segunda-feira, outubro 17, 2005

Sidekicks

Passar a madrugada em claro não é saudavel, mas tem vezes que você simplesmente tem que deixar de ser fresco e FICAR ACORDADO, entende?
Escrever, pra mim, sempre foi, a parte final de um processo longo (longo demais, tenho que resolver isso) de noites em claro simplesmente pensando em uma história.
Arrumando os detalhes, decidindo os personagens, pensando na vida deles, geralmente é fácil criar o personagem principal, ainda mais no meu tipo de história que é tão centrado no personagem, o dificil é fazer os coadjuvantes, porque sempre há o risco de eles serem meras ferramentas usadas para a história avançar.
Digo, claro, existem personagens que não passam disso mesmo, se seu personagem principal entra em um bar, pouco importa (a não ser em casos óbvios e especificos) quem é o barman, pouco importa se ele é funcionario ou dono do bar, em como ele conseguiu aquela posição, se ele é feliz, etc. Ele é simplesmente o cara que oferece a bebida, porra!
Pode ser interessante contar sua história? Sim, claro que pode! Mas aí ele será o personagem, entende? Nesse caso o sujeito que entra pedindo a bebida passa a importar pouco.
Mas enfim, os coadjuvantes são diferentes, se existe uma "moral" que eu acho legal no Chuva Contra O Vento é que as pessoas não existem por sua causa, elas existem por causa delas, você é tão secundario na vida delas quanto elas são na sua e a impressão que elas tem de você é, também, que você é só um apoio para elas.
Quando se escreve, tem que pensar muito nisso; a vida dos coadjuvantes geralmente vai além da história e isso tem que ser mostrado, é algo tipo "eu faço parte da sua vida, mas sua vida não é minha razão de ser", quando você conta uma história, tem que tomar o cuidado de não cometer o erro de criar personagens que só servem para acompanhar o personagem principal, que só servem para complementar suas limitações.
A Mary Jane, por exemplo, cara, a maior parte das vezes ela só é a esposinha!! Ela só serve pra ficar feliz se o Peter está perto ou triste se o Peter está longe, é muito comum algum roteirista querer dar uma personalidade pra ela fazendo ela dizer"ah,é! Já que ele fica a noite toda fora, eu vou para a balada!", ou seja, fazendo com que o motivo da saída dela seja a ausência do personagem principal. O Straczinsky é, de longe, o roteirista que mais sabe escrever a Mary Jane. Quando ela decide ir atuar no teatro, não tem nada a ver com o personagem principal, ela não faz isso de birra do Peter Parker, nem pra deixa-lo feliz, nem pra nada em relação a ele, ela decide atuar porque ela quer atuar! A opinião dele é importante, claro, mas a decisão não é feita por causa da opinião dele!
Enfim, o que isso tem a ver comigo aqui, as 5 da manhã, escrevendo num blog?
É que até então eu estava pensando nos personagens da nova história que eu estou escrevendo (sem nome ainda).
Algumas perguntas simples como "Como era a infância dessa personagem?" ajuda, mas pode ter o efeito negativo das coisas ficarem muito behavioristas, porque você conhece a personagem hoje, então quando cria um passado pra ela, logicamente o faz pensando que esse passado afetou sua personalidade atual.
Ou seja, "Minha personagem é mimada, portanto, era uma criança rica", isso pode funcionar lógico, mas eu gosto de dar um efeito de imprevisibilidade nas minhas personagens, não que elas se contradizam, mas que elas não sigam um padrão tão definido de comportamento.
Eu gosto muito de Donnie Darko por causa disso. Porque ele é um garoto tão deprimido no final do filme? Ou mesmo no começo! Ele tem uma boa familia de classe média, seus pais não são extremamente autoritarios e nem ausentes, ele até consegue uma namorada em certo ponto no filme, mas ele não consegue ser feliz! Ele simplesmente não consegue! Não há motivo para sua infelicidade, ela simplesmente existe!
Então isso é algo que eu tento dar aos meus personagens, o ambiente ao redor os afetam, a história de suas vidas é importante, mas eles são mais do que isso, existe algo dentro das pessoas que existe independente do ambiente e da história e essa é, sem dúvida, a caracteristica mais importante de sua personalidade.

domingo, outubro 16, 2005

Top 10 grupos que eu odeio

10. Metaleiros
Esses são dos mais irritantes, estão na posição 10 por estarem quase extintos (a não ser em BH).
A questão é o seguinte.
Metal pode ser legal, os músicos podem ser bons e tudo mais.
Só que velho, ser metaleiro não é um estilo de vida!!
Qual a posição politica dos metaleiros? Qual a religião? O que eles pensam sobre os efeitos da globalização?
Quando pressionados, metaleiros geralmente são de direita, mas isso é o máximo que você consegue arrancar deles. Eles não entendem o bastante de politica (tirando algumas excessões) para ir além disso, em questões mais especificas, eles também costumam ser racistas e xenófobos, não que isso faça parte do que talvez seja uma "ideologia metaleira", é simplesmente uma curiosidade sociológica.
A questão de religião não é "qual religião eles fazem parte?" e sim "o que eles pensam de religião"? Porque ta todo mundo toda hora adorando o diabo, mas aí você pergunta e eles são ou ateus ou, no caso dos white metal da vida, crentes. Alguns, que assumem metal como estilo de vida, costumam ser satanistas, mas o que eles entendem disso além do que está nos livros de RPG?
A questão não é que metaleiros são, de longe, a tribo urbana mais alienada que existe. Eles não entendem de nenhum assunto especifico, não pensam sobre nada de útil no seu tempo livre e geralmente são marmanjos (entenda-se 17 a 20 anos) que, se tivessem um único conhecimento útil, poderiam ser alguém na vida, mas não têm. São pessoas não-existentes praticamente.

9. Vegans
Não quer comer carne, amigão? Beleza! Problema teu! Só não vem dizer que essa é A maneira correta de se viver! Pessoas que comem carne são pessoas que comem carne e ponto.
Esse é o tipo de grupo que eu me sinto com peso na consciência de odiar porque cara, eles querem honestamente o melhor pro mundo. Não são pessoas ruins, mas ENCHEM O SACO!!
Pô, acho legal pessoas lutarem pelos direitos dos animais, que é algo que eu fazia também e pretendo voltar a fazer, mas cara, não me venha com essa de que eu sou um assassino doente e psicopata porque consigo olhar pra fotos de animais sendo torturados e continuar os comendo. Não sou de nenhuma forma a favor de uso de animais para testar produtos de beleza, mas não dá pra parar coisas importantes como a medicina, entende? Acreditem, os biólogos também não gostam de fazer os animais sofrerem, mas não há escolha!!! Quando há, pode ter certeza que a alternativa é usada!
Quanto aos abusos que o animal passa para a carne ficar melhor, alguma coisa também deveria ser feito a respeito, mas parar de matar animais é ridiculo! Não é fácil viver sem carne e, sinceramente, mesmo que fosse, é o ciclo da vida, animais também comem outros animais, get over it, vocês estão lutando a favor de uma vida mais sem graça por motivos éticos confusos que beiram o religioso.

8. Molecadinha hardocre e/ou Pop-Punk
Em questão de "tribo urbana alienada" esses estão pau a pau com os metaleiros, mas eu considero os metaleiros mais alienados porque são mais velhos. Essa molecadinha tem entre 14 e 16 e elas não são irritantes em si (quer dizer, são, mas como eu não tenho contato com praticamente ninguém desse universo, eu não vou reclamar muito disso) a questão é que elas tem um impacto gigante demais na industria musical!!!
Shows, clipes, acessibilidade aos CDs, isso tudo é decidido por um pessoal que frequenta matinê!!! Isso é ridiculo!
Sabe como é dificil achar um CD do Mars Volta? Sabe como é fácil achar um CD da Avril Lavigne?
Vou te dizer, Rock morreu quando se tornou adolescente.

7. Adolescentes que descobriram a verdade sobre o universo
Pais deveriam dizer aos filhos que fizessem 14 anos: "Se questionem. O tempo todo, sobre todos os assuntos, faça o que fizer, diga o que quiser, você nunca tem razão! NUNCA! Entendeu bem? É impossível que você tenha razão!"
Você que é jovem, (aiai) participe de todos os debates possiveis, leia o máximo que puder, pergunte sempre, defenda suas opiniões sempre, mas sempre sempre sempre sempre sempre sempre SEMPRE SEMPRE SEMPRE pense na possibilidade de estar errado! É simples assim! TODO moleque de 14 anos se acha Deus, você não é o único! Por enquanto ninguém te deu um tapa porque você é inofensivo, mas vai chegar o dia em que sua arrogância, caso não seja consertada agora, se torne simplesmente irritante.
Acredite, eu aprendi tarde demais que ser arrogante não é legal, não é uma questão de ser humilde, de fingir não ter orgulho quando se está orgulhoso, é questão de como tratar outras pessoas. Respeito é bom, AINDA MAIS quando se fala de politica, é muito comum gente que debate politica usar de sarcasmos e ataques pessoais, isso vem desde Roma (e ataque pessoal lá não era xingar a mãe e sim, esfaquear o oponente), se você quer satisfazer o ego, pague uma puta pra falar bem de você, por favor, deixa os debates pra gente que sabe tratar o outro com educação.

6. Intelectuais Afetados
Galerinha cult irrita. Produzir conhecimento é uma coisa nobre e o dificil dessa "tribo" é saber quem de fato faz algo e quem só fala que faz.
Muita gente indo no espaço unibanco só pra tomar capuccino. Muita gente em festival de cinema só pra tirar foto. Muita gente *contaminando* lugares culturais legais só pelo prazer de falarem que foram em tal lugar. Mas como eu disse, é dificil separar quem honestamente gosta de cinema (por exemplo) e quem vai só pra falar que foi. De qualquer forma, sempre desconfie de quem cita muitos nomes, isso é um grave sinal de que a pessoa não consegue formular um pensamento próprio.

5. Otakus
O que dizer? Eles são os novos nerds, que diferente dos velhos nerds, não estudam assunto nenhum.
Jogar RPG, assistir Anime, isso tudo pode ser muito bom, mas quando sua vida se resume a isso... bom, aí você não é muito mais que um escravo...

4. Galerinha do "socialismo vai funcionar quando todas as pessoas forem boas e generosas"
Quando as pessoas forem boas e generosas qualquer sistema politico no universo vai funcionar. Generosidade é parte da humanidade e sempre haverão muitas pessoas dispostas corrigir alguns males da sociedade. "alguns males..." não é igual "toda a sociedade".
Generosidade por pressão popular nem pode ser chamado de generosidade.

3. Emos
Olha, de tristeza e angustia eu entendo um pouco, já tive minha parcela de depressão e por isso mesmo me irrita profundamente gente que usa isso como uma bandeira, que se esforça pra se fazer de triste. Isso é uma falta de tapa na cara imensa, depressão não é legal, quem tem, geralmente não gosta, agora, Emo é pior ainda, pois se fazem de sentimental, se fazem de românticos e, de novo, na boa, argh, não dá nem pra começar a falar sem ter raiva, puta que pariu! O que vocês SABEM?
Eles são os novos góticos, a diferença é que a música que os góticos ouviam eram boas.

2. Neo-nazistas latinos
Pessoas que se esforçam para ser hipócritas.
O conceito todo do nazismo são dois.
Um é "Raça Pura" e o outro é "Sobrevivência Do Mais Forte".
Pra começar, sua raça não é pura e depois, VOCÊS PERDERAM A GUERRA!
Perderam! Morreram! Tinham metade da Europa e largaram por erros estratégicos primários! Voltem pra casa infelizes!

1. Conservadores de direita
Pessoas que se esforçam para que o capitalismo seja ruim.
Pessoas que se esforçam para expandir tudo de ruim que o capitalismo tem enquanto se esforçam para apagar tudo de bom.
Intervenção Estatal na hora de ajudar grandes corporações valem enquanto coisas como saúde e educação não valem? Como assim?
E que história é essa que de repente o governo deve opinar na moralidade das pessoas? E que história é essa de que um país pode impôr seu conceito de moralidade no país dos outros?
Você tem liberdade pra ganhar dinheiro, mas não pra fazer o que quiser com ele? Dinheiro estrangeiro pode entrar em um país, mas seres humanos não?
Como se justifica a guerra do Iraque se não por puro desejo autoritario de domincação por poder militar?
Qual a justificação ideológica para privatizar uma estatal para uma única empresa privada? Qual a moral de trocar o monopólio governamental pelo monopólio estatal? E ainda manter as leis desse monopólio para garantir que ele continue eternamente?
Olhe como você quiser, neo-liberais não tem ideologia.
Existe uma ideologia de direita e eu adoro ela, mas neo-liberais são a corrupção desses ideais.

terça-feira, outubro 11, 2005

Fotos do FIQ

Festival Internacional de Quadrinhos foi muito bom. Aqui estão as fotos (e sim, eu vou foder o template PRA VALER dessa vez.)

Image hosted by Photobucket.com
Fanzines e comida. Eu não faço idéia de qual o contexto dessa foto!!!

Image hosted by Photobucket.com
Visão geral do sábado de manhã, tirando os funcionarios, fomos os primeiros a chegar, uma hora antes de abrir. Vendemos alguns fanzines antes mesmo dos portões abrirem.

Image hosted by Photobucket.com
Absolutamente, os artistas mais gostosos do lugar. Minha nossa, que vontade de fazer sexo com essa foto, como uma dupla de quadrinhistas pode ser composta de dois membros assim, tão... *aiai*

Image hosted by Photobucket.com
O vento forte de Belo Horizonte, o sol forte de Belo Horizonte e o cabelo forte de São Paulo.

Image hosted by Photobucket.com
Felipe Cunha, o desenhista, a F. e a latinha de coca-cola são para provar que apesar da boina e da barba, nós não somos comunistas.

Image hosted by Photobucket.com
Latinhas e fanzines? O que uma coisa tem a ver com outra? Ou melhor pergunta seria: Desde quando eu tiro fotos que fazem nexo?

Image hosted by Photobucket.com
Mais uma vez, o homem dos traços, esse processo de separar revista foi, felizmente, feito muitas vezes, pois sempre andavamos com umas 20 na mão e o resto na mala. Por sorte, estavamos sempre tendo que repor o estoque das revistas "carregadas na mão".

Image hosted by Photobucket.com
Eu vendendo revistas para um mineiro. Essa cena se repetiu um bocado de vezes.

Image hosted by Photobucket.com
Mais uma venda para mais uma leitora satisfeita.

Image hosted by Photobucket.com
Minha nossa, que gostoso.

Image hosted by Photobucket.com
Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (um em cada ponta da mesa, não vou nem fingir que sei qual é qual), Samuel Casal falando e um sujeito aleatório.

Image hosted by Photobucket.com
Samuel "Ilustrator é minha vida" Casal.

Image hosted by Photobucket.com
Ahn... ... enfim.

Image hosted by Photobucket.com
A parte mais interessante do nosso quarto de hotel. Uma pia. No meio do quarto!!!

Image hosted by Photobucket.com
Mais da pia mágica

Image hosted by Photobucket.com
Revistas variadas, dá pra indentificar um Front e um FioFó

Image hosted by Photobucket.com
Mesma cena, sem o flash assassino.

Image hosted by Photobucket.com
Um lance tipo assim, meu, Hitchcock saca?


Isso é culpa do Sidney, meu, vão falar com ele. Eu acho que o lance era fazer um lance meio aquele batman da década de 60, sei lá cara.

Image hosted by Photobucket.com
A dupla do FioFó, André e Rodrigo mais Sidney, o nosso fotógrafo/agente/amigaço. É um prazer enorme fazer amizades assim.

Image hosted by Photobucket.com
Putz, sei lá. O FIQ e tal...

Image hosted by Photobucket.com
Putz, sei lá. O escuro e tal....

Image hosted by Photobucket.com
Fanzineiros movidos a alcool.

Image hosted by Photobucket.com
A Casa do Conde, onde aconteceu o FIQ. Dentro dessa mansão estavam acontecendo as ótimas exposições.

Image hosted by Photobucket.com
A casa do Conde. Sei lá quem é o conde.

Image hosted by Photobucket.com
...um trem...

Image hosted by Photobucket.com
Essas são as ultimas revistas que vendemos. Depois disso acabou o numero 1 e vender a partir do 2 não rolava. Mas o saldo já estava em mais de 200 fanzines vendidos, então não rolou stress nenhum.

Image hosted by Photobucket.com
A garota mais linda para quem eu vendi fanzine... talvez a mais linda que tenha conversado comigo... ok, provavelmente a mais linda que se deu ao trabalhar de olhar pra mim em primeiro lugar.

Image hosted by Photobucket.com
"A" gostosa do evento. Namorada de algum cara da Quase. Tudo bem, o sujeito é gente boa, ele merece.

Image hosted by Photobucket.com
Mais uma dela. Poderiam ter mais umas 30 que eu não me importava.

Image hosted by Photobucket.com
Olha, eu nem tava junto quando essa foto foi batida, eu tava dormindo perto do trem, sei lá quem foi o pedófilo.

Image hosted by Photobucket.com
Mais uma geral do FIQ. O lugar era bom, grande e tal...

Image hosted by Photobucket.com
E aqui. A última do FIQ. Se eu me animar a dar uma detalhada do evento eu dou, a verdade é que tiramos pouquissimas fotos do Sábado que foi o melhor dia, mas enfim, acho que deu pra ter uma noção. Grato!

sexta-feira, outubro 07, 2005

A Fantástica Fabrica de Fanzines

Bem, true believers, é isso.
Hoje a noite viajaremos para Belo Horizonte onde acontecerá o FIQ e, para isso, temos, pela primeira vez, todos os 7 numeros de Chuva Contra O Vento prontos.
Para o FIQ, conseguimos, graças a uma enorme e valiosissima ajuda, tirar 50 cópias de cada edição. Na hora de montar eu fiz uma pequena linha de produção aqui em casa (Ford derruba uma lagrima).
Então aqui está os mistérios de como se fazer um fanzine, finalmente, revelados.

Image hosted by Photobucket.com

Nessa primeira imagem, você vê todos os fofinhos espalhados pelo chão. Já divididos por numero e pela ordem em que as folhas ficam. O "buraco" no meio é onde eu sento.

Image hosted by Photobucket.com

Nessa, um close dos adoraveis

Image hosted by Photobucket.com

Aqui temos um 7 montado em cima de folhas ainda desobradas (portando desgrampeadas) do próprio 7. O FIQ será o lançamento oficial do garoto.

Image hosted by Photobucket.com

E aqui, nessa foto, TODO o segredo da linha de produção.
Caixas de jogo.
Sim sim, War, Jogo da Vida, Scotland Yard. Dobre o fanzine, abra-o de novo, coloque o grampeador em cima do fanzine que está em cima da caixa do jogo. Grampeie, vire e feche com a mão.
"O que? Com a mão? Não é perigoso?"
Magina, eu furei meu dedo três vezes, nem dói tanto.
E assim que, com a ajuda de mãe e irmã, conseguimos em, dois dias, montar 350 faninzes. =D
Espero que gostem do resultado.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Round 2 *plim plim plim plim*


apagar

True 6/10/2005 05:39
Rodrigo o q vc chama de anarco-capitalismo é quase um neoliberalismo, a única diferença é q o governo deixa de existir, a doutrina neoliberal já provaram piorar a situação para o povo, devido ao pouco protecionismo pela população, já caso o estado deixe de existi e continuar havendo o capitalismo, o povo ira lascar-se mais ainda.

Miroslav Parabéns a Alexander e True... 6/10/2005 07:12
Anarco Capitalismo não existe!
As duas palavras são ANTÍTESES, antônimas...
Abraços.

Miroslav Rodrigo... 6/10/2005 07:13
Discorra sobre o "LUCRO".

Fábio 6/10/2005 08:01
O anarquismo não é capitalista e nem socialista. Não venham com essa de que todo pretenso anarquista é um socialista.

O individualismo não protege o indivíduo concreto, é uma ideologia coletiva com igual ou maior número de regras, crenças e dogmas aos quais todos os pretensos individualistas devem seguir sem questionar, partindo de uma "unidade individualizante" que dá autonomia a determinado grupo de pessoas, os tais "individualistas".

Porém o indivíduo não é uma invenção burguesa, é real.

A liberdade, e um sistema dito libertário, nunca irão produzir uma única visão religiosa, filosófica, política, econômica etc. Enquanto existir liberdade, os homens produzirão as mais variadas formas de se pensar a ação econômica humana.

Todos serem socialistas ou capitalistas não passa de uma uniformização que tende a proibir todas as idéias e manifestações filosóficas, religiosas e culturais que levem a práticas que se tornem subversivas ao sistema econômico vigente.

Anarquismo é ANARQUISMO e ponto final. Comunismo e capitalismo só podem ser tratadados a níveis comunais e individuais, não como um sistema totalizante.

Fábio 6/10/2005 08:22
O sistema totalizante que devemos defender é o anarquismo, pois o anarquismo é libertário, e portanto diversificador.

As comunidades e indivíduos estarão livres para pensar a ação humana (social, política, cultural, religiosa etc.), unindo-se em comunidades coletivistas e/ou empresas com regimes corporativos dos mais diversos, ou ainda se isolando em busca do que consideram válido (como o desapego espiritual as coisas materiais).

Sim! Quem disse que o lucro envolve necessariamente exploração? Que pregou esta "verdade"? Marx provou por A + B que o lucro envolve necessariamente exploração assim como Mises provou por A + B que o socialismio é impossível. E daí?

A pra terminar, a questão central para Proudhon não foi o rompimento com a propriedade privada, mais sim contra a propriedade (coletiva ou individual). É tão questonável falar em direitos naturais do indivíduo a propriedade privada como a coletividade a propriedade coletiva. Propriedade é uma instituição que exige um aparato de coerção que a torne instituição e que delibere sobre a mesma, ou seja, acbará exindo necessariamente o estado.

O regime de não-propriedade é o regime do caos, ao qual o anarquismo tenta buscar uma alternativa real.

Bruno 6/10/2005 08:51
Anarco-capitalismo não passa de uma revoltazinha pequeno-burguesa. Neo-liberalismo mascarado de esquerdismo.

Uma contradição em termos.

Rodrigo 6/10/2005 09:11
True:
Falam muito isso, mas existem várias diferenças, pois o Estado não protege os pobres, ele protege a seus próprios interesses e só ajuda alguém quando isso significa votos e as pessoas, ao invés de ajudarem os pobres recorrem a esse Estado corrupto que, na verdade, só protege os ricos. Guerras só são feitas porque é o dinheiro publico (e não dos governantes) que é usado, além disso, o Estado detém o monopólio do que é "publico". Em uma sociedade anarquista, poderia muito bem haver comércios variados com hospitais e escolas pagas através de taxas comuns (diretamente e não através de burocracia) e não haveria Estado para, de repente, cortar esse beneficio.

Miroslav:
Lucro é como a sociedade te recompensa por um trabalho que ela considera útil.

Fabio:
Concordo com quase tudo, anarquismo independe do sistema econômico, o que eu digo não é pra uniformizar nada, mas simplesmente o meio que eu acho mais realista e certo de derrubar o governo sem nenhuma forma de revolução violenta, sem governo, as pessoas se organizam como bem entender, é a liberdade de se organizarem da forma que acharem melhor que eu defendo. Quanto a propriedade exigir um aparato de coerção que a torne uma instituição, isso só se torna verdade se existir alguém que deseja impôr suas vontades sobre o outro e aí tal aparato se faz necessario para manter a soberania de cada individuo, se as pessoas concordarem que tal pedaço de terra é propriedade de tal pessoa, então não há coerção.
O único meio de organizar poder militar o suficiente para impedir um levante popular é através de um Estado, pois a) somente esse pode forçar as pessoas a lutarem por ele e b) é o dinheiro do povo e não do governante, portanto ele não vê problema em gastar bilhões em uma unica bomba.
apagar

Rodrigo (não sou eu) Anarquismo 6/10/2005 09:12
Anarquismo é um sistema que substitui justamente o Estado Democrátco por um complexo sistema de cooperação entre indivíduos livres onde o capital não exerceria diferencial entre os seres humanos, classes sociais definidas por lucro e status não existiriam, como pode o capitalismo( que em sua essência necessita da pobreza p/ obter mão-de-obra barata não especializada) ser anarquista?

Anarquismo não é só oposição a uma forma hierárquica de controle da sociedade, possui uma série de nuances ignoradas pelo anarco-capitalismo.

Rodrigo 6/10/2005 09:17
Bruno:
Nunca fingi ser de esquerda, nem nunca tentei ofender alguém aqui por seus ideais, favor manter a discussão séria, na medida do possível, pois esse é um espaço para educação.
Grato.
apagar

Rodrigo 6/10/2005 09:29
Rodrigo:
Concordo, a questão é que eu considero o mercado esse sistema complexo de cooperação entre individuos livres. Classes sociais existiriam, mas melhor que ela seja baseada no lucro (que é o resultado dessa cooperação) do que em poder militar e manipulações politicas.
Recentemente nas comunidades "Anarquia" e "Anarquismo", eu iniciei um debate sobre anarco-capitalismo. Aqui vai a história:

Anarco-capitalismo. 4/10/2005 14:20
Ok, já que eu to sequestrando todos os tópicos com esse assunto, então postem suas duvidas aqui.
Pra começar, eu vou usar a definição do Wikipedia como base, daí qualquer duvida é valida, se eu não souber responder algo, eu prometo pesquisar e se eu chegar em algum absoluto beco-sem-saída, prometo repensar meus ideais.
Claro que vale qualquer pergunta, só por favor, não partam pra "VOCÊ NÃO É UM ANARQUISTA DE VERDADE!1!!!!11" ou "VOCÊ QUER VENDER NOSSAS ALMAS PARA A COCA-COLA", porque tipo, magoa e tal...

Anarco-capitalismo é uma filosofia baseada na idéia de soberania individual (ou "auto-possessão") e uma proibição contra iniciativa de coerção e fraude. Ele vê as unicas leis justas partindo da propriedade e através de contratos entre individuos soberanos. Do começo, anarco-capitalismo rejeita o estado e o considera como agressor contra individuos soberanos e não-justificado monopolista e abraça anti-estadista livre mercado capitalista. Anarco-capitalistas tem como objetivo proteger a liberdade e propriedade individual e substituir o monopólio do governo, que é invonlutariamente sustentado por taxas, por empresas privadas e concorrentes.
apagar

Cesar 4/10/2005 14:52
Nao ficou muito claro para mim um ponto, aceitar como leis justas apenas as q protejam a propriedade, cria um antagonismo legal entre proprietarios e nao-proprietarios, como acontece hoje. Acando por criar uma sociedade de nao-iguais, ainda com o agravente d os mais 'fracos' nao terem, nem tese, a quem recorrer.

Alexander Palhaçada 4/10/2005 14:56
Anarco-Capitalismo = Neoliberalismo

Mercado livre capitalista = de livre não tem nada

O anarquismo é SOCIALISTA!

O anarco-capitalismo poderia ser debatido na comunidade do PSDB, que tem propostas muito parecidas.

Alexander O Mercado Capitalista e a miséria humana 4/10/2005 15:10
O "mercado" é a instituição capaitalista que gera o individualismo burguês.

As pessoas só pensam em si e no seu bem estar possoal, esquecem do coletivo. A natureza por exemplo, um "bem coletivo" da humanidade que é negligenciado, e daqui a pouco os capitalistas ("anarcos" ou não) conseguirão deixar a Planeta Terra inabitável. Isso mostra bem a lógica destrutiva do individualismo no qual cada um só pensa em sua propriedade.

O individualismo e a propriedade privada também geram uma COMPETIÇÃO EXACERBADA, as pessoas passam a se tratar como inimigas e só pensam em ser melhor que as outras.
Isso causa uma terrível desigualdade social, causando males como a fome, miséria, violência. Impede a solidariedade entre os humanos.

É BOM LEMBRAR QUE A LÓGICA DO MERCADO TAMBÉM VISA SEMPRE E UNICAMENTE O LUCRO!!!

sugiro Noam Chomsky: "O lucro ou as pessoas"

Rodrigo 4/10/2005 15:11
Cesar:
A questão não é criação de leis que protejam a propriedade e sim que as "fronteiras" da lei começam e terminam onde a propriedade do individuo começa e termina. Não teria ninguém impedir pessoas de se juntarem e iniciarem uma comunidade socialista.
De resto, sim, haveriam ricos e pobres, que nem hoje, mas os grupos ativistas que tem o objetivo de acabar com a pobreza não seriam barrados pela burocracia, afinal, não é a mudança de um sistema politica que acaba com a solidariedade (ou com a ganância).
Os que não tem NADA, com certeza receberiam ajuda (pega todas essas pessoas de partidos de esquerda, tira eles da militância de um partido politico e os ponha fazendo algo útil de fato, sem fronteiras burocraticas), os que tem pouco também conseguiriam ajuda e/ou poderiam se unir e formar cooperativas.

Alexander: Sinto muito que você ache palhaçada, eu levo a sério e eu não vejo meu ideal muito a ver com o PSDB, embora haja seus pontos em comuns, seria igual falar que anarco-comunismo deve ser discutido na comunidade do PT.
apagar

Rodrigo 4/10/2005 15:14
Alexander: Capitalismo não faz as pessoas egoístas, é o contrário. Eu não tenho nada contra pregar solidariedade, mas não venha culpar os males humanos no sistema politico, a questão do anarco-capitalismo é que as pessoas sejam livres o bastante para se comportar de acordo com sua própria moral e ética, se essa moral prega o egoísmo, isso vem da pessoa e não do sistema, assim como solidariedade não parte do socialismo e sim o contrário.
apagar

Kohn 5/10/2005 03:39
Me parece que no anarco-capitalismo as coisas permanecem proximas ainda ao hoje, pois continua havendo uma distancia grande entre proprietarios e nao-proprietarios (que se subjulgam aos proprietarios) e os proprietarios agora ao inves de contarem com o Estado para protegerem-se contratarao (como hoje ja o fazem) seguranças e milicias para proteçao propria... a luta essencial permanece e a criaçao de cooperativas pelos nao-proprietarios e´ bem relativa ja que, eles nao tem propriedades para criar suas coopetarivas e ficam subjulgados aos proprietarios. Entao um problema fundamental e´ a manutençao da propriedade privada e a herança (que eleva a desigualdade ao pos-vida).

Obviamente que tambem a nao aceitar o individualismo que jaz no anarcocapitalismo que levaria a manutençao da negaçao da coletividade nao podemos cair no polo oposto e pensar que a coletividade domina o individuo, por isso temos que pensar numa autonomia relativa para ambos que em dialetica estruturem a sociedade. Quando falo de coletividade que domine o individuo falo tanto em termos economicos quanto psicologicos e logo, tambem eticos.

Rodrigo 5/10/2005 06:07
Manutenção da propriedade privada acontece de forma natural, afinal, aconteça o que acontecer, as pessoas ainda possuem a própria força de trabalho (seja fisica ou intelectual) e óbviamente que poderão usar disso para conseguir outras propriedades, como nós vemos acontecer hoje em qualquer economia desenvolvida, reforma agraria é um exemplo disso.
O governo cria as leis de reforma agraria, mas é corrupto demais para leva-la a sério, o MST invade e é repelido pela policia (policia = custo 0 para latifundiario) porque o latifundiario tem os politicos no bolso e, em primeiro lugar, ele só tem terras improdutivas pra usar como barganha na hora de comprar politicos, em um mercado livre não há motivo para manter uma terra que não produz nada. Claro, se essa terra iria para o MST é imprevisivel, ele poderia vender pra outro latifundiario, arcar com os custos de mantê-la (e defendê-la) sem produzir nada (o que é improvavel).
Há muito a noção de burgueses e proletários, as coisas não são tão simples e as nuances permitem que haja sim mobilidade social, geralmente quem impede essa mobilidade é o próprio governo, seja não dando educação de qualidade, seja dando subsidios a multinacionais, seja taxando além do racional as pequenas e médias empresas.
apagar

Kohn 5/10/2005 09:40
pq a "propriedade privada permanece de forma natural"? vc nao deu argumentos para isso... falou depois em probabilidade que nao tem uma logica.. so se voce jogar para outro tipo de epistemologia.. pq e´ evidente que um fazendeiro iria manter terras improdutivas justamente para ter mais proriedades e poder, tal como acontece hoje... e defenderia isto com capangas do proprio povo, como acontece hoje... nao existe motivo para ser diferente, ou existe?

Agora se fazemos um trabalho de modificaçao do proprio ser humano nao existiria mais nenhum motivo para querer manter a propriedade privada, tal como tambem nao existe motivos para manter uma economica atrasada como a do capital, o novo paradigma (ver para+deigmas) que surge e´ justamente um modelo de ligaçao, uniao e augoeides (autogestao) com a natureza e com os seres, a complexidade ao contrario de ir rumo ao modelo racionalista e mecanico do capital vai contra ele. abraços

Alexander Natualização do individualismo burguês 5/10/2005 16:43
Dizer que o individualismo é natural do indivíduo é uma aberração sociológica!

O individualismo burguês egoísta e repressivo é fruto dos valores sociais produzidos pela sociedade capitalista.

Entre esses valores está a condição material da PROPRIEDADE PRIVADA.



True 5/10/2005 17:23
O individualismo tal como o altruísmo são tedências naturais ao ser humano, já q ambos ajuda no processo de passagem de genes. De certa forma o homem é um robo programado para sobrevivência e continuidade,dai John Lilly usar o temor biocomputador para nossos http://print.google.com/print?id=6B61m6Dbn7gC&pg=PA7&lpg=PA7&dq=biocomputer&prev=http://print.google.com/print%3Fq%3Dbiocomputer&sig=MgHtb66SRnOzWA_lGbe1X9zghqU , sendo nosso código de programação o DNA.
E o capitalismo é o melhor sistema econômico para incentivar aos nossos instintos: competição por paceiros(as), auto-promoção... Enquanto o homem ñ renegar aos seus impulsos biológicos, sacrificando-se pelo bem geral, ñ ira deixar de existir desigualdade social, portanto o maior problema para o sugir de uma sociedade justa, como diria Nietzsche, é ele ser o homem humano, demasiado humano.

Rodrigo 5/10/2005 21:00
Kohn: Não sou contra esse trabalho para mudar o comportamento das pessoas, sou a favor da liberdade para que essa mudança seja feita de forma honesta. As probabilidades que eu citei é porque, lógicamente falando, uma propriedade improdutiva só traz gastos, hoje ela é barganhada para se conseguir favores politicos, sem tais favores polticos não há motivo para manter tais propriedades. Qual a vantagem de se ter uma terra, onde se gasta dinheiro para proteger, mas não se produz dinheiro pois não se planta? E eu de nenhuma forma sou contra o socialismo e contra a "superação do capitalismo", eu só acho que anarquistas clássicos dependem muito de uma "evolução espiritual" que simplesmente não vai acontecer tão cedo (se acontecer), a idéia é superar primeiro o governo, assim tendo liberdade plena para superar o sistema ecônomico QUEM QUISER SUPERA-LO.
A razão que eu dou para a manutenção de terras ser natural é que, principalmente no mundo moderno, uma boa idéia pode valer mais que plantações inteiras e detentores de terra podem se ver com produtos inuteis em mãos e serem forçados a venderem tais terras. O único orgão capaz de manter propriedades que não valem nada é o governo, pois o dinheiro do governo é o da população, então eles aceitam o prejuizo.
Eu vejo esse modelo como exemplo perfeito de autogestão, pois, é sua responsabilidade conseguir espaço na sociedade, sua responsabilidade escolher o que fazer com tal espaço e sua responsabilidade amadurecer ou não, se isso não é autogestão, por favor, me explique o que é.

Alexander: Se a sociedade capitalista não é natural, é o que? Como que se chama de aberração o sistema vigente no mundo todo? Pode não ser justo, mas aberração não é.

True: Minha opinião é que as pessoas evoluem em um ambiente livre e competitivo, longe do protecionismo do Estado, elas poderão decidir por conta própria o que é melhor para suas vidas e qualquer que seja a escolha, deverá ser respeitada.
apagar

terça-feira, outubro 04, 2005

Ok, o lance da distribuição de renda foi uma romantização dos meus ideais.
...
comunistas.

Novo Perfil do Orkut

A minha noção de liberdade pode ser diferente da sua, mas eu nunca te censuraria por ela. Você faz o que quer, da forma que quiser, quando quiser, porque quiser e na hora que quiser, contanto que assuma sozinho a consequencia dos seus atos e que nunca atrapalhe ninguém no processo.
Se quiser ajuda, eu tento ajudar na medida do possivel, mas porque é isso que minha moral e minha ética exige que eu faça, eu não aguentaria viver em uma sociedade que exige solidariedade dos seus habitantes, isso tornaria todo gesto bom uma mera idiotice burocratica.
Anarquia é meu ideal de vida, governantes erram, as leis variam de individuo pra individuo, ninguém tem o direito de prejudicar, beneficiar e coagir ninguém baseado em poder militar. Ninguém tem o direito de criar fronteiras ou regulamentar a propriedade dos outros, se a propriedade está mal distribuida, é porque existe um governo que beneficia uns e prejudica os outros. Deixem as pessoas viverem, se ajudarem e se atrapalharem como vêem melhor, porque isso pra mim é liberdade, ninguém falou que seria fácil, mas são essas dificuldades que fazem nossas vidas ter histórias tão interessantes.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Céus, eu amo a internet.

E na lista de downloads, está lá, só esperando, mais de 400 edições de Amazing Spider-Man.
Mais de 4 gigas de cabeça de teia.
*aiai*

quinta-feira, setembro 29, 2005

Escola Sem Governo

Nas minhas andanças virtuais debatendo o anarco-capitalismo (i.e vagabundagem no orkut), eu geralmente uso escola como exemplo de instituição (em teoria) publica que perdeu a fé do povo e que está sendo rapidamente substituida por instituições privadas, as quais, funcionam de forma mais eficiente.
Mas claro, logo vem a pergunta "ok, e quem não tem dinheiro para pagar escola particular?".
A questão é que hoje, as escolas tem como alvo a classe média (pois quem é pobre, irá para a publica), então os preços são feitos para essa classe, sem escola publica, com certeza alguém seria esperto o bastante de fazer uma "Escola Casas Bahia" (compre 3 anos de educação do seu filho e pague só depois da copa de 2008!), entretanto, hoje esse não é um negócio que vale a pena, pois existem as escolas do Estado.
Nota, que eu escrevo um blog e não um livro de teorias politicas, então meus pensamentos não são fruto de estudos completos, mas de puro achismo, assim como uma coluna do Olavo. Enfim, eu pensei que Escolas Comunitarias poderiam funcionar.
Escolas comunitarias funcionariam que nem qualquer cooperativa, onde se oferece um produto (educação) e os lucros são dividos entre as pessoas da cooperativa, jogar a carta da "instituição de caridade" pode impedir que o governo e seus impostos assassinos caiam de pau na empresa, a questão toda é ter uma escola de qualidade a preço barato que gere lucro o bastante.
Considerando que os funcionários são sócios e não funcionarios, então aquela montanha de impostos podem ser jogadas no lixo, aí a escola, como empresa, tem duas opções.
A - Fazer como uma cooperativa normal, decidir preços baseado no mercado e colher o lucro.
B - Definir salarios fixos, fazendo com que + pessoas = + dinheiro = - Mensalidades (Tv a Cabo funciona assim, diga-se de passagem).
A questão seria, ainda na fase de planejamento, conseguir pessoas o suficiente para que a mensalidade fosse acessivel a essas pessoas e ainda sobre um certo lucro, com isso em mãos, qualquer banco razoavel (ok ok, banco razoavel não existe... mas enfim) vai garantir o empréstimo, pois, esse "certo lucro" seria usado para pagar o empréstimo, já que os funcionarios são sócios e recebem salarios fixos.
Outra questão também é que embora seja uma idéia inutil em uma economia bem desenvolvida, seria uma boa idéia no Brasil, pois aqui há desempregados qualificados o bastante para embarcarem numa jornada dessa. Em tempos desesperados como o de hoje, vale a pena abrir o próprio negócio e trata-lo como um emprego comum de salario fixo e além disso, não existem "escolas de baixa renda", apenas as publicas, as quais o povo não acredita mais porque o governo é retardado.
Então a questão é
1 - Ninguém está fazendo nada por caridade ou socialismo. É um negócio viavel.
2 - Educação barata.
4 - Se eu tivesse estudado numa escola dessa, saberia contar até 3.

Então enfim, óbviamente para saber se isso é viavel, uma legião de contadores e advogados teriam que ver as burocracias e os numeros exatos, mas, se possivel, é um bom negócio.
Sem contar que escolas tem outras fontes de lucro, cantina é um lucro certo numa escola, tráfico de drogas e de CDs de Playstation pirata então, nem se fala.

terça-feira, setembro 27, 2005

This is your government on drugs.

Eu quero agradecer ao governo por cuidar da minha saude e da minha segurança.
Veja bem, todo mundo sabe que drogas fazem mal. Os pais ensinam para os filhos que drogas fazem mal.
Mas o governo é esperto, bem mais esperto que a gente, ele sabe o que é bom pra nossa saúde e sabe que não pode deixar nós fazermos o que quisermos a nós mesmos.
Então o governo põe a policia nas ruas para nos prevenir de comprar uma mercadoria porque ele sabe que essa mercadoria faz mal pra gente.
Então eu queria agradecer ao governo, pois, na sua luta para nos prevenir de comprar uma mercadoria que faz mal para gente ele criou uma pequena guerra civil, incentivando comerciantes de tal produto a se manterem na ilegalidade, os colocando a parte da sociedade e de suas regras e, como todos sabem, violência faz bem para nós, mas drogas não.
Eu sei que você pode querer culpar o governo por incentivar a violência nos grandes centros urbanos, mas temos que lembrar que essa violência só existe porque os traficantes querem nos vender algo que faz mal para gente, claro, nós poderiamos ter a escolha de não comprar algo que faz mal para a gente e as pessoas que o comprassem poderiam arcar com as consequencias dos próprios atos, mas o governo é bom e sabe o que é melhor para a gente.
Enfim, não há muito mais que isso, nós sabemos que os governantes são honestos, bons e que a violência nas nossas cidades acontecem por causa desses moleques malditos que usam drogas, moleques esses que poderiam estar arcando sozinhos com os próprios atos, mas o governo tem um bom senso de solidariedade e ele amplia o problema apenas para que todos nós possamos dividi-lo.
Então obrigado governo, por causar a morte de todos aqueles traficantes de baixa classe para impedir que os nossos adorados filhotinhos da classe média não tenham que arcar com as consequencias de seus atos.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Descrição de Rodrigo no Adultfriendfinder (site de relacionamentos especializado em putaria)

Se descreva
Sou magro, alto, cabeludo, barbado dependendo do humor e um tanto psicótico.
Se é pra falar de sexo, então sempre me disseram que eu faço o lance bem e acredito ser verdade, porque meu estado emocional é realmente uma merda, mas minha habilidade na cama segura as mulheres um tempo. (ou seja, se você não estiver afim de conversa, eu sou bem aproveitavel... ou se você for psicóloga, eu realmente to precisando)

Descreva o que procura num parceiro
Parece clichê, mas eu acho que inteligencia estimula mais que um corpo legal, eu sei eu sei, eu não gosto do tipo de gente que fala isso, geralmente é mentira, mas é uma cruel realidade, eu NÃO CONSIGO conversar com gente burra, mas, repetindo o acima, se você não estiver afim de conversa... bom, aí eu vou ter que pensar muito, sinceramente não me imagino ficando com alguém que não consiga conversar e são realmente poucas pessoas que eu respeito o bastante pra isso.

Então é isso gente, crie uma conta falsa de uma gostosona e me dê bola só pra eu me sentir feliz.

Note to self

Comprar anéis.
Anéis são legais.

domingo, setembro 25, 2005

In the sun I feel as one
Caralhada viu, é sabado e eu to aqui!
Puta que pariu, uma hora da manhã de sabado não é hora de se estar sóbrio!
Grnfgrnfgrnfrgf.
O lado bom é que enquanto eu to aqui, o Cunha ta me passado paginas do chuva 7! =D
Isso mesmo!
O ultimo numero!
Ai, céus!
Eu quero sair, dançar, esquecer politica, ficar bêbado, beijar meninas idiotas, levar foras, ficar magoado, apodrecer no chill out, ficar enchendo saco das outras pessoas que apodrecem no chill out, voltar pra casa de manhã com dor de cabeça e, acima de tudo, ahn... ok, acima de tudo nada, eu quis terminar com um "e acima de tudo", mas acho que eu já citei tudo.
Aliás, de repente bateu o medo de me tornar insensivel de novo, ser individualista requere um certo preparo espiritual que acho que eu não tinha, a linha entre o individualismo e o egoísmo é muito fina, claro que, se tratando de politica, não poderia estar me fodendo menos se a pessoa é egoísta ou não, contanto que ela seja egoísta o bastante para não quebrar leis por mero auto-preservação, agora eu tenho certeza que esse não é o tipo de pessoa que eu quero ser. Eu quero ajudar as pessoas! Eu não preciso, mas eu quero, é aí que está a graça, entende? Eu não tenho uma obrigação moral e ética de ajudar os outros, mas eu quero fazê-lo porque, ahn, bem, é bom ser bom. Acredito que existem pessoas talentosas por aí e a merda toda do sistema é foder pessoas com potencial que nasceram em condições ruins e nem me vem com essa besteira que todos tem o mesmo potencial, fosse isso, daria pra separar decência por classe social e isso é simplesmente ridiculo, se você está lendo isso não é de classe tão baixa assim, você PODE sair e aprender mais, ter tido problemas na vida não é desculpa para ser ignorante e ter tido facilidades não é desculpa para se multilar, a moral toda do anarquismo é as pessoas serem o que elas querem ser dentro de sua capacidade e você pode ser generoso ou não, é simples assim, não tem certo, errado, nobre ou pobre, no final, você é o que você escolhe.
Dito isso, eu tenho medo de estar perdendo minha sensibilidade... se minhas histórias não forem sinceras, eu não sei nem se tenho a capacidade de conta-las...
Sabe, eu to pensando em sumir do mapa. Pegar minhas coisas e sobreviver por aí como um verdadeiro homem sem leis ou sem rumo. Sempre tive esse desejo e sempre tive medo desse desejo. É um plano pós-vestibular, esse país é uma merda, mas ele é grande, tem muito rock n roll por aí, muitas oportunidade de aprendizado, de histórias e afinal, se a população tem uma vantagem básica sobre o estado é conhecimento de terreno, saber onde pisa não só ajuda você a se conhecer, como a conhecer lugares onde seus inimigos não podem te alcançar.
Dito isso, eu não sou daqueles anarquistas que falam em revolução ou em derrubar o governo, mas se eu vou fazer as pazes com a minha consciência, é bom descobrir meios de dribla-lo.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Estarei curado?

Eu to feliz.
Sinceramente, eu vi uma coisa esses dias que, não diria mudou o rumo da minha vida, mas acertou um monte de coisa.
A questão é que, na minha ânsia por descobrir se eu era de esquerda ou direita, eu encontrei este gráfico na seção de "anarch-capitalism" do Wikipedia (artigo este que, por si só, me solucionou um monte de dúvidas)

E eis que me atingiu como um caminhão:
"PUTA QUE PARIU! ERA SÓ COLOCAR UM EIXO CIMA-BAIXO!"
De repente, TODA a briga da direita contra a esquerda fez novamente sentido e eu percebi o quão ambos os lados estam atrasados, um acusando o outro de ser ditadores e essas besteiras, quando, na verdade, era só colocar um eixo Y na história e resolver essa merda de uma vez.
Estão vendo essa bolinha meio verde, meio azul? Esse sou eu em um dia de bom humor. Um Minarchist, mas geralmente eu sou mesmo o Anarcho-capitalist.
Ou seja, primeiro, eu sou de direita. Eu nunca gostei de falar "eu sou de tal lado" porque por exemplo, admitir ser de direita, antes de descobrir esse eixo Y seria admitir ser igual Olavo de Carvalho e seu exército de putas babonas, mas não, porque entende.
Primeiro, eu finalmente encontrei meu lugar na internet, é um site libertário chamado "Anti-State.com".
Isso mesmo, você já viu uma comunidade no orkut chamada "O que é 'Very Lybertarian'", onde o objetivo é mostrar que "Very Lybertarians" são neo-liberais?
Pois então, os retardados não poderiam estar mais errado. Esse forum, que é o maior fórum de anarco-capitalismo do mundo tem, óbvio, gente que manja do assunto e eu disse "no Brasil, 90% dos 'intelectuais' são de esquerda, os 10% restantes são de direita, se dizem 'Lybertarian', mas apóiam o Bush" e perguntei "o que vocês acham disso" e um cara me respondeu simplesmente "retarded".
(eles respondeu outras perguntas, deu boas vindas ao fórum e tal).
Então, o lance é que o "Vey Libertarian" do orkut é, sim, de direita, como os reaças do orkut dizem, mas, o que eles não dizem, é que um very libertarian é, no minimo, um democrata extremista.
Veja bem.
A reta X é liberdade de propriedade privada.
A reta Y é liberdade civil.
Veja o Bush.
Na reta X, o Bush é de fato mais de esquerda que os democratas, pois, ele vive garantindo monopólio de corporações para serviços governamentais, dá subsidios para corporações, corta taxas dos ricos, ou seja, ok, os EUA está longe do centro, mas, em relaçãoa liberdade privada, ele ficou mais de esquerda, pois ele, com certeza, influencia mais a economia que um democrata, poucas coisas são mais nojentas para um anarco-capitalista do que um governo que fode o mercado livre por dar preferencia a certas corporações e o Bush faz isso o TEMPO TODO.
Na reta Y, o Patrioct Act, o desejo de unir Estado e Religião, a oposição ao casamento gay, isso tudo faz do Bush um cara definitivamente no espectro inferior do capitalismo, um que se aproxima do Totalitarism.
Em suma? Os direitistas brasileiros clamam tanto de serem os unicos possuidores da chave do capitalismo bom e honesto quando eles estão ERRADOS!
Eles não conseguem pensar em conceitos simples do tipo "Ser a favor do capitalismo, portanto contra os Neo-Liberais", porque, de Liberal, esse pessoal só tem o nome.
Enfim, eu to incrivelmente feliz, mas, infelizmente, eu tive que concordar com os paranóicos fanáticos quando eles dizem que boa parte da produção cultural do Brasil é destinada a esquerda.
Pois é muito dificil encontrar livros de economistas importantissimos, (gente que até o Olavo cita, claro, cita incompleto, pois finge que essas pessoas não criticariam duramente o que o Bush tem feito com o mundo) como Hayek e Rothbard em português, aliás, Rothbard criou o termo "Anarco-capitalismo" e se auto-proclamava anarquista, mãs, você não vai ver Olavinho dizendo isso.
Um que eu particularmente quero encontrar e não existe MESMO em português é "The Machinery Of Freedom" por um cara chamado David Friedman. Aparentemente é um conjunto de pequenas teorias, que diriam como funcioria as nuances e o dia a dia de uma sociedade capitalista onde o governo não existe.
Enfim, depois de tanto tempo degladiando politica e me sentindo um pária, eu encontrei pessoas e ideais que representam de forma precisa minha visão de mundo.
E minha nossa, como eu to feliz.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Então você tem que procurar por coisas que te façam querer viver...

Eu acho incrivel como as coisas boas que acontecem na minha vida não me animam muito.
Minha vida está sim andando pra frente, da pra perceber de forma nitida a evolução dos acontecimentos, mas ao mesmo tempo, eu acho que estou regredindo como pessoa... estou mais egoísta, mais insensivel, menos apaixonado, menos culto, não sinto vontade de ler, de criar... céus, quanto tempo faz que eu não escrevo? Eu escrevi aquela peça, fiz alguns exercicios pro curso de roteiro, tentei começar uma novo roteiro, não gostei, apaguei e desde então não voltei a ele... eu me sinto sozinho e a presença de pessoas não muda isso.
Eu até sinto medo de falar sobre isso aqui, porque eu estou com medo enorme de ser criticado... eu não me considero um cara que não aceita critica, eu nunca tive problema reescrevendo algo que acharam ruim ou ler alguma critica negativa ou algo assim, mas eu sempre fui particularmente sensivel quando criticam meus sentimentos, como se eu não os odiasse, como se eu não quisesse simplesmente desliga-los... sabe, eu vou começar uma jornada contra os emos, pessoal vê tanta gente se esforçando pra ser triste que quando eu venho chorar nesse blog, me põem no mesmo saco e jogam no mesmo rio, qualé, eu ouço Faith No More, meu cabelo é grande e despenteado, eu não lembro a última vez que conversei com uma mulher sem colocar pornografia no assunto de alguma forma, eu não sou emo porra, eu estou triste, mas eu não sou emo.
Aliás, eu estive pensando em como tenho tratado mulheres... não, eu não trato mal, eu só tenho sido fútil meio que de propósito, enquanto antes eu falava dos meus sentimentos que nem eu falo nesse blog, hoje eu já não faço mais, eu pensava tipo "vou falar dos meus sentimentos e se ela me julgar digno, ouvirá" enquanto hoje eu penso "Se eu julga-la digno, falarei dos meus sentimentos e aí existe uma chance minima que ela ouvirá". Então é, eu tenho sido fútil ultimamente, mas é que parte desse meu cansaço emocional vem do fato que eu to desde os 15 anos falando que eu to deprimido e ninguém parece muito entender... eu até me pergunto se minha depressão é diferente da dos outros, eu sinceramente acho que não, mas sinceramente, eu não tenho motivo teóricos pra estar deprimido, minha familia vai bem, minha saude vai bem, estou com um emprego estável e ganhando um salario bom o bastante pra realizar meus planos de médio prazo, meu fanzine vai bem, eu não namoro, mas sinceramente não quero... ok, eu queria estar com alguém, mas o ambiente de um namoro é simplesmente claustrofóbico demais pra mim... então, sei lá, eu não sei porque eu me sinto triste, eu penso até na possibilidade de não me sentir triste e que na verdade isso tudo seja ficção da minha cabeça e eu seja, de fato, uma pessoa feliz, pensamento esse que me deprime criando uma lógica circular um tanto mórbida...
Não sei, eu to pensando em voltar a estudar anarquismo pra valer e me juntar a alguma ONG... mas claro, que ajudar alguém na busca de redenção é incrivelmente mais egoísta do que não fazer nada, mas eu preciso fazer as pazes com a minha alma... "fazer as pazes com sua alma? Já pensou em religião?" já, mas sinceramente, religião nunca ajudou ninguém que eu conheço, fingir que existe um sobrenatural é fingir que existe felicidade, eu não imagino que tipo de gente imbecil finge que deus existe só pra sair da depressão, mas eu não faço parte desse tipo de gente... religião é ok se você realmente acredita em deus, mas se não... então você é simplesmente o Edward Norton no começo de Clube da Luta onde ele frequenta grupos de ajuda pra problemas que ele não tem.
E sei lá, overall eu sinto que não me levam a sério... e no final, nem sei porque deveriam...

terça-feira, setembro 20, 2005

Sabe, eu odeio falar de uma politica, mas é uma das coisas que eu mais espero na faculdade, porque, acreditem ou não, eu geralmente me saio bem em debates ao vivo, mas só me fodo na internet. Você diz "a" e te respondem 47 páginas com links, citações, mentiras, verdades, estátisticas, ibopes, claro, 3 dias depois, mas respondem. Ao vivo o negócio é mais preza, você fala e o cara responde, gaguejou perdeu a razão, quero ver se achar deus olhando no olho.

quinta-feira, setembro 15, 2005

Rodrigo conversando com seus netinhos.

Sabe, meus netos, um dia vocês vão encontrar uma garota que gosta de Pink Floyd e aí, poucas lutas no mundo valerão tão a pena serem lutadas.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Espetacular

Eu tinha parado com as resenhas de gibi aqui, porque tipo, eu parei com o esquema de comprar os gibis todos de uma vez, agora eu compro eles quando saem na banca e tal e resenhar um gibi por semana é bobo pra mim, mãs, esse merece, é uma das melhores edições do Homem-Aranha que eu já vi e isso é dizer muito, porque todas tem sido ótimas.
A começar pela capa (vou colocar as capas todas no final do post), o homem aranha no poste lendo uma edição de Clarim. Um clássico.

Bem.

Marvel Knights: Spider-Man #7
Nas 4 primeiras páginas já temos uma sessão nostalgia da boa, com flashes do cabeça de teia lutando com o Lagarto, Homem-Areia, Homem-Hidrico, Rino, Executores e ainda perseguindo o jipe-aranha (aham, construido pelo tocha humana, eu lembro de ter lido a edição em que tal jipe afunda no rio Hudson).
O homem-aranha aqui está de saco cheio, cansado emocionalmente, encontrando forças nos pequenos gestos dos habitantes que ele protege e, num geral, a história toda se baseia em Peter Parker conversando com pessoas, nada incrivelmente profundo, apenas fazendo como nós fazemos e realizando pequenos gestos felizes para nos dar forças para as tarefas maiores. Mas claro, pequenos atos felizes não duram, especialmente quando somos introduzidos ao novo Venom, que dessa vez não tem o peso da personalidade idiota de Eddie Brock (e nem da personalidade psicopata de Kletus Casady), o Venom agora é um moleque com baixa auto-estima que não está nem aí pra vida pessoal de Peter Parker, não tem mais joguinhos psicologicos onde Eddie Brock sabia da indentidade do homem-aranha, mas não revelava por conta de seu sadismo, o Venom agora é violento e direto ao ponto. Como vilão, ele não evoluiu muito e aposto que outros escritores vão fazer dele um idiota, mas, nessa história, ele caiu como uma luva, ainda mais com Eddie Brock sendo o maior suspeito do aranha (lembrando que a tia May ainda está desaparecida), o ataque do novo Venom elimina não só a segurança de que a personalidade idiota do Eddie manteria a indentidade do aranha segura, mas também elimina seu principal suspeito. A próxima edição promete.

The Pulse #3 e #4
Eu ainda odeio os desenhos do Bagley, mas ele ta sensivelmente melhor nessa história e o roteiro do Bendis é tão incrivelmente bom que até a pior versão do Luke Cage que eu já vi é compensada pelo peso da história.
Então temos o seguinte. Uma reporter do Clarim morreu e os maiores reporteres investigativos da cidade de Nova York querem descobrir o culpado.
Essa história não é sobre o Homem-Aranha. É sobre Ben Urich e Jessica Jones com o Duende Verde e o Aranha como coadjuvantes. Claro que há uma revelação importantissima na vida do herói com mais um na lista dos que sabem sua indentidade secreta.
Mas não só isso como, mesmo como coadjuvante, Bendis consegue aproximar o aranha da nossa realidade de forma incrivel.
Saquem esse dialogo.
- Ele é um assassino.
- Não--
- Você o deixa livre...
- E o que eu devia fazer, Ben? O único jeito de provar que Norman é o duende... provar de verdade... seria admitir pro mundo quem EU sou. E muita gente acha que EU sou tão assassino quanto ELE! Noman é PODRE de rico. Gente podre de rica NÃO VAI pra cadeia. Ele NÃO VAI pra cadeia. EU vou.

E aqui temos uma verdade universal sobre o homem-aranha. Ele é o herói da classe trabalhadora.
Não não, ele não quer salvar a classe trabalhadora, ele vem da classe trabalhadora, ele é um super-herói, consegue até trocar soco com o Duende Verde, mas ele é importante perante o sistema, o maior inimigo do homem-araha é protegido pelo sistema. Industriais não são presos, professores de colégio sim, e um lado interessante do PULSE é que ele é a visão do Clarim Diário sobre os heróis e enquanto Jessica Jones é uma ex-heroína super-poderosa e Ben Urich é amigo pessoal tanto do Demolidor quanto do Aranha, Jameson credita qualquer mascarado como assassino e, são essas três visões somadas que nos dão a visão de PULSE sobre os heróis. Mas enfim, o Homem-Aranha é um herói e como ele sai de cena? Mesmo sabendo que toda sua vida está nas mãos de Norman e que ele só é um pobretão numa fantasia contra um bilhonário numa fantasia? Ele diz "Se ele começou a matar pessoas, não podemos deixar ele continuar". Esse é o herói, com a autoridade do herói e a força do herói que vai além de qualquer super-poder e outro brilhantismo de PULSE é que os jornalistas são tão heróis quanto os que tem poderes, é o Clarim Diario e sem ajuda do Homem-Aranha que encurrala Osborn na parede. Pela primeira vez, Osborn é vencido em uma batalha puramente psicologicamente e pela primeira vez é ele quem tem que apelar pra violência por ter sido derrotado na batalha mental. Definitivamente, o herói da edição é Ben Urich. Isso mesmo, a última vez que isso aconteceu foi com Reborn (A Queda de Murdock) de Frank Miller e é aqui que eu declaro que, eu não sei como Bendis se sairia escrevendo uma história noir, mas em relação ao mundo da Marvel, ele é tão bom quanto o mestre.

Amazing Spider-Man #513
E aqui temos mais Duende-Verde, fazendo seu melhor, que é ferrar a vida das pessoas através de longa e calculada manipulação. O Duende consegue ser o vilão da história sem nem aparecer nela, apnas com Flashbacks, ele cria uma ameaça tanto fisica, quanto psicologica ao Homem-Aranha, afetando ao mesmo tempo a fantasia e o homem debaixo dela. Sem dúvida, a Mary Jane do Straczynski é a melhor e o traço do Dedodato é o que a deixa mais linda, porque eu não sei analizar o quão perfeita é a anatomia do Deodato, mas os rostos que ele desenha são os que parecem os mais realistas pra mim e a Mary Jane dele é linda, a Sarah/Gwen dele é linda também e afinal, eles são fruto de um pecado pretérito realmente pecaminoso, mas o Aranha tenta salva-los, de novo aqui está autoridade do herói, quantos de vocês ajudariam o filho de uma traição? Sinceramente, vocês teriam forças para isso? Seriam nobres o bastante? Peter Parker é. E a luta entre ele e Gabriel é dramática o suficiente e com consequencias fortes o bastante para carregar a próxima edição. E no final, é a batalha da mente contra o coração, são as manipulações de Osborn que foram arquitetadas durante muito tempo contra o simples coração puro de Peter e claro, o lado feminino da questão escolhe a emoção enquanto o masculino tem dificuldades para se livrar da razão. A última reclamação é que não vejo ponte para a próxima edição, pra mim a história acabou aqui e a edição seguinte tem material apenas para um prólogo (a não ser que algo grande aconteça), porque, definitivamente as pontas tem que ser amarradas, mas é isso, não sobre nada além de amarrar pontas. De qualquer forma, valeu por essa edição. É a parte 5 e cada uma foi melhor que a outra. Por motivos variados é uma para entrar no rol de "Maiores Classicos Do Homem-Aranha" e, embora o Deodato talvez nem lembra como se fala português, é uma honra a mais ter um brasileiro no front.
Happy little day Jimmy went away
Met his little Jenny on a public holiday
A happy pair they made so decorously laid
'Neath the gay illuminations all along the promenade
It's so good to know there's still a little magic in the air
I'll weave my spell

Jenny will you stay tarry with me pray
Nothing e'er need come between us
Tell me love what do you say?
Oh no I must away to my mum in disarray
If my mother should discover how I spent my holiday
It would be of small avail to talk of magic in the air
I'll say farewell

Oh rock of ages do not crumble
Love is breathing still
Oh lady moon shine down
A little people magic if you will

Jenny pines away writes a letter ev'ry day
We must ever be together
Nothing can my love erase
Oh no I'm compromised
I must apologize if my lady should discover
How I spent my holidays


Às vezes eu acho dificil acreditar que ainda há um pouco de mágica no ar...

sábado, setembro 10, 2005

Sabe, eu tenho percebido que internet não é um bom lugar pra se conhecer pessoas. Já viram aquele pessoal tentando pegar mulher no orkut? É tão patético. É tipo "uau, essa mina tem 440 scraps falando que ela é linda, eu vou mandar o meu também, porque lógico, por algum motivo doente e misterioso, ela vai querer dar pra mim".
Isso é tão irritante, há um acumulo muito grande de
A) Homens idiotas e tarados se esforçando enormemente para fingir que são sensiveis, inteligentes E bonitos. Fingir que se é sensivel e inteligente é tática velha e não é coisa de internet, mas sério, fingir que é bonito é um mal da nova era.

B) Mulheres idiotas que se acham gostosas e se encontram em um açougue humano, se vendo no direito de tratar todo mundo que nem lixo por causa dos 300 scraps de tarados idiotas que elas recebem por dia.

Ei, você recebe mensagenzinhas de amor pela internet? Tem 10 caras te paparicando por msn? Parabéns, retardadas, porque esses 10 caras também estão paparicando outras 100 mulheres.
Você está na internet, imbecil, você não é mais bonita, nem mais gostosa, nem mais inteligente que todo mundo. Tem 100 caras te paparicando? Não é porque você é irresistivel, mas sim por que você é uma oportunidade de dar umazinha rápida num final de semana que não tenha nenhum jogo legal passando na tv.
E só pra finalizar, estar na comunidade "Eu Penso" do orkut não faz com que isso seja verdade.
Gente, "afro-brasileiro" é um termo estúpido, vai...
It's so easy, but I can't do it
So risky-But I gotta chance it
It's so funny, there's nothing to laugh about
My money, that's all you want to talk about
I can see what you want me to be
But I'm no fool

It's in the lap of the gods, wo wo la la la oh
I can see what you want me to be
But I'm, no fool

No beginning, there's no ending
There's no meaning in my pretending
Believe me, life goes on and on and on
Forgive me when I ask you where do I belong
You say I can't set you free from me
But that's not true

It's in the lap of the gods, wo wo la la la oh
I can see what you want me to be
But I'm no fool
It's in the lap of the gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But that's not true
It's in the lap of the gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But I'm no fool
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh
But I'm no fool
It's in the lap of the Gods
Wo wo la la la wo
Wo wo la la wah wah ooh

quinta-feira, setembro 08, 2005

Cara, minhas opiniões politicas são uma merda.
Sabe qual o problema de ser um sujeito super gente boa que nem eu? É viver mudando de opinião e viver tendo auto-critica (ou falta de auto-estima) o bastante pra se questionar. Você vê outras pessoas discutindo politica e eles estão há décadas protegendo o exato mesmo assunto, já eu não consigo pensar do mesmo jeito por dois meses. Sério, como esse pessoal CONSEGUE ser petista? Eu já não consigo concordar completamente com nenhuma ideologia por muito tempo, quanto mais por um partido, quanto mais por um corrupto.

terça-feira, setembro 06, 2005

Eu acabei de ver uma série de videos e ler uma série de diferentes opiniões sobre o Katrina (inclusive do Olavinho, que diz que a culpa é de Deus e todo mundo que diz que é do aquecimento global não passa de um comunista) e pensei em dizer a minha, mas aí eu pensei que não tenho nada de novo pra dizer e nem devo ter nada de novo pra dizer, porque francamente, não é problema meu, os EUA estão num caos administrativo no momento e um monte de gente morreu por pura besteira na papelada e um monte de ajuda foi negada por puro "aceitar ajuda é humilhação", americanos morreram por causa do orgulho americano, então na boa, eles que fiquem com os problemas deles, o Brasil é um dos únicos países que não ofereceu ajuda e deve continuar assim porque todo mundo que ofereceu ajuda tomou na cara um arrogante "não precisamos de vocês", então o tema desse tópico na verdade é:
O Katrina, o Bush, a guerra no Iraque, isso tudo, pra nós brasileiros, não passa de hobbie, nós temos o nosso próprio presidente idiota e acreditem, ele é idiota o bastante pra nos manter ocupados a semana inteira e se me vierem com "mas quando os americanos destroem o meio-ambiente, nos prejudica a todos", eu digo que nós destruimos nosso próprio meio-ambiente bem o bastante, muito obrigado, não precisamos de ajuda para fazer nossas vidas um inferno, nenhuma ALCA e nenhum gibi do homem-aranha retratando o aeroporto de congonhas como uma cabaninha de madeira no meio de uma floresta faz mais danos a nossa economia e a nossa cultura quanto um país dominado pela corrupção e ponto de não haver mais linha entre situação e oposição, porque num desses muitos artigos que eu li sobre o Katrina, o jornalista citava Churchill ""The responsibility," do governo, Churchill disse ao parlamento inglês "for the public safety is absolute and requires no mandate. It is in fact, the prime object for which governments come into existence." e sabe, isso é uma verdade, o maior e mais forte sentimento humano é a sobrevivência, o maior sentimento de qualquer espécie é a luta pela sobrevivência e nós, brasileiros, seja lá quem nós somos, estamos perdendo essa luta pra um monte de hipocritas na tv acusando uns aos outros de fazer o que todos sempre fizeram, e o mensalão ter sido exposto pela mídia não melhorou a educação, não gerou empregos e não adianta "votar não" para o desarmamento, porque nenhum arsenal vai te proteger enquanto as pessoas continuarem empobrecendo, continuarem doentes, não tiverem esperança de um dia ser algo mais do que um brasileiro geralmente é, porque ser brasileiro significa ser subordinado de um grupo de hipócritas que por meio licitos já rouba nosso dinheiro de forma assustadora, ilegalmente então, mostra o quanto somos impotentes em relação a um gigante que não vai desaparecer quando o PT morrer, que não vai desaparecer quando o PSDB morrer, que não está aí por causa de politico X ou Y, não há inocentes na politica brasileira, não há lutadores, eu vou dizer agora e não acreditem se não quiserem, mas eu não consigo ver de outra forma.
O Brasil morreu.
O Brasil não existe mais, os porcos roubam nosso dinheiro através de impostos que não entendemos e não explicamos, a policia inexiste e, repetindo, nenhum arsenal vai te proteger enquanto as pessoas continuarem vivendo em um país sem esperança de liberdade, porque aqui não existe Estado ou sociedade ou governo, aqui existe apenas pessoas desequilibradas e perdidas tentando roubar tudo que vêem pela frente.
O Brasil morreu e nosso instinto de sobrevivência tenta arrumar alguém pra culpar, algum inimigo, mas é demais para nós absorver que todos são os inimigos, que todos os deputados são corruptos e que na sua prefeitura ocorre mensalão de forma mais descarada do que no senado, a diferença é que ninguém denuncia o que acontece no paço municipal de Santo André e, mesmo se denunciasse, não é como se os fracos patéticos do Diario do Grande ABC fossem fazer algo mais que fumar e chorar.
Não existe mais governo, não existe não mais leis, o mercado se sustenta porque é da natureza humana sustentar a troca de mercadorias, mesmo que essas mercadorias sejam constantemente roubadas não por um governo, mas por pessoas com poder demais.
Nenhum Katrina, nenhum exército estrangeiro, nada poderia fazer mais dano ao Brasil do que os genocidas e os ladrões que povoam nossas tvs no horário politico causam numa base diária.
Ajudem os seus, essa é a única coisa que resta, o único modo de sobreviver no deserto é reunindo seus amigos e marchando juntos, se apoiando e ajudando quem puder, porque você vai precisar de ajuda, ajude os seus e ignore o resto, não é momento de orgulho e nem de humildade, o Bush é um santo perto de qualquer deputado brasileiro, perto de qualquer padre ou pastor que oferece salvação, não existe salvação mais, existe apenas a sobrevivência, isso não é anarquia, é apenas caos, uns nos roubam e outros nos matam, mesmo que você tenha uma rotina e todo dia trabalhe e ainda compre seus gibis e tenha seus luxos, você sabe que vivemos em um estado de desespero, a guerra já está acontecendo e nós estamos morrendo, não com explosões ou devastação, mas com o aperto de mão de nossos assassinos.

sábado, setembro 03, 2005

Noticia tirada do Omelete.

O roteirista também falou sobre a chance de adaptar, pela primeira vez, um livro de Ian Fleming (criador do espião), já que os dois outros filmes da franquia em que trabalharam eram histórias inéditas. "Foi realmente diferente. É a história que mostra como se formou seu caráter [de Bond]. Há um bom e sólido material, mas é muito centrado ao redor de um jogo de cartas. Nós o escrevemos como se espera que ele seja hoje, há muitas expectativas que precisamos cumprir. Boa parte do texto é criação nossa.

A noticia está incompleta, eu so peguei o ultimo paragrafo, esse é o roteirista do novo filme do James Bond que será a filmagem do primeiro livro: Cassino Royale.
Agora, Cassino Royale é realmente muito centrado em um jogo de cartas e posso garantir que o livro passa mais adrenalina nesse jogo de cartas do que qualquer tiroteio que eu já vi em um filme do Bond. Nota que eu sou fã de filmes do James Bond, porque são filmes de ação divertidos, eles não são inteligentes, criativos e nem nada, mas são divertidissimos e isso basta pra mim, agora, transformar Cassino Royale, que é verdadeiramente uma história de espionagem, onde o segredo e a inteligencia são as maiores armas, num filme de ação burro, porém divertido... na boa, é bom que seja MUITO divertido.
Se eu estivesse em posição, recomendaria aos roteiristas que assistissem "Cartas na Mesa" para poderem ver como um jogo de cartas pode ser tenso e como a adrenalina sobe sob a expectativa de saber a próxima carta, céus, até Maverick consegue esse efeito. Eu sei que eles não vão tirar o jogo de cartas do filme, já que o objetivo todo de 007 é exatamente ganhar o tal jogo (acredito que eles vão incluir mais objetivos no roteiro, do tipo "ganhe o jogo e então mate tal cara").
Enfim, aqui vai uma sinopse do livro.
Um líder comunista (lembrando que James Bond é TOTAL anti-comunista) está organizando várias greves em Londres e conseguiu arrecadar uma soma enorme de dinheiro dos sindicatos, o problema é que tal sujeito é viciado em jogo, então ele perdeu a grana, mas o Cassino (Royale) permitiu a ele uma chance de recuperar o dinheiro, em UM jogo ele terá essa chance, mas lógico, se ele perder ele deverá o dobro e aí não apenas terá que se explicar com seus companheiros, como estará completamente falido, a missão de James Bond é justamente vencer esse jogo, ele não pode matar o sujeito, porque isso faria dele um mártir e o sujeito não pode vencer o tal jogo, senão ele recupera a grana, o poder e poderá dar continuidade aos seus planos vermelhos, porém, uma vez derrotado no jogo, ele e todo o partido vermelho de Londres estarão desmoralizados perante a população e não terão mais poder. É emocionante, porém acredito que no filme eles vão mudar o jogo pra poker, porque eu nem lembro qual jogo que é no livro, mas talvez seja um inventado pelo própria Ian Flaming (coisa que eu duvido, porque, ao contrário dos filmes, ele gostava de emular a realidade), mas um capitulo inteiro é dedicado a se explicar as regras e eu duvido que o filme vá gastar 20 minutos dizendo "O ás vale tanto".
De resto, James Bond sim tem um pouco de ação no livro, mas é bem pouco e ele se livra dela com nada além de sorte, não fosse pura e pura e purissima sorte, ele teria morrido, pois ele é completamente derrotado. Coisa que eu não acho que vá acontecer no filme. O livro inteiro tem um tiroteio se eu não me engano, talvez nem isso. Enfim, só uma visão de como é um livro do James Bond, Ian Flaming sempre odiou os filmes, dizendo que eles não passavam de paródia, agora o único livro que eu li está para se tornar filme e eu vou poder conferir se realmente não passa de uma paródia.

sexta-feira, setembro 02, 2005

São duas e meia da manhã e você está no computador ouvindo Faith No More e pensando no que escrever. É dificil dormir, mas é mais dificil ainda se manter acordado. Você pensa em algumas frases de efeito, coleciona algumas palavras mais bonitas, pensa talvez em fazer uma citaçãoa a algum intelectual ou filósofo e é então que te atinge like a rolling stone. Você não faz parte desse mundo. Não é intelectual, não é filósofo, não é politico, não é boêmio, não é artista, você está ouvindo Easy do Faith No More com as luzes apagadas pensando no que escrever porque é dificil dormir e mais ainda se manter acordado. A música muda, "The Gunner´s Dream" do Pink Floyd toca e você não consegue parar de pensar que precisa de uma história. De uma boa história. De uma história tão boa quanto um bom capitulo de sandman e então você se lembra de um homem olhando pela janela de dentro da taverna e ele vê seres gigantes e entristecidos carregando um caixão. Ele vê uma jovem gótica que, por um segundo olha pra ele, "I don´t know who she is, but I think I love her". I think I love her. E então a música muda, é She Makes Me do Queen e você pensa em Final Fantasy X e como aquela jornada foi tão épica e tão maravilhosa com um fim tão triste... "the people you lost, never forget them.". Você percebe como, por algum motivo, prefere expressões artisticas que os artistas não consideram arte como videogame e quadrinhos de super-herói, como gosta de comédias românticas e no que a música muda para Cadence to Arms do Dropkick Murphys você pensa como gostaria de estar longe, em um lugar que oferecesse esperança de resposta, em como odeia os preços caros e os impostos abusivos, em como odeia o povo, os apaixonados pela escravidão, os ricos impunes e os pobres impunes e a música muda para outra do Queen, dessa vez é Pain Is So Close To Pleasure e você pensa como isso é verdade e você pensa que é geralmente nessas épocas em que a solidão começa a se tornar insuportavel que você conhece alguém de alguma forma acidental e estranha e então para pra pensar como tudo que aconteceu de bom na sua vida foram acidentes e coincidências, aí você se lembra o quanto esse pensamento é injusto porque você planejou algumas coisas que deram certo e você pensa que se quer uma boa história terá que escrevê-la, mas você pode? Você consegue? Você nem tem uma carreira, mas percebe que escrever está começando a se tornar cansativo, que, se for pra parar pra pensar, você já escreveu TANTO e que esse tanto todo parece inutil, porque cada vez que você abre a pasta de roteiros, encontra mais e mais cada vez mais velhos e você percebe que nem se lembra mais da maioria das coisas que escreveu ali e amaldiçoa sua memória por ser tão curta e ao mesmo tempo amaldiçoa que nenhuma dessas "obras" estão imortalizadas, que aquilo tudo não vai ser desenhado, não vai ser publicado e afinal, qual a moral de continuar escrevendo se é pra acabar numa longa e interminavel fila de "um dia vou fazer"? E a música muda pra Rua Augusta dos Mutantes e você se sente na obrigação de dizer "desculpa, escrever não é tão fácil, simplesmente não é." e você percebe como está cansado e como é tão ridiculamente dificil dormir, mas como é insuportavel se manter acordado e quando Summer 68 do Pink Floyd começa a tocar, você percebe que olha para a jovem gótica com o ank pendurado no pescoço e que ama ela, que quer ficar junto dela, que essa é sua única chance de ter um grande momento na vida e você se lembra das pessoas que perdeu, em como não poderia se esquecer elas nem se quisesse e amaldiçoa sua memória curta que consegue guardar tão bem coisas que você não quer que ela guarde e você mais uma vez se pergunta porque tem que passar por esse insuportavel ritual de escrever nesse blog, não é como se não tivessem pessoas que não lhe ouviriam, é quase, são pouquissimas, mas não é como se não tivessem pessoas que não lhe ouviriam, é simplesmente que você não quer falar com pessoas, porque seus amigos vêm todos com prazo de validade, porque eles sempre se cansam de você e você fica com medo de passar a sensação que se faz de coitado por prazer e até o fato de ter que explicar para os outros - e para si mesmo - o quanto ser desse jeito nunca te fez nenhum bem na sua vida e o quanto você não tem motivo nenhum para ser do jeito que você é cansativo, é cansativo porque os outros não acreditam e o que você vai dizer? Que tem uma alma pertubada? Uma melancolia natural? Uma solidão incuravel? Tudo que você quer é parar de existir e tudo o que as pessoas fazem é deduzir que sabem tudo sobre você, e se você for um clichê? Você percebe que está tão cansado que não consegue nem mais achar justificativas, só quer ficar sozinho por um tempo, só quer não ficar mais sozinho, quer voltar para aquele breve momento que durou apenas curtos meses em que você tinha um gibi, um amigo, uma esperança e podia sair a noite para ter tranquilos traumas emocionais e você pensa que, inferno, só tem 19 anos e já não consegue fazer porque, inferno, apenas com 19 anos, foi trocado por um emprego que paga mal e, inferno, apenas com 19 anos não consegue transpassar barreiras criados por estresses da vida profissional e você se pergunta "é esse o mundo que vocês querem? De pessoas estressadas e infelizes trocando seus sonhos e seus amigos por um emprego que paga mal? Por uma carreira que não vai fazer nada além de trazer o mesmo estresse?" e você percebe como sente falta dessa época que durou míseros meses e que, inferno, com apenas 19 anos ela já passou e você já é um escravo estupido que não consegue dormir e nem se manter acordado e é isso? Cadê o rock n roll? Cadê a anarquia? e One Of My Turns do Pink Floyd toca e ainda hoje, mesmo tendo sido uma das primeiras músicas que você realmente se apaixonou, ainda é uma das músicas que mais te definem, "I have grown older, you have grown colder, nothing is very much fun and I can feel one of my turns coming on and I feel cold as a razor blade, tight as tourniquete, dry as a funeral drum". E você percebe como está triste e que ninguém vai dar a mínima porque seus olhos não são bonitos o bastante e você não tem um circulo pré-definido de escravos sem imaginação com a sua mesma postura politica para ficar dando tapinhas nas suas costas e você não tem um circulo pré-definido de apáticos doentes com o seu mesmo gosto musical para ficar te fazendo acreditar que há um mundo bom aí fora e você só quer sair para beber e dançar, mas você não pode porque foi trocado pelo estresse dos adultos, ah, os adultos, os responsaveis, os moralistas e os empregados, você olha para os adultos da sua vida e percebe quando foi exatamente que eles decidiram jogar suas vidas foras? Quando foi que eles decidiram que seus sonhos não valeriam mais a pena? Você lembra, claro, dos fracos inuteis que transformam o derrotismo em ideologia política e você quer parar de pensar em política, em amor, em diversão, em amizade, em trabalho, em vida, porque nenhuma dessas coisas te faz bem, você quer aprender a se comunicar de forma sincera com seres humanos que realmente se importam com você para não ter que humilhantemente usar esse blog mais uma vez para buscar reações e criar problemas, você está cansado e sabe que vai ficar mais ainda.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Hum... I see a dark cloud ahead...

A reitora de filosofia da USP é uma autoproclamada filósofa chamada "Marilena Chuí" que tem se tornado um tanto quanto famosa ultimamente por se demonstrar uma daquelas petistas do tipo mais idiota possível, que acha que o mensalão não passa de uma tentativa da malvada direita de desmoralizar os bons e bravos do PT.
Prevejo tempos dificeis na faculdade...
Anarcoplayba, eu te odeio.
O único anarco-capitalista que eu conheço é homem.
*sigh*
Eu to tão carente. Não rola uma operação de troca de sexo?