Ah sim, os gibizins que eu comprei no fim de semana. (é ofensivo chamar Graphic Novel de "gibizin"?)
Ah, só um detalhe, tem uma palavra que eu me atentei agora resenhando Emma Frost, que talvez vocês não saibam, eu não sei como escrever isso em português, mas "cliffhanger" é a expressão que se usa pra dizer que a história acaba com um gancho pro próximo número, mas não um simples gancho, mas sim algo no sentido "a nave espacial explodiu com todo mundo dentro", sabe? Coisa tipica de gibi em que a ultima pagina mostra ou "situação impossivel e como nossos heróis sairão dessa" ou "I´ll kick your asses... in the next edition"
Aquablue #3
Primeiro vale notar que o preço aumentou sensivelmente (R$ 0,60 se não me engano), mas que a qualidade do papel melhorou MUITO, então valeu o aumento, agora, no que diz a história, eu gostei mais da segunda edição, aqui uma nave espacial super-poderosa aparece do nada e isso cria um potencial dramático bem forte, que é eliminado um tanto quanto rápido na minha opinião, mas fica um aviso de não fazer que nem o bobo do Rodrigo e dar uma olhadinha na última página antes de chegar nela de fato, pois o cliffhanger aqui é de fazer separar as moedinhas pro próximo número.
Arthur #2
Assim como Aquablue, Arthur aumentou de preço e de qualidade.
Quando Tolkien criou Sr. Dos Anéis, ele era mais mitólogo do que romancista e ele fez senhor dos anéis mitológicamente quadradinho baseado, principalmente, nas fábulas do Rei Arthur. Vale lembrar que as histórias originais não estão escritas em nenhum lugar e que mesmo antes da idade média acabar já existiam várias versões, pois elas eram passadas adiante por bardos e estes modificavam a história a seu bel prazer, vale lembrar também que as diferenças mais essenciais estão no fato de que (como o subtitulo muito bem lembra) a história do Rei Arthur é uma epopéia celta e que algumas coisas comuns a nós foram "cristianizadas" (como um caldeirão mágico virar o santo graal). Dito isso tudo, o roteiro aqui é muito bem construido (embora algumas vezes tenha narração de mais em cenas que poderiam ser bem explicadas com imagens) e a lenda é contada de forma muito rápida, exatamente como essas lendas eram contadas antes. Questõe do tipo "Como Arthur se torna chefe de guerra tão rápido?" são irrelevantes, porque aqui nós temos a jornada do herói de campbell em sua forma mais pura e, conhecendo Campbell, é um prazer muito imenso ver Arthur ir do guerreiro ao rei, porque não se enganem e isso pode até surpreender quem está acostumado a imagem do sábio e benevolente Arthur (eu sei que eu me surpreendi), mas o Arthur aqui é um animal raivoso que quer beber sangue saxão no café da manhã. O homem não está interessado em paz para o reino da Bretanha, ele está interessada em guerra e ele é violento e mau. Claro, ele vai se tornar um rei sábio no futuro, mas no momento, é bom ver que a história não censura o quão violento um chefe de guerra realmente é. Uma ótima leitura, ótima mesmo.
Homem-Aranha #44
Marvel Knights: Spiderman # - Eu to gostando demais dessa história, os desenhos do Terry Dodson melhoraram em relação aos meses passados e a história parece uma boa volta ao homem-aranha da década de 80, não sei explicar bem como, mas eu leio essa história da mesma forma que lia homem-aranha quando criança, é uma boa história, divertida, engraçada e não deixa de ser boa por momentos absurdos. Digo, o leilão é o tipo de coisa que os freaks por realismo (sim, existem freaks por realismo que lêem homem-aranha) vão criticar por n motivos, mas no final, é uma passagem divertida de se ler. A única coisa que meu disparou meu sentido de nerd foi a Rachel Summers usando poderes telepáticos como fosse uma vidente cigana, não que, dentro do universo do gibi, não faça lógica, eu só acho que ficou esquisito.
Pulse #1 e #2 - Eu não sei o que diabos o Quesada tem na cabeça pra escolher o Mark Bagley pra esse gibi, o homem faz um trabalho médio em Ultimate Spiderman e aqui ele tá pior ainda, a questão é que ele faz cenas de ação razoaveis, só que esse é um gibi sobre o Clarim Diario, o forte deles são os dialogos (aliás, o roteirista é o Bendis, então terão vários dialogos), as situações e enfim, várias coisas que fazem um bom gibi de detetive (pois, apesar de ter virado reporter, tenho certeza que Jessica Jones vai estar atuando como detetive aqui), a questão é que fica MUITO dificil acompanhar um gibi de detetive quando todos os personagens são iguais! Simplesmente não dá. Bagley foi a pior escolha pra esse gibi, Bendis ta afiado como sempre, mas o Bagley é tão ruim que não dá nem pra ler a história direito.
The Amazing Spider-Man #512 - Eu já sabia o que ia acontecer nessa história meses antes dela sair aqui no Brasil, foi o maior bafafá nos EUA e eu estava esperando algo de bem horrível, mas deixa eu te falar, se tem uma pessoa no mundo capaz de fazer uma história absurda dessa funcionar é o Straczynski e com os ótimos desenhos do Deodato, pode ter certeza que essa é uma BOA história. Boa de verdade, o legal dessa história é que ela se baseia, basicamente, em Peter Parker e Mary Jane em um quarto conversando sobre o tal "Pecado Pretérito" de Gwen Stacy. E é ótimo. O Dedodato é o mestre, você vê no rosto de Peter o quanto ele está chocado, o quanto ele está nervoso, a Mary Jane está linda, Gwen Stacy está linda, céus, até Norman Osborn está lindo e a história também é maravilhosamente bem construida, mesmo que absurda, mesmo que ridicula, muito bem construida, muito bem CONTADA! E afinal, a moral toda do homem-aranha não é ele ser o mais humano dos heróis? Ora, finalmente as namoradas dele se tornaram humanas! Gwen Stacy é mais que a santa boazinha, Mary Jane é mais que a esposinha gostosa que diz só sabe dizer "sim, maridinho". Ah não, nós temos aqui uma Gwen Stacy adolescente e confusa, hipnotizada por um homem maduro e poderoso, nós temos uma Mary Jane com vida própria que toma uma decisão questionavel, porém completamente racional e independente e principalmente, um Peter Parker descobrindo que o mundo não gira ao redor dele. Uma ótima história.
Marvel Millenium: Homem-Aranha #42
Ultimate Spiderman #61 e #62 - Nessa história sim o Bagley chega perto de funcionar. No mais, eu nem vou comentar muito ela, porque ela é bem mediocre, nada de ruim, nada de bom. Foi bem divertido ver a versão Ultimate do justiceiro, só digo isso. E quanto ao final, vou ter que esperar a edição seguinte pra saber, por enquanto não passa de um cliffhanger.
Ultimate X-Men #48 - A busca por Sinistro vai bem, obrigado. (aka - todo arco gigante do Bendis tem por obrigação uma parte dispensavel e é essa daqui)
Ultimate Fantastic Four #8 - Essa é uma das revistas "ultimate" que melhor capturaram o feeling da original, Reed Richards é um gênio timido e bonzinho, Johnny Storm é um adolescente idiota que derepente ganhou um poder muito bom e o Coisa está puto com a situação toda, mas não ao ponto de enlouquecer, bom, quase, destaque pro pedregulho encarando um soldado dizendo "Escutaqui, reco. Eu nocauteei um monstro do mar gigante. Tem a MANHA?". Só a Sue que ainda nessas 8 edições não tem recebido muito destaque, mas isso também costumava acontecer no quarteto original, é uma ótima revista, só tenho a esperar mesmo que a Sue ganhe mais destaque e claro, dá pra perdoar que praticamente nada acontece porque essa é a parte um de quatro, obviamente a segunda parte vai começar "na hora do pau", mas espero também que a história avance.
Universo Marvel #1
Fantastic Four #509 - Incrivel, o Mark Waid dá um passo maior que a perna TODAS as edições do Quarteto Fantástico. Puta que pariu, eu comecei a comprar gibi do Quarteto Fantástico por causa DELE, por causa das histórias infantis, bonitinhas e divertidissimas dele. Agora ele ta nessa de "grande evento" e putaquepariu, porque? Porque? Eu gostava das histórias divertidas e despretensiosas, me diz, porque diabos ele tem que, toda edição, nos fazer engolir uma "super-mega-omfg" trama que simplesmente não dá certo? É... deprimente...
The Incredible Hulk #66 - Ótimos desenhos, roteiro mediocre com alguns bons momentos. A cena final definitivamente é legal, a história toda da Betty Banner é meio dificil de engolir, mas dá pra aceitar porque gibis de super-heróis não são gibis de super-heróis por prezar o realismo, embora sua luta com Dr. Samson seja completamente boba e desnecessária. Essa história é mais um epílogo depois da "super-mega-fucking-saga" do Bruce Jones do que uma história em si. Pra esse propósito, funciona até que bem.
Thanos #1 - O Jim Starlin deveria vender argumentos e deixar outra pessoa fazer os roteiros. Ele tem ótimas idéias, mas não sabe por elas no papel. Mas ele deveria continuar desenhando, pois embora todos os personagens humanos dele sejam iguais, ele faz um alienigena como ninguém e uma vez que toda a história de Thanos se passa no espaço, ele é definitivamente o homem pro trabalho.
Avengers/thunderbolts #1 - Roteiro - Kurt Busiek & Fabian Nicienza - uhhh, medo... enfim, é o que dá pra esperar desses dois. Anos 90 no seu pior momento.
Wolverine #8
Wolverine #11 - Greg Rucka é um dos melhores escritores do Wolverine que eu já vi enquanto Leandro Fernandez é também um dos melhores desenhistas que já assumiram o titulo solo do carcaju, mesmo assim, essa história especifica é média, mas também pelo mesmo motivo do Hulk, ela age como um epilogo, mas é um epilogo de um ótimo arco, então se você vêm acompanhando Wolverine, é provavel que vá gostar da história, não que você vá chorar nem nada, mas garante um belo sorrisinho bobo no rosto.
Weapon X #21 - Eu não entendi essa história, então ou o Frank Tieri não sabe escrever ou eu que não sei ler.
Emma Frost #10 - Velho! Eu amo essa revista! Absolutamente amo! A familia da Emma é muito filha da puta e a própria Emma, como todos sabemos, não é nenhum docinho de coco. Ótima história, embora a edição passada tenha sido melhor e se o cliffhanger fazer valer, a edição seguinte vai ser muito boa também. Na verdade tudo sobre esse gibi me faz querer ler mais, porque mesmo que a Emma saia dessa fria (haha, entenderam, hã hã), ainda há de se questionar o que ela vai fazer, porque ela vai continuar bem mais perdida do que quando o arco começou.
Mystique #18 - Eeeeeessa sim é a mistica. Go girl! Go girl! Ahã ahã!
Demolidor #18
Daredevil #60 - Essa revista é perfeita! A pancadaria do começo é de alta classe. o Demolidor ta fodidão, nem dá pra falar tanto dessa história, ela ta simplesmente foda. De resto eu só espero MESMO que a Milla não suma, porque eu adoro ela.
Elektra: The Hand #5 - Isso, senhoras e senhores, é a Marvel tentando descolar uma graninha dos otakus. Eu nem leio.
Punisher Max #5 - Garth Ennis é o homem perfeito pra escrever o Justiceiro, tomara que ele escreve Justiceiro a vida inteira e os desenhos estranhissimos do Lewis Larosa só melhoram a situação. A ação é crua, os personagens são doentes, o sangue se espalha e Frank Castle se mantém parado no meio de todo mundo com cara de mau fazendo "grrrrr". É o melhor. Absolutamente o melhor.
Marvel Max #23
Supreme Power #13 - Demais! Simplesmente demais! Os personagens e suas questões éticas confusas continuam confusos, as coisas continuam acontecendo de forma um tanto estranha, como deve ser numa história dessa, é muito boa a sensação de "perdido" que Hipérion tem, sua necessidade incessante de se mostrar no controle da situação sem saber exatamente o que está havendo, o serial killer super-poderoso age como um serial killer super poderoso agiria "ele não quer chamar atenção, mas parece não se preocupar muito em ser encontrado", o Gavião Noturno toma uma bem merecida surra enquanto o Borrão de Atlanta não consegue deixar de agir como uma celebridade B. É uma série incrivel.
Doctor Spectrum #5 - Hum, bobin...
Black Widow #5 - Hum... the plot thickens... ótima história. Resta saber como vai terminar, porque está muito boa.
Vingadores #18
Avengers #77 - Ok, os desenhos desse Olivier Copiel são MTO feios e o Chuck Austen é o escritor que eu mais odeio na atualidade, mãs, essa história ta legal. É meio que "de volta a era de prata" onde super-heróis e supervilões saem na porrada sem motivo aparente. Muito divertido.
The Mighty Thior #70 e #71 - Ó, nem li, essa parada de "Asgard está na terra" já cansou faz uns 5 meses. Começou muito bom, mas na boa, CANSOU.
Captain America #20 - A história é muito boa, só que eu não cheguei perto de entender o final, foi tipo "olha, pá, bum, aqui, cablum, ah, ainda bem que tudo acabou bem". Odeio isso. Esse arco inteiro é ótimo, adoro o capitão america e adoro ver ele nesse tipo de situação que mostra que sua coragem e força de vontade são mais valiosas que seu escudo, só que esse tipo de final não dá. Odeio quando as coisas se resolvem misteriosamente.
O Dobro De Cinco
Lourenço Mutarelli é o cara. Talvez o nome mais importante dos quadrinhos nacionais atualmente. Seu universo é sujo, claustrofóbico, estranho, sem esperança, tudo aquilo que o cinema nacional tenta passar, mas não consegue, Lourenço o faz com um personagem baixinho, gordinho e bobão. Desenhos alternativos, mas que, diferente de mtos fanzines que vemos por aí, não dificultam em nada a compreensão da história, a história também é trágica sem ser clichê, aliás, os clichês são quebrados sem clichês. (porque sim, o que tem de gente que se acha O revoltado por quebrar um clichê usando outro...). O circo é um dos ambientes mais desesperadores que eu já vi em um gibi e a influência de Enigmo sobre aqueles personagens é triste de verdade e não há como aquele ambiente doentio não te afetar de alguma forma, não há como não se imaginar dentro daquele ambiente e rapidamente querer apagar isso da sua cabeça antes que aquela dor e falta de esperança de consuma a ponto de não ter mais volta. A única critica que eu tenho é que ela acaba rápido demais, mas isso talvez seja a vergonha na cara me mandando ir comprar mais livros do Mutarelli e eu vou, ah, se vou.
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