domingo, julho 29, 2007

MP3s



Eu as vezes me pergunto qual o ponto de baixar tanta música de banda que eu não conheço se muitas vezes eu não as ouço com a atenção devida.
Parte de mim se convence que eventualmente, por acidente, eu vou encontrar uma banda ótima e isso de fato acontece.
O que eu acho engraçado é como isso acontece, às vezes, meses e meses depois que eu baixei o album.
Esse álbum do The Blow por exemplo, acho que eu baixei ele em novembro (lembro que foi junto com outra banda - que definitivamente não gosto - chamada "The Blood Brothers") e eu devo ter ouvido do começo ao fim, mas não me chamou a atenção e, sempre que eu via esse nome, eu evitava ouvir porque me lembrava do Blood Brothers.
Agora, 3 da manhã, terminando um trabalho (mentira, falta muito ainda pra terminar, eu to é enrolando mesmo), eu comecei a ouvir uma música linda e quando fui ver de quem era, qual a surpresa, era "True Affection" do The Blow.
Comecei a ouvir então o album inteiro e estou adorando.
Algumas músicas funcionam e outras não, não é a banda perfeita, mas tem músicas excelentes e lindas e que estão me ajudando a fazer essa madrugada melhor e eu estou feliz que nunca deletei essas mp3s, mesmo que na minha cabeça fossem músicas horríveis a serem puladas quando percebidas.

quarta-feira, julho 25, 2007

Talulah Gosh



Talulah Gosh (é o nome da banda E da música)
É meu Starjets. ;)
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segunda-feira, julho 23, 2007

terça-feira, julho 17, 2007

Tintin



O que eu acho tão perfeito nessa abertura é como os efeitos sonoros se misturam com a trilha.
A parte da cantora de Opera (que eu não lembro o nome) é minha favorita.
E o comecinho, quando ele pula do trem e tal.
Eu quase consigo lembrar de todos os episódios enquanto assisto, mas nenhum detalhe, só cenas aleatórias.

domingo, julho 08, 2007

Downloads a se fazer

Ou
Tentando desesperadamente sair da depressão.
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Frog Eyes - Tears For The Valedictorian
Eliott Smith - New Moon
Battles - Mirrored
The National - Boxer
Queens Of The Stone Age - Era Vulgaris
The White Stripes - Icky Thump
Art Brut - It´s A Bit Complicated
The Smashing Pumpkins - Zeitgeist
Interpol - Our Love To Admire

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Eu comecei um roteiro novo também, é a segunda história de nem lembro quantas que eu ia fazer pra um projeto meu e do Cunha chamado "The Long Winter".
The Long Winter é uma coletânea de histórias que se passam em diferentes épocas em versões modernas de um mundo de magias, fadas e dragões.
A primeira história já está pronta, desenhada, linda, só faltava o imbecil aqui corrigir umas coisas, mas faz um mês que eu to desanimado com o mundo e ainda não consegui acordar um dia e fazer isso.
Mas eu consegui, de alguma forma, forças pra começar essa segunda parte, o roteiro ta em inglês porque a proposta é mandar pros gringos, aí pra não ficar confundindo minha cabeça trocando a lingua só pra fazer o dialogo, eu fiz ele inteiro em inglês.
Enfim, o começo.
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THE LONGE WINTER
PART 2
IT´S COLD OUT THERE, WARM IN HERE AND SHE IS STANDING IN MY DOOR


Young guy waking in his room, it´s all a mess, with food everywhere, papers all over and porn on the computer. He is bed, under a big blanket, only his eyes can be seen, like some scared kid.

Recordatory
Fuck, it´s day again.

Guy entering the bathroom in his underwear and an old led zeppelin t-shirt.

Recordatory
I slept so much my eyes actually hurt.

Guy throwing water in his face.

Recordatory
I wish I could sleep more.

Guy looking to himself in the mirror, his hair is a mess, his beard is getting too big, he has a big sad expression, like a canil worthy dog (São Bernardo).

Recordatory
I wish I could actually sleep instead of being tormented by toughts hours and hours in the dark just to be tormented by nightmares then.

While pissing, the guy looks, through a small window in the bathroom, the gray city, with clouds covering the sun, he is in an apartment on the seventh floor of a building, so he can see some skyline.

Recordatory
It´s winter already. It was a bright, yellow, warm day when I lost my job. I gave up trying to remember how long it was just as I gave up trying to find another one just as I gave up pretty much everything.

He sits on the ground.

Recordatory
I keep thinking that things would be better if they would just let me learn how to do magic.

He lifts a finger and a little flame comes out of it

Recordatory
Not that they can keep me from doing it, but the government was quite specific that I was forbidden of learning it in college or anywhere for that matter, that I was forbidden of doing it in public.

He stares very sad at the flame

Recordatory
Oh, I would like so much to work with flames, to spend the day studying and teaching magic just for the sake of it.

Suddenly it’s his imagination and he is in a big room, crowded with people in tuxedos, only men, he is on the top of a stage in a tuxedo, receiving a golden plate from some old guy, behind him it’s a big flame dragon.

Old guy
And here we give you this award for all your work on the field of fire magic.

Everyone in the room starts laughing.

Old guy
And to think that you had to learn it by yourself because our retrograde psychological analysis considered you too unstable.

In the middle of all the men, there is a girl that stands out, she has a long dress and just smiles while everyone around her laughs.

Recordatory
Too unstable! What they know about psychological stability?

Close-up on her

Recordatory
Aren’t they the ones who make wars?

Back in the bathroom, the flame is larger and it started to touch a towel hanging above his head. He is lost in his toughts mumbling the words.

Guy
Aren’t they the ones who make wars?

The towel catches fire and the guy looks up scared

Guy
Oh shit! Not again!

He gets up quickly and directs both hands towards the towel.

Guy
Ice!

The flames go out and a dark cloud goes out the window while he coughs

He touches the towel and it breaks like it’s glass.

Recordatory
Great.

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Enfim, eu pretendo investir nessa idéia de que ele sonha acordado e que ele tem algum dom natural pra magia, mas não sabe controlar e vou tentar tirar as fadas e dragões dessa história.
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Eu ainda pretendo, em The Long Winter, fazer uma história toscamente baseada na autobiografia do Bob Dylan, sobre um cara que chega em NY em meados dos anos 50 com um violão e um sonho. Esse acho que eu vou colocar fadas e dragões por toda parte, porque uma intenção da série é ver como esses seres se encaixam no dia a dia, digo, a gente vê eles em RPGs atirando fogo, curando pessoas, sendo sábios, mas se você transporta pro dia de hoje, as fadinhas voando por aí seriam nerds e engenheiros porque não conseguiriam fazer um trabalho pesado e os dragões, tipicamente mais inteligentes e fortes que os humanos, seriam os governantes e empresários, por aí vai.
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E já que eu estou publicando roteiro, quem quiser desenhar um curtinho aí, é de uma história que eu tive um certo orgulho em escrever, porque é bem meu tipo, ela é bonitinha, cheia de dialogos que só fazem sentido pra mim, usa bem a linguagem dos quadrinhos ou algo assim e, enfim, não tem espaço pra ela nos projetos todos meus e do Cunha, então se algum leitor por acaso desenhar, não precisa nem me avisar, pode pegar a história e fingir que é sua, se bem que eu não sei se alguém gostaria dessa história além de mim, que é o porque eu acho que é tão importante pra mim que alguém goste.
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E é uma das raríssimas vezes que eu escrevo especificando os quadros.
E pra quem já viu esse roteiro, eu mudei o final. Eu acrescentei umas páginas.
Aliás, eu ainda quero tatuar esses personagens uma vez que alguém desenha-los (e eu achar que ficou legal).
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Refletido nos seus olhos.


Ambos os personagens tem uns 20 anos.

Página 1

Quadro 1
Alto de um prédio, um garoto com um casaco de frio, calça e as mãos no bolso do casaco, observa o nascer do sol com as mãos no bolso.
O nascer do sol faz a "skyline" da cidade, com todos os prédios.

Garoto: Isso é lindo.

Quadro 2
Uma mão feminina tirando o cigarro da boca do garoto.

Quadro 3
A garota soltando o cigarro que cai do prédio

Garota: Um nascer de sol tão lindo e você estragando com essa poluição.


Página 2

Quadro 1
O garoto tirando outro cigarro do maço.

Garoto: Mas é lindo exatamente por causa da poluição.

Quadro 2
Palma da mão do garoto. Uma chama surge dele.

Garoto: O caos nos entregou um mundo feio e nós estamos concertando ele.

Quadro 3
Garoto com o cigarro na boca, acendendo usando a chama que sai da palma de sua mão.

Garoto: O dia que uma selva infestada de besouros e doenças ser mais bela que a chama azul de uma boca de fogão, eu considero acabar com a poluição.

Página 3
Quadro 1

A garota voando de braços abertos na frente do prédio com uma cachoeira caindo atrás dela.

Garota: Eu sou uma beleza da natureza!

Quadro 2

Ele se equilibra em uma pequena linha de fogo no ar

Garoto: Com a tatuagem e os piercings e a roupa e a tintura no cabelo?

Quadro 3

O garoto apontando um dedo para a cachoeira.
Na cachoeira está desenhada uma logomarca. (como se fosse em um parede de água)

Garoto: Você é linda, fato. Mas você não é natureza. Você derrotou a feiúra natural que a natureza te impõe e se tornou algo--

Página 4

Quadro 1

Garota saindo molhada da cachoeira que flutua no ar, destruindo o simbolo.

Garota: Algo refletido nos seus olhos.

Quadro 2

Ela com a mão encostada no rosto dele. Fumaça de vapor saindo de onde ela encosta.

Garota: Algo sentido pela sua pele.

Quadro 3

Os lábios se aproximam

Garota: Algo que invade sua preciosa mente.

Quadro 4

Os pés flutuando no ar, do dele sai chamas dos tênis, o dela, descalço, com uma tatuagem no fim da perna, está bem molhado.
Os dois estão bem juntos.

Página 5


Os dois sentados no parapeito do prédio, ele abraça ela por trás.
Ele olha para o horizonte e ela sorri com os olhos fechados com a cabeça encostada no peito dele.
Ele com o cigarro na boca, um pouco sério (não bravo ou mal humorado, só contemplativo)

Garoto: Minha mente não é mais preciosa. A beleza a contaminou. Quando você entrou em mim por meio dos meus olhos você matou tudo de belo que existia dentro de mim e substituiu pelo seu sorriso tão irresistível.

Garota: E que tipo de beleza seria tão importante se não te matasse aos poucos?

Fim.

quinta-feira, julho 05, 2007

A alma humana

Entre os meios acadêmicos, é consenso de que não existe uma alma humana, simplesmente funções biológicas que ainda não conhecemos.
Particularmente, eu acho excelente que a ciência trabalhe com esse pressuposto sem se preocupar com sua validade, pois a última coisa que a humanidade precisa é pesquisadores parando de pesquisar por isso ou aquilo pertencer ao "transcedental".
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Mesmo assim, há um problema lógico imenso em afirmar qualquer dos determinismos opostos em relação a mente.
Se a mente é puramente trasncedental, ou seja, se as idéias e pensamentos surgem de algo além das leis de causa e efeito, então de nenhuma forma esse pensamento se traduziria em ações e de nenhuma forma as informações do mundo causariam qualquer coisa nesse pensamento; se a mente é puramente biológica, então nós não faríamos nada além de responder a estimulos, não existiria individualismo ou subjetividade alguma e todos reagiriam igualmente aos mesmos estimulos; também não existiria nenhum tipo de negação dos instintos, sem contar uma série de operações da mente; não haveria visualização de futuro distante, mesmo que fosse possível desenvolver tecnologia, ela não iria além de simples tentativas e erros.
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Eu não vejo motivo para não encaixar a alma humana em algum tipo de modelo biológico, desde que fique claro que exista algo que pensa, que recebe informações exteriores, mas que não é determinado por essas.
Eu não vejo motivo também para que tal alma seja algo grandioso, puro ou independente do corpo.
Eu penso na alma humana como algum tipo de combustivel; a mesma gasolina que entra em um fusca funciona em uma ferrari, mas um tem bem mais potência que o outro.
Animais tem uma série de limitações em seus cerebros. Andar em 4 pernas exige que um cerebro menor que o humano coordene quatro membros ao invés de dois, a ausência de glândulas sudoríparas força o animal a arfar para eliminar calor, o que impede o desenvolvimento de linguagem, e assim vai.
Todas essas coisas não significam que a alma não exista, é a mesma alma no gato e no homem, só que o homem pode fazer um uso melhor disso porque tem um corpo mais desenvolvido.
Até animais tomam decisões e as decisões dos animais não é tão diferente das dos homens, só são mais simples, a questão é que tudo o que impede o homem de ser puramente determinado pela física, também impede o animal e embora o animal não seja capaz de ativamente negar os instintos, ao menos ele pode ser treinado.
Um cachorro bem treinado com fome vai resistir a fome, certo que ele acredita que vai ser alimentado no futuro, mas essa é a questão, ele não é simplesmente um ser que reage a impulsos, ele pensa sobre o futuro, ele faz planos, ele espera e lida com prós, contras; poderia-se até dizer que ele faz um calculo econômico. Tudo em níveis muito primários, mas ainda, é inegável que há uma negação do presente em prol do futuro, que é algo que um impulso biológico não pode causar, porque tudo que o corpo faz é demandar que carências sejam satisfeitas, a fome não passa porque eu sei que vou comer daqui a pouco, a dor não para porque eu sei que já tomei um remédio que vai demorar pra fazer efeito, então o corpo ainda grita pela saciação da necessidade, mas alguma coisa nega o instinto, em suma, o corpo existe no tempo, no espaço e é afetado pelas coisas, a alma também, mas em "menor escala".
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Embora seja fato que o pensamento pode ir para o futuro, então para o passado e relacionar as coisas e etc etc etc, meu pensamento não pode sequer revisitar todo o meu passado e o máximo de futuro que eu posso ir é a ficção cientifica, de qualquer forma, tudo que existe no pensamento está condicionado a experiência, exceto a capacidade em si de trabalhar esses conceitos e de agir baseado no conhecimento.
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Então se for fazer aquela velha comparação da mente com um computador, o cerebro armazena os dados, de forma bem tosca e a alma é o processador de dados, o que, definitivamente, não é a mesma coisa que o cerebro, que as informações recebidas pelos orgãos sejam transformados em energia que é trabalhada pelo cerebro ainda exige algo além do cerebro, porque se eu quero acessar informação sobre meu gato, eu posso, isso faz com que meu cerebro se comporte de tal maneira e se eu quero então pensar sobre televisão, eu posso, ou seja, existe algo que envia comandos a esse musculo e não que reage a eles. Na verdade, seria absurdo pra todo animal que não exista um "eu" que comande o cerebro, senão essa energia seria simplesmente um emanharado aleatório de imagens e informações inúteis.
Imagine que tudo que eu tenho é um cerebro que armazena informações e que o ser humano é um ser que simplesmente reaja a tais informações, qual a diferença entre ver um pedaço de carne e um míssel nuclear? Ambas são coisas, ambas são energia, biologicamente, é a mesma coisa ambas as informações, se não existe subjetividade para trabalhar essas informações, seja no homem ou no animal, o cerebro é inútil.
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Não quer dizer que o corpo humano é o melhor possível ou o mais apto a ter essa alma ou que essa alma seja algo grandioso.
Não podemos conhecer essa alma, mas que informações temos dela?
Ela não é o cerebro, mas é afetado pelas informações que passam por esse, profundamente afetada.
Pra mim, a humanidade está se degladiando entre dois erros.
Primeiro a alma humana era essa coisa que fazia parte do universo ou que era imortal ou que era separada do corpo ou que funcionava plenamente e hoje simplesmente se considera que ela não existe.
O problema é que se descobriu que a razão não é desconexa das informações.
Mesmo no empirismo inglês do século XVIII, era algo do tipo "não há nada inato na mente, mas uma vez que as informações chegam, nós a trabalhamos de forma racional" e só com Schopenhauer e Nietzsche que surgiu a possibilidade da razão agir por motivos ocultos ao homem e de haver algo que "corrompe" essa racionalidade pura que presumivelmente existia; a delibitação do corpo não faz só as pernas falharem, mas a mente também pensa coisas diferentes do que a mente de um corpo saudável pensaria, a lógica, as crenças, os valores, tudo que existe na alma é afetado pelo que acontece no corpo, mas isso não significa que essas coisas não existem ou que essas coisas são puramente biológicas.
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Como dito no começo do post, eu prefiro mesmo que cientistas trabalhem com a possibilidade da alma não existir, mas mesmo que seja algo tão dependente e conectado ao corpo, eu ainda não encontro motivos que me façam acreditar que esse "eu" que existe anteriormente ao cerebro e que o comanda é o próprio cerebro.
Roubando um exemplo do Schopenhauer, é como o sujeito que está afundando na areia movediça e que puxa o próprio cabelo para sair de lá.
Se não existisse nada além do cerebro que dá ordens a esse, essa coisa gosmenta simplesmente não funcionaria.