quarta-feira, agosto 31, 2005

Sabe, tem-se aquela visão dos anos 70 de um cara chegando com um disco pra um garoto e dizendo "ouça isso garoto, vai mudar sua vida."
Se eu tivesse nessa posição, hoje, eu com certeza entregaria pra alguém "The Real Thing" e "Angel Dust" do Faith No More pra algum adolescente impressionavel ouvir.
Hell, eu entregaria a coleção inteira do Faith No More pra pessoa ouvir. Os caras manjam.

Dois novos links com seus bolinhos, senhor, aceita um chá?

Odeio mexer no template, mas eu tenho lido blogs ultimamente que não têm aparecido aqui (ou tenho deixado de ler por preguiça de colocar o link... enfim)

- Bom sujeito. Escreve com conteúdo e vontade e da pra perceber uma mesma idéia se modificando e crescendo através do tempo, eu dúvido que ele vá sobreviver à adolescência, mas ei, ta bom enquanto ta durando. (é uma das únicas pessoas que falam de politica com conteúdo ao invés de ficar criticando o mesmo "grupo oposto" eternamente).

- Mais uma fêmea tentando sobreviver no ABC, tadinha, ela acha que vai conseguir...

Aliás, eu tenho lido uns blogs também que se auto-denominam de direita e tem um monte deles por aí, claro, nada muito inteligente, chutar o PT já era fácil quando o partido era supostamente honesto, hoje então, cada cuspe que você dá acerta um petista, mas enfim, é interessante ver como eles são tão ingênuos, pragmáticos, extremistas e irracionais quanto o pessoal de esquerda era na década de 80, mas ah, eu já falei sobre isso e não quero falar de novo, é que gente extremista me irrita tanto, se bem que rola a impressão de que eles só sejam assim na internet. Mas enfim, aqui vai um photoshop mal feito mesmo assim. (porque são 3 da manhã e eu ainda não consigo dormir)



Sim, eu penso, apesar de não manjar de photoshop.

segunda-feira, agosto 29, 2005

Ateísmo

Ok, papinho sobre religião ta sempre na moda, então não vamos ser bobos quando falando sobre isso e vamos tratar ateísmo como realmente é.
Ateu = Pessoa que crê na não-existência de Deus.
Pagãos não são ateus, eles acreditam em deuses, só não naquele UM deus que o cristianismo prega.
Ateísmo também não é ceticismo e não é necessariamente cientifico.
O cético não acredita em Deus(es), já o ateu acredita que não existe(m) Deus(es), isso é importante quando alguém diz "você não pode provar que deus não existe", porque o cético realmente não pode provar que deus não existe, mas o ateu pode acreditar na sua não-existência sem nenhum problema e sua crença pode ser apoiada em dados cientificos como o fato que a maior parte da biblia é historicamente incorreta ou que creacionismo é besta, mas também não tem problema se o sujeito não tiver provas, afinal, ateísmo é uma crença.
Ateistas não são necesseriamente seres sem religião, alguns budistas acreditam que Deus não existe (ou simplesmente não se importam com a questão), portanto, são ateístas, mas ainda assim religiosos.
Uma religião não precisa de um deus para existir, você pode acreditar nos feitos de buda e de jesus sem necessariamente acreditar que existe um deus orquestrando tudo isso, eu particularmente acredito no outro mundo quase de acordo com o espiritismo((Provas cientificas? Nenhuma. É uma crença. Não preciso te provar nada.), mas não acredito em um deus que cordena as colônias e nem nada do tipo, acredito até que a politica lá funciona mais ou menos da mesma forma que funciona aqui, não é um estado elevado de existência, apenas um estado alternativo de existência, onde as pessoas continuam idiotas e falhas, mas com diferentes leis da fisica e diferentes necessidades, claro, uma vez que um sujeito morre, acorda e se vê num "céu", logo deduz que deus existe, o que faria do lugar bem mais fanático e intolerante em relação a idéias opostas, mas essa é uma visão muito particular das coisas, é só um exemplo de como uma religião não precisa de deus assim como não precisa de mais de uma pessoa acreditando, nem de nome definido, nem de templos, nem de nada. Uma religião é um conjunto de mitos os quais a pessoa pode interpretar metaforicamente ou literalmente, tendo o bom senso de não ser idiota e dizer "você devia acreditar nisso mesmo sem provas porque ter fé é bom.", fé é algo restrito a você e a você apenas, sua fé é sua, todo mundo acha uma fé diferente idiota, todo mundo, sem excessão; a pessoa pode respeitar, tratar bem, gostar de pessoas de fé diferentes, mas ela com certeza pensa "putz, que coisa idiota de se acreditar" então não fiquem cada um na sua acreditando no que quiser.
Poderia ateísmo ser uma religião? Sim, mas não uma organizada a não ser que haja pontos em comum além da não-crença, pois, geralmente, crença na não-existência de algo não une as pessoas e mesmo que una, teísmo é só um tópico entre tantos outros dentro de uma religião, num geral, as leis de ética, moral e as opiniões sobre como se viver em sociedade são mais importantes do que a crença em um ser maior, isso era importante antes de termos sociólogos, filósofos, psicólogos, biólogos e outros "ólogos" que explicam como a vida funciona, hoje a questão da existência só é realmente importante como fator isolado pra crente da universal, terrorista islâmico e coisa do tipo, a maioria das pessoas usa a figura de uma divinidade como apoio moral e ético e é o moralismo e a ética que importam, não a figura em si. Os crentes da universal acreditariam em Deus mesmo se um pastor mandasse-nos matar seus primogênitos, já o resto deixaria de acreditar, então mesmo que a própria pessoa não tenha consciência, os valores valem mais que a figura em si.
Enfim, mais um texto longo e confuso, mas espero ter esclarecido algo.
Grato pela atenção.

http://www.google.com/talk/

"ok, um msn do google, porque?"
Porque é do google, porra!
"Mas Rodrigo! O google vai dominar a internet! Monopolio vai destruir a civilização!"
E pode apostar que eu vou ajudar!
"Mas eu já tenho um msn..."
Pois vai ter outro!
"Mas... mas..."
E eu sou sblargh@gmail.com
"Mas... mas..."
SALVE O DEUS GOOGLE E NÃO SE FALA MAIS NISSO!
"Salve o grande Deus google"
Sblargh - crente no googlismo.

sábado, agosto 27, 2005

Chovendo Contra.



Pois é, meses de trabalho, stress, festas, frustrações e felicidade. Nossa primeira história está perto de chegar ao fim. Claro, depois vem a história dos autores, em que eles lutam para serem publicados, reconhecidos, tudo pelo sonho de transformar sentimentos em imagens e palavras.
Bem, o que dizer sobre o último número? É sempre dificil falar do próprio trabalho, ainda mais quando o próprio trabalho te emociona tanto. Será que ele vai causar o mesmo impacto às outras pessoas que causou a mim?
Eu nunca gostei de viajar, de ir a praia ou coisa assim e o motivo é que SEMPRE tem trânsito na volta e trânsito é sempre estressante, então eu sempre achei que o fim de semana viajando não valia nada porque o final dele era uma droga, portanto, tudo que você relaxou e desestressou voltava, então o último número foi provavelmente o que eu mais me esforcei para fazer um bom trabalho, porque eu tive que ter certeza de que o fim não inutlizaria o resto do trabalho e claro, escrever um roteiro é sempre um trabalho de decisão. O que colocar e o que deixar de fora. O que explicar e o que deixar a cargo da imaginação do leitor. Ah, sim, o fim de uma história vale muito. Claro, a gente pode sempre entrar naquele papo de ocidente vs oriente, em que nós damos mais valor ao resultado enquanto eles dão mais valor ao processo, nós nos estressamos pra chegar na linha de chegada enquanto eles tranquilamente andam pela estrada, mas porque tudo ligado ao ocidente tem que ter uma conotação negativa? No que o fim dessa jornada vai se aproximando, eu vou ficando mais tranquilo, a sensação de ter um trabalho feito vai estar concretizada, aí resta esperar feedbacks, criticas, resenhas e comentários de todos os tipos para podermos saber se é um bom trabalho o que fizemos e eu não vou dar uma de "a opinião dos outros não importa" ou "brasileiro é idiota, eles não sabem apreciar nossa arte", não, eu quero saber a opinião dos outros, eu quero que os brasileiros (sendo idiotas ou não) apreciem nossa arte e que ela dure até o dia em que consiga andar com as próprias pernas, por mais que digam ser impossível, não é sobre isso que são as histórias que vemos e fazemos? Sobre feitos impossíveis? Ei, todos enfrentamos batalhas e eu escolho uma batalha que dizem ser impossível, mas ei, eu vou luta-la mesmo assim, não é isso que seres humanos fazem? Não são nossas lutas sobre as improbabildades da natureza que nos define como espécie? Será que o fato de rirmos, chorarmos, cairmos e nos levantarmos não diz algo sobre nós? Sobre quem somos? Sobre pra que viemos? Não, eu não sei quem somos, não sei pra que viemos, mas eu sei quem eu quero ser e eu sei o que eu quero fazer e por isso chegamos a última parte da primeira história, porque é a primeira história, quando fizemos a primeira parte, oficialmente colocamos um pé em um mundo mais complicado, mais estranho, com tristezas e felicidades além de nossa prévia compreensão e agora com a última parte colocamos um segundo pé e temos escolha agora a não ser andar pra frente? Pra um mundo ainda mais complicado, ainda mais estranho, com ainda mais tristezas e mais felicidades? E pra que tudo isso? Porque dois amigos, escolhem sair de um mundo tranquilo, com certeza de uma vida sem problemas para irem contra o mundo, contra o bom senso, e até um contra o outro, por vezes?No fim, é dificil dizer porque escolhemos ir contra a ordem natural do mundo, mas se você quer saber, aposto que é pelo mesmo motivo que a chuva escolhe ir contra o vento.

sexta-feira, agosto 26, 2005

Da série "The Who me ensina a viver"

You better you better you bet.

I call you on the telephone my
voice too rough with cigarettes.
I sometimes feel I should just go home
but I'm dealing with a memory that never forgets

I love to hear you say my name
especially when you say yes
I got your body right now on my mind
but I drunk myself blind to the sound of old T-Rex
To the sound of old T-Rex and Who's Next
Chorus:

When I say I love you you say you better
You better you better you bet
When I say I need you you say you better
You better you better you bet
You better bet your life
Or love will cut you like a knife

I want those feeble minded axes overthrown
I'm not into your passport picture I just like your nose
You welcome me with open arms and open legs
I know only fools have needs but this one never begs

I don't really mind how much you love me
Ooh, a little is alright
When you say
come over and spend the night
Tonight
Tonight

Chorus: (as above)

I lay on the bed with you
We could make some book of records
Your dog keeps licking my nose
And chewing up all those letters
Saying "you better"

You better bet your life

You better love me, all the time now
You better shove me back into line now
You better love me, all the time now
You better shove me back into line now.

I showed up late one night
with a neon light for a visa
But knowing I'm so eager to fight
can't make letting me in any easier

I know I been wearing crazy clothes
and I look pretty crappy sometime
But my body feels so good
and I still sing a razor line everytime.

And when it comes to all night living
I know what I'm giving
I've got it all down to a tee
And it's free.

Chorus: (as above)

segunda-feira, agosto 22, 2005

Sblarghesenhas. (argh)

X-Men 44
- Uncanny X-Men 441 - Essa história me deixou muito feliz porque ela finalmente acabou. Se tem um nome que eu odeio na industria dos quadrinhos, seria Chuck Austen, o cara se esforça para escrever coisas ruins. Juro, ele se esforça e na verdade, não vamos deixar questões ideologicas de lado, eu sei que caipiras norte-americanos e caipiras brasileiros são diferentes, mas ele ta seriamente me ofendendo ao implicar que só porque o cara vive no campo, ele é um racista mutantofóbico que, por puro ódio, pega suas armaduras hiper-high tech e saem destruindo a cidade. (!!!!) E olha, alguém morre nessa edição, mas não se preocupem, eu não vou contar porque eu não sei quem é, eu não consegui acabar de ler.

- New Mutants 12 - Alguém disse no fórum da panini uma vez que essa seria uma série boa se o chuck austen não estivesse na revista e é verdade, porque ela não é nada de especial, mas definitivamente tem um charme, o foda é que você vai ler ela de mau humor por causa da história passada. Mas não vamos tirar o mérito da história, ela É boa, de novo, não é nada grande, mas esse é um charme dela, ela é tranquila, não faz um barulho grande e nem tenta dramatizar demais suas coisas, o garoto de repente se transformou numa estátua de ouro? Ele não fica chorando porque sua aparencia ta arruinada, ele simplesmente faz umas piadinhas e ta beleza. E, embora a moral desse titulo é que os personagens sejam adolescentes, eu sinto eles adolescentes demais, tipo, a moral seria que eles tivessem 15 anos e eu sinto eles se comportando como 12, mas até isso não é ruim, porque é uma história leve e divertida, com suas cenas de ação e namorico adolescente bem equilibradas e eu sou fã dos desenhos do Khary Randolph também. Isso ajuda.

- New X-Men 155 e 156 - E não é mais o Grant Morrisson. Eu sabia que não seria ele que iria escrever a história antes de ler ela, então óbvio, eu comecei a ler com certo temor, mas não pensei que isso aconteceria, pulei os créditos iniciais, o resumo, pois o belissimo fim da saga de Morrisson estava fresco na minha mente, terminando com chave de ouro mesmo, Grant Morrisson é o único roteirista dos X-Men que me fez respeitar o ciclope e no final da saga passada então, uau, Jean Grey, do futuro, usa a Fênix para "furar" o tempo e, "espiritualmente" entrega uma mensagem para ciclope no presente "não desista" ou algo assim. Ele beija Emma Frost e acaba. Essa edição, brilhantemente começa com o beijo, então Emma diz "Você beija tão bem, Sr. Summers" e eu pensando "espera aí, a Emma não diria uma coisa dessa... ela é a personagem mais cool do mundo, ela NUNCA diria algo assim... a não ser que... oh não... NÃO" voltei aos crédito E O CHUCK AUSTEN TA ESCREVENDO ESSA TAMBÉM! Céus! Porque?! 3/4 da revista é dedicada ao pior roteirista da história! O que o Quesada estava pensando em substituir Grant "Asilo Arkham" Morrison por Chuck "eu acho que meus leitores tem 12 anos" Austen? Porque? Toda a maturidade do titulo, toda a profundidade, toda a ousadia, toda a loucura, toda a genialidade se foi! SE FOI! Emma Frost é quase morte POR UMA PEDRADA! A mulher tem a poder de transformar a PELE EM DIAMANTE e quase morre COM UMA PEDRADA e nem foi uma super-pedrada jogada pelo apocalypse, foi uma pedra normal! E ela pode se virar em diamante! Em outra edição ela fez isso mais rápido que uma bala! O que diabos? O que diabos? Sem contar que o Chuck Austen é a única pessoa do mundo a achar que suas piadas sobre sexo são engraçadas, eu tenho quase certeza que ele é virgem. Só virgem faz piada de sexo tão sem graça. (como de novo, a Emma chegando e dizendo "Sobrecarga erótica pra todo mundo!" digo... WHAT THE FUCKING HELL?) A única coisa que eu achei legal (e nota que o Chuck Austen de tempos em tempos tem idéias legais) foi o Fera chateado com o Ciclope por ter beijado Emma na frente do tumulo da Jean, mas, como sempre, Chuck Austen sempre estraga as poucas idéias boas que tem com dialogos péssimos e caracterizações ridiculas. Ciclope que antes estava levemente maligno (LEVEMENTE), agora virou um mal-humorado que não ta nem aí pra ninguém e isso nem é feito de forma legal. Ele parece o Wolverine falando e neme é o nosso Wolverine, é o Wolverine dos anos 80. É isso. Eu odeio falar tão mal de alguém, mas o Austen merece, ele pegou a melhor saga que os X-Men tiveram em anos e, em duas edições, destruiu tudo. Eu pessoalmente me arrependo de ter comprado esse gibi. Eu deveria ter encarado o fim da edição passada como o fim dos X-Men.

Marvel Max 24
- Supreme Power 14 - ISSO que é legal de nós termos uma revista adulta. Quando seres super-poderosos decidem sair na porrada, MUITAS pessoas morrem! É assim que deve ser! Lembram em Power Rangers quando os monstros destruiam prédios, mas ninguém nunca se machucava? Nã-nã filhote, aqui tem devastação e é legal ver como o Straczinsky faz cada personagem lidar com isso. Ok, Hipérion está puto com o governo norte-americano, mas nem de longe isso faz dele insensivel, ele é o mais chocado e mais revoltado pela violência, a cena do shopping é de ficar pra história, é esse tipo de coisa que acontece quando dois sres super-poderosos decidem sair na porrada e não é nada legal... e a noticia de que esse super-vilão foi só o primeiro... é de prender o coração... definitivamente... (nota rápida que "Borrão de Atlanta" pode não ser o melhor nome do mundo, mas o personagem ta ótimo!)

- Doctor Spectrum 6 - Eu parei de acompanhar lá pelo numero 4, tava meio estranho demais pra mim, por mais que eu goste do personagem, eu tava confuso.

- Black Widow 6 - Eu amo essa mulher, eu li no omelete que o final da série é decepcionante e eu humildemente discordo, o final é ótimo que nem o resto, Natasha Romanov é uma mulher forte de verdade e aqui ela se mostra nem um pouco boazinha, coisa que pode ser chocante, mas tem que lembrar que ela costumava ser coadjuvante do demolidor e ela nunca poderia matar alguém com o demolidor por perto, mas ele não está perto, babe. =D *dançando e cantando "Cartoon Violence! Cartoon Violence!" E eu mentiria se dissesse que essa série tem grandes emoções além de raiva, mas é legal ver o que se recebe quando se leva uma mulher dessa a se enfurecer.

X-Men Extra 44
- X-Treme X-Men 46 - Não gosto dos desenhos e o fato de eu não gostar do roteiro também não ajuda. O desenho é feio, feio mesmo e o roteiro é confuso, eu leio as palavras, mas elas não dizem nada pra mim, juro, eu cheguei a conferir a capa pra ver se não tava em espanhol, sei lá, as palavras simplesmente não fazem sentido... é triste.

- X-Statix 21 - Essa é uma das melhores séries da atualidade e me entristece ver que esse é o ultimo arco. Mas sendo a primeira parte ta de boa e a série ta excelente como sempre.
Thor - "Fazes idéias com quem estás falando?"
Anarquista - "Ah, fazo sim!"
Ok. não sei se a piada foi engraçada no blog, mas ela é no gibi e ela só é uma delas, é um gibi de humor esse e ele funciona muito bem, os vingadores estão muito engraçados, tanto a caracterização mais estereotipada possivel quanto os desenhos excelentes do Mike Allred. E só pra terminar, eis um trecho do texto introdutório, criado pela Marvel pra explicar o que aconteceu no passado recente da equipe "Blá-blá-blá. Tanto faz. Eu nunca gosei de Spike Freeman mesmo. Ele não é o Técnico. Não é Pete Wisdow. E com certeza não é o Cable, se é que me entende. É isso aí! É disso que eu to falando! Toca aqui, mano!"

- Exiles 41 e 42 - O interessante dessa revista, óbvio, é ver os "o que aconteceria se..." da vida e essa edição faz isso muito bem, ver um Wolverine paralitico comandando os X-Men contra Ciclope, líder da irmandade dos mutantes, é muito bom. A única coisa que a revista falha é em tentar vender a idéia de que TJ é um personagem legal enquanto ela não é tanto assim. Mas uma boa história no geral.

Demolidor 19
- Daredevil 61 - Eeeeee temos a Viuva Negra de novo!! Aqui em seu posto costumeiro como coadjuvante do Demolidor, essa revista é a primeira depois de uma longa série de acontecimentos que meio que se resolveram na edição passada, então temos Matt Murdock tentando resolver as coisas e, infelizmente, parece que isso inclui não voltar com a Mila, o que me deixa triste, porque de novo, adorava ela, entretanto, é ótimo ela estar fora para podermos ver os pernões da Natasha!! Ok, sonhos adolescentes a parte, a edição está ótima, é bom ver que tudo que aconteceu nos ultimos anos não sumiu só porque a saga acabou. O Bendis sabe o que faz e faz muito bem.

- Bullseyes: Greatest Hits 1 - Ta bem clichê por enquanto, mas é divertida mesmo assim, agora resenhando eu me pergunto se o Mercenário é um personagem legal o bastante pra segurar uma mini-série sozinho, mas enquanto eu tava lendo tava bom, os dialogos são bem construidos, só acho que ele revelou a infância dele rápido demais e não é lá a infância mais original do mundo...

- Punisher Max 6 - Ah, esqueci de dizer que o desenhista da história do Mercenário é o desenhista de Preacher e sendo aqui o roteirista de Preacher, bem, =D a questão aqui é, Garth Ennis é a melhor coisa que já aconteceu ao Justiceiro, que ta cada vez mais brutal e surpreendente, nessa edição ele com certeza saiu do nivel dos anti-heróis e virou o psicopata maniaco, mas bem feito, essa é a questão toda, você PODE mudar uma personagem se você fizer bem e o Justiceiro é o psicopata perfeito, ele não grita, não ri, ele simplesmente anda e atira de cara fechada. Ele mata cerca de 50 caras por edição e nessa tem uma puta luta mão a mão e chega pertinho de levar a pior (ah, como se ele fosse, mas ok, eu mantenho a ilusão de que ele talvez seja derrotado durante a leitura), é simplesmente ótimo ver ele carregando o sujeito no ombro enquanto tal sujeito esfaqueia suas costas gritando "Me solta lazarento". Eu diria que, se tivesse lésbicas, esse seria o gibi perfeito.

sábado, agosto 20, 2005

A graça da fé.

"Como você pode ter certeza que Deus não existe?" não posso, nem você pode ter certeza que ele não existe. Por isso existe "fé".
Acredito que, se existe algo que "atrapalha" os planos de "Deus" (no sentido católico da palavra mesmo) é gente que tenta provar que Ele existe. Não é pra provar, é pra se ter fé e fé é isso, crença sem provas.
Agora, algumas coisas.
As teorias de evolução são cheias de furos SIM, isso não quer dizer que Deus exista, isso não chega nem perto de dizer que Deus exista. Em todo tipo de debate, as conclusões que mais me irritam é "A = certo porque B = errado" (é igual dizer que o capitalismo é bom porque o Stalin era um ditador. WTF um tem a ver com o outro?)
Agora, o lance é o seguinte. Caso exista um Deus e caso ele queira que você tenha fé, os melhores amigos dele são os ateus, isso mesmo, nós criaturinhas malditas que iremos queimar no inferno somos os aliados de Deus na luta contra a certeza de sua existência, porque se você prova com certeza que Deus existe, a fé morre e Deus perde sua função de guia, porque um Deus sem fé (ou seja, sem dúvida de sua existência) é um ditador maldito e genocida que força a humanidade a puxar pedras construindo catedrais em sua homenagem. O simples fato de existir um ser imensamente superior a você que ainda por cima SABE o que é melhor pra você, destrói todo o conceito de livre arbitrio e qual a moral de se você é um ser sem falhas (incluindo ambição material) e tem um planeta cheio de gente, você não quer que eles o obedeçam, porque desejar obediencia e amor (como diz o segundo mandamento) seria uma atitude anti-cristã. Ou seja, deus gosta dos ateus, nós somos um sonho dele realizado, porque nós não agimos em Sua obediência, nós vivemos nossa vida e é isso que ele quer, não é mesmo? A não ser, claro, que você conclua que seu Deus seja um ditador que faz sofrer quem discorda dele, nesse caso, é melhor obedece-lo se não quiser os furinculos queimados na danação eterna.
Mas claro, o doente Javé da bíblia pode ser interpretado de várias maneiras. Uma teoria que eu particularmente gosto é de que ele criou o ser humano pra cuidar de seu jardim (é a segunda versão da criação, a própria biblia conta ela), e pra fazer isso com eficiência, ele precisaria dar inteligência pro seu bebezinho, fez a mulher essa história toda, e é aí que vem a parte que eu acho divertida, Adão e Eva não foram EXPULSOS do paraíso, eles saíram porque QUISERAM. Não teve cobra, não teve arvore, não teve fruto, o que teve foi sim uma consciência de bem e de mal, teve sim conhecimento, mas eles simplesmente saíram pra viver a vida sem obrigação com ninguém a não ser eles próprios. Claro, essa é uma história tão absurda quanto a original, mas é uma forma que as coisas podem ser lidas.
O que nos traz a talvez o ponto mais importante da religião. ELA É SIMBÓLICA. Acho que nada ferra mais os ensinamentos da bíblia do que gente tentando provar que aquilo é fato histórico. A bíblia não foi escrita pra contar história, não foi escrita pra ser factual, ela foi escrita pra guiar um povo, povo esse que não é o nosso (daí que muitas coisas não batem com nossa realidade e muita gente acaba neurótica de tanto tentar seguir ensinamentos que não foram feitos pra nós).
Eu lembro quando eu era pequeno, eu ia a igreja e o padre sempre falva de pagãos como se fossem bichos alienigenas e eu sempre tive medo de perguntar o que era um pagão, pois ora, todo mundo falava tão mal deles, como se fossem ateus, que eu pensei que até que era a mesma coisa. Claro, depois eu descobri que pagão eram os gregos, os romanos, os celtas, etc... mas vejam o seguinte. Vamos falar de povos.
Lembram-se dos poemas de Homero? De Odisseu que tinha que atravessar meio mundo para chegar até seu pai? Pois é, "meio mundo" pros gregos era aquele laguinho que chamamos de Mediterrâneo. A mesma odisséia hoje é feita em 15 minutos. O que eu to falando aqui é bem óbvio, mas acho importante deixar claro que quando o mundo cristão do velho testamento é basicamente o antigo Egito e o mundo do novo testamento é o império romano. Os "Magi" (três reis magos, que a biblia nunca chama de "reis", apenas de "Magi") eram persas zoroastros, os corintios eram gregos e o resto era romano (a grosso modo), nós temos que lembrar que o antigo testamento é um livro judeu e não cristão, e que o mundo judeu é o Egito, Israel e essa região, eu não vou entrar em detalhes, porque o propósito não é isso, mas as históras da biblia foram criadas (e MUITO depois escritas) pelo motivo de dar uma identidade nacional a um povo para superar seus problemas, como escravidão, guerras e etc. Davi usou muito a biblia para unificar seu povo em muitas guerras no oriente médio, mas vale lembrar que os judeus não eram importantes nessa época do velho testamento, eles eram um povinho pobre brigando por um deserto, então eles para unificar um bando de pobre faminto pra dominar uma região mais pobre e mais faminta, era essencial que se acreditasse que o mundo não ficava muito melhor que aquilo, então a biblia foi feita para ESSE povo e funciona com outros claro, mas não tanto quanto funciona pra eles. No novo testamento já temos romanos e gregos e persas e os pagãos acreditavam que o mundo era infinito, assim como a gente pensa do universo hoje, mas os cristão, na verdade uma sub-divisão dos judeus, continuavam a se convencer que a judéia era o centro do universo, porque mesmo fazendo parte do maior império da história, eles ainda eram insignifcantes e patéticos, eram cidadezinhas pobres e problemáticas de um império onde rolava bem mais coisa bem mais legal bem longe daquilo tudo.
O que eu quero dizer com isso tudo?
Bom, pra começar, que a biblia não foi escrita pensando nos brasileiros, não que você não possa acreditar ou mesmo fazer bom uso desses ensinamentos, mas o escritor não está falando com você e sim com um judeu, as mensagens de jesus, embora muitas delas sejam universais, muitas outras delas só valem se for um povinho pobre e patético no meio de um império muito maior e muito mais forte que você........ hum, ok, talvez você possa fazer uso dela.
Mas o mais importante é que ela não foi escrita pra ser livro de história, ela foi escrita pra dar auto-estima a um povo ridiculo, não pra relatar a história dele. Os grandes atos de heroísmo e as grandes guerras da biblia são exatamente as mesmas que acontecem diariamente no oriente médio. A diferença é que naquela época petróleo não era precioso e ninguém dava a minima pro que aquele povo babaca fazia, então eles ficavam lá brigando e ninguém se metia, o que pra eles tava beleza, porque eles achavam que aquele toquinho de poeira era o mundo inteiro.
Se você quer acreditar na biblia, pra começar você precisa de fé, ou seja, aceitar o fato de que não existe prova de que nada daquilo seja verdade e parar de tentar provar que é verdade, porque, simplesmente, não é. Depois encarar os simbolos como as metaforas que são, Davi foi lutar contra Golias? Então você pode ir lá fazer o vestibular contra aqueles nerds bitolados sem problema. É isso que e é a biblia, histórias que te dão forças pra fazer atos legais.
Então, só pra finalizar, acho que a moral toda é que a melhor maneira de acreditar em deus é não acreditando.

quarta-feira, agosto 17, 2005

História em vidinhas.

Garota aborda menino cabeludo andando mal-humorado e com sono na Industrial as 18:30 da tarde.
"Mano, mano, tem um tempo?"
"Que foi?"
Ela é claramente uma daquelas hippies lindas que vendem coisinhas na rua
"Fiscalização acabou de passar aqui e mandou a gente ir embora e putz, nem deu tempo de eu vender nada, tem dois reais pro busão ae?"
Menino barbado tira moedas do bolso
"Ó, acho que tem dois e cinquenta aqui..."
"Pô, obrigado, ô, peraí, pega uma pedrinha aqui"
Menina tira pedrinhas de todas as cores do bolso
"Aponta pra uma"
Barbado aponta pra uma verdinha, super simpatica.
"Essa é o topazio-verde, ele significa esperança"
"Ah, que bom, porque eu não tenho nenhuma..."

E qual a parte legal desse dialogo onde o garoto que tava absolutamente encantado pela garota e acabou não tratando ela tão bem mesmo assim?
Bom, o garoto estava com um roteiro debaixo do braço e eis como o roteiro começa.

EXT. RUA -- NOITE

É madrugada. Mendigo está deitado, bem no meio da avenida


MENDIGO
Esperança...

Mendigo se levanta e é quase atingido por um carro, ele parece não se importar, o motorista entretanto parece assustado ao ver a figura no meio da avenida.

MENDIGO (CONT'D)
Eu preciso de alguma esperança...


É um roteiro curtinho, de 5 páginas e o nome dele... claro, a vida é um clichê, portanto o nome do roteiro é "Esperança".
O menino ainda está mal-humorado, mas ele sinceramente espera que seu humor vá melhorar.

Hq Mix

Puxa vida, que dia feliz.
Chegamos no Sesc Pompéia e logo de cara encontramos os amigos da Mosh que fizemos no Agostini plus Lobo - O lendário editor.
O Lobo TEM que ser um dos caras mais gente fina que já se dedicaram a quadrinhos. Meu! O cara é um idealizador da Mosh! E o cara falando e ele dizia "ah, mas a idéia é mesmo a gente bancar e deixar a molecada desenhar", CARA! O homem deveria ser crucificado com as inscrições LCRQ (Lobus Cariocus Rex Quadrinhus) acima de sua cruz! O cara é impressionante e durante o evento trocou uma idéia MTO boa com a gente.
Logo depois reencontramos o Mastrotti, que tem uma editora independente e foi quem primeiro publicou Roko Loco. Bem humorado como sempre, ele nos apresentou a André Diniz, que ganhou prêmio pelo e Sidney Gusman, head honcho do Universo HQ, que também levou prêmio. Demos fanzines a todos eles, nos apresentamos, mas não conversamos muito, infelizmente, não acho que ele vá lembrar de nós pela aparência ou pela apresentação "esse é o Rodrigo, esse é o Felipe", mas espero que ele lembre dos fanzines!
Depois, estavamos pra entrar quando surgiram os gêmeos e caso o Bá tenha deixado o cabelo crescer e o Moon o tenha cortado, eu abracei o cara errado, porque o Moon geralmente é mais feliz e tal, enquanto o Bá costuma tem sempre aquela pose de professor, então eu fui decidido a abraça-lo, porque se um abraço meu não alegra uma pessoa, queridos, eu não sei o que alegra. A verdade é que eu gosto do Bá, eu vivo falando mal dele no orkut, mas acho que é porque eu acho ele parecido comigo e eu não gosto de mim mesmo, eles levaram prêmio de melhor desenhista e o de melhor blog. Os gêmeos foram meio que uma força fundamental no começo do nosso processo de criação, eu comecei a escrever e o Cunha a desenhar o fanzine, nós estavamos perdidos sem saber muito onde procurar referências, porque é um tipo de quadrinho muito raro esse de relacionamentos e pessoas e adolescentes, então, nós ainda não muito seguros, tentávamos fazer um estilo parecido com o deles (usaria a palavra "copiar", mas ficaria feio), claro, que quanto mais segurança e gosto pela escrita/desenho nós tomavamos, mais os nossos próprios estilos iam aparecendo, acho que do número 4 em diante já pra perceber menos a influência dos dois, enquanto os 3 primeiros são mais parecidos. Mas é foda porque nesse meio eles SÃO famosos e eles SÃO paparicados por todo mundo, então eu me sinto bem estúpido indo dizer "ow, vocês são importantes pra nós" porque cara, nós somos fanzineiros nº3342 a falar isso toda semana pra eles, então eu mostro esse carinho falando mal do Bá no orkut, mas eu vou parar de fazer isso, digo, sim, o Bá é mal-humorado e ta sempre com pose de professor, mas não dá pra negar a força fundamental que ele foi pra gente. Nós temos muito a agradecer os gêmeos. (mesmo que sejamos fanzineiros nº 3342 que façam isso).
Em algum momento entre esses encontros, encontramos Tiago Cruz que faz um fanzine que eu ainda não li chamado "Ossos Tortos" (eu acho) e sua namorada Amora, que é a força criativa por trás de um fanzine o qual eu me tornei muito fã chamado Alcaparra. Eu ia fazer uma resenha do primeiro Alcaparra quando eu comprei ele no Anime (algumacoisa), mas eu voltei tão estressado do lugar que não tive vontade. Mas enfim, se vocês tiverem a oportunidade de comprar esse Alcaparra, eu recomendo, é muito bom.
Já dentro, as premiações começaram, o que pra minha surpresa não despertou tanto meu interesse e nós (nota que toda vez que eu digo "nós", estou me referindo ao Cunha e a Rebs) fomos para uma mesinha mais isolada e que, por uma sorte incrivel, ficava perto do banheiro, pois claro, todo mundo bebia e queria ir ao banheiro, nessa eu acabei trocando idéia com Allan "The Man" Sieber o que foi provavelmente minha participação mais vergonhosa da noite.
Eu tinha conversado com o Bá no MSN antes de ir pra lá e ele tinha dado um preparo psicológico do tipo "somos todos iguais" e tal, mas aí eu comecei a conversar com o Allan e minha cabeça começou a pular tipo "omfg omfg omfg omfg eu to falando com o Allan Sieber, omfg omfg omfg" aí eu fiquei todo "o-o-oi e-e-e-e-eu t-t-t-t-to com uns f-f-fanzines a-a-aqui q-q-que eu q-q-q-queria q-q-q-que vocês desse um... uma... um... aarh.. olhada" e aí eu entreguei os fanzines pra ele e disse "é, mas é uma histórinha bonitinha, não é engraçada que nem você faz" e ele perguntou e ele ficou vendo falando "classe, classe" e eu todo "omfg omfg é o Allan", eu acho que até falei um negócio do tipo "eu bebi uma gin tônica pra estar preparado pra conversar com você" o que é obviamente uma piada péssima.
Em algum momento dessa festa toda, eu encontrei o cara que faz Hq em Foco (cujo nome não sei) e o cara que faz Homem-Grilo (que pra mim é o próprio Homem-Grilo, por também não saber o nome). Eu não li HQ em Foco, mas eu sou um fã de Homem-Grilo também, um fanzine que eu li totalmente descrente e acabei dando muita risada com o humor inteligentissimo do cara. Homem-Grilo é o que eu geralmente recomendo quando as pessoas querem humor inteligente, porque ele ta no espectro oposto do Tarja Preta que é humor de maconheiro. Ler Homem-Grilo e Tarja Preta um depois do outor deve dar nó no cérebro. Porque ambos são muito engraçados e ambos tem a mesma qualidade e são tão diferentes.
Mais pro fim da noite eu acabaria pegando uma carona com o cara do HQ em Foco e o Homem-Grilo estaria no banco de trás, mas eu tava incrivelmente bêbado nessa parte e nem lembro.
Enfim, em algum momento lá também, a banda chamada Los Piratas começou a tocar o que dificultou a comunicação um tanto, aí o Moon falou "não fiquem isolados, vão lá oferecer seus fanzines", mas o barulho tava imenso e não deu, mas o legal que também não fez tanta falta, digo, olha pro post, a gente já tinha distribuido e vendido tanto fanzine (porque além desses "grandes nomes" que eu citei, também apareceu gente "normal" [até parece] que conhecia nosso fanzine por causa da Comix ou por causa de algum outro evento, uma dupla lá causou uma real boa impressão em mim, pois eles gostavam MESMO do nosso fanzine e eu fiquei totalmente sem graça, a conversa com essa dupla foi uma das mais agradaveis do evento) que estavamos quase ficando sem. Então eu entreguei alguns pro Luiz Gê (que foi, de longe, a pessoa menos interessada em nós) e fomos embora(antes vendi dois do primeiro número pra umas meninas MUITO gatas e eu agradeci aos céus por ter um fanzine).
Eu não contei com certeza, o que eu sei é saiu 18 do número 5 e 18 do número 1, os outros saíram menos, mas menos significa 15 ou 17. Então, chutando baixo, acho que vendemos/distribuimos 60 a 65 edições, nesses inclusos uns 15 "engradados" do número 1 ao 5, que é o que tinhamos lá.
O 6 ta pronto aliás e eu culpo o Bill Gates por não termos conseguido leva-lo ao evento, mas de qualquer forma, acredito que o nome "Chuva Contra o Vento" foi bem divulgado e eu estou prevendo que quando levarmos o 6 na Comix, ele irá vender rapidinho.
No geral, o que eu posso dizer? Foi uma ótima noite. Nosso primeiro HQ Mix como quadrinhistas, o que não mudou em nada o fato de sermos fãs maravilhados com aqueles gigantes andando na terra. Foi ótimo.

PS: No fim, acho que troquei uma idéia com o Galvão do Vida Besta também, mas eu tava bêbado nessa parte e acho que não consegui me comunicar direito.

domingo, agosto 14, 2005

...
Eu me sinto triste e eu não sei o que fazer a respeito...

Sblarghman diz:
Bjocas. :***
Não esquece de mim.

Mônika... diz:
numka!

Sim, talvez tenha sido da boca pra fora... não é pra levar a sério... mas, cara... makes me feel good...

Come here, my love
I'll tell you a secret
Come closer, now
I want you to believe it

I'll tell you all the things
You want to hear
Don't worry, baby
There's nothing to fear

Hey, little girl
Would you like some candy?

Look into my eyes
I've seen it all
Hand in hand
Together we fall

We'll sing and dance
And we'll find romance
And we'll stroll to the edge of the world

Come sit right down
Lay your head on my shoulder
It's not the point
That I'm forty years older

You can trust me
I'm no criminal
But I'd kill my mother
To be with you

We'll sing and dance
And we'll find romance
And we'll stroll to the edge of the world

Give me a smile
Let me see those pearlies
I'll do anything
For the little girlies...

Fell in love with a girl

Fell in love with a girl
fell in love once and almost completely
she's in love with the world
but sometimes these feelings
can be so misleading
she turns and says "are you alright?"
I said "I must be fine cause my heart's still beating"
She says "come and kiss me by the riverside, bobby says it's fine he don't consider it cheating"

Red hair with a curl
mellow roll for the flavor
and the eyes for peeping
can't keep away from the girl
these two sides of my brain
need to have a meeting
can't think of anything to do
my left brain knows that
all love is fleeting
she's just looking for something new
and I said it once before
but it bears repeating

Eu tenho pensado muito sobre amores passados ultimamente... sabe aquela impressão que você nunca mais vai ter tanta sorte de novo? Que não tem como ter tanta sorte porque aquele momento foi exatamente isso... sorte...?
Eu me pergunto se tenho uma segunda chance sendo que não sou mais o mesmo, que não tenho o mesmo ânimo e nem o mesmo otimismo...

Ain't it funny how things happen
Just as we think we've got it all straight
Everything seems to be moving forward
But instead we just sit around and wait

Seems things are in a lockdown
Nervous looks all around
Everyone is speaking in whispers
No one wants to make a sound

I'm losing my touch, yeah
Losing my touch
Losing my touch baby, way too much
Baby, get me out of here
It should be clear

Keep an eye on on your front door, baby
I'll be slipping in round the back
I just need a little, a little cab fare
And then I'll let you hit the sack

'Cause I'm losing my touch
Losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby, get me out of here
It should be clear, yes

I ain't going to keep it long, baby
But just long, long enough
I've got to pick up my passports
And I've got to get my stuff

'Cause I'm losing my touch
Just losing my touch, baby, baby, baby
I'm losing my touch way, way too much
Baby, get me out of here
Well it must be clear

Losing my touch
Yes I'm losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby get me out of here

Ei, não se enganem, eu tenho mais a oferecer hoje do que tinha no passado. Eu me considero uma pessoa mais forte, mais segura, essa pataquada toda... mas é isso, saca? Eu não sou o mesmo... Simplesmente não sou... e me preocupa o preço que eu pago por isso... e me preocupa, talvez mais ainda, que eu possa ter uma "recaída"...
Ah sim, as paranóias mudam, mas elas estão lá.
E por outro lado não importa tanto, porque as segundas às vezes não existem... simplesmente não existem...

(Come on…)
Didn't I make you feel like you were the only man, well yeah,
An' didn't I give you nearly everything that a woman possibly can ?
Honey, you know I did!
And each time I tell myself that I, well I think I've had enough,
But I'm gonna show you, baby, that a woman can be tough.

I want you to come on, come on, come on, come on and take it,
Take another little piece of my heart now, baby, (break a..)
Break another little bit of my heart now, darling, yeah. (come on)
Hey! Have another little piece of my heart now, baby, yeah.
You know you got it if it makes you feel good,
Oh yes indeed.

You're out on the street looking good, and baby,
Deep down in your heart I said you know that it ain't right,
Never never never never never never hear me when I cry at night.
Baby, I cry all the time!
And each time I tell myself that I, well I can't stand the pain,
But when you hold me in your arms, I'll sing it once again.

I'll say come on, come on, come on, come on, yeah take it!
Take another little piece of my heart now, baby. (break a..)
Break another little bit of my heart now, darling, yeah, (have a…)
Have another little piece of my heart now, baby, yeah.
Well, You know you got it, child, if it makes you feel good

Guitar

I need to come on, come on, come on, come on and take it,
Take another little piece of my heart now, baby. (break a…)
Break another little bit of my heart, honey, yeah. (have a)
Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it (waaaaahhh)
Take a…Take another little piece of my heart now, baby. (break a…)
Break another little bit of my heart, and darling, yeah yeah (have a)
Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it, child, if it makes you feel good

sábado, agosto 13, 2005

Terminei de escrever aquela peça...
É bobeira da parte de um escritor achar que os outros serão tão tocados pela obra da mesma forma que você é quando escreve...
Mas se eu conseguir passar 1/5 do que estou sentindo agora, bom, é como a Rebs sempre diz, "se não quer comer feijões, não abra a lata" e algumas vezes quando nós escrevemos, abrimos latas demais... nesse momento, eu sinto medo que o mundo seja uma peça.

Dropkick Murphys - World Full Of Hate
A feeling inside
In the back of my head
Like a song I still know
From so long ago
And I wouldn't change a thing
Like a car driving by
Triggers something in my mind
Am I retreiving my direction?
Or just charging forward blind?

Am I everything that you wanted me to be?
Have I lost that conditional connection I couldn't see?
To the end
Like a friend
Stands by you again
And I wouldn't change a thing
Toe-to-toe
Friend or foe?
It's all that I know
And I wouldn't change a thing

As the years pass us by
Will I still make the grade?
Can I really offer anything
And will my soul be saved?
Can you cleanse me up?
Drive out the swine?
Am I only falling farther
Can you keep me safe from harm?

The memories you build
In the house on the hill
Would you really change a thing?
Corrected mistakes in a world full of hate
Never changes anything

Till the end
Like a friend
Stands by you again
Toe-to-toe
Friend or foe?
It's all that I know

Till the end
Like a friend
Stands by you again
And I wouldn't change a thing
Toe-to-toe
Friend or foe?
It's all that I know
And I wouldn't change a thing
Um cara entrou aqui procurando no google "as 3 mulher mais linda do mundo peladas".
Se tem algo que me deixa puto é gente que não sabe usar o google.

quarta-feira, agosto 10, 2005

Pra não achar que Rodrigo está vagabundeando só porque está no cursinho.

Aham... cenas do próximo capitulo.
Um pedacim da peça que eu estou escrevendo.





Uma velha entra, tremendo, mal conseguindo andar.

VELHA
Bom dia, moço.

LUCIO
Bom dia, senhora.

VELHA
Eu queria fazer um depósito.

LUCIO
Ok, boa sorte.

VELHA
Não! Me ajuda!

LUCIO
Ok, pra quem é o depósito?

VELHA
Pra minha igreja...

LUCIO
Céus... ok, de quanto que é.

VELHA
Três reais.

LUCIO
Ahhh, tudo bem, ufa, pensei que você era uma daquelas imbecis que doavam toda a aposentadoria.

VELHA
Mas essa É toda minha aposentadoria.

LUCIO
Uau! Sua vida é MESMO uma droga.


Ok que faz acho um mês que escrevi essa parte, mas não dá pra postar aqui o que eu escrevi hoje as 4 da manhã (porque eu dormi a tarde toda, mas pôr "as 4 da manhã" da impressão que eu passo dia e noite trabalhando) porque contaria coisas da história que eu só quero que saibam aqueles infelizes a quem eu passo o roteiro periodicamente.

Ahhhh, ok, vai aqui mais uma palhinha.





RAFAEL
Talvez eu devesse mudar de emprego...

ADRIANA
E fazer o que? Você é a pessoa mais inepta e idiota que eu conheço no mundo!

RAFAEL
Se eu sou tão inepto e idiota, porque você continua comigo?

ADRIANA
Porque você é tão inepto e idiota que NUNCA vai conseguir me trocar por coisa melhor.

RAFAEL
(triste)
É verdade... talvez eu devesse voltar a ser lixeiro.

ADRIANA
Ah, mas você lembra o que aconteceu da ultima vez, né?

RAFAEL
Juro que não foi intencional!

ADRIANA
Eu sei! Por isso mesmo! Não é todo mundo que joga a sogra no caminhão de lixo por engano.

RAFAEL
Desculpa...

ADRIANA
(rindo)
Ah, amor, esquece isso, era só minha mãe, não é como se fosse alguém importante.

RAFAEL
É que eu lembro quando eu matei a MINHA mãe, putz, como eu fiquei triste.

ADRIANA
(rindo)
Mas esse foi dia foi engraçado, você tem que admitir!

RAFAEL
(sorrindo um pouco)
É, acho que sim.

ADRIANA
Ohhh, não fica triste.

RAFAEL
É que eu...

ADRIANA
Quem é o bubu da mamã?

RAFAEL
Aqui não.

ADRIANA
Que-quem é o bubuzuzuzinibiliquitinho da mamãe?

RAFAEL
(sorrindo envergonhado)
Sou eu...

ADRIANA
Isso mesmo, meu glubuzutululublugubuguzudugubaguzinho.

RAFAEL
Hihihi.

ADRIANA
Então, o que nós vamos fazer hoje quando sairmos?

RAFAEL
Hihihihihihihi.

ADRIANA
Amor?

RAFAEL
Hihihihihihihihihihi.

Rafael saca a arma e aponta pra cima

RAFAEL
HaHAhAhhAhAHhhaAhAhhA

ADRIANA
Chega.

RAFAEL
Desculpa.

ADRIANA
Bluguzinho.

RAFAEL
Rolling Stones.

ADRIANA
Grand Funk Railroad.

RAFAEL
Bob Geldoff.

ADRIANA
(cantando)
Tell me why.

RAFAEL
(cantando)
I don´t like mondays

ADRIANA
(cantando)
Tell me why.

RAFAEL
(cantando)
I don´t like uuuuhhh...

Lucio se levanta da sua mesa furioso e gritando

LUCIO
Calem-se inferiores! Eu morro antes que essa peça vire um musical!

Ele se senta novamente

LUCIO
Atores! Deveriam ser sacrificados e liquefados para que suas proteinas pudessem ser reaproveitadas.

PAULO
Ô! Você tiro isso dos simpsons!

LUCIO
(gritando)
Eu não mandei você calar a boca?!

PAULO
(gritando)
Não! Você mandou eles calarem!

LUCIO
Ah, é verdade, desculpa.

PAULO
Tá sussa, mano.


Aiai, eu sou um amorzinho de pessoa mesmo...

segunda-feira, agosto 08, 2005

1º dia de cursinho

Meus temores se realizarão de forma previsivel demais.
Eu sou absolutamente péssimo em física, tendo dificuldades enormes em fazer os primeiros exercicios, provavelmente o mesmo se repetirá com matemática e química.
O professor de história é um idiota com conceitos ultrapassados e patéticos, infelizmente estive lendo umas redações da fuvest e, aparentemente, o que interessa em eles é a habilidade em fazer discursos óbvios, ridiculos e fúteis, desde que se concorde que a culpa é da sociedade capitalista. Acredito que não terei tantos problemas com professores comunistas na faculdade, mas ter que me fingir um pra passar no vestibular vai ser dificil, mais de uma vez a questão de propriedade e classe sociais foram associadas, não levando em conta que hierarquia existia antes da propriedade e, portanto, classes sociais. Dúvido que o líder das Genos gregas não comessem uma maçãzinha a mais que seus primos. Sim, eu sou anti-comunista, aliás, o link do anarquismo no canto da página voltou a funcionar!! Então, eu sou anti-comunista, eu anarco-capitalista, acho que já disse isso aqui algumas vezes e se anarco-comunistas se irritam com seus primos totalitarios, imagina eu. Irritação dupla. Mas diferente dos rednecks paranóicos, eu não acho que comunistas comam criancinhas, que sejam automaticamente maus e corruptos ou que se juntam a bandeira socialista por fome de poder. Simplesmente discordo da ideologia, ideologia essa que considero morta e os professores da USP que corrigem as redações não passam de fantasmas velhos e irritantes, sombras vazias de uma revolução morta.
Mau olhei para a cara dos meus colegas, ou como eles chamam lá, concorrentes... alguns poucos chamaram a atenção, mas não quero fazer amigos lá, a primeira aula de matemática foi desperdiçada com uma apresentação do tipo "nós queremos que vocês se sintam bem aqui, cursinho não é para ser massacrante, nós queremos que vocês gostem da aula" e eu fiquei indignado, eu não quero me sentir bem, eu não quero gostar da aula, se eu quisesse gostar da aula, eu discutiria com o idiota do professor de história sobre as besteiras que ele vomitava ao invés de assistir, com raiva, porém passivo, a um idiota dando risadinha no que o professor declarava "a mulher só é explorada quando há noção de propriedade em uma sociedade".
Mas nem sei quem é o sujeito da risadinha, olhava fixamente para o professor, para a lousa e, nos intervalos, abria o livro que a Rebs carinhosamente me emprestou (Memórias, Sonhos e Reflexões, uma autobiografia de C.J. Jung) e fiquei muitissimo mais maravilhado com a análise que Jung faz de Freud e da forma estranha que ele vai percebendo a existência de um consciente coletivo,mas na verdade eu fiz isso antes da aula começar e entre as aulas de matemática e de física, não consegui ler entre as aulas de história, estava nervoso demais para dar a Jung a atenção que ele merece. Entretanto, no que eu abri o livro, li duas linhas e logo fechei percebendo que não rolaria, então me deparei com a contra-capa, a qual vou reproduzir aqui, porque afinal, esse blog É minha auto-biografia e pode ter certeza que aproveitarei quaisquers 3 segundinhos de fama pra juntar os posts todos num engradado e mandar pruma livraria.

"Escrever um livro é sempre, para mim, um confronto com o destino.
Há sempre, no ato da criação, alguma coisa de imprevisível e eu não posso consertar nem prever nada por antecipação. Assim, a autobiografia toma presentemente e desde já uma direção diferente na sua formulação. É por necessidade que escrevo minhas primeiras lembranças. Se eu me abstenho um só dia, tenho indisposições físicas. No momento em que trabalho minhas memórias as indisposições desaparecem e meu espírito se torna lúcido."

Tenho a sensação lá que algumas pessoas não gostam de mim, eu não disse nada e nem olhei pra ninguém, mas sempre tive a impressão que minha mera presença desperta ódio em algumas pessoas, talvez seja reflexo do que a mera presença delas desperta em mim, não consigo desprezar a raça humana, ela me irrita demais, minha dificuldade com física hoje me desanimou muito, não estou nada seguro de que vou conseguir passar no vestibular, eu sou simplesmente MUITO ruim com números e fórmulas, dependendo de como for a semana, eu vou começar a passar os domingos nos plantões de dúvidas.

Eu me sinto muito inferior naquele lugar, me sinto muito sujo, muito pequeno, muito doente, não sei se vou aguentar continuar lá, durante o colégio eu pensava que o ambiente clautrofóbico se devia aos horários, datas e restrições do tipo "não usar walkman", mas a faculdade nunca me deu problema com essas restrições, eu comecei a me sentir claustrofóbico na faculdade quando comecei a perceber que aqueles meus amigos, que a principio pareciam tão profundos, na verdade não evoluíam e passados dois anos eram os exatos mesmos, primeiro dia de cursinho e eu já me sinto assim... então eu percebi que o que me faz sentir o cheiro da prisão é estar tão perto de condenados. Pessoas com sorrisos cuidadosamente bem esculpidos, olhos vibrantes, todos felizes e saltitantes dentro de suas celas, me sinto tragado pelo vazio de suas almas, pela escuridão que emana de seus rostos vazios, escravos que amam a escravidão, apaixonados pela serventia, querendo não fazer nada no mundo além de obedecer, lutando e morrendo pela oportunidade de nunca pensar. Eu deveria despreza-los, ignora-los, mas eles me irritam demais. Esse é o tipo de situação em que eu vejo o quanto é fútil minha tentativa de viver entre outros humanos... ainda mais perseguir uma carreira como professor... tomara que eu passe no vestibular e que os 4 anos de curso me ensinem o bastante... pelo menos o suficiente para quebrar grilhões resistindo a tentação de vestir um.

domingo, agosto 07, 2005

Resenhas que você não vai ler (mas que não vai me impedir de escrever)

Ah sim, os gibizins que eu comprei no fim de semana. (é ofensivo chamar Graphic Novel de "gibizin"?)
Ah, só um detalhe, tem uma palavra que eu me atentei agora resenhando Emma Frost, que talvez vocês não saibam, eu não sei como escrever isso em português, mas "cliffhanger" é a expressão que se usa pra dizer que a história acaba com um gancho pro próximo número, mas não um simples gancho, mas sim algo no sentido "a nave espacial explodiu com todo mundo dentro", sabe? Coisa tipica de gibi em que a ultima pagina mostra ou "situação impossivel e como nossos heróis sairão dessa" ou "I´ll kick your asses... in the next edition"

Aquablue #3
Primeiro vale notar que o preço aumentou sensivelmente (R$ 0,60 se não me engano), mas que a qualidade do papel melhorou MUITO, então valeu o aumento, agora, no que diz a história, eu gostei mais da segunda edição, aqui uma nave espacial super-poderosa aparece do nada e isso cria um potencial dramático bem forte, que é eliminado um tanto quanto rápido na minha opinião, mas fica um aviso de não fazer que nem o bobo do Rodrigo e dar uma olhadinha na última página antes de chegar nela de fato, pois o cliffhanger aqui é de fazer separar as moedinhas pro próximo número.

Arthur #2
Assim como Aquablue, Arthur aumentou de preço e de qualidade.
Quando Tolkien criou Sr. Dos Anéis, ele era mais mitólogo do que romancista e ele fez senhor dos anéis mitológicamente quadradinho baseado, principalmente, nas fábulas do Rei Arthur. Vale lembrar que as histórias originais não estão escritas em nenhum lugar e que mesmo antes da idade média acabar já existiam várias versões, pois elas eram passadas adiante por bardos e estes modificavam a história a seu bel prazer, vale lembrar também que as diferenças mais essenciais estão no fato de que (como o subtitulo muito bem lembra) a história do Rei Arthur é uma epopéia celta e que algumas coisas comuns a nós foram "cristianizadas" (como um caldeirão mágico virar o santo graal). Dito isso tudo, o roteiro aqui é muito bem construido (embora algumas vezes tenha narração de mais em cenas que poderiam ser bem explicadas com imagens) e a lenda é contada de forma muito rápida, exatamente como essas lendas eram contadas antes. Questõe do tipo "Como Arthur se torna chefe de guerra tão rápido?" são irrelevantes, porque aqui nós temos a jornada do herói de campbell em sua forma mais pura e, conhecendo Campbell, é um prazer muito imenso ver Arthur ir do guerreiro ao rei, porque não se enganem e isso pode até surpreender quem está acostumado a imagem do sábio e benevolente Arthur (eu sei que eu me surpreendi), mas o Arthur aqui é um animal raivoso que quer beber sangue saxão no café da manhã. O homem não está interessado em paz para o reino da Bretanha, ele está interessada em guerra e ele é violento e mau. Claro, ele vai se tornar um rei sábio no futuro, mas no momento, é bom ver que a história não censura o quão violento um chefe de guerra realmente é. Uma ótima leitura, ótima mesmo.

Homem-Aranha #44
Marvel Knights: Spiderman # - Eu to gostando demais dessa história, os desenhos do Terry Dodson melhoraram em relação aos meses passados e a história parece uma boa volta ao homem-aranha da década de 80, não sei explicar bem como, mas eu leio essa história da mesma forma que lia homem-aranha quando criança, é uma boa história, divertida, engraçada e não deixa de ser boa por momentos absurdos. Digo, o leilão é o tipo de coisa que os freaks por realismo (sim, existem freaks por realismo que lêem homem-aranha) vão criticar por n motivos, mas no final, é uma passagem divertida de se ler. A única coisa que meu disparou meu sentido de nerd foi a Rachel Summers usando poderes telepáticos como fosse uma vidente cigana, não que, dentro do universo do gibi, não faça lógica, eu só acho que ficou esquisito.

Pulse #1 e #2 - Eu não sei o que diabos o Quesada tem na cabeça pra escolher o Mark Bagley pra esse gibi, o homem faz um trabalho médio em Ultimate Spiderman e aqui ele tá pior ainda, a questão é que ele faz cenas de ação razoaveis, só que esse é um gibi sobre o Clarim Diario, o forte deles são os dialogos (aliás, o roteirista é o Bendis, então terão vários dialogos), as situações e enfim, várias coisas que fazem um bom gibi de detetive (pois, apesar de ter virado reporter, tenho certeza que Jessica Jones vai estar atuando como detetive aqui), a questão é que fica MUITO dificil acompanhar um gibi de detetive quando todos os personagens são iguais! Simplesmente não dá. Bagley foi a pior escolha pra esse gibi, Bendis ta afiado como sempre, mas o Bagley é tão ruim que não dá nem pra ler a história direito.

The Amazing Spider-Man #512 - Eu já sabia o que ia acontecer nessa história meses antes dela sair aqui no Brasil, foi o maior bafafá nos EUA e eu estava esperando algo de bem horrível, mas deixa eu te falar, se tem uma pessoa no mundo capaz de fazer uma história absurda dessa funcionar é o Straczynski e com os ótimos desenhos do Deodato, pode ter certeza que essa é uma BOA história. Boa de verdade, o legal dessa história é que ela se baseia, basicamente, em Peter Parker e Mary Jane em um quarto conversando sobre o tal "Pecado Pretérito" de Gwen Stacy. E é ótimo. O Dedodato é o mestre, você vê no rosto de Peter o quanto ele está chocado, o quanto ele está nervoso, a Mary Jane está linda, Gwen Stacy está linda, céus, até Norman Osborn está lindo e a história também é maravilhosamente bem construida, mesmo que absurda, mesmo que ridicula, muito bem construida, muito bem CONTADA! E afinal, a moral toda do homem-aranha não é ele ser o mais humano dos heróis? Ora, finalmente as namoradas dele se tornaram humanas! Gwen Stacy é mais que a santa boazinha, Mary Jane é mais que a esposinha gostosa que diz só sabe dizer "sim, maridinho". Ah não, nós temos aqui uma Gwen Stacy adolescente e confusa, hipnotizada por um homem maduro e poderoso, nós temos uma Mary Jane com vida própria que toma uma decisão questionavel, porém completamente racional e independente e principalmente, um Peter Parker descobrindo que o mundo não gira ao redor dele. Uma ótima história.

Marvel Millenium: Homem-Aranha #42
Ultimate Spiderman #61 e #62 - Nessa história sim o Bagley chega perto de funcionar. No mais, eu nem vou comentar muito ela, porque ela é bem mediocre, nada de ruim, nada de bom. Foi bem divertido ver a versão Ultimate do justiceiro, só digo isso. E quanto ao final, vou ter que esperar a edição seguinte pra saber, por enquanto não passa de um cliffhanger.

Ultimate X-Men #48 - A busca por Sinistro vai bem, obrigado. (aka - todo arco gigante do Bendis tem por obrigação uma parte dispensavel e é essa daqui)

Ultimate Fantastic Four #8 - Essa é uma das revistas "ultimate" que melhor capturaram o feeling da original, Reed Richards é um gênio timido e bonzinho, Johnny Storm é um adolescente idiota que derepente ganhou um poder muito bom e o Coisa está puto com a situação toda, mas não ao ponto de enlouquecer, bom, quase, destaque pro pedregulho encarando um soldado dizendo "Escutaqui, reco. Eu nocauteei um monstro do mar gigante. Tem a MANHA?". Só a Sue que ainda nessas 8 edições não tem recebido muito destaque, mas isso também costumava acontecer no quarteto original, é uma ótima revista, só tenho a esperar mesmo que a Sue ganhe mais destaque e claro, dá pra perdoar que praticamente nada acontece porque essa é a parte um de quatro, obviamente a segunda parte vai começar "na hora do pau", mas espero também que a história avance.

Universo Marvel #1
Fantastic Four #509 - Incrivel, o Mark Waid dá um passo maior que a perna TODAS as edições do Quarteto Fantástico. Puta que pariu, eu comecei a comprar gibi do Quarteto Fantástico por causa DELE, por causa das histórias infantis, bonitinhas e divertidissimas dele. Agora ele ta nessa de "grande evento" e putaquepariu, porque? Porque? Eu gostava das histórias divertidas e despretensiosas, me diz, porque diabos ele tem que, toda edição, nos fazer engolir uma "super-mega-omfg" trama que simplesmente não dá certo? É... deprimente...

The Incredible Hulk #66 - Ótimos desenhos, roteiro mediocre com alguns bons momentos. A cena final definitivamente é legal, a história toda da Betty Banner é meio dificil de engolir, mas dá pra aceitar porque gibis de super-heróis não são gibis de super-heróis por prezar o realismo, embora sua luta com Dr. Samson seja completamente boba e desnecessária. Essa história é mais um epílogo depois da "super-mega-fucking-saga" do Bruce Jones do que uma história em si. Pra esse propósito, funciona até que bem.

Thanos #1 - O Jim Starlin deveria vender argumentos e deixar outra pessoa fazer os roteiros. Ele tem ótimas idéias, mas não sabe por elas no papel. Mas ele deveria continuar desenhando, pois embora todos os personagens humanos dele sejam iguais, ele faz um alienigena como ninguém e uma vez que toda a história de Thanos se passa no espaço, ele é definitivamente o homem pro trabalho.

Avengers/thunderbolts #1 - Roteiro - Kurt Busiek & Fabian Nicienza - uhhh, medo... enfim, é o que dá pra esperar desses dois. Anos 90 no seu pior momento.

Wolverine #8
Wolverine #11 - Greg Rucka é um dos melhores escritores do Wolverine que eu já vi enquanto Leandro Fernandez é também um dos melhores desenhistas que já assumiram o titulo solo do carcaju, mesmo assim, essa história especifica é média, mas também pelo mesmo motivo do Hulk, ela age como um epilogo, mas é um epilogo de um ótimo arco, então se você vêm acompanhando Wolverine, é provavel que vá gostar da história, não que você vá chorar nem nada, mas garante um belo sorrisinho bobo no rosto.

Weapon X #21 - Eu não entendi essa história, então ou o Frank Tieri não sabe escrever ou eu que não sei ler.

Emma Frost #10 - Velho! Eu amo essa revista! Absolutamente amo! A familia da Emma é muito filha da puta e a própria Emma, como todos sabemos, não é nenhum docinho de coco. Ótima história, embora a edição passada tenha sido melhor e se o cliffhanger fazer valer, a edição seguinte vai ser muito boa também. Na verdade tudo sobre esse gibi me faz querer ler mais, porque mesmo que a Emma saia dessa fria (haha, entenderam, hã hã), ainda há de se questionar o que ela vai fazer, porque ela vai continuar bem mais perdida do que quando o arco começou.

Mystique #18 - Eeeeeessa sim é a mistica. Go girl! Go girl! Ahã ahã!

Demolidor #18
Daredevil #60 - Essa revista é perfeita! A pancadaria do começo é de alta classe. o Demolidor ta fodidão, nem dá pra falar tanto dessa história, ela ta simplesmente foda. De resto eu só espero MESMO que a Milla não suma, porque eu adoro ela.

Elektra: The Hand #5 - Isso, senhoras e senhores, é a Marvel tentando descolar uma graninha dos otakus. Eu nem leio.

Punisher Max #5 - Garth Ennis é o homem perfeito pra escrever o Justiceiro, tomara que ele escreve Justiceiro a vida inteira e os desenhos estranhissimos do Lewis Larosa só melhoram a situação. A ação é crua, os personagens são doentes, o sangue se espalha e Frank Castle se mantém parado no meio de todo mundo com cara de mau fazendo "grrrrr". É o melhor. Absolutamente o melhor.

Marvel Max #23
Supreme Power #13 - Demais! Simplesmente demais! Os personagens e suas questões éticas confusas continuam confusos, as coisas continuam acontecendo de forma um tanto estranha, como deve ser numa história dessa, é muito boa a sensação de "perdido" que Hipérion tem, sua necessidade incessante de se mostrar no controle da situação sem saber exatamente o que está havendo, o serial killer super-poderoso age como um serial killer super poderoso agiria "ele não quer chamar atenção, mas parece não se preocupar muito em ser encontrado", o Gavião Noturno toma uma bem merecida surra enquanto o Borrão de Atlanta não consegue deixar de agir como uma celebridade B. É uma série incrivel.

Doctor Spectrum #5 - Hum, bobin...

Black Widow #5 - Hum... the plot thickens... ótima história. Resta saber como vai terminar, porque está muito boa.

Vingadores #18

Avengers #77 - Ok, os desenhos desse Olivier Copiel são MTO feios e o Chuck Austen é o escritor que eu mais odeio na atualidade, mãs, essa história ta legal. É meio que "de volta a era de prata" onde super-heróis e supervilões saem na porrada sem motivo aparente. Muito divertido.

The Mighty Thior #70 e #71 - Ó, nem li, essa parada de "Asgard está na terra" já cansou faz uns 5 meses. Começou muito bom, mas na boa, CANSOU.

Captain America #20 - A história é muito boa, só que eu não cheguei perto de entender o final, foi tipo "olha, pá, bum, aqui, cablum, ah, ainda bem que tudo acabou bem". Odeio isso. Esse arco inteiro é ótimo, adoro o capitão america e adoro ver ele nesse tipo de situação que mostra que sua coragem e força de vontade são mais valiosas que seu escudo, só que esse tipo de final não dá. Odeio quando as coisas se resolvem misteriosamente.

O Dobro De Cinco
Lourenço Mutarelli é o cara. Talvez o nome mais importante dos quadrinhos nacionais atualmente. Seu universo é sujo, claustrofóbico, estranho, sem esperança, tudo aquilo que o cinema nacional tenta passar, mas não consegue, Lourenço o faz com um personagem baixinho, gordinho e bobão. Desenhos alternativos, mas que, diferente de mtos fanzines que vemos por aí, não dificultam em nada a compreensão da história, a história também é trágica sem ser clichê, aliás, os clichês são quebrados sem clichês. (porque sim, o que tem de gente que se acha O revoltado por quebrar um clichê usando outro...). O circo é um dos ambientes mais desesperadores que eu já vi em um gibi e a influência de Enigmo sobre aqueles personagens é triste de verdade e não há como aquele ambiente doentio não te afetar de alguma forma, não há como não se imaginar dentro daquele ambiente e rapidamente querer apagar isso da sua cabeça antes que aquela dor e falta de esperança de consuma a ponto de não ter mais volta. A única critica que eu tenho é que ela acaba rápido demais, mas isso talvez seja a vergonha na cara me mandando ir comprar mais livros do Mutarelli e eu vou, ah, se vou.

quinta-feira, agosto 04, 2005

Aiai, to com vontade de escrever algo de bom, mas nada vem a cabeça.
É horrivel esse sensação de querer escrever e não ter assunto. Eu poderia fazer uma piadinha gráfica ou uma montagem no photoshop, mas ahh, eu gosto de escrever, eu sinceramente gosto.
Acho que eu já falei várias vezes o quanto esse blog é importante pra mim, não que se tipo, cancelassem a conta dele, eu ficaria arrasado, eu falaria "ah, merda" e iria lá e abriria uma conta nova.
O pior acho é que eu não conseguiria um nome tão bom quanto Sblargh. Que aliás é uma evolução de um antigo blog que durou dias chamado Esblargus, isso tudo quando eu tinha 15 anos.
Ah, maus tempos... por mais mal que eu me sinta hoje, meu conforto é que eu era bem mais triste na adolescência, mesmo tendo menos problemas, eu também tinha menas qualidades, na verdade, eu tenho um blog daquela época chamado "Mulher não sabe amar", então, rá, as coisas não mudam tanto. Aliás, eu vi uma frase genial hoje, é de um escritor norte-americano, se não me engano o que escreveu Tom Sawyer, mas o nome eu esqueci. Enfim, era algo do tipo "A história não se repete, ela rima" e é verdade, eu tenho uma mania de sempre procurar padrões. Tentar comparar a evolução da musica classica com a evolução do rock n roll, tentar comparar o império romano com o norte-americano e claro, sempre que você tenta fazer essas comparações num debate, você leva na cara porque várias coisas são diferentes, a maioria na verdade, a história não se repete, mas ela rima, fazer comparações históricas são divertidas, porque é uma constante sensação de deja-vu, você não consegue exatamente explicar porque esses dois momentos são parecidos, mas sem sombra de dúvida é familiar e isso é ruim/bom quando você começa a comparar sua própria vida com a das outras pessoas. Assistir Biography dá muito nisso. Você assiste a biografia de ídolo x e "putz, a vida do cara é igualzinha a minha!" e aí você assiste do y e "putz, o cara tomou umas decisões bem opostas as que eu to tomando", eu não deixo transparecer tanto (e pode parecer surpresa, mas eu não falo muito de mim, eu escrevo muito sobre mim, seja por aqui ou por msn, mas eu não consigo realmente me expressar falando, eu sou timido, acreditem ou não), mas pequenas coisas que acontecem em relação ao fanzine me afetam muito. De novo, eu sei que eu não falo muito do fanzine aqui, mas é estranho, esse blog é meu psicólogo, eu geralmente falo aqui de quando algum problema emocional consegue crescer demais ou de assuntos aleatórios que eu sinto vontade de falar, mas não tenho com quem conversar.
Chuva Contra o Vento é uma parte boa da minha vida. É talvez a parte da minha vida que melhor funcione, a que mais me dá esperança de ter um futuro bom, porque eu não sei se vou passar no vestibular no final do ano, eu não sei se um dia eu vou fazer faculdade, eu não sei se eu vou cotinuar empregado daqui uns meses e eu definitivamente não sei o que eu fazer pra ganhar dinheiro, mas eu sei que eu tenho meu fanzine, que ele é fruto de uma boa amizade, que ele concorreu ao HQ Mix, que ele é alternativo, mas não tanto que não possa ser publicado por uma editora, que ele é mainstream, mas não tanto que não possa ser levado a sério, é um trabalho que eu tenho orgulho e isso pra mim é dificil de admitir, é dificil admitir que eu fiz um bom trabalho, mas eu fiz, nesse caso eu fiz, mas eu me sinto desonesto falando a respeito, exatamente por causa dessas linhas passadas. Eu não quero parecer arrogante, é uma das coisas que eu mais tenho medo, arrogância e egoísmo são sentimentos que eu mais tento evitar, eu me sinto bobo falando que fiz um bom trabalho, porque não soa como se eu realmente tivesse feito, soa como se eu estivesse tentando me convencer ou algo assim e eu não preciso me convencer de que ele é bom, eu não preciso convencer os outros (ok, eu preciso, senão ninguém conhece e escrever pra mim próprio basta meu blog, que é o menos visitado que eu conheço), mas essa é a questão, eu não consigo e eu nem gosto de explicar pras outras pessoas porque meu fanzine é bom, porque eu sei que ele é bom, eu sei que ele tem uma história boa e eu sei que ele é bem desenhado e sem contar que é sempre dificil explicar sobre o que ele é? Eu vou começar a responder isso a la Roger Waters.
"Sobre o que é seu fanzine?"
"Sobre o que é a vida? Sobre o que é o amor? Sobre o que é ficar triste e não entender porque? Sobre o que é depositar todas suas esperanças em alguém que você não conhece? Sobre o que é ter sonhos? Sobre o que é ser surrado pela realidade? Sobre o que é não conseguir conciliar sua mente e seu coração? Porque é sobre isso tudo que o fanzine é, mas eu não consigo realmente explicar sobre o que é isso tudo."
E sabe, saiu uma resposta mais honesta do que eu tinha pensado e é sobre isso que eu gosto de escrever, porque eu não acho que consiga ser tão honesto comigo mesmo de outra forma, eu não sei lidar com seres humanos, isso é um fato, eu posso até dizer que consigo entendê-los, agora lidar com eles? Não dá, mas aos poucos eu vou aprendendo, hoje quando eu conheço uma gostosa idiota, eu consigo não dar bola pra ela, coisa que teria salvo minha pele meses atrás (e nem era tão gostosa quanto as fotos davam a entender), hoje também eu sou menos triste acho, me sinto menos sozinho, resultado disso são menos bons posts nesse blog e mais artigos aleatórios sobre quadrinhos aleatórios ou, pior, política, mas minhas crises são mais quinzenais do que diarias como costumavam ser. Eu voltei a escrever também, coisa que eu não fazia a sério desde janeiro, agora eu sinto que estou voltando a um ritmo bom, estou encaminhando bem minha primeira peça de teatro, enquanto escrevo ela, minha cabeça já está trabalhando em roteiro de uma história em quadrinhos de umas 15 a 20 páginas, sobre um astronauta com dificuldades de aceitar a própria insignificância perante ao infinito do espaço (falando assim, a idéia parece ruim, mas juro que vou fazê-la do melhor jeito possível a fim de evitar clichês clássicos a la "and the stars looks very different today, from here and I´m sitting in the tin can far from the world, planet earth is blue and there´s nothing I can do" embora definitivamente tenha algo de 'there´s nothing i can do', mas enfim, eu não escrevi nada sobre ele ainda, ele ta muito na minha cabeça, e daí pode partir pra qualquer direção, desde ser uma história romântica até, embora menos provável, zumbis invadirem a terra) e também, em um canto mais afastado da minha mente, eu também estou começando a dar forma a minha primeira história que envolveria de fato um super-homem da vida, embora dessa eu apenas consiga imaginar cenas desconexas que ainda não se ligaram.
No fim, o que eu quero dizer é, ei, a vida melhora, digo, ela não dá saltos enormes e eu continuo com muito dos problemas de leitora de capricho que eu tinha quando tinha 15 anos, mas você para pra pensar e se lembra da clássica do Schopenhauer em que ele diz que, quando você olha pro passado, a vida parece um roteiro muito bem construido, onde personagens inesperados ganham importância e personagens principais se tornam secundários quando cumprem sua função na história, e sim, eu faço comparações da minha vida com a minha vida, como eu lidei meu primeiro fora com 16 anos? Como eu lidei o fim do meu primeiro namoro com 18? Eu agi da mesma forma? Bom, a isso eu cheguei a conclusão que Mark Twain (lembrei o nome do desgraçado) chegou, "a história não se repete, ela rima."

quarta-feira, agosto 03, 2005

Fonte: Sobrecarga

Activision expande acordo com a Marvel

Por Felipe Meyer — Segunda, 1 de agosto de 2005

A Activision, responsável por jogos inspirados nos personagens da Marvel tais como Spider-man 2, X-Men Legends e Fantastic Four, anunciou mais um projeto a ser desenvolvido com a editora. Além dos vindouros Ultimate Spider-Man e X-Men Legends 2, a empresa irá produzir um RPG baseado no universo Marvel como um todo.

Diferente do MMORPG (tipo de rpg que reúne milhares de jogadores via Internet) atualmente em produção pela Microsoft, o jogo da Activision será um rpg offline, tendo à disposição os mais de 5 mil personagens da Marvel.

O lançamento é previsto para 2007, um ano antes do jogo da Microsoft.

---------------------------------------
Eu... eu...
É tão...
Oh céus..
Eu amo a Activision.
Sinceramente amo.
Lembro quando vi aquele seu lindo logo pela primeira vez com Tony Hawk Pro Skater.
E agora...
Oh céus...
Eu nem sabia que a Marvel TINHA 5 mil personagens! Mesmo contando o pessoal que não tem super-poderes, mesmo contando os amigos e familiares dos VILÕES.
Cara, é bem capaz do jogo fazer algo que a Marvel tentou em gibis durante décadas sem nunca ter tido sucesso: Passar a impressão de que o Universo Marvel é um só.
E eu nem falo de coisas tipo, Nova York é destruida nos X-Men e no Homem-Aranha ta tudo normal. Ou o fato que o Demolidor prende 100 criminosos numa edição, o Justiceiro mata outros 200 em outra e tipo, céus, quantos criminosos a cidade tem?
Não, esse tipo de coisa é até passavel, o que torna a Marvel incoerente é o fato que definitivamente existem 3 núcleos que o Bendis ta misturando agora na House of M (se com sucesso ou não, não sei, vou ter que esperar sair aqui no Brasil), mas o lance é.
Núcleo 1 - Super-Heróis: Aí incluem Vingadores, Homem de Ferro, Thor e suas respectivas subdivisões. Dependendo do escritor, o Quarteto Fantástico faz parte desse também. Eles são basicamente os heróis a la era de prata. Com poderes incriveis, com uma identidade secreta pouco importante (no sentido de que o Homem de Ferro é mais Homem de Ferro do que Tony Stark) e enfrentando ameaças cósmicas e gigantes.
Núcleo 2 - Nova Yorquinos: Aí incluem, Homem-Aranha, Justiceiro, Demolidor e suas respectivas subdivisões. Dependendo do escritor, o Quarteto Fantástico faz parte desse também. Eles são os heróis mais humanos, que enfrentam vilões menores, cujas vidas pessoais são tão importantes (se não mais) quanto a vida de super-herói.
Núcleo 3 - Mutantes: Em termos de poderes, vilões e relação vida pessoal/vida heróica, eles são uma mistura sensivel dos dois, já que, diferente dos outros super-heróis, um mutante é mutante de nascença, então não é como se eles pudessem "tirar a máscara".

Enfim, a questão é que esses três nucleos vivem de certa forma idependentes um do outro. Na verdade, o que o Demolidor faz já afeta pouco o Homem-Aranha (quando afeta), pedir então que a Mística seja levada em conta quando o Quarteto Fantástico enfrente o Galactus é loucura. A questão aqui é que temos um jogo que tem a disposição os mais de 5 mil personagens, claro, acho que nem 1.500 desses serão usados, mas é óbvio que os grandes estarão lá e pra misturar esse pessoal exige um trabalho absurdo. O Jim Starlin passou toda a carreira dele tentando fazer isso sem sucesso. O Alex Ross chegou perto com Earth X, mas pra isso teve que criar um futuro apocaliptico onde a maioria dos personagens já morreram. (E os vingadores foram mortos pelo Homem Absorvente, dá pra acreditar?).
Agora, é provavel que seja algo no estilo X-Men Legends, se for, o jogo vai ser mais fraco quanto eu estou sonhando agora, a não ser que eles dêem um jeito de melhorar o sistema pra melhor adequar gente como Homem-Aranha e Capitão América.
Na verdade, o que eu mais espero desse jogo (e é o que não vai acontecer, porque a Activision não faz esse tipo de coisa) é que seja no estilo dos RPGs japoneses, tipo Final Fantasy, onde o legal mesmo é a história e as batalhas se dão em momentos diferentes, telas separadas, esse tipo de coisa, mas eu duvido que a Activision esteja planejando seguir por esse caminho. É mais provavel algo no estilo de Freedom Force mesmo, então só resta esperar que saia algo melhor que X-Men Legends.
No mais, seria legal se eles lembrassem de gente como o Caveleiro da Lua, da dupla Manto e Adaga e também, porque não, o Morsa?

terça-feira, agosto 02, 2005

Dia Verde - Se Queimando

I declare I don't care no more
I'm burning up and out and
Growing bored
In my smoked out boring room
My hair is shagging in my eyes
Dragging my feet to hit the
Street tonight
To drive along these shit
Town lights

I'm not growing up, I'm
Just burning out
And i stepped in line to walk amongst the dead

Oh, apathy has rained on me
Now I'm feeling like a
Soggy dream
So close to drowning but
I don't mind
I've lived inside this mental cave
Throw my emotions in the grave
Hell, who needs them
Anyway

I'm not growing up, I'm
Just burning out
And i stepped in line to walk amongst the dead

I'm not growing up, I'm
Just burning out
And i stepped in line to walk amongst the dead, dead...

I'm not growing up, I'm
Just burning out
And i stepped in line to walk amongst the dead

I'm not growing up, I'm
Just burning out
And i stepped in line to walk amongst the dead, dead...

Os caras manjam. =,)

segunda-feira, agosto 01, 2005

Eu tenho que por um post-it na tela do compuador me lembrando de não me envolver mais em politica. Eu já tenho problemas emocionais demais pra resolver sem ter que me importar com os problemas emocionais do PT.
Eu tenho uma sindrome absolutamente horrivel de que eu TENHO que proteger o que está sendo atacado, não importa a situação e quando eu vejo absolutamente todos os lugares possíveis atacando o PT (tipo, com razão, eles mereciam ter sido exterminados antes de terem sido eleitos), uma coceira sobe minhas costas e eu começo a ter uma vontade incrivel de protegê-los. Na minha vida pessoal, isso já me levou a brigar com amigos, porque eu protegia o cara que todo mundo odiava, mesmo sabendo que o cara mais que merecia ser odiado e eu tenho que resolver isso antes de ter esperança de pensar racionalmente sobre qualquer assunto.
Hoje eu entrei no blog de um direitinha que frequentava um blog sobre politica que eu frequentava quando tava na faculdade e era engraçado, porque eu passava o dia todo na faculdade falando mal da esquerda pra chegar no blog e passar o dia todo falando mal da direita. Ei, eu odeio os dois lados, só que os idiotas não sabem fazer um debate sem dizer "eu sou de lado x" e pior, sem dizer "você é de lado x".
E cara, é isso que eu odeio nesses debates politicos. O PT por exemplo. Ele é de todos os lados! Nenhum dos dois lados quer o bicho e a discussão não é "no que o PT acerta e erra", a discussão é "o PT é do seu lado e não do meu".
Que esse ta sendo o pior governo desde a ditadura, não é nenhuma surpresa, eu não conheço uma única pessoa que elogie o governo do PT, entretanto, você entra num lugar e ta os direitinhas "RÁ! Eu falei pra vocês que a esquerda é uma bosta!" e então os esquerdinhas respondem "O que?! Mas o PT hoje não é mais esquerda!" e o outro responde "mas pontos 1, 2 e 3 do seu governo são esquerda!" e o segundo idiota replica "Rá! Mas 4, 5 e 6 são claramente de direita" e parem pra reparar, por um segundo, o que foi discutido aqui.
Isso mesmo! NADA! E é por isso que eu tenho um link no canto do blog pra uma desativada HP sobre Anarquismo.
Sabem o que isso significa?
Significa "Eu tenho problemas emocionais DEMAIS pra ficar perdendo tempo com os irracionais raivosos latindo citações de filósofos alemães e torcendo seus significados para seus próprios propósitos doentios" e por "irracionais raivosos" eu quero dizer:
- Pessoas que acham que a União Soviético deu certo.
- Pessoas que acham que a guerra do Vietnã foi necessária.
- Pessoas que acham que Chê Guevara foi um herói e não um terrorista.
- Pessoas que acham que o Bush não é um terrorista.
- Pessoas que acham que o nazismo é de direita.
- Pessoas que acham que o nazismo é de esquerda.
- Pessoas que acham que TUDO NESSA PORRA DE MUNDO TEM QUE SER DE UMA PORRA DE LADO OU DE OUTRO!

E por causa disso o post-it me lembrando que não vale a pena discutir politica, porque eu tenho certeza que existem três pessoas em algum lugar do país, capazes de uma discussão inteligente sobre os rumos da sociedade, mas acho que nenhuma das três tem acesso a internet ou, se tem, seus blogs tem templates feios demais e não me chamaram a atenção. Mas enfim, talvez eu os ache, enquanto isso eu continuo tendo que lidar, nessas minhas épocas mais politizadas, com três tipos de pessoas. (e mais uma lista porque eu curti e tal)
1 - Pessoas imbecis, no sentido Brecht da coisa, que entendem de politica o que a Veja/Carta Capital diz a eles.
2 - Pessoas legais, bem intencionadas, que são inteligentes o bastante pra terem perdido esperança na politica e, ao invés disso, espalham suas crenças em conversas causais, de um jeito amavel e sem estresse. Meus amigos estão geralmente nesse tipo e o fato que eu meio que me isolei deles é o que possivelmente está me causando essa frustração.
3 - Bichos burros e raivosos que acham que tudo no universo se resume a direita ou esquerda. Na internet a maioria é desse tipo e, a sacada legal é essa, AMBOS OS LADOS se acham revoltados, porque AMBOS OS LADOS acreditam que o outro tem a maioria e o dominio da mídia e da população e AMBOS OS LADOS se acham vítimas de uma conspiração na qual o outro lado faz de tudo para silencia-lo e AMBOS OS LADOS acham que nietzsche está do lado dele.
Aliás, esse é o brilhante de Nietzsche. Ele é de todo mundo! Absolutamente todas as pessoas do universo podem usar uma citação do nietzsche sem serem hipócritas, porque ei, pasmem, o homem descobriu que a vida é mais complexa do que ser totalmente pessimista, totalmente otimista, totalmente anarquista, totalmente autoritario, enfim, nietzsche, nesse meio filosófico, que na época se comparava ao orkut, onde todo mundo é um bicho raivoso e burro que escolhe um lado, conseguiu ser todos os lados ao mesmo tempo. Eu tenho até uma citação dele pra provar.
"Ae, galera, beleza, aqui é o Nietzsche, o Rodrigo ta certo e pans"
- Nietzsche
Pois, ora, se ta entre aspas com o nome dele embaixo então DEVE SER VERDADE.
Na verdade, acho que o único extremo dele foi o ateísmo, mas aí você gruda um pouquinho de Jung e de Joseph Campbell e problema resolvido, afinal, ele mesmo falou que não queria ser seguido como verdade absoluta. Tipo.
"Eu mesmo falei"
- Nietzsche
(mas é sério, eu só não consigo agora lembrar se isso é coisa do Zaratustra ou de Além Do Bem E Do Mal, tem cara de Zaratustra, porque tipo, eu entendi e Além do Bem e do Mal eu ter lido inteiro, eu não consiguiria hoje reproduzir nada, é demais pro meu intelecto limitado que não consegue absorver que a vida é unilateral).
Mas enfim, olha só, eu to estressado, gente burra me deixa estressado só de pensar nelas. Eu não preciso nem argumentar nada especifico, só de falar sobre burrice num geral, eu já fico assim plus eu desconfio que tenho uma gastrite ou algo assim. Na verdade eu desconfio isso a anos, porque eu sempre fico com umas dores de estomago fortes quando fico estressado e eu to estressado meio que o tempo todo. Mas enfim, o que dizer? Eu to numa crise de "tenho que falar sobre politica", então acho que vou aproveitar que são 7 e meia da manhã, horário de "putz, eu deveria ter dormido, mas não o fiz, portanto vou ter que arrumar meios de passar o dia todo acordado" e ler o Midia Sem Mascara, depois eu vou ler os Wunderblogs, aí eu procuro alguns sites de anarco-punks e anarco-comunistas pra terminar lendo uma bela redação sobre vegetarianismo. Afinal, se é pra passar nervoso, porque não passar ele todo de uma vez? Se eu não tiver trabalho hoje eu poderia até arrumar um tempo pra assistir malhação, ouvir Charlie Brown e discutir religião com uma sexagenária, agora mesmo, porque eu duvido que vá conseguir algo melhor que uma velha as 7 e meia da manhã na universal. Quem sabe eu não termino meu dia com chave de ouro me encontrando com um grupo de hip hop pra falar o quanto movimento negro é uma palhaçada. Com sorte algum desses grupos me convertem e eu continuarei estressado, mas pelo menos, terei um grupinho, claro, não mudará nada, porque eu continuarei achando que não tem ninguém igual eu e que sou um pária, pois o grupo oposto, seja ele qual for, é maior e tem controle da mídia.
Ou eu posso ir tomar banho e voltar a ter contato com meus amigos, o que me faria voltar a ser uma pessoa feliz.
Aliás, como primeiro passo, eu vou tornar publico que a Rebs ta com um monte de cuecas minhas na casa dela, mas não se preocupe, eu passo pra buscar semana que vem, aí eu, você e o Cunha saímos pra algum lugar cult e tiramos mais cópias do fanzine e eu trago pra casa e pergunto pro Bernardo onde que é o endereço dele por dias e dias porque eu nunca vou lembrar de salvar o texto da janelinha do msn.
Ah sim, saúde mental! Aqui vou eu!