Eu ia fazer um post sobre vegetarianismo, mas algo muito mais relevante me chamou a atenção:
A Record vai estrear "30 Rock" (talvez a sitcom mais inteligente sendo exibida atualmente) com o nome de "Um Maluco Na TV".
Isso mesmo, 30 rock (titulo tirado do prédio que a tal emissora de TV acontece, o 30 Rockfeller Plaza) foi transformado em "Um Maluco Na TV".
Em primeiro lugar, isso não é só um titulo ruim (titulo de filme do Eddie Murphy), como é errado: uma das grandes coisas de 30 Rock é a excelente Tina Fey, que não só é a personagem principal e não só é uma das roteiristas, mas também é uma das personagens femininas mais interessantes na TV atualmente (ela é praticamente o oposto de Sarah Jessica Parker em Sex and the City; embora as duas sejam "nova yorkinas independentes", Liz Lemon é desleixada, workaholic, nerd, não sabe se comportar em público, enfim, é excelente); custava a série se chamar "Uma Maluca Na TV"? Me faz perguntar quem seria "o maluco"? O personagem de Alec Baldwin? Ele é excelente também, é "maluco", mas come the fuck on, a série é sobre Liz Lemmon! Uma mulher moderna e independente que se afunda tanto no seu trabalho que não consegue aproveitar a modernidade, nem a independência que seu trabalho deveria supostamente trazer.
A Record tem muita sorte que eu jamais assistiria essa série não importa qual o título que eles colocassem porque senão teriam perdido um telespectador nessa.
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Já que estamos falando dessas coisas, recentemente baixei um álbum do "Black Kids" que é supostamente uma banda mega-hypada, cujo álbum passou 2008 inteiro sendo aguardado por todos.
A minha pergunta é quem é esse "todos"?
Só eu tenho a impressão que essa indústria do jornalismo de rock (representado no Brasil pela Bizz e pela Rolling Stones) existe só pra eles próprios? Que as únicas pessoas do universo que dão a minima pro hype são os próprios jornalistas que os criam? Que um álbum pode até vender bastante porque uma revista bem vendida o anuncia como a segunda vinda do led zeppelin, mas mesmo assim, essas pessoas que o compram não dão a mínima pra essa gente? Que são esses profissionais modernos e independentes que *tem* que ficar "por dentro" pra garantir sua posição de "profissional moderno e independente", então acabam comprando os CDs que a NME recomenda e que toda a indústria do rock atualmente gira em torno dessa "industria do cool" para pessoas que sequer conseguem ser cool mais?
Sério, essa gente tem muita sorte que eu não compro essas revistas e que eu baixo CDs ilegalmente, senão estaria todo mundo perdendo consumidor.
Black Kids é uma droga. Não vale sequer a bandwith que você vai gastar fazendo download. E todas as revistas de música do mundo vão elogiar porque todas revistas de música fazem suas reportagens lendo as outras revistas de música e copiando e colando as opiniões.
O único mistério disso tudo é o seguinte: Quem escreve a primeira matéria?
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Acabei de ler num blog chamado "O Biscoito Fino E A Massa" (preguicinha de linkar, googlem) sobre um desses americanos que entram nos lugares atirando nas pessoas, dessa vez foi um sujeito que entrou numa igreja que tem na sua porta o letreiro "welcome gays" atirando com uma shotgun durante uma apresentação infantil, dessas que as criancinhas se vestem toscamente e ficam cantando, no carro do sujeito foi encontrado um documento de 4 páginas acusando o partido democrata de prejudicar a guerra contra o terrorismo, os gays e os "liberals" (esquerdistas não-socialistas do tipo que só existe nos EUA) de arruinarem a nação, essas coisas e o que poderia se tornar uma interessante discussão sobre esse tipo de sujeito e seu lugar em um mundo que cada vez mais abraça Barack Obama como um super-herói está se tornando uma patética discussão sobre "os males da religião", o próprio idelber faz algo do tipo, o titulo do post dele é "religião e insanidade" e ele descreve o crime como "americano como torta de maçã", restando a pergunta: ser americano é uma religião? Isso na verdade tem a ver com meu post sobre vegetarianismo, mais tarde escrevo a respeito.
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Por enquanto, beijocas e lembrem-se: NÃO ASSISTAM "UM MALUCO NA TV", POIS O TÍTULO É SEXISTA E OFENSIVO!
Um comentário:
Quem escreve a primeira matéria? Daria uma pesquisa e tanto. Mas de ser americano, acho que patriotismo, seja ele qual for, é um tipo de religião mesmo...
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