quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Immanuel Kant - Crítica Da Razão Pura (pt. 1)

(como eu digito melhor que escrevo e como eu acho posts enquanto tenho esse costume de perder cadernos, vou refazer o meu fichamento da crítica da razão pura aqui no blog. Quem quiser fingir que consegue aprender algo lendo isso, boa sorte, na verdade, algumas partes mais confusas, eu tentei clarificar só no caso de alguém de fato querer ler isso, mas a minha recomendação é ler a própria crítica ao invés desse post)

INTRODUÇÃO
1 - Da Distinção entre conhecimento puro e conhecimento empírico.

"Podemos afirmar que todos os nossos conhecimentos têm origem em nossa experiência. Se fosse ao contrário por meio do que a faculdade de conhecimento deveria ser exercitada senão pode objetos que tocam nossos sentidos e em parte produzem por si mesmos representações, em parte colocam em movimento a atividade do nosso entendimento para compará-las, reuni-las ou separá-las e, dessa maneira, proceder à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis até um conhecimento das coisas, o que se denomia experiência?"

Porém, embora o conhecimento se inicie na experiência, ele precisa, para se tornar de fato "conhecimento", que nossa própria mente lhe adiciona; é preciso portanto, em primeiro lugar, separar esses dois elementos, ou seja; por um lado o que é recebido dos sentidos e pelo outro o que é adicionado pela razão.

Esse conhecimento independente dos sentidos é chamado "a priori" (diferente dos empíricos, chamados "a posteriori").

Não se pode chamar de "a priori" conhecimentos surgidos indiretamente da experiência, ou seja, se eu olho pra Pucca sei que vou dar um sorrisinho bobo, antes de eu olhar pra ela eu tenho esse conhecimento, entretanto, tal conhecimento foi retirado do fato que todas as vezes que eu olhei pra ela no passado, dei um sorrisinho; logo, tal conhecimento vem da experiência e não é "a priori".

Logo, "a priori" não é um conhecimento que vem "antes da experiência", mas sim um que vem "independente da experiência".

2 - O senso comum não dispensa certos conhecimentos "a priori".

Do empirismo se pode conseguir alguma generalidade por indução, por exemplo, se eu digo que até hoje nunca vi um cisne preto, eu posso deduzir que nenhum cisne é preto, mas não há nada que impeça essa lei de mudar.
Por outro lado, certas coisas tem uma universalidade mais rigorosa; por exemplo, as proposições da matemática ou coisas do tipo "se A é maior que B e B é maior que C, então A é maior que C"; tais proposições não seriam tão certas se fossem meras deduções derivadas do empirismo; eu consigo imaginar visualizar a possibilidade de um cisne preto mesmo sem jamais ter visto um; eu não consigo visualizar que se é um prédio A é maior que um prédio B e um prédio B é maior que um précio C, então o prédio C sendo maior que o prédio A.
Essas proposições trazem consigo uma condição de "necessidade", ou seja, que elas existam dessa forma não é uma mera questão de ter sempre acontecido assim, mas elas *têm* que existir dessa forma ou não existiriam; a necessidade que se impõe é devida sua existência "a priori", na faculdade do conhecimento; ou seja, quando tal necessidade aparece, é porque existe algo na mente que demanda que seja assim.

3 - A necessidade da Filosofia é ter uma ciência que defina tudo de todos os conhecimentos "a priori".

"Certos conhecimentos saem do campo das experiências possíveis e parecem estender o círculo de nossos juízos acima dos limites da exiperiência mediante conceitos aos quais em parte alguma pode ser dado um objeto correspondente na experiência (...) Deus, liberdade e imortalidade são os temas da razão pura"

Quem cuida desses temas é a metafísica, entretanto ela o faz sem antes refletir sobre se é possível, em primeiro lugar, que a razão tenha capacidade para chegar a tais conhecimentos. Conhecimentos como a matemática também não dependem da experiência, tais conhecimentos só são detidos se encontram contradições em si próprios; não é difícil, entretanto, que a vontade de conseguir mais conhecimentos acabe por "ignorar" tais contradições e acabemos no campo das especulações vazias.

Uma vez que a razão consegue alguns conhecimentos reais "a priori", ela também busca outro tipo de conhecimento "a priori" que são de natureza diferente destes que consegue.

4 - Distinção entre juízo analítico e juízo sintético

A relação de sujeito com um predicado é viável de duas maneiras; ou o conceito do predicado pertence ao sujeito ou não, por exemplo, "todo solteiro é não-casado"; o conceito de "não-casado" está no conceito de "solteiro"; isso faz desse exemplo um juízo analítico; por outro lado, existe, por exemplo "o gato é branco"; nesse caso o conceito de "branco" não existe no conceito de "gato"; o que faz desse juízo como sendo "sintético".

Os juízos da experiência são todos sintéticos, pois nunca observo, no mundo, conceitos que estejam "sozinhos", ou seja, nunca vejo por aí um "gato" sem características, sempre vejo um gato que tem tal cor ou tal forma ou tal aparente desejo assassino.

5 - São sintéticos os juízos matemáticos

Até Kant, acreditava-se que os juízos matemáticos eram analíticos; ou seja; que quando faço "5 + 7 = 12", estou considerando que o conceito de "doze" está contido no conceito de "cinco mais sete" (da mesma forma que "não-casado" está contido no conceito de "solteiro"); o que Kant é argumenta é que o conceito de "cinco mais sete", por si só, contém apenas o conceito de "união do número cinco com o número sete", enquanto para se chegar a "doze" é preciso realizar uma operação mental além da análise do conceito "cinco mais sete".
Kant continua o argumento para demonstrar que não existe nada no conceito de "reta" que diga que ela é a distância mais curta entre dois pontos; o que faz com que os conceitos da geometria também sejam sintéticos.

Além desses conceitos, a física também faz uso de conceitos sintéticos a priori; ou seja; é uma lei "a priori" que ação e reação são sempre iguais, entretanto não existe nada no conceito de "ação" que diga que "a reação é sempre igual".

Se a metafísica; tal como a matemática e a física; se baseia em proposições a priori, tal como essas duas, deve se apoiar em juízos sintéticos.

6 - O problema geral da razão pura

O problema da razão pura então se apresenta: "Como são possíveis os juízos sintéticos a priori?" ou seja, como é possível que conceitos puros dêem origem a outros conceitos puros que não estavam previamente contidos neste? (com a condição, claro, que não se recorra a experiência sensível)

Da resposta dessa pergunta, se segue: "Como ciência, é possível a Metafísica?", pois o objetivo da metafísica é o de ampliar nossos conhecimentos sobre esses conceitos "a priori" que nós temos (Deus, Imortalidade, Liberdade); simplesmente analisar tais conceitos é ineficaz, serve apenas como pré-metafisica, pois juízos análiticos não adicionam ao conceito nenhum conhecimento; logo, a paergunta é se é possível conseguir conhecimentos sobre tais objetos que não estejam contidos em seu próprio conceito, ou seja, conhecimentos sintéticos.

7 - Idéia e divisão de uma ciência especial sob o nome de uma crítica da razão pura

A crítica da razão pura precede tal empreitada, pois afinal, é da própria frazão que surgem os príncipos de conhecimentos "a priori".
"Um órganon da razão pura seria um conjunto daqueles príncipios mediantes os quais todos os conhecimentos puros 'a priori' podem ser adquiridos e totalmente estabelecidos (...) porém como isso é solicitar demais e como não se sabe quando seria possível uma ampliação de nosso conhecimento, podemos encarar uma ciência do mero julgamento da razão pura, de suas fontes e de seus limites".
O que Kant propõe, portanto, não é um sistema que explique como funciona a razão pura, mas uma crítica da razão pura para que um dia tal sistema seja feito, realizando tal crítica, também se criticará a filosofia transcedental e as conclusões que essa tem chegado.
Enfim, lá vamos nós e tal.

I - TEORIA TRANSCENDETAL DOS ELEMENTOS
PRIMEIRA PARTE
ESTÉTICA TRANSCEDENTAL
&1 (é, seu sei, esse não é o símbolo de "parágrafo", bawww, cry me a river)

"Intuição é a relação imediata de um conhecimento com os objetos e que serve de instrumento a todo pensamento".
A intuição só é possível quando o objeto é dado de modo que afete a mete de alguma forma. "Sensibilidade é a receptividade de conseguir representações de como somos afetados pelos objetos".
Ou seja, o objeto de alguma forma afeta a sensibilidade e a sensibilidade "leva" tal informação a intuição que, por sua vez, o liga ao conhecimento.
*Todo* pensamento precisa passar pela intuição e também pela sensibilidade.
"Sensação é o efeito que um objeto causa na capacidade de representação, quando o mesmo objeto o afeta"; A intuição é empírica quando refere-se ao objeto por meio da sensação.
"Fenômeno é o objeto indeterminado de uma intuição empírica. Matéria é o que no fenômeno corresponde à sensação. Forma é o que faz que o múltiplo do fenômeno, em determinadas relações, deve ser ordenado."
Tentando simplificar esses conceitos, quando temos uma "intuição empírica" (ou seja, a relação de um conhecimento com um objeto mediante sensação), o "alvo" dessa intuição é o fenômeno; a matéria é o que causa essa ou aquela sensação específica e, enfim, a forma é o que faz com que vejamos um aglomerado de fenômenos e matérias diferentes como algo com um certo nexo ou alguma unidade. (oh boy, eu acho isso tão divertido).
Uma vez que aquilo que pode receber essa ou aquela forma não pode ser a sensação, infere-se que a matéria é aquilo dado "a posteriori" (ou seja [e eu vou falar quantos "ou seja" eu bem entender] uma vez que entende-se que aquilo que o que muda quando nos expomos a diferentes fenômenos não é sensação, sobra a matéria), a forma, por outro lado, precisa estar "a priori" na mente e ser considerada separada da sensação; é como se nossa mente fosse um tábua com um espaço quadrado nela; se vemos as coisas quadradas, é porque é o que o espaço permite passar; se o quadrado é amarelo ou branco, não importa, ou seja, o conteúdo não importa, mas a forma precisa se adequar ao que já existe a priori na mente (ISSO É SÓ UMA ANALOGIA SEUS PUTOS - pra ninguém ficar dizendo por aí que "Forma" pra Kant é forma geométrica - NÃO É)
"Puras no sentido transcedental são as representações nas quais não é achado nada que pertence à sensação", o que faz com que "intuição pura" seja "a forma pura da sensibilidade".
Se eu retiro de um corpo tudo aquilo que posso pensar a respeito dele; como força, substância, divisibilidade (perigo caso seja kriptonita e você seja o superman), etc. e também aquilo que faz parte da sensibilidade como dureza, cor, gosto, etc. ainda resta algo da intuição empírica: extensão e figura, essas pertencem a sensibilidade pura, pois fazem parte de todos os objetos, existam ou não, que podem ser pensados, tais príncipios se encontram na mente "a priori".
"Estética transcedental é uma ciência de todos os príncipios da sensibilidade 'a priori'".
Na Estética transcedental, primeiro se retira de um objeto tudo que o entendimento pensa por conceitos e, em seguida, tudo que adquirimos por meio da intuição empírica; sobrando apenas a sensibilidade a priori.
Disso resultará (sabe-se lá como, mas se o Kant diz, quem sou eu pra questionar?) duas formas puras de intuição sensível: o espaço e o tempo.

PRIMEIRA SEÇÃO
DO ESPAÇO
&2 Exposição metafísica deste conceito

"Representamos os objetos como estando fora d nós e postos no espaço através da propriedade de nosso espírito que é o sentido externo."
Nesse tal "lá fora" estão sua figura, grandeza e relações de reciprocidade; além de tal "sentido externo" existe também um "sentido interno", por meio do qual o espírito percebe a si próprio como uma coisa que tem intuição de outras coisas, mas não da própria alma; a intuição que o sentido interno tem é a de relações temporais; portanto, é por meio do sentido externo que se percebe o espaço e por meio do sentido interno que se percebe o tempo. (aliás, só pelo prazer de causar um mindfuck, tenta ter alguma intuição interna de espaço, ou seja, tenta calcular qual o tamanho desse "lugar" dentro da sua cabeça onde rolam seus pensamentos)
Dessa forma, o que seria o tempo e o espaço, seriam tais coisas entidades que existem independente da nossa própria existência ou, como tentará mostrar Kant, formas de intuição?
Para responder isso, Kant expõe o conceito de espaço.

1º - "O espaço nõa se trata de conceito emírico, derivado de experiências anteriores", ou seja, o conceito de espaço tem que existir na minha mente antes de eu inferir que exista alguma diferença entre "dentro" e "fora" da minha cabeça, ou seja, não dá pra ter uma experiência do espaço, pois isso significaria ter uma experiência do que há "fora" da minha cabeça, mas pra existir um "fora" é preciso, antes, existir o conceito de espaço.

2º - "Trata-se o espaço de uma representação necessária 'a priori', a qual serve de fundamento às intuições externas". É impossível pensar que o espaço não existe; pensamos em espaços vazios, mas não em não-espaços. A existência do espaço não depende da existência de coisas dento do espaço, o contrário, por outro lado, é verdade (é impossível que exista fenômenos externos que não ocupem algum espaço)

3º - "O espaço é uma instituição pura, nõa é um conceito discursivo ou universal das relações das coisas", não existe mais de um espaço; existem infinitas divisões do espaço, mas é impossível conceber essas partes como algo separado do "espaço" uno.

4º - "O espaço é representado como uma dada grandeza sem fim"

&3. Exposição transcedental do conceito de espaço.

"Exposição transcedental é a aplicação de um conceito como princípio que mostra a possibilidade de outros conhecimentos sintéticos 'a priori'".

A geometria é a ciência que estuda o espaço "a priori" e consegue formular juízos sintéticos; logo, o espaço deve ser uma intuição e não um conceito, pois "não é possível extrair de um conceito proposições que o ultrapassem".

CONSEQUÊNCIAS DOS CONCEITOS ANTERIORES

a) "O espaço não representa nenhuma propriedade das coisas, acatadas em si próprias ou nas relações entre si"

b) "O espaço é a forma dos fenômenos dos sentidos externos, ou seja, a única condição subjetiva da sensibilidade, diante da qual a intuição externa é possível a nós".
Entende-se que existe no sujeito uma disposição para "receber" objetos dos sentidos antes da intuição (ou seja, as intuições se adequam a certas formas pré-existentes na mente humana); o que Kant propõe é que o espaço é uma propriedade dessa disposição, aliás, que o espaço é "única condição subjetiva da sensibilidade", ou seja, que o espaço é aquela tal tábua quadrada pela qual os objetos tem que se adequar pra entrar na mente.
Por causa disso, o que recebemos na nossa mente não são as "coisas em si", mas as coisas como são depois de passar por esse "filtro" da intuição do espaço, a coisa que sobra depois de passar por todos os filtros que intermediam "a coisa em si" e a mente é o fenômeno. (toda vez que escrevo "fenômeno" coloco o acento em alguma vogal diferente, é incrível)
Dessa forma podemos dizer "Todos os fenômenos externos estão juntos no espaço", não poderia ser de outra forma, pois para uma coisa se tornar fenômeno, ela tem que satisfazer esse critério "estar no espaço", caso contrário, tal coisa simplesmente passa desapercebida.
Quando afirmamos isso, afirmamos que o espaço tem apenas uma existência transcedental, ou seja, "espaço" é uma coisa que só existe dentro da sua cabeça.

SEGUNDA SEÇÃO
DO TEMPO
&4 - Exposição Metafísica do Conceito de Tempo

1º - Simultaneidade e sucessão são percebidas e a represenjtação "a priori" do tempo lhes serve de fundamento. O tempo em si não é um conceito empírico derivado de nenhuma experiência, só assim conseguimos nos representar que uma coisa seja simultânea ou sucessiva.

2º - O tempo é uma representação necessária; é impossível eliminar o tempo dos fenômenos.

3º - Dessa necessidade "a priori" fundam-se também os príncipios apodíticos ou axiomas do tempo em geral; por exemplo, que diferentes tempos são sucessivos e não simultâneos; a experiência não pode dar esse tipo de certeza.

4º - O tempo é uma forma pura da intuição sensível, não um conceito discursivo ou geral. Tempos diferentes são partes de um mesmo tempo. Trata-se de uma intuição, uma representação que apenas pode ser dada por um objeto. A intuição "tempos diferentes não podem ser simultâneos" não parte de nenhum conceito, nem da experiência; sobra a intuição.

5º - O tempo é infinito, pois quantidades limitadas de tempo só são delimitações de um só tempo; não existem "tempos" diferentes, só delimitações de um mesmo tempo. A intuição primitiva do tempo é sem limites (infinita)

&5 - Exposição transcedental do conceito de tempo

Conceitos de mudança e movimento somente são possíveis por e na representação do tempo e se essa intuição não fosse "a priori", então nenhum conceito poderia fornecer a possibilidade de mudança, ou seja, que algo esteja ou esteja em um lugar; que o conceito "Pucca está no quarto" e "Pucca está na sala" não seja contraditório, é preciso que se haja, na Pucca, uma possibilidade de mudança e no conceito de "Pucca" em si, não existe tal possibilidade, ela só se valida tendo como proposição "a priori" o tempo.
Conceito a priori do tempo também explica os conhecimentos sintéticos a priori a respeito do movimento (cinemática)

&6 - Resultados destes conceitos

a) O tempo não se mantém por si e nem existe nas coisas; quando você afasta delas a subjetividade. Fosse esse o caso, ele não anteciparia as coisas como uma ordem fixa delas, nem poderia ser conhecido "a priori".

b) O tempo, sendo forma da nossa intuição, não é determinado por fenômenos externos; não se referindo a figura ou posição; dessa forma, nós representamos o tempo como uma linha reta por mera analogia; as partes diferentes da linha (que são simultâneas) acabam por representar a sucessão do tempo.

c) "O tempo é a distinção formal 'a priori' dos fenômenos em geral." O espaço só é condição para os fenômenos exteriores, por ser a forma pura das intuições externas. O tempo é a distinção imediata dos fenômenos de nossa alma (awwww) e a distinção mediata dos fenômenos externos; isso acontece porque toda representação é interna (tendo ou não objeto externo), então tudo passa pelo tempo de qualquer forma, mas fenômenos internos não passam pelo espaço antes, eles são intuídos diretamente pelo tempo. (pegando o pensamento como exemplo de fenômeno interno; é difícil dizer "aonde" está o pensamento, entretanto, ele faz parte do tempo, eu não consigo dizer que meu pensamento "está" aqui ou lá; mas ele com certeza está agora, antes ou depois).

Os fenômenos estão sujeitos necessariamente a relações temporais e tempo, mas, de novo, nenhum objeto tem em seu conceito o tempo; mesmo sendo subjetivo, o tempo tem valor objetivo e universalidade "a priori".

O tempo é uma idealidade transcedental, pois não existe nas coisas em si e também deixa de existir se abstrairmos as condições subjetivas da intuição sensível.

&7 - Explicação

Existe um argumento a favor da realidade empírica do tempo: existem mudanças reais; então o tempo é algo real, pois a mudança das reproduções só é possível no tempo.
De fato, o tempo é rea; é a forma real da intuição interna.
O tempo tem uma realidade subjetiva em relação à experiência interna, ou seja, de fato percebo as mudanças, não há nenhum tipo de ilusão nesse sentido.
Entretanto não se pode dar ao tempo uma realidade absoluta; ela é uma intuição interna, quando a sensibilidade do tempo deixa de existir, também deixa de existir seu conceito, pois ele não é algo que está nos objetos.
Tempo e espaço não deixam de ser reais por não existirem nas coisas em si; eles existem de fato nos fenômenos; estes que têm dois lados: o lado do objeto "em si" que é observado e o lado do sujeito que os observa; no caso, a realidade do tempo e do espaço está no sujeito.
A realidade formal do tempo e do espaço não altera a segurança no conhecimento experimental, ou seja, o fato do tempo e do espaço só fazer parte dos fenômenos e não das "coisa-em-si" dá aos conhecimentos derivados destes (matemática, geometria) uma tal certeza e universalidade que não existiriam se estes fossem derivados da experiência.

&8 - Observações Gerais Da Estética Transcedental

I - Nossas intuições são apenas reproduções dos fenômenos; não percebemos as coisas como são em si mesmas, nem as suas relações são como apresentadas a nós; se retirassemos o sujeito dos sentidos, desapareceria todas as relações dos objetos no tempo e no espaço.
Permanece desconhecidos como são os objetos em si, fora da nossa sensibilidade. Somente conhecemos sobre as coisas os modos que temos de notá-las; modo que não é necessariamente igual a todo ser, mas sim a todo homem (mulher e travestis; mas não necessariamente a gatos, nem cachorros, mas talvez girafas, hmmm.... girafas)
Vemos as coisas de acordo com nosso modelo de percepção; tempo e espaço fazem parte desse modelo, podemos conhecer ambos "a priori", ou seja, antes da percepção de fato; por isso são intuições puras.
O conhecimento mais perfeito dos fenômenos nunca nos dará o conhecimento das coisas em si.
A receptividade da nossa capacidade de conhecimento é chamada sensibilidade, e essa pode se aprofundar infinitamente no fenômeno, sem nunca chegar a coisa em si; Leibniz e Wolf erraram quando diziam que a distinção entre sensibilidade e entendimento era meramente lógica.
Tal diferença é transcedental, não tem a ver com a forma de clareza, mas sim com a origem e conteúdo dos conhecimentos; a sensibilidade não nos dá um conhecimento obscuro das coisas em si; ela não nos dá conhecimento nenhum das coisas em si; se eliminamos a forma subjetiva; não sobra nada do objeto que possamos reconhecer.
(ok, Kant repete aqui provas de que tempo e espaço são a priori, é uma repetição quase literal, minha preguiça me impede de fazer isso; pra resumir, se tempo e espaço fossem coisas em si próprias e não formas de subjetividade, os conceitos que partem das ciências que estuda o espaço [geometria] e o tempo [matemática] não seriam universalmente válidos, se são, não podem ser empíricos, porque a experiência não pode conferir tal universalidade, logo, são anteriores a experiência, não fazendo parte dos objetos em si)

II - "Para confirmar esta teoria da idealidade tanto do sentido externo como do interno e, consequentemente, de todos os objetos dos sentidos como meros fenômenos, pode-se observar que tudo aquilo que faz parte da intuição em nosso conhecimento (com exceção dos sentimentos de prazer e do desprazer, e vontade, que de maneira nenhuma são conhecimentos) e contém simples relações de lugares numa intuição (extensão), de mudança de lugares (movimento) e de leis que determinam essa mudança (forças motoras)." (eu copiei esse paragrafo porque achei muito interessante o parenteses dele sobre prazer, desprezer e vontade; a saber, que elas são coisas que fazem parte da intuição, mas que não são, "de maneira nenhuma", conhecimento)

III - Dizer que recebemos apenas os fenômenos dos objetos, formados pela intuição de espaço e tempo, não significa que tais objetos sejam ilusões; as propriedades dos fenômenos são coisas de fato; o fenômeno é uma relação do objeto com o sujeito, ilusão seria se essa relação fosse, de alguma forma, modificada.
Isso não acontece por causa da idealidade das intuições sensíveis; pelo contrário, admitindo o tempo e o espaço como realidades objetivas das coisas em si, dado que a existência dos fenômenos depende do tempo e do espaço, então sua realidade dependeria de entes infinitos que subsistem por si próprio.

IV - Na teologia natural, quando se pensa em um objeto que não é objeto da intuição, deve-se retirar de tal objeto as condições de tempo e espaço (olha Kant chamando Deus de "objeto", esse Kant é foda)
Se tempo e espaço fossem coisas em si, isso não poderia ser feito, pois como condição da existência das coisas, deveriam também ser condição da existência de Deus.
Não é necessário limitar o modelo de intuição no espaço e no tempo à sensibilidade do homem.

*Conclusão Da Estética Transcedental*

"Temos aqui uma das partes exigidas para a solução do problema geral da filosofia transcedental: como proposições sintéticas 'a priori' são possíveis? - isto é, intuições puras 'a priori', tempo e espaço, nos quais, se no juízo 'a priori' não no conceito, mas na intuição adequada e ser atado sinteticamente àquele. Por esta razão, esses juízos nunca chegam além de objetos dos sentidos e apenas podem valer para objetos de uma experiência possível"

*
Aproveitando que a primeira parte acabou, eu estou evitando comentários desse tipo, porque a proposta é fazer um fichamento e não uma análise, mas acho que aqui é inevitável; teve coisas que eu deixei de lado nesse paragrafo 8; falta uma pesquisa maior da minha parte, mas eu vou chutar que boa parte desse paragrafo 8 é uma resposta a críticas específicas que ele recebeu, enfim, ele fala de assuntos que não faz parte da estética transcedental e que só vão aparecer láááá na frente, a saber, quando ele fala sobre "percepção de si", "permanência do eu no tempo" (coisas que eu nem citei) e "teologia natural"; ele entra nesses assuntos com mais detalhe depois e tentar expôr esses assuntos agora necessita de certos pressupostos, inclusive históricos, que por motivos metodológicos, eu prefiro fingir que não tenho.
*

SEGUNDA PARTE
LÓGICA TRANSCEDENTAL
INTRODUÇÃO
IDÉIA DE UMA LÓGICA TRANSCEDENTAL
I
*Da lógica em geral*

Conhecimento tem duas origens principais na mente; a primeira é a de receber as reproduções e a segunda é a faculdade de conhecer os objetos por essas reproduções.
Na primeira, o objeto é dado, na segunda é pensado.
A intuição e os conceitos são formados de tal maneira que não existe conhecimento por conceito sem intuição e nem intuição sem conceito. Ambos podem ser puros ou empíricos.
A intuição pura contém apenas a forma pela qual o objeto é concebido e o conceito puro, a forma de pensamento de um objeto em geral. Apenas intuições e conceitos puros podem ser concebidos "a priori".
Sensibilidade é a capacidade que nosso espírito tem de receber representações quando é abalado de qualquer maneira, caso não seja, então é o entendimento que produz representações.
A intuição só pode ser sensível, ou seja, contém apenas a maneira como nos afetam os objetos; já o entendimento é a faculdade de pensar o objeto recebido pela intuição sensível. Nenhuma é mais importante que a outra. Sem sensibilidade, não teríamos acesso aos objetos e sem entendimento, eles não seriam pensados. "São vazios pensamentos sem conteúdos; são cegas intuições sem conceitos".
Por consequencia, é preciso tornar sensíveos os conceitos (fornecer-lhes dados empíricos) e também compreensíveis as intuições (pô-las sob conceitos). Essas faculdades não podem mudar de função; os conceitos não podem intuir e os sentidos não podem pensar; é a união que gera conhecimento.
Na distinção desses dois conceitos, existe a distinção entre a Estética ("ciência das regras da sensibilidade em geral") e a Lógica ("ciência das leis do entendimento em geral").
A Lógica pode ter um duplo propósito: lógica de uso geral ou lógica do uso particular do entendimento. A primeira contém as regras do pensar, sem as quais não há entendimento; a segunda contém as regras para pensar um tipo específico de objeto.
A primeira é a Lógica elementar; a segunda é o órganon dessa ou daquela ciência; tal órganon só existe uma vez que o objeto em questão já é muito bem conhecido.
Uma Lógica geral e pura precisa lidar apenas com os príncipios "a priori" e é um cânone da da parte formal do uso da razão e do entendimento (sem conteúdos). Já a Lógica geral aplicada se dirige às regras do uso do entendimento quando este está sob as condições empíricas subjetivas, portanto possui príncipios empíricos, embora seja geral por não distinguir entre objetos; dessa forma, não é nem um cânone do entendimento em geral, nem um órganon de ciências particulares, mas apenas uma reflexão sobre o entendimento comum.
Na Lógica geral, portanto, a parte que forma a teoria pura da razão deve ser separada da parte que constitui a Lógica apliacada.
Na Lógica geral e pura, os lógicos precisam sempre estar atentos a duas regras:
1) Como Lógica geral, ela é anterior aos conteúdos do conhecimento do entendimento e da variedade de objetos, ocupando-se apenas da simples forma do pensamento (protip: toda vez que a palavra "forma" é usada, ela refere-se a uma espécie de casca vazia, num geral, pensar uma "forma" significa pensar em algo sem conteúdo; porra, ta caindo vinagre no meu livro! É isso, parei de comer)
2) Como Lógica pura, não possui nenhum príncipio, portanto, não possui nada que pertence a Psicologia. Tudo nela é "a priori".
Lógica aplicada é uma reprodução do entendimento e das regras do seu uso necessário sob as condições acidentais do sujeito, ou seja, trata de coisas como atenção, dúvida, origem do erro, convicção, etc.

II
*Da Lógica Transcedental*

Assim como existe intuição pura e empírica; também existe pensamento puro e empírico.
Dessa forma, existe uma Lógica que se refere às regras dos pensamentos puros, sem conteúdos empíricos. Também se refere a fonte do conhecimento dos objetos que não se encontra nos próprios objetos.
A palavra "transcedental" não é adequada a todo conhecimento "a priori", somente àquele diante do qual conhecemos que determinadas reproduções (intuições ou conceitos) só são aplicados ou possíveis "a priori" e de que modo o são (porque esta palavra indica a possibilidade do conhecimento ou do seu emprego "a priori"). Nem o espaço e nenhuma determinação geométrica "a priori" do espaço pode ser chamada de "transcedental"; apenas o conhecimnto da origem não-empírica dessas reproduções e de que modo elas falam sobre objetos da experiência é que se pode chamar "a priori".
Supondo que existem conceitos que se relacionam "a priori" com os objetos como atos de pensamento puro, que não tem origem nem empírica e nem estética (ou seja, nem da experiência, nem da intuição pura do tempo e do espaço), imagina-se uma ciência por meio da qual pensamos tais conceitos; essa é a Lógica transcendental (tcha-ram!).
Lógica transcedental estudará a origem, extensão e o valor objetivo desses conhecimentos,

III
*Divisão da Lógica geral em Analítica e Dialética*

Sendo a verdade uma relação entre conhecimento e objeto, não é possível apontar um critério universal de verdade, pois essa está sempre dependente do objeto em questão.
A Lógica, ao apresentar regras do entendimento, tem como critério de verdade, suas próprias regras; o que é contrário a lógica, não é verdadeiro, pois põe em contradição o entendimento consigo mesmo.
O critério puramente lógico da verdade será condição indispensável da verdade; a Lógica, entretanto, não vai além da forma do pensamento, faltando o conteúdo.
Lógica analítica é essa parte da Lógica que analisa a forma do entendimento, mostrando-os conforme príncipios do julgamento lógico do nosso conhecimento. Ela é necessária para controlar e avaliar as formas do conhecimento de acordo com suas regras, anteriormente ao conteúdo, entretanto, não é suficiente para decidir a respeito da verdade material do conhecimento; embora indispensável, não é possível estudar objetos usando apenas a Lógica.
Quando se usa a Lógica geral para para retirar do mundo afirmações objetivas, ela é chamada de Dialética.
A Dialética é a Lógica da aparência; "ou seja, uma arte que emprega sofismas, própria para oferecer a sua ignorância e o verniz da verdade aos seus artífícios concebidos de antemão" (chupa, Hegel!)

IV
*Divisão da Lógica Transcedental em Analítica e Dialética Transcedental*

Na Lógica transcedental, o entendimento é isolado, assim como a Estética transcedental isola a sensibilidade. Além disso, existe uma condição que é suposta: que se aplique aos objetos que nos tenham sido dados na intuição, pois sem intuição, o conhecimento carece de objetos; é vazio.
"A Analítica transcedental é a parte da Lógica transcedental que apresenta os elementos do conhecimento puro do entendimento e as bases sem as quais nenhum objeto em geral pode ser pensado."
Dessa forma, nenhum conhecimento pode se opôr a essa lógica sem perder seu conteúdo, ou seja, sua relação com algum objeto, portanto, sua verdade.
Ao estudar conhecimentos puros sem observar e experiência, existe a tentação de utilizar tais conceitos puros para fazer, por meio de raciocínios ilusórios, uma utilização material de conceitos meramente formais, chegando a conclusão sobre objetos que não nos são dados por nenhum tipo de intuição.
Dialética é a utilização dos conceitos puros para exprimir apreciações sintéticas a respeito de objetos em geral.
A segunda parte da Lógica transcedental é, portanto, uma crítica dessa aparência dialética; e tem o nome de Dialética transcedental a crítica do entendimento e da razão na sua "utilização hiperfísica".
É até bonito ver o Kant putinho nessa parte, olha isso:
"se leva o nome de Dialética trasncedental é como crítica do entendimento e da razão em sua utilização hiperfísica, que tem por objetivo desvendar a falsa aparência que oculta suas ilusórias intenções e além de restringir essa aspiração, que se envaidece de encontrar e aumentar o conhecimento somente através de leis transcedentais, e avaliar e dominar apenas o entendimento puro e preveni-lo contra as ilusões sofísticas, e não como arte de provocar dogmaticamente essa aparência (infelizmente, arte muito divulgada pela fantasmagoria filosófica)"
"Fantasmagoria filosófica"; um dia eu ainda vou ofender alguém usando isso.

LÓGICA TRANSCEDENTAL
PRIMEIRA DIVISÃO
ANALÍTICA TRANSCEDENTAL

"Trata-se, esta analítica, da análise do nosso conhecimento 'a priori' nos elementos do conhecimento puro do entendimento". Serão considerados: primeiro que os conceitos não sejam empíricos; segundo, que eles não façam parte da intuição e da sensibilidade, porém do pensamento e do entendimento; terceiro, que sejam conceitos simples, diferentes de derivados ou compostos; quarto, com quadro completo, abrangendo o campo inteiro do entendimento puro.

LIVRO PRIMEIRO
ANALÍTICA DOS CONCEITOS

Analítica dos conceitos é a análise da faculdade do entendimento; não é a análise de conceitos ou o método que consiste em analisar os conceitos apresentados para deixar claro o seu conteúdo. O objetivo da filosofia transcedental é a Analítica dos conceitos.
"Serão seguidos os conceitos puros até as suas aízes ou suas primeiras noções, na compreensão humana, onde existiam anteriormente, esperando a experiência para que se desenvolvessem e libertos, por esse entendimento, das condições empíricas pertencentes a eles, sejam apresentados em toda sua perfeição."

CAPÍTULO PRIMEIRO
ORIENTAÇÃO PARA A DESCOBERTA DOS CONCEITOS PUROS DO ENTENDIMENTO

Exercitando a faculdade de conhecer, conceitos diferenciados são expostos e podem ser exibidos em uma lista grande, conforme a sua observação.
Também existem conceitos, que são descobertos apenas eventualmente e que não estão em uma ordem dada nem em uma unidade sistemática. A ordenação desses conceitos pode ser feita por meio de analogias e do valor do seu conteúdo, partindo do simples ao composto.
A filosofia transcedental tem a vantagem e incumbência de pesquisar tais conceitos, pois eles descendem do entendimento puro e não são mesclados, como de uma unidade absoluta; portanto devem ser compostos entre si sob um conceito ou uma idéia. Porém essa composição oferece uma regra, conforme a qual, o lugar de cada conceito puro pode ser determinados "a priori".

PRIMEIRA SEÇÃO
DO USO LÓGICO DO ENTENDIMENTO EM GERAL

O entendimento já havia sido definido de modo negativo: uma faculdade de conhecer insensível, O entendimento não é uma faculdade intuitiva, pois não há intuição sem sensibilidade. Contudo, além da intuição, podemos conhecer por conceitos. Portanto, o conhecimento do entendimento, pelo menos o humano (e talvez das girafas), é um conhecimento por conceitos, ou seja, discursivo e não intuitivo.
Enquanto sensíveis, as intuições se apóiam nas afeições, os conceitos por outro lado, se apóiam nas funções. "Função é a unidade de ação para arranjar representações diferenciadas sob uma [representação] comum a elas todas" (má tradução é má). Os conceitos são fundados no pensamento espontâneo, da mesma manira que as intuições sensíveis na receptibilidade das impressões.
Da mesma forma que a intuição nunca se reporta diretamente ao objetivo, o conceito jamais se reportará imediatamente a um objeto, somente a uma representação desse. Portanto, o juízo é conhecimento indireto de um objeto e também representação da representação de um objeto. Existe em todo juízo um conceito que pode ser aplicado a muitas coisas e que sob essa multiplicidade inclui também uma representação dada, qu se reporta imediatamente ao objeto. Assim, por exemplo, no juízo "os corpos são divisíveis", o conceito de divisibilidade se reporta a outros conceitos, entre os quais estão o conceito de corpo que é atribuído a fenômenos recebidos pela nossa vista. Dessa forma, esses objetos são representados pelo conceito de divisibilidade.
Os juízos são funções de unidade entre as nossas representações, que ao invés de uma representação direta, substitui outra superior que inclui em seu âmago ela própria e muitas outras que são úteis para o conhecimento do objeto, reunindo, dessa maneira, em um só conhecimento, muitos conhecimentos possíveis. Podemos assim, resumir as operações do entendimento em juízos, uma vez que o entendimento em geral pode ser representado como a faculdade de analisar, porque, afinal, é uma faculdade de pensar.
O pensamento é o conhecimento por definições. Contudo, as definições se relacionam com predicados de juízos possíveis com uma representação qualquer de um objeto não certo ainda. Dessa maneira, por exemplo, a definição de um corpo pode denotar um metal que pode ser conhecido diante daquela definição. Apenas se torna um conceito após estar contido nele outras representações, diante das quais é possível reportar a objetos. Portanto é o predicado de um juízo possível, por exemplo, que metal é um corpo. As funções do entendimento podem ser encontradas se são expostas com certeza as função de unidade no juízo.

(Acaba aqui a primeira parte; notando que essa é uma divisão completamente arbitrária da minha parte, feita porque, sinceramente, não aguento mais e preciso parar um pouco pra esfriar a cabeça, jogar videogame, coisa e tal. A seguir, a Tábua!!!1!!!111!11!shift+um)

2 comentários:

Anônimo disse...

Ah, li metade. Leio o resto quando voltar da hipnoterapia.
Até aqui, gostando. Né? Temática meeeiga. Kant queridíssimo...
But, yeah, I'll cry a river. Beeeijo! ;)

M. disse...

Gostei do texto, estou utilizando para fazer uma revisão dos conceitos para uma prova de Filosofia Alemã, obrigada viu.
Alguns erros , no entanto, transcendental, por exemplo, é escrito dessa maneira, tá?
E qual sua paixão pela PUCCA? hihihi

=P