes para nos dar forças para as tarefas maiores. Mas claro, pequenos atos felizes não duram, especialmente quando somos introduzidos ao novo Venom, que dessa vez não tem o peso da personalidade idiota de Eddie Brock (e nem da personalidade psicopata de Kletus Casady), o Venom agora é um moleque com baixa auto-estima que não está nem aí pra vida pessoal de Peter Parker, não tem mais joguinhos psicologicos onde Eddie Brock sabia da indentidade do homem-aranha, mas não revelava por conta de seu sadismo, o Venom agora é violento e direto ao ponto. Como vilão, ele não evoluiu muito e aposto que outros escritores vão fazer dele um idiota, mas, nessa história, ele caiu como uma luva, ainda mais com Eddie Brock sendo o maior suspeito do aranha (lembrando que a tia May ainda está desaparecida), o ataque do novo Venom elimina não só a segurança de que a personalidade idiota do Eddie manteria a indentidade do aranha segura, mas também elimina seu principal suspeito. A próxima edição promete.
The Pulse #3 e #4
Eu ainda odeio os desenhos do Bagley, mas ele ta sensivelmente melhor nessa história e o roteiro do Bendis é tão incrivelmente bom que até a pior versão do Luke Cage que eu já vi é compensada pelo peso da história.
Então temos o seguinte. Uma reporter do Clarim morreu e os maiores reporteres investigativos da cidade de Nova York querem descobrir o culpado.
Essa história não é sobre o Homem-Aranha. É sobre Ben Urich e Jessica Jones com o Duende Verde e o Aranha como coadjuvantes. Claro que há uma revelação importantissima na vida do herói com mais um na lista dos que sabem sua indentidade secreta.
Mas não só isso como, mesmo como coadjuvante, Bendis consegue aproximar o aranha da nossa realidade de forma incrivel.
Saquem esse dialogo.
- Ele é um assassino.
- Não--
- Você o deixa livre...
- E o que eu devia fazer, Ben? O único jeito de provar que Norman é o duende... provar de verdade... seria admitir pro mundo quem EU sou. E muita gente acha que EU sou tão assassino quanto ELE! Noman é PODRE de rico. Gente podre de rica NÃO VAI pra cadeia. Ele NÃO VAI pra cadeia. EU vou.
E aqui temos uma verdade universal sobre o homem-aranha. Ele é o herói da classe trabalhadora.
Não não, ele não quer salvar a classe trabalhadora, ele vem da classe trabalhadora, ele é um super-herói, consegue até trocar soco com o Duende Verde, mas ele é importante perante o sistema, o maior inimigo do homem-araha é protegido pelo sistema. Industriais não são presos, professores de colégio sim, e um lado interessante do PULSE é que ele é a visão do Clarim Diário sobre os heróis e enquanto Jessica Jones é uma ex-heroína super-poderosa e Ben Urich é amigo pessoal tanto do Demolidor quanto do Aranha, Jameson credita qualquer mascarado como assassino e, são essas três visões somadas que nos dão a visão de PULSE sobre os heróis. Mas enfim, o Homem-Aranha é um herói e como ele sai de cena? Mesmo sabendo que toda sua vida está nas mãos de Norman e que ele só é um pobretão numa fantasia contra um bilhonário numa fantasia? Ele diz "Se ele começou a matar pessoas, não podemos deixar ele continuar". Esse é o herói, com a autoridade do herói e a força do herói que vai além de qualquer super-poder e outro brilhantismo de PULSE é que os jornalistas são tão heróis quanto os que tem poderes, é o Clarim Diario e sem ajuda do Homem-Aranha que encurrala Osborn na parede. Pela primeira vez, Osborn é vencido em uma batalha puramente psicologicamente e pela primeira vez é ele quem tem que apelar pra violência por ter sido derrotado na batalha mental. Definitivamente, o herói da edição é Ben Urich. Isso mesmo, a última vez que isso aconteceu foi com Reborn (A Queda de Murdock) de Frank Miller e é aqui que eu declaro que, eu não sei como Bendis se sairia escrevendo uma história noir, mas em relação ao mundo da Marvel, ele é tão bom quanto o mestre.
Amazing Spider-Man #513
E aqui temos mais Duende-Verde, fazendo seu melhor, que é ferrar a vida das pessoas através de longa e calculada manipulação. O Duende consegue ser o vilão da história sem nem aparecer nela, apnas com Flashbacks, ele cria uma ameaça tanto fisica, quanto psicologica ao Homem-Aranha, afetando ao mesmo tempo a fantasia e o homem debaixo dela. Sem dúvida, a Mary Jane do Straczynski é a melhor e o traço do Dedodato é o que a deixa mais linda, porque eu não sei analizar o quão perfeita é a anatomia do Deodato, mas os rostos que ele desenha são os que parecem os mais realistas pra mim e a Mary Jane dele é linda, a Sarah/Gwen dele é linda também e afinal, eles são fruto de um pecado pretérito realmente pecaminoso, mas o Aranha tenta salva-los, de novo aqui está autoridade do herói, quantos de vocês ajudariam o filho de uma traição? Sinceramente, vocês teriam forças para isso? Seriam nobres o bastante? Peter Parker é. E a luta entre ele e Gabriel é dramática o suficiente e com consequencias fortes o bastante para carregar a próxima edição. E no final, é a batalha da mente contra o coração, são as manipulações de Osborn que foram arquitetadas durante muito tempo contra o simples coração puro de Peter e claro, o lado feminino da questão escolhe a emoção enquanto o masculino tem dificuldades para se livrar da razão. A última reclamação é que não vejo ponte para a próxima edição, pra mim a história acabou aqui e a edição seguinte tem material apenas para um prólogo (a não ser que algo grande aconteça), porque, definitivamente as pontas tem que ser amarradas, mas é isso, não sobre nada além de amarrar pontas. De qualquer forma, valeu por essa edição. É a parte 5 e cada uma foi melhor que a outra. Por motivos variados é uma para entrar no rol de "Maiores Classicos Do Homem-Aranha" e, embora o Deodato talvez nem lembra como se fala português, é uma honra a mais ter um brasileiro no front.
Happy little day Jimmy went away
Met his little Jenny on a public holiday
A happy pair they made so decorously laid
'Neath the gay illuminations all along the promenade
It's so good to know there's still a little magic in the air
I'll weave my spell
Jenny will you stay tarry with me pray
Nothing e'er need come between us
Tell me love what do you say?
Oh no I must away to my mum in disarray
If my mother should discover how I spent my holiday
It would be of small avail to talk of magic in the air
I'll say farewell
Oh rock of ages do not crumble
Love is breathing still
Oh lady moon shine down
A little people magic if you will
Jenny pines away writes a letter ev'ry day
We must ever be together
Nothing can my love erase
Oh no I'm compromised
I must apologize if my lady should discover
How I spent my holidays
Às vezes eu acho dificil acreditar que ainda há um pouco de mágica no ar...
Met his little Jenny on a public holiday
A happy pair they made so decorously laid
'Neath the gay illuminations all along the promenade
It's so good to know there's still a little magic in the air
I'll weave my spell
Jenny will you stay tarry with me pray
Nothing e'er need come between us
Tell me love what do you say?
Oh no I must away to my mum in disarray
If my mother should discover how I spent my holiday
It would be of small avail to talk of magic in the air
I'll say farewell
Oh rock of ages do not crumble
Love is breathing still
Oh lady moon shine down
A little people magic if you will
Jenny pines away writes a letter ev'ry day
We must ever be together
Nothing can my love erase
Oh no I'm compromised
I must apologize if my lady should discover
How I spent my holidays
Às vezes eu acho dificil acreditar que ainda há um pouco de mágica no ar...
sábado, setembro 10, 2005
Sabe, eu tenho percebido que internet não é um bom lugar pra se conhecer pessoas. Já viram aquele pessoal tentando pegar mulher no orkut? É tão patético. É tipo "uau, essa mina tem 440 scraps falando que ela é linda, eu vou mandar o meu também, porque lógico, por algum motivo doente e misterioso, ela vai querer dar pra mim".
Isso é tão irritante, há um acumulo muito grande de
A) Homens idiotas e tarados se esforçando enormemente para fingir que são sensiveis, inteligentes E bonitos. Fingir que se é sensivel e inteligente é tática velha e não é coisa de internet, mas sério, fingir que é bonito é um mal da nova era.
B) Mulheres idiotas que se acham gostosas e se encontram em um açougue humano, se vendo no direito de tratar todo mundo que nem lixo por causa dos 300 scraps de tarados idiotas que elas recebem por dia.
Ei, você recebe mensagenzinhas de amor pela internet? Tem 10 caras te paparicando por msn? Parabéns, retardadas, porque esses 10 caras também estão paparicando outras 100 mulheres.
Você está na internet, imbecil, você não é mais bonita, nem mais gostosa, nem mais inteligente que todo mundo. Tem 100 caras te paparicando? Não é porque você é irresistivel, mas sim por que você é uma oportunidade de dar umazinha rápida num final de semana que não tenha nenhum jogo legal passando na tv.
E só pra finalizar, estar na comunidade "Eu Penso" do orkut não faz com que isso seja verdade.
Isso é tão irritante, há um acumulo muito grande de
A) Homens idiotas e tarados se esforçando enormemente para fingir que são sensiveis, inteligentes E bonitos. Fingir que se é sensivel e inteligente é tática velha e não é coisa de internet, mas sério, fingir que é bonito é um mal da nova era.
B) Mulheres idiotas que se acham gostosas e se encontram em um açougue humano, se vendo no direito de tratar todo mundo que nem lixo por causa dos 300 scraps de tarados idiotas que elas recebem por dia.
Ei, você recebe mensagenzinhas de amor pela internet? Tem 10 caras te paparicando por msn? Parabéns, retardadas, porque esses 10 caras também estão paparicando outras 100 mulheres.
Você está na internet, imbecil, você não é mais bonita, nem mais gostosa, nem mais inteligente que todo mundo. Tem 100 caras te paparicando? Não é porque você é irresistivel, mas sim por que você é uma oportunidade de dar umazinha rápida num final de semana que não tenha nenhum jogo legal passando na tv.
E só pra finalizar, estar na comunidade "Eu Penso" do orkut não faz com que isso seja verdade.
Gente, "afro-brasileiro" é um termo estúpido, vai...
It's so easy, but I can't do it
So risky-But I gotta chance it
It's so funny, there's nothing to laugh about
My money, that's all you want to talk about
I can see what you want me to be
But I'm no fool
It's in the lap of the gods, wo wo la la la oh
I can see what you want me to be
But I'm, no fool
No beginning, there's no ending
There's no meaning in my pretending
Believe me, life goes on and on and on
Forgive me when I ask you where do I belong
You say I can't set you free from me
But that's not true
It's in the lap of the gods, wo wo la la la oh
I can see what you want me to be
But I'm no fool
It's in the lap of the gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But that's not true
It's in the lap of the gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But I'm no fool
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But I'm no fool
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
So risky-But I gotta chance it
It's so funny, there's nothing to laugh about
My money, that's all you want to talk about
I can see what you want me to be
But I'm no fool
It's in the lap of the gods, wo wo la la la oh
I can see what you want me to be
But I'm, no fool
No beginning, there's no ending
There's no meaning in my pretending
Believe me, life goes on and on and on
Forgive me when I ask you where do I belong
You say I can't set you free from me
But that's not true
It's in the lap of the gods, wo wo la la la oh
I can see what you want me to be
But I'm no fool
It's in the lap of the gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But that's not true
It's in the lap of the gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But I'm no fool
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But I'm no fool
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
quinta-feira, setembro 08, 2005
Cara, minhas opiniões politicas são uma merda.
Sabe qual o problema de ser um sujeito super gente boa que nem eu? É viver mudando de opinião e viver tendo auto-critica (ou falta de auto-estima) o bastante pra se questionar. Você vê outras pessoas discutindo politica e eles estão há décadas protegendo o exato mesmo assunto, já eu não consigo pensar do mesmo jeito por dois meses. Sério, como esse pessoal CONSEGUE ser petista? Eu já não consigo concordar completamente com nenhuma ideologia por muito tempo, quanto mais por um partido, quanto mais por um corrupto.
Sabe qual o problema de ser um sujeito super gente boa que nem eu? É viver mudando de opinião e viver tendo auto-critica (ou falta de auto-estima) o bastante pra se questionar. Você vê outras pessoas discutindo politica e eles estão há décadas protegendo o exato mesmo assunto, já eu não consigo pensar do mesmo jeito por dois meses. Sério, como esse pessoal CONSEGUE ser petista? Eu já não consigo concordar completamente com nenhuma ideologia por muito tempo, quanto mais por um partido, quanto mais por um corrupto.
terça-feira, setembro 06, 2005
Eu acabei de ver uma série de videos e ler uma série de diferentes opiniões sobre o Katrina (inclusive do Olavinho, que diz que a culpa é de Deus e todo mundo que diz que é do aquecimento global não passa de um comunista) e pensei em dizer a minha, mas aí eu pensei que não tenho nada de novo pra dizer e nem devo ter nada de novo pra dizer, porque francamente, não é problema meu, os EUA estão num caos administrativo no momento e um monte de gente morreu por pura besteira na papelada e um monte de ajuda foi negada por puro "aceitar ajuda é humilhação", americanos morreram por causa do orgulho americano, então na boa, eles que fiquem com os problemas deles, o Brasil é um dos únicos países que não ofereceu ajuda e deve continuar assim porque todo mundo que ofereceu ajuda tomou na cara um arrogante "não precisamos de vocês", então o tema desse tópico na verdade é:
O Katrina, o Bush, a guerra no Iraque, isso tudo, pra nós brasileiros, não passa de hobbie, nós temos o nosso próprio presidente idiota e acreditem, ele é idiota o bastante pra nos manter ocupados a semana inteira e se me vierem com "mas quando os americanos destroem o meio-ambiente, nos prejudica a todos", eu digo que nós destruimos nosso próprio meio-ambiente bem o bastante, muito obrigado, não precisamos de ajuda para fazer nossas vidas um inferno, nenhuma ALCA e nenhum gibi do homem-aranha retratando o aeroporto de congonhas como uma cabaninha de madeira no meio de uma floresta faz mais danos a nossa economia e a nossa cultura quanto um país dominado pela corrupção e ponto de não haver mais linha entre situação e oposição, porque num desses muitos artigos que eu li sobre o Katrina, o jornalista citava Churchill ""The responsibility," do governo, Churchill disse ao parlamento inglês "for the public safety is absolute and requires no mandate. It is in fact, the prime object for which governments come into existence." e sabe, isso é uma verdade, o maior e mais forte sentimento humano é a sobrevivência, o maior sentimento de qualquer espécie é a luta pela sobrevivência e nós, brasileiros, seja lá quem nós somos, estamos perdendo essa luta pra um monte de hipocritas na tv acusando uns aos outros de fazer o que todos sempre fizeram, e o mensalão ter sido exposto pela mídia não melhorou a educação, não gerou empregos e não adianta "votar não" para o desarmamento, porque nenhum arsenal vai te proteger enquanto as pessoas continuarem empobrecendo, continuarem doentes, não tiverem esperança de um dia ser algo mais do que um brasileiro geralmente é, porque ser brasileiro significa ser subordinado de um grupo de hipócritas que por meio licitos já rouba nosso dinheiro de forma assustadora, ilegalmente então, mostra o quanto somos impotentes em relação a um gigante que não vai desaparecer quando o PT morrer, que não vai desaparecer quando o PSDB morrer, que não está aí por causa de politico X ou Y, não há inocentes na politica brasileira, não há lutadores, eu vou dizer agora e não acreditem se não quiserem, mas eu não consigo ver de outra forma.
O Brasil morreu.
O Brasil não existe mais, os porcos roubam nosso dinheiro através de impostos que não entendemos e não explicamos, a policia inexiste e, repetindo, nenhum arsenal vai te proteger enquanto as pessoas continuarem vivendo em um país sem esperança de liberdade, porque aqui não existe Estado ou sociedade ou governo, aqui existe apenas pessoas desequilibradas e perdidas tentando roubar tudo que vêem pela frente.
O Brasil morreu e nosso instinto de sobrevivência tenta arrumar alguém pra culpar, algum inimigo, mas é demais para nós absorver que todos são os inimigos, que todos os deputados são corruptos e que na sua prefeitura ocorre mensalão de forma mais descarada do que no senado, a diferença é que ninguém denuncia o que acontece no paço municipal de Santo André e, mesmo se denunciasse, não é como se os fracos patéticos do Diario do Grande ABC fossem fazer algo mais que fumar e chorar.
Não existe mais governo, não existe não mais leis, o mercado se sustenta porque é da natureza humana sustentar a troca de mercadorias, mesmo que essas mercadorias sejam constantemente roubadas não por um governo, mas por pessoas com poder demais.
Nenhum Katrina, nenhum exército estrangeiro, nada poderia fazer mais dano ao Brasil do que os genocidas e os ladrões que povoam nossas tvs no horário politico causam numa base diária.
Ajudem os seus, essa é a única coisa que resta, o único modo de sobreviver no deserto é reunindo seus amigos e marchando juntos, se apoiando e ajudando quem puder, porque você vai precisar de ajuda, ajude os seus e ignore o resto, não é momento de orgulho e nem de humildade, o Bush é um santo perto de qualquer deputado brasileiro, perto de qualquer padre ou pastor que oferece salvação, não existe salvação mais, existe apenas a sobrevivência, isso não é anarquia, é apenas caos, uns nos roubam e outros nos matam, mesmo que você tenha uma rotina e todo dia trabalhe e ainda compre seus gibis e tenha seus luxos, você sabe que vivemos em um estado de desespero, a guerra já está acontecendo e nós estamos morrendo, não com explosões ou devastação, mas com o aperto de mão de nossos assassinos.
O Katrina, o Bush, a guerra no Iraque, isso tudo, pra nós brasileiros, não passa de hobbie, nós temos o nosso próprio presidente idiota e acreditem, ele é idiota o bastante pra nos manter ocupados a semana inteira e se me vierem com "mas quando os americanos destroem o meio-ambiente, nos prejudica a todos", eu digo que nós destruimos nosso próprio meio-ambiente bem o bastante, muito obrigado, não precisamos de ajuda para fazer nossas vidas um inferno, nenhuma ALCA e nenhum gibi do homem-aranha retratando o aeroporto de congonhas como uma cabaninha de madeira no meio de uma floresta faz mais danos a nossa economia e a nossa cultura quanto um país dominado pela corrupção e ponto de não haver mais linha entre situação e oposição, porque num desses muitos artigos que eu li sobre o Katrina, o jornalista citava Churchill ""The responsibility," do governo, Churchill disse ao parlamento inglês "for the public safety is absolute and requires no mandate. It is in fact, the prime object for which governments come into existence." e sabe, isso é uma verdade, o maior e mais forte sentimento humano é a sobrevivência, o maior sentimento de qualquer espécie é a luta pela sobrevivência e nós, brasileiros, seja lá quem nós somos, estamos perdendo essa luta pra um monte de hipocritas na tv acusando uns aos outros de fazer o que todos sempre fizeram, e o mensalão ter sido exposto pela mídia não melhorou a educação, não gerou empregos e não adianta "votar não" para o desarmamento, porque nenhum arsenal vai te proteger enquanto as pessoas continuarem empobrecendo, continuarem doentes, não tiverem esperança de um dia ser algo mais do que um brasileiro geralmente é, porque ser brasileiro significa ser subordinado de um grupo de hipócritas que por meio licitos já rouba nosso dinheiro de forma assustadora, ilegalmente então, mostra o quanto somos impotentes em relação a um gigante que não vai desaparecer quando o PT morrer, que não vai desaparecer quando o PSDB morrer, que não está aí por causa de politico X ou Y, não há inocentes na politica brasileira, não há lutadores, eu vou dizer agora e não acreditem se não quiserem, mas eu não consigo ver de outra forma.
O Brasil morreu.
O Brasil não existe mais, os porcos roubam nosso dinheiro através de impostos que não entendemos e não explicamos, a policia inexiste e, repetindo, nenhum arsenal vai te proteger enquanto as pessoas continuarem vivendo em um país sem esperança de liberdade, porque aqui não existe Estado ou sociedade ou governo, aqui existe apenas pessoas desequilibradas e perdidas tentando roubar tudo que vêem pela frente.
O Brasil morreu e nosso instinto de sobrevivência tenta arrumar alguém pra culpar, algum inimigo, mas é demais para nós absorver que todos são os inimigos, que todos os deputados são corruptos e que na sua prefeitura ocorre mensalão de forma mais descarada do que no senado, a diferença é que ninguém denuncia o que acontece no paço municipal de Santo André e, mesmo se denunciasse, não é como se os fracos patéticos do Diario do Grande ABC fossem fazer algo mais que fumar e chorar.
Não existe mais governo, não existe não mais leis, o mercado se sustenta porque é da natureza humana sustentar a troca de mercadorias, mesmo que essas mercadorias sejam constantemente roubadas não por um governo, mas por pessoas com poder demais.
Nenhum Katrina, nenhum exército estrangeiro, nada poderia fazer mais dano ao Brasil do que os genocidas e os ladrões que povoam nossas tvs no horário politico causam numa base diária.
Ajudem os seus, essa é a única coisa que resta, o único modo de sobreviver no deserto é reunindo seus amigos e marchando juntos, se apoiando e ajudando quem puder, porque você vai precisar de ajuda, ajude os seus e ignore o resto, não é momento de orgulho e nem de humildade, o Bush é um santo perto de qualquer deputado brasileiro, perto de qualquer padre ou pastor que oferece salvação, não existe salvação mais, existe apenas a sobrevivência, isso não é anarquia, é apenas caos, uns nos roubam e outros nos matam, mesmo que você tenha uma rotina e todo dia trabalhe e ainda compre seus gibis e tenha seus luxos, você sabe que vivemos em um estado de desespero, a guerra já está acontecendo e nós estamos morrendo, não com explosões ou devastação, mas com o aperto de mão de nossos assassinos.
sábado, setembro 03, 2005
Noticia tirada do Omelete.
O roteirista também falou sobre a chance de adaptar, pela primeira vez, um livro de Ian Fleming (criador do espião), já que os dois outros filmes da franquia em que trabalharam eram histórias inéditas. "Foi realmente diferente. É a história que mostra como se formou seu caráter [de Bond]. Há um bom e sólido material, mas é muito centrado ao redor de um jogo de cartas. Nós o escrevemos como se espera que ele seja hoje, há muitas expectativas que precisamos cumprir. Boa parte do texto é criação nossa.
A noticia está incompleta, eu so peguei o ultimo paragrafo, esse é o roteirista do novo filme do James Bond que será a filmagem do primeiro livro: Cassino Royale.
Agora, Cassino Royale é realmente muito centrado em um jogo de cartas e posso garantir que o livro passa mais adrenalina nesse jogo de cartas do que qualquer tiroteio que eu já vi em um filme do Bond. Nota que eu sou fã de filmes do James Bond, porque são filmes de ação divertidos, eles não são inteligentes, criativos e nem nada, mas são divertidissimos e isso basta pra mim, agora, transformar Cassino Royale, que é verdadeiramente uma história de espionagem, onde o segredo e a inteligencia são as maiores armas, num filme de ação burro, porém divertido... na boa, é bom que seja MUITO divertido.
Se eu estivesse em posição, recomendaria aos roteiristas que assistissem "Cartas na Mesa" para poderem ver como um jogo de cartas pode ser tenso e como a adrenalina sobe sob a expectativa de saber a próxima carta, céus, até Maverick consegue esse efeito. Eu sei que eles não vão tirar o jogo de cartas do filme, já que o objetivo todo de 007 é exatamente ganhar o tal jogo (acredito que eles vão incluir mais objetivos no roteiro, do tipo "ganhe o jogo e então mate tal cara").
Enfim, aqui vai uma sinopse do livro.
Um líder comunista (lembrando que James Bond é TOTAL anti-comunista) está organizando várias greves em Londres e conseguiu arrecadar uma soma enorme de dinheiro dos sindicatos, o problema é que tal sujeito é viciado em jogo, então ele perdeu a grana, mas o Cassino (Royale) permitiu a ele uma chance de recuperar o dinheiro, em UM jogo ele terá essa chance, mas lógico, se ele perder ele deverá o dobro e aí não apenas terá que se explicar com seus companheiros, como estará completamente falido, a missão de James Bond é justamente vencer esse jogo, ele não pode matar o sujeito, porque isso faria dele um mártir e o sujeito não pode vencer o tal jogo, senão ele recupera a grana, o poder e poderá dar continuidade aos seus planos vermelhos, porém, uma vez derrotado no jogo, ele e todo o partido vermelho de Londres estarão desmoralizados perante a população e não terão mais poder. É emocionante, porém acredito que no filme eles vão mudar o jogo pra poker, porque eu nem lembro qual jogo que é no livro, mas talvez seja um inventado pelo própria Ian Flaming (coisa que eu duvido, porque, ao contrário dos filmes, ele gostava de emular a realidade), mas um capitulo inteiro é dedicado a se explicar as regras e eu duvido que o filme vá gastar 20 minutos dizendo "O ás vale tanto".
De resto, James Bond sim tem um pouco de ação no livro, mas é bem pouco e ele se livra dela com nada além de sorte, não fosse pura e pura e purissima sorte, ele teria morrido, pois ele é completamente derrotado. Coisa que eu não acho que vá acontecer no filme. O livro inteiro tem um tiroteio se eu não me engano, talvez nem isso. Enfim, só uma visão de como é um livro do James Bond, Ian Flaming sempre odiou os filmes, dizendo que eles não passavam de paródia, agora o único livro que eu li está para se tornar filme e eu vou poder conferir se realmente não passa de uma paródia.
A noticia está incompleta, eu so peguei o ultimo paragrafo, esse é o roteirista do novo filme do James Bond que será a filmagem do primeiro livro: Cassino Royale.
Agora, Cassino Royale é realmente muito centrado em um jogo de cartas e posso garantir que o livro passa mais adrenalina nesse jogo de cartas do que qualquer tiroteio que eu já vi em um filme do Bond. Nota que eu sou fã de filmes do James Bond, porque são filmes de ação divertidos, eles não são inteligentes, criativos e nem nada, mas são divertidissimos e isso basta pra mim, agora, transformar Cassino Royale, que é verdadeiramente uma história de espionagem, onde o segredo e a inteligencia são as maiores armas, num filme de ação burro, porém divertido... na boa, é bom que seja MUITO divertido.
Se eu estivesse em posição, recomendaria aos roteiristas que assistissem "Cartas na Mesa" para poderem ver como um jogo de cartas pode ser tenso e como a adrenalina sobe sob a expectativa de saber a próxima carta, céus, até Maverick consegue esse efeito. Eu sei que eles não vão tirar o jogo de cartas do filme, já que o objetivo todo de 007 é exatamente ganhar o tal jogo (acredito que eles vão incluir mais objetivos no roteiro, do tipo "ganhe o jogo e então mate tal cara").
Enfim, aqui vai uma sinopse do livro.
Um líder comunista (lembrando que James Bond é TOTAL anti-comunista) está organizando várias greves em Londres e conseguiu arrecadar uma soma enorme de dinheiro dos sindicatos, o problema é que tal sujeito é viciado em jogo, então ele perdeu a grana, mas o Cassino (Royale) permitiu a ele uma chance de recuperar o dinheiro, em UM jogo ele terá essa chance, mas lógico, se ele perder ele deverá o dobro e aí não apenas terá que se explicar com seus companheiros, como estará completamente falido, a missão de James Bond é justamente vencer esse jogo, ele não pode matar o sujeito, porque isso faria dele um mártir e o sujeito não pode vencer o tal jogo, senão ele recupera a grana, o poder e poderá dar continuidade aos seus planos vermelhos, porém, uma vez derrotado no jogo, ele e todo o partido vermelho de Londres estarão desmoralizados perante a população e não terão mais poder. É emocionante, porém acredito que no filme eles vão mudar o jogo pra poker, porque eu nem lembro qual jogo que é no livro, mas talvez seja um inventado pelo própria Ian Flaming (coisa que eu duvido, porque, ao contrário dos filmes, ele gostava de emular a realidade), mas um capitulo inteiro é dedicado a se explicar as regras e eu duvido que o filme vá gastar 20 minutos dizendo "O ás vale tanto".
De resto, James Bond sim tem um pouco de ação no livro, mas é bem pouco e ele se livra dela com nada além de sorte, não fosse pura e pura e purissima sorte, ele teria morrido, pois ele é completamente derrotado. Coisa que eu não acho que vá acontecer no filme. O livro inteiro tem um tiroteio se eu não me engano, talvez nem isso. Enfim, só uma visão de como é um livro do James Bond, Ian Flaming sempre odiou os filmes, dizendo que eles não passavam de paródia, agora o único livro que eu li está para se tornar filme e eu vou poder conferir se realmente não passa de uma paródia.
sexta-feira, setembro 02, 2005
São duas e meia da manhã e você está no computador ouvindo Faith No More e pensando no que escrever. É dificil dormir, mas é mais dificil ainda se manter acordado. Você pensa em algumas frases de efeito, coleciona algumas palavras mais bonitas, pensa talvez em fazer uma citaçãoa a algum intelectual ou filósofo e é então que te atinge like a rolling stone. Você não faz parte desse mundo. Não é intelectual, não é filósofo, não é politico, não é boêmio, não é artista, você está ouvindo Easy do Faith No More com as luzes apagadas pensando no que escrever porque é dificil dormir e mais ainda se manter acordado. A música muda, "The Gunner´s Dream" do Pink Floyd toca e você não consegue parar de pensar que precisa de uma história. De uma boa história. De uma história tão boa quanto um bom capitulo de sandman e então você se lembra de um homem olhando pela janela de dentro da taverna e ele vê seres gigantes e entristecidos carregando um caixão. Ele vê uma jovem gótica que, por um segundo olha pra ele, "I don´t know who she is, but I think I love her". I think I love her. E então a música muda, é She Makes Me do Queen e você pensa em Final Fantasy X e como aquela jornada foi tão épica e tão maravilhosa com um fim tão triste... "the people you lost, never forget them.". Você percebe como, por algum motivo, prefere expressões artisticas que os artistas não consideram arte como videogame e quadrinhos de super-herói, como gosta de comédias românticas e no que a música muda para Cadence to Arms do Dropkick Murphys você pensa como gostaria de estar longe, em um lugar que oferecesse esperança de resposta, em como odeia os preços caros e os impostos abusivos, em como odeia o povo, os apaixonados pela escravidão, os ricos impunes e os pobres impunes e a música muda para outra do Queen, dessa vez é Pain Is So Close To Pleasure e você pensa como isso é verdade e você pensa que é geralmente nessas épocas em que a solidão começa a se tornar insuportavel que você conhece alguém de alguma forma acidental e estranha e então para pra pensar como tudo que aconteceu de bom na sua vida foram acidentes e coincidências, aí você se lembra o quanto esse pensamento é injusto porque você planejou algumas coisas que deram certo e você pensa que se quer uma boa história terá que escrevê-la, mas você pode? Você consegue? Você nem tem uma carreira, mas percebe que escrever está começando a se tornar cansativo, que, se for pra parar pra pensar, você já escreveu TANTO e que esse tanto todo parece inutil, porque cada vez que você abre a pasta de roteiros, encontra mais e mais cada vez mais velhos e você percebe que nem se lembra mais da maioria das coisas que escreveu ali e amaldiçoa sua memória por ser tão curta e ao mesmo tempo amaldiçoa que nenhuma dessas "obras" estão imortalizadas, que aquilo tudo não vai ser desenhado, não vai ser publicado e afinal, qual a moral de continuar escrevendo se é pra acabar numa longa e interminavel fila de "um dia vou fazer"? E a música muda pra Rua Augusta dos Mutantes e você se sente na obrigação de dizer "desculpa, escrever não é tão fácil, simplesmente não é." e você percebe como está cansado e como é tão ridiculamente dificil dormir, mas como é insuportavel se manter acordado e quando Summer 68 do Pink Floyd começa a tocar, você percebe que olha para a jovem gótica com o ank pendurado no pescoço e que ama ela, que quer ficar junto dela, que essa é sua única chance de ter um grande momento na vida e você se lembra das pessoas que perdeu, em como não poderia se esquecer elas nem se quisesse e amaldiçoa sua memória curta que consegue guardar tão bem coisas que você não quer que ela guarde e você mais uma vez se pergunta porque tem que passar por esse insuportavel ritual de escrever nesse blog, não é como se não tivessem pessoas que não lhe ouviriam, é quase, são pouquissimas, mas não é como se não tivessem pessoas que não lhe ouviriam, é simplesmente que você não quer falar com pessoas, porque seus amigos vêm todos com prazo de validade, porque eles sempre se cansam de você e você fica com medo de passar a sensação que se faz de coitado por prazer e até o fato de ter que explicar para os outros - e para si mesmo - o quanto ser desse jeito nunca te fez nenhum bem na sua vida e o quanto você não tem motivo nenhum para ser do jeito que você é cansativo, é cansativo porque os outros não acreditam e o que você vai dizer? Que tem uma alma pertubada? Uma melancolia natural? Uma solidão incuravel? Tudo que você quer é parar de existir e tudo o que as pessoas fazem é deduzir que sabem tudo sobre você, e se você for um clichê? Você percebe que está tão cansado que não consegue nem mais achar justificativas, só quer ficar sozinho por um tempo, só quer não ficar mais sozinho, quer voltar para aquele breve momento que durou apenas curtos meses em que você tinha um gibi, um amigo, uma esperança e podia sair a noite para ter tranquilos traumas emocionais e você pensa que, inferno, só tem 19 anos e já não consegue fazer porque, inferno, apenas com 19 anos, foi trocado por um emprego que paga mal e, inferno, apenas com 19 anos não consegue transpassar barreiras criados por estresses da vida profissional e você se pergunta "é esse o mundo que vocês querem? De pessoas estressadas e infelizes trocando seus sonhos e seus amigos por um emprego que paga mal? Por uma carreira que não vai fazer nada além de trazer o mesmo estresse?" e você percebe como sente falta dessa época que durou míseros meses e que, inferno, com apenas 19 anos ela já passou e você já é um escravo estupido que não consegue dormir e nem se manter acordado e é isso? Cadê o rock n roll? Cadê a anarquia? e One Of My Turns do Pink Floyd toca e ainda hoje, mesmo tendo sido uma das primeiras músicas que você realmente se apaixonou, ainda é uma das músicas que mais te definem, "I have grown older, you have grown colder, nothing is very much fun and I can feel one of my turns coming on and I feel cold as a razor blade, tight as tourniquete, dry as a funeral drum". E você percebe como está triste e que ninguém vai dar a mínima porque seus olhos não são bonitos o bastante e você não tem um circulo pré-definido de escravos sem imaginação com a sua mesma postura politica para ficar dando tapinhas nas suas costas e você não tem um circulo pré-definido de apáticos doentes com o seu mesmo gosto musical para ficar te fazendo acreditar que há um mundo bom aí fora e você só quer sair para beber e dançar, mas você não pode porque foi trocado pelo estresse dos adultos, ah, os adultos, os responsaveis, os moralistas e os empregados, você olha para os adultos da sua vida e percebe quando foi exatamente que eles decidiram jogar suas vidas foras? Quando foi que eles decidiram que seus sonhos não valeriam mais a pena? Você lembra, claro, dos fracos inuteis que transformam o derrotismo em ideologia política e você quer parar de pensar em política, em amor, em diversão, em amizade, em trabalho, em vida, porque nenhuma dessas coisas te faz bem, você quer aprender a se comunicar de forma sincera com seres humanos que realmente se importam com você para não ter que humilhantemente usar esse blog mais uma vez para buscar reações e criar problemas, você está cansado e sabe que vai ficar mais ainda.
quinta-feira, setembro 01, 2005
Hum... I see a dark cloud ahead...
A reitora de filosofia da USP é uma autoproclamada filósofa chamada "Marilena Chuí" que tem se tornado um tanto quanto famosa ultimamente por se demonstrar uma daquelas petistas do tipo mais idiota possível, que acha que o mensalão não passa de uma tentativa da malvada direita de desmoralizar os bons e bravos do PT.
Prevejo tempos dificeis na faculdade...
Prevejo tempos dificeis na faculdade...
Anarcoplayba, eu te odeio.
O único anarco-capitalista que eu conheço é homem.
*sigh*
Eu to tão carente. Não rola uma operação de troca de sexo?
O único anarco-capitalista que eu conheço é homem.
*sigh*
Eu to tão carente. Não rola uma operação de troca de sexo?
Assinar:
Postagens (Atom)