Ah, esse é um post enorme que eu fiz lá na comunidade de filosofia, mas enfim, ele já caiu no ostracismo. [:p]
De qualquer forma, acho que tem uma idéia boa ou duas aí no meio, então...
O título do post era algo do tipo "porque esses debates sobre religião são tão chatos"
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Ok, eu passei um tempo fora da comunidade arrumando uns assuntos particulares e porque, sinceramente, enche o saco entrar aqui e ter 1000 tópicos que de alguma forma caem em religião e viram o tipo mais raso de briguinha "nós vs eles", então eu vou tentar aqui fazer algo de razoável que mostra porque esses debates são quebrados pra começo de conversa (e porque é difícil qualquer posição razoável quando a gente cai de para-quedas quando eles já estão avançados).
Sim, eu sei, esse próprio tópico é derrotista porque é um tópico sobre Deus dizendo que é um saco falar sobre Deus. Enfim, um mal necessário se der certo e mais um tópico chato se não der.
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"Deus" é um conceito muito amplo, tanto na história da filosofia quanto na história cultural geral da humanidade, mas, falando em filosofia especificamente, Deus é um conceito primeiro cosmológico e depois moral; ambos os conceitos só se confudem em filosofias, como a platônica em que a ordem moral, de alguma forma, determina a ordem natural do universo. Por exemplo: ao afirmar que as leis da natureza são regulares, pois esse é um modo moralmente bom de se organizar o universo.
Como conceito cosmológico, Deus tem pouco espaço na filosofia atual, pois tem pouco (ou nenhum) espaço na ciência atual. Não que Deus seja cientificamente impossível, mas ele é cientificamente improdutivo, pois a hipótese "Deus" como "causa primeira" é incompatível com uma noção de racionalidade baseada na observação empírica. O problema dos criacionistas não é que eles tentam avançar uma teoria que conflita com a teoria estabelecida, mas que eles buscam todo um novo conceito de pesquisa científica, um conceito muito mais medieval que moderno (quanto mais contemporâneo).
O modelo racional medieval era um que se baseava justamente em argumentos e silogismos. Ou seja, se você conseguir justificar sua argumentação em um raciocinio correto (Se a então b; a, logo b), isso era suficiente e, para discussões metafísicas, não é possível mesmo fazer algo além disso.
O modelo racional contemporâneo é, estritamente falando, não muito determinado; há várias teorias sobre filosofia da ciência competindo, mas o que todas, atualmente, tem em comum, é que o modelo se baseia em eventos que podem ser descritos em linguagem - isso causa uma série de problemas: teorias sobre ciência (filosóficas, não cientificas) que buscaram propostas de ciências plenamente empíricas (algo mais newtoniano que contemporâneo) encontraram problemas, não obstante, todas concordam que, diferente do que pensavam os medievais, argumentos, sozinhos, não podem servir de conhecimento; esse ponto, talvez, é o que marca a maior diferença entre medievais e modernos. Não há concordância, nem antes e nem hoje, do que é esse elemento a mais: observação empírica certamente é importante, mas ela apenas também não funciona (as leis de Newton não são exatamente empiricamente observáveis), mas não quero me prolongar nesse ponto e ele é bem polêmico.
O importante é o seguinte: Esses debates não são sobre duas concepções cosmológicas (a com deus e a sem deus), mas são sobre duas concepções acerca do que é a razão humana: uma que pode retirar conhecimento de argumentos que não podem ser submetidos à observação ou teste e outra que não pode.
Aceitando a concepção mais contemporânea de razão, o máximo que o criacionista pode fazer é ser um cético anti-darwinista. Ele jamais pode usar a palavra "Deus" em suas pesquisas científicas. Não porque é tabu, mas porque a hipótese subverte esse modelo de conhecimento que criou aviões, descobriu curas para doenças, etc.
Sendo que esse debate escrito acima é um debate entre medievais e modernos ("novos filósofos" como eram chamados no séc. XVII). A primeira coisa que torna esses debates chatos é o seguinte: é anacrônico.
Os dois lados são anacrônicos e ridículos.
O dawkinista é anacrônico e ridículo porque perde páginas "refutando" argumentos de São Tomás de Aquino. Oras, praticamente todo filósofo desde Descartes busca refutar Aquino de alguma forma. Pode-se argumentar um propósito social nisso (e vou chegar lá), mas em relação a conhecimento; é um exercício fútil, anacrônico e no fim acaba sendo só provocações baratas ao "time de lá".
O criacionista, por sua vez, é anacrônico porque, se é ridículo "refutar" Aquino, assumir seus argumentos é mais ridículo ainda. Aquino foi um dos grandes da filosofia por fazer o que todo filósofo fez: Ele levou o modelo de racionalidade de sua época às últimas consequências e retirou de tal modelo as conclusões mais importantes de sua época. Tal modelo, como dito, não pode mais ser aplicado hoje.
Não seria impossível existir (e dado a vasta produção acadêmica, não duvido que exista) algum tipo de neo-tomismo; mas teria que ser um que (mesmo por ser "neo") vai muito além de Tomás. Na verdade, eu já vi um ou outro neo-tomista e, seguindo a esteira kantiana (e mesmo husserliana), a primeira coisa que eles fazem é separar o físico do metafísico, pois, após Kant, não se pode mais falar do transcendente como se fosse o empírico.
Teologicamente isso é bem claro: Se deus criou o tempo, ele deve existir de algum modo antes do tempo, como não há sequer um "antes" se não existe tempo, ele deve existir fora. Se ele existe fora, ele não pode ser "a causa primeira" no sentido que o big bang é um tipo de causa primeira. Conclusão: não é possível provar que Deus exista por meio empírico, pois toda observação empírica se dá no tempo e Deus existe fora do tempo.
Como já dito, o modelo medieval ainda é a única forma de se fazer metafísica, então notem que, nas palavras acima, não há ciência - não é dizer que não há conhecimento, mas não há ciência.
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Estabelecido isso, vamos para o segundo ponto, que é mais espinhoso.
Deus como agente moral.
Deus como agente moral é um estudo de todos os tipos: É um estudo sociológico, psicológico, teológico, metafísico e por aí vai (mas, repetindo, não é cosmológico).
Além disso, ele não é um estudo, ele é um guia espiritual, é um arquétipo daquilo que é bom e justo.
Outra coisa que é bem enfático na filosofia kantiana (e se segue, de algum modo ou de outro, em todas as filosofias posteriores) é a constatação de que se a metafísica não pode mais ser utilizada de modo cientifico, para fazer constatações acerca do empírico; está reservada a ela a moral. Pois, como simplifica bem Schopenhauer, "a ordem natural não é a ordem moral".
Psicólogos evolutivos (é assim?) insistem muito nesse ponto. Não é porque o humano tem uma tendência a um ato que significa que esse ato é moral.
Sendo assim, temos uma dupla significação do moral: a primeira é a comportamental ("como os homens agem") e a segunda é moral no estrito mais comum ("como os homens deveriam agir").
A psicologia, sociologia e afins estudam, de modo mais cientifico que suas disciplinas permitem, o primeiro, mas em relação ao segundo apenas fazem sugestões.
Pode ser que isso mude, mas até hoje nenhuma ciência empírica ou humana serve como guia moral (e nem pretende servir), sendo essa uma disputa entre legisladores e filósofos, ambos que se beneficiam enormemente das pesquisas psicológicas e sociológicas, mas, repetindo, a ordem natural não é a ordem moral.
Existe a pergunta se é necessária uma ordem moral e como ela deve ser. Esse é um assunto mais complexo, mas para avançar a argumentação vamos assumir que sim. Que sem um conjunto de leis morais, a humanidade caia em desgraça, desordem e decadência.
Dada a necessidade de uma moral, existem dois tipos de teóricos: os relativistas e os essencialistas (como geralmente acontece nessas polarizações, a maioria dos especialistas são algum tipo de hibrído).
Os relativistas dizem que não há moral universal, mas que há dada as circunstâncias e o trabalho do filósofo e do legislador é descobrir qual a melhor descrição dos termos "bom" e "mau" que se aplicam as circunstâncias de sua cultura (cultura aqui seria a versão mais espiritual do tempo/espaço - algo como "época/país", nada específico demais).
Os universalistas dizem que há uma moral universal, que pode ser plenamente descoberta ou não, mas que, pelo menos em tese, existiria um conjunto de leis que se aplicam a todos, independente da cultura.
O que nos importa é o universalista, que, por sua vez, se dividem em mais duas categorias: os essencialistas e os racionalistas.
Os racionalistas acreditam que sendo a razão comum a todos, um conjunto de normas racionais seria universal.
Os essencialistas acreditam que existe, na própria estrutura do universo, um tal conjunto de normas e que o trabalho seria desvendá-las ao invés de construí-las.
Os religiosos, num geral, são essencialistas. Eles acreditam que seu Deus criou o mundo de tal forma que já está inscrito nele uma lei moral, revelada pela sua religião específica.
È possível existir um essencialista ateu, mas ele teria que ser um metafísico de algum tipo: a tese essencialista é inevitavelmente metafísica uma vez que a ordem natural não é a ordem moral. Se existe uma ordem inscrita no mundo e não está inscrita especificamente na natureza física, então ele deve estar inscrita em uma tal essência metafísica que ou causou ou permeia o mundo.
Aqui chegamos ao segundo ponto que faz esses debates tão chatos: as pessoas discutem diferentes concepções morais sob a máscara de um argumento cosmológico.
Aqui minha crítica é mais específica: se eu tiver que me posicionar em algumo "ismo" lá em cima, eu seria algo como um essencialista ateu metafísico, mas como eu disse, todo mundo é algo de híbrido e minhas concepções metafísicas particulares me inclinam para o relativismo.
Isso é de pouca importância, eu citei mais pela honestidade intelectual, finjam que eu sou um relativista:
Minha crítica é que embora religiosos, num geral, sejam essencialistas; ateus geralmente se dividem entre racionalistas e relativistas. Ambos criticam a religião, mas são críticas diferentes.
A crítica do relativista (que eu considero o ateu saudável - que é como me considero) é que a religião tenta se impôr. O essencialismo não permite que eu discorde de você e seja bom, pois o bem já está inscrito no mundo e se eu não me encaixo nele, então o mundo sequer pode se adaptar. Estou errado e é o fim da história.
Porém a mesma crítica pode ser feita ao racionalista, onde que, se eu discordo, logo sou irracional. E quem é irracional não tem razão por definição de termos. Mas segue a questão de que o modelo de razão do racionalista em questão é o modelo medieval e não o contemporâneo, pois, novamente, a psicologia e a sociologia ainda não criaram morais.
O que acontece nesses debates é que o relativista logo se cansa. Ele tem que defender o direito de todo mundo às suas crenças e ele tem que se defender de todo mundo que quer se impôr. É um saco. Eu aceito isso em debates sérios, não no orkut. No orkut eu me sinto como tentando mediar duas crianças que disputam o mesmo caminhãozinho (o da moral universal) e eu uso camisinha que é justamente pra não ter que passar por essas situações.
O problema é que tolerância é justamente uma das bases da nossa sociedade. Não significa concordar, mas essa postura de querer sistematicamente eliminar o outro grupo é prejudicial.
Voltamos a questão das páginas desperdiçadas do Dawkins.
Ele pode dizer que faz isso para se defender dos ataques criacionistas. Mas eu digo que os únicos que precisam da defesa de tais ataques são as escolas e universidades.
As universidades vão bem, obrigado, tanto que os criacionistas choram censura: não é censura. Seu modelo de racionalidade é anacrônico. Ponto.
As escolas, num geral, também vão bem, existem algumas poucas escolas em cantos rurais e isolados do mundo que adotam o criacionismo. Alguns professores aqui e lá.
Em primeiro lugar, eu diria que eles estão errados. Em segundo, eu diria que eles dificilmente se qualificam como ameaça qualquer à sistema educacional: são muito poucos, muito dispersos, muito desacreditados. Se isso se tornar uma tendência a gente se preocupa. Por enquanto são freaks.
Só que, por causa desses freaks, os dawkinistas compram briga com uma porção de gente que não está nem aí pra esse assunto: em primeiro lugar, criacionistas, do tipo que acreditam que a terra tem 6000 anos, são uma minoria da minoria.
Você pergunta pra alguém: "É um criacionista?" e o religioso pergunta "o que é isso?" e você responde "a crença que deus criou o mundo", então lógico que ele vai responder que sim. Se você pergunta "então você acredita que o mundo só tem 6000 anos de idade e que os fósseis são Deus enganando você pra testar sua fé?" e eu não conheço ninguém além dos freaks que aparecem nos jornais e dos freaks do orkut que diriam que sim.
Mas, e esse é um ponto importante, mesmo essa minoria que aceita isso, *NÃO É BIÓLOGA*.
Oras, essa gente *não precisa* entender de evolução. Eles não fazem pesquisa.
O pior daqui são os professores que concordam com isso e esses são mais raros que as escolas que, por pressão da comunidade, adotam o ensino do criacionismo. É irrelevante.
E se um de seus alunos for, eventualmente, estudar biologia, ele vai ver que as coisas não são assim.
De resto. Se eu não sou um cientista, então deixem eu acreditar que a terra nasceu ontem oras bolas, o que isso muda na sua vida?
Se tudo que os dawkinistas fizessem fosse atacar essa minoria criacionista (como é feito há décadas sem ninguém achar desrespeitoso), ninguém ligaria. O problema é quando eles entram nesses juízos bobinhos de dizer que a causa do terrorismo é religião, que a causa da guerra ao Iraque é religião, que a causa de problemas psicológicos é religião, que a causa disso e daquilo e bla bla bla.
Por favor gente, o século XX foi marcado por duas guerras mundiais e ditaduras de todos os modelos por todo o planeta que clamou a vida de milhões e milhões de pessoas e nada disso teve um centimetro a ver com religiões.
O que as mortes do comunismo, do nazismo e do fascismo tem a ver com religião? Nos dois primeiros, os religioso foram os alvos!
O que as duas maiores guerras da história da humanidade tiveram a ver com religião?
Aqui é a parte chata que o relativista tenta agradar todo mundo: então eu venho e digo "é verdade que a religião causa mal a algumas pessoas, é verdade que ela está associada aos regimes fascistas do Oriente Médio", mas enfim, é chato falar isso, você dá a mão e a pessoa quer o braço.
Esses debates são chatos porque eles não permitem posições razoáveis, se você admite que o islamismo é um fator indispensável da Al Qaeda, você logo quer que eu diga que as torres ainda estariam lá se o mundo fosse ateu. Eu não posso fazer isso. Primeiro porque não tenho bola de cristal, segundo porque a gravação do Bin Laden foi bem clara: países cristãos como a Suíça jamais seriam alvo de terrorismo. Apenas os Estados Unidos foram alvo e os motivos foram claramente políticos.
Dá pra continuar esse debate específico, mas não é o propósito desse já irritantemente longo post. O propósito é só mostrar os motivos pelos quais esses debates são chatos.
São duas posturas universalistas da moral e a coincidência entre as duas é que uma exclui a outra. Então pra qualquer um que adota a muito contemporânea postura relativista, o que temos são crianças choramingando que o outro está sendo mal.
A coisa só piora com a internet quando temos um sujeito que mora no andar de cima de um puteiro da rua Augusta na capital de São Paulo com o sujeito que mora na rua da igrejinha em Rodeio no interior de Santa Catarina. Vocês dois veêm o mundo diferente. Não que o paulistano não pode ser cristão e o rodeiense ser ateu; mas vocês foram criados diferentes e toda vez que pessoas de criações fundamentalmente diferentes discutem que o outro deva adotar sua específica posição moral, o que você vai ter é essa chatice de um acusando o outro de ser imoral.
Por fim, volto lá pra cima: Dawkins e companhia irritam um monte de gente que não tem nada a ver com a história.
Pior, eles dizem "ou a razão ou a fé"; "ou a ciência ou a religião"; e aí, amigo, se o sujeito sente que não consegue prosseguir sua vida sem fé e sem religião, ele vai deixar a razão e a ciência pra trás. Do ponto de vista de sua vida particular, porque ele não faria? Ele vai entrar em angústia existencial por perder todo seu referencial ético e moral só porque algum biólogo que ele nunca viu na vida disse que é mal ser irracional? Não vai. Não funciona assim.
Pior, se você *realmente* coloca essa posição "ou A ou B" e o sujeito escolhe "B", você fecha as portas para "A".
Significa que se você convenceu o sujeito de que a fé dele é incompatível com a razão, nas próximas eleições ele vai votar quem acredita em deus e não quem tem o melhor argumento porque *você convenceu ele que fé e razão são incompatíveis*
É isso que toda postura intolerante faz. Ela se fecha ao dialogo. Ela se fecha ao debate. Aí quem sobrevive é o instinto de sobrevivência (sendo darwinista aqui para falar mal do Dawkins).
Se a pessoa sente que sua vida não pode ser vivida sem explicações racionais e científicas para as coisas, ele pode deixar a religião de lado, mas se não (e veja bem, a pessoa não escolhe o ambiente que vive e nem seus mecânismos psicológicos para lidar com esse ambiente), você acabou de criar um fundamentalista que se recusa a debater.
Aí eu tenho que perguntar: que bem isso fez? Pra quem?
Há muito mais que dizer sobre esse assunto. Mesmo mais longo que o orkut recomenda, ele ainda é simplista para que não fosse ainda mais longo. Se alguém quiser uma elaboração melhor de qualquer ponto, pode ser que eu o faça.
No fim, eu peço desculpas pelo tamanho do post, era pra ser uma resposta em outro post reclamando dessa mesma coisa, mas ficou longo demais.
Eu aceito críticas, talvez de modo mais mal humorado que deveria, mas eu vou sistematicamente ignorar argumentos contra ou a favor da existência de deus.
Também vou sistematicamente ignorar acusações de que eu sou extremista no meu relativismo. Veja bem, a postura não é que todo estão certos, mas é que certas descrições do mundo não importam em certos momentos.
Uma descrição metafísica ou religiosa pode ser de grande valia para Richard, o pai de familia e ser inútil para Richard, o biólogo.
Agora, se Richard, como biólogo, tentar realizar uma descrição metafísica do mundo, ele vai, e com razão, enfrentar todo tipo de problemas, no fim, pode até ser uma argumentação muito bonitinha, mas provavelmente não vai ajudar a explicar porque essa bactéria antes era assim e agora é assim.
Da mesma forma, sua explicação biológica provavelmente não me ajuda muito a viver meu cotidiano. Não me ajuda muito a lidar com a rejeição da perda de um namoro, com a morte de um parente, com o nervosismo de uma eminente entrevista de emprego; enfim, pode ajudar às vezes entender o modo como que essas reações são frutos evolutivos de como um neaderthal se relacionava com o meio natural pode me ajudar a tranquilizar, mas pode ser que não, pode ser que eu precise de um deus me dizendo que tudo vai dar certo.
Não é relativismo extremo se eu admito que um cristão fazendo teologia dentro de um lab de biologia provavelmente vai se dar, mas é extremismo dizer que se é errado dentro do lab de biologia, então é errado em todo os momentos da vida.
De resto, se você teve paciência de ler isso tudo, não deixe de comentar.