Voltando aos bons tempos que eu passava o dia inteiro estudando economia austriaca, acho que talvez a resposta esteja na preferência temporal.
As pessoas valorizam mais 10 reais hoje do que 10 reais semana que vem. (Casas Bahia fez a vida com isso. Não importa que você pague o triplo, desde que você pague só depois da copa de 2000 e tralalá)
Enfim. Duas coisas.
As pessoas talvez valorizem mais idéias que possam ser aplicadas hoje do que as que necessitam de uma revolução, por exemplo.
Mas também, as pessoas valorizam mais que a Petrobras patrocine o Walter Salles hoje do que cortar esses gastos e esperar que um dia o Brasil tenha condições econômicas para que filmes sejam financiados privativamente.
Parece óbvio pra mim que as pessoas moldam suas crenças na sua tradição e/ou na facilidade de seguir tal crença.
Dizem que um dos motivos que cristianismo fez um sucesso enorme foi que ele acabava com proibições como "não comer carne de porco".
Ainda nessa, as pessoas moldam suas crenças e ideologias em suas opiniões pessoais.
Ou seja, se eu não gosto muito de carne, fica mais fácil tomar uma postura vegan ativista, assim como é fácil pros hippies se oporem a sociedade industrial, afinal eles não gostam dessas tranqueiras todas que nós gostamos.
Ao mesmo tempo, é fácil aos conservadores se oporem aos homossexuais, afinal, eles não são homossexuais.
E é fácil também eles se oporem ao multiculturalismo, afinal, eles não são imigrantes.
Assim como é fácil pra mim defender o capitalismo, porque igualdade significa jack shit pra mim.
É fácil pra mim também defender uma postura "relativista moral", afinal eu sou (na maioria das questões, mas não em todas) completamente amoral.
Mas isso seria realmente um argumento ou simplesmente um Ad Hominem toscamente elaborado?
Alguém consistentemente defende algo que é absolutamente contra em prol da liberdade/tolerância/paz?
Acredito que sim. Mas, no momento, eu não consigo pensar em nada que eu tolero, mesmo sendo contra.
Possivelmente religião, mas religião pra mim é simplesmente bobo, não é um "crime moral".
É que na verdade, existem poucas coisas que eu sou absolutamente contra. Eu geralmente não sou a favor de nada, mas também não costumo ser contra muitas coisas.
Eu simplesmente me irrito com imposição de idéias, mas as idéias em si eu sou indiferente.
"O que você acha do socialismo?"
É imbecil.
"O que você acha de uma revolução armada socialista?"
Sou contra!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
"O que você acha do cristianismo?"
É bobo.
"O que você acha de proibir X porque é pecado?"
Sou contra!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Entendem?
Enfim.
Vocês defendem algum direito que odeiam em prol da liberdade?
Um daqueles paradoxos divertidos da era da internet, onde temos um lugar particular que desenvolvemos para ficar sozinhos enquanto nos expomos voluntariamente para todo tipo de gente estranha e má que queira ver.
sexta-feira, março 31, 2006
Existem dois pensamentos meus que se conflitam.
O primeiro diz que idéias são importantes, que os individuos são guiados por idéias e que a sociedade é guiada pelos individuos.
O segundo diz também que a sociedade é guiada pelos individuos, mas que tais individuos não são guiados por idéias, mas por opiniões.
Na primeira análise, perder tempo bolando sistemas políticos é importante, afinal, se algum fizer nexo, as pessoas vão gostar e vão levar a sociedade pra esse lado.
Na segunda análise, perder tempo bolando sistemas políticos é perda de tempo, afinal, que se foda o que eu acho, as pessoas vão fazer o que elas querem e ponto.
Por incrivel que pareça, eu gosto mais da segunda possibilidade, pois as idéias imbecis em muito superam as boas. Então quando eu vejo uma idéia imbecil (que são 90% delas) eu me conforto pensando "bom, que se foda, não é como se as pessoas fossem dar a minima pra isso."
Acho que no final, depende da idéia.
(céus, que conclusão imbecil)
O primeiro diz que idéias são importantes, que os individuos são guiados por idéias e que a sociedade é guiada pelos individuos.
O segundo diz também que a sociedade é guiada pelos individuos, mas que tais individuos não são guiados por idéias, mas por opiniões.
Na primeira análise, perder tempo bolando sistemas políticos é importante, afinal, se algum fizer nexo, as pessoas vão gostar e vão levar a sociedade pra esse lado.
Na segunda análise, perder tempo bolando sistemas políticos é perda de tempo, afinal, que se foda o que eu acho, as pessoas vão fazer o que elas querem e ponto.
Por incrivel que pareça, eu gosto mais da segunda possibilidade, pois as idéias imbecis em muito superam as boas. Então quando eu vejo uma idéia imbecil (que são 90% delas) eu me conforto pensando "bom, que se foda, não é como se as pessoas fossem dar a minima pra isso."
Acho que no final, depende da idéia.
(céus, que conclusão imbecil)
RÁ!
Não contava com o zip, né, seu bastardo?
HAHAHAHA!
QUEM MANDA AQUI AGORA PEDAÇO DE PLASTICO DO DEMÔNIO?
EU SOU SEU DONO!!!
EU SOU SEU DONO!!
SHUT UP BIAAAAAAAAAAAATCHE!
Não contava com o zip, né, seu bastardo?
HAHAHAHA!
QUEM MANDA AQUI AGORA PEDAÇO DE PLASTICO DO DEMÔNIO?
EU SOU SEU DONO!!!
EU SOU SEU DONO!!
SHUT UP BIAAAAAAAAAAAATCHE!
Como que um arquivo .dwg de 115k vira um arquivo .dxf de 1.55 Mb?
Isso é insano!
Insano, eu lhes digo!!!!
Isso é insano!
Insano, eu lhes digo!!!!
Ainda sobre disquetes...
grrgrggrgnnggrrgn...
Pedacinhos de plastico malditos.
AMALDIÇOADOS SEJAM VOCÊS CRIATURAS MALDITAS!
AMALIDÇOADOS SEJAM!
Pedacinhos de plastico malditos.
AMALDIÇOADOS SEJAM VOCÊS CRIATURAS MALDITAS!
AMALIDÇOADOS SEJAM!
Céus.
Como eu odeio disquetes.
Disquetes são uma piada cruel de Deus.
Depois me perguntam porque eu sou ateu...
Como eu odeio disquetes.
Disquetes são uma piada cruel de Deus.
Depois me perguntam porque eu sou ateu...
quinta-feira, março 30, 2006
Where did you get that line?
Where did you get that look?
Where did you get that penchant for destruction in the way you talk?
Where did you get that ride?
Where did you get that rocket?
Where did you get that painter in your pocket?
I didn´t stand a chance.
I didni t stand at all.
You looked ok with the others...
Tsc.
Tsc tsc tsc.
Tsc tsc tsc tsc tsc.
Eu não aguento mais isso.
Minha tristeza está irritante.
Política me faz triste. O modo que eu me dedico a isso é irônico. Seria engraçado se visto por de fora dos meus olhos.
Pensar nesse assunto me faz tão mal que já faz um tempo que eu encaro isso como uma espécie de vício.
Uma fuga da realidade.
Uma forma de preencher um vazio.
Nossa, eu quero chorar.
Eu quero sair desse mundo.
Sei lá.
Eu to me perdendo.
Odeio quando isso acontece.
É comum demais e eu odeio o quanto isso é comum demais.
Eu finalmente encontro algum ponto de equilibrio na minha vida e aí eu perco de novo.
Então eu vou ficar chato e entediante até descobrir o que fazer.
Eu não posso jogar esse jogo a sério.
Política é para pessoas com opiniões fortes.
Eu sou muito instavel pra ter uma opinião forte.
E de qualquer forma.
Não é como se, na vida real, eu conseguisse formular um argumento bem como o faço no blog.
Vai passar V For Vendetta na odisséia de cinema do espaço cultural unibanco, mas eu estou tão desesperado pra sair e dançar (como se isso fosse dar algum sentido pra minha vida) que eu não sei se vou conseguir ir no cinema.
Sinceramente, eu não estou afim de V For Vendetta no momento.
Eu não sei do que eu estou afim...
(eu estou afim dela)
Não.
É mentira.
Eu não estou afim dela.
Eu só não quero ficar sozinho.
Eu tenho jogado Final Fantasy VII.
O jogo tem uma das melhores histórias já contadas.
Ela é profunda o bastante pra se discutir suas ramificações por um bom tempo.
Eu próprio tenho umas teorias a respeito.
Uma se baseia mais nos fãs.
No quanto eles se recusam a aceitar que a Tifa seja melhor par romântico para Cloud do que Aeris.
Parte disso, acredito, é porque Aeris morre.
Aquilo que não se pode ter é sempre melhor.
Outra, é que Tifa ama o verdadeiro Cloud, o perdedor fracassado revoltadinho que saiu de sua cidade para se tornar um herói e conseguiu se tornar apenas um guardinha bobo.
Aeris por outro lado, ama Zack, de quem Cloud "pegou emprestado" a personalidade, que é quem de fato se tornou muito bem sucedido.
Acredito que não queremos alguém que ame nossos defeitos, pois isso nos levaria a aceita-los e aceitar nossos defeitos (ao invés de tentar melhora-los) é uma atitude, de certa forma, derrotista.
Queremos alguém que nos ame pelo que nós não somos, mas pelo que nós queremos ser, alguém que ame mais nosso promissor futuro ou nossa bela maneira de falar do que nosso patético presente ou nossas fracas idéias.
Uma pessoa que gosta de você lhe dá a ilusão de que você fez algo de certo.
Eu quero ter essa ilusão.
Realidade é estupida de qualquer forma.
Pra que realidade?
Se a ilusão me faz mais feliz, pra que a realidade?
"Não é verdadeira felicidade!"
E o que é verdadeira felicidade?
No fim, só queremos achar alguém que gostamos e dormir tranquilos.
Mas é dificil achar alguém que gostamos, então fazemos filosofia, arte, entretenimento, ciência.
Pra que essas coisas?
Prolongar nossa vida?
Porque?
Sofrimento pouco é bobagem?
Nos dar conforto?
Maior conforto que o amor pode dar?
Conhecimento?
Pra que?
Construir bombas?
Amor não é só mais recompensar que tudo isso.
É também mais dificil.
Então vamos continuar prologando nossa vida, conseguindo conforto e conhecimento.
Amor tem que ser mais do que reações químicas.
Se não for, toda a luta é inútil.
Basta esquecermos o politicamente correto, fazermos algumas lobotomias e queremos os sonhados bons humanos aptos a viver em sociedade.
Não posso falar em nome das outras pessoas.
Mas eu não me dou bem em sociedade.
Gosto de amigos.
Gosto de festas.
Gosto de música.
Gosto de sexo.
Gosto de amor.
Tem algo de muito errado nisso.
Eu não gosto da sociedade?
Ou simplesmente me frustra não ser aceito por ela?
Não.
A sociedade me aceita.
Eu que não aceito ela.
E isso me frustra.
Porque eu queria aceitar.
Eu queria gostar das pessoas.
Eu queria gostar da vida.
Mas eu não gosto.
Eu me sinto incofortavel perto de outras pessoas.
Eu não quero pensar mais nisso.
Está me fazendo mal.
Where did you get that look?
Where did you get that penchant for destruction in the way you talk?
Where did you get that ride?
Where did you get that rocket?
Where did you get that painter in your pocket?
I didn´t stand a chance.
I didni t stand at all.
You looked ok with the others...
Tsc.
Tsc tsc tsc.
Tsc tsc tsc tsc tsc.
Eu não aguento mais isso.
Minha tristeza está irritante.
Política me faz triste. O modo que eu me dedico a isso é irônico. Seria engraçado se visto por de fora dos meus olhos.
Pensar nesse assunto me faz tão mal que já faz um tempo que eu encaro isso como uma espécie de vício.
Uma fuga da realidade.
Uma forma de preencher um vazio.
Nossa, eu quero chorar.
Eu quero sair desse mundo.
Sei lá.
Eu to me perdendo.
Odeio quando isso acontece.
É comum demais e eu odeio o quanto isso é comum demais.
Eu finalmente encontro algum ponto de equilibrio na minha vida e aí eu perco de novo.
Então eu vou ficar chato e entediante até descobrir o que fazer.
Eu não posso jogar esse jogo a sério.
Política é para pessoas com opiniões fortes.
Eu sou muito instavel pra ter uma opinião forte.
E de qualquer forma.
Não é como se, na vida real, eu conseguisse formular um argumento bem como o faço no blog.
Vai passar V For Vendetta na odisséia de cinema do espaço cultural unibanco, mas eu estou tão desesperado pra sair e dançar (como se isso fosse dar algum sentido pra minha vida) que eu não sei se vou conseguir ir no cinema.
Sinceramente, eu não estou afim de V For Vendetta no momento.
Eu não sei do que eu estou afim...
(eu estou afim dela)
Não.
É mentira.
Eu não estou afim dela.
Eu só não quero ficar sozinho.
Eu tenho jogado Final Fantasy VII.
O jogo tem uma das melhores histórias já contadas.
Ela é profunda o bastante pra se discutir suas ramificações por um bom tempo.
Eu próprio tenho umas teorias a respeito.
Uma se baseia mais nos fãs.
No quanto eles se recusam a aceitar que a Tifa seja melhor par romântico para Cloud do que Aeris.
Parte disso, acredito, é porque Aeris morre.
Aquilo que não se pode ter é sempre melhor.
Outra, é que Tifa ama o verdadeiro Cloud, o perdedor fracassado revoltadinho que saiu de sua cidade para se tornar um herói e conseguiu se tornar apenas um guardinha bobo.
Aeris por outro lado, ama Zack, de quem Cloud "pegou emprestado" a personalidade, que é quem de fato se tornou muito bem sucedido.
Acredito que não queremos alguém que ame nossos defeitos, pois isso nos levaria a aceita-los e aceitar nossos defeitos (ao invés de tentar melhora-los) é uma atitude, de certa forma, derrotista.
Queremos alguém que nos ame pelo que nós não somos, mas pelo que nós queremos ser, alguém que ame mais nosso promissor futuro ou nossa bela maneira de falar do que nosso patético presente ou nossas fracas idéias.
Uma pessoa que gosta de você lhe dá a ilusão de que você fez algo de certo.
Eu quero ter essa ilusão.
Realidade é estupida de qualquer forma.
Pra que realidade?
Se a ilusão me faz mais feliz, pra que a realidade?
"Não é verdadeira felicidade!"
E o que é verdadeira felicidade?
No fim, só queremos achar alguém que gostamos e dormir tranquilos.
Mas é dificil achar alguém que gostamos, então fazemos filosofia, arte, entretenimento, ciência.
Pra que essas coisas?
Prolongar nossa vida?
Porque?
Sofrimento pouco é bobagem?
Nos dar conforto?
Maior conforto que o amor pode dar?
Conhecimento?
Pra que?
Construir bombas?
Amor não é só mais recompensar que tudo isso.
É também mais dificil.
Então vamos continuar prologando nossa vida, conseguindo conforto e conhecimento.
Amor tem que ser mais do que reações químicas.
Se não for, toda a luta é inútil.
Basta esquecermos o politicamente correto, fazermos algumas lobotomias e queremos os sonhados bons humanos aptos a viver em sociedade.
Não posso falar em nome das outras pessoas.
Mas eu não me dou bem em sociedade.
Gosto de amigos.
Gosto de festas.
Gosto de música.
Gosto de sexo.
Gosto de amor.
Tem algo de muito errado nisso.
Eu não gosto da sociedade?
Ou simplesmente me frustra não ser aceito por ela?
Não.
A sociedade me aceita.
Eu que não aceito ela.
E isso me frustra.
Porque eu queria aceitar.
Eu queria gostar das pessoas.
Eu queria gostar da vida.
Mas eu não gosto.
Eu me sinto incofortavel perto de outras pessoas.
Eu não quero pensar mais nisso.
Está me fazendo mal.
" Cara... vc não acha que tá preocupado demais com nomes?"
Sim.
Sim.
quarta-feira, março 29, 2006
Ehrm... corrigindo conceitos...
No post passado, eu disse que me considerava um "plutocrata" e, bom, "plutocracia" não é o que eu pensava que era.
"Plutocracia" é quando uma classe econômica superior toma as decisões todas e embora possam dizer que anarco-capitalismo é uma plutocracia, eu não acredito.
Por "Plutocracia" eu tinha em mente a palavra "Policentrica" no sentido de "Lei Policêntrica" no sentido de, em uma mesma área física, existir diferentes leis para diferentes pessoas.
Embora poucos anarquistas sejam a favor da ausência de leis, anarco-comunistas jamais aceitariam a lei policêntrica.
Então, ao invés de "Plutocrata" eu quis dizer "Policentrista" no sentido que ao invés de querer a abolição do governo, eu so a favor de multiplos governos existindo em uma mesma área, onde a pessoa poderia, se quisesse, escolher anarquia ou algum dos governos presentes.
A maioria desses governos não se indentificariam como tal, alguns seriam simples agências de segurança privadas, meras apólices de seguro padronizadas, algumas outras seriam mais complexas, baseadas em ideologia ou religião, seja como for, a sociedade que eu apóio teria em sua base o Pacto de Não-Agressão e além disso, qualquer organização, hierarquia e conjunto de regras desejada pela sociedade.
Exemplo:
O sujeito é um cristão. Sendo assim, ele é participante das leis cristãs, onde, entre outras coisas, adultério e poligamia é crime e, sendo crimes, devem ser julgados em tribunais. Quando se converte ao cristianismo, o sujeito assina um documento dizendo que, caso cometa essas falhas, aceite ser julgado em tribunal.
Então ele desencana dessa de religião, sem sair de sua casa, ele liga para a igreja e pede a anulação do contrato. Assim, adultério e poligamia deixam de ser crimes.
"Plutocracia" é quando uma classe econômica superior toma as decisões todas e embora possam dizer que anarco-capitalismo é uma plutocracia, eu não acredito.
Por "Plutocracia" eu tinha em mente a palavra "Policentrica" no sentido de "Lei Policêntrica" no sentido de, em uma mesma área física, existir diferentes leis para diferentes pessoas.
Embora poucos anarquistas sejam a favor da ausência de leis, anarco-comunistas jamais aceitariam a lei policêntrica.
Então, ao invés de "Plutocrata" eu quis dizer "Policentrista" no sentido que ao invés de querer a abolição do governo, eu so a favor de multiplos governos existindo em uma mesma área, onde a pessoa poderia, se quisesse, escolher anarquia ou algum dos governos presentes.
A maioria desses governos não se indentificariam como tal, alguns seriam simples agências de segurança privadas, meras apólices de seguro padronizadas, algumas outras seriam mais complexas, baseadas em ideologia ou religião, seja como for, a sociedade que eu apóio teria em sua base o Pacto de Não-Agressão e além disso, qualquer organização, hierarquia e conjunto de regras desejada pela sociedade.
Exemplo:
O sujeito é um cristão. Sendo assim, ele é participante das leis cristãs, onde, entre outras coisas, adultério e poligamia é crime e, sendo crimes, devem ser julgados em tribunais. Quando se converte ao cristianismo, o sujeito assina um documento dizendo que, caso cometa essas falhas, aceite ser julgado em tribunal.
Então ele desencana dessa de religião, sem sair de sua casa, ele liga para a igreja e pede a anulação do contrato. Assim, adultério e poligamia deixam de ser crimes.
qual meu problema com materialismo?
Na verdade, me irrita quem tenta diminuir o que aconteceu na URSS e na China como um "erro de interpretação", não vou dizer que foi a filosofia materialista que causou essas coisas, mas convenhamos, dezenas de milhões de pessoas morreram, centenas de milhões outras foram saubmetidas ao regime mais horrivel que a humanidade já produziu, me irrita profundamente quem vem com "oops, foi só uma teoria" ou "ah, eles não entenderam direito".
Não se justifica escravidão e genocidio num "erro de interpretação" e quando se fala em materialismo não se esquece de dizer que homens que causaram tanto sofrimento o fizeram em nome do materialismo. Não é algo que "ah, eu não ia falar porque eles não entenderam materialismo direito."
E eu não vou nem fingir que entendo de materialismo, mas acredito que quando você trata o homem como se fosse uma máquina, o pensamento lógico a seguir é que você pode quebra-lo e substitui-lo por outro. Eu não entrar nessa bullshitagem conservadora de dizer que o ateísmo fez com que o homem perdesse a importância, uma vez que o próprio materialismo põe o homem como ser mais complexo.
Eu também não vou nem fingir entender o conceito de homem-maquina, mas acho que qualquer criança imbecil consegue ver que homens reagem de forma diferente a estimulos iguais, é claro que temos uma inerente configuração biológica, mas pra reduzir o homem a "configuração biológica nº 755" é uma postura imbecil logo de cara.
O fato é que reagimos a estimulos de forma racional e/ou irracional.
Quando você toma um susto quando um carro vem na rua e você não percebe. Você paraliza ou pula da frente do carro?
A primeira reação é ficar parado. Isso é tão anti-mecânico e tão anti-instintivo que chega a ser anti-vida; isso porque em uma situação inesperada, a primeira reação é ser racional, quando um carro vêm, você não tem tempo de ser racional, então o corpo "escolhe" ser anti-vida e não fazer nada a ativar a "programação nº 918 - pular da frente de objetos pesados em velocidade."
E ainda
Qual o meu problema com revolucionários?
Hakim Bey disse que quando a revolução forma um Estado, ela já foi traída.
Eu acrescentaria que quando a revolução é feita, ela já foi traída.
Quantas revoluções no mundo deram certo? Eu queria um único exemplo.
A revolução francesa criou um regime genocida que, eventualmente, deu poderes absolutos para Napoleão criar guerra através da Europa.
A revolução norte-americana criou um regime baseado na democracia e na crença que o individuo é mais importante que seu governo. 60 anos depois e eles já estavam invadindo o méxico, aniquilando índios e até lutando contra si próprios. 150 anos depois e estão explodindo a Europa. 200 anos depois e estão explodindo o Oriente Médio.
Não vou nem comentar as revoluções comunistas que criaram tragédia, miséria e morte de forma que a humanidade não via desde... sei lá, desde sempre acho.
"Ah, você é a favor de deixar tudo como está então?"
Claro que não. Mas observações devem ser feitas.
É claro que a Russia Czarista era um lugar péssimo a se viver, assim como os EUA de nenhuma forma poderiam continuar aceitando os abusos do governo inglês.
Revoluções são geralmente feitas nos lugares certos e na hora certa. Não é todo dia que um povo se revolta contra seus lideres, porém revoluções dificilmente refletem a vontade do povo e acredito que o motivo é que revoluções procuram não ser contra o poder, mas a favor de um novo poder.
Esse fetiche que escravinhos da USP tem com revolução é uma das coisas mais sem fundamentação que existem no mundo, todo mundo fica maravilhado quando isso é dito.
E eu entendo. Vivemos oprimidos e queremos mudança. Mas me irrita que pessoas supostamente baseadas na razão advoguem idéias baseadas puramente em... sei lá, em nada. Essa gente diz um punhado de slogans mal-feitos e saem por aí advogando assassinato e escravidão.
Me irrita mais ainda pessoas que se consideram "relativistas" advogando revolução.
É algo do tipo "porque você sabe, eu sou um relativista moral, isso significa que eu rejeito a moralidade judaico-cristã e troco pela moralidade marxista."
Na verdade...
definindo conceitos
Vamos lá, eu não sou exatamente um anarquista, nem um amoralista, eu sou um plutocratista e relativista moral.
Eu não acredito na ausência de hierarquia, leis ou organização; mas sim na pluralidade dessas.
Não acredito que as pessoas devem parar de seguir de regras, mas simplesmente seguir regras que elas bem entendem. Na verdade, Proudhon e Bakunim falavam muito em federalismo, eles acreditavam na mesma coisa que eu nessa, mas de repente quando o anarco-capitalismo surgiu (e nós não vemos problemas em hierarquia desde que seja voluntaria), adicionou-se um novo paragrafo no "livro de regras sagradas do grande Deus anarco" que "anarquistas, de acordo com o paragro 13, seção 12, não podem jamais respeitar hierarquia.", so fucking fine, que seja, anarquistas me irritam de qualquer forma.
Sendo assim, da mesma forma em que eu abandonei o "rótulo" de liberal, eu abandono aqui também o de "anarquista", mesmo acreditando em ambas as idéias, tais ideologias se tornaram limitadas demais para descrever o que eu acredito.
E por relativista moral, eu quero dizer que toda moral é subjetiva, ela surge ou da necessidade, da utlidade ou da tradição. De qualquer forma, você pode forçar um homem a dizer que ele acredita em algo, mas jamais pode força-lo a, de fato, acreditar em algo.
Acreditar em relativismo moral significa acreditar, inclusive, que pessoas podem ser genuinamente cristãs. De repente se criou essa idéia que um "relativista" nega pontos de vista, quando é o oposto. Eu nego que a moral judaico-cristã sirva para toda a humanidade, mas de nenhuma forma nego que ela possa servir para algumas pessoas.
Bom, esse é um conjunto de idéias mal-formuladas e mal fundamentadas. Porém as pessoas que eu critico também se baseiam em idéias mal fundamentadas, então fica elas por elas.
Na verdade, me irrita quem tenta diminuir o que aconteceu na URSS e na China como um "erro de interpretação", não vou dizer que foi a filosofia materialista que causou essas coisas, mas convenhamos, dezenas de milhões de pessoas morreram, centenas de milhões outras foram saubmetidas ao regime mais horrivel que a humanidade já produziu, me irrita profundamente quem vem com "oops, foi só uma teoria" ou "ah, eles não entenderam direito".
Não se justifica escravidão e genocidio num "erro de interpretação" e quando se fala em materialismo não se esquece de dizer que homens que causaram tanto sofrimento o fizeram em nome do materialismo. Não é algo que "ah, eu não ia falar porque eles não entenderam materialismo direito."
E eu não vou nem fingir que entendo de materialismo, mas acredito que quando você trata o homem como se fosse uma máquina, o pensamento lógico a seguir é que você pode quebra-lo e substitui-lo por outro. Eu não entrar nessa bullshitagem conservadora de dizer que o ateísmo fez com que o homem perdesse a importância, uma vez que o próprio materialismo põe o homem como ser mais complexo.
Eu também não vou nem fingir entender o conceito de homem-maquina, mas acho que qualquer criança imbecil consegue ver que homens reagem de forma diferente a estimulos iguais, é claro que temos uma inerente configuração biológica, mas pra reduzir o homem a "configuração biológica nº 755" é uma postura imbecil logo de cara.
O fato é que reagimos a estimulos de forma racional e/ou irracional.
Quando você toma um susto quando um carro vem na rua e você não percebe. Você paraliza ou pula da frente do carro?
A primeira reação é ficar parado. Isso é tão anti-mecânico e tão anti-instintivo que chega a ser anti-vida; isso porque em uma situação inesperada, a primeira reação é ser racional, quando um carro vêm, você não tem tempo de ser racional, então o corpo "escolhe" ser anti-vida e não fazer nada a ativar a "programação nº 918 - pular da frente de objetos pesados em velocidade."
E ainda
Qual o meu problema com revolucionários?
Hakim Bey disse que quando a revolução forma um Estado, ela já foi traída.
Eu acrescentaria que quando a revolução é feita, ela já foi traída.
Quantas revoluções no mundo deram certo? Eu queria um único exemplo.
A revolução francesa criou um regime genocida que, eventualmente, deu poderes absolutos para Napoleão criar guerra através da Europa.
A revolução norte-americana criou um regime baseado na democracia e na crença que o individuo é mais importante que seu governo. 60 anos depois e eles já estavam invadindo o méxico, aniquilando índios e até lutando contra si próprios. 150 anos depois e estão explodindo a Europa. 200 anos depois e estão explodindo o Oriente Médio.
Não vou nem comentar as revoluções comunistas que criaram tragédia, miséria e morte de forma que a humanidade não via desde... sei lá, desde sempre acho.
"Ah, você é a favor de deixar tudo como está então?"
Claro que não. Mas observações devem ser feitas.
É claro que a Russia Czarista era um lugar péssimo a se viver, assim como os EUA de nenhuma forma poderiam continuar aceitando os abusos do governo inglês.
Revoluções são geralmente feitas nos lugares certos e na hora certa. Não é todo dia que um povo se revolta contra seus lideres, porém revoluções dificilmente refletem a vontade do povo e acredito que o motivo é que revoluções procuram não ser contra o poder, mas a favor de um novo poder.
Esse fetiche que escravinhos da USP tem com revolução é uma das coisas mais sem fundamentação que existem no mundo, todo mundo fica maravilhado quando isso é dito.
E eu entendo. Vivemos oprimidos e queremos mudança. Mas me irrita que pessoas supostamente baseadas na razão advoguem idéias baseadas puramente em... sei lá, em nada. Essa gente diz um punhado de slogans mal-feitos e saem por aí advogando assassinato e escravidão.
Me irrita mais ainda pessoas que se consideram "relativistas" advogando revolução.
É algo do tipo "porque você sabe, eu sou um relativista moral, isso significa que eu rejeito a moralidade judaico-cristã e troco pela moralidade marxista."
Na verdade...
definindo conceitos
Vamos lá, eu não sou exatamente um anarquista, nem um amoralista, eu sou um plutocratista e relativista moral.
Eu não acredito na ausência de hierarquia, leis ou organização; mas sim na pluralidade dessas.
Não acredito que as pessoas devem parar de seguir de regras, mas simplesmente seguir regras que elas bem entendem. Na verdade, Proudhon e Bakunim falavam muito em federalismo, eles acreditavam na mesma coisa que eu nessa, mas de repente quando o anarco-capitalismo surgiu (e nós não vemos problemas em hierarquia desde que seja voluntaria), adicionou-se um novo paragrafo no "livro de regras sagradas do grande Deus anarco" que "anarquistas, de acordo com o paragro 13, seção 12, não podem jamais respeitar hierarquia.", so fucking fine, que seja, anarquistas me irritam de qualquer forma.
Sendo assim, da mesma forma em que eu abandonei o "rótulo" de liberal, eu abandono aqui também o de "anarquista", mesmo acreditando em ambas as idéias, tais ideologias se tornaram limitadas demais para descrever o que eu acredito.
E por relativista moral, eu quero dizer que toda moral é subjetiva, ela surge ou da necessidade, da utlidade ou da tradição. De qualquer forma, você pode forçar um homem a dizer que ele acredita em algo, mas jamais pode força-lo a, de fato, acreditar em algo.
Acreditar em relativismo moral significa acreditar, inclusive, que pessoas podem ser genuinamente cristãs. De repente se criou essa idéia que um "relativista" nega pontos de vista, quando é o oposto. Eu nego que a moral judaico-cristã sirva para toda a humanidade, mas de nenhuma forma nego que ela possa servir para algumas pessoas.
Bom, esse é um conjunto de idéias mal-formuladas e mal fundamentadas. Porém as pessoas que eu critico também se baseiam em idéias mal fundamentadas, então fica elas por elas.
terça-feira, março 28, 2006
Palocci
Mais tarde (eu acho) vou comentar esse assunto mais a fundo. Mas a queda do Palocci é algo a se guardar. Na verdade, tirando os circulos internos petistas, ele sempre foi uma figura obscura, no mundo moderno globalizado capitalista etc etc, o ministro da Fazenda é provavelmente o ministro mais importante do país. Ele, junto com o presidente do banco central, define, bem mais do que o próprio presidente, os rumos da nossa vida.
São eles quem praticamente definem nosso nivel de liberdade econômica, e embora despencar as taxas de juros (como fez o Japão) não é garantia nenhuma de sucesso, atira-las para o alto como fez Palocci (uma ação mais defensiva e de emergência do que ideológica) é uma das grandes causas da crise que o Brasil está passando (embora longe de ser a única, uma vez que ela é mais consequência da crise do governo FHC do que uma medida premeditada).
A verdade é que um sujeito tão incrivelmente importante pode ser tudo, menos obscuro e é um absurdo do tamanho do universo que um sujeito cujas credenciais foi ter feito medicina e ter sido prefeito de Riberão, tenha sido escolhido para tal cargo.
A minha grande critica ao governo Lula é que ele foi tedioso. Passamos os dois primeiros anos reclamando da bebedeira do presidente e os ultimos 2 reclamando do mensalão; enquanto isso tudo que Palocci fez foi aumentar as taxas de juros numa desesperada tentativa de criar superavit e impedir uma quebra a la Argentina.
Os maiores atos desse governo possivelmente foram o ProUni (que é estranho, mas eu sou ideologicamente contra ao extremo programas como o ProUni, mas sei lá, algo na minha mente me recusa de critica-lo fortemente, acho que é por considerar educação uma "causa justa", embora seria hipocrisia da minha parte justificar roubo na minha subjetiva visão de "causa justa") e a "MP do Bem" que foi um alivio muitissimo necessários aos pequenos e médios empreendedores e que garanto que fez muita gente honesta colocar a mão no peito e respirar aliviada.
Mas tirando esses dois projetos (que, bem ou mal, nem se comparam as privatizações, aos absurdos aumentos nas taxas, a criação da lei do Audiovisual, as bolsas assistencialistas e a outros muitos projetos do governo FHC).
Ou seja, apesar de tumultuado, o governo Lula fica na minha memória como 4 anos em que nada aconteceu de extraordinario. Para quem passou a vida inteira esperando a esquerda chegar no poder, imagino como se sente ao governo mais estático e reacionario que eu tenho memórias, vá lá, pelo menos ele não fez nenhuma reforma fascista, não construiu bomba atômica, não re-estatizou nada, não aumentou muito os impostos (embora tenha aumentado um pouco), não incentivou o exército a explodir o Rio de Janeiro; entretanto acho que qualquer um tem que admitir que, bem ou mal, esse partido que sempre foi visto como "revolucionario demais para ser eleito" acabou criando um governo que só não foi mais apagado porque a "oposição" não parou, nem por um momento, de nos lembrar que ele existe.
São eles quem praticamente definem nosso nivel de liberdade econômica, e embora despencar as taxas de juros (como fez o Japão) não é garantia nenhuma de sucesso, atira-las para o alto como fez Palocci (uma ação mais defensiva e de emergência do que ideológica) é uma das grandes causas da crise que o Brasil está passando (embora longe de ser a única, uma vez que ela é mais consequência da crise do governo FHC do que uma medida premeditada).
A verdade é que um sujeito tão incrivelmente importante pode ser tudo, menos obscuro e é um absurdo do tamanho do universo que um sujeito cujas credenciais foi ter feito medicina e ter sido prefeito de Riberão, tenha sido escolhido para tal cargo.
A minha grande critica ao governo Lula é que ele foi tedioso. Passamos os dois primeiros anos reclamando da bebedeira do presidente e os ultimos 2 reclamando do mensalão; enquanto isso tudo que Palocci fez foi aumentar as taxas de juros numa desesperada tentativa de criar superavit e impedir uma quebra a la Argentina.
Os maiores atos desse governo possivelmente foram o ProUni (que é estranho, mas eu sou ideologicamente contra ao extremo programas como o ProUni, mas sei lá, algo na minha mente me recusa de critica-lo fortemente, acho que é por considerar educação uma "causa justa", embora seria hipocrisia da minha parte justificar roubo na minha subjetiva visão de "causa justa") e a "MP do Bem" que foi um alivio muitissimo necessários aos pequenos e médios empreendedores e que garanto que fez muita gente honesta colocar a mão no peito e respirar aliviada.
Mas tirando esses dois projetos (que, bem ou mal, nem se comparam as privatizações, aos absurdos aumentos nas taxas, a criação da lei do Audiovisual, as bolsas assistencialistas e a outros muitos projetos do governo FHC).
Ou seja, apesar de tumultuado, o governo Lula fica na minha memória como 4 anos em que nada aconteceu de extraordinario. Para quem passou a vida inteira esperando a esquerda chegar no poder, imagino como se sente ao governo mais estático e reacionario que eu tenho memórias, vá lá, pelo menos ele não fez nenhuma reforma fascista, não construiu bomba atômica, não re-estatizou nada, não aumentou muito os impostos (embora tenha aumentado um pouco), não incentivou o exército a explodir o Rio de Janeiro; entretanto acho que qualquer um tem que admitir que, bem ou mal, esse partido que sempre foi visto como "revolucionario demais para ser eleito" acabou criando um governo que só não foi mais apagado porque a "oposição" não parou, nem por um momento, de nos lembrar que ele existe.
segunda-feira, março 27, 2006
Anarquistão. De verdade. Sério.
Desde que eu entrei nessa de anarco-capitalismo eu tenho lido muito frequentemente que "anarco-capitalismo é contraditório".
Eu obviamente discordo e não vou dar argumentos muito detalhados mesmo porque se eu não for dormir agora, eu não sobrevivo na faculdade, mas só alguns insights:
1 - As palavras "socialismo" e "capitalismo" mudaram muito de significado desde que foram criadas.
Eu não sei daonde veio a palavra socialismo, mas embora dito que Proudhon era um "socialista em essência", ele jamais usou esse termo para se definir (ao invés disso, se definia como anarquista), ele acreditava em um livre mercado sem lucros (chamado mutualismo, eu vou voltar a questão do lucro) e Benjamin Tucker chegou a dizer que "Proudhon era provavelmente a pessoa que mais odiava socialistas no mundo".
E eu pensava que isso era uma coisa pós-Marx, mas eu li em algum lugar (e portanto pode estar errado) que mesmo antes de Marx, socialismo era muito visto como uma doutrina em que o Estado controlava todos os recursos naturais de forma a melhor garantir o "bem comum". Se essa é de fato a definição original de "socialismo", então nada mais contraditório do que "anarco-socialismo", uma vez que como você pode querer uma sociedade sem Estado em que o Estado controla todos os recursos naturais de forma a melhor garantir o "bem comum".
Com o tempo, socialismo passou a ser definido como qualquer tipo de sociedade igualitaria ou até mesmo com pretensões de ser igualitaria (alguns chamam social-democracia de socialismo).
Capitalismo tem suas origens claramente em um sistema de exploração. As primeiras definições de capitalismo se referiam a acumulo de capital e da influência das classes mais altas na cena política. Essa obviamente não é a definição que eu uso.
A definição de capitalismo que eu uso é a que capitalismo é um sistema sócio-econômico baseado em livre mercado e/ou propriedade privada.
Num ponto puramente econômico, toda sociedade voluntária é capitalista. Toda sociedade em que os individuos sejam donos do fruto do próprio trabalho e o usem como bem entendem é capitalista.
Agora veja só. Leia de novo.
"Toda sociedade em que os individuos sejam donos do fruto do próprio trabalho e o usem como bem entendem é capitalista."
Agora, qual toda a crise do socialistas para com o capitalismo?
"O patrão rouba o fruto do trabalho do empregado", sendo assim, o meu uso da palavra "capitalismo" é "anti-capitalista" e isso nos leva ao segundo (e final) ponto desse curto trabalho.
2 - 99,99% das criticas ao anarco-capitalismo partem do pressuposto que para ser anarquista é preciso acreditar na teoria do Valor-Trabalho.
Leiam ainda mais uma vez que "Toda sociedade em que os individuos sejam donos do fruto do próprio trabalho e o usem como bem entendem é capitalista"
De acordo com boa parte do século XIX, inclusive o próprio Adam Smith, a teoria em vigor no mainstream era a do Valor-Trabalho, que significa que todo valor vem do trabalho, que o patrão não trabalha e portanto ele rouba o trabalhador no lucro.
Uma expansão dessa teoria que levou ao mutualismo dizia que mesmo toda transação comercial com lucro era um roubo (o vendedor roubando o comprador), assim a idéia do mutualismo. Um livre mercado anti-capitalista, ou seja, anti-lucro.
Mas vejamos uma coisa. "Anarquismo" é de repente preso a uma teoria econômica? Quero dizer, uma teoria que partiu de Adam Smith define mais anarquismo do que a oposição a exploração, violência, guerra, autoridade e governo e Estado?
Oposição ao Estado de repente se tornou algo pequeno comparado a uma teoria sobre valor?
Continuando.
Anarquistas sempre atacaram o capitalismo na base de que lucro = roubo. Isso vinha da teoria do valor trabalho.
Eu faço um produto, meu chefe vende por R$1,10 e me paga R$1,00: daonde foram tirados os 10 centavos? Do meu pagamento. Logo, ele me roubou.
Entretanto na história surgiram diferentes teorias de valor. A que eu acredito é na teoria do valor subjetivo.
Ou seja, primeiro meu chefe me oferece R$1,00; eu aceitou ou recuso; partamos do pressuposto que eu aceite, eu aceitei, esse R$1,00 é meu, o produto é dele, esse foi o acordo feito voluntariamente sem violência antes de qualquer coisa ter acontecido. Se ele vende por R$1,10.; R$0,90 ou R$450.000.000 é problema dele. O preço surgiu do contrato, primeiro entre patrão e trabalhador; depois entre vendedor e comprador e se qualquer uma das partes pôde recusar, então não houve roubo porque o valor é subjetivo
Vamos ao problema do mutalismo.
Eu, sozinho, com meus recursos, faço uma cadeira. De acordo com Proudhon, Tucker e outros mutualistas, eu tenho que vender pelo preço de custo.
Só que eu sou meu próprio proletario. Qual o meu custo? Quem decide a justiça do preço? A resposta é eu + o comprador. Eu digo 20, ele diz 10, eu digo 15 e nos acertamos. Taí a justiça, é subjetiva. Justo pra mim é 20, pra ele é 10, pra ambos é 15.
Se isso se aplica na hora de vender cadeira, porque não na hora de vender tempo e trabalho? Quanto a vale a sua hora de trabalho?
.
Quando anarco-socialistas dizem que "lucro é roubo" eles se baseiam em uma teoria de trabalho, quando eu digo "lucro é simplesmente um valor cardinal objetivo vindo de duas distintas opiniões subjetivas" eu me baseio na teoria do valor subjetivo.
O mesmo vale pro resto.
Anarco-individualistas do século XIX são contra aluguel e empréstimos com juros; afinal, são coisas que o senhorio e o banqueiro ganham sem trabalhar, portanto roubo.
Eu não sou contra essas coisas, porque pra mim são coisas que ambos ganham a partir de um acordo voluntario entre dois individuos, se uma parte trabalha ou não é irrelevante, porque a liberdade de se fazer acordos voluntários é muito mais importante do que essa aparente (note-se o aparente, não vou me aprofundar em economia aqui, mas note que é só aparente) injustiça que existe em um sujeito recendo sem trabalhar. Se eu considerasse essas coisas como roubo, seria contra também, porém não considero.
3 - Anarco-capitalistas são bem menos utópicos.
Uma crítica que eu li hoje dizia:
"Anarco-capitalistas querem privatizar a policia. Oras, anarquistas de verdade querem abolir a policia!"
Note a palavra "querem".
Oras, eu também quero abolir a policia tanto quanto eu quero fazer sexo com a Christina Ricci.
O problema de socialistas num geral é que eles acham que estão em uma guerra de todos contra todos e quem quer que vença a batalha armada no dia em que a revolução estourar vai poder moelar a sociedade da forma que eles bem entendem.
Ou seja, que depois da grande revolução Kropotkiana, os pedófilos vão passar a amar adultos; os ladrões envergonhadamente largarão a televisão, e pularão de volta pela janela pedindo desculpas ao dono e que os alcoólatras tomarão toddynho (fabricado com a vaquinha da vila, já que todas as metrópoles vão fazer *PUF* e sumir), enfim, eles acham razoavel montar um sistema politico baseado em suas vontades pessoais.
Mas caralhada, veja só, eu acho razoavel montar um sistema politico baseado na vontade pessoal dos outros!
Se a sociedade no capitalismo quiser abolir a policia. É simples. Ela simplesmente parará de pagar a continha da "Sblarghman agência de segurança ltda." todo fim de mês quando chegar na sua casa. Mas as pessoas para se sentirem melhor podem (e infelizmente provavelmente irão) pagar pessoas treinadas na fina arte de brutal assassinato para protegê-las de brutais assassinos.
Enfim, aqui está o guia básico para formular sua critica "anarco-capitalismo não é anarquia de verdade". Eu não vi nenhuma critica que não se encaixe em pelo menos uma dessas categorias.
1 - Use nossas definições das palavras. Socialismo = igualitarianismo e Capitalismo = Voluntariado.
2 - "Anarquistas de verdade acreditam que lucro é roubo". Porque? Por causa de uma teoria de valor? Anarquistas se opõem a exploração. Eu deixo de ser anarquista ainda me opondo a exploração mesmo considerando lucro como não-explorativo? Se Proudhon tivesse contato com as teorias de valor que eu tenho hoje, considerando que ele apoiava alguma forma de mercado, ele "tombaria" mais fácil de que lado? Do capitalista ou do socialsta? Tendo em mente que em sua época a exata mesma teoria do valor-trabalho já estava por aí (ele escreveu um livro sobre isso) e mesmo assim ele não tombou pro lado socialista? (embora aceitasse a teoria, acreditava que era capaz de "contorna-la" desde que os bancos não cobrassem juros, as fabricas fossem coperativos e as trocas comerciais não envolvessem lucros).
3 - "No seu sistema ainda vai existir policia/religião/carnivoros/emos" - Bom, eu acho que os emos serão mortos na revolução, mas de resto, sim, eu acho que as pessoas ainda serão filhas da puta. Ok, mentira, acho que elas, com o tempo, após algumas gerações em anarquia, se tornarão melhores, pois o governo incentiva a malandragem e a exploração, uma vez sem as "safety nets" e nem a possibilidade de ganhar dinheiro através favores governamentais, as pessoas se tornarão (por necessidade) mais honestas e isso, acredito, as levará a ser até mais felizes. Mas eu acho que isso vai acontecer, eu não demando que isso aconteça.
Eu pretendo com anarquia não um mundo que reflita a minha visão, mas sim um que reflita a visão da sociedade, seja boa seja ruim, por fim eu sou um individualista por acreditar que a sociedade deve seguir o caminho que o coletivo individualista acredita ser o melhor; os coletivistas por outro lado propõem uma visão de sociedade que o individuo coletivista acredita ser melhor.
Eu obviamente discordo e não vou dar argumentos muito detalhados mesmo porque se eu não for dormir agora, eu não sobrevivo na faculdade, mas só alguns insights:
1 - As palavras "socialismo" e "capitalismo" mudaram muito de significado desde que foram criadas.
Eu não sei daonde veio a palavra socialismo, mas embora dito que Proudhon era um "socialista em essência", ele jamais usou esse termo para se definir (ao invés disso, se definia como anarquista), ele acreditava em um livre mercado sem lucros (chamado mutualismo, eu vou voltar a questão do lucro) e Benjamin Tucker chegou a dizer que "Proudhon era provavelmente a pessoa que mais odiava socialistas no mundo".
E eu pensava que isso era uma coisa pós-Marx, mas eu li em algum lugar (e portanto pode estar errado) que mesmo antes de Marx, socialismo era muito visto como uma doutrina em que o Estado controlava todos os recursos naturais de forma a melhor garantir o "bem comum". Se essa é de fato a definição original de "socialismo", então nada mais contraditório do que "anarco-socialismo", uma vez que como você pode querer uma sociedade sem Estado em que o Estado controla todos os recursos naturais de forma a melhor garantir o "bem comum".
Com o tempo, socialismo passou a ser definido como qualquer tipo de sociedade igualitaria ou até mesmo com pretensões de ser igualitaria (alguns chamam social-democracia de socialismo).
Capitalismo tem suas origens claramente em um sistema de exploração. As primeiras definições de capitalismo se referiam a acumulo de capital e da influência das classes mais altas na cena política. Essa obviamente não é a definição que eu uso.
A definição de capitalismo que eu uso é a que capitalismo é um sistema sócio-econômico baseado em livre mercado e/ou propriedade privada.
Num ponto puramente econômico, toda sociedade voluntária é capitalista. Toda sociedade em que os individuos sejam donos do fruto do próprio trabalho e o usem como bem entendem é capitalista.
Agora veja só. Leia de novo.
"Toda sociedade em que os individuos sejam donos do fruto do próprio trabalho e o usem como bem entendem é capitalista."
Agora, qual toda a crise do socialistas para com o capitalismo?
"O patrão rouba o fruto do trabalho do empregado", sendo assim, o meu uso da palavra "capitalismo" é "anti-capitalista" e isso nos leva ao segundo (e final) ponto desse curto trabalho.
2 - 99,99% das criticas ao anarco-capitalismo partem do pressuposto que para ser anarquista é preciso acreditar na teoria do Valor-Trabalho.
Leiam ainda mais uma vez que "Toda sociedade em que os individuos sejam donos do fruto do próprio trabalho e o usem como bem entendem é capitalista"
De acordo com boa parte do século XIX, inclusive o próprio Adam Smith, a teoria em vigor no mainstream era a do Valor-Trabalho, que significa que todo valor vem do trabalho, que o patrão não trabalha e portanto ele rouba o trabalhador no lucro.
Uma expansão dessa teoria que levou ao mutualismo dizia que mesmo toda transação comercial com lucro era um roubo (o vendedor roubando o comprador), assim a idéia do mutualismo. Um livre mercado anti-capitalista, ou seja, anti-lucro.
Mas vejamos uma coisa. "Anarquismo" é de repente preso a uma teoria econômica? Quero dizer, uma teoria que partiu de Adam Smith define mais anarquismo do que a oposição a exploração, violência, guerra, autoridade e governo e Estado?
Oposição ao Estado de repente se tornou algo pequeno comparado a uma teoria sobre valor?
Continuando.
Anarquistas sempre atacaram o capitalismo na base de que lucro = roubo. Isso vinha da teoria do valor trabalho.
Eu faço um produto, meu chefe vende por R$1,10 e me paga R$1,00: daonde foram tirados os 10 centavos? Do meu pagamento. Logo, ele me roubou.
Entretanto na história surgiram diferentes teorias de valor. A que eu acredito é na teoria do valor subjetivo.
Ou seja, primeiro meu chefe me oferece R$1,00; eu aceitou ou recuso; partamos do pressuposto que eu aceite, eu aceitei, esse R$1,00 é meu, o produto é dele, esse foi o acordo feito voluntariamente sem violência antes de qualquer coisa ter acontecido. Se ele vende por R$1,10.; R$0,90 ou R$450.000.000 é problema dele. O preço surgiu do contrato, primeiro entre patrão e trabalhador; depois entre vendedor e comprador e se qualquer uma das partes pôde recusar, então não houve roubo porque o valor é subjetivo
Vamos ao problema do mutalismo.
Eu, sozinho, com meus recursos, faço uma cadeira. De acordo com Proudhon, Tucker e outros mutualistas, eu tenho que vender pelo preço de custo.
Só que eu sou meu próprio proletario. Qual o meu custo? Quem decide a justiça do preço? A resposta é eu + o comprador. Eu digo 20, ele diz 10, eu digo 15 e nos acertamos. Taí a justiça, é subjetiva. Justo pra mim é 20, pra ele é 10, pra ambos é 15.
Se isso se aplica na hora de vender cadeira, porque não na hora de vender tempo e trabalho? Quanto a vale a sua hora de trabalho?
.
Quando anarco-socialistas dizem que "lucro é roubo" eles se baseiam em uma teoria de trabalho, quando eu digo "lucro é simplesmente um valor cardinal objetivo vindo de duas distintas opiniões subjetivas" eu me baseio na teoria do valor subjetivo.
O mesmo vale pro resto.
Anarco-individualistas do século XIX são contra aluguel e empréstimos com juros; afinal, são coisas que o senhorio e o banqueiro ganham sem trabalhar, portanto roubo.
Eu não sou contra essas coisas, porque pra mim são coisas que ambos ganham a partir de um acordo voluntario entre dois individuos, se uma parte trabalha ou não é irrelevante, porque a liberdade de se fazer acordos voluntários é muito mais importante do que essa aparente (note-se o aparente, não vou me aprofundar em economia aqui, mas note que é só aparente) injustiça que existe em um sujeito recendo sem trabalhar. Se eu considerasse essas coisas como roubo, seria contra também, porém não considero.
3 - Anarco-capitalistas são bem menos utópicos.
Uma crítica que eu li hoje dizia:
"Anarco-capitalistas querem privatizar a policia. Oras, anarquistas de verdade querem abolir a policia!"
Note a palavra "querem".
Oras, eu também quero abolir a policia tanto quanto eu quero fazer sexo com a Christina Ricci.
O problema de socialistas num geral é que eles acham que estão em uma guerra de todos contra todos e quem quer que vença a batalha armada no dia em que a revolução estourar vai poder moelar a sociedade da forma que eles bem entendem.
Ou seja, que depois da grande revolução Kropotkiana, os pedófilos vão passar a amar adultos; os ladrões envergonhadamente largarão a televisão, e pularão de volta pela janela pedindo desculpas ao dono e que os alcoólatras tomarão toddynho (fabricado com a vaquinha da vila, já que todas as metrópoles vão fazer *PUF* e sumir), enfim, eles acham razoavel montar um sistema politico baseado em suas vontades pessoais.
Mas caralhada, veja só, eu acho razoavel montar um sistema politico baseado na vontade pessoal dos outros!
Se a sociedade no capitalismo quiser abolir a policia. É simples. Ela simplesmente parará de pagar a continha da "Sblarghman agência de segurança ltda." todo fim de mês quando chegar na sua casa. Mas as pessoas para se sentirem melhor podem (e infelizmente provavelmente irão) pagar pessoas treinadas na fina arte de brutal assassinato para protegê-las de brutais assassinos.
Enfim, aqui está o guia básico para formular sua critica "anarco-capitalismo não é anarquia de verdade". Eu não vi nenhuma critica que não se encaixe em pelo menos uma dessas categorias.
1 - Use nossas definições das palavras. Socialismo = igualitarianismo e Capitalismo = Voluntariado.
2 - "Anarquistas de verdade acreditam que lucro é roubo". Porque? Por causa de uma teoria de valor? Anarquistas se opõem a exploração. Eu deixo de ser anarquista ainda me opondo a exploração mesmo considerando lucro como não-explorativo? Se Proudhon tivesse contato com as teorias de valor que eu tenho hoje, considerando que ele apoiava alguma forma de mercado, ele "tombaria" mais fácil de que lado? Do capitalista ou do socialsta? Tendo em mente que em sua época a exata mesma teoria do valor-trabalho já estava por aí (ele escreveu um livro sobre isso) e mesmo assim ele não tombou pro lado socialista? (embora aceitasse a teoria, acreditava que era capaz de "contorna-la" desde que os bancos não cobrassem juros, as fabricas fossem coperativos e as trocas comerciais não envolvessem lucros).
3 - "No seu sistema ainda vai existir policia/religião/carnivoros/emos" - Bom, eu acho que os emos serão mortos na revolução, mas de resto, sim, eu acho que as pessoas ainda serão filhas da puta. Ok, mentira, acho que elas, com o tempo, após algumas gerações em anarquia, se tornarão melhores, pois o governo incentiva a malandragem e a exploração, uma vez sem as "safety nets" e nem a possibilidade de ganhar dinheiro através favores governamentais, as pessoas se tornarão (por necessidade) mais honestas e isso, acredito, as levará a ser até mais felizes. Mas eu acho que isso vai acontecer, eu não demando que isso aconteça.
Eu pretendo com anarquia não um mundo que reflita a minha visão, mas sim um que reflita a visão da sociedade, seja boa seja ruim, por fim eu sou um individualista por acreditar que a sociedade deve seguir o caminho que o coletivo individualista acredita ser o melhor; os coletivistas por outro lado propõem uma visão de sociedade que o individuo coletivista acredita ser melhor.
Ainda
Atualizando o template.
Acho que agora está bom.
Acho que agora está bom.
Dei uma mexida no template.
Mais tarde eu mexo mais.
Mais tarde eu mexo mais.
sábado, março 25, 2006
Você sabia que...?
Você sabia que baratas podem voar?
Sim, elas podem, puderam por toda a história humana e sempre usaram isso para nos aterrorizar, no inicio do século 20 entretanto a humanidade declarou guerra as baratas voadoras. O conflito aconteceu em sua maior parte na Europa.
Na grande guerra contra as baratas, que durou cerca de 40 anos, morreram 200 milhões de pessoas e 75 trilhões de baratas, sendo que as piores baixas foram na Alemanha, Russia e China.
As baratas, no fim, se refugiaram no Japão, onde foram atacadas por duas bombas atômicas; elas entretanto sobreviveram. (assim a humanidade descobriu que em caso de um apocalipse nuclear, as baratas sobreviveriam), entretanto elas se renderam com medo que as armas fossem usadas em quantidade suficiente para destruir o mundo.
Após o tratado de paz ter sido assinado, as baratas prometeram jamais voar de novo, contanto que os humanos prometessem as tratar como insetos normais. Aos humanos ficou reservado o direito de pisar nelas a vontade, uma vez que baratas são seres coletivistas, eles aceitaram que milhões de seus individuos fossem pisoteados ao longo da história em troca da sobrevivência da raça barata.
Para que a guerra não se iniciasse novamente, a humanidade se uniu para forjar a história das duas guerras mundiais e dos regimes totalitários. (assim prevenindo que humanos vingativos atacassem as baratas em larga escala novamente ao invés de simplesmente um pisoteamento aqui e ali)
Reporteres, cientistas e todo tipo de pessoa influente na mídia ajudou a criar a história.
Baseado nos regimes coletivistas das baratas, foi criada a farsa que regimes humanos fascistas e comunistas tinham sido e as guerras tinham sido a causa de tantas mortes.
A União Soviética, a China e até lugares mais isolados como Cuba ficaram tão arrasados que para que ninguém visitasse esses lugares, foi-se criada a farsa de que o regime comunista havia sobrevivido a guerra e que seu povo vivia oprimido atrás de uma cortina de ferro e por isso não se tinham noticias claras e precisas sobre eles.
A reconstrução de Cuba e China ainda estão acontecendo; a da União Soviética acabou no fim da década de 80, embora ainda se possa sentir os danos climáticos da grande guerra.
Uma vez que os judeus são donos da maior parte da mídia norte-americana, eles refizeram a história da Alemanha (uma área relativamente pouco afetada pela guerra se compara a Europa oriental) para que o regime no local tivesse sido particularmente anti-semita.
O raciocinio por trás disso seria que, embora fosse insanidade para qualquer pensamento racional que seres humanos tivessem de fato criado o fascismo ou o comunismo (seria simplesmente estupidez demais), eram regimes aterrorizadores o suficiente para que não se repetisse. Assim tais ideologias não afetariam o curso da humanidade, afinal, ninguém as cogitaria.
Uma coisa curiosa foi que muitos recursos acabavam sendo desviados para a URSS, não só para reconstrução, mas também marketing, pois era preciso criar uma imagem de que tal regime era, de certa forma, bem sucedido, afinal como justificar uma área tão grande sendo dominada por um regime que não tinha, no minimo, um poder militar desenvolvido? Ninguém imaginaria que esse sucesso, claramente conquistado as custas de milhões de mortes e escravidão em massa fosse criar seguidores.
Nenhum publicitario porém poderia prever que grupos, de fato comunistas surgiriam; mais surpreendente ainda foram líderes da américa latina de fato sendo fascistas, protegidos pela história, afinal os outros países não poderiam apontar e dizer "fascismo não existe", preferiram então, em função da guinada da América Latina para o fascismo, criar a ilusão da guerra fria, que justificaria tais ditaduras.
Apoiados por tais grupos comunistas, a União Européia conseguiu desenvolver seu próprio fascismo chamado "Social-Democracia". Vendo o sucesso dessa versão light do fascismo, os EUA decidiram tentar dar um passo além e de fato recriar o fascismo ficticio das baratas. Eles dedicaram as décadas de 60 e 70 a criar uma Social-Democracia e as décadas de 80 e 90 para dar poder praticamente ilimitado a elites corporativistas, as duas décadas seguintes seriam dedicadas ao ultimo estágio do plano, onde as liberdades civis seriam subjulgadas criando assim o perfeito social-corporativismo.
Algo parecido com a própria sociedade das baratas.
As baratas vivem nesse regime já há um bom tempo e seu militarismo inato as levou a planejar o contra-ataque. Dada a burocracia do regime fascista das baratas, é previsto que elas inciarão a fabricação de armas em meados do ano 4086 para que a guerra comece no ano de 6099. Caso os EUA terminem o seu próprio fascismo em 2020 como planejado e levando em conta que a burocracia humana é ainda mais desorganizada que a burocracia baratícia (nós não temos antenas), o pedido de contra-ataque estará tendo sua terceira via assinada pelo diretor geral da subdivisão de gatilhos da terceira companhia de fabricação de isqueiros da Hailburton quando ele será fuzilado por um esquadrão de baratas voadoras.
A humanidade será escravizada e o último lugar livre do mundo será o Brasil, pois seus cidadãos são tão desorganizados para iniciar uma resistência armada (que levou outros lugares a um eterno estado de guerra civil) quanto para obedecer as ordens das baratas que, depois de muita insistência, decidiram simplesmente desencanar e deixar a gente fazer o que quiser.
Cientistas e artistas de todo o mundo migraram para o Brasil pela vontade de reerguer a civilização humana através dessa fenda no império, entretanto os progressos param depois da quarta-feira, quando eles comem feijoada e vão dormir no almoço depois de dar aquela priguicinha. Priguicinha essa que não passa nunca.
A tecnologia portanto de fato regride e como ninguém se lembra exatamente como fazer os geradores de energia funcionar, a eletricidade deixa de existir, o que não tem problema, afinal o topless é liberado nas praias e as pessoas percebem que, muito sinceramente, a vida não fica assim tão melhor que isso.
Sim, elas podem, puderam por toda a história humana e sempre usaram isso para nos aterrorizar, no inicio do século 20 entretanto a humanidade declarou guerra as baratas voadoras. O conflito aconteceu em sua maior parte na Europa.
Na grande guerra contra as baratas, que durou cerca de 40 anos, morreram 200 milhões de pessoas e 75 trilhões de baratas, sendo que as piores baixas foram na Alemanha, Russia e China.
As baratas, no fim, se refugiaram no Japão, onde foram atacadas por duas bombas atômicas; elas entretanto sobreviveram. (assim a humanidade descobriu que em caso de um apocalipse nuclear, as baratas sobreviveriam), entretanto elas se renderam com medo que as armas fossem usadas em quantidade suficiente para destruir o mundo.
Após o tratado de paz ter sido assinado, as baratas prometeram jamais voar de novo, contanto que os humanos prometessem as tratar como insetos normais. Aos humanos ficou reservado o direito de pisar nelas a vontade, uma vez que baratas são seres coletivistas, eles aceitaram que milhões de seus individuos fossem pisoteados ao longo da história em troca da sobrevivência da raça barata.
Para que a guerra não se iniciasse novamente, a humanidade se uniu para forjar a história das duas guerras mundiais e dos regimes totalitários. (assim prevenindo que humanos vingativos atacassem as baratas em larga escala novamente ao invés de simplesmente um pisoteamento aqui e ali)
Reporteres, cientistas e todo tipo de pessoa influente na mídia ajudou a criar a história.
Baseado nos regimes coletivistas das baratas, foi criada a farsa que regimes humanos fascistas e comunistas tinham sido e as guerras tinham sido a causa de tantas mortes.
A União Soviética, a China e até lugares mais isolados como Cuba ficaram tão arrasados que para que ninguém visitasse esses lugares, foi-se criada a farsa de que o regime comunista havia sobrevivido a guerra e que seu povo vivia oprimido atrás de uma cortina de ferro e por isso não se tinham noticias claras e precisas sobre eles.
A reconstrução de Cuba e China ainda estão acontecendo; a da União Soviética acabou no fim da década de 80, embora ainda se possa sentir os danos climáticos da grande guerra.
Uma vez que os judeus são donos da maior parte da mídia norte-americana, eles refizeram a história da Alemanha (uma área relativamente pouco afetada pela guerra se compara a Europa oriental) para que o regime no local tivesse sido particularmente anti-semita.
O raciocinio por trás disso seria que, embora fosse insanidade para qualquer pensamento racional que seres humanos tivessem de fato criado o fascismo ou o comunismo (seria simplesmente estupidez demais), eram regimes aterrorizadores o suficiente para que não se repetisse. Assim tais ideologias não afetariam o curso da humanidade, afinal, ninguém as cogitaria.
Uma coisa curiosa foi que muitos recursos acabavam sendo desviados para a URSS, não só para reconstrução, mas também marketing, pois era preciso criar uma imagem de que tal regime era, de certa forma, bem sucedido, afinal como justificar uma área tão grande sendo dominada por um regime que não tinha, no minimo, um poder militar desenvolvido? Ninguém imaginaria que esse sucesso, claramente conquistado as custas de milhões de mortes e escravidão em massa fosse criar seguidores.
Nenhum publicitario porém poderia prever que grupos, de fato comunistas surgiriam; mais surpreendente ainda foram líderes da américa latina de fato sendo fascistas, protegidos pela história, afinal os outros países não poderiam apontar e dizer "fascismo não existe", preferiram então, em função da guinada da América Latina para o fascismo, criar a ilusão da guerra fria, que justificaria tais ditaduras.
Apoiados por tais grupos comunistas, a União Européia conseguiu desenvolver seu próprio fascismo chamado "Social-Democracia". Vendo o sucesso dessa versão light do fascismo, os EUA decidiram tentar dar um passo além e de fato recriar o fascismo ficticio das baratas. Eles dedicaram as décadas de 60 e 70 a criar uma Social-Democracia e as décadas de 80 e 90 para dar poder praticamente ilimitado a elites corporativistas, as duas décadas seguintes seriam dedicadas ao ultimo estágio do plano, onde as liberdades civis seriam subjulgadas criando assim o perfeito social-corporativismo.
Algo parecido com a própria sociedade das baratas.
As baratas vivem nesse regime já há um bom tempo e seu militarismo inato as levou a planejar o contra-ataque. Dada a burocracia do regime fascista das baratas, é previsto que elas inciarão a fabricação de armas em meados do ano 4086 para que a guerra comece no ano de 6099. Caso os EUA terminem o seu próprio fascismo em 2020 como planejado e levando em conta que a burocracia humana é ainda mais desorganizada que a burocracia baratícia (nós não temos antenas), o pedido de contra-ataque estará tendo sua terceira via assinada pelo diretor geral da subdivisão de gatilhos da terceira companhia de fabricação de isqueiros da Hailburton quando ele será fuzilado por um esquadrão de baratas voadoras.
A humanidade será escravizada e o último lugar livre do mundo será o Brasil, pois seus cidadãos são tão desorganizados para iniciar uma resistência armada (que levou outros lugares a um eterno estado de guerra civil) quanto para obedecer as ordens das baratas que, depois de muita insistência, decidiram simplesmente desencanar e deixar a gente fazer o que quiser.
Cientistas e artistas de todo o mundo migraram para o Brasil pela vontade de reerguer a civilização humana através dessa fenda no império, entretanto os progressos param depois da quarta-feira, quando eles comem feijoada e vão dormir no almoço depois de dar aquela priguicinha. Priguicinha essa que não passa nunca.
A tecnologia portanto de fato regride e como ninguém se lembra exatamente como fazer os geradores de energia funcionar, a eletricidade deixa de existir, o que não tem problema, afinal o topless é liberado nas praias e as pessoas percebem que, muito sinceramente, a vida não fica assim tão melhor que isso.
quarta-feira, março 22, 2006
Bom, o que eu escrevi hoje, não é nada que eu tava pensando, mas foi o que eu consegui escrever, então não vou nem salvar, vou publicar aqui.
EXT. AV. PAULISTA -- NOITE
Garoto se encontra com garota.
Eles se encaram por um segundo ou dois, então ela desvia o olhar
GAROTA
Oi...
Ele se aproxima para beijar sua boca, ela vira o rosto e ele beija sua face, beija mais uma vez, beija seus lábios, beija sua boca, eles se beijam durante algum tempo.
GAROTO
E então?
GAROTA
Eu não posso... fazer isso.
GAROTO
Eu acreditaria nisso há minutos atrás. Eu vim aqui acreditando nisso. Mas eu não acredito mais. Você gosta de mim.
GAROTA
Não gosto! Não fala isso.
GAROTO
Sério! Qual o problema?
GAROTA
Não tem como explicar...
GAROTO
Ah meu, para com isso!
GAROTA
É sério! Não tem!
GAROTO
Como não tem?! Isso é ridiculo! Essas coisas não podem acabar assim! Digo, pessoas que se fazem felizes ficam juntas, se não ficam tem um porque, se não tem, então sei lá.
GAROTA
É isso!
GAROTO
O que?!
GAROTA
Sei lá!
GAROTO
Isso é ridiculo! O que ta acontecendo? Eu tenho que saber o que acontece!
GAROTA
Não tem! Eu não sei explicar...
GAROTO
Não muda o fato que eu tenho que saber!
GAROTA
Olha, eu não vou argumentar isso. Nem tudo é um debate.
GAROTO
Ah cara... isso é zoado! Eu fiz alguma coisa?
GAROTA
Não!
GAROTO
Você fez alguma coisa?
GAROTA
Não!
GAROTO
(gritando)
Então qual a porra do problema?!
GAROTA
(gritando)
Para! As coisas não são simples! Você acha que eu queria isso?! Mas eu não tenho controle sobre essas coisas!
GAROTO
Que coisas? Você gosta de mim, mas não gosta, então na dúvida me dá um fora? Isso é ridiculo!
GAROTA
Isso não é um debate.
GAROTO
Para com isso...
GAROTA
Sabe o que eu queria agora?
Ele olha para ela
GAROTA
Que a gente passasse um tempo juntos... assim... como amigos...
GAROTO
Você sabe o que eu queria agora? Queria ter uma arma. Queria apontar uma arma pra tua cabeça, te pegar pelo pescoço e te levar pra algum canto da Augusta. Aí quando aqueles policiais viessem me impedir, eu queria matar eles. Apontar a arma e atirar. Então pegar você e levar pra longe, fazer você sentar num lugar e me explicar. Mas isso não vai acontecer! Porque eu não tenho uma arma e mesmo se tivesse eu não usaria pra isso. Eu não mataria gente que eu não conheço e muito menos pensaria em machucar você. Quer dizer, pensar eu penso agora. Eu quero machucar você, eu nunca faria, mas eu quero, você tem uma puta sorte que eu tenho um puta respeito pela porra da vida humana.
GAROTA
Eu não quis te chatear...
GAROTO
Sério?! Você pensou nisso antes de foder com a minha vida? Antes de simplesmente sumir? De simplesmente arruinar esse momento belo e lindo da minha vida sem ao menos dar uma explicação meia-boca que seja? Diz que sua mãe proibiu, que achou Deus e que eu sou pecado, sei lá, diz alguma coisa!
GAROTA
Agora você está me chateando...
Eles ficam em silêncio um tempo.
GAROTO
Eu não quis--
Ela vai embora.
Então, bom, que se dane. Foi mais um desabafo do que qualquer coisa mesmo. É mais fácil conversar com as pessoas quando você decide o que dizer no lugar delas...
Bom, mesmo quando eu decido o que dizer no lugar dela, ela vai embora, então não é como se minha ficção fosse tão mais divertida que a realidade...
A verdade é que na maioria do tempo eu queria, de fato, ser um psicopata sexual que só quer ficar bêbado e comer alguém; amor é pra quem tem muita sorte... ou muito azar... ou é muito burro... ou as três coisas.
Eu não gosto de ficar sozinho... céus, como eu odeio ficar sozinho... e como eu odeio a forma que esse relacionamento em especifico acabou, digo, vai se foder, eu te culpo por um monte de coisa sim, que se foda, é simplesmente cruel fazer isso com alguém, as pessoas não simplesmente decidem parar de ligar um dia pra depois vir e dizer que não está mais afim. Isso é fodido. Seria tão mais fácil se eu simplesmente te odiasse e de muitas (muitas e muitas) formas odeio mesmo. De muitas outras formas eu me recuso a desejar mal a você, eu jamais poderia desejar mal a alguém pelas suas escolhas... sei lá, vai ver existe um bom motivo... e eu sei que você é simplesmente boa demais pra fazer qualquer mal de propósito... digo, não é possível que tenha sido de propósito, tem que ter sido só um efeito colateral bizarro e triste de qualquer coisa que tenha acontecido, é fodido demais se simplesmente ter acabado e fucking period.
Eu acabei de descobrir que Terry Gilliam é provavelmente meu diretor favorito no momento.
Ele dirigiu Os 12 Macacos, Fear And Loathing In Las Vegas e Brazil.
Os 12 Macacos é um filme simplesmente brilhante. Eu não tenho elogios o bastante pra esse filme. Se ele não sobreviver como um grande clássico a ser ensinado nas universidades de cinema, então existe algo de muito fodido com esse mundo.
Fear and Loathing In Las Vegas é uma viagem, é tão absurdamente engraçado e triste. Eu poderia citar esse filme o dia inteiro. E eu estou deprimido; então eu vou.
[Watching Dr. Gonzo leave]
Raoul Duke: There he goes. One of God's own prototypes. Some kind of high powered mutant never even considered for mass production. Too weird to live, and too rare to die.
Raoul Duke: How long could we maintain? I wondered. How long until one of us starts raving and jabbering at this boy? What will he think then? This same lonely desert was the last known home of the Manson family; will he make that grim connection when my attorney starts screaming about bats and huge manta rays coming down on the car? If so, well, we'll just have to cut his head off and bury him somewhere, 'cause it goes without saying that we can't turn him loose. He'd report us at once to some kind of outback Nazi law enforcement agency and they'll run us down like dogs. Jesus, did I say that? Or just think it? Was I talking? Did they hear me?
Raoul Duke: Our vibrations were getting nasty. But why? I was puzzled, frustrated. Was there no communication in this car? Had we deteriorated to the level of dumb beasts?
Raoul Duke: Panic. It crept up my spine like first rising vibes of an acid frenzy. There I was. Alone in Las Vegas, completely twisted on drugs, no cash, no story for the magazine, and on top of everything else, a gigantic god damned hotel bill to deal with. How would Horatio Alger handle this situation?
Raoul Duke: What was I doing here? What was the meaning of this trip? Was I just roaming around in a drug frenzy of some kind? Or had I really come out here to Las Vegas to work on a story? Who are these people, these faces? Where do they come from? They look like caricatures of used car dealers from Dallas, and sweet Jesus, there were a hell of a lot of them at 4:30 on a Sunday morning, still humping the American dream, that vision of the big winner somehow emerging from the last minute pre-dawn chaos of a stale Vegas casino.
Raoul Duke: We are all wired into a survival trip now. No more of the speed that fueled that 60's. That was the fatal flaw in Tim Leary's trip. He crashed around America selling "consciousness expansion" without ever giving a thought to the grim meat-hook realities that were lying in wait for all the people who took him seriously... All those pathetically eager acid freaks who thought they could buy Peace and Understanding for three bucks a hit. But their loss and failure is ours too. What Leary took down with him was the central illusion of a whole life-style that he helped create... a generation of permanent cripples, failed seekers, who never understood the essential old-mystic fallacy of the Acid Culture: the desperate assumption that somebody... or at least some force - is tending the light at the end of the tunnel.
Raoul Duke: Strange memories on this nervous night in Las Vegas. Five years later? Six? It seems like a lifetime, or at least a main era - -the kind of peak that never comes again. San Francisco in the middle sixties was a very special time and place to be a part of. Maybe it meant something. Maybe not, in the long run, but no explanation, no mix of words or music or memories can touch that sense of knowing that you were there and alive in that corner of time and the world. Whatever it meant. And that, I think, was the handle - -that sense of inevitable victory over the forces of Old and Evil. Not in any mean or military sense; we didn't need that. Our energy would simply prevail. There was no point in fighting - -on our side or theirs. We had all the momentum; we were riding the crest of a high and beautiful wave. So now, less than five years later, you can go up on a steep hill in Las Vegas and look West, and with the right kind of eyes you can almost see the high-water mark - -the place where the wave finally broke and rolled back
Eu negritei as duas mais importantes, seus putos. Agora vocês não precisam mais assistir o filme. Nem adianta, mesmo que vocês queiram, eu já escrevi aqui o que vale a pena ver. Mentira, não dá pra escrever a parte dos dinossauros. Whatever.
Brazil eu estou fazendo download ainda, mas dizem que é bom.
Céus, as noites sem sono são as mais dificeis. Qual a grande moral em viver? Eu não estou perguntando qual o sentido da vida, isso ela não tem, tipo, dã, ok, próxima pergunta, eu to pergutando porque as pessoas se agarram tanto a vida. É tão mediocre... and yet é tudo que temos nesse mundinho esquisito.
Stella!!!!!!!!! Stellaaaaaaaa! Oh Steeeeeeeela!Stella I love you Stella I love you Stella I love you
she was all right cause the sea was so airtight she broke away
she was all right cause the sea was so airtight she broke away
she was all right but she can't come out tonight she broke away
she was all right yeah the sea was so tight, air-tight
she broke away broke away
she broke away broke away
she broke away broke away
she broke away
Merda, faz meses que eu não consigo escrever nenhum dialogo levemente decente, digo, era isso que eu fazia, eu escrevia dialogos, minhas histórias sempre foram normais com ótimos dialogos, agora eu não consigo nem manter uma conversa decente comigo, céus, minha mente está tão fodida, eu também não consigo ter nenhum pensamento levemente original sobre politica, ah, minha vida é um fracasso... eu quero sair e dançar, chorar, desabar num puff, dormir, sentir o ambiente fechado e esfumaçado do dj club e seus indies num sábado a noite. Eu quero sentir isso com ela de novo... droga, como eu odeio isso, essa merda eu escrevia quando tinha 16 anos, que se foda essa merda, eu preciso fazer alguma coisa, não que eu particularmente queira, mas é que eu simplesmente não posso pensar nela mais, não posso passar todo dia pensando em ligar pra ela, eu vou dizer o que? Que eu odeio ela pelo que ela fez comigo? Eu acho que já disse isso. Já disse também que eu gostava demais dela pra desistir assim, sem alguma luta... mas eu desisti sem alguma luta... naquelas comédias românticas que tanto gostamos onde o sujeito passa metade do filme atrás da garota... o filme nunca nos avisam que não é não e que a garota não vai lentamente se apaixonando pelo herói, mas simplesmente ficando mais irritada.
Ah, céus, minha mãe entrou aqui, eu perdi todo o fio do que eu tava escrevendo... isso tudo é tão besta... esse post, esse blog, essa vida, essas coisas não funcionam, não foram feitas pra funcionar, vida, pessoas, essas coisas simplesmente apareceram, elas não foram feitas pra funcionar bem ou pra serem felizes, se nós somo felizes é porque nossa razão permite que façamos coisas que nos agradam, não porque esse é um objetivo intrinseco na nossa vida ou qualquer besteira do tipo, mas mesmo razão é uma coisa que surgiu do nada e que não funciona direito. Sério, para pra pensar, porque esses filósofos achavam tanto que conseguiriam algo através da razão? Quão tão diferente a razão é, de sei lá, um acesso de fúria que leva um sujeito a levar uma metralhadora pro cinema e balear pessoas? Não me levem a mal, eu acredito na razão, acho que se a humanidade um dia for se acertar vai ser através da razão, não deixando o sentimento de lado, mas como forma de utilizar bem esses sentimentos. "ok, queremos bem para todos, pois temos esse sentimento de injustiça que bla bla bla; certo, vamos usar a razão para chegar nisso", claro, já tentaram isso várias vezes, surgiram todas aquelas teorias de engenharia social e tivemos as aberrações mais doentemente monstruosas em termos de governo e Estado que se poderia pensar. Onde uma mão racional tentava guiar seres humanos como se fossem bolinhas de carne para que todos trabalhassem racionalmente em prol do bem comum. Isso não deu lá tão certo, mas claro, que tal pensamento racional desconsiderou a razão do individuo, considerando apenas do filósofo-rei, mas enfim... ah, que se foda essa merda, eu nem sei o que escrever mais, eu quero chorar... não, nem quero mais, eu quero voltar a ter vontade de chorar e depois chorar...
Bom, visitem meu StumbleUpon
EXT. AV. PAULISTA -- NOITE
Garoto se encontra com garota.
Eles se encaram por um segundo ou dois, então ela desvia o olhar
GAROTA
Oi...
Ele se aproxima para beijar sua boca, ela vira o rosto e ele beija sua face, beija mais uma vez, beija seus lábios, beija sua boca, eles se beijam durante algum tempo.
GAROTO
E então?
GAROTA
Eu não posso... fazer isso.
GAROTO
Eu acreditaria nisso há minutos atrás. Eu vim aqui acreditando nisso. Mas eu não acredito mais. Você gosta de mim.
GAROTA
Não gosto! Não fala isso.
GAROTO
Sério! Qual o problema?
GAROTA
Não tem como explicar...
GAROTO
Ah meu, para com isso!
GAROTA
É sério! Não tem!
GAROTO
Como não tem?! Isso é ridiculo! Essas coisas não podem acabar assim! Digo, pessoas que se fazem felizes ficam juntas, se não ficam tem um porque, se não tem, então sei lá.
GAROTA
É isso!
GAROTO
O que?!
GAROTA
Sei lá!
GAROTO
Isso é ridiculo! O que ta acontecendo? Eu tenho que saber o que acontece!
GAROTA
Não tem! Eu não sei explicar...
GAROTO
Não muda o fato que eu tenho que saber!
GAROTA
Olha, eu não vou argumentar isso. Nem tudo é um debate.
GAROTO
Ah cara... isso é zoado! Eu fiz alguma coisa?
GAROTA
Não!
GAROTO
Você fez alguma coisa?
GAROTA
Não!
GAROTO
(gritando)
Então qual a porra do problema?!
GAROTA
(gritando)
Para! As coisas não são simples! Você acha que eu queria isso?! Mas eu não tenho controle sobre essas coisas!
GAROTO
Que coisas? Você gosta de mim, mas não gosta, então na dúvida me dá um fora? Isso é ridiculo!
GAROTA
Isso não é um debate.
GAROTO
Para com isso...
GAROTA
Sabe o que eu queria agora?
Ele olha para ela
GAROTA
Que a gente passasse um tempo juntos... assim... como amigos...
GAROTO
Você sabe o que eu queria agora? Queria ter uma arma. Queria apontar uma arma pra tua cabeça, te pegar pelo pescoço e te levar pra algum canto da Augusta. Aí quando aqueles policiais viessem me impedir, eu queria matar eles. Apontar a arma e atirar. Então pegar você e levar pra longe, fazer você sentar num lugar e me explicar. Mas isso não vai acontecer! Porque eu não tenho uma arma e mesmo se tivesse eu não usaria pra isso. Eu não mataria gente que eu não conheço e muito menos pensaria em machucar você. Quer dizer, pensar eu penso agora. Eu quero machucar você, eu nunca faria, mas eu quero, você tem uma puta sorte que eu tenho um puta respeito pela porra da vida humana.
GAROTA
Eu não quis te chatear...
GAROTO
Sério?! Você pensou nisso antes de foder com a minha vida? Antes de simplesmente sumir? De simplesmente arruinar esse momento belo e lindo da minha vida sem ao menos dar uma explicação meia-boca que seja? Diz que sua mãe proibiu, que achou Deus e que eu sou pecado, sei lá, diz alguma coisa!
GAROTA
Agora você está me chateando...
Eles ficam em silêncio um tempo.
GAROTO
Eu não quis--
Ela vai embora.
Então, bom, que se dane. Foi mais um desabafo do que qualquer coisa mesmo. É mais fácil conversar com as pessoas quando você decide o que dizer no lugar delas...
Bom, mesmo quando eu decido o que dizer no lugar dela, ela vai embora, então não é como se minha ficção fosse tão mais divertida que a realidade...
A verdade é que na maioria do tempo eu queria, de fato, ser um psicopata sexual que só quer ficar bêbado e comer alguém; amor é pra quem tem muita sorte... ou muito azar... ou é muito burro... ou as três coisas.
Eu não gosto de ficar sozinho... céus, como eu odeio ficar sozinho... e como eu odeio a forma que esse relacionamento em especifico acabou, digo, vai se foder, eu te culpo por um monte de coisa sim, que se foda, é simplesmente cruel fazer isso com alguém, as pessoas não simplesmente decidem parar de ligar um dia pra depois vir e dizer que não está mais afim. Isso é fodido. Seria tão mais fácil se eu simplesmente te odiasse e de muitas (muitas e muitas) formas odeio mesmo. De muitas outras formas eu me recuso a desejar mal a você, eu jamais poderia desejar mal a alguém pelas suas escolhas... sei lá, vai ver existe um bom motivo... e eu sei que você é simplesmente boa demais pra fazer qualquer mal de propósito... digo, não é possível que tenha sido de propósito, tem que ter sido só um efeito colateral bizarro e triste de qualquer coisa que tenha acontecido, é fodido demais se simplesmente ter acabado e fucking period.
Eu acabei de descobrir que Terry Gilliam é provavelmente meu diretor favorito no momento.
Ele dirigiu Os 12 Macacos, Fear And Loathing In Las Vegas e Brazil.
Os 12 Macacos é um filme simplesmente brilhante. Eu não tenho elogios o bastante pra esse filme. Se ele não sobreviver como um grande clássico a ser ensinado nas universidades de cinema, então existe algo de muito fodido com esse mundo.
Fear and Loathing In Las Vegas é uma viagem, é tão absurdamente engraçado e triste. Eu poderia citar esse filme o dia inteiro. E eu estou deprimido; então eu vou.
[Watching Dr. Gonzo leave]
Raoul Duke: There he goes. One of God's own prototypes. Some kind of high powered mutant never even considered for mass production. Too weird to live, and too rare to die.
Raoul Duke: How long could we maintain? I wondered. How long until one of us starts raving and jabbering at this boy? What will he think then? This same lonely desert was the last known home of the Manson family; will he make that grim connection when my attorney starts screaming about bats and huge manta rays coming down on the car? If so, well, we'll just have to cut his head off and bury him somewhere, 'cause it goes without saying that we can't turn him loose. He'd report us at once to some kind of outback Nazi law enforcement agency and they'll run us down like dogs. Jesus, did I say that? Or just think it? Was I talking? Did they hear me?
Raoul Duke: Our vibrations were getting nasty. But why? I was puzzled, frustrated. Was there no communication in this car? Had we deteriorated to the level of dumb beasts?
Raoul Duke: Panic. It crept up my spine like first rising vibes of an acid frenzy. There I was. Alone in Las Vegas, completely twisted on drugs, no cash, no story for the magazine, and on top of everything else, a gigantic god damned hotel bill to deal with. How would Horatio Alger handle this situation?
Raoul Duke: What was I doing here? What was the meaning of this trip? Was I just roaming around in a drug frenzy of some kind? Or had I really come out here to Las Vegas to work on a story? Who are these people, these faces? Where do they come from? They look like caricatures of used car dealers from Dallas, and sweet Jesus, there were a hell of a lot of them at 4:30 on a Sunday morning, still humping the American dream, that vision of the big winner somehow emerging from the last minute pre-dawn chaos of a stale Vegas casino.
Raoul Duke: We are all wired into a survival trip now. No more of the speed that fueled that 60's. That was the fatal flaw in Tim Leary's trip. He crashed around America selling "consciousness expansion" without ever giving a thought to the grim meat-hook realities that were lying in wait for all the people who took him seriously... All those pathetically eager acid freaks who thought they could buy Peace and Understanding for three bucks a hit. But their loss and failure is ours too. What Leary took down with him was the central illusion of a whole life-style that he helped create... a generation of permanent cripples, failed seekers, who never understood the essential old-mystic fallacy of the Acid Culture: the desperate assumption that somebody... or at least some force - is tending the light at the end of the tunnel.
Raoul Duke: Strange memories on this nervous night in Las Vegas. Five years later? Six? It seems like a lifetime, or at least a main era - -the kind of peak that never comes again. San Francisco in the middle sixties was a very special time and place to be a part of. Maybe it meant something. Maybe not, in the long run, but no explanation, no mix of words or music or memories can touch that sense of knowing that you were there and alive in that corner of time and the world. Whatever it meant. And that, I think, was the handle - -that sense of inevitable victory over the forces of Old and Evil. Not in any mean or military sense; we didn't need that. Our energy would simply prevail. There was no point in fighting - -on our side or theirs. We had all the momentum; we were riding the crest of a high and beautiful wave. So now, less than five years later, you can go up on a steep hill in Las Vegas and look West, and with the right kind of eyes you can almost see the high-water mark - -the place where the wave finally broke and rolled back
Eu negritei as duas mais importantes, seus putos. Agora vocês não precisam mais assistir o filme. Nem adianta, mesmo que vocês queiram, eu já escrevi aqui o que vale a pena ver. Mentira, não dá pra escrever a parte dos dinossauros. Whatever.
Brazil eu estou fazendo download ainda, mas dizem que é bom.
Céus, as noites sem sono são as mais dificeis. Qual a grande moral em viver? Eu não estou perguntando qual o sentido da vida, isso ela não tem, tipo, dã, ok, próxima pergunta, eu to pergutando porque as pessoas se agarram tanto a vida. É tão mediocre... and yet é tudo que temos nesse mundinho esquisito.
Stella!!!!!!!!! Stellaaaaaaaa! Oh Steeeeeeeela!Stella I love you Stella I love you Stella I love you
she was all right cause the sea was so airtight she broke away
she was all right cause the sea was so airtight she broke away
she was all right but she can't come out tonight she broke away
she was all right yeah the sea was so tight, air-tight
she broke away broke away
she broke away broke away
she broke away broke away
she broke away
Merda, faz meses que eu não consigo escrever nenhum dialogo levemente decente, digo, era isso que eu fazia, eu escrevia dialogos, minhas histórias sempre foram normais com ótimos dialogos, agora eu não consigo nem manter uma conversa decente comigo, céus, minha mente está tão fodida, eu também não consigo ter nenhum pensamento levemente original sobre politica, ah, minha vida é um fracasso... eu quero sair e dançar, chorar, desabar num puff, dormir, sentir o ambiente fechado e esfumaçado do dj club e seus indies num sábado a noite. Eu quero sentir isso com ela de novo... droga, como eu odeio isso, essa merda eu escrevia quando tinha 16 anos, que se foda essa merda, eu preciso fazer alguma coisa, não que eu particularmente queira, mas é que eu simplesmente não posso pensar nela mais, não posso passar todo dia pensando em ligar pra ela, eu vou dizer o que? Que eu odeio ela pelo que ela fez comigo? Eu acho que já disse isso. Já disse também que eu gostava demais dela pra desistir assim, sem alguma luta... mas eu desisti sem alguma luta... naquelas comédias românticas que tanto gostamos onde o sujeito passa metade do filme atrás da garota... o filme nunca nos avisam que não é não e que a garota não vai lentamente se apaixonando pelo herói, mas simplesmente ficando mais irritada.
Ah, céus, minha mãe entrou aqui, eu perdi todo o fio do que eu tava escrevendo... isso tudo é tão besta... esse post, esse blog, essa vida, essas coisas não funcionam, não foram feitas pra funcionar, vida, pessoas, essas coisas simplesmente apareceram, elas não foram feitas pra funcionar bem ou pra serem felizes, se nós somo felizes é porque nossa razão permite que façamos coisas que nos agradam, não porque esse é um objetivo intrinseco na nossa vida ou qualquer besteira do tipo, mas mesmo razão é uma coisa que surgiu do nada e que não funciona direito. Sério, para pra pensar, porque esses filósofos achavam tanto que conseguiriam algo através da razão? Quão tão diferente a razão é, de sei lá, um acesso de fúria que leva um sujeito a levar uma metralhadora pro cinema e balear pessoas? Não me levem a mal, eu acredito na razão, acho que se a humanidade um dia for se acertar vai ser através da razão, não deixando o sentimento de lado, mas como forma de utilizar bem esses sentimentos. "ok, queremos bem para todos, pois temos esse sentimento de injustiça que bla bla bla; certo, vamos usar a razão para chegar nisso", claro, já tentaram isso várias vezes, surgiram todas aquelas teorias de engenharia social e tivemos as aberrações mais doentemente monstruosas em termos de governo e Estado que se poderia pensar. Onde uma mão racional tentava guiar seres humanos como se fossem bolinhas de carne para que todos trabalhassem racionalmente em prol do bem comum. Isso não deu lá tão certo, mas claro, que tal pensamento racional desconsiderou a razão do individuo, considerando apenas do filósofo-rei, mas enfim... ah, que se foda essa merda, eu nem sei o que escrever mais, eu quero chorar... não, nem quero mais, eu quero voltar a ter vontade de chorar e depois chorar...
Bom, visitem meu StumbleUpon
Eu tava pensando sobre os filmes que vi sobre drogas.
Os que não são habituais parabolas adolescentes sobre como drogas estragam a vida, geralmente são sobre traficantes que estragaram suas vidas ou coisa do tipo.
É engraçados que os filmes mais "progressivos" sobre o assunto (Traffic me vem em mente) geralmente são os que dizem que o problema das drogas é maior do que "uns moleques depressivos decidiram fugir da vida".
**********mudando levemente de assunto*******************
Eu lembro que no colégio, as pessoas que usavam drogas eram as mais sociaveis e cheias de amigos, o circulo de garotos depressivos sempre foram bem drug-free, meu escapismo sempre se deu na forma de videogame, gibi e música, o resto do pessoal nerd/deprimido/roqueiro era mais ou menos igual. Na faculdade os maiores drogados eram os mais cheios de amigos, os preferidinhos dos professores, os que escutavam funk, tecno e por aí vai.
Essa história de que drogas é um escapismo é a maior besteira que alguém poderia ter tido o desgosto de ter criado. Porque nas palestras de colégio sempre falam essa besteira? Isso só atrapalha! Adolescentes param de achar que o vicio vem de disturbios quimicos e passam a acreditar que "é o vazio de uma alma que não tem papai e mamãe por perto" ou besteira do tipo. Aí uma vez que essa gente não tem nenhum vazio da alma, elas vão e se entopem, afinal:
1 - Viciados são deprimidos
2 - Eu não sou deprimido
3 - Logo não serei viciado.
Parece que os góticos são o publico alvo dessas palestras retardadas (ou pelo menos eram no meu tempo de colégio) e eu não consigo lembrar de um único gótico na minha sala e dos góticos que eu conheci, os que usam drogas, usam mais como um evento social (exatamente igual a patricinha que dança techno) do que pra fugir a realidade ;pra fugir da realidade eles visitam cemitério, ouvem The Cure, assistem filmes do Tim Burton, drogas eles usam quando estão felizes e não quando querem fugir da realidade.
*********************voltando*******************
Enfim, de todos esses filmes, mesmo os mais progressivos, eu nunca vi nenhum que tratasse o problema das drogas como sendo um problema de proibição. Geralmente o problema é que elas existem e não que elas são proibidas quando é claro que embora drogas de fato viciem e matem, não o fazem tão mais que cigarro e alcool, na verdade, embora cigarro demore muito mais pra matar, ele vicia muitissimo mais fácil.
De qualquer forma, acho que traficantes, prostitutas e contrabandistas são os heróis da nossa sociedade.
Alguém poderia dizer que traficantes não merecem ser chamados de heróis porque eles matam uns aos outros; eu concordo, porém enquanto eles estão simplesmente matando policiais que querem acabar com seu justo negócio, eles são heróis.
Prostitutas é a mesma coisa, mas se alguém quiser ver mesmo prostitutas legais tem que assistir/ler Sin City. Se existe uma história no universo que é anarco-capitalista até o osso, eu diria que é Sin City, digo, os maiores vilões são senadores e bispos, as heroínas são prostitutas que gostam da sua profissão e estão dispostas a matar tanto policiais quanto mafiosos para continuar exercendo-a, os heróis são os caras que são amigos das prostitutas e acham super justo assassinar policiais quando uma delas está em risco (e mais justo ainda lentamente multilar ex-senadores de forma lenta e dolorosa para se vingar da morte de uma).
Cotrabandistas enfim, são as pessoas que possibilitam que as classes baixas tenham tudo aquilo que o governo, sua burocracia e seus altos impostos as impossibilitariam de ter.
Os pequenos empresários pagam impostos como se paga proteção para a máfia. Para sobreviverem com seus honestos negócios, eles são forçados a entregar parte do seu dinheiro para os burocratas.
Os grandes empresários (quando digo grandes, quero dizer gigantes) pagam impostos mais como um suborno para que tal máfia crie cada vez mais leis complicadas e cada vez impostos mais altos para que seu lugar no topo da cadeia alimentar mercantilista se mantenha.
Os contrabandistas são os piratas, mas enfim, se antes um pirata roubava dos ricos, os piratas hoje cometem o "crime" de simplesmente se recusar a pagar.
Eu entendo que pequenos empresários não gostam de contrabandistas, pois afinal a "desonestidade" deles os leva a ter uma vantagem injusta no mercado, mas como sempre, a solução da classe média é pedir para os policiais espancarem pessoas e não para que os impostos sejam abaixados para que a vantagem diminua.
Uma vez no orkut disseram que minha defesa do livre mercado era uma proteção as "elites de direita que exploravam o povo" e bla bla bla, aí eu respondi "acaba com a 'Amazônia Legal' e a 'Zona Franca de Manaus' pra ver o quanto a elite vai ficar feliz." e sabiamente complementaram "transforma o Brasil inteiro numa imensa zona franca pra ver a reação das elites."
Enfim, contrabandistas são legais, são heróis e deveriamos, após comprar qualquer coisa em qualquer camelô, apertar a mão do sujeito e dizer "obrigado por fazer esse país um pouquinho mais livre.
Mas eu estava falando de filmes. Pois então, porque nenhum desses filmes trata dos problemas das drogas como um inteiramente criado pelo proibicionismo? Ninguém reluta em dizer que a máfia surgiu nos anos 30 por causa da lei seca, porque quando exatamente a mesma coisa ocorre nos dias de hoje, ninguém culpa a proibição, mas sim a mercadoria?
Enfim, eu pensei isso quando comecei a escrever aquela história que disse no post passado. Não tem nada a ver com drogas a história, mas me surgiu a idéia de escrever uma história onde traficantes são heróicos soldados lutando pela nossa liberdade contra um opressivo governo; mas eu desencanei porque alguém pode achar que, por algum segundo, eu concordo com as FARC o que me leva a pensar que pessoas com armas jamais seriam heróicas porque elas nunca lutariam contra o poder e sim para que o poder estivesse nas mãos delas. Por isso que Sin City é tão brilhante, as prostitutas nunca atacam, elas simplesmente se defendem, elas não mudam o mundo, mas conseguiram criar um bairro onde podem ser livres.
Então é isso, eu não posso escrever uma história sobre um anarquista lutando contra o governo porque tipo, V já faz isso; mas eu também não posso onde prostitutas defendem seu território da policia porque tipo, Sin City já faz isso.
Amaldiçoados sejam esses bons escritores que roubam minhas idéias antes de eu ter nascido!
Os que não são habituais parabolas adolescentes sobre como drogas estragam a vida, geralmente são sobre traficantes que estragaram suas vidas ou coisa do tipo.
É engraçados que os filmes mais "progressivos" sobre o assunto (Traffic me vem em mente) geralmente são os que dizem que o problema das drogas é maior do que "uns moleques depressivos decidiram fugir da vida".
**********mudando levemente de assunto*******************
Eu lembro que no colégio, as pessoas que usavam drogas eram as mais sociaveis e cheias de amigos, o circulo de garotos depressivos sempre foram bem drug-free, meu escapismo sempre se deu na forma de videogame, gibi e música, o resto do pessoal nerd/deprimido/roqueiro era mais ou menos igual. Na faculdade os maiores drogados eram os mais cheios de amigos, os preferidinhos dos professores, os que escutavam funk, tecno e por aí vai.
Essa história de que drogas é um escapismo é a maior besteira que alguém poderia ter tido o desgosto de ter criado. Porque nas palestras de colégio sempre falam essa besteira? Isso só atrapalha! Adolescentes param de achar que o vicio vem de disturbios quimicos e passam a acreditar que "é o vazio de uma alma que não tem papai e mamãe por perto" ou besteira do tipo. Aí uma vez que essa gente não tem nenhum vazio da alma, elas vão e se entopem, afinal:
1 - Viciados são deprimidos
2 - Eu não sou deprimido
3 - Logo não serei viciado.
Parece que os góticos são o publico alvo dessas palestras retardadas (ou pelo menos eram no meu tempo de colégio) e eu não consigo lembrar de um único gótico na minha sala e dos góticos que eu conheci, os que usam drogas, usam mais como um evento social (exatamente igual a patricinha que dança techno) do que pra fugir a realidade ;pra fugir da realidade eles visitam cemitério, ouvem The Cure, assistem filmes do Tim Burton, drogas eles usam quando estão felizes e não quando querem fugir da realidade.
*********************voltando*******************
Enfim, de todos esses filmes, mesmo os mais progressivos, eu nunca vi nenhum que tratasse o problema das drogas como sendo um problema de proibição. Geralmente o problema é que elas existem e não que elas são proibidas quando é claro que embora drogas de fato viciem e matem, não o fazem tão mais que cigarro e alcool, na verdade, embora cigarro demore muito mais pra matar, ele vicia muitissimo mais fácil.
De qualquer forma, acho que traficantes, prostitutas e contrabandistas são os heróis da nossa sociedade.
Alguém poderia dizer que traficantes não merecem ser chamados de heróis porque eles matam uns aos outros; eu concordo, porém enquanto eles estão simplesmente matando policiais que querem acabar com seu justo negócio, eles são heróis.
Prostitutas é a mesma coisa, mas se alguém quiser ver mesmo prostitutas legais tem que assistir/ler Sin City. Se existe uma história no universo que é anarco-capitalista até o osso, eu diria que é Sin City, digo, os maiores vilões são senadores e bispos, as heroínas são prostitutas que gostam da sua profissão e estão dispostas a matar tanto policiais quanto mafiosos para continuar exercendo-a, os heróis são os caras que são amigos das prostitutas e acham super justo assassinar policiais quando uma delas está em risco (e mais justo ainda lentamente multilar ex-senadores de forma lenta e dolorosa para se vingar da morte de uma).
Cotrabandistas enfim, são as pessoas que possibilitam que as classes baixas tenham tudo aquilo que o governo, sua burocracia e seus altos impostos as impossibilitariam de ter.
Os pequenos empresários pagam impostos como se paga proteção para a máfia. Para sobreviverem com seus honestos negócios, eles são forçados a entregar parte do seu dinheiro para os burocratas.
Os grandes empresários (quando digo grandes, quero dizer gigantes) pagam impostos mais como um suborno para que tal máfia crie cada vez mais leis complicadas e cada vez impostos mais altos para que seu lugar no topo da cadeia alimentar mercantilista se mantenha.
Os contrabandistas são os piratas, mas enfim, se antes um pirata roubava dos ricos, os piratas hoje cometem o "crime" de simplesmente se recusar a pagar.
Eu entendo que pequenos empresários não gostam de contrabandistas, pois afinal a "desonestidade" deles os leva a ter uma vantagem injusta no mercado, mas como sempre, a solução da classe média é pedir para os policiais espancarem pessoas e não para que os impostos sejam abaixados para que a vantagem diminua.
Uma vez no orkut disseram que minha defesa do livre mercado era uma proteção as "elites de direita que exploravam o povo" e bla bla bla, aí eu respondi "acaba com a 'Amazônia Legal' e a 'Zona Franca de Manaus' pra ver o quanto a elite vai ficar feliz." e sabiamente complementaram "transforma o Brasil inteiro numa imensa zona franca pra ver a reação das elites."
Enfim, contrabandistas são legais, são heróis e deveriamos, após comprar qualquer coisa em qualquer camelô, apertar a mão do sujeito e dizer "obrigado por fazer esse país um pouquinho mais livre.
Mas eu estava falando de filmes. Pois então, porque nenhum desses filmes trata dos problemas das drogas como um inteiramente criado pelo proibicionismo? Ninguém reluta em dizer que a máfia surgiu nos anos 30 por causa da lei seca, porque quando exatamente a mesma coisa ocorre nos dias de hoje, ninguém culpa a proibição, mas sim a mercadoria?
Enfim, eu pensei isso quando comecei a escrever aquela história que disse no post passado. Não tem nada a ver com drogas a história, mas me surgiu a idéia de escrever uma história onde traficantes são heróicos soldados lutando pela nossa liberdade contra um opressivo governo; mas eu desencanei porque alguém pode achar que, por algum segundo, eu concordo com as FARC o que me leva a pensar que pessoas com armas jamais seriam heróicas porque elas nunca lutariam contra o poder e sim para que o poder estivesse nas mãos delas. Por isso que Sin City é tão brilhante, as prostitutas nunca atacam, elas simplesmente se defendem, elas não mudam o mundo, mas conseguiram criar um bairro onde podem ser livres.
Então é isso, eu não posso escrever uma história sobre um anarquista lutando contra o governo porque tipo, V já faz isso; mas eu também não posso onde prostitutas defendem seu território da policia porque tipo, Sin City já faz isso.
Amaldiçoados sejam esses bons escritores que roubam minhas idéias antes de eu ter nascido!
Contando história. O modo preguiçoso.
Tem uma coisa que eu faço que eu não sei mesmo se resulta em boas histórias e na verdade nenhuma dessas experiências foi a publico, mas enfim, eu tenho muitas idéias, boa parte delas escritas, então às vezes pra dar uma história inteira, eu pego um roteiro semi-escrito que por algum motivo eu desencanei (99% das vezes é por não estar gostando do rumo da história, quando eu gosto de alguma história e ela chega em um beco sem saída, eu paro e penso no beco; agora quando a história está, de alguma forma, ruim, eu geralmente desencano) e crio um novo começo pra ela, ou um novo fim, ou simplesmente recorto uma parte e colo.
Isso pra mim parece trapaça, é como se você estivesse, sei lá... eu não consigo nem encontrar uma analogia, porque fui eu que escrevi de qualquer forma, não é como se eu tivesse construindo uma casa usando tijolos que por acaso estão no terreno, porque é como se eu tivesse construindo uma casa com tijolos que eu por acaso comprei pra construir outra coisa, mas isso não tem problema, agora o que eu faço tem, eu não sei qual, mas deve ter.
Enfim, tem um roteiro que eu parei porque estava, não exatamente no papel, mas na minha cabeça, indo pra uma direção que não estava me deixando feliz. Agora acho que eu achei o começo pra ele e o que seria o começo se tornaria algo mais pro fim ou pelo menos pro meio, de qualquer forma, me parece errado usar esse começo, mudar tudo que eu tinha planejado pra ele só porque ele por acaso (e talvez, bem talvez) se encaixa com uma outra coisa que acabei de pensar. Pode parecer artificial.
Mas enfim, a cena que eu pensei é boa e eu não estou afim de escrever um argumento pra ela, com meio e fim; daí a minha idéia de usar o meio e o fim dessa outra história, o problema é que pode não encaixar e eu perder essa introdução por pura preguiça de criar um meio e um fim.
Ou eu poderia transformar isso numa história curta, mas eu ainda precisaria de um fim e ela não está pronta para um fim, digo, tem todo o lance da jornada do herói, seria deprimente se o herói encarasse o problema e acabasse, sei lá, com ele num quarto escuro falando "bom, a vida é assim".
A solução seria ele encarar o problema, se revoltar e daí partir para o começo da outra história.
Só que como o começo da outra história já é um começo, essa introdução pode se tornar desnecessária e eu ter de volta aquela história que não estava curtindo.
Ok, eu penso numa porra do final.
Seus putos.
Isso pra mim parece trapaça, é como se você estivesse, sei lá... eu não consigo nem encontrar uma analogia, porque fui eu que escrevi de qualquer forma, não é como se eu tivesse construindo uma casa usando tijolos que por acaso estão no terreno, porque é como se eu tivesse construindo uma casa com tijolos que eu por acaso comprei pra construir outra coisa, mas isso não tem problema, agora o que eu faço tem, eu não sei qual, mas deve ter.
Enfim, tem um roteiro que eu parei porque estava, não exatamente no papel, mas na minha cabeça, indo pra uma direção que não estava me deixando feliz. Agora acho que eu achei o começo pra ele e o que seria o começo se tornaria algo mais pro fim ou pelo menos pro meio, de qualquer forma, me parece errado usar esse começo, mudar tudo que eu tinha planejado pra ele só porque ele por acaso (e talvez, bem talvez) se encaixa com uma outra coisa que acabei de pensar. Pode parecer artificial.
Mas enfim, a cena que eu pensei é boa e eu não estou afim de escrever um argumento pra ela, com meio e fim; daí a minha idéia de usar o meio e o fim dessa outra história, o problema é que pode não encaixar e eu perder essa introdução por pura preguiça de criar um meio e um fim.
Ou eu poderia transformar isso numa história curta, mas eu ainda precisaria de um fim e ela não está pronta para um fim, digo, tem todo o lance da jornada do herói, seria deprimente se o herói encarasse o problema e acabasse, sei lá, com ele num quarto escuro falando "bom, a vida é assim".
A solução seria ele encarar o problema, se revoltar e daí partir para o começo da outra história.
Só que como o começo da outra história já é um começo, essa introdução pode se tornar desnecessária e eu ter de volta aquela história que não estava curtindo.
Ok, eu penso numa porra do final.
Seus putos.
terça-feira, março 21, 2006
E eu ainda não entendo porque a policia continua a espancar essa molecada do MPL.
Será saudades dos tempos da era militar onde a policia realmente estava protegendo o Estado fasicsta contra reais rebeldes querendo acabar com o totalitarismo?
É só meia duzia de barbado querendo ônibus de graça. Aponta, da risada e ignora. Credo.
"A ocupação é uma resposta à crise nos transportes, deflagrada na última semana: empresários de seis dos oito consórcios que operam na cidade ameaçaram romper seus contratos com a prefeitura para pressiona-la por mais verbas.Eles exigiam um aumento de R$ 42 milhões mensais no repasse dos subsídios - que já são de R$ 158 milhões por mês - ou o aumento da tarifa. Em ambos os casos, é a população que vai precisar pagar por isso."
Ok, aqui eu engulo minhas palavras, é a primeira vez que eu vejo o MPL lutando por algo digno.
Entretanto eles ainda não colocaram em questão o fato que transporte publico é um consóricio com a prefeitura.
Céus, nós não somos anarquistas?
Desde quando lutamos contra empresas que querem romper laços com o governo? Ser anarquista agora é lutar para que o Estado Corporativo crie consórcios mais fortes, mais certos e com mais regras? Mas ainda assim a luta é válida, as empresas não podem ter mais subsidios, elas já fazem parte de um oligopólio! Sério, essa é uma das típicas situações conflitantes de defender livre mercado em um estado corporativo.
A empresa de ônibus não pode ser punida por ser uma empresa e, como empresa privada, ela tem todo direito de aumentar passagens a seu bel prazer; porém
Os filhos da puta roubam nosso dinheiro, vivem num oba-oba governamental e ainda reclamam que querem mais!!!
Porém eles dão aquelas gratuidades todas que não deveriam
Porém nada mais justo uma vez que eles recebem dinheiro roubado em primeiro.
"Diante deste contexto e conflito de interesses público e privado, tomamos o lado da justiça social, o lado das pessoas que não podem pagar pela tarifa, o lado das que pagam para ir trabalhar, que sofrem diariamente por horas em ônibus superlotados, que enfrentam filas gigantescas, que muitas vezes esperam um ônibus por quase uma hora e no final do mês ainda vêem boa parte de seu apertado orçamento ser drenado para esse sistema lucrativo", dizia carta aberta do MPL. Além disso, o movimento lembra que "a crise nos transportes não é algo pontual, ela é fruto da concepção de transporte adotada pela prefeitura de São Paulo, que vê o transporte como uma mercadoria, como um serviço a ser determinado por empresários"."
Mas o transporte É uma mercadoria seus moleques retardados! Ele é feito por pessoas, ele tem custos de manutenção, se a prefeitura chutasse os empresários pra fora do sistema de transporte, pode ter certeza que ele custaria bem mais caro, seria bem pior, bla bla bla bla (insira aqui seu clichê sobre "empresas funcionam melhor quando privatizadas"); enfim:
Eu sou contra todos, essas empresas deveriam mais é que rasgar seus contratos com o governo mesmo, parar de receber esses subsidios e lidar com o mercado.
O fato de anarquistas estarem protestanto contra ameaça de empresas de pararem de fazer fuchico com o governo é assustador, digo, porra, era a favor disso que deveriamos lutar. A empresa quer +42 milhões em subsidio, o MPL quer que continue com os 158 milhões, eu digo pra eliminar tudo, acaba com os laços, acaba com as leis regulamentando transporte publico. Transforma logo essa porra em mercadoria mesmo, deixa as vans lotarem as ruas, deixa essas 8 empresas diferentes competirem entre si. O problema todo é que privatização é coisa de "neoliberal malvado", então é óbvio que criam-se essas distorções ideológicas!
O que o MPL quer, no fim, é criar uma bela parceira entre empresa e governo. Eles querem que o Estado (essa mesma instituição monstruosa que invade terras índigenas em prol da Alcatruz celulose, que vai impedir os Haitianos de serem felizes, que fizeram das drogas motivo para uma guerra civil) faça um acordo com o empresário (esse ser que consegue preços caros e serviço meia-boca através de lobbies governamentais) para que o preço seja "justo", o cartel continue, pessoas X,Y,Z possam andar de graça e assim vai.
A alternativa seria que eles querem mandar sua atual (e bela) crítica contra os subsidios pro lixo e abraçar que o Estado (sozinho) pessoalmente cuide totalmente dos transportes, o que não é somente um mal negócio, mas uma estrada segura e limpa para que o governo tenha controle de mais um pedaço da nossa vida. Não que o MPL ou os anarco-socialistas se importem muito que o governo controle nossa vida.
Transporte não é um direito, não é dever das empresas, nem do governo, nem de ninguém. Esses ônibus só existem, em primeiro lugar, por que é possível fazer lucros com ele, porque pessoas ganham salários, não é uma instituição de caridade e seria tirania força-los a ser. o MPL tem que parar de agir como os rebeldezinhos criados na aulinha do cursinho de geografia do professor Jorge que durante a ditadura militar ficou indignado vendo tudo na TV.
O que me irrita em socialistas é que quando essas coisas acontecem, a impressão que dá é que os governantes são donzelas em risco pressionadas pelos malvados empresários. Mas não é! Governo é o mal! TH3 3V1L!!!!
Os empresários que fazem contratos com o governo são tão filhos da puta quanto!
O problema todo está no fato do consórcio existir e não que as regras do consórcio não agradam os déspotas esclarecidos que fazem parte do MPL, temos que quebrar esses contratos, se eles cortarem as gratuidades, excelente, fica elas por elas, não é como se idosos e deficientes não pagassem imposto por essa coisa, deixa esses 8, mais os sujeitos da van, mais qualquer tiozinho desempregado com um carro se matarem por esse mercado.
Deixem, oh uma vez na vida, pelo amor dos céus, as pessoas escolherem seu transporte!!!
Será saudades dos tempos da era militar onde a policia realmente estava protegendo o Estado fasicsta contra reais rebeldes querendo acabar com o totalitarismo?
É só meia duzia de barbado querendo ônibus de graça. Aponta, da risada e ignora. Credo.
"A ocupação é uma resposta à crise nos transportes, deflagrada na última semana: empresários de seis dos oito consórcios que operam na cidade ameaçaram romper seus contratos com a prefeitura para pressiona-la por mais verbas.Eles exigiam um aumento de R$ 42 milhões mensais no repasse dos subsídios - que já são de R$ 158 milhões por mês - ou o aumento da tarifa. Em ambos os casos, é a população que vai precisar pagar por isso."
Ok, aqui eu engulo minhas palavras, é a primeira vez que eu vejo o MPL lutando por algo digno.
Entretanto eles ainda não colocaram em questão o fato que transporte publico é um consóricio com a prefeitura.
Céus, nós não somos anarquistas?
Desde quando lutamos contra empresas que querem romper laços com o governo? Ser anarquista agora é lutar para que o Estado Corporativo crie consórcios mais fortes, mais certos e com mais regras? Mas ainda assim a luta é válida, as empresas não podem ter mais subsidios, elas já fazem parte de um oligopólio! Sério, essa é uma das típicas situações conflitantes de defender livre mercado em um estado corporativo.
A empresa de ônibus não pode ser punida por ser uma empresa e, como empresa privada, ela tem todo direito de aumentar passagens a seu bel prazer; porém
Os filhos da puta roubam nosso dinheiro, vivem num oba-oba governamental e ainda reclamam que querem mais!!!
Porém eles dão aquelas gratuidades todas que não deveriam
Porém nada mais justo uma vez que eles recebem dinheiro roubado em primeiro.
"Diante deste contexto e conflito de interesses público e privado, tomamos o lado da justiça social, o lado das pessoas que não podem pagar pela tarifa, o lado das que pagam para ir trabalhar, que sofrem diariamente por horas em ônibus superlotados, que enfrentam filas gigantescas, que muitas vezes esperam um ônibus por quase uma hora e no final do mês ainda vêem boa parte de seu apertado orçamento ser drenado para esse sistema lucrativo", dizia carta aberta do MPL. Além disso, o movimento lembra que "a crise nos transportes não é algo pontual, ela é fruto da concepção de transporte adotada pela prefeitura de São Paulo, que vê o transporte como uma mercadoria, como um serviço a ser determinado por empresários"."
Mas o transporte É uma mercadoria seus moleques retardados! Ele é feito por pessoas, ele tem custos de manutenção, se a prefeitura chutasse os empresários pra fora do sistema de transporte, pode ter certeza que ele custaria bem mais caro, seria bem pior, bla bla bla bla (insira aqui seu clichê sobre "empresas funcionam melhor quando privatizadas"); enfim:
Eu sou contra todos, essas empresas deveriam mais é que rasgar seus contratos com o governo mesmo, parar de receber esses subsidios e lidar com o mercado.
O fato de anarquistas estarem protestanto contra ameaça de empresas de pararem de fazer fuchico com o governo é assustador, digo, porra, era a favor disso que deveriamos lutar. A empresa quer +42 milhões em subsidio, o MPL quer que continue com os 158 milhões, eu digo pra eliminar tudo, acaba com os laços, acaba com as leis regulamentando transporte publico. Transforma logo essa porra em mercadoria mesmo, deixa as vans lotarem as ruas, deixa essas 8 empresas diferentes competirem entre si. O problema todo é que privatização é coisa de "neoliberal malvado", então é óbvio que criam-se essas distorções ideológicas!
O que o MPL quer, no fim, é criar uma bela parceira entre empresa e governo. Eles querem que o Estado (essa mesma instituição monstruosa que invade terras índigenas em prol da Alcatruz celulose, que vai impedir os Haitianos de serem felizes, que fizeram das drogas motivo para uma guerra civil) faça um acordo com o empresário (esse ser que consegue preços caros e serviço meia-boca através de lobbies governamentais) para que o preço seja "justo", o cartel continue, pessoas X,Y,Z possam andar de graça e assim vai.
A alternativa seria que eles querem mandar sua atual (e bela) crítica contra os subsidios pro lixo e abraçar que o Estado (sozinho) pessoalmente cuide totalmente dos transportes, o que não é somente um mal negócio, mas uma estrada segura e limpa para que o governo tenha controle de mais um pedaço da nossa vida. Não que o MPL ou os anarco-socialistas se importem muito que o governo controle nossa vida.
Transporte não é um direito, não é dever das empresas, nem do governo, nem de ninguém. Esses ônibus só existem, em primeiro lugar, por que é possível fazer lucros com ele, porque pessoas ganham salários, não é uma instituição de caridade e seria tirania força-los a ser. o MPL tem que parar de agir como os rebeldezinhos criados na aulinha do cursinho de geografia do professor Jorge que durante a ditadura militar ficou indignado vendo tudo na TV.
O que me irrita em socialistas é que quando essas coisas acontecem, a impressão que dá é que os governantes são donzelas em risco pressionadas pelos malvados empresários. Mas não é! Governo é o mal! TH3 3V1L!!!!
Os empresários que fazem contratos com o governo são tão filhos da puta quanto!
O problema todo está no fato do consórcio existir e não que as regras do consórcio não agradam os déspotas esclarecidos que fazem parte do MPL, temos que quebrar esses contratos, se eles cortarem as gratuidades, excelente, fica elas por elas, não é como se idosos e deficientes não pagassem imposto por essa coisa, deixa esses 8, mais os sujeitos da van, mais qualquer tiozinho desempregado com um carro se matarem por esse mercado.
Deixem, oh uma vez na vida, pelo amor dos céus, as pessoas escolherem seu transporte!!!
segunda-feira, março 20, 2006
We ain't going to the town
We're going to the city
Gonna track this shit around
And make this place a heart
To be a part of
sábado, março 18, 2006
Eu vou falar, V For Vendetta mudou minha vida. Talvez mais ou menos do que eu realmente perceba, mas o importante é que teve impacto. É um trabalho poderoso.
Então é óbvio que eu estou morrendo de medo com a aproximação do filme, ainda mais porque ele está desperando um debate incrivelmente fraco sobre anarquismo no mainstream.
Bom, pelo menos está despertando o debate.
O que me dá medo é que na página do Michael Moore (me refuso a colocar link praquilo) está bem grande "Fahrenheit 911º meets the Matrix" ou algo assim:
Agora, duas coisas.
A parte do "Matrix" me mete medo porque V não é sobre ação, mas tem potencial pra ação e se o potencial for bem usado sem sacrificar a história, então está ótimo!
Agora POR FAVOR! O Michael Moore acha mesmo que uma obra incrivelmente fraca com Fahrenheit se equipara com V seja no nível artistico ou no nível político?
O nível artístico é inquestionavel. O próprio Michael Moore provou que é possível fazer documentários de qualidade artistíca; definitivamente não é o caso de Fahrenheit; que é uma colagem de imagens que não tem nada a ver com o conteúdo (mas que parecem, por exemplo, ele fala que empresa X quer construir um oleoduto no Afeganistão e mostra imagens de empresa Y construindo oleodutos em algum outro deserto) e, bom, é patético, não tem uma única entrevista interessante, nem sequência de imagens, nem nada. É só uma propaganda muito mal feita e eu acredito sinceramente que fez um bocado de indeciso se tornar pró-bush.
O fracasso de Fahrenheit me lembrou, de certa forma, quando todos os Rockstars se uniram fervorosamente em uma campanha anti-Margaret Tatcher e o resultado foi que ela ficou 10 anos no poder. Então é, artistas tem que lembrar que na arena política as pessoas respondem mais a argumentos, mesmo que fraquissimos e recheados de emoção, do que a artistas dizendo "mas.. mas... eles são MAUS e... maldade é uma coisa ruim!"
A diferença é que nessa eleição não houve nem uma oposição anti-bush tão forte, digo, sim, o Green Day dedicou umas 2 ou 3 músicas de seu melhor album a ser contra o Bush e a própria MTV sempre foi claramente democrata, porém nada no universo vence o fato que a única coisa que poderia dar a vitória aos democratas era a oposição a guerra e eles não são contra a guerra. Sinceramente, os próprios republicanos (paleoconservatives e remanescentes da Old Right) são quem estão fazendo as mais eficientes críticas anti-guerra. Os democratas ainda são vagabundinhas covardes dizendo "corporação é ruim" ou nem isso porque a Hillary Clinton fez parte da "Board of directors" do Wal-Mart durante um bom tempo, então basicamente tanto Michael Moore quanto o partido democrata tem como argumento "Bush is evil", o que é um ótimo argumento, porque o Bush de fato é maléfico, quem iniciou a guerra do Iraque foi o Kennedy e o Clinton cumpriu sua cota de bombardeamentos também.
E, diga-se de passagem, o Allan Moore não situou V for Vendetta em um futuro distante, os eventos que levam a ascenção do fascismo foi exatamente a eleição Tatcher vs Labor Party e, na visão de Allan Moore, o Labor Party vence e isso inicia uma reação em cadeia que leva Londres a ser alvo de um ataque nuclear, o que leva a queda do governo, caos e a revolução fascista (deixando claro que simplesmente explodir o governo não adianta).
Se serve como consolo, acredito que Allan Moore não escolheu a vitória do PT inglês por ódio aos caras, mas simplesmente por achar que aconteceria.
Mas de qualquer forma, a mensagem de V é bem clara. Que governo é uma coisa ruim, que merece ser destruída e que as pessoas devem se organizar da forma que bem entendem, ele não faz referência a sistemas econômicos e nem políticos, ele simplesmente diz "os grilhões foram quebrados, se virem!"; o Michael Moore por outro lado reclama que o governo não se envolve o bastante, ele reclama que o governo é pouco centralizado e que deveria se meter mais na nossa vida.
Por favor, agora, sejamos coerentes. Se V é um híbrido de Matrix com alguma coisa, eu preciso assistir o filme, mas se a história retém qualquer mera semelhança com o trabalho original, então ele é tão anti-michael moore quanto se pode esperar de qualquer anarquista.
Então é óbvio que eu estou morrendo de medo com a aproximação do filme, ainda mais porque ele está desperando um debate incrivelmente fraco sobre anarquismo no mainstream.
Bom, pelo menos está despertando o debate.
O que me dá medo é que na página do Michael Moore (me refuso a colocar link praquilo) está bem grande "Fahrenheit 911º meets the Matrix" ou algo assim:
Agora, duas coisas.
A parte do "Matrix" me mete medo porque V não é sobre ação, mas tem potencial pra ação e se o potencial for bem usado sem sacrificar a história, então está ótimo!
Agora POR FAVOR! O Michael Moore acha mesmo que uma obra incrivelmente fraca com Fahrenheit se equipara com V seja no nível artistico ou no nível político?
O nível artístico é inquestionavel. O próprio Michael Moore provou que é possível fazer documentários de qualidade artistíca; definitivamente não é o caso de Fahrenheit; que é uma colagem de imagens que não tem nada a ver com o conteúdo (mas que parecem, por exemplo, ele fala que empresa X quer construir um oleoduto no Afeganistão e mostra imagens de empresa Y construindo oleodutos em algum outro deserto) e, bom, é patético, não tem uma única entrevista interessante, nem sequência de imagens, nem nada. É só uma propaganda muito mal feita e eu acredito sinceramente que fez um bocado de indeciso se tornar pró-bush.
O fracasso de Fahrenheit me lembrou, de certa forma, quando todos os Rockstars se uniram fervorosamente em uma campanha anti-Margaret Tatcher e o resultado foi que ela ficou 10 anos no poder. Então é, artistas tem que lembrar que na arena política as pessoas respondem mais a argumentos, mesmo que fraquissimos e recheados de emoção, do que a artistas dizendo "mas.. mas... eles são MAUS e... maldade é uma coisa ruim!"
A diferença é que nessa eleição não houve nem uma oposição anti-bush tão forte, digo, sim, o Green Day dedicou umas 2 ou 3 músicas de seu melhor album a ser contra o Bush e a própria MTV sempre foi claramente democrata, porém nada no universo vence o fato que a única coisa que poderia dar a vitória aos democratas era a oposição a guerra e eles não são contra a guerra. Sinceramente, os próprios republicanos (paleoconservatives e remanescentes da Old Right) são quem estão fazendo as mais eficientes críticas anti-guerra. Os democratas ainda são vagabundinhas covardes dizendo "corporação é ruim" ou nem isso porque a Hillary Clinton fez parte da "Board of directors" do Wal-Mart durante um bom tempo, então basicamente tanto Michael Moore quanto o partido democrata tem como argumento "Bush is evil", o que é um ótimo argumento, porque o Bush de fato é maléfico, quem iniciou a guerra do Iraque foi o Kennedy e o Clinton cumpriu sua cota de bombardeamentos também.
E, diga-se de passagem, o Allan Moore não situou V for Vendetta em um futuro distante, os eventos que levam a ascenção do fascismo foi exatamente a eleição Tatcher vs Labor Party e, na visão de Allan Moore, o Labor Party vence e isso inicia uma reação em cadeia que leva Londres a ser alvo de um ataque nuclear, o que leva a queda do governo, caos e a revolução fascista (deixando claro que simplesmente explodir o governo não adianta).
Se serve como consolo, acredito que Allan Moore não escolheu a vitória do PT inglês por ódio aos caras, mas simplesmente por achar que aconteceria.
Mas de qualquer forma, a mensagem de V é bem clara. Que governo é uma coisa ruim, que merece ser destruída e que as pessoas devem se organizar da forma que bem entendem, ele não faz referência a sistemas econômicos e nem políticos, ele simplesmente diz "os grilhões foram quebrados, se virem!"; o Michael Moore por outro lado reclama que o governo não se envolve o bastante, ele reclama que o governo é pouco centralizado e que deveria se meter mais na nossa vida.
Por favor, agora, sejamos coerentes. Se V é um híbrido de Matrix com alguma coisa, eu preciso assistir o filme, mas se a história retém qualquer mera semelhança com o trabalho original, então ele é tão anti-michael moore quanto se pode esperar de qualquer anarquista.
quarta-feira, março 15, 2006
Taking the streets.
Fotos
Abaixo só alguns exemplos, o site tem infinitas.

Alguém poderia perguntar se existe algum propósito no vandalismo, eu perguntaria se existe algum motivo para não faze-lo.
Poderia-se dizer que alguém vai ter que limpar tal muro, mas encaremos, ninguém mais limpa os muros da cidade, é um tipo de tragedy of the commons, pois, veja bem, as ruas são do governo, entretanto ele nunca clamou pelos muros e as pessoas devem provavelmente achar que o governo vai limpar os muros, só que ele não vai.

Os muros sujos e as placas decadentes e estragadas são o reflexo do coletivismo decrépito. Sinais de uma era doente onde os revoltados lutaram para que um ente abstrato formado por homens engravatados tirassem de si suas responsabilidade. Eles lutaram por liberdade de suas responsabilidades, sem terem que sacrificar também suas vidinhas confortáveis em seus cursinhos de suas faculdades medíocres destinadas somente a uma tosca dogmatização de ideais mortos.
Eles não lutaram contra o poder, não tiveram sequer a covarde ousadia de lutar pelo poder, eles lutaram para ser dominados. Clamaram pelo caminho da servidão e hoje reclamam da lentidão do Congresso.
Não é o congresso que é lento, são as mentes.

Estaremos caminhando sem sentido ou encontrando finalmente nossa organização nas inumeras frestas deixadas pelo governo que não consegue admnistrar nem mais seu próprio poder?
Estamos procurando novamente organizar um levante burguês para mais uma vez destruir o mercantilismo que usa não mais navios, mas bolsas de valores para pilhar regiões habitadas por povos considerados menos civilizados?
Estamos bebendo absinto como faziam os nobres ingleses que se refugiavam em ilusões para não encarar a realidade de que a era da nobreza estava no fim?
A guerra contra as drogas, o corporativismo, o militarismo. Até quando iremos tolerar que os conservadores estuprem nossa busca por liberdade?

Quando iremos abandonar nosso conforto, nos vestir de índios e jogar o maldito chá no rio?
Mas ah, são tantas frentes de batalha, como escolher por onde começar?
Pelos socialistas e sua tediosa moralidade doente que brutaliza o indivíduo a condição de gado cujo objetivo é somente ser um escravo de sua sociedade?
Pelos conservadores e sua fome por violência, seu parasitismo ideológico e seu completo ódio por tudo que é novo e diferente?
Ou seria pelos tipicamente latinos nacional-socialistas?

Cazuza morreu foi de tédio ao observar que o vermelho que ele tinha tanto orgulho de ser, antes de se tornarem os monstros genocidas da união soviética, se tornaram velhas chatas e gordas.
"Essa geração alienada em suas raves, só querem saber de se divertir e esqueceram tudo sobre a nobre luta de classes de seus pais. São moleques que só querem saber de beijar menininhas e ficam por aí, vejam só, vandalizando palavras. Como pode se dizer anarquista sendo que defende o liberalismo? Não tem respeito pelas tradições? Onde estavam esses 'anarco-liberais' no sagrado conselho da internacional comunista?"
Tediosos, mas não são eles nossa maior preocupação, não estão realmente no poder, nem vão chegar, são apenas uns molequinhos chatos vagando em corredores esfumaçados de universidades públicas. Criancinhas bobas que baseiam suas ideologias no professor do cursinho. Não merecem tanto respeito, nem atenção, não são o poder, são apenas idosos decrépitos debruçados em livros desatualizados e comendo o barro dos pés de seus ídolos.

I'm coming out of my cage
And I’ve been doing just fine
Gotta gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss
Now I’m falling asleep
And she’s calling a cab
While he’s having a smoke
And she’s taking a drag
Now they’re going to bed
And my stomach is sick
And it’s all in my head
But she’s touching his—chest
Now, he takes off her dress
Now, let me go
Abaixo só alguns exemplos, o site tem infinitas.
Alguém poderia perguntar se existe algum propósito no vandalismo, eu perguntaria se existe algum motivo para não faze-lo.
Poderia-se dizer que alguém vai ter que limpar tal muro, mas encaremos, ninguém mais limpa os muros da cidade, é um tipo de tragedy of the commons, pois, veja bem, as ruas são do governo, entretanto ele nunca clamou pelos muros e as pessoas devem provavelmente achar que o governo vai limpar os muros, só que ele não vai.
Os muros sujos e as placas decadentes e estragadas são o reflexo do coletivismo decrépito. Sinais de uma era doente onde os revoltados lutaram para que um ente abstrato formado por homens engravatados tirassem de si suas responsabilidade. Eles lutaram por liberdade de suas responsabilidades, sem terem que sacrificar também suas vidinhas confortáveis em seus cursinhos de suas faculdades medíocres destinadas somente a uma tosca dogmatização de ideais mortos.
Eles não lutaram contra o poder, não tiveram sequer a covarde ousadia de lutar pelo poder, eles lutaram para ser dominados. Clamaram pelo caminho da servidão e hoje reclamam da lentidão do Congresso.
Não é o congresso que é lento, são as mentes.
Estaremos caminhando sem sentido ou encontrando finalmente nossa organização nas inumeras frestas deixadas pelo governo que não consegue admnistrar nem mais seu próprio poder?
Estamos procurando novamente organizar um levante burguês para mais uma vez destruir o mercantilismo que usa não mais navios, mas bolsas de valores para pilhar regiões habitadas por povos considerados menos civilizados?
Estamos bebendo absinto como faziam os nobres ingleses que se refugiavam em ilusões para não encarar a realidade de que a era da nobreza estava no fim?
A guerra contra as drogas, o corporativismo, o militarismo. Até quando iremos tolerar que os conservadores estuprem nossa busca por liberdade?
Quando iremos abandonar nosso conforto, nos vestir de índios e jogar o maldito chá no rio?
Mas ah, são tantas frentes de batalha, como escolher por onde começar?
Pelos socialistas e sua tediosa moralidade doente que brutaliza o indivíduo a condição de gado cujo objetivo é somente ser um escravo de sua sociedade?
Pelos conservadores e sua fome por violência, seu parasitismo ideológico e seu completo ódio por tudo que é novo e diferente?
Ou seria pelos tipicamente latinos nacional-socialistas?
Cazuza morreu foi de tédio ao observar que o vermelho que ele tinha tanto orgulho de ser, antes de se tornarem os monstros genocidas da união soviética, se tornaram velhas chatas e gordas.
"Essa geração alienada em suas raves, só querem saber de se divertir e esqueceram tudo sobre a nobre luta de classes de seus pais. São moleques que só querem saber de beijar menininhas e ficam por aí, vejam só, vandalizando palavras. Como pode se dizer anarquista sendo que defende o liberalismo? Não tem respeito pelas tradições? Onde estavam esses 'anarco-liberais' no sagrado conselho da internacional comunista?"
Tediosos, mas não são eles nossa maior preocupação, não estão realmente no poder, nem vão chegar, são apenas uns molequinhos chatos vagando em corredores esfumaçados de universidades públicas. Criancinhas bobas que baseiam suas ideologias no professor do cursinho. Não merecem tanto respeito, nem atenção, não são o poder, são apenas idosos decrépitos debruçados em livros desatualizados e comendo o barro dos pés de seus ídolos.
I'm coming out of my cage
And I’ve been doing just fine
Gotta gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss
Now I’m falling asleep
And she’s calling a cab
While he’s having a smoke
And she’s taking a drag
Now they’re going to bed
And my stomach is sick
And it’s all in my head
But she’s touching his—chest
Now, he takes off her dress
Now, let me go
terça-feira, março 14, 2006
Você também pode me ajudar a pagar a faculdade!
Como você deve ter percebido, há uns ADs do google logo abaixo da Gin Tônica.
Cada vez que você clicar nisso, eu vou ganhar... alguma coisa.
Enfim, devem ser alguns centavos, eu não sei, o que importa é que é dinheiro e que você (sim, você!) pode dar dinheiro para mim sem gastar nada!
Como vocês sabem o custo de manutenção desse blog chegou na marca dos 0$, então eu preciso de pelo menos uma clicada para que essa coisa dê lucro, então não perca tempo! Clique agora!
Cada vez que você clicar nisso, eu vou ganhar... alguma coisa.
Enfim, devem ser alguns centavos, eu não sei, o que importa é que é dinheiro e que você (sim, você!) pode dar dinheiro para mim sem gastar nada!
Como vocês sabem o custo de manutenção desse blog chegou na marca dos 0$, então eu preciso de pelo menos uma clicada para que essa coisa dê lucro, então não perca tempo! Clique agora!
TAZ - Zona Autônoma Temporária
Eu acabei de ler esse livro de Hakim Bey (na verdade Peter Lamborn Wilson) sobre Zonas Autônomas Temporárias.
O que seriam essas zonas?
TAZs seriam, em suma, espaços comunitários dedicados a festa e felicidade que desapareceriam (através de simples debandada voluntária dos seus membros) antes de colapsarem por qualquer motivo que seja.
Ela é baseada nas utopias piratas, que eram na verdade ilhas do Caribe ainda não catalogadas onde piratas ficavam bebendo e se divertindo antes de partirem para pilhar algum navio. Eu vou copiar aqui um texto que tem no final do livro, em que o capitão Bellamy discursa para o capitão de outro navio que mesmo depois de rendido e ameaçado de morte, ainda se recusa a se unir aos piratas:
"Sinto muito que eles não vão deixar você ter sua chalupa de volta, pois eu desaprovo fazer mesquinharia com qualquer um, quando não é para minha vantagem. Dane-se sua chalupa, nós vamos naufragá-la e ela poderia ser de uso para você. Embora você seja um cachorrinho servil, e assim são todos aqueles que se submetem a ser governados por leis que os homens ricos fazem para sua própria segurança; pois os covardes não tem coragem nem para defender a eles mesmos o que conseguiram por vilania; mas danem-se todos vocês; danem-se eles, um monte de patifes astutos e vocês, que os servem, um bando de corações de galinhas cabeças ocas. Eles nos difamam, os canalhas, quando há apenas essa diferença: eles roubam os pobres sob a cobertura da lei, sem dúvida, e nós roubamos os ricos sob a proteção de nossa própria coragem. Não é melhor tornar-se um de nós, em vez de rastejar atrás desses vilões por emprego?"
Assim que eu cheguei em casa eu fiz uma pesquisa superficialissima sobre o livro, mas se a Wikipedia pode ser confiada, aconteceu com ele exatamente o que eu imaginei que aconteceria enquanto o lia.
A contra-cultura, os punks, cyberpunks, individualistas e freaks niilistas de todos os tipos adotou o livro como hino, os tediosos "anarquistões de verdade" por outro lado o rejeitaram como "não sendo prático" ou qualquer besteira do tipo.
Bem, o propósito do livro não é ser prático mesmo, é enfaticamente não destiando a se tornar o dogma de uma revolução, a intenção é criar locais onde se possa viver a liberdade, Hakim Bey afirma no livro uma sabedoria linda: (PS: é dificil procurar citações nessas coisas de papel onde não é possível dar um CTRL+F)
"Vamos admitir que temos frequentado festas onde, por uma breve noite, realizamos um império inteiro de desejos gratificantes. Não devemos confessar que a política daquela noite para nós do que, digamos, todo o governo dos Estados Unidos?"
No começo ele até menciona a música dos Beastie Boys "You gotta fight for your right to party".
E no fim, o livro é sobre isso, enquanto conservadores, socialistas e liberais com certeza veriam as propóstas de Hakim como superficiais, eu digo "sim, é superficial. Precisamos mesmo dessa profundidade toda que só nos leva a uma vida triste?"
Os TAZs são feitos para não durar, o conceito chave do livro é o desaparecimento. Não precisa ser um desaparecimento eterno, não é preciso que você se exclua da sociedade para sempre, que viva como um nômado (embora claramente esse seja o ideal), mas ele é fundamentado em formas de desaparecer pelo menos o suficiente para realizar grandes coisas na vida e, por grandes coisas, eu quero dizer atingir felicidade.
Embora o subtitulo (pelo menos em português) do livro tenha "subversão", acredito não ser mesmo tanto uma questão de subversão quanto de criação. Não é sobre distorcer a sociedade, mas sim operar dentro dela fora de suas estruturas de poder com o objetivo não de destrui-la, mas de se libertar e qualquer um que diga que isso não é prático precisa de sérias aulas de individualismo, afinal, são os atos dos indivíduos que guia a sociedade. Vamos esperar por uma revolução? Para um grupo armado autoproclamado anarquista tomar o poder e formar um novo Estado? Ou vamos viver nas fendas da sociedade aproveitando seus recursos para viver um estilo de vida que esta condena?
Anarco-capitalisticamente falando, a maioria das coisas que ele discute são assuntos prioritários para nós:
Formas de sumir dos bancos de dados do Estado, de burlar impostos, de criar mercados negros (que são, de fato, mercados livres), burlar copylefts, vender mercadorias ilegais.
Enfim, Hakim clama que as utopias piratas eram fundadas através da pilhagem. Claro que isso talvez se aplique hoje ainda, entretanto é dificil para um anarco-capitalista roubar, não por questões morais, roubar um burocrata é considerado, por nós, mera auto-defesa uma vez que ele nos roubou antes, o problema no caso é a consciência de uma linha tipo:
Burlamos impostos - governo imprime mais dinheiro - imposto inflacionario torna o esforço inutil.
Algo muito mais produtivo é o de se aproveitar do proibicionismo e entrar em mercados que são lucrativos exatamente por serem proibidos.
Claro, essas coisas não contam muito para derrubar o Estado, mas Hakim Bey também não tem esse objetivo, seria melhor, de acordo com ele "o aparato de controle - o"Estado" - deve (ou pelo menos assim devemos pressupor) continuar a desfazer-se e petrificar-se simultaneamente, deve prosseguir em seu curso atual, onde a rigidez histérica cada vez mais massacra um vazio, um abismo de poder. Como o poder "desaparece", nossa ânsia de poder deve ser o desaparecimento".
Isso pode ter a ver com a Control Decay Theory de Jeremy Sapienza, (claro que Hakim Bey nem sonha a existência de tal teoria que surgiu nos foruns do anti-state.com), a questão é que a melhor forma de subverter a sociedade não é subvertendo a sociedade, mas sim sumir dela, usando seus recursos, tendo uma vida ótima e servindo de exemplo para os outros. O Estado simplesmente some, como Jeremy uma vez me disse no MSN quando eu tava absurdamente estressado com esses assuntos, "relax, capitalism will destroy the government" e, bom, os social-democratas certamente concordam.
O problema é que aqui entramos em questão de capitalismo vs metacapitalismo, livre-mercado vs neomercantilismo e liberalismo vs neoliberalismo.
O que os conservadores perceberam é que, de fato, não é possível manter um Estado centralizado, ele simplesmente colapsa, que um Estado descentralizadamente corporativista é uma forma de dominação muito melhor e aí os putos usam o mercado (essa coisa linda) como ferramente de dominação (os putos!!!!).
Então a esquerda olha, lógico, pelo ângulo errado, ela vê como marca do neoliberalismo o fim do Estado de bem-estar social e isso é falso, o Estado de bem-estar social tem que ir mesmo, só causa miséria e centralização do poder; a marca desse chamado "neoliberalismo" (que eu vou de neomercantilismo pois, oras pois, sou um liberal) é a de um Estado corporativista, sim, que subsidia e protege enquanto faz pressões para outros países pararem com subsidio e protecionismo sim; mas também é de um Estado que aspira ser menor para ser mais forte.
Os conservadores mercantilistas não são Anti-Estado, eles definitivamente querem um Estado, porém diferente dos socialistas, eles são gênios do mal, socialistas são algo do tipo "crianças do mal", eles desejam morte, terror, destruição, caos, submissão exatamente que nem os conservadores, só que os conservadores pensam enquanto os socialistas falam bonito (até demais para pessoas treinadas na arte de bater repetidamente a cabeça na parede e chamar isso de "argumento"); enfim, economicamente, centralização não funciona, o Estado colapsa, então para dominar é necessário alguma descentralização, heck, pode até ser bastante, o que importe é eliminar o excesso de Estado para que algumas leis fundamentais fiquem muito bem fundamentadas.
Ansocs argumentarão que tal lei fundamentalmente protegida é a de propriedade privada, claro, isso é verdade, enquanto eu valorizo muito o direito de propriedade privada, me mete medo saber o que o Estado faz como guardião de tal direito. Pra começar ele é o que mais viola, depois que se propriedade privada é fruto de organização expontânea como diz Hayek, ele deve, oras porra, ser fruto de organização expontânea e não de legislação, mas outras leis são guardadas pelo Estado, como a de fabricar dinheiro, coletar impostos, possuir armas de destruição em massa, esse tipo de coisas.
Então a questão é quebrar leis. Muitas delas. Tantas quantas forem possíveis.
O Estado de bem-estar social faliu. Não foi desmontado por neoliberais malvados com o objetivo de ferrar a classe trabalhadora. Ele quebrou, a social-democracia falhou. Foi tentada, testada e destruida.
A liberal-democracia norte-americana foi com certeza o sistema estatal mais promissor já tentado. Foi nessa estrutura liberal que surgiram todo tipo de sociedades anarquistas (muitas delas demonstradas por Hakim), mas esta também, eventualmente, cresceu e englobou a tudo e, pior, o resto do mundo.
Veja bem, os EUA são um império muito especial, eles são um império com uma cultura anti-imperialista e é provavelmente o país mais auto-critico do mundo com os cidadãos mais engajados em fazer seu governo funcionar de forma justa, entretanto nem essa cultura resiste a força bruta e violenta do Estado. Pouco importa a cultura liberal norte-americana quando existe um poder central e onde pessoas podem acionar esse poder central através de favores. Na União Soviética eram os burocratas, nos EUA são as corporações.
Mas claro, não sou nenhum adepto de teorias da conspiração que clamam que um sujeito defende uma idéia por interesse de classe ou whatever. Digo, burocratas defendem um Estado de Bem-Estar social e corporativismo motivos bem "classudos", mas existem os conservadores ideológicos, os que roubaram idéias liberais, criaram uma ficção bizarra de "liberal-conservadorismo"; alguns deles são simplesmente liberais religiosos (como os paleoconservadores), outros são maléficos, aberrações do tipo UDR ou o Midia Sem Mascara que ficam com seu "liberalismo" como desculpa ideológica para serem racistas, homofóbicos, apoiarem guerras e outras coisas do tipo. Esses putos são inimigos de fato, eles são teocratas monarquistas que migraram para a política através de uma teoria laica e democrática, mas a qualquer pequena oportunidade atacam os fundamentos da democracia, que a base de uma democracia é a de criar federações unidas, porém que de nenhuma forma obedecem as mesmas leis ou que tem os mesmos costumes. É claro que um sistema de propriedade privada e livre mercado permite que qualquer outro conjunto de lei seja desenvolvido dentro da sociedade, mas não é isso que os "liberais-conservadores" querem, eles querem bem mais, porque eles vão perceber que dissolvendo o Estado, contra-culturas que eles odeiam vão ser criadas, então eles levariam sua atual luta anti-homossexualismo e pró-american way of life pras legislações, afinal, como dito, o Estado minimo reserva seus direitos de exército e monopólio de tribunais de justiça e isso se eles quisessem um Estado minimo, mas eles querem regulamentações, uma porção delas, e pena de morte e impôr seu sistema educacional nas pessoas e bullshit.
Bullshit eu lhes digo. Que se fodam os conservadores ou os tediosos anarquistões de verdade que estão muito ocupados mofando em suas bibliotecas "libertárias" e pedindo coisas estupidas como ônibus de graça, mais preocupados em "free ride" do que "freedom".
O que podemos fazer em nossa natureza não-violenta senão espalhar conhecimento, amor e felicidade? O que podemos fazer em nossas natureza não-violenta senão ir para festas?
Lembrando que as TAZs não são simplesmente festas, são lugares de convivio, microcosmos anarquistas que existem em um periodo determinado destinados a felicidade e que desaparecem assim que o tédio e a miséria dão seus sinais. Basicamente, não importa qual sua forma de governo, os TAZs existirão e as pessoas viverão de formas quie você odeia e considera "libertinas" ou "contra-produtivas" ou whatever. Consumismo é uma opção, eu sou um anarco-capitalista e o meu amor pelo livre mercado vem do fato que eu posso optar não consumir.
O que seriam essas zonas?
TAZs seriam, em suma, espaços comunitários dedicados a festa e felicidade que desapareceriam (através de simples debandada voluntária dos seus membros) antes de colapsarem por qualquer motivo que seja.
Ela é baseada nas utopias piratas, que eram na verdade ilhas do Caribe ainda não catalogadas onde piratas ficavam bebendo e se divertindo antes de partirem para pilhar algum navio. Eu vou copiar aqui um texto que tem no final do livro, em que o capitão Bellamy discursa para o capitão de outro navio que mesmo depois de rendido e ameaçado de morte, ainda se recusa a se unir aos piratas:
"Sinto muito que eles não vão deixar você ter sua chalupa de volta, pois eu desaprovo fazer mesquinharia com qualquer um, quando não é para minha vantagem. Dane-se sua chalupa, nós vamos naufragá-la e ela poderia ser de uso para você. Embora você seja um cachorrinho servil, e assim são todos aqueles que se submetem a ser governados por leis que os homens ricos fazem para sua própria segurança; pois os covardes não tem coragem nem para defender a eles mesmos o que conseguiram por vilania; mas danem-se todos vocês; danem-se eles, um monte de patifes astutos e vocês, que os servem, um bando de corações de galinhas cabeças ocas. Eles nos difamam, os canalhas, quando há apenas essa diferença: eles roubam os pobres sob a cobertura da lei, sem dúvida, e nós roubamos os ricos sob a proteção de nossa própria coragem. Não é melhor tornar-se um de nós, em vez de rastejar atrás desses vilões por emprego?"
Assim que eu cheguei em casa eu fiz uma pesquisa superficialissima sobre o livro, mas se a Wikipedia pode ser confiada, aconteceu com ele exatamente o que eu imaginei que aconteceria enquanto o lia.
A contra-cultura, os punks, cyberpunks, individualistas e freaks niilistas de todos os tipos adotou o livro como hino, os tediosos "anarquistões de verdade" por outro lado o rejeitaram como "não sendo prático" ou qualquer besteira do tipo.
Bem, o propósito do livro não é ser prático mesmo, é enfaticamente não destiando a se tornar o dogma de uma revolução, a intenção é criar locais onde se possa viver a liberdade, Hakim Bey afirma no livro uma sabedoria linda: (PS: é dificil procurar citações nessas coisas de papel onde não é possível dar um CTRL+F)
"Vamos admitir que temos frequentado festas onde, por uma breve noite, realizamos um império inteiro de desejos gratificantes. Não devemos confessar que a política daquela noite para nós do que, digamos, todo o governo dos Estados Unidos?"
No começo ele até menciona a música dos Beastie Boys "You gotta fight for your right to party".
E no fim, o livro é sobre isso, enquanto conservadores, socialistas e liberais com certeza veriam as propóstas de Hakim como superficiais, eu digo "sim, é superficial. Precisamos mesmo dessa profundidade toda que só nos leva a uma vida triste?"
Os TAZs são feitos para não durar, o conceito chave do livro é o desaparecimento. Não precisa ser um desaparecimento eterno, não é preciso que você se exclua da sociedade para sempre, que viva como um nômado (embora claramente esse seja o ideal), mas ele é fundamentado em formas de desaparecer pelo menos o suficiente para realizar grandes coisas na vida e, por grandes coisas, eu quero dizer atingir felicidade.
Embora o subtitulo (pelo menos em português) do livro tenha "subversão", acredito não ser mesmo tanto uma questão de subversão quanto de criação. Não é sobre distorcer a sociedade, mas sim operar dentro dela fora de suas estruturas de poder com o objetivo não de destrui-la, mas de se libertar e qualquer um que diga que isso não é prático precisa de sérias aulas de individualismo, afinal, são os atos dos indivíduos que guia a sociedade. Vamos esperar por uma revolução? Para um grupo armado autoproclamado anarquista tomar o poder e formar um novo Estado? Ou vamos viver nas fendas da sociedade aproveitando seus recursos para viver um estilo de vida que esta condena?
Anarco-capitalisticamente falando, a maioria das coisas que ele discute são assuntos prioritários para nós:
Formas de sumir dos bancos de dados do Estado, de burlar impostos, de criar mercados negros (que são, de fato, mercados livres), burlar copylefts, vender mercadorias ilegais.
Enfim, Hakim clama que as utopias piratas eram fundadas através da pilhagem. Claro que isso talvez se aplique hoje ainda, entretanto é dificil para um anarco-capitalista roubar, não por questões morais, roubar um burocrata é considerado, por nós, mera auto-defesa uma vez que ele nos roubou antes, o problema no caso é a consciência de uma linha tipo:
Burlamos impostos - governo imprime mais dinheiro - imposto inflacionario torna o esforço inutil.
Algo muito mais produtivo é o de se aproveitar do proibicionismo e entrar em mercados que são lucrativos exatamente por serem proibidos.
Claro, essas coisas não contam muito para derrubar o Estado, mas Hakim Bey também não tem esse objetivo, seria melhor, de acordo com ele "o aparato de controle - o"Estado" - deve (ou pelo menos assim devemos pressupor) continuar a desfazer-se e petrificar-se simultaneamente, deve prosseguir em seu curso atual, onde a rigidez histérica cada vez mais massacra um vazio, um abismo de poder. Como o poder "desaparece", nossa ânsia de poder deve ser o desaparecimento".
Isso pode ter a ver com a Control Decay Theory de Jeremy Sapienza, (claro que Hakim Bey nem sonha a existência de tal teoria que surgiu nos foruns do anti-state.com), a questão é que a melhor forma de subverter a sociedade não é subvertendo a sociedade, mas sim sumir dela, usando seus recursos, tendo uma vida ótima e servindo de exemplo para os outros. O Estado simplesmente some, como Jeremy uma vez me disse no MSN quando eu tava absurdamente estressado com esses assuntos, "relax, capitalism will destroy the government" e, bom, os social-democratas certamente concordam.
O problema é que aqui entramos em questão de capitalismo vs metacapitalismo, livre-mercado vs neomercantilismo e liberalismo vs neoliberalismo.
O que os conservadores perceberam é que, de fato, não é possível manter um Estado centralizado, ele simplesmente colapsa, que um Estado descentralizadamente corporativista é uma forma de dominação muito melhor e aí os putos usam o mercado (essa coisa linda) como ferramente de dominação (os putos!!!!).
Então a esquerda olha, lógico, pelo ângulo errado, ela vê como marca do neoliberalismo o fim do Estado de bem-estar social e isso é falso, o Estado de bem-estar social tem que ir mesmo, só causa miséria e centralização do poder; a marca desse chamado "neoliberalismo" (que eu vou de neomercantilismo pois, oras pois, sou um liberal) é a de um Estado corporativista, sim, que subsidia e protege enquanto faz pressões para outros países pararem com subsidio e protecionismo sim; mas também é de um Estado que aspira ser menor para ser mais forte.
Os conservadores mercantilistas não são Anti-Estado, eles definitivamente querem um Estado, porém diferente dos socialistas, eles são gênios do mal, socialistas são algo do tipo "crianças do mal", eles desejam morte, terror, destruição, caos, submissão exatamente que nem os conservadores, só que os conservadores pensam enquanto os socialistas falam bonito (até demais para pessoas treinadas na arte de bater repetidamente a cabeça na parede e chamar isso de "argumento"); enfim, economicamente, centralização não funciona, o Estado colapsa, então para dominar é necessário alguma descentralização, heck, pode até ser bastante, o que importe é eliminar o excesso de Estado para que algumas leis fundamentais fiquem muito bem fundamentadas.
Ansocs argumentarão que tal lei fundamentalmente protegida é a de propriedade privada, claro, isso é verdade, enquanto eu valorizo muito o direito de propriedade privada, me mete medo saber o que o Estado faz como guardião de tal direito. Pra começar ele é o que mais viola, depois que se propriedade privada é fruto de organização expontânea como diz Hayek, ele deve, oras porra, ser fruto de organização expontânea e não de legislação, mas outras leis são guardadas pelo Estado, como a de fabricar dinheiro, coletar impostos, possuir armas de destruição em massa, esse tipo de coisas.
Então a questão é quebrar leis. Muitas delas. Tantas quantas forem possíveis.
O Estado de bem-estar social faliu. Não foi desmontado por neoliberais malvados com o objetivo de ferrar a classe trabalhadora. Ele quebrou, a social-democracia falhou. Foi tentada, testada e destruida.
A liberal-democracia norte-americana foi com certeza o sistema estatal mais promissor já tentado. Foi nessa estrutura liberal que surgiram todo tipo de sociedades anarquistas (muitas delas demonstradas por Hakim), mas esta também, eventualmente, cresceu e englobou a tudo e, pior, o resto do mundo.
Veja bem, os EUA são um império muito especial, eles são um império com uma cultura anti-imperialista e é provavelmente o país mais auto-critico do mundo com os cidadãos mais engajados em fazer seu governo funcionar de forma justa, entretanto nem essa cultura resiste a força bruta e violenta do Estado. Pouco importa a cultura liberal norte-americana quando existe um poder central e onde pessoas podem acionar esse poder central através de favores. Na União Soviética eram os burocratas, nos EUA são as corporações.
Mas claro, não sou nenhum adepto de teorias da conspiração que clamam que um sujeito defende uma idéia por interesse de classe ou whatever. Digo, burocratas defendem um Estado de Bem-Estar social e corporativismo motivos bem "classudos", mas existem os conservadores ideológicos, os que roubaram idéias liberais, criaram uma ficção bizarra de "liberal-conservadorismo"; alguns deles são simplesmente liberais religiosos (como os paleoconservadores), outros são maléficos, aberrações do tipo UDR ou o Midia Sem Mascara que ficam com seu "liberalismo" como desculpa ideológica para serem racistas, homofóbicos, apoiarem guerras e outras coisas do tipo. Esses putos são inimigos de fato, eles são teocratas monarquistas que migraram para a política através de uma teoria laica e democrática, mas a qualquer pequena oportunidade atacam os fundamentos da democracia, que a base de uma democracia é a de criar federações unidas, porém que de nenhuma forma obedecem as mesmas leis ou que tem os mesmos costumes. É claro que um sistema de propriedade privada e livre mercado permite que qualquer outro conjunto de lei seja desenvolvido dentro da sociedade, mas não é isso que os "liberais-conservadores" querem, eles querem bem mais, porque eles vão perceber que dissolvendo o Estado, contra-culturas que eles odeiam vão ser criadas, então eles levariam sua atual luta anti-homossexualismo e pró-american way of life pras legislações, afinal, como dito, o Estado minimo reserva seus direitos de exército e monopólio de tribunais de justiça e isso se eles quisessem um Estado minimo, mas eles querem regulamentações, uma porção delas, e pena de morte e impôr seu sistema educacional nas pessoas e bullshit.
Bullshit eu lhes digo. Que se fodam os conservadores ou os tediosos anarquistões de verdade que estão muito ocupados mofando em suas bibliotecas "libertárias" e pedindo coisas estupidas como ônibus de graça, mais preocupados em "free ride" do que "freedom".
O que podemos fazer em nossa natureza não-violenta senão espalhar conhecimento, amor e felicidade? O que podemos fazer em nossas natureza não-violenta senão ir para festas?
Lembrando que as TAZs não são simplesmente festas, são lugares de convivio, microcosmos anarquistas que existem em um periodo determinado destinados a felicidade e que desaparecem assim que o tédio e a miséria dão seus sinais. Basicamente, não importa qual sua forma de governo, os TAZs existirão e as pessoas viverão de formas quie você odeia e considera "libertinas" ou "contra-produtivas" ou whatever. Consumismo é uma opção, eu sou um anarco-capitalista e o meu amor pelo livre mercado vem do fato que eu posso optar não consumir.
Assinar:
Postagens (Atom)