quinta-feira, fevereiro 09, 2006

- Tenho que reorganizar meu tempo.
Menos debates no orkut (mesmo porque, ultimamente tenho levado só surras), mais leitura, por algum motivo eu parei de frequentar os blogs/sites de especialistas em assuntos para passar a frequentar mais o orkut. Just plain dumb, diga-se de passagem, uma vez que eu tenho ficado frequentemente sem base teórica pra responder as coisas, o que não acontecia na época que eu lia todos os sites direitinho.
Agora, além os sites tradicionais de política, eu tenho que ler os livros da faculdade. Então, definitivamente, eu tenho que me ausentar do orkut.

- No blog do Scott Adams (criador do Dilbert) ele fala que ele é um "cinico otimista", no fim ele diz algo do tipo "Eu escolho ser um otimista", esse tipo de coisa sempre me irritou, porque eu penso, "eu também escolho ser um otimista, mas a realidade escolhe ser péssima".

- São 13:00 e eu não almocei. Lá vou eu rezar pra que o restaurante esteja aberto.

- Eu decidi que comprarei o gibi do Batman e do Homem-Aranha, se eu tiver tempo/saco mais tarde, vou procurar sites onde eu consiga fazer downloads de arcos completos dos outros gibis (tipo, "primeira temporada dos X-Men de Josh Wesdon")

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Vergonha

Enquanto eu fazia Radio e TV, eu percebi que todo dia, praticamente sem excessão, eu fazia alguma merda, essa merda levava eu a me envergonhar e a vergonha levava a desejos suicidas.
Bem, ontem eu tive duas meias-vergonhas, que totalizam uma vergonha.
Uma meia-vergonha é quando você faz algo vergonhoso que só você percebe, a questão é que o mero pensamento de que você é um ser humano burro não é o suficiente pra despertar um desejo suicida, entretanto, dois pensamentos de que você é burro são.
A primeira meia-vergonha de ontem foi quando um sujeito, do completo nada, gritou pra mim "BICHO!!" e eu o ignorei, mas eu senti vergonha pelo fato de que talvez estivesse demonstrando em publico uma pose de novato imbecil.
A segunda meia-vergonha de ontem foi quando eu sinceramente cai no trote da Trinity e sinceramente pensei que o sujeito arrogante que tinha uns 20 anos de idade era o professor.
Enfim, foi um trote bem feito e talvez pudesse ser considerado 1/4 de vergonha, mas como eu paro de contar a partir do momento que se torna uma vergonha inteira, talvez meu erro de calculo tenha me levado a desconsiderar o 25% de vergonha restantes. Eu provavelmente olhei pros peitos de uma mina e ela percebeu. Isso vale uns 25%.
A vergonha de hoje foi arrasadora. Valeu uma vergonha inteira na cara.
Eu entrei na biblioteca e vi uma fila. Por um motivo burro eu fiquei na fila, que era a fila de guarda-volumes, só que eu não tinha nenhum volume, chegando lá a moça perguntou "você tem alguma bolsa?" e eu respondi "sim, de 50%" e ela não chegou a dar um tapa na própria testa, mas simbolicamente aconteceu. Umas pessoas ao redor deram risada, eu daria também, eu apontaria o dedo, riria alto e diria "Minha nossa! Você burro mesmo hein?" ou algo do tipo.
Daí eu passei a querer me envergonhar no blog também e realizar o método dedutivo-indutivo aristotélico para chegar a alguma conclusão.
A - Todo dia eu vou para a faculdade.
B - Todo dia na faculdade eu me envergonho.
C - Todo dia que eu me envergonho eu tenho desejos suicidas
Portanto todo dia eu tenho desejos suicidas, o que me levará ao suicidio eventualmente. (esta ultima conclusão feita sem base teórica, é apenas uma indução pura)
Claro, essa afirmação é falsa, pois eu não vou a faculdade de fim de semana, o que me fez pensar que o sábado se tornou extremamente importante, pois é imperativo que eu não me envergonhe no sábado, claro que caso eu me envergonhe no sábado, ainda restaria o domingo como falha de segurança, mas isso seria muito arriscado, pois se eu me envergonhar no sábado E no domingo, eu me suicidarei.
Sendo assim, acredito que o melhor motivo para ir a faculdade é valorizar o final de semana.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Primeiro dia da faculdade.

1 - 1 hora e meia pra ir e outra hora e meia pra voltar, chego em casa meia noite e pouco.
2 - Acho que vou ter que maneirar nos gibis pra ter dinheiros pros livros. Na verdade, estou pensando em manter só o Homem Aranha.
3 - Preciso achar sebos.
4 - Não levei caderno e nem caneta, pois pensei que não ia rolar nada, mas rolou, tenho 4 livros pra ler. Se bem que estou pensando em dispensar um chamado "Iniciação a historia da filosofia" por parecer o tipo de coisa que a professora vai acabar falando na aula mais cedo ou mais tarde, o engraçado é que a aula de História da Filosofia vai usar como base "Meditações Filosóficas" do Reneé Descartes, o que é uma surpresa, uma boa diga-se de passagem, pois eu jurava que íamos começar com algum grego e, por algum motivo que eu mesmo não sei, não gosto de gregos.
5 - No segundo semestre terei aulas sobre o paradigma de Kuhn, o que me deu um estimulo para continuar pro segundo semestre.
6 - Preciso comprar um caderno, diga-se de passagem.
7 - Tomara que a faculdade seja boa, porque depois que ela acabar eu vou ser desempregado, triste e solitário.
8 - Será que tem algum problema em citar em alguma aula "Mas de acordo com o filósofo norte-americano Roderick T. Long", sendo que Roderick T. Long é só um cara que tem um blog que acho bem bacana? Ele escreveu uma vez algo do tipo:
A - Se alguém deve governar, devem ser os filósofos.
B - Os filósofos não devem governar
C - O filósofo que recusar A é muito tímido enquanto o que recusar B é muito ousado, portanto, ninguém deve governar.
9 - Tenho trabalho pra fazer.
10 - Tenho louça pra lavar.
11 - Tenho histórias pra escrever.
12 - Tenho que dar um jeito de fabricar/vender algumas camisetas, no minimo traduzir algumas do Bureaucrash.com:
A - (Foto do Che Guevara com um circulo vermelho cortado, tipo aquele sinal de "proibido" e tal) Verdadeiros Rebeldes Não Apoiam Ditadores.
B - (Frente) Socialistas são: (Trás) Ditadores Escravocratas Reacionarios Militares Moralistas Alienados.
C - (Karl Marx em cima de uma pilha de ossos) "Oops, foi só uma teoria..."
D - (Che Guevara) Burguês Fascista
E - (Getulio Vargas) Fascistas Apóiam Leis Trabalhistas.
F - (Getulio Vargas) Fascistas São Contra Privatizações.
13 - Será que existe um mercado de digitação de trabalhos na faculdade? Quanto eu cobraria? Alguém aí faz isso?

domingo, fevereiro 05, 2006

Ainda acho que o sistema judiciario mais eficiente do mundo é a cupula do trovão.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Jogos em 2D!

É um padrão.
Toda vez que eu sinto um vazio emocional vou atrás de um Final Fantasy.
Problema é:
Minha vida teve vazios emocionais o bastante pra terminar Final Fantasy do VI ao X umas 5 vezes cada. Chrono Trigger (por algum motivo que eu não sei explicar, ainda meu RPG favorito) mais pra 10.
Procurando jogos na internet, eu percebi que os RPGs de computador não são aquilo que eu procuro. Eu gosto de um jogo estilo Final Fantasy. É o estilo perfeito de jogo.
Não há pressa, não há stress, o jogo é bem linear e mesmo assim é possível explorar locais opcionais sem problema. É completamente focado na história, nos personagens, sendo que às vezes as batalhas se tornam uma burocracia que só servem para que, quando o próximo pedaço de história chegue, você sinta que mereceu aquilo e aproveite mais.
Mas por algum motivo, os RPGs de computador não seguem essa regra. O único bom RPG de computador que eu joguei foi Knights Of The Old Republic, mas ainda assim faltava as caracteristicas batalhas aleatórias, onde do nada seu personagem sai da tela principal e entra numa tela onde você escolhe que ataques ou magias utilizar.
E por incrivel que pareça, esse método aparentemente tedioso dá ares épicos absurdos às batalhas com chefes, onde cada decisão tem que ser calculada e toda vez que o chefe ataca e há aquela ótima noção de que aquele ser que você enfrenta tem poderes além da sua imaginação, mas, como uma boa história, você acaba, eventualmente, depois de muito sofrimento, vencendo.

Enfim, eu procurei algo no estilo Final Fantasy e foi quando eu me deparei com emuladores pra GameBoy Advance.
Pensem no GameBoy Advance como um Super Nintendo, não sei se a capacidade é maior ou menor, mas enfim, o GameBoy Advance prova que, se houver estimulo, até aqueles "ultrapassados" jogos 2D ganham vida novamente e que um poço de criatividade nunca de fato seca.
Para os que gostavam de Sonic do Mega Drive, Sonic Advance mostra como ainda é possível fazer divertidissimos jogos onde tudo que você precisa fazer é correr pra frente, pular e enfrentar chefes.
Para os que gostam de RPG (como eu), o GameBoy Advance traz jogos ótimos como Riviera (o qual eu estou jogado atualmente), toda a linha Pokémon (Pokémon é Final Fantasy para crianças, o sucesso dos jogos do Pokémon não são coincidência, pois são Final Fantasy sem questões existenciais com bichinhos fofinhos), Final Fantasy II, III e IV que foram relançados (Por algum motivo eu nunca gostei do V e o IV nunca me chamou atenção, talvez no futuro eu tente jogar o IV), a série MegaMan Battle Network (que eu particularmente não gostei) e os dois Golden Sun que eu não joguei parecem ótimos.
Enfim, a era Game Boy Advance está acabando e o 2D vai continuar no Sony PSP e no Nintendo DS, ambos os quais têm emuladores rudimentares e cheios de falhas e Roms dificilimos de achar.
Mas esperemos um ano e garanto que Emuladores "jogaveis" aparecerão na internet e graças a esses videogame portateis, o 2D continuará vivendo.

(não que eu tenha aversão a tecnologia, ao contrário, sou apaixonado por jogos de tiro bem modernos, cheios de explosões e gráficos ultra-realistas, mas nada conta melhor uma épico do que um Final Fantasy)

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Corrente de orações.

Peço agora a meus amigos que rezem por mim.
Rezem para qualquer Deus que vocês acreditem, se for para o mesmo Deus que eu, garanto que estarão rezando para o verdeiro Deus vivo: David Bowie.
Porque estou em um momento um tanto dificil da minha vida.
Penso em largar a política. Pelo menos por um tempo.
Aqui vão os motivos.

1 - Está consumindo minha vida e, bem, eu tenho trabalho pra fazer.

2 - Não acho que ficar brigando com marxistas no orkut é lá um bom meio de esfomear o Leviathan.

3 - Está me estressando. E stress é mau mau mau.

Enfim, rezem por mim.

David Bowie que estás provavelmente trepando com uma super-modelo.
Santificado seja vossa maquiagem de Ziggy Stardust.

Esquece, eu não tenho saco nem de parodiar a bíblia.
E eu vou te dizer, quando fazer piadas sobre jesus perde a graça, é porque algo está errado!
Sem contar que, assim como o próprio, eu estou pregadão.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Considerações rápidas

Fascistas nem sempre são conservadores.
Socialistas são reacionarios.
Fascismo parte do pressuposto que todo mundo é fraco.
Socialismo parte do pressuposto que todo mundo é burro.
Militantes de partido são alienados.
O PSDB é Status Quo. Significa que tudo que o PSDB fizer, pois mais liberal que pareça, só serve na verdade pra agradar algum amigo do partido.
As atitudes do PFL também só servem para agradar os amigos do partido, mas eles são fascistas, isso é esperado.
As atitudes do PT também só servem para agradar amigos do partido, mas eles são socialistas, isso é esperado.
A elite econômica é contra o liberalismo. Livre mercado assusta os subsidiados monopolistas.
A elite politica então nem se fala. Livre mercado é uma ferramenta contra o poder.
Proudhon dizia, e com razão, que o poder capaz de se contrapor ao Estado é a propriedade.
Proudhon foi um liberal enrustido.
Existe uma lógica inversa a realidade de que o governo representa o povo enquanto o mercado representa as elites.
Não por coincidência, as elites ganham poder na mesma proporção que o governo se fortalece e o governo se fortalece na mesma proporção em que o mercado é suprimido.
Liberais que passam um tempo enorme reclamando do bolsa-familia e s
Estranhamente quem se opõe a lógica de que um grupo de iluminados tenha o direito de andar de ônibus as custas da população é "egoísta" enquanto quem é a favor de utilizar um serviço produzido por alguém sem recompensar esse alguém pelo seu trabalho é "solidário".
O lucro é um ato de generosidade com a sociedade para com o trabalhador. Considerdando quão fácil é para um grupo de pessoas escravizar outro grupo de pessoas (como geralmente acontece em sistemas sem mercado), a noção de que uma pessoa tem o direito de trabalhar primeiro em beneficio próprio e depois em beneficio dos outros é provavelmente um dos atos de evolução moral mais importantes da humanidade. Permitir o egoísmo é um ato de solidariedade. Ser solidario só é uma virtude quando não é obrigatório.
Fazer caridade é tratar com inferioridade aquele que está "carente". Ela é necessária onde o mercado é controlado por forças que, de fato, inferiorizam muitas pessoas.
Distribuição de renda só não prejudica quando é voluntária.
Sindicatos servem para proteger os empregados dos desempregados.
Partindo do pressuposto que existem burgueses e partindo do pressuposto que eles são unidos contra o povo, por mais que eu consiga pensar, eu não consigo imaginar tão eficiente objeto de controle, tanto fisico quanto psicológico, que a carteira de trabalho. Que idéia cruel, genial e aterradora a de permitir que trabalhadores só sejam protegidos pela lei caso estes aceitem as regras do Estado.
Riqueza se cria, novas tecnologias são testadas nos ricos e, se aprovadas, é natural que seus custos caiam.
As casas das pessoas da favela aqui atrás da minha casa são feitas de um monte de madeira pregada junta de forma aleatória, mas eles têm DVDs.
Uma dessas casas de madeira aleatórias é uma igreja, em dia de culto (ou missa ou sei lá), os carros que estacionam na frente de tal igreja são do tipo que você olha e pensa "ok, aí está algo que jamais terei condições de comprar"
A noção de que guerras são criadas com o objetivo de criar mercado consumidor não é absurda. A noção de que essa é uma boa maneira de criar mercado consumidor é absurda. A noção de que o capitalismo é dependente dessas práticas é absurda.
Movimentos anti-globalização cometem uma falha bem básica:
1 - Eles dizem que o mundo inteiro não suporte um "american way of life", o qual eu concordo.
2 - Eles criticam o fato que o salário de um norte-americano é diminuido porque seu emprego acabou de ir pra China.
3 - Portanto a contradição se torna óbvia, se o mundo inteiro não consegue ter um salário norte-americano, não é mais justo que um norte-americano passe a receber 10 vezes menos para que 10 chineses ganhem um emprego?
ONGs de meio-ambiente não seria um mercado de ecologia? "Me dê dinheiro e eu preservo o planeta" é uma atitude bem capitalista.
O erro da direita é achar que o modo de pensar ocidental pode ser transplantado pra qualquer lugar do mundo.
O erro da esquerda é achar que o padrão de vida ocidental pode ser transplantado pra qualquer lugar do mundo.
Socialistas adoram falar o quanto seria uma maravilha se esses porcos capitalistas fossem a falência, aí quando você fala em abrir o mercado eles respondem "mas aí os empresários vão a falência!!"
Libertários são anarquistas que aprenderam economia.
Libertários são conservadores que aprenderam que proibir não adianta.
A Veja têm tido o costume de ler o que rola na comunidade de Liberalismo do orkut e então fazer noticias baseadas nisso. Aí quando você diz algo pra uma pessoa, ela responde, "leu na Veja, né? Seu alienado."
Eu só passei a odiar corporações depois que comecei a amar o livre mercado.
Pirataria: Termo criado por empresários que não querem perder monopólio de suas tranqueiras caras demais.
Contrabando: Termo criado por burocratas que não querem que acham uma injustiça que alguém tenha lucro sem que eles roubem uma parte.
Tráfico: Termo criado por criminosos que não querem ficar desempregados.
Egoísmo tem seu valor, mas Ayn Rand meio superestima esse valor um bocado.
Egoísmo é necessário para viver em liberdade, isso não significa que você só deva agir por lucro.
Educação, saúde e segurança são coisas importantes demais para confiar ao governo.

sábado, janeiro 21, 2006

*As Incriveis Aventuras de Rebs no Japão*

Rebs trabalha nos hiper-modernos laboratórios japoneses enquanto duas pobres almas nipônicas observam impotentes:

*Traduzido do Japonês*

"Ei, Bob (tradução de Agashi), olhe para ela."
"Que que tem, Billy (tradução de Hikoto), ela é inglesa, normal."
"Não é não! Ela é brasileira!"
"OMFG! O que?!"
"Isso mesmo!"
"Mas o que ela está fazendo no laboratório? Já sei! Nosso time de futebol precisava de reforço!"
"Não! Ela está de fato trabalhando!"
"O QUE?!"
"Isso mesmo, e as pesquisas dela são de chutar o traseiro!"
"Mas Billy! Onde ela adquiriu tão impressionantes conhecimentos de biologia na terra do Zack (tradução de Zico)?"
"As lendas dizem que ela lutava contra macacos gigantes, retirava seu coração, coletava dados, os transmitia para sua cabana usando código morse ao bater cocos contra uma arvore e então colocava de volta o coração no macaco gigante antes que este morresse e costurava o ferimento usando ferrões de abelha e cipós."
"Mas Bob! Isso é impressionante! Entretanto me pergunto se tais conhecimentos serão úteis em nossos corpos formados por 95% de plástico e 5% de aço orgânico"
"Acredito que sim Billy, dizem que foi ela que, a partir de células treinadas com microscópicos chicotes desenvolvidos com ervas de cannabis, desenvolveu nanomáquinas que transformaram Agatha (tradução de Ronaldo) no maior jogador de futebol do mundo."
"Você sabe o que temos que fazer então, certo Bob?"
"Sim, Billy, prepare as katanas e eu vou preparando o ritual. Vamos nos suicidar para não evitar sermos humilhados por ela."
"Bem, desejamos a você uma boa carreira Super-Fucking-Cientista (tradução de Rebs)"

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Democracia é um troço que não funciona.

Eleição é foda.
Óbviamente não existe nenhum candidato diminuir o poder governamental, então você começa a fazer concessões sobre qual é "mais liberal" ou, na impossibilidade disso, simplesmente "menos autoritário"?
É claro que todo candidato têm inumeros defeitos, mas é frustrante estudar política por tanto tempo só pra descobrir que democracia não funciona, então porra, em alguém eu tenho que votar. Ou não, né.
Definitivamente, democracia é um troço que não funciona.
É o seguinte:
Ninguém tem uma formula de ouro sobre como admnistrar os recursos públicos.
É por isso que existe mercado.
Porque as pessoas, se alguma coisa, sabem como admnistrar os seus próprios recursos de acordo com a sua própria necessidade, se socialismo não funciona em larga escala pela incapacidade que burocratas têm em admnistrar todos os recursos de uma área de forma, não só eficiente, mas também desejável, me resta perguntar:
Porque as pessoas acham que é possível admnistrar um mini-socialismo (ou social-democracia), fala pra alguém que o governo está pensando em apropriar todas as fazendas para, ele próprio produzir e distribuir a comida e você verá as pessoas entrando em pânico porque isso é certeza de que a corrupção/burocacria vai matar metade da população de fome. Então porque, oh porque, céus, as pessoas acham que o governo consegue administrar saúde? Educação? Petróleo? "Cultura"? Não sabe. Ninguém sabe. Mas isso não impede o governo de roubar nosso dinheiro e usar para pagar deputados em interminaveis seções sobre como gastar esse dinheiro.
Vai por mim, mesmo que todo mundo fosse honesto, essas reuniões durariam pra sempre, falar "tem que gastar em saúde" é fácil, mas quais remédios comprar? De que fornecedor? Qual Estado precisa mais urgentemente? Qual cidade? Qual pessoa? E, como se não fosse suficientemente absruda a noção de que pessoas que gastam milhares de reais em um terno saibam como eficientemente gastar dinheiro, ninguém jamais parou pra se questionar "e se essas pessoas, tipo, forem pessoas e quiserem usar isso para fins próprios?"
E mais, o pior é como se escolhe essa gente que decide onde o dinheiro vai ser gasto e eu nem estou falando das eleições em si.
Primeiro, nós não decidimos nada, nós votamos em alguém pra decidir por nós, mas essa pessoa não vai decidir todos os problemas do País sozinha, ela escolherá ministros e a bosta toda é essa:
Sinceramente, eu não to nem aí se o lula é bêbado, corrupto, foda-se, ele é só uma marionete burra que serve pra divertir as marionetes burras dos outros países. A única atitude importante dele é decidir os ministros, porque são os ministros que, de fato, administram o dinheiro público.
Agora no final do ano, quando sobrou uma grana em caixa, o Lula falou "eu vou pagar o FMI"? Não! Ele falou "Palocci, decide aí no que gastar." e eis que o verdadeiro presidente disse "Eu vou pagar o FMI!"
Eu avalio o governo lula não pelo PT ou pelo mensalão, mas pela atuação do Palocci, que foi tipo, "mé". Ele aumentou os juros absurdamente que é pros banqueiros adiarem a completa falência do Brasil.
Entendam, o Brasil não tem dinheiro. Nisso há duas saídas. (e o ideal a curto prazo seria misturar as duas)
1 - Ele corta gastos
2 - Ele pega dinheiro
2a - Ele aumenta os impostos
2b - Ele aumenta os juros
2c - Ele pede emprestado

1 - "Acho que o Brasil tem que cortar gastos" = "OMFG!!!111!!!!1! OS NEOLIBERAIS QUEREM DESTRUIR A ALMA DESSA BELA NAÇÃO! FORA ALCA! GAAAARH!!!!"

2a - A carga tributaria é algo entre 30 e 40% do PIB, se ele aumentar ainda mais o imposto, como quer os socialistas, metade do país fica sem dinheiro pra comprar comida e afinal, temos que ser realistas, é bem mais fácil fazer uma revolução com a população de barriga vazia. Fica mais fácil culpar o capitalismo pela miséria quando o governo rouba metade do seu dinheiro e entrega pra Globo.

2b - Juros de dívida pública é algo assim: O governo não tem grana, ele precisa pedir emprestado pros banqueiros, banqueiros óbviamente querem lucrar nisso, então o Palocci decide um juros, que é algo do tipo "você me dá dinheiro agora e eu pago esse dinheiro e mais os juros". Isso até funciona se o governo cortar gastos e, de fato, tiver "esse dinheiro e mais juros" para pagar aos banqueiros mais tarde. Como toda vez que você fala em parar de dar dinheiro pro Walter Salles os comunistas falam que "os neoliberais querem estuprar nossas esposas", então o Walter Salles continua rico, os banrqueiros ficam ainda mais ricos e nós ficamos pobres.

2c - Pedir emprestado pro FMI e pra outros países pega mal na mídia e afinal, tem que ser mesmo, porque esse tipo de coisa só pode acontecer em caso de emergência, o problema que o Brasil não "passa por uma crise", o Brasil É uma crise. O sistema está todo errado, o governo todo desregulado, o dinheiro some antes de chegar em qualquer lugar. Ou seja, em teoria um empréstimo até funciona, mas claro, essa teoria tem que partir do pressuposto que os burocratas não são seres humanos.

continuando:
O Palocci fez o que?
Ele aumentou os juros, conseguiu assim grana pra pagar o FMI e manter funcionando aqueles programinhas sociais todos, mas não é como se essa exata mesma politica vai acabar num futuro feliz, porque digo, dinheiro não cresce em árvore, alguém está ficando pobre pra patrocinar esse governo e achar que são os "burgueses" que vão pagar essa conta toda é, no minimo, idiota.
Enfim, todo mundo é burro, incluindo eu, essa análise deve ter vários erros e furos e whatever.
Importa? Claro que não, afinal esse é meu blog.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Comentário rápido e preguiçoso em ordem de importância.

Causas da miséria e da desigualdade social

1 - Corporativismo
2 - Burocracia
3 - Assistencialismo
4 - Mercado


Ok.

1 - Corporativismo é "Assistencialismo para os ricos".
Ele vêm em várias formas, as famosas siglas do Brasil são SUDAM, SUDENE, BNDES e afins.
Corte de imposto para empresas especificas (ao invés de cortes de impostos generalizados) também entram na conta.
Protecionismo e subsidios também estão valendo.
Basicamente: Tudo que tem no discurso "Proteger a industria nacional" tem corporativismo no meio.
Além disso tem também o "Corporativismo burocrático" que consiste em empresas (mais notavelmente de construção civil) recebendo montanhas e montanhas de dinheiro para fazer obras e não acabar nunca.
E além dos custos óbvios e imediatos, existe também as concessões de monopólio (de ônibus é bem óbvio, todo lugar do Brasil que eu visitei jamais existia duas diferentes empresas de transporte publico competindo).
Na prática, não faz diferença entre uma empresa ser estatal e ter dúzias de leis protegendo seu monopólio.
Essas medidas todas são devastadoras para o público, elas não são só envolvem imensas taxações, como eleva preços e, afinal, é uma distribuição de renda feita de baixo para cima.
Entender a imensa desigualdade social de países como Brasil e o próprio Estados Unidos fica fácil quando você percebe que o governo usa o seu poder de agressão para criar monopólios e oligopólios.
Corporativismo entre nações é mais devastador.
O governo norte-americano empobrece sua população entupindo o mercado de arroz subsidiado levando os países receptivos a adotarem medidas protecionistas que elevam o preço do mesmo arroz.
O que falta aos entusiastas do capitalismo é perceber que nem toda atitude que beneficia empresas privadas beneficia a população e o quanto muitas dessas atitudes são contrárias ao livre mercado.
Afinal, é a mesma lógica aplicada ao governo.
Porque um burocrata agiria em prol da população se corrupção o recompensa mais?
E ainda nessa, porque um empresario agiria em prol do mercado se o corporativismo o recompensa mais?
O ambiente competitivo do livre mercado beneficia a população, assim como os empresários, mas o ambiente monopolista beneficia muito mais os empresários que a população.
Pra que se esforçar em fazer produtos baratos, eficientes mantendo seus trabalhadores bem treinados e bem pagos se é possivel simplesmente subornar um burocrata e conquistar um monopólio?
Afinal, que nexo existe em transformar uma estatal em um monopólio?
Corporativismo é uma forma de fascismo, é uma atitude tipicamente capitalista, porém nada liberal. (como tantas atitudes tipicamente capitalistas).
Além disso, corporativismo pode vir muito bem na roupagem de "Cultura".
"O governo deve financiar cultura -- ou seja -- roubar dinheiro dos pobres e entregar pra elite USPiana fazer filmes ridiculos que ninguém vai assistir porque está ocupado demais morrendo de fome"

2 - Burocracia.
É gasto com coisas não-produtivas.
Educação, saúde e segurança entra no "Assistencialismo" porque, apesar de gastos, são "gastos produtivos", afinal é importante manter a população saudavel e bem educada.
Burocracia são os "profissionais de papelada", politicos, assessores e etc.
Afinal, burocratas não prestam serviço nenhum a população, a única coisa que eles fazem é alocação de recurso, ou seja, eles tiram dinheiro do imposto daqui, se reunem, colocam lá para então tirar de lá e colocar aqui.
O problema é que, mesmo em um ambiente sem corrupção, o que por si só já é um tanto utópico, cada vez que "tira dinheiro daqui e põe lá" ocorrem gastos com burocracia, sem contar a tragédia que é ter um grupo de iluminados se vendo no direito de tirar dinheiro de uns e entregar pra outros e, a ingenuidade do tamanho do mundo de achar que esses "uns" são ricos.
Sempre que se fala em cortes de impostos, a questão simples é:
Pobres são mais vulneraveis economicamente.
Quando o governo taxa uma empresa, os primeiros que pagam a conta são os pobres, seja comprando produto mais caro graças ao imposto ou tendo o dinheiro do imposto arrancado de seu salário.
Socialistas quando são a favor de taxar empresas baseados no fato que "empresários são porcos doentes e cruéis que adoram devorar a alma dos seres humanos e farão tudo por lucro" se esquecem que se um cara faz "tudo por lucro", então não é do lucro que ele vai diminuir o preço do imposto e sim do funcionario ou ele vai aumentar o preço da mercadoria.
Preços se mantêm baixos por causa, não só da demanda, como também da concorrência.
Só que se a demanda não muda e toda a concorrência é afetada pelo mesmo imposto, não há porque não subir todos os preços.
Afinal, eu tenho uma fábrica de bolachas, o imposto sobre bolacha sobe 10%, qual o problema em subir o preço da bolacha 10% sendo que eu tenho certeza de que todos meus concorrentes fizeram o mesmo?
Além disso, os burocratas são as pessoas que criam as leis, regulamentações, monopólios e todas aquelas coisas que causam o corporativismo.
Burocracia é algo inerente ao socialismo, afinal, é de uma burocracia eficiente que depende toda a estrutura do governo socialista, o capitalismo também tem um certo equilibrio e esse equilibrio se baseia no fato de que as pessoas recebem dinheiro correspondente ao que elas produzem (produção em um sentido não-materialista, atores não "produzem" nada, mas eles ganham dinheiro por satisfazerem uma necessidade da população), quando você coloca um burocrata que faz um serviço que não sacia necessidade de ninguém e nem produz coisas, então o salário desse sujeito tem que sair de algum lugar, o custo dos burocratas é geralmente diluido na sociedade e a sociedade até aguenta um grupo pequeno de burocratas, mas cada novo adicionado gera um leve "empobrecimento" geral.

3 - Assistencialismo.
Assistencialismo tem seus vários problemas.
A simples distribuição de renda não tem assim tantos problemas, já que, de novo, o custo é diluido na sociedade, a diferença é que uma vez que o sujeito "assistencializado" consegue emprego, ele deixa de ser um gasto (diferente do burocrata que é um gasto justamente por estar ativo), o problema, lógico, se o assistencialismo existe em quantidades enormes, o empobrecimento geral que programas governamentais causam faz com que existam mais pobres, exigindo mais impostos, empobrecendo mais, etc etc até que a espiral da morte social-democrata destrói tudo que toca.
Uma forma muito mais devastadora de assistencialismo são os encargos trabalhistas.
O governo define que empregadores terão que pagar 50 reais de convênio médico por mês/funcionário. O empresário tem 100 reais para pagar, ele simplesmente contratará o funcionario por 50 reais e usará os outros 50 no convênio médico.
Por outro lado, o convênio médico teria uma mensalidade de, digamos, 20 reais, entretanto ele sabe que as empresas não têm escolha senão fazer o convênio, logo, ele sobe o preço para 50 reais.
Uma coisa que eu sempre vi muito no Brasil é que, se você for um trabalhador com carteira assinada, você tem uma vida relativamente boa (algo como classe média baixa, caso você ganhe um salário minimo), entretanto, para quem é desempregado ou trabalha sem carteira assinada (quantidade de pessoas cada vez maior), então você vive em um regime semi-escravo, isso acontece porque leis trabalhistas prejudicam muito mais os desempregados do que os empregadores.
Se o salário minimo sobe pra 1000 reais no mesmo dia que baixa uma lei proibindo que funcionarios sejam demitidos, além da maioria das empresas irem a falência, aquelas que sobreviverem jamais contratarão de novo e pessoas que tem dinheiro para abrir uma nova empresa não irão nem querer fazer isso, pois os custos com mão-de-obra serão muito altos.
É claro que esse cenário é um absurdo de exagero, mas diminua o salário minimo para 300 reais com mais 300 reais de encargos trabalhistas e está explicando a aumento do desemprego no Brasil.
É, eu sei, capitalizm is a bitch, você tenta ajudar e acaba empobrecendo geral mais ainda, por isso que caridade privada funciona tão melhor, quando o governo cobra caridade forçada da população, ninguém garante se o dinheiro será retirado de supérfulos ou de recursos verdadeiramente importantes, agora, se as pessoas estão voluntariamente fazendo caridade é porque elas não precisam do dinheiro.
Não acho impossível que social-democracia funcione, mas se a população está empobrecendo é um sinal de que não está funcionando.
(ideal ideal seria que as pessoas não precisassem do governo para viver, mas a humanidade é tão marcada por atos de agressão que distribuiram a riqueza de forma tão doente e caótica que eu tenho dúvidas sobre o quanto tempo de assistencialismo seria necessário para corrigir isso. Exatamente por isso sou a favor de um liberalismo gradual, do tipo "acalme-se humanidade, daqui a 150 anos viveremos uma anarquia, por enquanto temos que ajudar os que foram derrubados por governos passados".
Mas claro, isso é um pressuposto moral, talvez depois que a economia melhore, o desemprego diminua, jogos de videogame sejam baratos e drogas sejam liberadas, as pessoas estejam dispostas a esquecer escravidão, colonização, genocidio, monarquia, socialismo e outras ótimas idéias européias que estragaram o mundo por tanto tempo.

4 - Mercado
Encaremos.
Todos os males do capitalismo acontecem porque forças violentas se apoderam do mercado, mas não muda o fato de que é através do mercado que muita injustiça acontece.
Mas sinceramente, pensar em uma economia de livre mercado como algo remotamente parecido com essa doença keynesiana que existe hoje é patético.
Mercado é uma ferramenta, assim como governo.
Mercado se baseia na troca, governo se baseia na violência.
Quando o governo (ou qualquer grupo violento) interfere no mercado, este também passa a se basear na violência.
Se existem 1000 pessoas morrendo de fome para 1 vaga de emprego, pode ter certeza que o empresário, mesmo que não tenha nada a ver com nenhuma forma de governo, vai escolher o esfomeado mais disposto a trabalhar em condiçõe sub-humanas.
Isso é injusto, qualquer moleque de 12 anos de idade vê que isso é injusto.
Existe aquela famosa frase, que eu não lembro de quem é, mas vi no Civilization IV
"When I give food to the poor, they call me a saint, when I ask why the poor have no food, they call me a comunist", mas a questão é:
Os comunistas estão fazendo as perguntas certas?
A culpa da miséria é do mercado ou de forças externas atuando sobre o mercado?
Violência ocorre por causa do propriedade privada ou por causa da falta de respeito à propriedade privada?
Afinal, o capitalismo é inerentemente formado de Estados violentos guerreando por recursos naturais e favorecendo elites, a única alternativa a isso é redistribuição forçada de renda ou existe outro meio?

quarta-feira, janeiro 18, 2006

"Você é um Republicano?"
"Um republicano! Sim; mas essa palavra não especifica nada. Res publica;isso é, a coisa pública. Agora, quem quer que seja interessado em coisas públicas -- não importa em que forma de governo -- pode se considerar um republicano. Até reis são republicanos."
"Bem! Você é um democrata?"
"Não."
"O que?! Você prefere uma monarquia?"
"Não."
" Um Constituicionalista?"
"Deus me livre."
"Então você é um aristocrata?"
"Nem um pouco!"
"Você quer uma forma mista de governo?"
"Menos ainda."
"Então o que é você?"
"Eu sou um anarquista!"
"Oh! eu te entendo; Você diz satiricamente. Isso é uma piada com o governo."
"De forma alguma. Eu acabei de te dar minha séria e ponderada profissão de fé. Apesar que eu sou um firme amigo da ordem, eu sou (na força total do termo) um anarquista."

E complementando o famoso dialogo do Proudhon:

"Você é um socialista?"
"De nenhuma forma, acredito na força do individuo, da propriedade privada como expressão de paz e liberdade e do egoísmo como forma de sobrevivência "
"Você é um individualista?"
"Não, acredito na força da união em prol do bem-estar do próximo, da cooperção e do altruísmo"
"Então você é um liberal?"
"Sim, mas essa palavra não especifica nada. Quem quer que busque a liberdade é um liberal, não importa em que forma de governo e nem se for as custas dos outros"
"Então o que você é?"
"Eu sou um libertário!"
"Oh! Eu te entendo. Você diz satiricamente. Isso é uma piada com os anarquistas."
"De forma alguma. Eu acabei de te dar minha séria e ponderada profissão de fé. Apesar que eu sou um firme opositor do governo, eu sou (na totalidade do termo) um libertário."

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Ok, eu sou um fã bobo.

Toda vez que um uniforme novo do Homem-Aranha é anunciado ou toda vez que uma mega-super-fucking saga do universo Marvel começa a surgir, todo mundo fica preocupado porque os "nossos heróis que tantos amamos passarão por mudanças e perderão sua nobre essência" ou whatever.
Eu por outro lado sou o tipico fã idiota que cai em todas as armadilhas da editora.
Ao ver o novo uniforme do homem-aranha, o Omelete anunciou "Tenham medo..." (no sentido de: "A Marvel achou um novo meio de foder seu super-herói")
Eu por outro lado pensei "veeeeeeelho" e fiquei babando.
E ainda lendo que isso vai ter uma importante participação na mega-fucking-saga "Civil War" só me fez ficar dando mais pulinhos de alegria.
Diga-se de passagem, "Vingadores - A Queda" que está saindo no Brasil está ótima!! Mal posso esperar começar a sair House of M.
SuperSagas são legais. Desde Guerras Secretas que a Marvel pegou gosto por essas coisas e, claro, algumas vezes falhou miseravelmente (como a horrivel Heroes Reborn ou mesmo Maximum Security), mas num geral, essas sagas são divertidas e, oras porra, se você quer ver super-heróis profundos, sérios e lidando com problemas complexos, vá atrás de The Authority, Supreme Power ou a fabulosa WE3 que está nas bancas, se você quer arte procure algum quadrinho francês, do Alan Moore, do Mutarelli ou dos gêmeos BaMoon, eu leio todas essas coisas, mas, além delas, eu também gosto de ler super-heróis bobos fazendo coisas bobas.
Chill out people, o uniforme novo ficou do caralho.
Tem as cores do Homem de Ferro porque foi projetado por Tony Stark, o único problema é a possivel semelhança com o uniforme do Aranha Escarlate, de resto eu gostei da impressão de que a aranha amarela no centro está abraçando ele.
Ainda acho que o melhor uniforme do Aranha é o uniforme negro, o problema tanto com o uniforme negro quanto deste agora é que eles fazem o aranha parecer mais sério e antipático do que a personalidade dele permite. O vermelho e o azul fortes combinam com a personalidade risonha e piadista do aranha, enquanto o negro fica dark demais (o que combinou lindamente na Última Caçada De Kravem), esse daí fica meio que "Super-herói" demais.
Não muda o fato, claro, que o uniforme é legal, ele parece mais dinâmico também, o homem não aranha não deve ser assustador, mas é bom que ele tenha a possibilidade de parecer assustador.
Enfim, dúvido que o uniforme dure, mas que ele é cool, ah isso ele é.

sábado, janeiro 14, 2006

CartaCapital: Quais foram as principais inovações que o senhor fez nos estudos do cérebro?
MiguelNicolelis: A teoria que eu defendo, que ainda não é a teoria dominante, mas está rapidamente chegando lá, é a de que um neurônio não significa absolutamente nada do ponto de vista funcional. Se você perder um neurônio, o cérebro não está nem aí. Nem mesmo para perda de milhares de neurônios. Por quê? Porque ele usa coleções de células, atuando coordenadamente, para exercer comportamentos. Essa é a grande teoria do meu trabalho, isso é o que eu tenho experimentado, demonstrado uma série de princípios.
Rodrigo: Grande, agora até o nosso cérebro é comunista.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Direita e esquerda: Duas formas de ser idiota.

Definições de esquerda e direita.

Esquerda <-> Direita = Socialismo <-> Capitalismo.
Essa é talvez a definição mais mainstream do termo.
O que torna problemático é o que é Socialismo e o que é Capitalismo.
O que nos leva a próxima definição.
Esquerda <-> Direita = Proletários <-> Burgueses.
Essa é a classificação mais idiota de todas.
"A esquerda defende os explorados e a direita os exploradores".
O problema, de novo, é a definição de Proletários e Burgueses.
Proletários = Trabalhadores assalariados <-> Burgueses = Trabalhadores não-assalariados
Hoje essa definição é patética, já que alguns assalariados ganham muitissimo mais que o não-assalariado tiozinho da padaria.
Então pra simplificar.
Proletários = Pobres <-> Burgueses = Ricos
Então temos eu.
Eu sou contra "Big Busisness" no sentido que eles só são "Big" porque recebem ajuda governamental.
Corporate Welfare é bem mais monstruoso e prejudicial que State Welfare (a não ser que você esteja na Europa, aí talvez seja o contrário).
Se roubar dinheiro da população para dar em hospitais ineficientes e escolas escravocratas já é ruim, roubar dinheiro da população para entregar para elites corporativistas então é o cúmulo.
Entretanto se alguém fica rico sem ajuda do governo, eu não tenho nada contra. Assim como se alguém fica pobre num ambiente de real livre mercado, eu não vou achar que as pessoas devam ser forçadas a ajudar essa pessoa.
O grande problema hoje é que o mercado é tão controlado e regulamentado que fica muito dificil saber se quem é rico, é rico por "justa causa".
Sempre me irrita quando certos "liberais" dizem que pobre é vagabundo, porque eles ignoram e muito o quanto a controlada e manipulada economia sistematicamente empobrece a população.
O problema grande nessa definição de Proletários e Burgueses é o quanto todo tipo de coisa ruim é colocado na categoria "Burguês".
Visão socialista:
Burguês = Teocentristas racistas patrióticos totalitários elitistas poluentes consumistas fúteis.
E portanto, faz sentido ter nazismo como "Extrema Direita".
O que os socialistas fizeram com nazismo, na verdade, foi ignorar a economia alemã, pegar os ideais e dizer "tudo isso é direita".
E de algum modo bizarro, eles conseguiram convencer as pessoas disso.
Então ficou algo como:
Pobres <-> Teocentristas racistas patrióticos totalitários elitistas poluentes consumistas fúteis.
Nessa visão, é óbvio que a enorme maioria das pessoas fica na esquerda.
Outra coisa que não ajuda é o fato de algumas pessoas que se auto-denominam "Direita" de fato concordarem com isso (algo como o partido republicano norte-americano ou o PFL).
Então ao invés de dizer "Não somos TRPTEPCF" eles tentam se justificar, dizendo, "Mas ser TRPTEPCF não é ruim".
Dessa forma fica fácil saber porque ninguém tem coragem de se dizer "de direita".
É por isso que eu adoto a seguinte definição do termo.
Esquerda <-> Direita
Governo <-> Mercado

Veja bem:
A questão aqui não é ignorar problemas, como fingir que não existe pobreza ou que o mundo não está a beira de um colapso ecológico, mas sim se perguntar "Qual ferramente deve ser utilizada para melhor resolver um problema?"
Se você acha que o governo é uma ferramenta eficiente para resolver problemas, então você é de esquerda.
Se você acha que o mercado é uma ferramenta eficiente para resolver problemas, então você é de direita.
Se você acha que o governo é uma ferramente eficiente para manipular o mercado, então você é ou de centro ou um deputado morrendo de medo de perder seu enorme salário.
"Mas como ficam os anarco-socialistas?"
Não sei, eu passei a ignorar a existência deles porque durante o tempo em que eu estudava anarco-socialismo eu não encontrei uma única resposta decente para nenhum problema da humanidade.
Eu encontrei um monte de texto falando "é culpa dos capitalistas, portanto, se nós matarmos eles, as coisas magicamente darão certo" o que é tão patético quanto eu afirmar que os problemas da humanidade desaparecerão se o governo desaparecer.
É muito fácil culpar a Hailburton e o Bush pelos males do mundo, só que nenhum dos idiotas me deu nenhuma explicação remotamente satisfatória sobre o que colocar no lugar.
Continuando:
Eu vejo "Governo" e "Mercado" como forma que as pessoas encontram de se relacionar umas com as outras.
Governo resolve coisas através da coerção e Mercado resolve coisas através de cooperação.
"Ah, mas assim fica ruim ser de esquerda"
Não. Sério? Puxa amigão, que pena de você depois de ouvir por tantos anos que eu sou um teocentrista racista patriótico totalitário elitista poluente consumista fútil só porque acho socialismo uma merda.
(Nota biográfica: Eu passei a defender o livre mercado muito recentemente e com 15 anos eu era anti-capitalismo que nem qualquer moleque de 15 anos é, a diferença minha e dos outros moleques de 15 anos é que eu pensei "Ok, odeio norte-americanos, mas ser a favor de Fidel Castro é tão idiota quanto", sendo assim parti pra "terceira via" que, na minha visão de 15 anos, era o anarquismo)
Enfim.
É dado um problema. Ecologia por exemplo.
O mainstream dos professores de geográfia comunistas ensinados por outros professores de geografia comunistas diz o seguinte:
"A esquerda se preocupa com a ecologia enquanto a direita ignora o problema" e convenhamos, boa parte da direita de fato ignora o problema, o que é uma atitude altamente idiota.
Se você estudou o assunto e concluiu que os ambientalistas falam merda, então tudo bem, mas se você ignora os ambientalistas só porque ama o seu carro, então você é um idiota.
O único jeito de não ser idiota nesse segundo caso é ser honesto e admitir "Olha, eu pouco me fodo pro mundo, eu gosto do meu carro", o que faz de você um egoísta auto-destrutivo imbecil, mas pelo menos um egoísta auto-destrutivo imbecil honesto, o que merece mais meu respeito do que anarco-socialistas que dão como solução destruir as fábricas e mandar se foder todo mundo que discorda deles, a não ser quando eles percebem que se as fábricas forem destruidas, vai demorar uma semana de caminhada pra sair de São Paulo e chegar na praia, o que os fazem te xingar de burguês imperialista e sair bravo por que anarquia não redefine as regras do tempo-espaço.
Continuando.
Ecologia.
A solução da esquerda é que o governo recolha impostos (imposto = roubo legalizado) e cuide da floresta. Que o governo use de amaça de violência para fazer as fábricas poluirem menos e que o governo use de violência para forçar as fábricas a fabricar carros menos poluentes.
Eu posso analisar os problemas dessa postura, mas não é o caso, a questão é se você for de esquerda, a solução que você adota é essa.
A solução da direita é que uma ONG recolha doações e cuide da floresta. Que a população use da ameaça de boicote para fazer as fábricas poluirem menos, que pessoas diretamente afetadas pela poluição exija indenizações da fábrica. Há problemas com essa postura também, por exemplo, "como se boicota uma madereira?" sendo que o consumidor deles são os fabricantes de móveis e não o consumidor direto. A solução seria boicotar o fabricante de móveis, o que o faria boicotar a madereira, mas isso é confiavel? Não sei. Mas, na minha opinião, é infinitamente mais confiável que deixar o governo cuidando da questão.
Mesmo porque esse é um exemplo muito bom.
Toda a humanidade odeia ver uma árvore sendo derrubada, mas você está disposto a parar de comprar móveis de madeira ou folhas de papel em prol desse ideal?
O mercado te dá essa opção.
O governo não, ele vai simplesmente tomar a postura mais aceitavel eleitoramente e mandar se foder o 49% da população não necessário pra conseguir seu voto.
De novo, mercado e governo não são coisas abstratas, são pessoas interagindo.
Do ponto de vista austríaco (que é a escola de economia que mais estuda e defende o mercado puramente livre de governo), não importa quanto lucro você consegue ao fazer algo, porque todos os valores (inclusive monetários) são subjetivos.
Se um cara planta arroz e vende por 10 reais, é porque ele acha que 10 reais vale mais do que um saco de arroz e o comprador acha o contrário.
Você pode reclamar o quanto quiser que o preço está caro, pode ser guiado mais por necessidade do que vontade, mas se você voluntariamente deu dinheiro por um produto é porque acha mais importante ter o produto do que dinheiro.
Agora, se um cara planta arroz e dá pra uma criança com fome, é porque ele acha que vale mais a pena ver a criança sem fome do que ter o saco de arroz, os valores são todos subjetivos, quem decide, em primeiro lugar, é quem produz/vende e em segundo quem consome/compra, se quem planta arroz acha que vale mais ter 10 reais do que ver a criança sem fome, então é uma opinião subjetiva dele, os insatisfeitos que plantem/comprem arroz e dêem pra criança.
Mas voltando ao ponto. Quer você venda um produto ou faça uma doação, você utiliza o mercado.
Só deixa de ser mercado quando não é quem produz que decide o destino do produto
Se você vive em uma aldeia, planta um saco de arroz, decide guardar, porém a tribo se revolta e decide distribuir igualmente aquele saco de arroz contra a vontade do agricultor, então é um governo.
De novo, você pode achar isso necessário, mas pelo menos seja honesto, não finja ser contra o governo se você é a favor de se meter no trabalho dos outros.
Mas não é o operário que decide o destino da mercadoria, é o dono da fábrica!
Essa discussão vai longe e é uma que eu acredito que vale a pena ter, eu acho que em uma economia de livre mercado, o dono da fábrica tem direito sobre a mercadoria porque ele investiu o dinheiro, que ele conquistou trabalhando em outra coisa, naquela fábrica, ou ele pelo menos teve a boa iniciativa de convencer investidores (que trabalharam em outra coisa), a voluntariamente investir nele.
Isso e o fato de trabalho assalariado não ser trabalho escravo legitima a existência de um dono de fábrica.
Sem contar que o dono da fábrica trabalha também, não é como se donos de fábricas ficassem sentados olhando pro teto o dia inteiro.
Agora se ele recebeu dinheiro (roubado) do governo pra abrir aquela fábrica, esse argumento vai por água abaixo.
De novo, uma das grandes dificuldades em defender o livre mercado é cometer o erro de achar que o mercado hoje é livre.
A sociedade é tão marcada por atos passados e presentes de agressão que, tenham certeza, é um mundo bem mais injusto e violento do que seria caso o governo não intervisse na economia.
Enfim. Defendam o que vocês quiserem, mas entendam coisas básicas.

1 - Coisas não caem do céu, se você quer alguma coisa (desde comida até arte), pra você ou pros outros, há esses meios de conseguir.
a - Produção
b - Doação
c - Troca
d - Violência


2 - Se não existe mercado, existe violência.
Se ela é necessária ou não é outra discussão, mas seja honesto, se você acha que violência governamental é necessária para resolver um problema, então admita "eu sou a favor de violência em questões x, y e z, porque é impossível depender da cooperação das pessoas em tais assuntos"


3 - "E quando o governo rouba da população pra distribuir entre uma elite corporativista como acontece nos EUA?"
Centro. Impérios absolutistas e aristocráticos como o império Republicrata norte-americano geralmente são de centro. Então fica:
Anarco-capitalismo = Direita = O ato de respeitar propriedade privada e contar com a cooperação para resolver problemas.
Corporate Welfare = Centro-direita = O ato de roubar dinheiro público para financiar o mercado, mesmo que tal mercado não seja livre. (e geralmente não é)
State Welfare = Centro-esquerda = O ato de roubar dinheiro público para financiar o governo, mesmo que não seja em função do povo. (e geralmente não é)
Socialismo = Esquerda = O ato de não respeitar propriedade privada e usar de coerção para resolver problemas.
Anarco-socialismo = Retarded = O ato de não respeitar propriedade privada e contar com a cooperação para resolver problemas.
Veja bem, é impossível não existir propriedade privada em um espaço ocupado por um ser humano.
a - A propriedade pertence a uma pessoa
b - A propriedade pertence a mais de uma pessoa

A e B são propriedade privada. A diferença entre propriedade privada e coletiva é meramente admnistrativa.
No caso de A uma pessoa toma para si posse do lugar e direito de se proteger contra quem inicia agressão contra tal propriedade.
No caso de B mais de uma pessoa toma para si posse do lugar e direito de se proteger contra quem inicia agressão contra tal propriedade.
Abolir esse conceito é deixar todo mundo fazer tudo que quiser em todo lugar. O que gera um obvio caos por motivos bem óbvios.
Dizer que as pessoas se respeitarão é dizer que as pessoas terão regras diferentes de propriedade privada, é dizer que as pessoas decidirão em harmonia as leis de suas propriedades, inclusive sua distribuição, mas ainda é uma proteção à propriedade privada, só que por regras diferentes e se trocas estão sendo feitas sem a intervenção de agressão, ainda é mercado, pois, como explicado, os valores são subjetivos.


4 - Liberais têm que parar de ignorar problemas.
Liberais precisam se envolver em ONGs.
ONGs, na minha opinião, são o sonho do liberalismo virando realidade.
É quando as pessoas percebem que coerção e governo não funciona e passam a contar com colaboração voluntária para resolver problemas.
"Mas ONG é coisa de esquerda", não de acordo com a minha interpretação e eu não odeio a "esquerda" pelas lutas deles.
Eu não gosto dos métodos, da idéia de que violência (através da intervenção governamental) é necessária para resolver esses problemas.
Pior. Me assusta a idéia de que violência é a opção mais moral pra resolver um problema.
Talvez tenha algum assunto em que intervenção governamental funcione melhor do que colher doações, but so what?, dar poder de violência a um grupo de pessoas é geralmente uma estrada que só termina em caos, porque é uma ingênuidade do tamanho do universo que tal instituição vai sempre jogar pelas regras.
Se o poder militar e econômico de uma elite, governamental e/ou corporativista é maior do que o da população, então esse poder será usado para satisfazer os desejos pessoais dos individuos que compõem tal elite às custas dos interesses da população. Pensar o contrário é extrema ingênuidade.
Acabar com a pobreza, acabar com a poluição, ajudar o próximo são coisas ótimas. Todos deveriam se dedicar a isso.
Miséria e poluição são problemas bem reais, devemos nos envolver ativamente em resolver esses problemas.
Ser contra o governo e contra ONGs ao mesmo tempo is plain dumb, é achar que os problemas do mundo vão resolver magicamente.

5 - Esse texto mostra a socialistas como bárbaros ignorantes e liberais como pessoas pacificas e bondosas
No shit! Sério?
Se eu te ofendi, me processe, se eu estou errado, me diga onde e podemos iniciar uma discussão.
A questão não são intenções e sim ideiais.
Intenção de fazer um mundo melhor, todo mundo têm. A questão é a definição de mundo melhor e os métodos utilizados.
Socialistas dizendo que são a favor de harmonia e cooperação não conhecem mesmo a própria ideologia.
Socialismo não tem nada a ver com liberdade ou com paz, mas sim com distribuição de renda a todo custo.
Socialistas são inerentemente autoritários e violentos.
A postura Bush de atacar o Iraque para promover a democracia é a exata mesma postura do MST de atacar latifundiarios para promover o socialismo.
Legal que se você discute Iraque com um socialista, ele vai dizer que o motivo é petróleo, economia, alienação, Hailburton e o caralho a quatro, mas eles não vão ser contra o fato de que guerra é um mal em si, porque se eles forem contra guerras, eles serão contra a guerra proletária/burguesa.
Socialismo não é contra a violência, é contra a desigualdade social.
Se você acha que é necessário violência pra resolver essa desigualdade, que seja, mas seja honesto, não finja que você é a favor da paz, porque não é.
Acho que um erro dos grandes é tomar como "de esquerda" movimentos contra o consumismo e contra a "cultura ocidental" (como o movimento hippie).
Ser contra o sistema capitalista não significa que você é a favor do socialismo, de fato, acredito que os hippies não eram socialistas, mas sim liberais, daí que vem o costume de chamar os esquerdistas norte-americanos de liberais, pois são as pessoas a favor de liberdades civis, só que de novo, socialismo não dá a minima para liberdades civis.
Coisas como homossexualismo e racismo, o socialismo aceita porque não atrapalha a distribuição de renda, mas qualquer liberdade que atrapalhe a distribuição de renda, o socialismo é contra.
Liberalismo por outro lado se baseia em liberdade e paz, partindo do pressuposto que propriedade privada é um pressuposo para a paz.
O problema da esquerda norte-americana é ignorar o quanto o livre mercado é importante para garantir a liberdade civil, os dois, na verdade, estão interligados.
Não é possível existir liberdade de expressão sem livre mercado (e nem sendo politicamente correto, diga-se de passagem).

A - Não é possível abolir o mercado sem usar o governo.
B - Não é possível entregar ao governo controle do mercado sem entregar a ele controle sobre a liberdade em si.

A questão têm sido "liberdade econômica vs liberdade civil" e não por coincidência ambas estão sendo perdidas.
A questão deve ser "socialismo vs liberdade", pois só é possivel existir distribuição de renda e liberdade ao mesmo tempo através da ferramenta "Mercado", mas ao acreditar que tal ferramente não funciona, então sobra a ferramenta "Governo" e onde existe governo não existe liberdade.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Jorge Bornhausen é um cuzão.

Porque liberalismo não "pega" no Brasil?
Bem, pergunte para o presidente do Partido da Frente Liberal.

Veja O PFL é um partido de direita?
Bornhausen O PFL é um partido de centro. Por opção, pertencemos à Internacional Democrata de Centro, que defende um liberalismo social. Não pertencemos à Internacional Liberal, que é puramente liberal. Somos de centro porque, de um lado, estamos distantes do imobilismo conservador. E, do outro, longe do populismo demagógico.
Rodrigo O Partido da Frente Liberal não apóia o liberalismo. Interessantissimo isso. Só que o Brasil JÁ É um país de centro, "imobilismo conservador" é ficar com medo de declarar em público que o Brasil precisa descentralizar, reduzir burocracia, reduzir impostos, reduzir gastos inuteis, reduzir subsidios (o dia que o PFL for a favor de reduzir subsidios agricolas e acabar com protecionismo, eu acho que o universo entrará em paradoxo e a realidade será destruida), enfim, liberalismo só é imóvel em anarquia, porque é o único estágio que não dá pra ficar mais liberal, o centro por outro lado é imóvel com um governo altamente burocrático, regulamentador, protecionista e moralista. E o Brasil é -ahá- altamente burocrático, regulamentador, protecionista e moralista.

Veja Porque ninguém assume ser de direita no Brasil?
Bornhausen A direita não cabe dentro do figurino brasileiro. Temos de considerar nossas condições sociais. Não podemos querer uma economia de mercado pura, sem um Estado regulamentador.Temos de fazer com que o Estado seja um instrumento de serviço do cidadão, especialmente o menos favorecio.Sem isso, os pobres não terão oportunidades justas nem seus direitos básicos preservados. Não é questão de Estado máximo ou Estado mínimo, mas do Estado necessário.
Rodrigo Para o qual eu pergunto: Quanto Estado é necessário? Bem, um forte governo federal coordenando desde extração de petróleo até plaquinhas de aviso em porta de elevador é necessário? Como é fácil fazer um politico experiente ficar em cima do muro, basta pedir que ele tome um posicionamento corajoso, basta encurralar ele e perguntar "porque você não admite ser algo que você é?" e não foi ele que falou em demagogia populista? O que é "Temos de fazer com que o Estado seja um instrumento de serviço do cidadão, especialmente o menos favorecio.Sem isso, os pobres não terão oportunidades justas nem seus direitos básicos preservados" senão demagogia populista? O Estado brasileiro já tenta ser um instrumento de serviço do cidadão, o Estado brasileiro já se esforça muito para garantir segurança, saúde e educação, mas não consegue e nem vai conseguir a não ser que o governo pare de gastar em "cultura", subsidios, regulamentação, o desemprego e a miséria vão continuar enquanto o governo não deixar as pessoas construirem o mercado. O mercado é um instrumento de serviço do cidadão, pelo cidadão, é uma ferramenta, não é uma mão invisivel, é o instrumento que usamos para conseguir e fornecer serviços; o governo é a mesma coisa, mas o primeiro se baseia em trocas voluntarias e o segundo se baseia em roubo e violência. Bornhausen conseguiu em uma pergunta ser, ao mesmo, um imóvel conservador populista demagógico.
Afinal, o que quis dizer essa resposta de Bornhausen? Ela quis dizer "O Estado deveria continuar fazendo o que sempre fez e nunca deu certo, porque por algum motivo mágico e inexplicavel, vai funcionar."
Digo mais, nós temos que querer uma economia de mercado pura, sem um Estado regulamentador por causa das nossas condições sociais, quantas outras administrações de "centro" são necessárias pra provar que é o imobilismo populista moralista e socialista que têm nos levado pra baixo?

Veja O senhor tem medo de ser classificado como de direita?
Bornhausen Não se trata de medo, é que não há como existir direita em um país que não é desenvolvido.
Rodrigo Claro que há, basta não ter medo de desagradar os recebedores de impostos, agora, vamos analisar o que ele disse: "não há como existir direita em um país que não é desenvolvido", quer dizer que se existe a direita, é porque o país é desenvolvido, qual a solução proposta? Continuar de "centro" para nunca sair do lugar, para ser sempre dependente do liberalismo dos outros ao invés de construir o nosso.

Veja Reformulando: o PFL é o partido mais à direita no espectro político brasileiro
Bornhausen Não. Há partidos que se colocam muito mais à direita, como o PP e o PTB. Ambos com intensa convivência com Lula e seu governo. Não somos de direita, mas direitos.
Rodrigo Algumas deduções: A Veja é liberal, (tipo, óbvio), ela é um tanto moralista também, mas não muito (mais de uma vez li a Veja protegendo aborto, clonagem e pesquisa com células-tronco), ela percebeu a possibilidade do PFL lançar um candidato sem se coligar com o PSDB (César Maia) e essa entrevista pôde ter sido feita com esse intuito, de levar Bornhausen a dizer "somos de direita, com orgulho, trabalhamos para um Brasil mais liberal", a Veja tem opinião própria e vai apoiar sua opinião sem fingir neutralidade, uma resposta que agradasse a Veja, aos leitores da Veja e que se posicionasse como um partido que, na prática, seria totalmente contrário ao PT, poderia ter ganho ao Bornhausen um apoio importantissimo e muitos eleitores.
Afinal, só vota no PFL quem é de direita e quem se diz de direita, perda de tempo dele tentar se mostrar como "centro" sendo que PSDB e PT, que são bem mais fortes que PFL, já fazem isso.
E o que Bornhausen fez com a oportunidade? Jogou fora de propósito, porque ele é um burocrata e ele sabe que liberalismo diminuiria seu poder. A elite politica brasileira funciona assim.
Eles até perdem a eleição, mas perder o controle sobre o mercado? Jamais.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Consideraçõezinhas

*lendo o debate entre Olavo de Carvalho e Alaor Caffé Alves*
Cara, o Olavo é um idiota.
Não estou questionando que ele não tem conhecimento, mas esse Alaor é um pato gigante, o cara é o clichê marxista mais patético que existe, eu não sei mesmo porque o Olavo perdeu a paciência e ficou tão violento quando Alaor Caffé falou o clichezão máximo de que "socialismo nunca existiu" como se a União Soviética tivesse sido, sei lá, conselho tribal, a questão é que se ouve esse argumento uma vez a cada 15 minutos, daria pra continuar o debate, mas ele ficou preguiçoso, sei lá, perdeu a cabeça e como resultado se mostrou um idiota na USP, quando tinha oportunidade de fazer aquelas pessoas que nunca viram ninguém defender o capitalismo, tipo, defender o capitalismo.
Enfim, o Olavo é um idiota por muitos motivos, mas esse debate foi patético. Hoje foi a primeira vez que eu consegui ler ele inteiro. Absolutamente patético.

Por outro lado...

Wendy McElroy é provavelmente a feminista mais genial que eu já li. O feminismo "dela" (porque movimentos não pertencem a pessoas) é o único que eu vi que leva esse papo de direitos iguais a sério. Aqui algumas perguntas do site http://www.ifeminists.com

Algumas vezes a inequalidade funciona a favor das mulheres, como em leis de "affirmative action". você as opõem também? (exemplo de "affirmative action" é licensa maternidade)
Absolutamente. Direitos iguais significam nem privilégio e nem opressão. Além do que, dificilmente beneficia as mulheres terem um Estado paternalista que as trata como crianças os seres humanos "inferiores" que precisam de ajuda para serem iguais.


O governo não está tentando ajudar as mulheres?

Governos tem sido os maiores violadores dos direitos femininos por séculos. Nos séculos 18 e 19 na America, governo negou as mulheres os mais básicos direitos de controlarem seus próprios corpos (controle de natalidade) e sua própria propriedade (esposas não tinham incontestavel direito sobre seus próprios salarios). No fim do século 20, governo cementou hostilidade entre os sexos na sociedade ao assumir uma figura paternalista que beneficia as mulheres as custas dos homens (affirmative action). Quer seja por privilégio ou opressão, governos não parecem dispostos a respeitar direitos totais e individuais das mulheres.


Se opor a "affirmative action" e defender direitos de propriedade privada são geralmente associados com conservadorismo. Não é ifeminismo apenas feminismo conservador?

Muitos conservadores ficam desconfortaveis com o jeito que ifeminismo abraça radicais liberdades civis. Por exemplo, ifeminismo pede pela descriminalização de prostituição e pornografia. Para uma ifeminista, não há "ismo" entre economia e liberdade civil. Elas querem ambas expressões do direito de um individuo de usar seu próprio corpo e propriedade em qualquer maneira pacifica que ela escolher.

Isso significa que ifeminismo apóia direito ao aborto?

Isso é uma controvérsia dentro do ifeminismo. A maioria da opinião são pró-escolha baseado no direito que uma mulher tem de si própria. Uma minoria vocal dentro do ifeminismo entretanto, se opõe ao aborto. Elas acreditam que o feto em desenvolvimento tem o mesmo direito a direitos humanos que um recém nascido

Hoje no http://www.lewrockwell.com tem um artigo dele protestando contra uma decisão da justiça de permitir que homens entrem em um clube de mulheres. Diz ela que a dona do clube deixa entrar no clube quem ela quiser e que o governo não tem o direito de proibir uma mulher de fazer suas próprias regras dentro do seu estabelecimento.
(se você acha que um homem tem direito de ir e vir dentro da propriedade privada de outra pessoa, então sua ideologia está tão absurdamente distante da minha que não é lá muito seguro pra você estar nesse blog)

Aliás, no debate sobre propriedade privada.
Propriedade privada não é um direito natural, assim como o direito a vida não é um direito natural também, gravidade é um direito natural, mesmo um avião segue as leis da gravidade, agora se eu te matar, você não vai ter direito a vida.
Aqueles que dizem que não faz sentido respeitar a propriedade privada abre pra mim uma brecha muito perigosa de dizer que não faz sentido respeitar direito a vida também, quanto mais direito a 13º salario e férias remuneradas.
Qualquer lei que seja parte do pressuposto que individuos a respeitam.
As pessoas respeitam propriedade privada porque é o melhor modo de se viver em paz, assim como elas respeitam o direito a vida, que é o porque empregadores cumprem contratos com empregado, ninguém é bonzinho, é simplesmente senso comum.
A questão é que ninguém, nem os socialistas, questionam o direito a propriedade privada, eles só questionam se o dono da propriedade merece de fato ser tal dono, para o qual eu respondo que prefiro deixar o mercado (que é uma ferramente de troca) decidir isso do que o governo (que é uma ferramente de coerção e opressão).
Outros dizem que como é o Estado que garante o direito a propriedade privada, então ele pode decidir nos termos dele, pode inclusive desapropriar alguém que não se enquadra nas regras, para o qual eu respondo que é o Estado que impede que os membros do MST sejam brutalmente assassinados de forma cruel e dolorosa, sendo assim, o Estado não garante o direito a propriedade, ele viola e permite que os outros violem.
As pessoas não se revoltam contra a propriedade privada, elas se revoltam contra o fato que tal propriedade não pertence a elas, na minha opinião, os anarquistas são os que realizaram os melhores estudos a esse respeito, pois diferente dos socialistas, eles não acreditam que cabe ao Estado e nem mesmo a uma sociedadezinha mutualista kropotkiana decidir de quem é a propriedade privada, então eu volto ao conceito do mercado sem Estado, pois em uma capitalismo livre uma pessoa só tem dinheiro para manter e proteger uma propriedade se as pessoas quiseram voluntariamente dar esse dinheiro a ele. A idéia de que as pessoas são forçadas a dar dinheiro para capitalistas é absurda, isso só acontece no monopólio e economias de livre mercado não geram monopólios, Rockfeller perdeu muito dinheiro realizando dumping sem ajuda do governo na esperança de quebrar a concorrência e não conseguiu; a única instituição que tira dinheiro sem pedir é o Estado e é também a única instituição capaz de criar monopólio, sendo assim, eu ainda estou pra ouvir um argumento sobre porque haver distribuição de renda forçada pelo Estado, se alguém me disser que é porque é injusto que pessoa A tenha mais que pessoa B, eu digo que não, porque pessoa A só tem mais porque as pessoas quiseram dar mais a pessoa A e se insistirem no argumento que ambos são seres humanos, eu digo que exatamente, assim como A não tem direito de tirar o pouco que B tem, B não tem direito de tirar o muito que A tem, sendo assim, a solução não é distribuir riqueza e sim criar riqueza e criar riqueza é a função das fábricas.

E ainda no assunto da distribuição de renda
Um processo básico e óbvio chamado de "espiral da morte" social-democrata que explica porque o Brasil é uma merda.

1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Impostos são elevados.
5. Impostos empobrecem a população.
6. Repita 1 até o caos destruir todo traço de civilização que um dia existiu.

por outro lado

1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Governo resiste a tentação de dar mais verbas para hospital publico
5. Pessoas sofrem
6. Mercado enriquece as pessoas
7. Pobres passam a ter dinheiro para hospital privado
8. Repita 6.

Ou então um mais atual

1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Walter Salles é brutalmente assassinado, seu cadaver é exibido com orgulho pela população oprimida pelo seu reino de terror.
5. Não mais gastando nos filmes ruins do Walter Salles, governo pode investir em hospital sem aumentar imposto.
6. Mercado enriquece as pessoas
7. Pobres passam a ter dinheiro para hospital privado.
8. Repita 6.

Ou então um mais simples

1. Pessoas que declaradamente odeiam o capitalismo são proibidas de serem ministros da economia.
2. Walter Salles é brutalmente assassinado por diversão.

Enfim, liberalismo econômico é uma coisa boa, mas eu não tenho ilusão de que ele previne governos de serem autoritarios, se um governo não regula a economia, cobra muito pouco imposto, mas usa esse pouco imposto em uma policia abusiva e autoritaria, então nós temos fascismo, embora governos fascistas sempre interviram na economia, mas é possivel ser liberal na economia e autoritario na politica, atribuir a "esquerda" todos os problemas do universo é perigosissimo e é exatamente o que confundiu levou o Olavo ao ridiculo no debate citado acima, o FMI de fato está longe de ser "neoliberal", mas também não é de esquerda, o FMI serve para governos de um país terem controle sobre a economia sobre o governo de outro país, é uma atitude capitalista, porém não liberal, o que me faz pensar que...
Talvez não seja uma boa usar o termo "capitalista", porque embora "capitalismo de Estado" (como o brasileiro) não seja nem um pouco liberal, é definitivamente capitalismo e o erro maior do Olavo foi (aliás, sempre é) não perceber que instituições do tipo FMI, que, como o próprio fala, serve para tirar dinheiro dos pobres dos países ricos e dar para os ricos dos países pobres, é capitalista sim, entretanto não é nem um pouco liberal.
Mas um dado ele apresenta e é correto: Só existe um instituto liberal no Brasil, o do RJ, porque o de SP fechou por falta de verbas, entretanto o MST e o Forum Social jamais tiveram problemas de falta de verba, o que derruba qualquer argumento de que o poder está centralizado na mão de "neoliberais", entretanto eu sinceramente tento evitar essa atitude chorona e derrotista de dizer que a esquerda domina a tudo e a todos, o que não é verdade, o que domina a tudo e a todos são elites politicas que usam de tudo para manter seu poder, desde guerra até discurso socialista (e a elite politica brasileira usa MUITO discurso socialista) e onde o discurso socialista não pega (como nos EUA), eles usam fascismo e dá na mesma.
Ou seja
"Enfraquecer" a esquerda é importante, porque, no Brasil, é o discurso socialista que perpetua a exploração (que como bem diz Alceu Garcia, não é questão de "proletários" e "burgueses", mas sim de "pagadores de impostos" e "recebedores de impostos"), então enfraquecer o socialismo no Brasil significa enfraquecer o governo, mas é importante se ligar, porque caso o socialismo perca força na população e conservadores começarem a ocupar o "vácuo" de poder, esses devem ser combatidos também.
Tenho certeza que se esse debate liberalismo vs socialismo sair da internet e ganhar o imaginario, conservadores usarão libertários tanto quanto libertários usarão conservadores, mas é bom saber que o último suspiro do socialismo decadente será Cry Havoc, And Let Slip The Dogs Of War para o qual vale a pena responder Me dê liberdade ou me dê a morte

terça-feira, janeiro 03, 2006

Ele se levantou, estava frio e solitário.
Pensou: "Realidade, ao que parece, deixou a desejar."

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Strange Days

Eu acho seguro dizer que a humanidade nunca teve uma época lá muito boa.
Ainda assim, acho que hoje vivemos em uma época perigosa, onde idéias perigosas não são questionadas tanto quanto deveriam ser e autoridades perigosas não são desafiadas tanto quanto deveriam ser.
As pessoas não confiam nos polticos, sabem que eles roubam, mas acreditam neles quando estes falam nas TV.
O sistema criou meios para que rebeldia adolescente fosse canalizadas ora para discursos vazios e ora para massa de manobra de politico.
Alguém me explique, pelo amor dos céus, em que tipo de realidade doente um jovem revoltado é aquele que milita em um partido politico?
Alguém me explica que caos é esse onde os "revolucionarios" querem que o governo controle coisas.
A idéia de "poder para o povo" em algum momento se transformou em "transformar o povo em funcionario público", o que é bem assustador.
Não só isso, vamos esquecer esse papo de capitalismo vs socialismo por um instante e analisar o hoje.
Passamos por um governo fascista marcado por populismo, elitismo, keynesianismo e que a cada dois meses fazia um empréstimo novo para bancar o mais novo plano demagogo destinado ao fracasso.
Hoje temos um governo democratico marcado pelo populismo, elitismo, keynesianismo e que a cada dois meses faza um empréstimo novo para bancar o mais novo plano demagogo destinado ao fracasso.
A ilusão da democracia é o que mais me assusta. A ilusão que as pessoas tem que são livres. E aí vem o que me assusta de verdade que é quando alguém propõe "sabe, acho que tudo dá errado porque somos livres demais".
Quando os mais rebeldes são também os mais autoritarios, então sabemos que tempos perigosos se aproximam.
Bom, nada, os revoltados se baseiam em seus professores de história e geografia e seus professores de história e geográfia propõem dar mais poder ao partido que eles estão filiados.
Eu não gosto de pensar que a humanidade é burra, mas céus, como as pessoas se deixam levar por soluções banais.
Na verdade, eu não penso mesmo que a humanidade é burra.
Se pensasse eu seria a favor de um governo bem autoritario colocando todo mundo nos eixos, protegendo os burros dos espertos, os fracos dos fortes, os pobres dos ricos, os negros dos brancos, os cristãos dos islâmicos e os islâmicos dos judeus.
Céus, quão dificil é perceber que a humanidade é uma só? Que as pessoas para se proteger de outras precisam apenas se unir? E que união não significa exército, imposto ou lei, mas que união significa apenas... união?
E quando pessoas unidas vão perceber que não são uma classe, uma raça ou qualquer coisa do tipo, mas simplesmente individuos com propósitos parecidos?
Defendo o capitalismo.
Odeio o status quo.
Céus, olha que mundo doente, nem os conservadores aguentam mais o status quo e os "revoltados" não conseguem pensar em liberdade nem que isso lhes custasse a vida.
Aliás, isso vai lhes custar a vida.
Uma vida inteira desperdiçada em trabalho servil.
Quão patético deve ser para um revoltado chegar a sua velhice e perceber que trabalhou a vida inteira para sustentar um governo.
Quão assustador é pensar que, para esse revoltado, o problema é que o governo não tomou o bastante de sua vida.
Eleições se aproximando e as armas de normalmente serão utilizadas.
Os bem domesticados e mansos militantes revoltados sairão as ruas em marcha vomitando qualquer besteira que seus donos ordenarem.
Enquanto isso nas televisões se travará uma batalha de demagogias em que se disputa quem consegue prover o "welfare state" mais eficiente, mas claro, eles estarão mentindo, o Brasil não tem condições para criar programas novos, porém, óbvio, nenhum politico será honesto o bastante para dizer que a solução para o Brasil é cortar gastos e não elêva-los. Ninguém vai propôr diminuir o número de burocratas. Todos vão propôr corte de impostos, mas ninguém vai dizer quais programas vão cancelar para que não afundemos ainda mais em dívidas.
Enfim, as batalhas da televisão vão fazer os debates fúteis do orkut parecerem duelos iluminados de intelectuais altamente especializados em economia e ciências sociais.
Enfim, os poderosos vão ganhar mais poder. O Brasil vai empobrecer mais ainda. E os revoltados vão mostrar sua revolta sendo mais escravos do partido.
Que mundo estranho.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Um empecilho

Acho que existe um empecilho na humanidade: o governo.
O governo impede que se formem livres mercados e o governo impede que se formem comunas autogestionarias.
O governo se responsabiliza por problemas que não consegue cuidar com precisão, como ecologia, saúde, educação, comércio e tudo mais que pode ser pensado.
Quando o governo se propõe a acabar com a fome, icentiva que as pessoas parem de se organizar em prol dessa causa.
Quando o governo se propõe a ajudar uma industria, impede que as pessoas decidam exatamente quanto recurso essa industria deve receber.
O governo é caracterizado por roubar dos pobres e entregar para os ricos.
O governo é caracterizado por roubar dos ricos e embolsar.
O governo, quando absorve os sindicatos, impede os trabalhadores de se organizar de acordo com suas próprias normas e de realizar contratos individuais com os donos das fábricas.
Os sindicatos quando escolhem negociar com o governo ao invés de negociar com os empresários criam distorções na ordem social e generalizações perigosas no mercado.
A guerra de classes é uma mentira contada pelo governo com o objetivo de criar um inimigo interno, alguém a se combater, alguém de quem a população precisa ser protegida.
Hitler usou os judeus, marxistas usam os burgueses, liberais usam os "pobres vagabundos".
É uma guerra de todos contra todos onde o Estado se nutre e cresce e domina.
Não tenham medo do mercado, do individualismo, do egoísmo, das classes mais altas.
Não tenham medo também da imoralidade, da miscigenação, da imigração, do tráfico, das classes mais baixas.
Não se deixem enganar por um Estado que gera esses medos apenas para que possa se mostrar um herói.
Medo do latifundiario, do bandido, da policia, da corporação, da fome, das drogas, da pornografia, da desigualdade.
Medo é a maior arma do Estado e ela usará essa arma para obriga-los a escolher um "time", um "lado", você ficará do lado dos "burgueses" ou dos "proletários"?
A resposta é não ficar do lado de nenhum. Apenas contra o governo.

Afinal, porque anarco-socialistas me irritam?

Primeiro é o óbvio, eles acham que são donos do "movimento anarquista", com a inerente arrogância nonsense socialista, eles acham que podem regulamentar, controlar, taxar, forçar e matar tudo que eles vêm na frente e que não condiz com a "elevada" moral marxista.
Marxismo é uma religião e "anarquismo" é algo como uma igreja protestante.
A teoria da mais-valia é o combustivel perfeito dos ditadores.
Tal teoria deu a eles uma justificativa pseudo-cientifica para que pseudo-libertários totalitarios realizassem chacinas e terrorismo.
A teoria da mais-valia, não levada em consideração por ninguém com meio cérebro, ainda serve como desculpa para a imaginaria guerra de classes, a qual é fomentada somente pelo Estado através de privilégios, ora para ricos, ora para pobres, com o intuito de criar uma guerra de todos contra todos, onde "capitalismo" e "socialismo" se enfrentam em um campo de guerra imaginario em uma luta de classes que só existe para aqueles com interesse politico nela e para aqueles controlados pela propaganda fascista.
Quando a teoria da mais-valia não existir, o governo não vai ter mais justificativa de proteger os "proletarios" dos "burgueses" porque não vai haver "exploradores" e nem "explorados" e os governos serão vistos pelo que realmente são: exércitos.
Não há proletarios. Nem burgueses. Nem Contrato Social. Nem fronteiras nacionais. Não há socialismo. Não há utopia. Não há mão invisivel.
O governo é resultado de exército e autoritarismo, não de contrato.
O mercado é o resultado de cooperação, não de exploração.
O socialismo é o resultado de coerção, não de liberação.
Existem pobres que podem ficar ricos se não existir um governo opressor como aquele proposto pela "esquerda".
Existem ricos que podem ficar pobres se não existir um governo opressor como aquele proposto pela "direita".
A filosofia anarquista já se expandiu, evoluiu para muito além de Bakunim, para estágios que deixaria Kropotkin envergonhado de ter proposto uma auto-gestão tão frágil, que faria Proudhon se orgulhar, pois seu estudo da propriedade privada evoluiu para discussões verdadeiramente inteligentes, mesmo em vida Proudhon negou que "propriedade é roubo", não acredito que exista um paraíso, mas caso exista, quão triste estará ele agora ao ver tantos zumbis hipnotizados por um livro que ele escreveu ainda jovem e inexperiente.
"Propriedade é roubo" eles gritam, ignorando que o próprio autor disse "Propriedade é liberdade."
Quão triste é observar um grupo de socialistas "anarquistas", não sabem se enfrentam o capitalismo ou se enfrentam o governo, pois um se opõe ao outro e não pode se opor aos opostos ao mesmo tempo, ah, mas vem a "mais valia", a "aterradora" exploração dos malvados capitalistas, então eles ficam com medo, paralizados e lá vão pedir ajuda para o governo os proteger do malvado capitalismo "por favor governo, me dê uma escola", "por favor governo, me dê passe livre de ônibus", "por favor governo, controle minha vida senão o malvado capitalismo vai me pegar", ah, que triste é observar esses anarquistas pregando sua "utopia", clamando por um "ser humano mais evoluido" que saiba viver em "harmonia", mal sabe que a anarquia já existe, ela está em toda parte que não está o governo e que as pessoas já estão mais do que prontas para viver em anarquia, basta que o socialismo deixe de existir, que a "mais valia" desapareça do imaginario popular, que a moralidade individual, seja ela cristã ou marxista, deixe de influenciar o coletivo, quando o medo do capitalismo desaparecer, haverá anarquia.
Até lá, os "anarquistas" continuaram a constar na folha de pagamento dos partidos politicos, continuarão a ser os melhores amigos do exército, pois governo não existe, líderes não existem, o que existe é apenas exército e coerção e enquanto anarquistas abraçarem o socialismo, estarão abraçando também o autoritarismo inerente deste.
Coletivismo é uma escolha, a anarquia permite essa escolha, mas ao pregarem que coletivismo deve ser a regra, então se torna socialismo, que jamais se mostrou libertário.

Cara, a docinho é a melhor.

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