quinta-feira, novembro 25, 2004

Tsc.
Preciso retomar um ritmo de escrita.
Relaxei muito depois que comprei o GTA novo, hehe.
É foda quando tem um jogo tão bom que para minha vida.
Antes de consertar meu PS2, eu catei aqui no emulador Chrono Trigger, que acredito que foi o meu primeiro contato com RPGs para video-game. Cara, eu chorei pacas no final. O jogo tem uma ótima história. E o lance é: procurem no google "Chrono Ressurection", e vcs verão que uns caras tavam 3derizando o jogo e tava ficando MUITO LOCO, mas a square processou os caras e o projeto acabou. Um tristeza enorme... ainda mais porque eles iam distribuir o jogo de graça na net, nunca foi intenção ter fins lucrativos, era só um grupo de amigos programadores que se reuniram e decidiram fazer essa homenagem ao jogo, mas sei lá, direitos autorais são foda.
Direitos autorais atrapalham um monte de coisa, algum partidário do "copyleft" deve ter sacado uma forma justa de viver sem eles, mas eu não vejo como, acho que as leis deveriam se restringir a tipo, se eu escrevo um roteiro, apenas eu posso vendê-lo, saca? Mas, se não for pra uso comercial, qualquer um pode ler e alterar o roteiro a vontade, só não pode vender o que foi alterado. Com livro é mais complicado, já que um roteiro sem produtor não é quase nada, mas o livro em si é uma obra completa, acho que deveria liberar que fotocópia destes, não acho que isso prejudicaria tanto o comércio (já que, quem tem grana pra comprar livro, vai e compra, não perde tempo tirando xerox), o lance é que livro é muito caro, o Cunha fez a capa de uma revista virtual onde a matéria de capa foi a leitura, e como sempre, o Brasil é ridiculo nesse ponto e, mesmo com pouquissimas pessoas lendo, o preço do livro é 3 vezes maior do que nos EUA ou na Europa. Isso é ridiculo.
Ultimamente direitos autorais de personagens isolados tem se tornado um tema. É fato que o Sam Raimi não deixou que usassem o "Ash" (de Noite Alucinante) para fazerem uma sequencia de Freddy vs Jason. Isso é interessante, pois, mesmo que os estúdios tenham direito de fazer o filme "Noite Alucinante" quantas vezes eles quiserem, eles não podem usar esse personagem isolado num roteiro diferente.
Com quadrinhos é a mesma coisa, o Neil Gaiman tem processado o Todd Mcfarlane pelos direitos do Miracleman, não sei quem é Miracleman, mas se o Alan Moore ta escrevendo um personagem criado pelo Neil Gaiman deve ser foda.
Em videogame eu acho engraçado como direitos autorais de personagem não mudavam muito. Não é mito, nem lenda, é fato que o personagem Ryo de Art of Fighting (e também King of Fighters) é o Ryu (de Street Fighter) com cores diferentes e cabeça "recortada", o que talvez seja o plágio mais descarado da história do video-game, mas, o mais impressionante é como tudo foi ajeitado sem tribunais. No jogo Street Fighter Alpha (ou Zero), a Capcom pegou o Ryo (que é uma cópia do Ryu com cores diferente e cabeça recortada e trocada), trocou as cores, recortou a cabeça, colocou outra cabeça e criou o Dan, um personagem patético, de golpes incompletos e que só serve de piada mesmo, pois é horrivel lutar com ele. Ou seja, uma brincadeirinha simples que impediu anos de tribunal. Coisa que talvez não acontecesse, já que a capcom é dona da snk, de qq forma, seria legal se o Neil Gaiman criasse um personagem ridiculo chamado "Miracleguy" que fosse um ex-desenhista que virou um empresário problemático e falido e assim, as coisas se ajeitassem.

Um comentário:

Anônimo disse...

Metallica é uma das únicas bandas que é dona das próprias músicas... Pelo menos era o próprio dinheiro que eles estavam defendendo no ano 2000, com aquele rolo todo do Napster. Ao contrário do Blink 182 e Alanis Morissette, que assinaram uma petição das gravadoras contra a troca de mp3 via P2P.

Uma vez o Liam Howlett do Prodigy remixou uma música do Jamiroquai a pedido de Jay Kay, pra virar lado B do single. No final não puderam lançar a música, por causa de rolo das gravadoras, que são as donas legais da música. Uma tristeza!

Imagina só, se o Paul McCartney quiser regravar alguma música dos Beatles, ele precisa pagar o Michael Jackson!

Foi por causa dessas coisas (dentre outras) que o Hole e o Smashing Pumpkins acabaram no ano 2000. Smashing Pumpkins até lançou um disco inteiro, inédito e gratuito, na internet em 2001. A diferença é que foi sob o nome The Machines of God, e não The Smashing Pumpkins. Mesmo assim eles foram processados, mas venceram.