quinta-feira, março 17, 2005

Aneurisma

Para os que gentilmente me desejam um câncer, saibam que eu estou com um problema não tão grave, mas tão divertido quanto.
Meu próprio corpo me atacou anteontem. Eu não sei o que foi, mas ta se repetindo neste exato momento me levando a crer que, de fato, foi uma espécie de ataque de nervos ou algo assim.
Funciona assim.
Este é o Rodrigo.
A vida dele é patética. Mas geralmente ele não liga, ele tem amigos ou namorada ou dinheiro ou estuda ou qualquer coisa que faz a vida dele valer a pena.
Aí acontece o seguinte com o Rodrigo.
Quando a familia do Rodrigo deixa de existir, ele perde todo o dinheiro, consequentemente para de estudar, então ele perde a namorada, que se casa um mês depois, aí o seu amigo começa a surtar, primeiro por causa de comidas de microondas e depois porque Rodrigo odeia publicitarios e acha que alguém que vive as custas de vender papel higiênico não merece ser chamado de "pessoa criativa" e muito menos ter mais dinheiro que 97% da população... então, depois de 3 ou 4 meses sem trabalho, aparecem 2. Patéticos e que pagam super mal. Mas Rodrigo não pode recusar. Ah, ambos é para a mesma semana, um para a segunda e outro para a quarta. Tudo bem, Rodrigo é um idiota, ele aceita.
Ele acaba o trabalho para segunda, mas ah, ele não tem cnpj ou qualquer coisa dessas de adulto, então ele não receberá em menos de um mês enquanto eles resolvem o problema Rodrigo que ficou algumas noites acordados para fazer o tal trabalho. Ok, é segunda feira de manhã, trabalho 1 está entregue. Mas eles não gostam, Rodrigo refaz na segunda mesmo.
Terça feira de manhã o telefone toca. O que acontece? Rodrigo tem que concertar mais algumas coisinhas. Ele o faz de manhã... ok, tarde livre para entregar trabalho 2 na manhã seguinte. Mas algo ocorre com Rodrigo. Ele até agora não sabe o que é, mas desconfia que seja o tal colapso nervoso de que tanto falam. Primeiro o bom moço da eletropaulo vem aqui e diz que vai cortar a energia elétrica. Depois a boa moça do banco liga e diz que um cheque voltará se 70 e poucos reais não forem depositados até 11 da manhã... isso... lá prumas 10 e meia. Então, o peito de Rodrigo começa a coçar um pouco (ele até comenta isso com Rebs), ok, normal, Rodrigo não está estressado... ou ele acha que não... ele é um bosta, ele não se entende, então foda-se. Mas aí os braços de Rodrigo começam a coçar e coçar bastante e coçar MUITO, começa a doer um pouco de tanto que os braços coçam, então Rodrigo entra no banho gelado para ver se resolve a situação. Os braços de Rodrigo não param de doer, eles começam a doer horrivelmente e ele começam a ter espasmos ou algo do tipo... Rodrigo em pura adrenalina (woohoo) sai correndo do banho pelo meio da casa, ele não consegue andar, ele corre, porque se ele anda, os braços dele dóem insuportavelmente, então ele corre pela casa. Chegando no quarto da mãe, onde as roupas ficam todas (pois ela trabalha das 6 da manhã até as 8 da noite e não tem tempo de passar as roupas), ele tenta se vestir, não consegue, pois seus braços não respondem muito bem, ele não tem forças para segurar a cueca no caso, ok, rodrigo tem um pau descomunal, mas sua cueca é comum, ele se desespera por não conseguir levanta-la. Desaba na cama, se debate um tempo, chora alto, grita bastante, então consegue se tranquilizar por um momento e chorando liga para a mãe dizendo que não sabe o que ta rolando. Ela liga para a irmã de rodrigo e para o pai de rodrigo. O pai demora, mas a irmã chega rapidinho e encontra rodrigo tremendo, desesperado e confuso. Um copo d´agua depois e rodrigo ainda está meio nervoso, mas está melhor. Eles conversam um pouco, o pai chega, eles conversam mais um pouco. Vão ao hospital, no caminho param no banco para pagar as contas de luz (o cheque, well, voltou), no bom hospital público municipal da maravilhosa são bernardo, a fila de espera é de no minimo 3 horas. Rodrigo está um pouco desconcertado, mas não doente o bastante para ficar 3 horas na fila. Ele volta para a casa, está bem cansado, ele não consegue fazer o trabalho direito, o faz todo errado e de noite vai dormir.
Acorda o dia seguinte e percebe que está tudo errado, não dá tempo para concertar, o prazo é perdido, seu telefone toca muitas e muitas e muitas e muitas vezes. O sr. quer ver o vídeo da filha pronto e rodrigo é um monstro mau e incompetente que, caso atrase mais, fará do aniversário dela uma ocasião mais triste. Ok, ele é o cliente, não tem nada a ver com meus problemas, Rodrigo começa a quarta feira começando seu trabalho do começo.
Agora são 6:40 da quinta-feira. O trabalho está quase pronto, exceto por algum problema na hora de gravar a fita. Ele não sabe qual é, mas enfim, o video-cassete 1 está quebrado e o video-cassete 2 só grava em preto e branco. O prazo (atrasado em 24 horas) é pra daqui...... hum... uns 20 minutos... e Rodrigo o perderá de novo... talvez assim perdendo o pouco dinheir0 que ganharia com esse trabalho humilhante. Porque ele está no blog então? Bem, o peito de Rodrigo voltou a coçar, ele gritou com a mãe, está tremendo pra burro e os braços estão coçando um pouquinho. Então ele está desesperadamente procurando um jeito de aliviar o stress, porque tudo que tem mais medo no momento é voltar a passar o inferno que passou ontem.
Ah, sim, lembrando, ele poderia estar um pouco menos estressado, mas o tal do chad bugaloo roubou a tirinha do Nicolas (algumacoisa) e quando eu disse para ele ter a minima educação para dizer que não fez a maldita tirinha, ele me acusou de não entender suas piadas. Olhe só, plágio agora é piada! Dá pra eu voltar a rir com o kibeloco de novo! Porque internet é assim, não tem importancia mesmo. É a democracia, gente. Não só as pessoas ganham uma voz, como as pseudo-punkzinhos burrinhos cujo pior problema é escolher um carrinho junto com o paizinho na lojinha também ganham voz. E eu também ganho voz. Para que? Bem pra mostrar ao mundo que eu sou uma daqueles losers natos. Aquele tipo de perdedor que é tão deprimente que nem no seinfield aparece.
Sabe, tem uma coisa muito foda na vida. Eles passam sua vida inteira dizendo que você escreve bem, que você tem textos bons, que é pra continuar, que as pessoas te zoam porque são fúteis, que você que é o legal, que você que é o cara, que você não é só mais um clichê. Aí você acorda um dia, se vê fazendo um trabalho do qual tem nojo e está desesperadamente procurando um psiquiatra porquen não aguenta mais sua vida e vem um martelo na sua cabeça e diz "ei, aquelas pessoas estavam erradas amigão, você É SIM um clichê, você é um sub-produto patético da classe média e não consegue nem concertar um vídeo cassete. Porque na minha época, as pessoas viviam pelo ferro e fogo, enquanto você fica tendo ataques epiléticos por qualquer bobagenzinha, seu fresco." e isso não é só diogo mainardi ou olavo de carvalho falando. É a sua consciência.
Então é assim, eu passei 20 anos sendo enganado por professores que diziam que eu era um jovem legal que escrevia bons textos e que vivia sozinho e deprimido no colégio, não porque era estranho ou anti-social, mas porque não era compreendido.
Aí você passa os 20 anos seguintes pagando um psicólogo para esquecer de quem foi nos primeiros 20 anos e esperançosamente ser chad bugaloo, pra quem, ser diferente, é plagiar quem não é conhecido.
Ok, estamos com 40. Quais são os próximos? Ah, beleza, você está casado a um tempo, conheceu a outra neurótica na sala de espera do psiquiatra, então você passa esses outros 20 anos tentando fazer o casamento infeliz dar certo, não conseguindo, criando filhos de quem não gosta e fazendo um trabalho mais patético que nunca com uma naturalidade assustadora.
Os próximos 20 você se esforça pra morrer.
Essa não é a sua vida, é a minha. Você é um jovem adorável, vai completar a faculdade e mudar o mundo.
Ahá. 6h54 o telefone toca, o moço está vindo de moto buscar a fita que não existe.
Bem, meu corpo parou de coçar, acho que o evento de ontem não vai se repetir, escrever no blog É uma boa terapia. Criar histórias é melhor ainda. Cara, eu adoro criar histórias, contar coisas novas e diferentes... ou velhas e diferentes... ou mesmo contar um bom clichê de uma forma divertida. Eu curto essas coisas, eu me sinto bem quando faço os outros se sentirem bem com uma história minha. Quando as pessoas gostam ou citam alguma frase que eu criei. Me faz orgulhoso, de verdade, é praticamente a única coisa que dá sentido a minha vida. O que fode é eu ficar com medo de escrever, não porque alguém vai criticar o que foi escrito ou porque alguém vai dizer que é mal escrito, mas porque sei lá, se eu fizer uma história sobre um encanador, eu posso estar ofendendo o pai de alguém e perder mais um amigo no processo. E olhem a ironia, encanador foi um ótimo exemplo, é mais uma profissão que se trabalha com bosta, a diferença é que a bosta que o encanador cria não faz um menininho sem dinheiro para comprar o chinelo do senninha triste no natal.
6h59 ele liga mais uma vez, só para confirmar pra mim que está vindo.
Mas olha, é ótimo que uma coisa dessas acontece. Dá pra finalmente dizer que tenho um problema clínico, quem sabe se eu me esforçar mais um pouco, eu consigo cair no chão e ficar babando e ser internado. Assim, talvez, as pessoas não falem que eu só faço drama. Quem sabe eu me apaixone por uma enfermeira gostosa e ela me dê bola. Quem sabe ela se apaixone por mim, tanto que entenda que o melhor pra minha saúde mental agora é que alguém venha e meta uma bala na minha nuca. Merecer morrer eu mereço, querer morrer eu quero. Ah, mas se suicidar, pra que ser tão clichê? Pra alguém olhar e falar "acho que foi só drama... ".
Eu não sou o unico com problemas e nem de longe eu acho que meus problemas são mais importantes que o dos outros, só que, nesse momento, eu to com medo demais de um monte de coisas pra ser menos egoísta. Amanhã talvez eu seja menos egoísta e peça desculpas por um monte de coisa escrita aqui. Hoje não, hoje eu não tenho amigo, mãe, pai nada. Ta vai, hoje é tempo demais, agora. Nesse momento. 7h10 da manhã. Eu sou só um loser de 19 anos escrevendo um monte de coisa que alguém vai ler e vai ficar puto, enquanto outra pessoa vai ler e vai dar risada, comentários do tipo "eu te disse que você não sabia lidar com a vida" e "ah, ta explicado agora o stress todo por causa de uma tirinha, seu maluco", porque bem, esse é o tipo de "maluco" que eu encontrei minha vida inteira. Gente que cuidadosamente mistura as palavras e que calculadamente é nonsense. Confesso que o que eu to passando nesse momento não rolava desde o colégio. Aquela sensação que minha cabeça ta quebrando, aquela... sei lá... aquele lance que fica tipo um quebra-cabeça se desprendendo de mim. Aquela sensação que, pro bem ou pro mal, eu sou a única pessoa do mundo. Céus, isso é tipico, isso é engraçado. Ver esses caras "diferentes", que fazem piadas que eu não entendo, que escrevem coisas "inusitadas". Sabe o que acontece com esses caras, quando você começa a chorar em público e bater a cabeça na parede? Sabe o qua acontece com esses caras, quando você começa a gritar com as pessoas sem nem saber porque? Esses caras olham para os lados, se aproximam daqueles "normais" (pessoas que ouvem axé e funk) e uma cena linda acontece. Punks, funkeiros e punheteiros, todos deixam suas diferenças de lado para ver o freakshow. É, eu tenho um orgulho enorme dessa parte. Quando eu chego no ponto em que não preciso mais me distanciar das pessoas, elas fogem de mim. É quando algo em mim brilha e diz "isso não é frescura cara, você tem um problema sério, você não é fraco, você é doente, e doença é um acidente genético da natureza, não é fraqueza." É nessas horas que eu to completamente sozinho que um pouco de conforto vem a mim, que é quando um lado bom meu, geralmente esmagado pela peso da minha consciência, afastado pela culpa por eu ser tão arrogante e egoísta o tempo todo... nessas horas esse cara faz uma trégua comigo. Ele me abraça. Ele diz "não se preocupa cara, eu sei que é verdade. Eu sei que não é só drama. Eu to aqui" e eu me encontro, me torno uno... o ciclo se fecha.

quarta-feira, março 16, 2005

Ainda na minha eterna busca por foder o template do Bernardo, eu enchi de link aí do lado, lembrando que no bom espirito Karinassa, eu não linko alguém por retribuição ou algo assim, mesmo porque eu pouco me importo com o que vocês lêem, então eu deixo os links aí do lado que é pra quando eu fazer minha navegada diária, eu possa simplesmente entrar no meu próprio blog e ir vendo um por um. Dito isto, eu sei que vocês pouco se importam com o que eu escrevo, então porque estão lendo? Bem, digamos apenas que vocês não são muito espertos...

domingo, março 13, 2005

Céus, como eu sou gostoso...

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Aprendi duas coisas na praia hoje:

1 - Gosto bastante de boiar perto dos surfistas, onde as ondas grandes estão se formando
2 - Os surfistas não gostam que eu bóie perto deles

sexta-feira, março 11, 2005

Dois homens conversam em um restaurante.

- Que dia é hoje?
- Terça
- Não, tipo, de número!
- 4
- Ah... porra! 4?
- É
- De boa?
- Não, eu to mentindo.
- Cuzão... então ah, porra...
- Esse bife tá meio crú...
- Eu tenho um monte de conta pra pagar amanhã!
- Tudo no dia 5?
- Esse bife ta crú mesmo... será que sal ajuda? Dá o sal ae!
- Acho que sal não ajuda...
- Tá. Foda-se. Dá o sal!
- Não tem.
- Não tem sal na mesa? Affe!
- Pede pro garçom...
- Garçom! Então, tudo pro dia 5!
- Que saco, hein?
- Garçooom! Só! Olha aquilo!
- É...
- Não pô! Pra lá!
- Ah, pensei que você tava falando do garçom.
- Não, pô. O cara de terno.
- Que que tem?
- Ele ta cheio da grana!
- Vai lá roubar ele...
- Garçooooom pô!
- O cara ta indo embora...
- Beleza, foda-se ele. To dizendo. Você viu onde ele trabalha?
- Eu quase nem vi ele direito...
- Trabalha ali na frente, ó. Sabe o que é aquilo?
- Um prédio?
- Uma agencia de publicidade! Sabe o que tem lá?
- Gente idiota?
- Isso! E além disso tem uns computadorzões que eles usam pra fazer aqueles baratos 3D e tal. Sabe quanto custa um daqueles? Uns 15 mil! Tô te dizendo! Um barato daquele resolvia meus problemas!
- 15 mil um computador? Não é meio caro?
- É? Sei lá... mas acho que ta mais ou menos nessa faixa... ô, garçom. Traz o sal pra mim!
- Mas e aí? Você vai roubar um computador agora?
- Isso!
- Como?
- Saca só, a gente acha uns caras e manda eles invadi o lugar.
- Por causa de um computador?
- Isso! Isso! Mas saca só! A gente fala que trabalha lá! Aí diz que a segurança ta desativada e essa coisa toda!
- Aí a gente é preso...
- Não porra! A gente não vai ta junto?
- Aí os caras são presos, fogem e matam a gente?
- Não porra! A gente não diz quem a gente é!
- Você vai contratar um grupo de bandido e eles não vão ver você?
- Não, a gente faz tipo... pela internet.
- Aham... céus... ok... continua...
- Então, aí tipo, os caras vão lá e-- porra, acho que o garçom esqueceu de mim...
- Acho que esqueceu mesmo...
- Ô garçoooooom! Ah lá! Ô! Valeu!
- Acho que a carne ta fria agora.
- Affe, bom, beleza, eu vou dar cheque sem fundo mesmo.
- Então, o computador...
- Ah, só! Aí os caras vão lá e invadem a parada e o alarme soa, a policia vem, eles troca tiro, essa coisa toda.
- E o computador...?
- Ta lá! Entende? O lugar vai tá todo fodido! A gente espera todo mundo morrê, sê preso, sei lá, então entra lá e cata um computador ou dois.
- Hum.
- E aí? Ta afim?
- Ta. Peraí.
- Ô! Onde você ta indo?
- Já volto...
- Ô peraí! Não deixa eu aqui pra paga a conta sozinho! Peraí!
-...
- Onde você foi? O que é isso?
- Um computador do tipo que você falou, que faz 3D e tal...
- Como você conseguiu isso?
- Falei que era da manutenção...
- Ah... só... pô, cara 15 mil, parabéns...
- Ah, eu racho com você...
- Sério? Porra! Valeu cara! Vai me ajudar pra caralho! Pô, mó amigão você é!
- Mas você paga meu almoço.
- Que? Nem fodendo! Ganancioso filho da puta!
- ...

quarta-feira, março 09, 2005

Algumas frases de videogame que fizeram minha vida mais feliz

[narrating] Whenever I smell asphalt, I think of Maureen. That's the last sensation I had before I blacked out; that thick smell of asphalt. She said she'd fix my bike. Free. No strings attached. I shoulda've known then that things were never that simple. Yeah, when I think of Maureen, I think of two things: Asphalt, and trouble.

("Sempre que sinto cheiro do asfalto, eu penso em Maureen. Essa foi a última sensação que tive antes de apagar; aquele cheiro grosso do asfalto. Ela disse que concertaria minha moto. De graça. Sem compromisso. Eu deveria saber que as coisas nunca são tão simples. É, quando eu penso em Maureen, eu penso em suas coisas: Asfalto, e problema.")

E depois disso o punk rock foda de Gone Jackals começa enquanto motoqueiros depredam uma limosine em plena auto-estrada. Um clássico. Full Throttle nunca vai sair de moda.
Isso me lembra na verdade de outro jogo mais recente que começa numa tela preta e narração, Metal Gear Solid 3: Snake Eater (verdadeira obra de arte) que começa

"In the end of World War II, the world was split into two; East and West; This marked the begining of the era called 'The Cold War'"

("No final da segunda guerra mundial, o mundo se dividiu em dois. Leste e Oeste; Isto marcou o começo da era chamada "A Guerra Fria")

Ok, o primeiro citado é muitissimo mais poético do que uma simples informação que situa o jogador no clima político que se passa o jogo, mas ainda assim, quem jogou ambos os jogos, tem que concordar que as dublagens são belíssimas. A voz de Ben (Em Full Throttle) e Snake (Em Metal Gear) estão tatuadas na minha mente (e olha que não jogo Full Throttle faz uns 5 ou 6 anos, mas ainda consigo me lembrar direitinho da voz do sujeito)

Outra narração clássica é a de Final Fantasy 10. Não é no mesmo clima de "tela preta", mas ainda é fantástico. Pense assim.
Você acabou de comprar o jogo, não conhece nenhum personagem, não sabe de nada. Começa.
Vários objetos (espada, bola, bastão, enfim...), uma fogueira e ao redor dela vários seres estranhos. Vê-se muito pouco deles, o que mais se nota é um monstro azul e peludo e o garoto que se levanta. Ele encosta a mão no ombro de uma garota sentada, eles trocam olhares.
Ele sobe ao alto de uma montanha e olha para as ruínas de uma cidade:
"Listen to our story. This may be our last chance" ("Ouça a nossa história. Essa pode ser nossa última chance")
E começa o jogo. Muito tempo antes. Luto com minha tentação de não reproduzir os roteiros completos destes jogos. Eles costumam ter algumas centenas de páginas, vou me manter nas aberturas. Mas essas aberturas de fato só são tão especiais por contarem histórias tão maravilhosas.
Na verdade, uma boa história faz dialogos tão banais se tornarem imensamente memoráveis.
Céus, quem não se emociona ao ler na tela "Crono... Wake Up..." isso é tão emocionante porque faz você se lembrar aos poucos da história inteira. De como uma visita a uma feira se torna um épico temporal de questões e profundidade tão enorme que seus criadores só perceberam graças ao feedback dos fãs. (tanto que a continuação do jogo em questão é bem mais pesada em termos de filosofia e etc.)
Claro, falando em textos de abertura de videogame, impossível deixar passar também Final Fantasy 8 ou Final Fantasy 6. Bem, a série Final Fantasy é até uma coisa injusta de se mencionar em um tópico sobre "videogame-arte", foi ela que mostrou ao mundo o potencial artistico do video-game.
Contar uma história involve demais saber como apresentar seus personagens, mas a coisa toda se complica mais ainda quando está lidando com uma mídia interativa. Por via de regras (regra essa que é quebrada sempre e sempre) o público se desinteressa pelo seu filme se ele não for convencido nos primeiros 10 minutos que ele vale a pena. No videogame, a questão não é tanto tempo, mas sim o esforço mental utilizado para se avançar para a próxima etapa, em jogos de ação ou tiro, a questão é mais olho e reflexo do que raciocinio, então a história desses costuma ser mais fraca.
Agora em um RPG ou Adventure, onde há um esforço mental (por vezes bem cansativo), o que impulsiona o jogador é a história; se ele não é convencido nas primeiras etapas que aquela história vai ser boa, ele não vai continuar até o fim. Final Fantasy dá umas aulas boas disso, no que ele geralmente tem estágios.
Um jogo de Final Fantasy geralmente começa com uma ação básica local (pegar o 6 como referencia) onde o jogador é introduzido ao personagem durante a ação. Ou seja. O jogo começa com três soldados indo atrás de algo chamado "Esper", dois soldados genéricos e uma garota.
Aí está, você nem começou a controlar os personagens e já tem duas questões. O que é um Esper e qualé dessa garota, que supostamente é uma máquina de matar.
O segundo estágio a trama toma uma forma simples de "salvar o mundo". Após um tempo, a garota (Terra) decide se juntar aos Returners para derrubar o império malvado, esse geralmente é o estágio mais parado e banal da série, mas é necessário para os próximos e em praticamente todo FF isso ocorre. Você se encontra em uma busca simples para salvar o mundo.
No terceiro estágio, a coisa se torna emocional. O vilão mata entes queridos e personagens carismáticos são perdidos. Salvar o mundo é impessoal, vingança não é. Você finalmente está odiando o vilão e tem um bom motivo para continuar o esforço mental, muito bom, porque aqui o jogo começa a ficar dificil. No caso de FF6, o mundo inteiro é atacado e deixado a beira da destruição, já no FF7 ocorre a clássica morte da Aeris e no FF8, a feiticeira Edea derrota os heróis e ainda faz Seifer virar a casaca.. Basicamente, você falha naquela missão banal do estágio anterior. De novo, isso costuma se repetir nos FFs.
No quarto estágio, a trama se torna épica. Aqui nós caminhamos para o final, você está bem familiarizado com o mundo e com os personagens, já fez uma série de coisas boas, já passou por uma série de desafios. Você está na trama, você quer sinceramente salvar esse mundo. Você quer sinceramente se vingar.Em FF6, após o cataclisma mágico que destrói o mundo ocorre, a personagem Celes se encontra sozinha. Na busca pelos companheiros perdidos, você viaja o mundo inteiro vendo como tudo está triste e destruído graças ao vilão. De novo, mais combustivel pro final. A diferença é que primeiro, a nostalgia bate. Aquele lugar legal que você visitou no começo agora é uma vila destruída onde todos os adultos foram mortos para salvar seus filhos, isso se repete em outras cidades. Segundo, você se liga a esses lugares, não é a primeira vez que você os visita (isso é feito na segunda ou terceira etapa) e apesar das promessas feitas, você falhou em salva-los. Agora tem que passar por eles de novo e ver as consequencias disso. Em FF7 a merda atinge o ventilador de forma mais aleatória que a destruição em massa do 6. Algumas cidades são atacadas por Weapons, outras atacadas pela Shin-Ra e, mesmo que nada disso aconteça, no céu, o meteoro se aproxima para devastar o mundo. Sinal claro da sua derrota.
O quinto estágio é o fim. Nada mais a ser feito, agora você caminha ao final, nessa hora a história já está praticamente resolvida. Os problemas todos solucionados. A única peça no quebra-cabeça que falta é o vilão e ele já te derrotou antes. Kefka destrói o mundo. Sephiroth te manipula como quiser durante o jogo e atinge todos os objetivos graças aos seus esforços (mesmo após ter matado o par romântico do personagem principal, ele ainda o manipula com sucesso). Então, no final, com tudo feito, resta a batalha mais dificil de suas vidas.

Bem, esse é, ao meu ver, o arquétipo de um roteiro de Final Fantasy. Todos que eu joguei até hoje se baseiam nisso. Não que seja ruim, todos os heróis de todas as histórias são baseados em 8 arquétipos identificados por aristóteles, um arquétipo de forma alguma limita uma história. E, repetindo, essa é minha análise do arquétipo de um roteiro de Final Fantasy. Sintam-se livres para utiliza-lo nas suas próprias histórias. Ele funciona. ;)

segunda-feira, março 07, 2005

Eu vou começar, sem muitas palavras...
Fiquei tão chapado que me cocei até sangrar!
Me amo mais do que amo você.
Eu sei que é errado... mas o que eu vou fazer?

Enfim, versões nacionais de clássicos do rock a parte... decidi fazer um top 100 coisas que eu odeio.
Porque? Bem, primeiro porque eu tenho um montão de tempo livre e depois porque eu odeio um bocado de coisas. Teenage Angst nunca ta fora de moda.

(aham, ordem de lembrança e não de prioridade)

100 - Charlie Brown Jr.
99 - Os preços do McDonald´s
98 - Os preços do Bob´s
97 - Preços de lanche num geral, digo, 4 mangos um x-bacon na padaria! Que merda é essa?
96 - Universitarios
95 - Universitarios que usam camiseta do Che Guevara
94 - Universitarios que usam a boina do Che Guevara (com estrela e tudo)
93 - Universitarios que sinceramente acham que são a reencarnação do Che Guevara
92 - Diogo Mainardi
91 - Universitarios que acham que são moderninhos só porque citam Diogo Mainardi
90 - Olavo De Carvalho
89 - Direitistas que acham que nós moramos nos EUA
88 - Músicos da década de 60 e 70 que acharam que influenciaram o cenário político
87 - Pessoas que acham que o Lula é de esquerda
86 - Pessoas que acham que o Lula é de direita
85 - Lula
84 - Petistas em um geral
83 - PSDBistas num geral também
82 - PSDB (por se dizer Social Democracia)
81 - Comunistas
80 - Capitalistas
79 - Anarco-punks
78 - Políticos
77 - Blink 182 e bandas semelhantes (Box Car Racer é uma banda? Sempre pensei que fosse uma música de um blink 182 cover)
76 - Emos de São Bernardo
75 - Metaleiros de Santo André
74 - Gostosas de São Caetano
73 - Pessoas que me tratam como vendedor de canivete quando ofereço um fanzine
72 - Pessoas que acham que eu vendo fanzine para sobreviver
71 - Pessoas que acham que eu sou malandro porque quero ganhar dinheiro fácil vendendo fanzines para sobreviver
70 - Pessoas que acham que eu sou maconheiro
69 - Policiais que me olham feio porque acham que eu sou maconheiro
68 - Pessoas que não entendem que o debate de gerações é tão velho quanto a humanidade em si e que é nisso que se baseia a evolução moral dos seres humanos
67 - Pessoas que vêem um adolescente revoltado numa novela e logo deduzem que aquilo é um adolescente revoltado, por aqueles motivos.
66 - Jornalistas
65 - Apresentadores de TV
64 - Díalogos toscos de novela do tipo "Meu filho, você acha que eu te ensinei, mas não sabe o quanto aprendi com você"
63 - Atores péssimos de novela
62 - Antônio Fagundes em Deus é Brasileiro
61 - O motivo misterioso pela qual as pessoas gostam dessa atuação patética e sofrível
60 - O roteiro patético desse filme também. Digo... porra... eu sou ateu, mas se um velho barbudo fizer o tempo parar e então acelerar, eu vou passar a acreditar... digo... porra, pra todo ceticismo tem limite.
59 - Ateus que deixam de ser ateus
58 - Crentes
57 - Religiosos em um geral
56 - O fato que existem religiões o suficiente no mundo para que a Super Interessante faça uma revista mensal a respeito do assunto.
55 - Fé
54 - Marketing
53 - Publicidade
52 - Publicitarios
51 - Especialmente aquele que faz os comerciais da Colgate "aquele é André, ele está apaixonado" e pans, graças a esse cara, eu passo um tempo no supermercado escondendo as caixas de Colgate atrás das outras para que ninguém compre e esperançosamente esse filho da puta seja demitido e se mate.
50 - Artistas brasileiros que se acham deus porque ninguém gosta deles
49 - Artistas incopetentes que culpam a falta de sucesso na burrice do povo (mas peraí, eu já escrevi Diogo Mainardi aqui...)
48 - O fato de eu ainda estar no número 48.
47 - Pessoas que usam camiseta do Iron Maiden
46 - Pessoas que usam camiseta do Evanescence
45 - Avril Lavigne
44 - Punks
43 - Nazistas
42 - Racistas
41 - Brasileiros que acham que é moderninho odiar o Brasil
40 - Brasileiros que vão na comunidade "Brasil" do orkut fazer um post do tipo "eu odeio o Brasil" e acha que é original, polêmico e que ta abafando com essa idéia revolucionária
39 - Pessoas que acham que tem idéias novas. Não existem idéias novas, nunca existiram, existem meios originais de passar idéias velhas.
38 - Roteiristas que acham que dão mais atenção pro fato que a história se passa no Brasil do que na história em si.
37 - Pessoas que acham que pobreza é cult
36 - Pessoas que acham que roteirista de quadrinhos é "só o cara que escreve"
35 - Pessoas que acham que ser roteirista é escrever dialogos
34 - Roteiristas que acham que ser roteirista é escrever dialogos
33 - Porra, eu to no 33 ainda
32 - Chuck Austen
31 - Pessoas que lêem histórias do homem-aranha e não gostam de desenhos "cartunescos"
30 - Coisas óbvias em listas de "dislikes" do tipo "hipocrisia" ou "estupidez", tipo... dã.
29 - Tudo que gera uma resposta "tipo... dã."
28 - O fato que eu dificilmente consigo achar uma calça que sirva em mim (tipo, na cintura... ah... ter cintura de moça é uma merda)
27 - O fato que eu dificilmente consigo achar uma camisinha que sirva em mim (pensando bem, eu tenho orgulho desse, mas na hora H dá raiva)
26 - Ver gostosas a distancia... longe de mim...
25 - Quando eu acordo com crise de garotinhos emo.
24 - Velhos nostálgicos que jogaram um mundo até que bom no lixo.
23 - Velhos nostálgicos que jogaram um mundo até que bom no lixo e que ainda tem a pachorra de reclamar que os jovens que não fazem nada.
22 - Pessoas que sobem no alto dos prédios, ficam chorando, mas não se matam.
21 - Católicas (até as gostosas)
20 - O fato de que você não leu os 79 itens acima
19 - O fato que você vai dificilmente vai ler os 18 abaixo
18 - Barata
17 - Pernilongo
16 - Gente que acha que o mundo na época da ditadura era bom porque os militares tinham controle das coisas
15 - As histórias do Venom
14 - X-Treme X-Men
13 - Pessoas que não gostam do X-Táticos
12 - Cosplayers bitolados (adoro cosplayers... até certo ponto...)
11 - Otakus
10 - Pessoas que lêem gibis desde a época da Ebal e nunca viram nada do Terry Moore
9 - Um personagem bacana que nem o Justiceiro do Garth Ennis ter virado um clone do Chuck Norris em filme do tipo "Tempo de Matar"
8 - A certeza que eu vou morrer velho, triste e sozinho
7 - Saber que sou uma pessoa ruim e não ter saco pra mudar
6 - Minha persona do tarado psicótico tem irritado, mas eu não consigo me livrar dela
5 - Nunca ter me sentido tão fútil na minha vida
4 - Não achar uma personalidade interessante e divertida o bastante para substituir a do tarado psicótico
3 - Gostosas que nunca me darão atenção
2 - Eu
1 - Você

sexta-feira, março 04, 2005

PS: (aham, inaugurando um conceito novo aqui onde eu respondo os comentários, porque geralmente eu dou uma de mídia de massa e ignoro os feedbacks e eu só faço isso porque o cara levou a sério meu post abaixo, então saibam que eu não alimento trolls.)
Claro que o que eu escrevo nesse blog, eu faço sem base cientifica ou sem pesquisa prévia. É um blog, porra, não o jornal nacional. É onde eu exponho minhas filosofias de boteco e não onde eu tento mudar o mundo, muito menos onde eu falo sério. Digo, porra, foi um post sobre gostosas de balada, não foi uma dissertação sociológica sobre os efeitos da superpopulação sobre a mente da juventude paulistana do século XXI, eu escrevi um zilhão de dados errados, escrevi mesmo porra, eu posso. Me diz onde mais eu posso errar com tanta liberdade e tranquilidade quanto no meu blog? Deixa eu falar merda, me corrija, acontece direto aqui de eu falar merda e alguém vir falar "mas cara, nada a ver isso porque dados x e y estão incorretos". Eu aceito, algumas vezes raras até reedito o post. Olha a Karinassa, eu falei merda, ela me corrijiu e ainda conseguiu me ofender um pouquinho processo, é assim que se faz um comentário construtivo. Você lança uma informação e ofende o dono do blog. Isso que é comentário de verdade.
Agora olha o outro que cujo nome tem um z e um y no meio que minha geração de classe média mimada por psicólogos não consegue pronunciar. O cara me ofende, imita o Jabor e me ofende de novo. Sem informações, apenas ofensas. E não são sacadinhas espertas e inteligentes e engraçadas que nós nos olhamos e falamos "ahh, que merda você escreveu no meu comentário, hein, sacaninha?", não. É xingo bruto e crú. Isso não se faz. Não te deram educação naquela vila Amish onde você viveu os primeiros 37 anos da tua vida?
Tsc, velhos neuróticos deveriam se limitar a ficar acariciando seus gatos reclamando para a parede que na época deles é que se fazia música de verdade. Morte aos netinhos que ensinam seus avôs a mexerem na internet! Tudo que vocês tinham que fazer é desligar o monitor e dizer 'xii, acho que alguma coisa quebrou" e esperar até o velho ir embora, mas nããããão, deixaram a selinidade chegar ao meu blog. Saco.
Eu exponho meus pensamentos e sentimentos publicamente (insira crítica sociólgica nº 774 sobre a falta de senso de privacidade no mundo moderno), estou ciente dos riscos, das criticas e perversões num geral. Eu aceito o que o Bernardo (não o Amorin, o outro) fala, mesmo que me deprima uma semana, sempre aceito qualquer um que me corrija, quero deixar isso um tanto claro que não é do tipo "ihh, ele ficou ofendido só porque alguém respondeu" ou qualquer coisa óbvia dessa. Vivem respondendo porra e isso nunca me impediu (ou impeliu) a escrever antes. O que me deixou puto é o cara pegar uma zueira que eu escrevi e usar isso como discurso sociológico contra a geração perdida. Terceira geração perdida deixe-me lembrar, o que significa que a sua foi a primeira a não fazer merda nenhuma, nós só estamos seguindo o exemplo, vovô. Isso que me deixa puto, esses velhos com mania de grandeza só porque deram sorte de nascer numa época melhor? Vocês acham mesmo que Caetano Veloso fez alguma diferença no mundo? Pensam sinceramente que alguma música fez a ditadura acabar um dia mais cedo do que acabaria se esses "artistas" ficassem bebendo gin tônica e não aporrinhassem ninguém? Bullshit velho, os bons anos 60 e 70 não passaram de uma consequencia feliz da guerra fria e os anos que vivemos agora não passam de uma consequencia infeliz. Essa é a diferença da minha geração pra sua. Vocês foram vagabundas burras manipuladas de todos os cantos achando que suas canções bregas mudavam o mundo, nós sabemos que não tem jeito, nós sabemos que o mundo ta fodido e que vai ficar assim enquanto eles quiserem. Nós sabemos que a esperança resta no esforço da consciencia individual. Por isso que formamos bandas, fazemos fanzines e esse papo todo. Para tentar passar uma mensagem para aqueles próximos de nós, porque não somos burros que nem esses velhos manipulados que acharam que mudaram alguma coisa pintando a cara com tinta tóxica e saindo pra se exibir na frente das câmeras da globo. Nós sabemos mandar a globo se foder e construímos nosso mundo nas profundezas.
Orgulho underground tragicômico? Com certeza. Como alguém disse recentemente, "a vida é engraçada, apesar de triste". Não somos idiotas, desiludidos sim, idiotas e conformistas não. Sabemos exatamente até onde podemos e não podemos mudar o mundo e fazemos nossa parte, embaixo.
Não vou levantar bandeira de movimento underground específico aqui, vou sim levantar bandeira em prol daqueles que tentam da melhor forma possível iniciar uma consciência longe dos olhos vigilantes dos Jabores e Mainardis que embora ideológicamente opostos, ambos parecem ter a intenção de jogar a auto-estima da juventude no lixo.
A juventude não é só malhação e muito baladinhas e gostosas tatuadas. Isso é o que você, aí de cima, covarde em seu emprego mal remunerado e churrascaria barata consegue ver. Aqui embaixo o mundo é outro. Aqui embaixo há tristeza e desespero, mas também há esperança e amizade.
Longe de mim deixar o romântismo tomar conta da razão e, pra ser sincero, é capaz que você tenha 19 anos reclamando dos seus amiguinhos da mesma idade, como eu muito faço. Vai saber. Talvez você tenha uma banda punk ou escreva um fanzine. Talvez eu esteja certo sobe você e não passe de um velho frustrado, que não soube envelhecer e culpa a neurose no mundo. (olha a Rebs, isso é que é ter 28 anos de verdade. Aprendam com ela).
Desperdice sua vida velho. Assista o jornal nacional. Saiba os dados da demografia com 3 casas decimais de exatidão. Foda-se, enquanto você está aí em cima, pensando porque nenhum desses jovens imprestáveis mudam o mundo, eu estou aqui em baixo, mudando.
(e acaba aqui um post sério e furioso feito em meses. Me deixa puto essas pessoas que julgam sua vida pela forma que você escreve no seu blog)

quinta-feira, março 03, 2005

Tem gente demais nessa porra de mundo.
Será que não perceberam ainda que o mundo ta lotado? Que a gente está umas 2 chinas além da capacidade permitida?
Você vai em uma balada, vê lá aquela pessoa especial, sabe cumé? Toda tatuada com cabelo rosa/azul/amarelo/vermelho ao mesmo tempo, um tantinho acima do peso (suficiente para os peitões pularem para fora do decote branco e para as coxas se destacarem na saia preta). Nenhum piercing na frente da cara, mas quantos forem possíveis na orelha (e em lugares não visíveis por enquanto).
Ok, você vai numa balada e vê essa pessoa. Lá. Parada. E a primeira coisa que passa pela cabeça é.
"Porque eu vou perder meu tempo chegando perto de uma pessoa dessa, sendo que, não importa o que eu fale, 30 pessoas já falaram antes"
Existe 7 mulheres para cada homem em São Paulo (eu li em algum lugar), mas tenho certeza que existe 7 homens para cada mulher que não seja uma vagabunda idiota. (não me levem a mal, eu adoro as vagabundas, mas mulher idiota é o fim.)
Sabe? Não vale a pena. É um mundo concorrido. As mulheres bonitas e inteligentes, embora razoavelmente comuns (afinal, de novo, superpopulação), ainda não são o suficiente para sustentar o mercado de mulheres inteligentes e bonita.
Simplesmente não há mulheres inteligentes e bonitas para todos. Não há nem vagabundas inteligentes e levemente feias para todos, imagine as bonitas, imagine ainda as tatuadas, imagine ainda as que tem cabelos multi-coloridos e some isso as peitudas com decotes brancos e coxas majestosas em saias pretas.
É impossível, as chances são de no mínimo, uma dessa para cada 170 homens. Mesmo considerando que nem todos os homens gostam desse tipo de garota, ainda deve ser 1 pra 82 ou algo assim.
Afe, vai se foder essa geração que nasceu nos anos 60, vai ter filho assim na puta que o pariu.
Falando completamente sério agora, as pessoas deveriam ser proibidas por lei de terem mais que 1 filho. Pelo menos até o nível da população mundial se estabilizar de novo. Gente, existe 6 bilhões de pessoas no planeta. É no minimo o dobro que nos anos 50... pense assim, a taxa de desemprego está em seus 5% (eu acho, beeeeem acho, chutado esse valor, eu ouvi ele faz algum tempo atrás).
Imagina que se tivesse 50% a menos de gente no mundo, não só teria-se emprego pleno, como as pessoas teriam salários umas 5 vezes maior. Sem contar que existiria uma gostosa tatuada de decote branco e saia preta para cada homem. O mundo seria perfeito.
Claro, eu, sendo filho mais novo, não teria nascido para aproveitar. Mas heh. É um sacrificio que eu faria com gentileza para uma melhoria tão grande da raça humana.
(nota: Eu não sou nazista a favor de esterilizar ou matar pessoas para combater os males da superpopulação, mas, em minha humilde opinião, tem que ser idiota para não ver que somos pessoas de mais no mundo. Meus planos para o futuro é adotar uma criança, na verdade, acho um ato de egoísmo e crueldade quem tem filho.
1 - só o trará problemas num mundo superpopulado e dominado por corporações multinacionais que, cada vez mais, dominam os países, tanto de primeiro quanto de terceiro mundo, mais que os governantes.
2 - uma criança que, graças a você teria um lar, amor e educação, agora morrerá de fome no orfanato x, que aliás, será demolido por que uma das corporações citadas acima quer montar um novo laboratório de cosméticos onde torturará coelhos inocentes para que sejam fabricadas tintas para que as gostosas possam se tatuar.
Para finalizar. Se você for uma gostosa tatuada etc etc etc, por favor, me dê um plano simples de como um garoto magrelo, cabeludo, um tanto feio e sem tatuagens ou piercings pode fazer para, pelo menos, iniciar uma conversa. Se depois de uma agradável conversa sobre como o mundo é uma bosta, você ainda quiser me dar um fora, tudo bem, está no seu direito. Tudo que eu peço é uma chance!
Odeio ser óbvio.
Odeio elogiar quem todo mundo elogia.
Odeio gostar da banda da moda.
Passei muito tempo sem ouvir Nirvana (mesmo adorando) porque os garotinhos mais teens e cools do pedaço gostam.
Mas eu pego um gibi na banca tipo "Marvel MAX" e não tem jeito...
Eu sou forçado a ser óbvio.
Eu sou forçado a elogiar quem todo mundo elogia.
Eu sou forçado a gostar do escritor da moda.
Queria evitar isso.
Eu leio e releio procurando defeitos e motivos para odiar o cara.
Mas eu não consigo... eu não consigo...
Brian Michael Bendis é o cara.
O cara.
Disseram que o que ele ta escrevendo agora no Vingadores ta uma bosta.
Tomara. Eu preciso urgentemente de motivos pra odiar esse cara. Não faz bem ser tão fã de alguém assim.

terça-feira, março 01, 2005

And Yet Again...
Rodrigo Talks To Himself Show

Então, o que o faz plagiar o Allan mais uma vez?
Triste...

Ah, que lindo, porque?
Porque eu to...

Vamos vamos queridão. A chave toda é auto-conhecimento. Sabe o que acontece com pessoas que não se auto-analizam? Acabam virando crentes!
Deus...

Ah lá. Já começou
Ok ok! Eu falo... me sinto sozinho

*colocando gin num copo* e a novidade aqui é?
Que eu ando realmente mal esses dias!

Não deve ser assim tão mal, digo, você ainda está falando dos seus mais honestos e profundos problemas emocionais em uma entrevista de caráter cômico consigo mesmo.
Cada um tem a terapia que merece...

Mas então. Fale mais.
Aí, eu conheci essa mina, certo? Chama-se Barbara.

Ah, sim, conheço.
Dã... então... aí eu fiquei com medo de espantar ela com essa minha persona atual de tarado psicótico. Então eu regredi a ser o adolescente sensivel de uns anos atrás.

Ihhh, emo... porque não se matou?
Sei lá. Enfim. Não deu muito certo. Mas agora não tenho vontade de voltar a ser tarado e psicótico. Tenho feito muito esse personagem ultimamente, hora de mudar.

Alguma idéia?
Não sei, o papo todo do artista underground gera algum resultado, mas para isso eu precisaria ser um bom artista.

E você nem artista é. Abra um gibi garoto. Ta lá bem claro, leia só "David Michelline - Argumentos" "Todd McFarlene - Artista" entendeu a mensagem? A indireta que a Marvel vem te dando esse tempo todo? Você não é um artista e nem é underground (cite 10 bandas indies, seu bosta). Então volte para sua cama e durma!
É...

Te fiz chorar?
Fez...

Estranho, porque eu sou você...
O que nos mostra o quão fodido psicológicamente eu sou.

Já pensou em ir num psicólogo?
Já. Sem dinheiro pra isso.

Sabe o que acontece com psicóticos que não vão no psicólogo, né?
Viram crentes...

Não tem nenhum gibi bom para você ler e esquecer isso tudo?
Depois de MiracleMan? Díficil... de qualquer forma, mais cedo ou mais tarde eu vou ter que enfrentar a realidade.

Porque?
Missão mitológica como homem... eu simplesmente tenho que fazer, eu escolhi algo para minha vida: Ser roteirista. Seja qual for a mídia, quadrinhos é a preferencia, mas enfim, eu escolhi ser um roteirista, contar histórias. Isso que eu quero fazer. Uma vez que eu decidi isso, isso se tornou minha missão. Entende onde quero chegar?

Sim, mas seus leitores não.
Ok, vocês dois, vou explicar. Quando você decide que tem uma missão na sua vida. Ou seja, quando você decide que x lugar é o seu lugar na sociedade, então as coisas tomam um âmbito maior que você. Eu não sou mais Rodrigo, o garoto que quer ser roteirista de quadrinhos. Eu sou responsável por contar histórias as pessoas. É uma função na sociedade. Se eu fracassar nisso, eu não terei falhado apenas comigo, mas com todo mundo. E digo no sentido literal. Todo mundo no mundo inteiro. Começa-se aí um efeito dominó. Um garoto leria uma história minha e decidira assumir uma missão importante na vida. Isso não acontece porque eu fracassei. Ele se torna uma ovelha da sociedade e seus filhos também e em poucas gerações, na minha consciência, respousam a morte intelectual e ideológica de algumas dezenas de pessoas.

Então a solução é...
Não falhar. Mas voltamos pro primeiro ponto.

Que é...
Eu me sinto tão sozinho... e é tão dificil passar por isso tudo sem ninguém... céus, tão dificil... eu não posso... não posso...

É amigo... eu te entendo...
Tão dificil....
A porta de casa se abriu.
O homem saiu na rua e olhou para o céu.
Se viu pequeno.
A lua se tornara uma tela de cinema.
Episódios da antiga série de tv "O Guarda Rodoviário" passava na lua.
Rintintin brilhava novamente.
Mas quase ninguém viu, só o homem.
E se sentiu pequeno.
Um herói vivia suas aventuras na lua.
E o homem se sentiu pequeno.
Acima de todos o cão se tornou herói.
O homem se tornou cão.
Na lua.

domingo, fevereiro 27, 2005

Is There Life On Mars?

Então. Foi o Agostini ontem.
Cara, eu nem sei o que falar aqui. Foi um dos melhores dias da minha vida... digo... putz, eu não lembro a última vez que eu me senti tão bem em um ambiente... digo... sei lá, geralmente, mesmo em lugares que eu me divirto e tal, eu me sinto um tanto deslocado, um tanto fora... mas putz, ontem foi diferente.
Eu tava lá, entende? Eu fazia parte daquilo. Sei lá, pela primeira vez na minha vida, eu fazia parte de algo.
Eu ia oferecer fanzine pras pessoas (aliás, o número 4 de Chuva Contra o Vento já saiu, quem for de fora de São Paulo, eu mando por correio, me dá um toque, quem for de São Paulo, nós combinamos de nos encontrar e talz...) e elas já tinham.
Entende isso? Eu ia vender um fanzine pra elas. Um gibi que eu escrevi. E as pessoas olhavam pra mim e diziam "Pô, eu já tenho isso. Achei muito bom. Já tem o número 4! Tava esperando mesmo" e tipo... porra! Sabe? Porra.
Depois rolou pizza e cerveja com uns velhos de guerra dos salões de humor afora (destaque ao Bira e ao Mastrotti, quem encontramos no trem e é gente incrivelmente fina) e também com o pessoal da Mosh.
A Mosh é uma fanzine de rock que já vendeu suas mil e poucas edições. Como os caras são do rio, naturalmente é lá que rola maior distribuição, mas é um projeto grande. Qualquer comic shop rola Mosh. Procure, custa 3 reais e pode ter certeza absoluta que é um marco nos quadrinhos brasileiros. Juro. Daqui a 40 anos alguém vai escrever um livro sobre quadrinhos com o título "Como A Mosh Salvou Nossas Vidas".
Enfim, nós (eu e Cunha), conversamos muito com esse pessoal todo e eu senti uma esperança enorme. No sentido de, ahn... eu sei que dificilmente eu vou viver de quadrinhos, embora pretendo mesmo fazer isso. Quero me tornar um roteirista sério de HQs, confio que se eu me esforçar o bastante, consiga fazer careira nesse sentido. Posso estar sendo ingênuo, mas ei, eu não tenho pressa, eu consigo viver de sub-empregos até esse dia mágico chegar. Contanto que os sub-empregos sejam só uma distração chata que renda dinheiro. E que eu nunca pare de escrever. Nunca pare. Há muitas histórias para ser contadas ainda. Eu vou contar o máximo que eu puder.
Finalizando de forma triste como não poderia deixar de ser.
Esses dias ótimos tem um efeito colateral um tanto quanto amargo. É quando você chega em casa e pensa "cadê minha alma gêmea que não está vivenciando isto comigo?"
Enfim.
Como diz o titulo do post, eu pretendia dar uma de rebs e por a letra de "Life On Mars?" do Bowie aqui. Mas o destino trabalha de formas estranhas e o que ta rolano no winamp é "Yet Another Movie" do Pink Floyd.
Vai essa mesmo. Bem mais a ver.

Yet Another Movie
Pink Floyd

One sound, one single sound
One kiss, one single kiss
A face outside the window pane
However did it come to this?

A man who ran, a child who cried
A girl who heard, a voice that lied
The sun that burned a fiery red
The vision of an empty bed

The use of force, he was so tough
She'll soon submit, she's had enough
The march of fate, the broken will
Someone is lying very still

He has laughed and he has cried
He has fought and he has died
He's just the same as all the rest
He's not the worst, he's not the best

And still this ceaseless murmuring
The babbling that I brook
The seas of faces, eyes upraised
The empty screen, the vacant look

A man in black on a snow white horse,
A pointless life has run its course,
The red rimmed eyes, the tears still run
As he fades into the setting sun


Mas concluindo... foi um dia ótimo e rola um site a la alltv que chama It´s Tv
Então, toda segunda ao meio-dia rola programa do Mastrotti sobre quadrinhos. Vale muitissimo a pena. Assim como o falecido (e saudoso) On The Rocks do AllTV, é um daqueles programa que faz você desejar que a tv aberta tivesse 2 neurônios e visse essas pessoas.
(Não me leve a mal, eu sei de todos os defeitos dessas WebTVs, tenho consciência de que elas tem uma qualidade técnica lamentável e que muitas coisas que rolam não são desculpadas nem pela falta de recurso, mas isso tudo acaba indo pra segundo plano quando alguém que realmente entende de um assunto fala livremente)

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

A Exemplo do Moon - Uma foto de minha prancheta

Ok, screenshot, dá na mesma... quase... não é tão artistico... e é revelador demais... mas enfim, até a história estar pronta (com o tanto de projetos que temos), até vocês verem isso desenhado já terão esquecido. Então, aí vai.
PS: É só clicar na fotinho abaixo, eu não coloquei ela em tamanho real pra não foder o template que o Bernardo teve tanto trabalho em fazer.

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Caso alguém esteja curioso, a banda é Boards Of Canada e a música que tava rolando na hora é Pete Standing Alone, do album Music Has The Right To Children
Boards Of Canada
é uma banda que eu classifico como música eletrônica progressiva, mas enfim, esse sou eu, eu não manjo nada...
A pessoa no msn é o Felipe Cunha (que muitissimo provavelmente é quem desenhará essa história), o link pro blog dele rola aí no lado, visitem, apesar de levemente desatualizado, tem todas as informações sobre que pé anda nosso fanzine.
E o programinha Screenshot Assistant é o que eu uso pra não ter que fazer a tortuosa tarefa de ter que colar as screens no paintbrush ou algo assim.
Enfim, toda minha vida. Valeu.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

O Roteirista

É isso ae. Eu sou um roteirista. De quadrinhos. Um bravo e nobre representante da nona arte.
Eu to escrevendo isso inspirado pela foto que o Fábio Moon tirou de sua prancheta. O cara é uma inspiração para nós mesmos.
Enfim, eu acabei de ler Preacher, os 60 números inteiros. E fiquei na minha cama pensando "putz, é isso que eu quero fazer". E é o que eu vou fazer, eu tenho uma certeza filha da puta disso.
Aliás, outra coisa que me bolou é que eles ganharam o prêmio agostini e um cara disse "Só no Brasil mesmo pros gêmeos ganharem prêmio de melhor roteirista", agora, eu não sei se ele disse no sentido "esses bostas ganharem prêmio de melhor roteirista" ou "esses gênios ficarem apenas com prêmio de melhor roteirista".
Pô, toda vez que eu mostro um "Chuva Contra O Vento" pra alguém a pessoa fala "Pô, mto bom esse seus desenhos" e eu tipo "ahn... não... eu escrevo... quem desenha é o Cunha..." "Ah... legal... ele desenha muito bem!"
SIM, ELE DESENHA MUITO BEM, PORRA!
Hahahaha.
Acho que a única expressão de arte que respeita o roteirista é o teatro, mas nem fodendo, não é isso que eu faço, eu faço quadrinhos, por mais que eu não saiba fazer nem um boneco palito direito, eu me considero um quadrinista, desculpa se soa arrogante, não sou "tipo, um quadrinista" ou "mais ou menos um quadrinista", nããão senhor, sem essa. Eu sou um quadrinista. É um lance tipo... eu não conheço nenhum roteirista brasileiro... é impressionante isso, é um ramo tão restrito no Brasil, que parece não existir a possibilidade de uma pessoa fazer quadrinhos sem saber desenhar.
Pois bem, eu não sei eu faço. E mesmo que eu soubesse, dificilmente eu iria preferir meus próprios desenhos aos do Cunha. O cara manja, fazer o que? É a arte dele. Escrever é a minha. Juntos nós fazemos nosso trabalho e esperançosamente fazemos bem feito.
Então é isso crianças. A próxima vez que vocês lerem um gibizinho, lembre-se que além daqueles desenhos maravilhosos, ele tem umas letrinhas lá também e que essas palavrinhas dizem coisas importantes para os desenhos ficarem ainda mais legais.
Grato pela atenção e keep on shining.

domingo, fevereiro 20, 2005

The Ticking Crocodile

Tic Tac crocodile
Show me your teeth
Scare me to a corner
Don´t let me leave

Tic Tac crocodile
Make me think
Make me dream
Then rip it from me

Tic Tac crocodile
Make me believe
That the day will come
And the nightmare won´t live

Tic Tac crocodile
What you want from me?
Tickin´s pretty far, you know?
But I can hear it, I can hear it

sábado, fevereiro 19, 2005

OMFG! Ele ta sendo sentimental de novo e acha que alguém se importa

Acabei de ler Preacher nº 50
A busca por Jesse Custer por Deus está definitivamente se tornando interessante (na verdade já ta faz muito tempo) e mesmo que Garth Ennis tenha criado a série certamente pra ser uma zoeira com religião, a série criou vida própria e 50 edições depois, estou chorando.
Não vou contar mto da história pra não estragar, quem quiser que eu passe (sei lá como porque são uns 300 mega de arquivo) eu passo, mas a moral é.
Jesse Custer é um padre que recebe em seu corpo uma entidade, a partir daí ele começa a procurar respostas e uma dessas respostas o traz a busca principal da série. Achar Deus e mandar ele se foder.
Como eu disse, com certeza começou como zoeira, mas Jesse ganhou vida própria, fez amigos próprios, virou um herói lendário. Sua busca não é só por deus, mas é por entedimento, ele quer saber porque o mundo foi criado, porque uma coisa tão ruim e suja como a terra existe.
Na edição 50 Jesse encontra pela segunda vez um amigo de seu falecido pai, um ex-soldado, da época do vietnam. E a história é o velho negro (chamado na época de Spaceman) e o pai de Jesse (apelidado de Texas) em sua última busca por vietnam.
Garth tem alguma coisa com o vietnã, não sei o que, é uma espécie de misto de respeito por aqueles soldados e repulsa pelos governantes. O sentimento ideal se me pergunta, nunca achei certo tratar soldados como assassinos cruéis. Ele põe isso perfeitamente no papel. A voz do velho spaceman reflete a dor e a confusão dos soldados.
A primeira história de Vietnam do Preacher, trazia como final uma citação de um soldado anônimo que dizia
"Algumas vezes eu desejo, só por um momento, estar lá de volta, só um pouco e então voltar. Queria voltar pra lá só para lembrar como é bom estar em casa"
Essa segunda se passa toda em frente ao memorial, quem não sabe, é um gigante muro (não lembro o material) que tem escrito o nome de todos que morreram na guerra do vietnam. E de fundo há uma estátua.
Spaceman diz que gostou do memorial, que é silencioso e que achou digno que estivessem lá os nomes, um por um, daqueles homens, do que uma estátua com a data da guerra ou algo assim.
Então, ele olha para a estátua dos soldados e diz. (uma foto da estátua está no final deste tópico)
"Eu gostei também daquela estátua, é como três garotos que acabaram de voltar de patrulha e então viram o monumento e disseram 'porra... alguém se lembrou'."
Ao final da história, Jesse se inspira pela história e continua sua busca pelo todo-poderoso; Spaceman olha para o memorial, o nome de todos aqueles soldados mortos no vietnam e diz "Me digam algo..."
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E assim acaba... 50 edições... Preacher pegou meu coração, de jeito, de forma que eu nunca esperava, por que o trabalho, é, em enorme parte, humorístico. Mas Garth Ennis é um homem de alma, ele certamente se esforça para ser um comediante, mas as vezes o drama vem a tona, e quando vem... ele se supera...
E como prometido, a tal estátua
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Então é isso. Sei lá o que dizer mais... um monte de coisa que tenho que tirar do peito... eu tenho mais umas 4 ou 5 fototirinhas pra fazer. Hahahhaa, qu eu tive idéias boas e outras nem tanto, mas num geral... sei lá... muita coisa me indica que esse é o momento da minha vida... entende? Que é agora... que eu nunca vou conseguir ser mais feliz quanto eu conseguir ser agora... e aí vem aquele medo de ferrar tudo... e se tem algo que tem me dado força são essas histórias... de super-heróis eu sei, a forma de arte mais baixa da terra é um gibi do homem-aranha, bla bla bla, digam o que quiser. ME FAZ BEM PRA CARALHO. Homem-Aranha, Demolidor, Jesse Custer, esses são heróis, entende? E por mais que sejam ficção, eles fazem parte da minha vida... toda minha vida foi acompanhada por esses heróis... eles são reais pra mim, eles vivem dentro de mim, respiram através de mim. É importante.
Tão heróis quanto os astros do rock que estão sentados em seus tronos multi-milhonários pouco se fodendo pro que eu penso... não importa... eles são meus heróis... por mais drama e brigas judiciais e podres que eles tenham... eles são meus heróis, eles fazem minha vida.
Cada vez que Pink Floyd ou Led Zeppelin tocam no meu winamp. Cada vez que o Homem-Aranha supera um desafio que julgava impossível. Cada vez que alguma coisa dessa de nerd acontece. Eu sinto que posso dar um passo adiante. Eu sinto que posso ter fé no mundo por um pouco mais de tempo.
Chame do que quiser, não precisa vir com antropologia barata pra cima de mim, eu sou inteligente demais pra isso, então eu sou um sub-produto patético do século 20, sem heróis reais que precisa inventar seus próprios. Pois eu sou, bela merda, não preciso nenhum velho me dizendo isso. Quem tem algo contra heróis fictícios deveria parar de adorar Jesus agora mesmo. Deveria parar de usar camiseta do Chê Guevara. Triste de quem precisa de heróis, triste mesmo, mas você vai fazer o que? É um mundo triste. E para deixar de ser triste temos que lutar e para lutar precisamos de algo que nos inspire.
Pra mim é uma música... um ser de uniforme colorido... um ato de heroísmo. É disso que eu preciso. Atos de heroísmo, que me mostrem que eu também posso ser um herói nos meus próprios termos, alguém que me diga que eu posso fazer as coisas, que é só ter coragem. Porque no final, é isso que um herói faz. sentido de aranha nenhum poderia superar o fato que o Homem-Aranha é tão querido por causa do homem por baixo da máscara. Essa é a diferença clara entre heróis que funcionam e heróis que não funcionam. Quem é o homem por trás dos atos? Porque ele fez? Qual a história da vida deles? Ora, Michael Jackson vendeu muito mais álbuns que os Beatles. Porque os Beatles são heróis e Michael Jackson não passa de uma piada sem graça? Porque os anos 60 e 80 foram tão importantes pros heróis de quadrinho? Porque os 90 foram tão ruins? Naquela palhaçada que eram os gibis da década de 50, Stan Lee criou um herói que tinha alguém debaixo da máscara. Não era um soldado valioso, nem um milhonário sem problemas, era um garoto. Porra, um simples garoto. Que ficava puto e fazia besteira. Que perdia o dinheiro. Que era impulsionado pelo desejo de sair com a vizinha. Porque os anos 80 foram importantes? Porque finalmente perceberam que um ser humano complexo estava debaixo da máscara. O demolidor era um católico de dia que se vestia de demônio a noite ao mesmo tempo que era um advogado de dia que se caçava bandidos a margem da justiça a noite. Frank Miller descobriu a sacada genial que estava por trás disso, ele deu profundidade ao personagem, nem o anjo e nem o demônio são falsos. Ele é sinceramente um anjo, temedor de deus e sinceramente um demônio, agindo pelas próprias regras. Ele luta pela justiça fielmente nos tribunais e fielmente a desafia nas ruas. Ele é um herói. O mito do herói é algo que tem nos acompanhado pela humanidade. Jesus é um herói e o erro todo do cristianismo foi não perceber o herói incrivel que eles adoram.
Os tolos adoram o vinho que ele transformou, os tolos adoram o fato que ele voltou dos mortos, os tolos adoram a fé que move montanha e a caminhada pela água. Os tolos, por algum motivo que eu não entendo até hoje, adoram o sofrimento que ele passou. Os tolos não percebem que seu maior ato de heroísmo foi ter passado dor sem ter sofrimento. Jesus não sofreu. Sentiu dor, muita dor, mas ele encarou, o maior heroísmo de todos é encarar a dor de olhos bem abertos. Ele abriu os olhos, ele caiu e se levantou. Gosh, como eu odeio os cristão, todo tipo de cristãos, raça burra, o herói maravilhoso que eles adoram e o adoram pelos motivos mais fúteis e banais do mundo. A questão não é certo ou errado. A questão não é quem é gay ou maconheiro. Puta que pariu, isso não chega perto de ter alguma coisa a ver. A questão não é quem morre ou quem ressucita. A questão é quem luta. Não é nem quem vence ou perde a luta. Mas quem tem coragem de lutar. Quem se levanta. Puta que o pariu. Fãs de Rocky - o lutador, entendem mais de cristianismo do que aqueles malditos padres. E não me venham com essa baboseira de "bem, é assim que você vê, eu vejo diferente" você não leu a porra do livro, esse é o problema. Não com os olhos certos. Você já leu tendo em mente alguém pra culpar pelos problemas do mundo, gente, a bíblia tem uma certo senso de continuidade. Você não pode pegar uma passagem das primeiras páginas, como a destruição de gomorra e sodoma e tomar aquilo como lição. Não funciona assim. O livro é um todo. Você aprende ao decorrer dele, e não em frases isoladas. Se matar tarados pervertidos é uma boa idéia, porque diabos deus parou de matar pessoas?
Não me levem a mal, eu sou ateu, mas acredito na bíblia. Sou ateu e desculpa ser arrogante, mas sou inteligente demais pra levar aquela coisa ao pé da letra. NÃO FOI ESCRITO PARA SER LEVADO AO PÉ DA LETRA. Talvez uma parte ou outra por ditadores romanos ou reis medievais tenha sido escrita para o povo levar tudo ao pé da letra, mas puta que o pariu, a intenção era deliberadamente manipular as pessoas. Acreditar que um barbudo andou por aí com dois buracos na mão dizendo "simão, acredite" é atestado de burrice. E não me vem com essa bullshitagem de "eu acredito em x, você em y" repito, você não leu a porra do livro. Você não sabe nada sobre ele e sobre as pessoas que o escreveram. O que você sabe é o que uma INSTITUIÇÃO POLÍTICA com o claro propósito de fazer você PAGAR DÍZIMOS disse pra você. Eu te perdoô, neste momento, por ter sido cristão, ao admitir que "Fé" é a maior jogada de marketing que existe no mundo, mas agora vá atrás e leia. Leia Joseph Campbell, leia mitos de outros lugares, aprenda mais sobre budismo. Se depois de tudo isso você ainda acreditar num maconheiro que andou por aí com dois buracos no meio da mão, me desculpe, você provou ser mais ignorante que eu, escrevendo um texto desse tamanho, num blog onde entram 10 pessoas por mês.
Fé é marketing.
Marvel Comics é marketing.
Kurt Cobain ser considerado um anjo imortal é marketing.
Heroísmo é real.
Esse texto todo foi pra dizer isso.
Essas histórias, essas músicas podem despertar o melhor que existe em você, basta você se abrir para elas, deixá-las fluir em seu ser e deixá-las te libertar das suas amarras. É assim que funciona. Simples assim. Deixe aquilo que te faz completo, que te faz uno, entrar em você, te completar, te unificar, depois disso, faça o que tem que fazer. Simples assim.

sábado, fevereiro 05, 2005

A Balada do Desbarbado

Era uma vez um homem de verdade (de verdadeeeeeee)
Macho pra caralho que comia todas as menininhas (de mentiraaaaaaa)
Ele tinha uma bela plumagem (ahhhhhhh)
Que bela pelugem (uuuuuuugem)
Rodrigo era um homem barbado
Motivo de orgulho
Admirado por gerações
Um homem de verdade
Agora não é mais nada (aaaaaaada)
É um gato pelado (aaaaaaaaado)
Vive triste e sozinho (iiiiiiinho)
No espelho não se vê mais pêlo (eeeeeeeelo)
Pelas ruas abandonado (aaaaaaaiai)
Nem suas back vocal são mulheres (somos traveeeeeecos)
Rodrigo era um homem barbado
Motivo de orgulho
Admirado por gerações
Um homem de verdade
E agora? (agoooooora?)
Es un porco miserável.

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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Carta Aberta à população e à imprensa, em prol da solidariedade ao Squatt Teimosia

Carta Aberta à população e à imprensa

Devido a larga e deturpada cobertura dada pela imprensa sobre o ocorrido no dia 28 de janeiro de 2005, quando a polícia adentrou o "Espaço Kultural Autônomo Autogerido Squatt Teimosia", cituado na R. João Telles, 369, Bairro Bom Fim, Porto Alegre/RS, em busca de materiais explosivos alegando ter recebido uma denúncia anonima de que punks estariam prontos para os participantes do FSM no Acampamento da Juventude; sentimos a necessidade, enquanto gestores do Espaço Kultural, de desmistificar esta fantasiosa e oportunista armação. O imóvel, que estava abandonado por mais de 7 anos, se tornando um estorvo para a comunidade local e não cumprindo com sua função social como determina o Plano Diretor do Município, hoje é um espaço ocupado, onde se realizam diversas atividades culturais gratuitas, como oficinas de malabares, fanzines, palestras diversas assim como o funcionamento de uma biblioteca comunitária, não sendo mais uma casa abandonada e tampouco um mero alojamento. No dia do acontecido, os vários visitantes presentes aguardavam o início de mais uma atividade artística que estava programada para acontecer dentro da casa. Porém, com a inesperada invasão da polícia o que era para ser uma tarde descontraída reverteu-se em horas de tensão, humilhação, detenção e acusações infundadas. Nos assusta como materiais tão comuns foram transformados em artefatos de guerra: garrafas de cerveja vazias recolhidas para reciclagem (um dos projetos desenvolvidos pelo espaço)se converteram em cocktaill' s molotov's; sinalizadores e fogos de artifício utilizados em apresentações teatrais desenvolvidas pelo nosso grupo de teatro se transformaram em rojões de poder ampliado; facas de uso doméstico tão presentes nos lares, foram encarados como parte do suposto armamento bélico. Para completar a apreensão de ditos materiais perigosos, foram incluídos e confiscados fitas de vídeo VHS tais como o clássico Nosferatu, eventos realizados e documentários políticos históricos, além de um livro da Ed. L&M Pocket sobre anarquismo. É com receio que manifestamos aqui nossa indignação, tendo em vista que diante deste ocorrido nossa liberdade de pensamento e vivência se encontram à mercê de manipulações e repressões. Esta é a cultura do medo, que distorce e os fatos para coagir as pessoas e tentar acabar com as manifestações culturais que não são controladas pelas instituições e órgãos estatais e privados. Afinal, num mundo onda a cultura é um produto a ser vendido e consumido, a cultura como vida incomoda, e esta é a única ameaça que representamos. Esta é a nossa teimosia.

Squatt Teimosia 30 de Janeiro de 2005

" Ocupa e Resiste!!!"

Email:: solidariedadesquattteimosia@yahoo.com.br


Então, taí minha pequena parte pra divulgar esse ato de barbárie da polícia de Porto Alegre. Iniciativas como a deste grupo ajudam tanto a comunidade a que pertence e é uma vergonha que as pessoas tenham essa imagem de anarquismo tão ligada a violência niilista, culpa talvez dos próprios punks, mas agora não é hora de apontar dedos e sim de tomar ação contra esse ato absurdo. Ajudem a divulgar isso por favor, porque é uma vergonha.
Aliás, eu tava pesquisando aqui e parece que a globo noticiou o fato ao mostrar as supostas bombas e os supostos coquetéis. Não mostraram, claro, panfletos do grupo que vinham com símbolos explícitos dizendo "não as armas". Agora grande parte da população acha que os malvados anarquistas estavam com planos de bombardear o fórum mundial. Esse mundo desanima às vezes... mas enfim, por favor, publiquem essa carta, vamos esclarecer esse mal entendido.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Bloqueio.
Bloqueio.
Não consigo escrever.
Não consigo pensar em nada.
Bloqueio.
Bloqueio.
Nada bom.
Nada bom.
Nõa consigo escrever.
Não consigo pensar em nada.
Bloqueio.
Bloqueio.

Alguém aí tem alguma receitinha de chá ou simpatia qualquer pra acabar com isso?
...
Bom...

Rodrigo era um sujeito engajado em política, ia a protestos e reclamava dos governantes, mas passou a jogar Sim City e percebeu que a vida de um prefeito é bem díficil e passou a respeitar seus governantes.

Não, sério, vocês já jogaram o Sim City 4000? É muito foda. Eu demoro uns 10 a 15 anos pra ter uma cidade de 10.000 habitantes, mas até aí tudo bem, as coisas andando, eu não sou muito popular, mas também não sou odiado pela população, orçamento ta beleza. Mas aí alguma coisa acontece e o jogo desanda! Simplesmente isso! Em questão de meses, eu de repente perco toda a grana, tenho que fazer cortes em polícia, saúde, educação, tudo! A cidade vira um caos de uma hora pra outra!
Ah... vida díficil.
Eu vou começar a postar screenshots aqui. Isso mesmo! Enquanto meu bloqueio não passar, esse daqui virará um blog sobre a íncrivel sblarghland! Aguardem!

domingo, janeiro 30, 2005

"Quando a última árvore não der mais frutos e o último rio estiver envenenado, o homem perceberá que dinheiro não se come"

Olha, eu acho que eles diziam a mesma coisa sobre o sal na época dos romanos e supresa! Sal de come.
Não se preocupem, quando chegar a hora, a gente vai comer dinheiro e descobrir que faz muito bem pra saúde.

sábado, janeiro 29, 2005

O presidente fala na tv:
"Companheiros! Hoje é o dia de nossa idependência! As ogivas nucleares atingiram com sucesso Nova York. Isso significa que estamos em guerra contra os vilões que vêm nos saqueado a gerações! O presidente George W. Bush Jr. diria que está em guerra santa contra o Brasil, mas nós enforcamos aquele almofadinha em pleno Cristo Redentor! Agora, mísseis nucleares se dirigem contra São Paulo, Rio de Janeiro e mais algumas cidadezinhas aí. Se vocês moram em algumas dessas cidades, bem, boa sorte, mas meu palpite é de que vocês irão morrer. Quanto aos outros, a PM estará passando distribuindo facões de churrasco para que possamos repelir os invasores! A essa hora, paulista, cariocas e habitantes de menor importância das cidades vizinhas devem estar queimando vivos perantes ao inferno nuclear, se você é de alguma dessas cidades, isso significa que de alguma forma sobreviveu, então pegue sua carcaça imunda e venha lutar pela sua pátria! Esse é o momento da libertação, companheiros! Vamos a luta!"

(Moral da História: Quando essa história acontecer, eu estarei bem idoso e comentando aos meus netos "e pensar que eu reclamava de um presidente apático...")

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Graças a um contrato milionário com uma empresa iraniana, o Sblargh vai mudar de cara. Valores ainda não foram divulgados e o trabalho ainda não foi concluído. Mas para mostrar serviço os empregados que cuidam da fachada mostraram um pedaço do que está sendo feito.

Previsão de entrega: amanhã.

UPDATE: Só faltava um logo, mas achei que assim ficou muito morro. Concluo as reformas com vontade de roubar para mim a planta da obra. Gratos pela paciência.

Posso ser encontrado no prédio ao lado.

sábado, janeiro 22, 2005

A chuva caía pesada na escuridão da noite afora afugentando os seres vivos com um mínimo de bom senso em seus corações.
Protegidos em uma casa comum, um casal se entreolhava entediados.
O homem se levanta. Vai até o quarto e volta para a sala com uma enorme barra de metal.
Ele sai na chuva.
Os trovões descem enfurecidos do céu na direção da enorme barra de metal. O chão treme, as casas se recolhem de medo e em seu desespero os tijolos de toda a rua se desmoronam, explosões de fogo e sangue invejam o próprio Deus que manda a terra mais e mais trovões até a singela barra de metal até que não sobre nada a não ser ruínas e cadávares.
O homem volta para a casa.
A mulher olha.
"Ainda estou entediada"

domingo, janeiro 02, 2005

Se olhou no espelho e não gostou muito do que viu.
Balançou com as mãos as gordurinhas e fez uma cara feia, "vou emagrecer esse ano" pensou.
Pôs um vestido branco, olhou para o espelho e fez novamente a cara feia, "vou arrumar um emprego bom esse ano, aí vou comprar umas roupas decentes".
O telefone toca.
"Alô"
...
"Já to indo"
...
"Já falei que to indo caralho!"
Desligou o telefone.
"Vou arrumar um namorado melhor esse ano também; grosso filho da puta!"
Saiu de casa, fechou a porta e trancou, mas logo se lembrou de algo, abriu rapidamente a porta, correu para dentro e pegou o maço de cigarro "quase esqueci" pensou.
Olhou para os cigarros um tempo "depois da meia noite, não fumo mais! Nunca mais!"
Saiu novamente, trancou a porta, o carro do outro lado da rua buzinava.
"Já to indo porra!" gritou.
Estava atravessando a rua quando um caminhão a atropelou.

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Estava frio. Ele estava vestindo suas pesadas e velhas roupas. Todo fim de ano se vestia igual. Gostava daquelas roupas, eram quase como se fossem sua segunda pele, eram acima de tudo um simbolo daquilo que ele já fora. Mas naquele dia... naquele dia não passavam de velhas roupas...
Se sentou na frente da lareira, abriu uma carta, os velhos e cansados olhos não quase não conseguiam ler mais, entretanto, ele forçava a vista, dava importância as cartas que recebia... embora costumava receber muito mais cartas, ele ainda lia as poucas que chegava com a mesma boa vontade de antes, talvez não com o mesmo entusiasmo, mas ainda, com a mesma boa vontade.
A boa vontade se esvaiu, leu a carta, os impostos estavam atrasados, estava sendo coagido a abrir falencia... o governo levaria sua fábrica...
Era um velho industrial. Lembrava com orgulho dos bens que produzia na velha linha de montagem. Como seus produtos voavam o mundo inteiro. Como fazia tantas pessoas felizes. Seus funcionários eram um exemplo para o mundo.
Mas enfim... acabou obsoleto... não precisavam mais do seu serviço... os funcionários tristes, iam embora, até sua esposa o largou... disse que a magia havia acabado... que não havia porque continuar.
O velho respirou fundo. Imaginou a velha linha de montagem sendo substituida por máquinas e robôs, provavelmente seria fabricado algum refrigerante no lugar...
Largou a carta, começou a chorar... olhou para os céus e rezou... sabia que era a última vez que rezava... nesta vida pelo menos... junto a imagem de cristo, pedia perdão por duas coisas.
Pedia perdão pelo ato que estaria a cometer. O pior de todos os pecados.
Pedia perdão pela conclusão que chegara. Após tanto tempo sem serviço, começou a pensar e concluiu que era ele quem merecia estar ali, pendurado na cruz, estava pronto para aceitar as chamas do inferno... foi sempre muito religioso, mas afinal, pensou, "fui eu quem matei cristo".
Olhou para os céus pela última vez, lembrou o quanto gostava de sentir o vento no rosto enquanto atravessava os céus... pressionou o velho revólver contra a própria cabeça...
Nunca nem imaginou segurar uma arma de fogo, ali não era lugar para isso... a verdade é que o revólver foi a única encomenda que ele não havia entregue... tinha o lema de sempre entregar tudo que lhe pedissem, não importando o que fosse, afinal, seu último pedido havia sido este, estava desesperado, sem serviço a anos, sem funcionários, pessoalmente construiu a arma... por fim decidiu que era errado... não podia fazer aquilo... era moralista, antiquado, se recusava a fazer uma entrega que pudesse levar a consequencias desastrosas... fracassou em seu ultimo trabalho...
Um lágrima escorreu pelo rosto, uma bala perfurou o crânio... o pesado corpo do velho caiu no chão... sem vida...
Sua fábrica ficava em um local bem isolado... no fim, ninguém achou o corpo, sinceramente, ninguém nem procurou... ninguém sentiu falta... era como se ele nunca tivesse existido... era como se ele não passasse de uma lenda... de um conto de fadas... e foi assim que ninguém chorou a morte do papai noel.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Sblargh e as mulheres...

Lurdes era a melhor agente do serviço secreto brasileiro, era fria e calculista em combate... pena que era fria também na cama... e nem tão calculista assim...

Carla sempre sonhou em engravidar e ter um filho. Mas tinha que ser menino, pois era pedófila e não lésbica.

Luciana tinha um relacionamento estável e promissor, até a hora em que decidiu optar pelo canibalismo durante o sexo oral.

Leticia era uma lésbica sadomasoquista até que um dia resolveu se internar em um convento... tinha tesão por freiras...

Cletilde era machista. Andava sempre com um vibrador na bolsa para mostrar que é ela quem manda na hora do sexo.

Matilde era feminista. Se vestia de homem para fazer sexo com gays.

Juliana sentia que não passava de um objeto sexual, até o dia em que alguém abriu o pininho e ela murchou.

Karina era uma intelectual, saía com bêbados, pobres e infiéis achando que eles eram boêmios.

Marcia era uma artista de vanguarda do Rio Grande do Sul, adorava os amigos gays, mas desejava, pelo menos uma vez na vida, conhecer alguém que fosse heterossexual.

Clara gostava de homens de pau pequeno, nunca encontrou um parceiro na internet...

Mariana entrava em chats de sexo virtual, mas tinha que fingir que era um homem fingindo que era mulher para ter credibilidade.

Fernanda era uma ninfomaniaca gostosa que lia nietzsche e gostava de histórias em quadrinho... ou assim dizia seu profile no orkut.

Aline tinha um fotolog onde se exibia nua. Conquistou seu namorado graças ao photoshop.

Danielle ouviu um chamado de Deus durante uma orgia com 7 homens... ela pediu para Ele ligar de novo daqui a uma meia horinha...

Alice adorava o carnaval, só achava irritante ter que passar pela clinica de aborto todo santo ano.

Eva deu a maçã para Adão, mas quem pode culpa-la? O homem parecia um deus.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Turma da Mônica vai ter (mais) dois personagens que são deficientes fisicos. Embora, no caso do Humberto, é dificil avaliar se o seu problema é fisico ou resultante de um trauma psicológico, já o cebolinha parece que é genético, herdado de seu avô... mas enfim. A turma terá "Paralaminha", fã de Paralamas do Sucesso (em especifico Herbert Vianna) que usa uma cadeira de rodas e "Dorinha" que é cega.
Além disso, é dito que Xaveco será filho de pais separados. O que é um choque. Pois eu adoro os pais do Xaveco. Tem um gibi do Cascão, onde ele participa de um game Show contra a familia do Xaveco e é muito engraçado, exatamente por eles não serem importantes, então o apresentador fala "e do outro lado, o pai do xaveco, a mãe do xaveco, a irmã do xaveco" e a familia do Cascão dá risada dizendo "o Xaveco é tão secundário que a familia dele nem tem nome". O que é, realmente, MUITO engraçado. Mas enfim, essa familia sem nome, agora será desfeita.
A inclusão de deficientes fisicos na turma é muito bem recebida, eu não sei como que as crianças vão reagir ao divórcio em gibis, no que, vendo um documentário sobre a Vila Sésamo, os produtores, que abordam todos os tipos de assunto, disseram que o único a não ir ao ar foi um episódio sobre divórcio, uma vez que, ao ser apresentado a um grupo de crianças (todo episódio de Vila Sésamo passa por umas cobaias antes de ir ao ar) as deixaram tristes, pertubadas e ainda com mais dúvidas. Mãs, se o Mauricio diz que consegue, quem somos nós, né? Afinal, 2/3 das familias brasileiras não são mais nucleares.
Ainda falando em Mauricio de Sousa, é fato que é um saco pensarem que o Brasil só consegue fazer Turma da Mônica em termos de quadrinho, nosso potencial é bem maior que gibis infantis (não entenda melhor, mas sim, mais diversificado), só que quadrinho hoje é visto aos olhos do povão como coisa de criança. Isso não muda o fato que Turma da Mônica é um trabalho muito competente e importante, mas, repetindo, é uma droga que ninguém invista em quadrinhos mais adultos feitos por brasileiros. (por adultos, eu digo sérios e não eróticos). Aí restam os combo rangers da vida, que também ta no tópico, pois é escrito por um deficiente mental para um publico exclusivamente com QI abaixo de 27. Porque quando eu era criança, eu lia Turma da Mônica, que por vezes, usa um humor surpreendentemente inteligente, sem perder o toque infantil, porque qualquer criança curte Turma da Mônica, mas eu leio até hoje e dou muita risada. Mas, são os sinais dos tempos, os garotinhos não estão mais interessados em ver o Papa-Capim libertando animaizinhos, o Chico Bento nadando peladim na lagoa ou o Cebolinha cuidando da irmãzinha. O lance é misturar uma sátira de Power Rangers com um plágio de Meninas Superpoderosas e que venha o dinheiro!

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Foi lançado na Inglaterra (e provavelmente jamais será traduzido) "The Inside Out". Livro de Nick Mason, bateirista do Pink Floyd, onde ele relata sua experiência através da banda que mais mudou minha vida. Aliás, se hoje eu sou o que sou, seja isso bom ou ruim, é graças ao pink floyd. Tenho uma eterna divida de gratidão a eles por abrirem meus olhos para um mundo que, seja mais feio ou mais bonito, é pelo menos mais sincero.
Bom, o que mais motivou este post é que Mason diz "essa é a minha perspectiva - entre muitas - do que foram estas 4 décadas, toda minha vida adulta"
E tem uma coisa interessante, pois, pouca gente se atenta ao fato que o Mason foi o único membro do Pink Floyd a estar com o Pink Floyd 100% do tempo.
O Gilmour entrou a partir do segundo album (após a saída de Syd Barrett)
O Syd saiu após este mesmo segundo album
O Wright foi expulso após o The Wall, não participou da gravação do Final Cut e voltou quando metade do "A Momentary Lapse Of Reason" já estava feito.
O Waters Saiu após o Final Cut.
Então.
O Mason viu tudo cara... desde o comecinho, todas as turbulencias, todas as glórias. O cara passou por tudo. E mais importante, ele participou disso tudo.
E tem gente que diz "ah, quando sai um membro, a banda não é mais a mesma e devia mudar de nome".
Tsc, isso me dá tanta raiva. As principais bandas mudam de membros regularmente. O nome de uma banda tem uma aura mistica muito importante, um nome como Pink Floyd por exemplo é poderoso demais para se perder apenas porque um guitarrista e um baixista não conseguem resolver uma divergencia artistica. Pink Floyd mostra bem isso. A banda mudou muito de pessoal, mudou de gênero, foi underground, foi pop, falou sobre política, desespero, morte e viagem de avião. Mas a aura sempre esteve lá. Pode falar o que quiser, mas eu prefiro um Pink Floyd que muda de membro, estilo, mas se mantém honesto do que um Dead Fish que decide virar putinha de um dia pro outro.
Cada álbum do Pink Floyd foi cuidadosamente trabalhado, eles são a antítese do punk, Syd Vicious usava uma camiseta "I hate Pink Floyd".
Pessoalzinho Punk acredita em gravar uma besteira qualquer em uma semana, mandar pra rádio e foda-se; o que era muito legal e muito autêntico em 77, hoje o Charlie Brown jr. aparece na tv todo orgulhoso falando que gravou o cd dele em uma semana. Porque é isso hoje saca? Linha de produção. Se produz música igual se fabrica um carro. A banda faz um single, um hit pra tocar na rádio e enche linguiça com outras 12 músicas que ninguém vai ouvir mesmo. Trabalho virou sinônimo de arrogancia. Uma banda demora 2 anos pra lançar um album, a gravadora quebra contrato. Esse é o mundo em que vivemos. O da música reciclada. Grava-se a mesma música 37 vezes com a letra levemente diferente, a banda lança 3 albuns por ano, fica rica, cospe na cara dos fãs e não tem nem a decência de morrer de overdose aos 29 anos. Pra ouvir música boa hoje tem que ficar caçando nome de banda em site de música canadense, porque esses radialistas merecem um tiro na cara. Já é ruim essa noção de que rádio é vitrola, pior ainda quando é vitrola que só toca música porca.
Mas enfim, eu to me perdendo do tema aqui. Ou não, porque eu ia falar de nostalgia mesmo.
Porque quando eu li o cara falando tipo "4 décadas da minha vida", eu pensei "foram 4 décadas da minha vida também", saca? Pink Floyd representa muito essa minha meia-adolescência quando eu queria me enfiar num buraco e sumir do mundo, mas tudo que acontecia eram as crianças e os professores burros me puxando pra fora. Sem Pink Floyd eu provavelmente não teria sobrevivido a tudo isso... principalmente aos professores burros... rapaz, eu conheci gente burra na minha vida, mas que nem meus professores do colégio, não se compara, vai arranjar coleção pior de velho frustrado e neurótico assim na puta que o pariu, 2 anos depois e eu ainda tenho pesadelo com alguns deles...
Falando em professor, meu nobre e muy bacana professor de roteiro foi contratado pra escrever mini-série na globo, o que, provavelmente significa que eu perdi meu nobre e muy bacana professor de roteiro... aiai vida... lá vou eu de novo começar um curso que é muito bom só pra ver ele se esfarelando na minha frente... aliás, lá vou eu de novo começar qualquer coisa na minha vida de novo só pra ver ela se esfarelar na minha frente...
Ó vida, ó mundo e eu desisto, ninguém lê essa merda aqui mesmo.
Tentando reproduzir minha conversa com o cunha.
Estarei eu jogado numa sarjeta, morrendo de fome, quando o Cunha passa na minha frente de Porsche com 8 gostosas copacabanenses no carro. Eu viro então pro mendigo do lado e digo.
"Ta vendo? Aquele poderia ser eu. PODERIA SER EU!! Mas ah... nunca conseguir ajeitar o template do meu blog..."

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Haloscan commenting and trackback have been added to this blog.
Comecei a trabalhar hoje (beeeem começo) numa continuação de "Chuva Contra o Vento...", digo continuação por se passar mais ou menos no mesmo espaço físico e reaproveitar um ou dois personagens. quero mesmo usar a amiga do Marcos de novo, ela acabou se tornando um personagem muito bacana, tipo, vocês ainda estão no terceiro número (o que? Nem isso? Vergonha!), mãs o maior poder do roteirista é saber o que acontece no fim, portanto digo que esperem um poquinho porque ela acaba se tornando um personagem bem divertido, aliás a série toda fica bem mais divertida depois do quarto número, eu to bem ansioso por esse quarto número, vai ter até o dobro de páginas e tudo mais. Aham, não entendam isso como se a série não estivesse divertida até então; ela está; é que eu, numa auto-avaliação modesta, considero que evolui bastante nesse negócio de roteiro a partir do número 4, mas no final os 3 primeiros números acabaram sendo uma base bem sólida, apresentando de forma bem eficiente os personagens todos.
E ainda nessa brincadeira toda de roteiro, eu finalizei a primeira versão de "7 filhos", este qual, não está satisfatório ainda e eu terei que reescreve-lo muitas vezes, mas ta sendo um puta aprendizado, tenho que lembrar de no futuro me dedicar mais ao argumento, pra deixar a mitologia toda armada no argumento, ficar trabalhando personagem durante o roteiro é embaçado, principalmente quando é o personagem principal, sei lá, as vezes você pega uma parte do começo e outra do meio e não parece que se trata da mesma pessoa, o personagem as vezes não age como se tivesse personalidade própria, mas sim como se fosse um mero instrumento para que a história andasse... voltando... no meio tempo eu vou ver se escrevo uma história de uma página ou duas pra um fanzine chamado "Ainda", eles tem umas histórias bem softs e bonitinhas o que é bom, pois nesses meses que eu me dediquei a "7 filhos" tive que me focar muito em formas criativas e inusitadas de se matar um ente querido. Bwahahahaha. O que foi bom, pois antes disso tinha me dedicado ao "Chuva Contra o Vento..." que é bem soft e bonitinho. Enfim. Eu escrevi esse textão porque percebi que as vezes eu fico sem escrever por falta de assunto enquanto tenho vários projetos que poderia estar pedindo opinião. E, só pra fechar agora. Um trechinho de "7 filhos", peço carinhosamente a opinião de vocês e grato pela atenção. Então, esse post todo é pq, mal-humorado, sempre comento que o desenhista recebe mais atenção que o roteirista, mas pô, isso é culpa minha, o Cunha ta sempre falando do zine em todos os zilhões de sites dele, enquanto eu fico discutindo islamismo confundido com judaísmo no meu, é hora de vestir a roupa e dizer com todo orgulho que pretendo ser roteirista no futuro bem próximo, ah, aliás, os gêmeos dos 10 pãezinhos mandaram um mensagenzinha pro cunha dizendo que curtiram o fanzine, o que é bem bacana, pois eles que nos incentivaram em primeiro lugar.
Então, é isso, para os 2 ou 3 leitores do blog, aí está o lado "roteirista" da minha vida. Quem precisar de um roteiro ou algo assim, sinta-se livre para encomendar um, eu cobro baratinho. Bwahahahhaa. Escrevo para quadrinhos, videoclipes, cinema, videos institucionais e, caso seja o caso, teatro, embora esse último não seja minha área de atuação. Ah, aliás, se você for Record ou Band, eu realmente poderia escrever uma mini-série pra vocês... tipo... *aham* vocês estão mesmo precisando. Sério, eu tenho umas idéias, ambientes urbanos, violentos e caóticos são minha inspiração, digo, entre a classe média cor de rosa das novelas da globo e a violência ridiculamente exagerada da turma do gueto existem seres humanos de verdade realizando atos surpreendentes. Se não na vida real, na minha cabeça pelo menos (que se esforça mais para criar histórias interessantes do que para reproduzir o real de qualquer forma). Enfim, "vida comum é uma coisa bem complexa".
Bom, esse foi um dos posts que eu mais me diverti escrevendo nos últimos tempos, espero MESMO que mais do que 2 pessoas leiam dessa vez. Falow e boa sorte com suas vidas.

domingo, dezembro 05, 2004

Após ler Joseph Campbell, eu percebi que nunca acreditei tanto na bíblia e tão pouco no papa.
A bíblia é um livro interessante, eu irei lê-la um dia. Dessa vez com os olhos certos. Sem aquela palhaçada que te ensinam no catecismo.
Queria aliás, ler várias versões da bíblia. A bíblia evangélica (essa da universal) é bem mais violenta do que a bíblia católica, ler o Alcorão e compará-lo com o velho testamento deve ser uma expêriencia interessante também, uma vez que este velho testamento é um resumo do Alcorão, aliás, perceba aí uma tentativa do catolicismo de "eliminar concorrencia". Chamando os messias do islamismo de "velho" e Jesus de "novo". Hj é tudo velho, não faz diferença, bwahahahaha, mas naquela época deve ter sido um choque, lá pro ano 40 ou 50 quando alguém chegou e disse "olha gente, esse livro que vocês tem lido está velho, ele tem coisas interessantes, mas num geral, ele está velho, Deus não está mais bravo com a humanidade, o profeta já chegou, já fez as pazes e aqui está o novo livro com as novas regras, tudo novo para um mundo novo e melhor".
Bem, o mundo novo se tornou velho e ninguém escreveu um "novíssimo testamento" ou um "testamento versão 3.0", embora exista o evangelho segundo o espiritismo, que parece ser bem mais inofensivo do que as bíblia normais.
Das religiões judaico-cristãs, o espiritismo parece mesmo ser a mais honesta, ainda estão presas as correntes do "deus é um velho barbudo te olhando lá de cima", mas pelo menos não se envolve em politica, não segue nada cegamente, tem a genuína e honesta função de ensinar as pessoas e seguir melhor seu rumo. Sem contar que ao falar com espiritos mostra-se que eles estão mais intimamente ligados com as energias místicas da terra do que os judaico-cristãos habituais. Mas de novo, ao não considerarem os espiritos seres desse mundo, eles perdem uma parte muito valiosa da lição toda.
Mãs, quem sou para dizer aos outros como viver suas vidas, né? Eu só gostaria que os padres e pastores todos soubessem do que falam antes de sair por aí "ensinando" coisas. Há ensinamentos belos na bíblia e, afinal, Jesus é um guia muito bom e conseguiu de fato, revitalizar a religião do "velho testamento", naquela época o novo testamento realmente era novo e fazia sentido. Hoje ainda faz de certa forma e a bíblia pode muito bem iluminar o caminho de muitas pessoas. Tudo o que precisamos é que os malditos padres calem a boca.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Tem alguns raros momentos na sua vida em que você cria fé nas pessoas, sabe? Em que você vê uma luz REAL no fim do túnel, que você saca e presente a esperança, que você sonha acordado com alguma coisa, sabe o que é sonhar acordado? Sabe quando você conversa sozinho, meio que treinando seu dialogo com um evento futuro? Sabe quando você acha que agora é a hora, que é agora ou nunca, que esse é o momento onde é decidido se sua vida continua caminhando para o abismo ou se é hora de criar uma ponte e passar por mais essa dificuldade? Sabe? Eu não sei mais.

segunda-feira, novembro 29, 2004

domingo, novembro 28, 2004

http://s4.invisionfree.com/politizadosforum/
Fórum pra discutir política, mãs, tem pouca gente, entretanto os poucos que tem, tão de boa vontade, vamos se registrar lá gente. Ta rolando uns assusntos interessantissimos, só falta gente que os discuta.

quinta-feira, novembro 25, 2004

Tsc.
Preciso retomar um ritmo de escrita.
Relaxei muito depois que comprei o GTA novo, hehe.
É foda quando tem um jogo tão bom que para minha vida.
Antes de consertar meu PS2, eu catei aqui no emulador Chrono Trigger, que acredito que foi o meu primeiro contato com RPGs para video-game. Cara, eu chorei pacas no final. O jogo tem uma ótima história. E o lance é: procurem no google "Chrono Ressurection", e vcs verão que uns caras tavam 3derizando o jogo e tava ficando MUITO LOCO, mas a square processou os caras e o projeto acabou. Um tristeza enorme... ainda mais porque eles iam distribuir o jogo de graça na net, nunca foi intenção ter fins lucrativos, era só um grupo de amigos programadores que se reuniram e decidiram fazer essa homenagem ao jogo, mas sei lá, direitos autorais são foda.
Direitos autorais atrapalham um monte de coisa, algum partidário do "copyleft" deve ter sacado uma forma justa de viver sem eles, mas eu não vejo como, acho que as leis deveriam se restringir a tipo, se eu escrevo um roteiro, apenas eu posso vendê-lo, saca? Mas, se não for pra uso comercial, qualquer um pode ler e alterar o roteiro a vontade, só não pode vender o que foi alterado. Com livro é mais complicado, já que um roteiro sem produtor não é quase nada, mas o livro em si é uma obra completa, acho que deveria liberar que fotocópia destes, não acho que isso prejudicaria tanto o comércio (já que, quem tem grana pra comprar livro, vai e compra, não perde tempo tirando xerox), o lance é que livro é muito caro, o Cunha fez a capa de uma revista virtual onde a matéria de capa foi a leitura, e como sempre, o Brasil é ridiculo nesse ponto e, mesmo com pouquissimas pessoas lendo, o preço do livro é 3 vezes maior do que nos EUA ou na Europa. Isso é ridiculo.
Ultimamente direitos autorais de personagens isolados tem se tornado um tema. É fato que o Sam Raimi não deixou que usassem o "Ash" (de Noite Alucinante) para fazerem uma sequencia de Freddy vs Jason. Isso é interessante, pois, mesmo que os estúdios tenham direito de fazer o filme "Noite Alucinante" quantas vezes eles quiserem, eles não podem usar esse personagem isolado num roteiro diferente.
Com quadrinhos é a mesma coisa, o Neil Gaiman tem processado o Todd Mcfarlane pelos direitos do Miracleman, não sei quem é Miracleman, mas se o Alan Moore ta escrevendo um personagem criado pelo Neil Gaiman deve ser foda.
Em videogame eu acho engraçado como direitos autorais de personagem não mudavam muito. Não é mito, nem lenda, é fato que o personagem Ryo de Art of Fighting (e também King of Fighters) é o Ryu (de Street Fighter) com cores diferentes e cabeça "recortada", o que talvez seja o plágio mais descarado da história do video-game, mas, o mais impressionante é como tudo foi ajeitado sem tribunais. No jogo Street Fighter Alpha (ou Zero), a Capcom pegou o Ryo (que é uma cópia do Ryu com cores diferente e cabeça recortada e trocada), trocou as cores, recortou a cabeça, colocou outra cabeça e criou o Dan, um personagem patético, de golpes incompletos e que só serve de piada mesmo, pois é horrivel lutar com ele. Ou seja, uma brincadeirinha simples que impediu anos de tribunal. Coisa que talvez não acontecesse, já que a capcom é dona da snk, de qq forma, seria legal se o Neil Gaiman criasse um personagem ridiculo chamado "Miracleguy" que fosse um ex-desenhista que virou um empresário problemático e falido e assim, as coisas se ajeitassem.

terça-feira, novembro 23, 2004

4 da matina.
Tenho prova amanhã e estou acordado... talvez esteja jogando videogame demais... nah...
Videogame, gibi, sexo e rock n roll nunca é demais.
Se eu tivesse mais tempo jogava mais videogame.
Se eu tivesse mais dinheiro, comprava mais gibi.
Se eu tivesse mais nexo, faria mais sexo.
Se eu tivesse mais fé na humanidade, escutaria mais rock n roll.

Enfim, entende? Essas coisas nunca são demais. É o universo ao meu redor que me impede de dedicar 100% do meu ser a isso.
Não só o universo, mas meu próprio eu. Afinal, trabalhar, estudar, etc. fazem parte de mim. Uma parte dispensavel que só serve pra manter o capitalismo girando e roubando, mas enfim, parte.
Ô vidinha escrava, então, tenho jogando GTA: San Andreas e a história se passa em 92, na triplice Los Santos (Los Angeles), San Fierro (São Francisco) e Las Venturas (Las Vegas).
San Andreas conta a história de Carl Johnson (CJ) que volta de Liberty City (Nova York, onde o primeiro jogo se passa, pros desinformados, GTA: San Andreas é o terceiro, após GTA III e GTA Vice City, onde, Vice City representa Miami), enfim, CJ volta de Liberty City para enterrar a mãe, que morreu vitima de uma emboscada para pegar seu irmão, que é lider da gangue da Grove Street, sempre em guerra com os Ballos (que mataram a mãe e o irmão mais novo de CJ).
Enfim, enquanto o primeiro GTA III lidava com o clima caótica de Nova York de meados dos anos 90 (não sei exatamente, minha dedução é 94, mas posso estar errado), onde o crime organizado não é tão organizado assim e GTA: Vice City, lidava com a crescente onda de imigrantes ilegais entrando nos Estados Unidos nos anos 80 (de novo, não lembro a data exata, acho que é 1987) ao mesmo tempo que a cocaína começa a entrar no país, o que, faz de muitos desses imigrantes sem emprego, formarem gangues para sobreviver do tráfico.
GTA: San Andreas trata dos negros e sua cultura de gangue em 1992. A forma como os brancos se trancaram nos suburbios fazendo dos chamados bairros negros (o que, aqui no Brasil, seriam as favelas) em verdadeiras zonas de guerra (por vários motivos, assim como os imigrantes, negros pobres começam a traficar droga até este comércio se tornar maior que a maioria das empresas legitimas e assim, gangues são formadas como se fossem empresas), mas, nisso, temos os dois lados, a familia da Grove Street que são os "traficantes legais" que só vendem maconha, respeitam seus vizinhos, se ajudam em tarefas que nada tem a ver com o tráfico e que se portam como familia; do outro lado estão a gangue dos Ballos que vendem Crack, droga esta, que está destruindo o bairro de forma assustadora, que transforma "gangstas" em escravos viciados, fato este que é bem verdade, percebe-se lendo "Estação Carandiru", o crack, de fato, alterou todas as regras do "submundo", sendo esta, talvez, a droga mais viciante de todas. Enfim, acho que eu passei da metade da história faz pouco tempo, mas, ela é muito bem escrita, sempre mantendo esse ótimo humor politico e acido e lidando muitissimo bem com os sub-estereótipos (existe o estereótipo do negro de gangue, mas dentro desse existe o "gangsta old school", o maconheiro, o líder que se preocupa mais com a vizinhança do que com o tráfico em si, e esse tipo de coisa).
Enfim, isso é o que me manteve acordado poucas horas antes da prova. sem saco e com sono.
Me despeço.

sexta-feira, novembro 19, 2004

O mais interessante desse blog é ver o que eu escrevia quando tinha 15/16 anos.
Cara, eu realmente odiava o colégio... e eu curtia Complicated da Avril Lavigne...
É issae, crescer e mudar, não tenha vergonha do que você já foi, porque, no fundo, ainda é maizomenos a mesma coisa.
(mas, esperançosamente, sem Avril Lavigne)

Ahn, acho que vou voltar com o blogspot, ele ta meio reformulado e a UOL ta zuada...