Definições de esquerda e direita.
Esquerda <-> Direita = Socialismo <-> Capitalismo.
Essa é talvez a definição mais mainstream do termo.
O que torna problemático é o que é Socialismo e o que é Capitalismo.
O que nos leva a próxima definição.
Esquerda <-> Direita = Proletários <-> Burgueses.
Essa é a classificação mais idiota de todas.
"A esquerda defende os explorados e a direita os exploradores".
O problema, de novo, é a definição de Proletários e Burgueses.
Proletários = Trabalhadores assalariados <-> Burgueses = Trabalhadores não-assalariados
Hoje essa definição é patética, já que alguns assalariados ganham muitissimo mais que o não-assalariado tiozinho da padaria.
Então pra simplificar.
Proletários = Pobres <-> Burgueses = Ricos
Então temos eu.
Eu sou contra "Big Busisness" no sentido que eles só são "Big" porque recebem ajuda governamental.
Corporate Welfare é bem mais monstruoso e prejudicial que State Welfare (a não ser que você esteja na Europa, aí talvez seja o contrário).
Se roubar dinheiro da população para dar em hospitais ineficientes e escolas escravocratas já é ruim, roubar dinheiro da população para entregar para elites corporativistas então é o cúmulo.
Entretanto se alguém fica rico sem ajuda do governo, eu não tenho nada contra. Assim como se alguém fica pobre num ambiente de real livre mercado, eu não vou achar que as pessoas devam ser forçadas a ajudar essa pessoa.
O grande problema hoje é que o mercado é tão controlado e regulamentado que fica muito dificil saber se quem é rico, é rico por "justa causa".
Sempre me irrita quando certos "liberais" dizem que pobre é vagabundo, porque eles ignoram e muito o quanto a controlada e manipulada economia sistematicamente empobrece a população.
O problema grande nessa definição de Proletários e Burgueses é o quanto todo tipo de coisa ruim é colocado na categoria "Burguês".
Visão socialista:
Burguês = Teocentristas racistas patrióticos totalitários elitistas poluentes consumistas fúteis.
E portanto, faz sentido ter nazismo como "Extrema Direita".
O que os socialistas fizeram com nazismo, na verdade, foi ignorar a economia alemã, pegar os ideais e dizer "tudo isso é direita".
E de algum modo bizarro, eles conseguiram convencer as pessoas disso.
Então ficou algo como:
Pobres <-> Teocentristas racistas patrióticos totalitários elitistas poluentes consumistas fúteis.
Nessa visão, é óbvio que a enorme maioria das pessoas fica na esquerda.
Outra coisa que não ajuda é o fato de algumas pessoas que se auto-denominam "Direita" de fato concordarem com isso (algo como o partido republicano norte-americano ou o PFL).
Então ao invés de dizer "Não somos TRPTEPCF" eles tentam se justificar, dizendo, "Mas ser TRPTEPCF não é ruim".
Dessa forma fica fácil saber porque ninguém tem coragem de se dizer "de direita".
É por isso que eu adoto a seguinte definição do termo.
Esquerda <-> Direita
Governo <-> Mercado
Veja bem:
A questão aqui não é ignorar problemas, como fingir que não existe pobreza ou que o mundo não está a beira de um colapso ecológico, mas sim se perguntar "Qual ferramente deve ser utilizada para melhor resolver um problema?"
Se você acha que o governo é uma ferramenta eficiente para resolver problemas, então você é de esquerda.
Se você acha que o mercado é uma ferramenta eficiente para resolver problemas, então você é de direita.
Se você acha que o governo é uma ferramente eficiente para manipular o mercado, então você é ou de centro ou um deputado morrendo de medo de perder seu enorme salário.
"Mas como ficam os anarco-socialistas?"
Não sei, eu passei a ignorar a existência deles porque durante o tempo em que eu estudava anarco-socialismo eu não encontrei uma única resposta decente para nenhum problema da humanidade.
Eu encontrei um monte de texto falando "é culpa dos capitalistas, portanto, se nós matarmos eles, as coisas magicamente darão certo" o que é tão patético quanto eu afirmar que os problemas da humanidade desaparecerão se o governo desaparecer.
É muito fácil culpar a Hailburton e o Bush pelos males do mundo, só que nenhum dos idiotas me deu nenhuma explicação remotamente satisfatória sobre o que colocar no lugar.
Continuando:
Eu vejo "Governo" e "Mercado" como forma que as pessoas encontram de se relacionar umas com as outras.
Governo resolve coisas através da coerção e Mercado resolve coisas através de cooperação.
"Ah, mas assim fica ruim ser de esquerda"
Não. Sério? Puxa amigão, que pena de você depois de ouvir por tantos anos que eu sou um teocentrista racista patriótico totalitário elitista poluente consumista fútil só porque acho socialismo uma merda.
(Nota biográfica: Eu passei a defender o livre mercado muito recentemente e com 15 anos eu era anti-capitalismo que nem qualquer moleque de 15 anos é, a diferença minha e dos outros moleques de 15 anos é que eu pensei "Ok, odeio norte-americanos, mas ser a favor de Fidel Castro é tão idiota quanto", sendo assim parti pra "terceira via" que, na minha visão de 15 anos, era o anarquismo)
Enfim.
É dado um problema. Ecologia por exemplo.
O mainstream dos professores de geográfia comunistas ensinados por outros professores de geografia comunistas diz o seguinte:
"A esquerda se preocupa com a ecologia enquanto a direita ignora o problema" e convenhamos, boa parte da direita de fato ignora o problema, o que é uma atitude altamente idiota.
Se você estudou o assunto e concluiu que os ambientalistas falam merda, então tudo bem, mas se você ignora os ambientalistas só porque ama o seu carro, então você é um idiota.
O único jeito de não ser idiota nesse segundo caso é ser honesto e admitir "Olha, eu pouco me fodo pro mundo, eu gosto do meu carro", o que faz de você um egoísta auto-destrutivo imbecil, mas pelo menos um egoísta auto-destrutivo imbecil honesto, o que merece mais meu respeito do que anarco-socialistas que dão como solução destruir as fábricas e mandar se foder todo mundo que discorda deles, a não ser quando eles percebem que se as fábricas forem destruidas, vai demorar uma semana de caminhada pra sair de São Paulo e chegar na praia, o que os fazem te xingar de burguês imperialista e sair bravo por que anarquia não redefine as regras do tempo-espaço.
Continuando.
Ecologia.
A solução da esquerda é que o governo recolha impostos (imposto = roubo legalizado) e cuide da floresta. Que o governo use de amaça de violência para fazer as fábricas poluirem menos e que o governo use de violência para forçar as fábricas a fabricar carros menos poluentes.
Eu posso analisar os problemas dessa postura, mas não é o caso, a questão é se você for de esquerda, a solução que você adota é essa.
A solução da direita é que uma ONG recolha doações e cuide da floresta. Que a população use da ameaça de boicote para fazer as fábricas poluirem menos, que pessoas diretamente afetadas pela poluição exija indenizações da fábrica. Há problemas com essa postura também, por exemplo, "como se boicota uma madereira?" sendo que o consumidor deles são os fabricantes de móveis e não o consumidor direto. A solução seria boicotar o fabricante de móveis, o que o faria boicotar a madereira, mas isso é confiavel? Não sei. Mas, na minha opinião, é infinitamente mais confiável que deixar o governo cuidando da questão.
Mesmo porque esse é um exemplo muito bom.
Toda a humanidade odeia ver uma árvore sendo derrubada, mas você está disposto a parar de comprar móveis de madeira ou folhas de papel em prol desse ideal?
O mercado te dá essa opção.
O governo não, ele vai simplesmente tomar a postura mais aceitavel eleitoramente e mandar se foder o 49% da população não necessário pra conseguir seu voto.
De novo, mercado e governo não são coisas abstratas, são pessoas interagindo.
Do ponto de vista austríaco (que é a escola de economia que mais estuda e defende o mercado puramente livre de governo), não importa quanto lucro você consegue ao fazer algo, porque todos os valores (inclusive monetários) são subjetivos.
Se um cara planta arroz e vende por 10 reais, é porque ele acha que 10 reais vale mais do que um saco de arroz e o comprador acha o contrário.
Você pode reclamar o quanto quiser que o preço está caro, pode ser guiado mais por necessidade do que vontade, mas se você voluntariamente deu dinheiro por um produto é porque acha mais importante ter o produto do que dinheiro.
Agora, se um cara planta arroz e dá pra uma criança com fome, é porque ele acha que vale mais a pena ver a criança sem fome do que ter o saco de arroz, os valores são todos subjetivos, quem decide, em primeiro lugar, é quem produz/vende e em segundo quem consome/compra, se quem planta arroz acha que vale mais ter 10 reais do que ver a criança sem fome, então é uma opinião subjetiva dele, os insatisfeitos que plantem/comprem arroz e dêem pra criança.
Mas voltando ao ponto. Quer você venda um produto ou faça uma doação, você utiliza o mercado.
Só deixa de ser mercado quando não é quem produz que decide o destino do produto
Se você vive em uma aldeia, planta um saco de arroz, decide guardar, porém a tribo se revolta e decide distribuir igualmente aquele saco de arroz contra a vontade do agricultor, então é um governo.
De novo, você pode achar isso necessário, mas pelo menos seja honesto, não finja ser contra o governo se você é a favor de se meter no trabalho dos outros.
Mas não é o operário que decide o destino da mercadoria, é o dono da fábrica!
Essa discussão vai longe e é uma que eu acredito que vale a pena ter, eu acho que em uma economia de livre mercado, o dono da fábrica tem direito sobre a mercadoria porque ele investiu o dinheiro, que ele conquistou trabalhando em outra coisa, naquela fábrica, ou ele pelo menos teve a boa iniciativa de convencer investidores (que trabalharam em outra coisa), a voluntariamente investir nele.
Isso e o fato de trabalho assalariado não ser trabalho escravo legitima a existência de um dono de fábrica.
Sem contar que o dono da fábrica trabalha também, não é como se donos de fábricas ficassem sentados olhando pro teto o dia inteiro.
Agora se ele recebeu dinheiro (roubado) do governo pra abrir aquela fábrica, esse argumento vai por água abaixo.
De novo, uma das grandes dificuldades em defender o livre mercado é cometer o erro de achar que o mercado hoje é livre.
A sociedade é tão marcada por atos passados e presentes de agressão que, tenham certeza, é um mundo bem mais injusto e violento do que seria caso o governo não intervisse na economia.
Enfim. Defendam o que vocês quiserem, mas entendam coisas básicas.
1 - Coisas não caem do céu, se você quer alguma coisa (desde comida até arte), pra você ou pros outros, há esses meios de conseguir.
a - Produção
b - Doação
c - Troca
d - Violência
2 - Se não existe mercado, existe violência.
Se ela é necessária ou não é outra discussão, mas seja honesto, se você acha que violência governamental é necessária para resolver um problema, então admita "eu sou a favor de violência em questões x, y e z, porque é impossível depender da cooperação das pessoas em tais assuntos"
3 - "E quando o governo rouba da população pra distribuir entre uma elite corporativista como acontece nos EUA?"
Centro. Impérios absolutistas e aristocráticos como o império Republicrata norte-americano geralmente são de centro. Então fica:
Anarco-capitalismo = Direita = O ato de respeitar propriedade privada e contar com a cooperação para resolver problemas.
Corporate Welfare = Centro-direita = O ato de roubar dinheiro público para financiar o mercado, mesmo que tal mercado não seja livre. (e geralmente não é)
State Welfare = Centro-esquerda = O ato de roubar dinheiro público para financiar o governo, mesmo que não seja em função do povo. (e geralmente não é)
Socialismo = Esquerda = O ato de não respeitar propriedade privada e usar de coerção para resolver problemas.
Anarco-socialismo = Retarded = O ato de não respeitar propriedade privada e contar com a cooperação para resolver problemas.
Veja bem, é impossível não existir propriedade privada em um espaço ocupado por um ser humano.
a - A propriedade pertence a uma pessoa
b - A propriedade pertence a mais de uma pessoa
A e B são propriedade privada. A diferença entre propriedade privada e coletiva é meramente admnistrativa.
No caso de A uma pessoa toma para si posse do lugar e direito de se proteger contra quem inicia agressão contra tal propriedade.
No caso de B mais de uma pessoa toma para si posse do lugar e direito de se proteger contra quem inicia agressão contra tal propriedade.
Abolir esse conceito é deixar todo mundo fazer tudo que quiser em todo lugar. O que gera um obvio caos por motivos bem óbvios.
Dizer que as pessoas se respeitarão é dizer que as pessoas terão regras diferentes de propriedade privada, é dizer que as pessoas decidirão em harmonia as leis de suas propriedades, inclusive sua distribuição, mas ainda é uma proteção à propriedade privada, só que por regras diferentes e se trocas estão sendo feitas sem a intervenção de agressão, ainda é mercado, pois, como explicado, os valores são subjetivos.
4 - Liberais têm que parar de ignorar problemas.
Liberais precisam se envolver em ONGs.
ONGs, na minha opinião, são o sonho do liberalismo virando realidade.
É quando as pessoas percebem que coerção e governo não funciona e passam a contar com colaboração voluntária para resolver problemas.
"Mas ONG é coisa de esquerda", não de acordo com a minha interpretação e eu não odeio a "esquerda" pelas lutas deles.
Eu não gosto dos métodos, da idéia de que violência (através da intervenção governamental) é necessária para resolver esses problemas.
Pior. Me assusta a idéia de que violência é a opção mais moral pra resolver um problema.
Talvez tenha algum assunto em que intervenção governamental funcione melhor do que colher doações, but so what?, dar poder de violência a um grupo de pessoas é geralmente uma estrada que só termina em caos, porque é uma ingênuidade do tamanho do universo que tal instituição vai sempre jogar pelas regras.
Se o poder militar e econômico de uma elite, governamental e/ou corporativista é maior do que o da população, então esse poder será usado para satisfazer os desejos pessoais dos individuos que compõem tal elite às custas dos interesses da população. Pensar o contrário é extrema ingênuidade.
Acabar com a pobreza, acabar com a poluição, ajudar o próximo são coisas ótimas. Todos deveriam se dedicar a isso.
Miséria e poluição são problemas bem reais, devemos nos envolver ativamente em resolver esses problemas.
Ser contra o governo e contra ONGs ao mesmo tempo is plain dumb, é achar que os problemas do mundo vão resolver magicamente.
5 - Esse texto mostra a socialistas como bárbaros ignorantes e liberais como pessoas pacificas e bondosas
No shit! Sério?
Se eu te ofendi, me processe, se eu estou errado, me diga onde e podemos iniciar uma discussão.
A questão não são intenções e sim ideiais.
Intenção de fazer um mundo melhor, todo mundo têm. A questão é a definição de mundo melhor e os métodos utilizados.
Socialistas dizendo que são a favor de harmonia e cooperação não conhecem mesmo a própria ideologia.
Socialismo não tem nada a ver com liberdade ou com paz, mas sim com distribuição de renda a todo custo.
Socialistas são inerentemente autoritários e violentos.
A postura Bush de atacar o Iraque para promover a democracia é a exata mesma postura do MST de atacar latifundiarios para promover o socialismo.
Legal que se você discute Iraque com um socialista, ele vai dizer que o motivo é petróleo, economia, alienação, Hailburton e o caralho a quatro, mas eles não vão ser contra o fato de que guerra é um mal em si, porque se eles forem contra guerras, eles serão contra a guerra proletária/burguesa.
Socialismo não é contra a violência, é contra a desigualdade social.
Se você acha que é necessário violência pra resolver essa desigualdade, que seja, mas seja honesto, não finja que você é a favor da paz, porque não é.
Acho que um erro dos grandes é tomar como "de esquerda" movimentos contra o consumismo e contra a "cultura ocidental" (como o movimento hippie).
Ser contra o sistema capitalista não significa que você é a favor do socialismo, de fato, acredito que os hippies não eram socialistas, mas sim liberais, daí que vem o costume de chamar os esquerdistas norte-americanos de liberais, pois são as pessoas a favor de liberdades civis, só que de novo, socialismo não dá a minima para liberdades civis.
Coisas como homossexualismo e racismo, o socialismo aceita porque não atrapalha a distribuição de renda, mas qualquer liberdade que atrapalhe a distribuição de renda, o socialismo é contra.
Liberalismo por outro lado se baseia em liberdade e paz, partindo do pressuposto que propriedade privada é um pressuposo para a paz.
O problema da esquerda norte-americana é ignorar o quanto o livre mercado é importante para garantir a liberdade civil, os dois, na verdade, estão interligados.
Não é possível existir liberdade de expressão sem livre mercado (e nem sendo politicamente correto, diga-se de passagem).
A - Não é possível abolir o mercado sem usar o governo.
B - Não é possível entregar ao governo controle do mercado sem entregar a ele controle sobre a liberdade em si.
A questão têm sido "liberdade econômica vs liberdade civil" e não por coincidência ambas estão sendo perdidas.
A questão deve ser "socialismo vs liberdade", pois só é possivel existir distribuição de renda e liberdade ao mesmo tempo através da ferramenta "Mercado", mas ao acreditar que tal ferramente não funciona, então sobra a ferramenta "Governo" e onde existe governo não existe liberdade.
Um daqueles paradoxos divertidos da era da internet, onde temos um lugar particular que desenvolvemos para ficar sozinhos enquanto nos expomos voluntariamente para todo tipo de gente estranha e má que queira ver.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Jorge Bornhausen é um cuzão.
Porque liberalismo não "pega" no Brasil?
Bem, pergunte para o presidente do Partido da Frente Liberal.
Veja O PFL é um partido de direita?
Bornhausen O PFL é um partido de centro. Por opção, pertencemos à Internacional Democrata de Centro, que defende um liberalismo social. Não pertencemos à Internacional Liberal, que é puramente liberal. Somos de centro porque, de um lado, estamos distantes do imobilismo conservador. E, do outro, longe do populismo demagógico.
Rodrigo O Partido da Frente Liberal não apóia o liberalismo. Interessantissimo isso. Só que o Brasil JÁ É um país de centro, "imobilismo conservador" é ficar com medo de declarar em público que o Brasil precisa descentralizar, reduzir burocracia, reduzir impostos, reduzir gastos inuteis, reduzir subsidios (o dia que o PFL for a favor de reduzir subsidios agricolas e acabar com protecionismo, eu acho que o universo entrará em paradoxo e a realidade será destruida), enfim, liberalismo só é imóvel em anarquia, porque é o único estágio que não dá pra ficar mais liberal, o centro por outro lado é imóvel com um governo altamente burocrático, regulamentador, protecionista e moralista. E o Brasil é -ahá- altamente burocrático, regulamentador, protecionista e moralista.
Veja Porque ninguém assume ser de direita no Brasil?
Bornhausen A direita não cabe dentro do figurino brasileiro. Temos de considerar nossas condições sociais. Não podemos querer uma economia de mercado pura, sem um Estado regulamentador.Temos de fazer com que o Estado seja um instrumento de serviço do cidadão, especialmente o menos favorecio.Sem isso, os pobres não terão oportunidades justas nem seus direitos básicos preservados. Não é questão de Estado máximo ou Estado mínimo, mas do Estado necessário.
Rodrigo Para o qual eu pergunto: Quanto Estado é necessário? Bem, um forte governo federal coordenando desde extração de petróleo até plaquinhas de aviso em porta de elevador é necessário? Como é fácil fazer um politico experiente ficar em cima do muro, basta pedir que ele tome um posicionamento corajoso, basta encurralar ele e perguntar "porque você não admite ser algo que você é?" e não foi ele que falou em demagogia populista? O que é "Temos de fazer com que o Estado seja um instrumento de serviço do cidadão, especialmente o menos favorecio.Sem isso, os pobres não terão oportunidades justas nem seus direitos básicos preservados" senão demagogia populista? O Estado brasileiro já tenta ser um instrumento de serviço do cidadão, o Estado brasileiro já se esforça muito para garantir segurança, saúde e educação, mas não consegue e nem vai conseguir a não ser que o governo pare de gastar em "cultura", subsidios, regulamentação, o desemprego e a miséria vão continuar enquanto o governo não deixar as pessoas construirem o mercado. O mercado é um instrumento de serviço do cidadão, pelo cidadão, é uma ferramenta, não é uma mão invisivel, é o instrumento que usamos para conseguir e fornecer serviços; o governo é a mesma coisa, mas o primeiro se baseia em trocas voluntarias e o segundo se baseia em roubo e violência. Bornhausen conseguiu em uma pergunta ser, ao mesmo, um imóvel conservador populista demagógico.
Afinal, o que quis dizer essa resposta de Bornhausen? Ela quis dizer "O Estado deveria continuar fazendo o que sempre fez e nunca deu certo, porque por algum motivo mágico e inexplicavel, vai funcionar."
Digo mais, nós temos que querer uma economia de mercado pura, sem um Estado regulamentador por causa das nossas condições sociais, quantas outras administrações de "centro" são necessárias pra provar que é o imobilismo populista moralista e socialista que têm nos levado pra baixo?
Veja O senhor tem medo de ser classificado como de direita?
Bornhausen Não se trata de medo, é que não há como existir direita em um país que não é desenvolvido.
Rodrigo Claro que há, basta não ter medo de desagradar os recebedores de impostos, agora, vamos analisar o que ele disse: "não há como existir direita em um país que não é desenvolvido", quer dizer que se existe a direita, é porque o país é desenvolvido, qual a solução proposta? Continuar de "centro" para nunca sair do lugar, para ser sempre dependente do liberalismo dos outros ao invés de construir o nosso.
Veja Reformulando: o PFL é o partido mais à direita no espectro político brasileiro
Bornhausen Não. Há partidos que se colocam muito mais à direita, como o PP e o PTB. Ambos com intensa convivência com Lula e seu governo. Não somos de direita, mas direitos.
Rodrigo Algumas deduções: A Veja é liberal, (tipo, óbvio), ela é um tanto moralista também, mas não muito (mais de uma vez li a Veja protegendo aborto, clonagem e pesquisa com células-tronco), ela percebeu a possibilidade do PFL lançar um candidato sem se coligar com o PSDB (César Maia) e essa entrevista pôde ter sido feita com esse intuito, de levar Bornhausen a dizer "somos de direita, com orgulho, trabalhamos para um Brasil mais liberal", a Veja tem opinião própria e vai apoiar sua opinião sem fingir neutralidade, uma resposta que agradasse a Veja, aos leitores da Veja e que se posicionasse como um partido que, na prática, seria totalmente contrário ao PT, poderia ter ganho ao Bornhausen um apoio importantissimo e muitos eleitores.
Afinal, só vota no PFL quem é de direita e quem se diz de direita, perda de tempo dele tentar se mostrar como "centro" sendo que PSDB e PT, que são bem mais fortes que PFL, já fazem isso.
E o que Bornhausen fez com a oportunidade? Jogou fora de propósito, porque ele é um burocrata e ele sabe que liberalismo diminuiria seu poder. A elite politica brasileira funciona assim.
Eles até perdem a eleição, mas perder o controle sobre o mercado? Jamais.
Bem, pergunte para o presidente do Partido da Frente Liberal.
Veja O PFL é um partido de direita?
Bornhausen O PFL é um partido de centro. Por opção, pertencemos à Internacional Democrata de Centro, que defende um liberalismo social. Não pertencemos à Internacional Liberal, que é puramente liberal. Somos de centro porque, de um lado, estamos distantes do imobilismo conservador. E, do outro, longe do populismo demagógico.
Rodrigo O Partido da Frente Liberal não apóia o liberalismo. Interessantissimo isso. Só que o Brasil JÁ É um país de centro, "imobilismo conservador" é ficar com medo de declarar em público que o Brasil precisa descentralizar, reduzir burocracia, reduzir impostos, reduzir gastos inuteis, reduzir subsidios (o dia que o PFL for a favor de reduzir subsidios agricolas e acabar com protecionismo, eu acho que o universo entrará em paradoxo e a realidade será destruida), enfim, liberalismo só é imóvel em anarquia, porque é o único estágio que não dá pra ficar mais liberal, o centro por outro lado é imóvel com um governo altamente burocrático, regulamentador, protecionista e moralista. E o Brasil é -ahá- altamente burocrático, regulamentador, protecionista e moralista.
Veja Porque ninguém assume ser de direita no Brasil?
Bornhausen A direita não cabe dentro do figurino brasileiro. Temos de considerar nossas condições sociais. Não podemos querer uma economia de mercado pura, sem um Estado regulamentador.Temos de fazer com que o Estado seja um instrumento de serviço do cidadão, especialmente o menos favorecio.Sem isso, os pobres não terão oportunidades justas nem seus direitos básicos preservados. Não é questão de Estado máximo ou Estado mínimo, mas do Estado necessário.
Rodrigo Para o qual eu pergunto: Quanto Estado é necessário? Bem, um forte governo federal coordenando desde extração de petróleo até plaquinhas de aviso em porta de elevador é necessário? Como é fácil fazer um politico experiente ficar em cima do muro, basta pedir que ele tome um posicionamento corajoso, basta encurralar ele e perguntar "porque você não admite ser algo que você é?" e não foi ele que falou em demagogia populista? O que é "Temos de fazer com que o Estado seja um instrumento de serviço do cidadão, especialmente o menos favorecio.Sem isso, os pobres não terão oportunidades justas nem seus direitos básicos preservados" senão demagogia populista? O Estado brasileiro já tenta ser um instrumento de serviço do cidadão, o Estado brasileiro já se esforça muito para garantir segurança, saúde e educação, mas não consegue e nem vai conseguir a não ser que o governo pare de gastar em "cultura", subsidios, regulamentação, o desemprego e a miséria vão continuar enquanto o governo não deixar as pessoas construirem o mercado. O mercado é um instrumento de serviço do cidadão, pelo cidadão, é uma ferramenta, não é uma mão invisivel, é o instrumento que usamos para conseguir e fornecer serviços; o governo é a mesma coisa, mas o primeiro se baseia em trocas voluntarias e o segundo se baseia em roubo e violência. Bornhausen conseguiu em uma pergunta ser, ao mesmo, um imóvel conservador populista demagógico.
Afinal, o que quis dizer essa resposta de Bornhausen? Ela quis dizer "O Estado deveria continuar fazendo o que sempre fez e nunca deu certo, porque por algum motivo mágico e inexplicavel, vai funcionar."
Digo mais, nós temos que querer uma economia de mercado pura, sem um Estado regulamentador por causa das nossas condições sociais, quantas outras administrações de "centro" são necessárias pra provar que é o imobilismo populista moralista e socialista que têm nos levado pra baixo?
Veja O senhor tem medo de ser classificado como de direita?
Bornhausen Não se trata de medo, é que não há como existir direita em um país que não é desenvolvido.
Rodrigo Claro que há, basta não ter medo de desagradar os recebedores de impostos, agora, vamos analisar o que ele disse: "não há como existir direita em um país que não é desenvolvido", quer dizer que se existe a direita, é porque o país é desenvolvido, qual a solução proposta? Continuar de "centro" para nunca sair do lugar, para ser sempre dependente do liberalismo dos outros ao invés de construir o nosso.
Veja Reformulando: o PFL é o partido mais à direita no espectro político brasileiro
Bornhausen Não. Há partidos que se colocam muito mais à direita, como o PP e o PTB. Ambos com intensa convivência com Lula e seu governo. Não somos de direita, mas direitos.
Rodrigo Algumas deduções: A Veja é liberal, (tipo, óbvio), ela é um tanto moralista também, mas não muito (mais de uma vez li a Veja protegendo aborto, clonagem e pesquisa com células-tronco), ela percebeu a possibilidade do PFL lançar um candidato sem se coligar com o PSDB (César Maia) e essa entrevista pôde ter sido feita com esse intuito, de levar Bornhausen a dizer "somos de direita, com orgulho, trabalhamos para um Brasil mais liberal", a Veja tem opinião própria e vai apoiar sua opinião sem fingir neutralidade, uma resposta que agradasse a Veja, aos leitores da Veja e que se posicionasse como um partido que, na prática, seria totalmente contrário ao PT, poderia ter ganho ao Bornhausen um apoio importantissimo e muitos eleitores.
Afinal, só vota no PFL quem é de direita e quem se diz de direita, perda de tempo dele tentar se mostrar como "centro" sendo que PSDB e PT, que são bem mais fortes que PFL, já fazem isso.
E o que Bornhausen fez com a oportunidade? Jogou fora de propósito, porque ele é um burocrata e ele sabe que liberalismo diminuiria seu poder. A elite politica brasileira funciona assim.
Eles até perdem a eleição, mas perder o controle sobre o mercado? Jamais.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Consideraçõezinhas
*lendo o debate entre Olavo de Carvalho e Alaor Caffé Alves*
Cara, o Olavo é um idiota.
Não estou questionando que ele não tem conhecimento, mas esse Alaor é um pato gigante, o cara é o clichê marxista mais patético que existe, eu não sei mesmo porque o Olavo perdeu a paciência e ficou tão violento quando Alaor Caffé falou o clichezão máximo de que "socialismo nunca existiu" como se a União Soviética tivesse sido, sei lá, conselho tribal, a questão é que se ouve esse argumento uma vez a cada 15 minutos, daria pra continuar o debate, mas ele ficou preguiçoso, sei lá, perdeu a cabeça e como resultado se mostrou um idiota na USP, quando tinha oportunidade de fazer aquelas pessoas que nunca viram ninguém defender o capitalismo, tipo, defender o capitalismo.
Enfim, o Olavo é um idiota por muitos motivos, mas esse debate foi patético. Hoje foi a primeira vez que eu consegui ler ele inteiro. Absolutamente patético.
Por outro lado...
Wendy McElroy é provavelmente a feminista mais genial que eu já li. O feminismo "dela" (porque movimentos não pertencem a pessoas) é o único que eu vi que leva esse papo de direitos iguais a sério. Aqui algumas perguntas do site http://www.ifeminists.com
Algumas vezes a inequalidade funciona a favor das mulheres, como em leis de "affirmative action". você as opõem também? (exemplo de "affirmative action" é licensa maternidade)
Absolutamente. Direitos iguais significam nem privilégio e nem opressão. Além do que, dificilmente beneficia as mulheres terem um Estado paternalista que as trata como crianças os seres humanos "inferiores" que precisam de ajuda para serem iguais.
O governo não está tentando ajudar as mulheres?
Governos tem sido os maiores violadores dos direitos femininos por séculos. Nos séculos 18 e 19 na America, governo negou as mulheres os mais básicos direitos de controlarem seus próprios corpos (controle de natalidade) e sua própria propriedade (esposas não tinham incontestavel direito sobre seus próprios salarios). No fim do século 20, governo cementou hostilidade entre os sexos na sociedade ao assumir uma figura paternalista que beneficia as mulheres as custas dos homens (affirmative action). Quer seja por privilégio ou opressão, governos não parecem dispostos a respeitar direitos totais e individuais das mulheres.
Se opor a "affirmative action" e defender direitos de propriedade privada são geralmente associados com conservadorismo. Não é ifeminismo apenas feminismo conservador?
Muitos conservadores ficam desconfortaveis com o jeito que ifeminismo abraça radicais liberdades civis. Por exemplo, ifeminismo pede pela descriminalização de prostituição e pornografia. Para uma ifeminista, não há "ismo" entre economia e liberdade civil. Elas querem ambas expressões do direito de um individuo de usar seu próprio corpo e propriedade em qualquer maneira pacifica que ela escolher.
Isso significa que ifeminismo apóia direito ao aborto?
Isso é uma controvérsia dentro do ifeminismo. A maioria da opinião são pró-escolha baseado no direito que uma mulher tem de si própria. Uma minoria vocal dentro do ifeminismo entretanto, se opõe ao aborto. Elas acreditam que o feto em desenvolvimento tem o mesmo direito a direitos humanos que um recém nascido
Hoje no http://www.lewrockwell.com tem um artigo dele protestando contra uma decisão da justiça de permitir que homens entrem em um clube de mulheres. Diz ela que a dona do clube deixa entrar no clube quem ela quiser e que o governo não tem o direito de proibir uma mulher de fazer suas próprias regras dentro do seu estabelecimento.
(se você acha que um homem tem direito de ir e vir dentro da propriedade privada de outra pessoa, então sua ideologia está tão absurdamente distante da minha que não é lá muito seguro pra você estar nesse blog)
Aliás, no debate sobre propriedade privada.
Propriedade privada não é um direito natural, assim como o direito a vida não é um direito natural também, gravidade é um direito natural, mesmo um avião segue as leis da gravidade, agora se eu te matar, você não vai ter direito a vida.
Aqueles que dizem que não faz sentido respeitar a propriedade privada abre pra mim uma brecha muito perigosa de dizer que não faz sentido respeitar direito a vida também, quanto mais direito a 13º salario e férias remuneradas.
Qualquer lei que seja parte do pressuposto que individuos a respeitam.
As pessoas respeitam propriedade privada porque é o melhor modo de se viver em paz, assim como elas respeitam o direito a vida, que é o porque empregadores cumprem contratos com empregado, ninguém é bonzinho, é simplesmente senso comum.
A questão é que ninguém, nem os socialistas, questionam o direito a propriedade privada, eles só questionam se o dono da propriedade merece de fato ser tal dono, para o qual eu respondo que prefiro deixar o mercado (que é uma ferramente de troca) decidir isso do que o governo (que é uma ferramente de coerção e opressão).
Outros dizem que como é o Estado que garante o direito a propriedade privada, então ele pode decidir nos termos dele, pode inclusive desapropriar alguém que não se enquadra nas regras, para o qual eu respondo que é o Estado que impede que os membros do MST sejam brutalmente assassinados de forma cruel e dolorosa, sendo assim, o Estado não garante o direito a propriedade, ele viola e permite que os outros violem.
As pessoas não se revoltam contra a propriedade privada, elas se revoltam contra o fato que tal propriedade não pertence a elas, na minha opinião, os anarquistas são os que realizaram os melhores estudos a esse respeito, pois diferente dos socialistas, eles não acreditam que cabe ao Estado e nem mesmo a uma sociedadezinha mutualista kropotkiana decidir de quem é a propriedade privada, então eu volto ao conceito do mercado sem Estado, pois em uma capitalismo livre uma pessoa só tem dinheiro para manter e proteger uma propriedade se as pessoas quiseram voluntariamente dar esse dinheiro a ele. A idéia de que as pessoas são forçadas a dar dinheiro para capitalistas é absurda, isso só acontece no monopólio e economias de livre mercado não geram monopólios, Rockfeller perdeu muito dinheiro realizando dumping sem ajuda do governo na esperança de quebrar a concorrência e não conseguiu; a única instituição que tira dinheiro sem pedir é o Estado e é também a única instituição capaz de criar monopólio, sendo assim, eu ainda estou pra ouvir um argumento sobre porque haver distribuição de renda forçada pelo Estado, se alguém me disser que é porque é injusto que pessoa A tenha mais que pessoa B, eu digo que não, porque pessoa A só tem mais porque as pessoas quiseram dar mais a pessoa A e se insistirem no argumento que ambos são seres humanos, eu digo que exatamente, assim como A não tem direito de tirar o pouco que B tem, B não tem direito de tirar o muito que A tem, sendo assim, a solução não é distribuir riqueza e sim criar riqueza e criar riqueza é a função das fábricas.
E ainda no assunto da distribuição de renda
Um processo básico e óbvio chamado de "espiral da morte" social-democrata que explica porque o Brasil é uma merda.
1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Impostos são elevados.
5. Impostos empobrecem a população.
6. Repita 1 até o caos destruir todo traço de civilização que um dia existiu.
por outro lado
1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Governo resiste a tentação de dar mais verbas para hospital publico
5. Pessoas sofrem
6. Mercado enriquece as pessoas
7. Pobres passam a ter dinheiro para hospital privado
8. Repita 6.
Ou então um mais atual
1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Walter Salles é brutalmente assassinado, seu cadaver é exibido com orgulho pela população oprimida pelo seu reino de terror.
5. Não mais gastando nos filmes ruins do Walter Salles, governo pode investir em hospital sem aumentar imposto.
6. Mercado enriquece as pessoas
7. Pobres passam a ter dinheiro para hospital privado.
8. Repita 6.
Ou então um mais simples
1. Pessoas que declaradamente odeiam o capitalismo são proibidas de serem ministros da economia.
2. Walter Salles é brutalmente assassinado por diversão.
Enfim, liberalismo econômico é uma coisa boa, mas eu não tenho ilusão de que ele previne governos de serem autoritarios, se um governo não regula a economia, cobra muito pouco imposto, mas usa esse pouco imposto em uma policia abusiva e autoritaria, então nós temos fascismo, embora governos fascistas sempre interviram na economia, mas é possivel ser liberal na economia e autoritario na politica, atribuir a "esquerda" todos os problemas do universo é perigosissimo e é exatamente o que confundiu levou o Olavo ao ridiculo no debate citado acima, o FMI de fato está longe de ser "neoliberal", mas também não é de esquerda, o FMI serve para governos de um país terem controle sobre a economia sobre o governo de outro país, é uma atitude capitalista, porém não liberal, o que me faz pensar que...
Talvez não seja uma boa usar o termo "capitalista", porque embora "capitalismo de Estado" (como o brasileiro) não seja nem um pouco liberal, é definitivamente capitalismo e o erro maior do Olavo foi (aliás, sempre é) não perceber que instituições do tipo FMI, que, como o próprio fala, serve para tirar dinheiro dos pobres dos países ricos e dar para os ricos dos países pobres, é capitalista sim, entretanto não é nem um pouco liberal.
Mas um dado ele apresenta e é correto: Só existe um instituto liberal no Brasil, o do RJ, porque o de SP fechou por falta de verbas, entretanto o MST e o Forum Social jamais tiveram problemas de falta de verba, o que derruba qualquer argumento de que o poder está centralizado na mão de "neoliberais", entretanto eu sinceramente tento evitar essa atitude chorona e derrotista de dizer que a esquerda domina a tudo e a todos, o que não é verdade, o que domina a tudo e a todos são elites politicas que usam de tudo para manter seu poder, desde guerra até discurso socialista (e a elite politica brasileira usa MUITO discurso socialista) e onde o discurso socialista não pega (como nos EUA), eles usam fascismo e dá na mesma.
Ou seja
"Enfraquecer" a esquerda é importante, porque, no Brasil, é o discurso socialista que perpetua a exploração (que como bem diz Alceu Garcia, não é questão de "proletários" e "burgueses", mas sim de "pagadores de impostos" e "recebedores de impostos"), então enfraquecer o socialismo no Brasil significa enfraquecer o governo, mas é importante se ligar, porque caso o socialismo perca força na população e conservadores começarem a ocupar o "vácuo" de poder, esses devem ser combatidos também.
Tenho certeza que se esse debate liberalismo vs socialismo sair da internet e ganhar o imaginario, conservadores usarão libertários tanto quanto libertários usarão conservadores, mas é bom saber que o último suspiro do socialismo decadente será Cry Havoc, And Let Slip The Dogs Of War para o qual vale a pena responder Me dê liberdade ou me dê a morte
Cara, o Olavo é um idiota.
Não estou questionando que ele não tem conhecimento, mas esse Alaor é um pato gigante, o cara é o clichê marxista mais patético que existe, eu não sei mesmo porque o Olavo perdeu a paciência e ficou tão violento quando Alaor Caffé falou o clichezão máximo de que "socialismo nunca existiu" como se a União Soviética tivesse sido, sei lá, conselho tribal, a questão é que se ouve esse argumento uma vez a cada 15 minutos, daria pra continuar o debate, mas ele ficou preguiçoso, sei lá, perdeu a cabeça e como resultado se mostrou um idiota na USP, quando tinha oportunidade de fazer aquelas pessoas que nunca viram ninguém defender o capitalismo, tipo, defender o capitalismo.
Enfim, o Olavo é um idiota por muitos motivos, mas esse debate foi patético. Hoje foi a primeira vez que eu consegui ler ele inteiro. Absolutamente patético.
Por outro lado...
Wendy McElroy é provavelmente a feminista mais genial que eu já li. O feminismo "dela" (porque movimentos não pertencem a pessoas) é o único que eu vi que leva esse papo de direitos iguais a sério. Aqui algumas perguntas do site http://www.ifeminists.com
Algumas vezes a inequalidade funciona a favor das mulheres, como em leis de "affirmative action". você as opõem também? (exemplo de "affirmative action" é licensa maternidade)
Absolutamente. Direitos iguais significam nem privilégio e nem opressão. Além do que, dificilmente beneficia as mulheres terem um Estado paternalista que as trata como crianças os seres humanos "inferiores" que precisam de ajuda para serem iguais.
O governo não está tentando ajudar as mulheres?
Governos tem sido os maiores violadores dos direitos femininos por séculos. Nos séculos 18 e 19 na America, governo negou as mulheres os mais básicos direitos de controlarem seus próprios corpos (controle de natalidade) e sua própria propriedade (esposas não tinham incontestavel direito sobre seus próprios salarios). No fim do século 20, governo cementou hostilidade entre os sexos na sociedade ao assumir uma figura paternalista que beneficia as mulheres as custas dos homens (affirmative action). Quer seja por privilégio ou opressão, governos não parecem dispostos a respeitar direitos totais e individuais das mulheres.
Se opor a "affirmative action" e defender direitos de propriedade privada são geralmente associados com conservadorismo. Não é ifeminismo apenas feminismo conservador?
Muitos conservadores ficam desconfortaveis com o jeito que ifeminismo abraça radicais liberdades civis. Por exemplo, ifeminismo pede pela descriminalização de prostituição e pornografia. Para uma ifeminista, não há "ismo" entre economia e liberdade civil. Elas querem ambas expressões do direito de um individuo de usar seu próprio corpo e propriedade em qualquer maneira pacifica que ela escolher.
Isso significa que ifeminismo apóia direito ao aborto?
Isso é uma controvérsia dentro do ifeminismo. A maioria da opinião são pró-escolha baseado no direito que uma mulher tem de si própria. Uma minoria vocal dentro do ifeminismo entretanto, se opõe ao aborto. Elas acreditam que o feto em desenvolvimento tem o mesmo direito a direitos humanos que um recém nascido
Hoje no http://www.lewrockwell.com tem um artigo dele protestando contra uma decisão da justiça de permitir que homens entrem em um clube de mulheres. Diz ela que a dona do clube deixa entrar no clube quem ela quiser e que o governo não tem o direito de proibir uma mulher de fazer suas próprias regras dentro do seu estabelecimento.
(se você acha que um homem tem direito de ir e vir dentro da propriedade privada de outra pessoa, então sua ideologia está tão absurdamente distante da minha que não é lá muito seguro pra você estar nesse blog)
Aliás, no debate sobre propriedade privada.
Propriedade privada não é um direito natural, assim como o direito a vida não é um direito natural também, gravidade é um direito natural, mesmo um avião segue as leis da gravidade, agora se eu te matar, você não vai ter direito a vida.
Aqueles que dizem que não faz sentido respeitar a propriedade privada abre pra mim uma brecha muito perigosa de dizer que não faz sentido respeitar direito a vida também, quanto mais direito a 13º salario e férias remuneradas.
Qualquer lei que seja parte do pressuposto que individuos a respeitam.
As pessoas respeitam propriedade privada porque é o melhor modo de se viver em paz, assim como elas respeitam o direito a vida, que é o porque empregadores cumprem contratos com empregado, ninguém é bonzinho, é simplesmente senso comum.
A questão é que ninguém, nem os socialistas, questionam o direito a propriedade privada, eles só questionam se o dono da propriedade merece de fato ser tal dono, para o qual eu respondo que prefiro deixar o mercado (que é uma ferramente de troca) decidir isso do que o governo (que é uma ferramente de coerção e opressão).
Outros dizem que como é o Estado que garante o direito a propriedade privada, então ele pode decidir nos termos dele, pode inclusive desapropriar alguém que não se enquadra nas regras, para o qual eu respondo que é o Estado que impede que os membros do MST sejam brutalmente assassinados de forma cruel e dolorosa, sendo assim, o Estado não garante o direito a propriedade, ele viola e permite que os outros violem.
As pessoas não se revoltam contra a propriedade privada, elas se revoltam contra o fato que tal propriedade não pertence a elas, na minha opinião, os anarquistas são os que realizaram os melhores estudos a esse respeito, pois diferente dos socialistas, eles não acreditam que cabe ao Estado e nem mesmo a uma sociedadezinha mutualista kropotkiana decidir de quem é a propriedade privada, então eu volto ao conceito do mercado sem Estado, pois em uma capitalismo livre uma pessoa só tem dinheiro para manter e proteger uma propriedade se as pessoas quiseram voluntariamente dar esse dinheiro a ele. A idéia de que as pessoas são forçadas a dar dinheiro para capitalistas é absurda, isso só acontece no monopólio e economias de livre mercado não geram monopólios, Rockfeller perdeu muito dinheiro realizando dumping sem ajuda do governo na esperança de quebrar a concorrência e não conseguiu; a única instituição que tira dinheiro sem pedir é o Estado e é também a única instituição capaz de criar monopólio, sendo assim, eu ainda estou pra ouvir um argumento sobre porque haver distribuição de renda forçada pelo Estado, se alguém me disser que é porque é injusto que pessoa A tenha mais que pessoa B, eu digo que não, porque pessoa A só tem mais porque as pessoas quiseram dar mais a pessoa A e se insistirem no argumento que ambos são seres humanos, eu digo que exatamente, assim como A não tem direito de tirar o pouco que B tem, B não tem direito de tirar o muito que A tem, sendo assim, a solução não é distribuir riqueza e sim criar riqueza e criar riqueza é a função das fábricas.
E ainda no assunto da distribuição de renda
Um processo básico e óbvio chamado de "espiral da morte" social-democrata que explica porque o Brasil é uma merda.
1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Impostos são elevados.
5. Impostos empobrecem a população.
6. Repita 1 até o caos destruir todo traço de civilização que um dia existiu.
por outro lado
1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Governo resiste a tentação de dar mais verbas para hospital publico
5. Pessoas sofrem
6. Mercado enriquece as pessoas
7. Pobres passam a ter dinheiro para hospital privado
8. Repita 6.
Ou então um mais atual
1. Pessoas são pobres
2. Pessoas pobres frequentam hospital publico
3. Hospital publico precisa de verbas
4. Walter Salles é brutalmente assassinado, seu cadaver é exibido com orgulho pela população oprimida pelo seu reino de terror.
5. Não mais gastando nos filmes ruins do Walter Salles, governo pode investir em hospital sem aumentar imposto.
6. Mercado enriquece as pessoas
7. Pobres passam a ter dinheiro para hospital privado.
8. Repita 6.
Ou então um mais simples
1. Pessoas que declaradamente odeiam o capitalismo são proibidas de serem ministros da economia.
2. Walter Salles é brutalmente assassinado por diversão.
Enfim, liberalismo econômico é uma coisa boa, mas eu não tenho ilusão de que ele previne governos de serem autoritarios, se um governo não regula a economia, cobra muito pouco imposto, mas usa esse pouco imposto em uma policia abusiva e autoritaria, então nós temos fascismo, embora governos fascistas sempre interviram na economia, mas é possivel ser liberal na economia e autoritario na politica, atribuir a "esquerda" todos os problemas do universo é perigosissimo e é exatamente o que confundiu levou o Olavo ao ridiculo no debate citado acima, o FMI de fato está longe de ser "neoliberal", mas também não é de esquerda, o FMI serve para governos de um país terem controle sobre a economia sobre o governo de outro país, é uma atitude capitalista, porém não liberal, o que me faz pensar que...
Talvez não seja uma boa usar o termo "capitalista", porque embora "capitalismo de Estado" (como o brasileiro) não seja nem um pouco liberal, é definitivamente capitalismo e o erro maior do Olavo foi (aliás, sempre é) não perceber que instituições do tipo FMI, que, como o próprio fala, serve para tirar dinheiro dos pobres dos países ricos e dar para os ricos dos países pobres, é capitalista sim, entretanto não é nem um pouco liberal.
Mas um dado ele apresenta e é correto: Só existe um instituto liberal no Brasil, o do RJ, porque o de SP fechou por falta de verbas, entretanto o MST e o Forum Social jamais tiveram problemas de falta de verba, o que derruba qualquer argumento de que o poder está centralizado na mão de "neoliberais", entretanto eu sinceramente tento evitar essa atitude chorona e derrotista de dizer que a esquerda domina a tudo e a todos, o que não é verdade, o que domina a tudo e a todos são elites politicas que usam de tudo para manter seu poder, desde guerra até discurso socialista (e a elite politica brasileira usa MUITO discurso socialista) e onde o discurso socialista não pega (como nos EUA), eles usam fascismo e dá na mesma.
Ou seja
"Enfraquecer" a esquerda é importante, porque, no Brasil, é o discurso socialista que perpetua a exploração (que como bem diz Alceu Garcia, não é questão de "proletários" e "burgueses", mas sim de "pagadores de impostos" e "recebedores de impostos"), então enfraquecer o socialismo no Brasil significa enfraquecer o governo, mas é importante se ligar, porque caso o socialismo perca força na população e conservadores começarem a ocupar o "vácuo" de poder, esses devem ser combatidos também.
Tenho certeza que se esse debate liberalismo vs socialismo sair da internet e ganhar o imaginario, conservadores usarão libertários tanto quanto libertários usarão conservadores, mas é bom saber que o último suspiro do socialismo decadente será Cry Havoc, And Let Slip The Dogs Of War para o qual vale a pena responder Me dê liberdade ou me dê a morte
terça-feira, janeiro 03, 2006
Ele se levantou, estava frio e solitário.
Pensou: "Realidade, ao que parece, deixou a desejar."
Pensou: "Realidade, ao que parece, deixou a desejar."
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Strange Days
Eu acho seguro dizer que a humanidade nunca teve uma época lá muito boa.
Ainda assim, acho que hoje vivemos em uma época perigosa, onde idéias perigosas não são questionadas tanto quanto deveriam ser e autoridades perigosas não são desafiadas tanto quanto deveriam ser.
As pessoas não confiam nos polticos, sabem que eles roubam, mas acreditam neles quando estes falam nas TV.
O sistema criou meios para que rebeldia adolescente fosse canalizadas ora para discursos vazios e ora para massa de manobra de politico.
Alguém me explique, pelo amor dos céus, em que tipo de realidade doente um jovem revoltado é aquele que milita em um partido politico?
Alguém me explica que caos é esse onde os "revolucionarios" querem que o governo controle coisas.
A idéia de "poder para o povo" em algum momento se transformou em "transformar o povo em funcionario público", o que é bem assustador.
Não só isso, vamos esquecer esse papo de capitalismo vs socialismo por um instante e analisar o hoje.
Passamos por um governo fascista marcado por populismo, elitismo, keynesianismo e que a cada dois meses fazia um empréstimo novo para bancar o mais novo plano demagogo destinado ao fracasso.
Hoje temos um governo democratico marcado pelo populismo, elitismo, keynesianismo e que a cada dois meses faza um empréstimo novo para bancar o mais novo plano demagogo destinado ao fracasso.
A ilusão da democracia é o que mais me assusta. A ilusão que as pessoas tem que são livres. E aí vem o que me assusta de verdade que é quando alguém propõe "sabe, acho que tudo dá errado porque somos livres demais".
Quando os mais rebeldes são também os mais autoritarios, então sabemos que tempos perigosos se aproximam.
Bom, nada, os revoltados se baseiam em seus professores de história e geografia e seus professores de história e geográfia propõem dar mais poder ao partido que eles estão filiados.
Eu não gosto de pensar que a humanidade é burra, mas céus, como as pessoas se deixam levar por soluções banais.
Na verdade, eu não penso mesmo que a humanidade é burra.
Se pensasse eu seria a favor de um governo bem autoritario colocando todo mundo nos eixos, protegendo os burros dos espertos, os fracos dos fortes, os pobres dos ricos, os negros dos brancos, os cristãos dos islâmicos e os islâmicos dos judeus.
Céus, quão dificil é perceber que a humanidade é uma só? Que as pessoas para se proteger de outras precisam apenas se unir? E que união não significa exército, imposto ou lei, mas que união significa apenas... união?
E quando pessoas unidas vão perceber que não são uma classe, uma raça ou qualquer coisa do tipo, mas simplesmente individuos com propósitos parecidos?
Defendo o capitalismo.
Odeio o status quo.
Céus, olha que mundo doente, nem os conservadores aguentam mais o status quo e os "revoltados" não conseguem pensar em liberdade nem que isso lhes custasse a vida.
Aliás, isso vai lhes custar a vida.
Uma vida inteira desperdiçada em trabalho servil.
Quão patético deve ser para um revoltado chegar a sua velhice e perceber que trabalhou a vida inteira para sustentar um governo.
Quão assustador é pensar que, para esse revoltado, o problema é que o governo não tomou o bastante de sua vida.
Eleições se aproximando e as armas de normalmente serão utilizadas.
Os bem domesticados e mansos militantes revoltados sairão as ruas em marcha vomitando qualquer besteira que seus donos ordenarem.
Enquanto isso nas televisões se travará uma batalha de demagogias em que se disputa quem consegue prover o "welfare state" mais eficiente, mas claro, eles estarão mentindo, o Brasil não tem condições para criar programas novos, porém, óbvio, nenhum politico será honesto o bastante para dizer que a solução para o Brasil é cortar gastos e não elêva-los. Ninguém vai propôr diminuir o número de burocratas. Todos vão propôr corte de impostos, mas ninguém vai dizer quais programas vão cancelar para que não afundemos ainda mais em dívidas.
Enfim, as batalhas da televisão vão fazer os debates fúteis do orkut parecerem duelos iluminados de intelectuais altamente especializados em economia e ciências sociais.
Enfim, os poderosos vão ganhar mais poder. O Brasil vai empobrecer mais ainda. E os revoltados vão mostrar sua revolta sendo mais escravos do partido.
Que mundo estranho.
Ainda assim, acho que hoje vivemos em uma época perigosa, onde idéias perigosas não são questionadas tanto quanto deveriam ser e autoridades perigosas não são desafiadas tanto quanto deveriam ser.
As pessoas não confiam nos polticos, sabem que eles roubam, mas acreditam neles quando estes falam nas TV.
O sistema criou meios para que rebeldia adolescente fosse canalizadas ora para discursos vazios e ora para massa de manobra de politico.
Alguém me explique, pelo amor dos céus, em que tipo de realidade doente um jovem revoltado é aquele que milita em um partido politico?
Alguém me explica que caos é esse onde os "revolucionarios" querem que o governo controle coisas.
A idéia de "poder para o povo" em algum momento se transformou em "transformar o povo em funcionario público", o que é bem assustador.
Não só isso, vamos esquecer esse papo de capitalismo vs socialismo por um instante e analisar o hoje.
Passamos por um governo fascista marcado por populismo, elitismo, keynesianismo e que a cada dois meses fazia um empréstimo novo para bancar o mais novo plano demagogo destinado ao fracasso.
Hoje temos um governo democratico marcado pelo populismo, elitismo, keynesianismo e que a cada dois meses faza um empréstimo novo para bancar o mais novo plano demagogo destinado ao fracasso.
A ilusão da democracia é o que mais me assusta. A ilusão que as pessoas tem que são livres. E aí vem o que me assusta de verdade que é quando alguém propõe "sabe, acho que tudo dá errado porque somos livres demais".
Quando os mais rebeldes são também os mais autoritarios, então sabemos que tempos perigosos se aproximam.
Bom, nada, os revoltados se baseiam em seus professores de história e geografia e seus professores de história e geográfia propõem dar mais poder ao partido que eles estão filiados.
Eu não gosto de pensar que a humanidade é burra, mas céus, como as pessoas se deixam levar por soluções banais.
Na verdade, eu não penso mesmo que a humanidade é burra.
Se pensasse eu seria a favor de um governo bem autoritario colocando todo mundo nos eixos, protegendo os burros dos espertos, os fracos dos fortes, os pobres dos ricos, os negros dos brancos, os cristãos dos islâmicos e os islâmicos dos judeus.
Céus, quão dificil é perceber que a humanidade é uma só? Que as pessoas para se proteger de outras precisam apenas se unir? E que união não significa exército, imposto ou lei, mas que união significa apenas... união?
E quando pessoas unidas vão perceber que não são uma classe, uma raça ou qualquer coisa do tipo, mas simplesmente individuos com propósitos parecidos?
Defendo o capitalismo.
Odeio o status quo.
Céus, olha que mundo doente, nem os conservadores aguentam mais o status quo e os "revoltados" não conseguem pensar em liberdade nem que isso lhes custasse a vida.
Aliás, isso vai lhes custar a vida.
Uma vida inteira desperdiçada em trabalho servil.
Quão patético deve ser para um revoltado chegar a sua velhice e perceber que trabalhou a vida inteira para sustentar um governo.
Quão assustador é pensar que, para esse revoltado, o problema é que o governo não tomou o bastante de sua vida.
Eleições se aproximando e as armas de normalmente serão utilizadas.
Os bem domesticados e mansos militantes revoltados sairão as ruas em marcha vomitando qualquer besteira que seus donos ordenarem.
Enquanto isso nas televisões se travará uma batalha de demagogias em que se disputa quem consegue prover o "welfare state" mais eficiente, mas claro, eles estarão mentindo, o Brasil não tem condições para criar programas novos, porém, óbvio, nenhum politico será honesto o bastante para dizer que a solução para o Brasil é cortar gastos e não elêva-los. Ninguém vai propôr diminuir o número de burocratas. Todos vão propôr corte de impostos, mas ninguém vai dizer quais programas vão cancelar para que não afundemos ainda mais em dívidas.
Enfim, as batalhas da televisão vão fazer os debates fúteis do orkut parecerem duelos iluminados de intelectuais altamente especializados em economia e ciências sociais.
Enfim, os poderosos vão ganhar mais poder. O Brasil vai empobrecer mais ainda. E os revoltados vão mostrar sua revolta sendo mais escravos do partido.
Que mundo estranho.
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Um empecilho
Acho que existe um empecilho na humanidade: o governo.
O governo impede que se formem livres mercados e o governo impede que se formem comunas autogestionarias.
O governo se responsabiliza por problemas que não consegue cuidar com precisão, como ecologia, saúde, educação, comércio e tudo mais que pode ser pensado.
Quando o governo se propõe a acabar com a fome, icentiva que as pessoas parem de se organizar em prol dessa causa.
Quando o governo se propõe a ajudar uma industria, impede que as pessoas decidam exatamente quanto recurso essa industria deve receber.
O governo é caracterizado por roubar dos pobres e entregar para os ricos.
O governo é caracterizado por roubar dos ricos e embolsar.
O governo, quando absorve os sindicatos, impede os trabalhadores de se organizar de acordo com suas próprias normas e de realizar contratos individuais com os donos das fábricas.
Os sindicatos quando escolhem negociar com o governo ao invés de negociar com os empresários criam distorções na ordem social e generalizações perigosas no mercado.
A guerra de classes é uma mentira contada pelo governo com o objetivo de criar um inimigo interno, alguém a se combater, alguém de quem a população precisa ser protegida.
Hitler usou os judeus, marxistas usam os burgueses, liberais usam os "pobres vagabundos".
É uma guerra de todos contra todos onde o Estado se nutre e cresce e domina.
Não tenham medo do mercado, do individualismo, do egoísmo, das classes mais altas.
Não tenham medo também da imoralidade, da miscigenação, da imigração, do tráfico, das classes mais baixas.
Não se deixem enganar por um Estado que gera esses medos apenas para que possa se mostrar um herói.
Medo do latifundiario, do bandido, da policia, da corporação, da fome, das drogas, da pornografia, da desigualdade.
Medo é a maior arma do Estado e ela usará essa arma para obriga-los a escolher um "time", um "lado", você ficará do lado dos "burgueses" ou dos "proletários"?
A resposta é não ficar do lado de nenhum. Apenas contra o governo.
O governo impede que se formem livres mercados e o governo impede que se formem comunas autogestionarias.
O governo se responsabiliza por problemas que não consegue cuidar com precisão, como ecologia, saúde, educação, comércio e tudo mais que pode ser pensado.
Quando o governo se propõe a acabar com a fome, icentiva que as pessoas parem de se organizar em prol dessa causa.
Quando o governo se propõe a ajudar uma industria, impede que as pessoas decidam exatamente quanto recurso essa industria deve receber.
O governo é caracterizado por roubar dos pobres e entregar para os ricos.
O governo é caracterizado por roubar dos ricos e embolsar.
O governo, quando absorve os sindicatos, impede os trabalhadores de se organizar de acordo com suas próprias normas e de realizar contratos individuais com os donos das fábricas.
Os sindicatos quando escolhem negociar com o governo ao invés de negociar com os empresários criam distorções na ordem social e generalizações perigosas no mercado.
A guerra de classes é uma mentira contada pelo governo com o objetivo de criar um inimigo interno, alguém a se combater, alguém de quem a população precisa ser protegida.
Hitler usou os judeus, marxistas usam os burgueses, liberais usam os "pobres vagabundos".
É uma guerra de todos contra todos onde o Estado se nutre e cresce e domina.
Não tenham medo do mercado, do individualismo, do egoísmo, das classes mais altas.
Não tenham medo também da imoralidade, da miscigenação, da imigração, do tráfico, das classes mais baixas.
Não se deixem enganar por um Estado que gera esses medos apenas para que possa se mostrar um herói.
Medo do latifundiario, do bandido, da policia, da corporação, da fome, das drogas, da pornografia, da desigualdade.
Medo é a maior arma do Estado e ela usará essa arma para obriga-los a escolher um "time", um "lado", você ficará do lado dos "burgueses" ou dos "proletários"?
A resposta é não ficar do lado de nenhum. Apenas contra o governo.
Afinal, porque anarco-socialistas me irritam?
Primeiro é o óbvio, eles acham que são donos do "movimento anarquista", com a inerente arrogância nonsense socialista, eles acham que podem regulamentar, controlar, taxar, forçar e matar tudo que eles vêm na frente e que não condiz com a "elevada" moral marxista.
Marxismo é uma religião e "anarquismo" é algo como uma igreja protestante.
A teoria da mais-valia é o combustivel perfeito dos ditadores.
Tal teoria deu a eles uma justificativa pseudo-cientifica para que pseudo-libertários totalitarios realizassem chacinas e terrorismo.
A teoria da mais-valia, não levada em consideração por ninguém com meio cérebro, ainda serve como desculpa para a imaginaria guerra de classes, a qual é fomentada somente pelo Estado através de privilégios, ora para ricos, ora para pobres, com o intuito de criar uma guerra de todos contra todos, onde "capitalismo" e "socialismo" se enfrentam em um campo de guerra imaginario em uma luta de classes que só existe para aqueles com interesse politico nela e para aqueles controlados pela propaganda fascista.
Quando a teoria da mais-valia não existir, o governo não vai ter mais justificativa de proteger os "proletarios" dos "burgueses" porque não vai haver "exploradores" e nem "explorados" e os governos serão vistos pelo que realmente são: exércitos.
Não há proletarios. Nem burgueses. Nem Contrato Social. Nem fronteiras nacionais. Não há socialismo. Não há utopia. Não há mão invisivel.
O governo é resultado de exército e autoritarismo, não de contrato.
O mercado é o resultado de cooperação, não de exploração.
O socialismo é o resultado de coerção, não de liberação.
Existem pobres que podem ficar ricos se não existir um governo opressor como aquele proposto pela "esquerda".
Existem ricos que podem ficar pobres se não existir um governo opressor como aquele proposto pela "direita".
A filosofia anarquista já se expandiu, evoluiu para muito além de Bakunim, para estágios que deixaria Kropotkin envergonhado de ter proposto uma auto-gestão tão frágil, que faria Proudhon se orgulhar, pois seu estudo da propriedade privada evoluiu para discussões verdadeiramente inteligentes, mesmo em vida Proudhon negou que "propriedade é roubo", não acredito que exista um paraíso, mas caso exista, quão triste estará ele agora ao ver tantos zumbis hipnotizados por um livro que ele escreveu ainda jovem e inexperiente.
"Propriedade é roubo" eles gritam, ignorando que o próprio autor disse "Propriedade é liberdade."
Quão triste é observar um grupo de socialistas "anarquistas", não sabem se enfrentam o capitalismo ou se enfrentam o governo, pois um se opõe ao outro e não pode se opor aos opostos ao mesmo tempo, ah, mas vem a "mais valia", a "aterradora" exploração dos malvados capitalistas, então eles ficam com medo, paralizados e lá vão pedir ajuda para o governo os proteger do malvado capitalismo "por favor governo, me dê uma escola", "por favor governo, me dê passe livre de ônibus", "por favor governo, controle minha vida senão o malvado capitalismo vai me pegar", ah, que triste é observar esses anarquistas pregando sua "utopia", clamando por um "ser humano mais evoluido" que saiba viver em "harmonia", mal sabe que a anarquia já existe, ela está em toda parte que não está o governo e que as pessoas já estão mais do que prontas para viver em anarquia, basta que o socialismo deixe de existir, que a "mais valia" desapareça do imaginario popular, que a moralidade individual, seja ela cristã ou marxista, deixe de influenciar o coletivo, quando o medo do capitalismo desaparecer, haverá anarquia.
Até lá, os "anarquistas" continuaram a constar na folha de pagamento dos partidos politicos, continuarão a ser os melhores amigos do exército, pois governo não existe, líderes não existem, o que existe é apenas exército e coerção e enquanto anarquistas abraçarem o socialismo, estarão abraçando também o autoritarismo inerente deste.
Coletivismo é uma escolha, a anarquia permite essa escolha, mas ao pregarem que coletivismo deve ser a regra, então se torna socialismo, que jamais se mostrou libertário.
Marxismo é uma religião e "anarquismo" é algo como uma igreja protestante.
A teoria da mais-valia é o combustivel perfeito dos ditadores.
Tal teoria deu a eles uma justificativa pseudo-cientifica para que pseudo-libertários totalitarios realizassem chacinas e terrorismo.
A teoria da mais-valia, não levada em consideração por ninguém com meio cérebro, ainda serve como desculpa para a imaginaria guerra de classes, a qual é fomentada somente pelo Estado através de privilégios, ora para ricos, ora para pobres, com o intuito de criar uma guerra de todos contra todos, onde "capitalismo" e "socialismo" se enfrentam em um campo de guerra imaginario em uma luta de classes que só existe para aqueles com interesse politico nela e para aqueles controlados pela propaganda fascista.
Quando a teoria da mais-valia não existir, o governo não vai ter mais justificativa de proteger os "proletarios" dos "burgueses" porque não vai haver "exploradores" e nem "explorados" e os governos serão vistos pelo que realmente são: exércitos.
Não há proletarios. Nem burgueses. Nem Contrato Social. Nem fronteiras nacionais. Não há socialismo. Não há utopia. Não há mão invisivel.
O governo é resultado de exército e autoritarismo, não de contrato.
O mercado é o resultado de cooperação, não de exploração.
O socialismo é o resultado de coerção, não de liberação.
Existem pobres que podem ficar ricos se não existir um governo opressor como aquele proposto pela "esquerda".
Existem ricos que podem ficar pobres se não existir um governo opressor como aquele proposto pela "direita".
A filosofia anarquista já se expandiu, evoluiu para muito além de Bakunim, para estágios que deixaria Kropotkin envergonhado de ter proposto uma auto-gestão tão frágil, que faria Proudhon se orgulhar, pois seu estudo da propriedade privada evoluiu para discussões verdadeiramente inteligentes, mesmo em vida Proudhon negou que "propriedade é roubo", não acredito que exista um paraíso, mas caso exista, quão triste estará ele agora ao ver tantos zumbis hipnotizados por um livro que ele escreveu ainda jovem e inexperiente.
"Propriedade é roubo" eles gritam, ignorando que o próprio autor disse "Propriedade é liberdade."
Quão triste é observar um grupo de socialistas "anarquistas", não sabem se enfrentam o capitalismo ou se enfrentam o governo, pois um se opõe ao outro e não pode se opor aos opostos ao mesmo tempo, ah, mas vem a "mais valia", a "aterradora" exploração dos malvados capitalistas, então eles ficam com medo, paralizados e lá vão pedir ajuda para o governo os proteger do malvado capitalismo "por favor governo, me dê uma escola", "por favor governo, me dê passe livre de ônibus", "por favor governo, controle minha vida senão o malvado capitalismo vai me pegar", ah, que triste é observar esses anarquistas pregando sua "utopia", clamando por um "ser humano mais evoluido" que saiba viver em "harmonia", mal sabe que a anarquia já existe, ela está em toda parte que não está o governo e que as pessoas já estão mais do que prontas para viver em anarquia, basta que o socialismo deixe de existir, que a "mais valia" desapareça do imaginario popular, que a moralidade individual, seja ela cristã ou marxista, deixe de influenciar o coletivo, quando o medo do capitalismo desaparecer, haverá anarquia.
Até lá, os "anarquistas" continuaram a constar na folha de pagamento dos partidos politicos, continuarão a ser os melhores amigos do exército, pois governo não existe, líderes não existem, o que existe é apenas exército e coerção e enquanto anarquistas abraçarem o socialismo, estarão abraçando também o autoritarismo inerente deste.
Coletivismo é uma escolha, a anarquia permite essa escolha, mas ao pregarem que coletivismo deve ser a regra, então se torna socialismo, que jamais se mostrou libertário.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Dialogos com o governo.
O Drama da classe média
Um policial derruba a porta de uma casa:
- Me dê dinheiro.
- Whadamuthafuckinghell!!! Isso é um assalto?!
- Não senhor, assalto seria se eu ameaçasse te matar caso você não me dê seu dinheiro, eu só estou ameaçando te jogar em uma cadeia superlotada, longe dos seus amigos e sem direito a luz do sol caso você não me dê seu dinheiro.
- Mas além da violência, porque você quer meu dinheiro?
- Aluguel.
- Aluguel? Mas é minha casa!
- Mas esse é um aluguel por morar no país.
- O país é seu?
- Não, senhor, isso seria uma ditadura, o país é nosso.
- Eu posso entrar na casa dos outros pegando dinheiro deles, então?
- Não, senhor, só eu posso fazer isso.
- E quem te deu esse poder?
- O voto.
- Eu não votei.
- Mas seu vizinho votou.
- Então vai pegar dinheiro dele, eu não votei!
- Mas senhor, faz parte do contrato!
- Que contrato?
- O contrato social! Ele diz assim, "eu te dou segurança, saúde e educação, em troca, você me dá dinheiro, obedece minhas leis e se eu acordar de mau humor, você vai matar pessoas que fazem parte de um contrato com outra pessoa"
- Mas eu consigo segurança, saúde e educação sem a sua ajuda!
- Melhor ainda, já que o que eu ofereço é meia-boca demais, então, me dá o dinheiro.
- Mas depois de eu te dar o dinheiro, eu vou ficar sem e vou ser obrigado a me submeter a sua segurança, sua saúde e sua educação, sem contar suas leis e o seu mau humor.
- Sim, qual o problema?
- O problema é que eu não quero!
- Você não tem escolha.
- Mas isso não é um contrato?
- É, mas você assinou ele.
- QUANDO?!
- Ué, quando você votou.
- Mas eu não votei!
- Mas eu deixei você votar!
- Exato, e eu me recusei, porque os contratos propostos eram todos péssimos! E mesmo se fossem bons, não é certo que outras pessoas sigam o termo do meu contrato só porque elas moram perto de mim!
- Olha, se você não quis assinar o contrato, o problema é seu, eu te dei a oportunidade, agora me passa o dinheiro.
- Mas meu bom homem! Se eu não quis assinar a porra do contrato, porque você está pedindo dinheiro baseado nele?!
- Porque senão eu vou te arrancar da sua casa e te jogar num lugar feio, superlotado, cheio de assassinos, sem contar que vou pegar pra mim tudo que é seu.
- Eu pensei que isso não fosse uma ditadura.
- Mas não é, veja bem, tem esse contrato...
(enquanto isso)
O Drama da classe alta:
- Me dá dinheiro.
- Ok, eu te dou MUITO dinheiro, bem mais do que você pediu, mas aí você faz um monte de leis para que eu fique sempre mais rico, ok?
- Ok!
O Drama da classe baixa
- Me dá dinheiro.
- Mas eu não tenho.
- Hum, ok, não precisa me dar agora, é só ir no mercado que tudo que você comprar lá, você vai estar dando um pouco pra mim.
- Ah, ok! É só eu ir naquele outro mercado que tudo é bem mais barato porque eles não dão nada do dinheiro deles pra você.
- Ah, não, lá é proibido.
- Porque?
- Ah, é um contrato...
- Eu assinei isso?
- Não, mas olha só, ta vendo aquele cara? Se você assinar esse contrato eu vou pegar dinheiro dele e dar pra você.
- Mas você não fez um acordo de sempre manter ele rico?
- Não, to falando do outro, do menorzinho.
- Mas se você tirar dinheiro dele, ele não vai dar dinheiro pra mim e eu nunca vou conseguir chegar onde ele está, o que não tem problema porque quando eu chegasse perto daonde ele está, você ia tirar meu dinheiro e eu ia voltar a ser pobre, aliás, ele também vai ser pobre porque tipo, você está tirando todo dinheiro dele, então você vai pegar dinheiro da onde?
- Ah, mas aí eu pego dos ricos.
- Eles são assim TÃO ricos a ponto de conseguirem sustentar todo mundo?
- Ahn, não, mas o que eles não conseguirem dar, eu pego de você.
- Mas eu não tenho e vou ter menos ainda e, muito sinceramente, qual a lógica de pegar o meu dinheiro e devolver ele pra mim? Não é melhor gastar eu mesmo de uma vez, assim, sabe, não corre o risco de ele se perder no caminho e tal...
- O que você quis dizer com isso?
- Não, nada, é só que...
- Escuta amigo, eu tenho esse contrato, essa arma e uma jaula te esperando, você vai pagar ou não? É pro seu bem!
- ...ok
- Ah, não se esqueça de assinar o contrato a cada 4 anos, senão eu não vou poder te dar dinheiro.
Socialismo
- Vocês são pobres porque aqueles caras são ricos!
- Eu pensei que era porque você pegava nosso dinheiro.
- Não! Isso é mentira! Eles querem te enganar! Eles pegam o seu dinheiro!
- Na verdade eu dou meu dinheiro pra eles porque eles fazem coisas legais. Quem pega sem pedir aqui é você.
- Você é uma vitima de um ataque psicologico! Você é burro demais pra decidir essas coisas por si próprio! Eles estão te enganando!
- Como--
- Eles estão te enganando!
- Mas é você que--
- Eles estão te enganando!
- Sabe, acho que eles estão me--
- Eles estão te enganando!
- Eles estão me enganando!
- Eles roubaram seu dinheiro!
- Eles roubaram meu dinheiro!
- Vamos pegar o que é nosso!
- Vamos lá!
*revolução*
- Beleza! É tudo nosso!
- Isso, agora vai trabalhar lá!
- O que?! Mas lá é frio!
- É, mas olha só, já tem um monte de gente aqui, alguém tem que ir pra lá.
- E porque você que decide isso?
- Porque alguém tem que decidir!
- E porque as pessoas não decidem por conta própria?
- Porque aí elas fariam um trabalho e cobrariam a mais do que aquele trabalho vale e uns deles que trabalhassem bem ficariam ricos e passariam a explorar os outros!
- Mas pensando bem, não é quem trabalha que decide o quanto vale o seu trabalho?
- Mas quanto vale o trabalho?
- Eu sei lá...
- Pois é! Nem eu! Por isso que eu tenho que decidir! Porque depois que eu decidir eu vou ficar sabendo!
- E porque vocÊ que decide isso?
- Porque alguém tem que decidir!
- ...sinto um deja vu...
- Olha, o trem ta partindo!
- Mas lá é frio!
- Leva uma blusa!
- Mas você pegou ela!
*10 anos depois*
- Cara...
- Porque não ta trabalhando? Ta todo mundo passando fome!
- Então... eu to passando fome e tal... não dá pra trabalhar.
- Está reclamando?
- Sinceramente, eu acho que você não é muito bom nisso...
- Nisso o que?!
- Nisso de decidir quanto vale as coisas...
- Mas eu estou quase acertando! Ta até mais fácil, já que metade do pessoal morreu de fome no último erro!
- Sabe, acho que eu sinto falta dos ricos...
- O que?!
- É, sabe, eles eram esnobes, irritantes, mas eles admnistravam essas coisas melhor que você, sei lá, acho que falta alguma coisa pra você, algum indicador de que você está fazendo alguma coisa errado ou certo...
- Eu tenho um indicador! Quando alguém morre de fome é porque ta errado, quando ninguém morre é porque ta certo! Sabe, quando pessoas morriam de fome os ricos não se importavam.
- Isso é verdade... mas a maioria das pessoas conseguiam comer e mais ainda conseguiriam se alguém parasse de roubar o dinheiro delas, na verdade, de fato existia comida pra todo mundo, não precisava de tudo isso pra alimentar as pessoas, era só nos unirmos e dar comida para elas... contanto claro, que não tivesse ninguém que nos enganasse prometendo acabar com a fome e não fazendo nada ou que não tivesse ninguém pra roubar parte da comida das pessoas com fome.
- O que você está insinuando?
- Nada não! Mas olha só, eles faziam mais coisas além de comida.
- Tipo?
- Ah, entretenimento, sabe?
- Alienação! Ataque psicológico! Eles estavam te enganando!
- Não, eu gostava daquelas coisas, sério.
- Não gostava!
- Ehrm, eu acho que consigo decidir do que gosto e do que não gosto.
- Não consegue!
- Mas...
- Nada de "mas"! Você é burro! Eu sei o que é bom, você não!
- Então quando você finalmente acabar com a fome, no que vai investir nosso dinheiro?
- Bomba atômica!
- O que?! A gente não precisa dessas coisas!
- Eu preciso, mas tem mais, televisão!
- Ué, não era ataque psicológico?
- Não não, é meu rosto na tela o tempo todo falando o quanto eu sou bonito, não tem ataque psicológico nenhum.
- ...olha, acho que os ricos faziam isso melhor...
- Mas você esquece!
- Do que?
- Eles costumavam subornar alguém para roubar dinheiro de você e dar para eles!
- Puta que pariu! Isso é verdade! Minha nossa, isso é horrivel, eles até não seriam tão ruins se não fosse isso, mas putz, isso é imperdoavel! Mas afinal, quem é que eles subornavam?
- Ehrm.....
- Não, sério, quem é que roubava nosso dinheiro e dava pra eles?
- Olha, chegou sua televisão!
- Nossa, você fica bonito nela.
- É, eu sei, obrigado.
Um policial derruba a porta de uma casa:
- Me dê dinheiro.
- Whadamuthafuckinghell!!! Isso é um assalto?!
- Não senhor, assalto seria se eu ameaçasse te matar caso você não me dê seu dinheiro, eu só estou ameaçando te jogar em uma cadeia superlotada, longe dos seus amigos e sem direito a luz do sol caso você não me dê seu dinheiro.
- Mas além da violência, porque você quer meu dinheiro?
- Aluguel.
- Aluguel? Mas é minha casa!
- Mas esse é um aluguel por morar no país.
- O país é seu?
- Não, senhor, isso seria uma ditadura, o país é nosso.
- Eu posso entrar na casa dos outros pegando dinheiro deles, então?
- Não, senhor, só eu posso fazer isso.
- E quem te deu esse poder?
- O voto.
- Eu não votei.
- Mas seu vizinho votou.
- Então vai pegar dinheiro dele, eu não votei!
- Mas senhor, faz parte do contrato!
- Que contrato?
- O contrato social! Ele diz assim, "eu te dou segurança, saúde e educação, em troca, você me dá dinheiro, obedece minhas leis e se eu acordar de mau humor, você vai matar pessoas que fazem parte de um contrato com outra pessoa"
- Mas eu consigo segurança, saúde e educação sem a sua ajuda!
- Melhor ainda, já que o que eu ofereço é meia-boca demais, então, me dá o dinheiro.
- Mas depois de eu te dar o dinheiro, eu vou ficar sem e vou ser obrigado a me submeter a sua segurança, sua saúde e sua educação, sem contar suas leis e o seu mau humor.
- Sim, qual o problema?
- O problema é que eu não quero!
- Você não tem escolha.
- Mas isso não é um contrato?
- É, mas você assinou ele.
- QUANDO?!
- Ué, quando você votou.
- Mas eu não votei!
- Mas eu deixei você votar!
- Exato, e eu me recusei, porque os contratos propostos eram todos péssimos! E mesmo se fossem bons, não é certo que outras pessoas sigam o termo do meu contrato só porque elas moram perto de mim!
- Olha, se você não quis assinar o contrato, o problema é seu, eu te dei a oportunidade, agora me passa o dinheiro.
- Mas meu bom homem! Se eu não quis assinar a porra do contrato, porque você está pedindo dinheiro baseado nele?!
- Porque senão eu vou te arrancar da sua casa e te jogar num lugar feio, superlotado, cheio de assassinos, sem contar que vou pegar pra mim tudo que é seu.
- Eu pensei que isso não fosse uma ditadura.
- Mas não é, veja bem, tem esse contrato...
(enquanto isso)
O Drama da classe alta:
- Me dá dinheiro.
- Ok, eu te dou MUITO dinheiro, bem mais do que você pediu, mas aí você faz um monte de leis para que eu fique sempre mais rico, ok?
- Ok!
O Drama da classe baixa
- Me dá dinheiro.
- Mas eu não tenho.
- Hum, ok, não precisa me dar agora, é só ir no mercado que tudo que você comprar lá, você vai estar dando um pouco pra mim.
- Ah, ok! É só eu ir naquele outro mercado que tudo é bem mais barato porque eles não dão nada do dinheiro deles pra você.
- Ah, não, lá é proibido.
- Porque?
- Ah, é um contrato...
- Eu assinei isso?
- Não, mas olha só, ta vendo aquele cara? Se você assinar esse contrato eu vou pegar dinheiro dele e dar pra você.
- Mas você não fez um acordo de sempre manter ele rico?
- Não, to falando do outro, do menorzinho.
- Mas se você tirar dinheiro dele, ele não vai dar dinheiro pra mim e eu nunca vou conseguir chegar onde ele está, o que não tem problema porque quando eu chegasse perto daonde ele está, você ia tirar meu dinheiro e eu ia voltar a ser pobre, aliás, ele também vai ser pobre porque tipo, você está tirando todo dinheiro dele, então você vai pegar dinheiro da onde?
- Ah, mas aí eu pego dos ricos.
- Eles são assim TÃO ricos a ponto de conseguirem sustentar todo mundo?
- Ahn, não, mas o que eles não conseguirem dar, eu pego de você.
- Mas eu não tenho e vou ter menos ainda e, muito sinceramente, qual a lógica de pegar o meu dinheiro e devolver ele pra mim? Não é melhor gastar eu mesmo de uma vez, assim, sabe, não corre o risco de ele se perder no caminho e tal...
- O que você quis dizer com isso?
- Não, nada, é só que...
- Escuta amigo, eu tenho esse contrato, essa arma e uma jaula te esperando, você vai pagar ou não? É pro seu bem!
- ...ok
- Ah, não se esqueça de assinar o contrato a cada 4 anos, senão eu não vou poder te dar dinheiro.
Socialismo
- Vocês são pobres porque aqueles caras são ricos!
- Eu pensei que era porque você pegava nosso dinheiro.
- Não! Isso é mentira! Eles querem te enganar! Eles pegam o seu dinheiro!
- Na verdade eu dou meu dinheiro pra eles porque eles fazem coisas legais. Quem pega sem pedir aqui é você.
- Você é uma vitima de um ataque psicologico! Você é burro demais pra decidir essas coisas por si próprio! Eles estão te enganando!
- Como--
- Eles estão te enganando!
- Mas é você que--
- Eles estão te enganando!
- Sabe, acho que eles estão me--
- Eles estão te enganando!
- Eles estão me enganando!
- Eles roubaram seu dinheiro!
- Eles roubaram meu dinheiro!
- Vamos pegar o que é nosso!
- Vamos lá!
*revolução*
- Beleza! É tudo nosso!
- Isso, agora vai trabalhar lá!
- O que?! Mas lá é frio!
- É, mas olha só, já tem um monte de gente aqui, alguém tem que ir pra lá.
- E porque você que decide isso?
- Porque alguém tem que decidir!
- E porque as pessoas não decidem por conta própria?
- Porque aí elas fariam um trabalho e cobrariam a mais do que aquele trabalho vale e uns deles que trabalhassem bem ficariam ricos e passariam a explorar os outros!
- Mas pensando bem, não é quem trabalha que decide o quanto vale o seu trabalho?
- Mas quanto vale o trabalho?
- Eu sei lá...
- Pois é! Nem eu! Por isso que eu tenho que decidir! Porque depois que eu decidir eu vou ficar sabendo!
- E porque vocÊ que decide isso?
- Porque alguém tem que decidir!
- ...sinto um deja vu...
- Olha, o trem ta partindo!
- Mas lá é frio!
- Leva uma blusa!
- Mas você pegou ela!
*10 anos depois*
- Cara...
- Porque não ta trabalhando? Ta todo mundo passando fome!
- Então... eu to passando fome e tal... não dá pra trabalhar.
- Está reclamando?
- Sinceramente, eu acho que você não é muito bom nisso...
- Nisso o que?!
- Nisso de decidir quanto vale as coisas...
- Mas eu estou quase acertando! Ta até mais fácil, já que metade do pessoal morreu de fome no último erro!
- Sabe, acho que eu sinto falta dos ricos...
- O que?!
- É, sabe, eles eram esnobes, irritantes, mas eles admnistravam essas coisas melhor que você, sei lá, acho que falta alguma coisa pra você, algum indicador de que você está fazendo alguma coisa errado ou certo...
- Eu tenho um indicador! Quando alguém morre de fome é porque ta errado, quando ninguém morre é porque ta certo! Sabe, quando pessoas morriam de fome os ricos não se importavam.
- Isso é verdade... mas a maioria das pessoas conseguiam comer e mais ainda conseguiriam se alguém parasse de roubar o dinheiro delas, na verdade, de fato existia comida pra todo mundo, não precisava de tudo isso pra alimentar as pessoas, era só nos unirmos e dar comida para elas... contanto claro, que não tivesse ninguém que nos enganasse prometendo acabar com a fome e não fazendo nada ou que não tivesse ninguém pra roubar parte da comida das pessoas com fome.
- O que você está insinuando?
- Nada não! Mas olha só, eles faziam mais coisas além de comida.
- Tipo?
- Ah, entretenimento, sabe?
- Alienação! Ataque psicológico! Eles estavam te enganando!
- Não, eu gostava daquelas coisas, sério.
- Não gostava!
- Ehrm, eu acho que consigo decidir do que gosto e do que não gosto.
- Não consegue!
- Mas...
- Nada de "mas"! Você é burro! Eu sei o que é bom, você não!
- Então quando você finalmente acabar com a fome, no que vai investir nosso dinheiro?
- Bomba atômica!
- O que?! A gente não precisa dessas coisas!
- Eu preciso, mas tem mais, televisão!
- Ué, não era ataque psicológico?
- Não não, é meu rosto na tela o tempo todo falando o quanto eu sou bonito, não tem ataque psicológico nenhum.
- ...olha, acho que os ricos faziam isso melhor...
- Mas você esquece!
- Do que?
- Eles costumavam subornar alguém para roubar dinheiro de você e dar para eles!
- Puta que pariu! Isso é verdade! Minha nossa, isso é horrivel, eles até não seriam tão ruins se não fosse isso, mas putz, isso é imperdoavel! Mas afinal, quem é que eles subornavam?
- Ehrm.....
- Não, sério, quem é que roubava nosso dinheiro e dava pra eles?
- Olha, chegou sua televisão!
- Nossa, você fica bonito nela.
- É, eu sei, obrigado.
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Sblargh
Se ter bastante comentário fosse um dos focos do blog, ele seria cheio de estrelinhas e falaria sobre a vida do Brad Pitt.
Esse blog sempre serviu como uma forma de eu dizer coisas que são importantes pra mim.
Politica é um saco? Os textos são longos, chatos e repetitivos? Não leia, ponto, mas é importante pra mim, respeite isso.
Pra falar a verdade, isso chega até a ser meio ofensivo, tanto quanto naquelas horas que eu escrevo aqueles textos enormes dizendo que quero me matar e alguém comenta "vai se foder, moleque, vira homem".
Eu falo sobre o que eu quiser, não é pra ter comentário, é pra expressar meus sentimentos e o desejo de anarquia é um sentimento tão puro quanto o desejo de amar ou de escrever uma boa história.
Sem contar que vocês sabem que eu não escrevo sobre minha vida sentimental quando ela está dando certo.
I met a girl and she makes me smile.
O próximo post será uma biografia de 17 páginas sobre a Condolezza Rice.
E ai de quem reclamar.
Esse blog sempre serviu como uma forma de eu dizer coisas que são importantes pra mim.
Politica é um saco? Os textos são longos, chatos e repetitivos? Não leia, ponto, mas é importante pra mim, respeite isso.
Pra falar a verdade, isso chega até a ser meio ofensivo, tanto quanto naquelas horas que eu escrevo aqueles textos enormes dizendo que quero me matar e alguém comenta "vai se foder, moleque, vira homem".
Eu falo sobre o que eu quiser, não é pra ter comentário, é pra expressar meus sentimentos e o desejo de anarquia é um sentimento tão puro quanto o desejo de amar ou de escrever uma boa história.
Sem contar que vocês sabem que eu não escrevo sobre minha vida sentimental quando ela está dando certo.
I met a girl and she makes me smile.
O próximo post será uma biografia de 17 páginas sobre a Condolezza Rice.
E ai de quem reclamar.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Legalização
Existe, sem dúvida, uma mentalidade estadista.
As pessoas pensam geralmente em dois polos:
1 - O Estado autoriza - é Legal.
2 - O Estado não autoriza - é Crime.
E geralmente, o que se espera de um governo é que ele autorize coisas que você gosta e que não autorize coisas que você não gosta, é sempre assim, partidos politicos luta para ver quem controla o carimbo que tornará o cara do outro lado da linha um criminoso.
Essa mentalidade leva a uma conclusão: Um povo livre é aquele cujo governo autoriza liberdade.
Liberdade não é aquilo que existe quando o governo a autoriza.
Liberdade é aquilo que existe quando o governo não tem (e nem quer ter) uma opinião formada a respeito.
Veja bem, quando dizem que a prosperidade do Chile foi graças ao que o Pinochet fez, há um pequeno equivoco.
O Chile prosperou porque o Pinochet tirou das próprias costas um monte de responsabilidades, porque ele fez bem menos (em certas áreas) do que seus antecessores fizeram.
O Chile prosperou por causa do que o povo Chileno fez.
A ação de reformas liberais não é a de dizer "O Estado decidirá regras liberais" e sim a de dizer "O Estado não decidirá nada, o povo que o fará".
Quando dizem que um governo tem que garantir a liberdade, não querem dizer que um governo tenha que criar leis que digam "você é livre", quer dizer que ele não pode criar nenhuma lei que impeça a liberdade e o único meio de tal governo ajudar a garantir tal liberdade é impedindo que outras pessoas criem leis também.
Leis não podem ser parte de um chamado "contrato social" qual não é possivel quebrar, sair fora e nem recusar assinar.
Leis devem partir de contratos individuais. De pessoas assinando voluntariamente acordos seja lá qual for o motivo.
Quando se tem uma carteira de trabalho que impede o trabalhador de escolher as condições quais ele próprio irá trabalhar, então temos, na melhor das hipóteses, um escravo bem alimentado.
As pessoas pensam geralmente em dois polos:
1 - O Estado autoriza - é Legal.
2 - O Estado não autoriza - é Crime.
E geralmente, o que se espera de um governo é que ele autorize coisas que você gosta e que não autorize coisas que você não gosta, é sempre assim, partidos politicos luta para ver quem controla o carimbo que tornará o cara do outro lado da linha um criminoso.
Essa mentalidade leva a uma conclusão: Um povo livre é aquele cujo governo autoriza liberdade.
Liberdade não é aquilo que existe quando o governo a autoriza.
Liberdade é aquilo que existe quando o governo não tem (e nem quer ter) uma opinião formada a respeito.
Veja bem, quando dizem que a prosperidade do Chile foi graças ao que o Pinochet fez, há um pequeno equivoco.
O Chile prosperou porque o Pinochet tirou das próprias costas um monte de responsabilidades, porque ele fez bem menos (em certas áreas) do que seus antecessores fizeram.
O Chile prosperou por causa do que o povo Chileno fez.
A ação de reformas liberais não é a de dizer "O Estado decidirá regras liberais" e sim a de dizer "O Estado não decidirá nada, o povo que o fará".
Quando dizem que um governo tem que garantir a liberdade, não querem dizer que um governo tenha que criar leis que digam "você é livre", quer dizer que ele não pode criar nenhuma lei que impeça a liberdade e o único meio de tal governo ajudar a garantir tal liberdade é impedindo que outras pessoas criem leis também.
Leis não podem ser parte de um chamado "contrato social" qual não é possivel quebrar, sair fora e nem recusar assinar.
Leis devem partir de contratos individuais. De pessoas assinando voluntariamente acordos seja lá qual for o motivo.
Quando se tem uma carteira de trabalho que impede o trabalhador de escolher as condições quais ele próprio irá trabalhar, então temos, na melhor das hipóteses, um escravo bem alimentado.
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Putz, tinha uma aranha no box do chuveiro e eu fiz um certo esforço para tira-la de lá com um rodo, entretanto acabei a matando sem querer...
...
Onde quer que ela esteja, espero que me perdoe...
Cara, que merda, tirar a vida de um ser vivo pra poder tomar banho!
Nessas horas que eu não entendo como eu consigo ser tão imbecil...
Afe, que merda... eu não tinha o direito de ter assassinado aquela aranha, mesmo que tenha sido um acidente...
Afe, que merda...
É tão tentador exercer poder sobre outra criatura, é até automático, é até triste...
...
Onde quer que ela esteja, espero que me perdoe...
Cara, que merda, tirar a vida de um ser vivo pra poder tomar banho!
Nessas horas que eu não entendo como eu consigo ser tão imbecil...
Afe, que merda... eu não tinha o direito de ter assassinado aquela aranha, mesmo que tenha sido um acidente...
Afe, que merda...
É tão tentador exercer poder sobre outra criatura, é até automático, é até triste...
terça-feira, dezembro 13, 2005
Us and Them
Titulo de uma noticia hoje do site oficial do PCdoB:
"Patrões, confederações e Conlutas unem-se contra os trabalhadores"
Bem, esta aí uma caracteristica tipica dos Estadistas. A guerra.
"Eles se unem contra nós! Devemos retaliar! São os inimigos!"
Criar um inimigo comum, um "eles" contra quem lutar é o modo mais fácil de unir um povo em torno de ideal e é daí que surge o tal "conflito de classes" marxista, dos próprios marxistas criando artificialmente tal conflito.
"A Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, realizou no dia 6 de dezembro de 2005, mais uma audiência pública para debater os projetos em tramitação naquela comissão que tratam da regulamentação do artigo 8º da Constituição Federal, que estabelece regras para a organização sindical."
Ao não conhecer o PCdoB, é possivel se perguntar se eles são contra ou não uma regulamentação maior e mais presente nos sindicatos, afinal, regulamentar sindicatos é um ato fascista, sindicatos devem seguir as regras dos próprios trabalhadores, afinal, são instituições feitas com seu interesse em mente. Mas lembrando que o PCdoB é "O Partidão", então fica claro que o que eles querem é sim aumentar a regulamentação, o PCdoB não quer boas condições de trabalho, quer apenas soldados e recursos, em parte para encher os próprios bolsos, em parte para fomentar ainda mais a sagrada guerra do Estado contra a população.
"Compareceram dezesseis entidades nacionais do movimento sindical de trabalhadores e também das entidades patronais. Dessas apenas – CUT e Força Sindical, posicionaram-se a favor do substitutivo apresentado pelo Deputado Tarcísio Zimmermann (PT/RS), ocorrendo um inusitada aliança entre setores pelegos e “radicalizados” do movimento sindical dos trabalhadores com a poderosa Confederação Nacional da Indústria. Dos patrões."
O que o PCdoB considera uma "inusitada aliança" (afinal, todos que discordam são inimigos) na verdade é uma coincidência feliz, onde sindicatos cujos trabalhadores ainda tem alguma voz (diferente da CUT) se recusaram a reforma (causas eu já explico) enquanto por outros motivos diferentes, a Confederação Nacional da Indústria ("os patrões") também recusam a reforma.
Sindicato é um movimento em decadência, como é de se esperado, afinal é uma arma do Estado e o Estado nunca consegue manter as coisas funcionando direito por muito tempo. Ao invés de unir trabalhadores em prol de condições mais justas de trabalho, o sindicato se tornou uma ferramenta para manipulação, não só politica, mas também financeira, uma vez que ao se registrar no ministério do trabalho, o trabalhador também é FORÇADO a se registrar no sindicato sendo assim FORÇADO a pagar imposto para este.
Uma empresa que não registra seus trabalhadores vira refém dos fiscais, a empresa não tem a escolha de fazer contratos individuais com trabalhadores, eles TÊM que trabalhar de carteira assinada, portanto, ele TÊM que obedecer o sindicato, mas não um sindicato que é fruto da união deles, da necessidade deles, um sindicato que não passa de uma arma do Estado para roubar ainda mais dinheiro da população.
Além desse projeto de reforma sindical, existem mais dois e ambos prevêm uma centralização ainda maior dos sindicatos.
Apesar de falidos, os sindicatos ainda são poderosos, eles não têm mais poder de reinvidicação, mas têm poder de controlar, taxar e impedir os trabalhadores de se unir e trabalhar nas condições que consideram melhor.
Em discussões como essa, lógico, os deputados que discutem, os trabalhadores não têm voz no sindicato, não podem ter, se tivessem, exigiriam o seu fim.
Quinze estudantes são sentenciados/as à expulsão na UNESP-Marília
Acho que uma frase resume bem a situação.
"You are on a government building. You are a government bitch."
Eles gritam, choram, esperneiam e rezam para que o Estado seja maior.
Pois bem, ele é. Aí está a consequencia.
Não quer que o Estado fornece educação? Ele fornece. Nas regras dele.
Qual o espanto todo em ele agir de forma autoritaria? Ele está apenas fazendo uso do poder que vocês quiseram que ele tivesse.
"Patrões, confederações e Conlutas unem-se contra os trabalhadores"
Bem, esta aí uma caracteristica tipica dos Estadistas. A guerra.
"Eles se unem contra nós! Devemos retaliar! São os inimigos!"
Criar um inimigo comum, um "eles" contra quem lutar é o modo mais fácil de unir um povo em torno de ideal e é daí que surge o tal "conflito de classes" marxista, dos próprios marxistas criando artificialmente tal conflito.
"A Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, realizou no dia 6 de dezembro de 2005, mais uma audiência pública para debater os projetos em tramitação naquela comissão que tratam da regulamentação do artigo 8º da Constituição Federal, que estabelece regras para a organização sindical."
Ao não conhecer o PCdoB, é possivel se perguntar se eles são contra ou não uma regulamentação maior e mais presente nos sindicatos, afinal, regulamentar sindicatos é um ato fascista, sindicatos devem seguir as regras dos próprios trabalhadores, afinal, são instituições feitas com seu interesse em mente. Mas lembrando que o PCdoB é "O Partidão", então fica claro que o que eles querem é sim aumentar a regulamentação, o PCdoB não quer boas condições de trabalho, quer apenas soldados e recursos, em parte para encher os próprios bolsos, em parte para fomentar ainda mais a sagrada guerra do Estado contra a população.
"Compareceram dezesseis entidades nacionais do movimento sindical de trabalhadores e também das entidades patronais. Dessas apenas – CUT e Força Sindical, posicionaram-se a favor do substitutivo apresentado pelo Deputado Tarcísio Zimmermann (PT/RS), ocorrendo um inusitada aliança entre setores pelegos e “radicalizados” do movimento sindical dos trabalhadores com a poderosa Confederação Nacional da Indústria. Dos patrões."
O que o PCdoB considera uma "inusitada aliança" (afinal, todos que discordam são inimigos) na verdade é uma coincidência feliz, onde sindicatos cujos trabalhadores ainda tem alguma voz (diferente da CUT) se recusaram a reforma (causas eu já explico) enquanto por outros motivos diferentes, a Confederação Nacional da Indústria ("os patrões") também recusam a reforma.
Sindicato é um movimento em decadência, como é de se esperado, afinal é uma arma do Estado e o Estado nunca consegue manter as coisas funcionando direito por muito tempo. Ao invés de unir trabalhadores em prol de condições mais justas de trabalho, o sindicato se tornou uma ferramenta para manipulação, não só politica, mas também financeira, uma vez que ao se registrar no ministério do trabalho, o trabalhador também é FORÇADO a se registrar no sindicato sendo assim FORÇADO a pagar imposto para este.
Uma empresa que não registra seus trabalhadores vira refém dos fiscais, a empresa não tem a escolha de fazer contratos individuais com trabalhadores, eles TÊM que trabalhar de carteira assinada, portanto, ele TÊM que obedecer o sindicato, mas não um sindicato que é fruto da união deles, da necessidade deles, um sindicato que não passa de uma arma do Estado para roubar ainda mais dinheiro da população.
Além desse projeto de reforma sindical, existem mais dois e ambos prevêm uma centralização ainda maior dos sindicatos.
Apesar de falidos, os sindicatos ainda são poderosos, eles não têm mais poder de reinvidicação, mas têm poder de controlar, taxar e impedir os trabalhadores de se unir e trabalhar nas condições que consideram melhor.
Em discussões como essa, lógico, os deputados que discutem, os trabalhadores não têm voz no sindicato, não podem ter, se tivessem, exigiriam o seu fim.
Quinze estudantes são sentenciados/as à expulsão na UNESP-Marília
Acho que uma frase resume bem a situação.
"You are on a government building. You are a government bitch."
Eles gritam, choram, esperneiam e rezam para que o Estado seja maior.
Pois bem, ele é. Aí está a consequencia.
Não quer que o Estado fornece educação? Ele fornece. Nas regras dele.
Qual o espanto todo em ele agir de forma autoritaria? Ele está apenas fazendo uso do poder que vocês quiseram que ele tivesse.
sábado, dezembro 10, 2005
Sempre me sinto vazio diante de uma boa história.
Vazio ou inspirado, eu não me decido.
Ultimamente tenho assistido The West Wing, acho que tem a ver com essa fase politica que eu estou passando, mas é uma série muito boa.
O pressuposto dela é algo como uma pseudo-utopia.
Pegue os EUA como são e ponha nele um bom presidente. Não um bom politico, mas um bom líder com um bom coração.
A série é boa, mostra que politica é um jogo, você pode pôr um cara lá com determinação e um coração bondoso, mas ainda assim é um tanto em vão por motivos que eu nem quero entrar aqui porque a Rebs não curte posts sobre politica.
So, what do you wanna talk about?
You know, let´s make a talk show.
É, vai, faz tempo que eu não me entrevisto.
The Sblarghman Talks To Himself Show
- Então Rodrigo, como você está?
- Você sabe, você sou eu.
- Não, eu não sei e é por isso que é engraçado, então diga qualquer coisa que você queira dizer.
- Eu sinto como se estivesse faltando algo, não é bem solidão, é parecido, mas é algo do tipo... eu quero ouvir uma música, mas não consigo pensar em nada que se aproxime do meu sentimento, estou ouvindo o Real Thing do Faith No More, mas não é bem isso, é uma sensação estranha no estomago que sempre surge quando eu quero chorar e não sei porque, eu acabei de desmontar uma caixinha onde veio o cartucho da impressora e eu não sei bem porque, eu tenho algum trabalho pra fazer, dormir não seria uma má idéia, não quero comer, nem me masturbar, nem falar com ninguém, não quero escrever sobre nenhum assunto que não sejam meus próprios sentimentos e isso faz eu me sentir mal, digo, como eu consigo ser tão egoísta o tempo todo? É a parte boa de ser relativamente anônimo, se eu fosse realmente importante, tivesse um blog que importasse algum puto no mundo, as pessoas provavelmente iriam entrar aqui e falar "olha, o capitalista se sente com peso na consciência por ser a favor da fome" e os idiotas, como sempre, estariam errados. Eu passo por momentos de reflexão. Redescobrir a anarquia sob a forma de capitalismo foi pra mim algo como um divisor de águas, todas as dúvidas que eu tinha sumiram, é ótimo a sensação de que alguém há anos atrás respondeu suas perguntas, ainda assim, eu não chego perto de idolotrar Rothbard que nem os socialistas idolatram Karl Marx, Rothbard foi um cara muito inteligente, com algumas falhas de caráter, um tanto impaciente, descrente no futuro, falava sobre anarquia dizendo "olha, talvez aconteça, talvez não, mas seria legal que acontecesse", nunca fez essas merdas de declarar "inevitabilidade histórica" ou dizer que "nós, os bons, lutamos em favor da boa e linda bla bla bla bla whatever".
- Você só consegue falar de politica?
- Só. É a parte da minha vida que dá certo. Que eu tenho respostas. Eu gosto de pensar em anarquia porque de muitas formas ela representa isso, sabe? Queremos anarquia, como o mundo vai ser depois? Bem, temos aqui muitos estudos e pensamentos que podem estar certos, mas as vezes não, a humanidade é imprevisivel, pro bem e pro mal. Anarco-capitalismo vai acabar com a fome? Talvez. Vai preservar a terra? Talvez. Vai ser o fim das guerras? Bom, sem impostos pra pagar por bombas nucleares elas vão diminuir bastante, mas eu dúvido que as pessoas deixem de se matar na rua por motivos idiotas.
- Então você tem uma ideologia que não resolve lá muitas coisas...
- Algo assim, ela resolve bastante, economicamente o mundo seria mais próspero, as idéias poderiam ser postas em prática de forma muito mais simples, não teriam mais exércitos nacionais e a policia seria mais bem educada, porque afinal, nós que mandariamos nela e não o contrário. O mundo seria bem melhor, eu acredito, agora, as pessoas seriam boas? Sim seriam, que nem são hoje, nem mais e nem menos...
- E os quadrinhos?
- Escrevendo. Pouco, mas enfim...
- Vai parar?
- Talvez. Eu dúvido que pare pra falar a verdade, tenho na minha cabeça umas 4 histórias muito boas, elas tem que ser escritas, mas acho que preciso de um tempo até a vontade voltar de vez, quando eu comecei a escrever o Chuva Contra o Vento toda minha preocupação eram quadrinhos, eram histórias de amor, agora eu tenho um zilhão de assuntos a mais e alguns deles não precisam de história e sim de livros tão chatos quanto os ultimos posts do meu blog. Dessas 4 histórias que tenho em mente (uma delas que estou escrevendo), as 4 tem, de alguma forma, a ver com politica.
- Ah, nos fale sobre isso.
- Ok, olha, a que estou escrevendo agora, é sobre um anarco-socialista revoltadinho sem entender porra nenhuma do mundo (que nem 97% dos anarco-socialistas) que mata uma pessoa acidentalmente e acaba por ter que *realmente* viver contra o governo, porque digo, come the fuck on, é muito fácil ser anarquista pedindo pro governo pagar pelo seu passe de ônibus. A outra seria sobre um super-herói, essa é a que eu tenho os detalhes mais vagos, o que eu sei é que como todos os bons super-heróis que eu respeito ele não seria só poderoso, mas também teria um senso de ideologia muito forte, ele seria confuso, não saberia como lidar com tanto poder e o resto é uma névoa; outra história que eu penso é sobre uma realidade alternativa fodida em que de alguma forma os EUA simplesmente some do mapa causando uma crise economica que separa o mundo em blocos totalitarios, seria meio que minha versão de Star Wars, rebeldes vs império, mitologia bem construida, essas coisas e a última é meio que o oposto, depois de muita luta, a anarquia é conquistada e as pessoas se separam em comunidades capitalistas e socialistas, por vezes até trocando entre si, mas todo mundo em relativa paz por 100 anos, até que a guerra de gerações faz seu trabalho e jovens começam a desenvolver mentalidades totalitarias, no meio de tudo teria algum romance do tipo Romeu e Julieta.
Além disso, aquela força que me levou a escrever inicialmente que é o desejo de retratar como a juventude paulistana tem se virado nesse mundo fodido está sendo direcionada a histórias que possivelmente serão publicadas na Mosh. Então, respondendo a pergunta que eu fiz a mim mesmo, não, eu não vou parar de escrever, eu tenho um monte de teorias chatas pra escrever e um monte de histórias pra contar. Mas no momento eu vou pegar leve, tentar sair mais, conhecer mais pessoas, novas visões de mundo, quando a faculdade começar eu vou ter bem menos dinheiro por mês do que tenho atualmente, o que ainda é mais dinheiro do que eu tinha quando fazia metodista, então no geral, é uma coisa boa.
- TIrou tudo do peito, bebê?
- Preety much.
- E as mulheres?
- Conheci uma garota má com quem provavelmente farei sexo e uma garota boa com quem provavelmente não farei, uma me cativa pela experiência, inteligência, força, crueza (ou até mesmo crueldade), coragem e determinação enquanto a outra me cativa pela bondade, timidez, também pela força e porque de alguma forma eu vejo nela uma parte de mim que acho que estou perdendo e não tenho certeza se quero perder. É estranho, porque você pensa sobre isso, e uma é o meu passado enquanto a outra é meu futuro... talvez o vazio seja o fato de me faltar um presente...
- Você sabe que não deve ser sincero assim no blog, né?
- Sei, mas acho que quando eu começo a chorar depois de escrever algo é porque eu estou bem perto de descobrir qual o problema... ok, são 6 da manhã, eu não dormi, isso TEMA que fazaer eu chorar mais fácil, mas ainda assim... eu não sei se fico aliviado por ainda ter sentimentos ou puto por não ter sido eficiente o bastante na hora de mata-los.
- De qualquer forma, depois desse post você vai levar um fora das duas, mesmo porque com certeza superestima sua relação com ambas.
- Pois é... bom, olha só, a alien ta no Rio e isso quer dizer que ela provavelmente não vai voltar viva, então eu acho que posso falar sobre ela assim no blog...
- E agora? Porque você chora?
- Eu não quero perder meus sentimentos... sinceramente não quero... eu costumava ser melhor sabe... costumava me importar de verdade... eu paro pra pensar e o que eu sou hoje? De certas formas eu sou tão maior e tão melhor enquanto de outras eu não passo de uma caricatura bem patética... de certa forma eu acho que quero voltar a ser um adolescente confuso, pelo menos fazia sentido... não, não fazia, não chegava perto de fazer, adolescência foi uma merda e eu não voltaria a ela nem morto, mãs... o que vem adiante? Eu vou definhar cada vez mais. Até o que? Até e me tornar um economista? Sabe, essa foi uma parte da Matrix que acho que passou desapercebida... ele passou a ver tudo em números... inclusive sentimentos... é fácil você falar "uau, homens de terno preto e óculos escuro são sequencias de comandos", mas e os casais apaixonados da Matrix? Eles também são números... eu não quero me tornar um número, eu não quero perder meus sentimentos, não quero deixar de ser quem eu sou.
- Você não vai, mesmo depois de uma lobotomia você ainda seria você, as aguas do rio mudam, mas ainda é o mesmo rio, assim são seus sentimentos, suas prioridades, aconteça o que acontecer você será você, agora aqui vem uma questão bem lógica, você nunca gostou de si próprio até agora. Você está finalmente confortavel consigo e parte disso é exatamente porque não é mais um adolescente patético e vulneravel. Então você não consegue mais escrever sobre casasizinhos apaixonados, big fucking deal, deixa os gêmeos fazerem isso, seus temas são outros agora... mas não é tão simples assim, é?
- Não... mas de alguma forma você está certo... digo, eu nunca gostei de ser eu, se por acaso eu não gostar do que me tornei, vou continuar na mesma, no minimo na mesma, se eu virar um velho rabugento que nunca fez nada de bom, então que seja, eu morro e aí acaba, sem problemas... mas é estranho pensar que de certa forma você foi melhor no passado, que uma parte da sua vida decaiu assim...
- Mas decaiu de fato? Agora que as lágrimas passaram?
- É... não sei, acho que não... ou sim... ... ... eu sinto falta da crença no amor... de pensar que um dia eu acharia uma alma-gêmea... o mundo era bem pior na adolescência, mas as perspectivas eram maiores...
- You know what? Make it. Go ahead and take the fucking world. Você vai ser um escritor, você não tem escolha, você sabe que não tem, sabe que nunca conseguirá viver consigo próprio se tudo que sair dessa faculdade forem 3 anos de dinheiro curto e um diploma inutil. Você vai aprender, vai escrever pra sempre e se seus livros forem uma bosta, você não vai morrer de fome, vai se matar antes, você vai marchar até Brasilia e se explodir junto com o presidente.
- Give me liberty or give me death.
- Give me liberty or give me death. Porque eu sou você, a única pessoa que vai te acompanhar pelo resto da sua vida.
Vazio ou inspirado, eu não me decido.
Ultimamente tenho assistido The West Wing, acho que tem a ver com essa fase politica que eu estou passando, mas é uma série muito boa.
O pressuposto dela é algo como uma pseudo-utopia.
Pegue os EUA como são e ponha nele um bom presidente. Não um bom politico, mas um bom líder com um bom coração.
A série é boa, mostra que politica é um jogo, você pode pôr um cara lá com determinação e um coração bondoso, mas ainda assim é um tanto em vão por motivos que eu nem quero entrar aqui porque a Rebs não curte posts sobre politica.
So, what do you wanna talk about?
You know, let´s make a talk show.
É, vai, faz tempo que eu não me entrevisto.
The Sblarghman Talks To Himself Show
- Então Rodrigo, como você está?
- Você sabe, você sou eu.
- Não, eu não sei e é por isso que é engraçado, então diga qualquer coisa que você queira dizer.
- Eu sinto como se estivesse faltando algo, não é bem solidão, é parecido, mas é algo do tipo... eu quero ouvir uma música, mas não consigo pensar em nada que se aproxime do meu sentimento, estou ouvindo o Real Thing do Faith No More, mas não é bem isso, é uma sensação estranha no estomago que sempre surge quando eu quero chorar e não sei porque, eu acabei de desmontar uma caixinha onde veio o cartucho da impressora e eu não sei bem porque, eu tenho algum trabalho pra fazer, dormir não seria uma má idéia, não quero comer, nem me masturbar, nem falar com ninguém, não quero escrever sobre nenhum assunto que não sejam meus próprios sentimentos e isso faz eu me sentir mal, digo, como eu consigo ser tão egoísta o tempo todo? É a parte boa de ser relativamente anônimo, se eu fosse realmente importante, tivesse um blog que importasse algum puto no mundo, as pessoas provavelmente iriam entrar aqui e falar "olha, o capitalista se sente com peso na consciência por ser a favor da fome" e os idiotas, como sempre, estariam errados. Eu passo por momentos de reflexão. Redescobrir a anarquia sob a forma de capitalismo foi pra mim algo como um divisor de águas, todas as dúvidas que eu tinha sumiram, é ótimo a sensação de que alguém há anos atrás respondeu suas perguntas, ainda assim, eu não chego perto de idolotrar Rothbard que nem os socialistas idolatram Karl Marx, Rothbard foi um cara muito inteligente, com algumas falhas de caráter, um tanto impaciente, descrente no futuro, falava sobre anarquia dizendo "olha, talvez aconteça, talvez não, mas seria legal que acontecesse", nunca fez essas merdas de declarar "inevitabilidade histórica" ou dizer que "nós, os bons, lutamos em favor da boa e linda bla bla bla bla whatever".
- Você só consegue falar de politica?
- Só. É a parte da minha vida que dá certo. Que eu tenho respostas. Eu gosto de pensar em anarquia porque de muitas formas ela representa isso, sabe? Queremos anarquia, como o mundo vai ser depois? Bem, temos aqui muitos estudos e pensamentos que podem estar certos, mas as vezes não, a humanidade é imprevisivel, pro bem e pro mal. Anarco-capitalismo vai acabar com a fome? Talvez. Vai preservar a terra? Talvez. Vai ser o fim das guerras? Bom, sem impostos pra pagar por bombas nucleares elas vão diminuir bastante, mas eu dúvido que as pessoas deixem de se matar na rua por motivos idiotas.
- Então você tem uma ideologia que não resolve lá muitas coisas...
- Algo assim, ela resolve bastante, economicamente o mundo seria mais próspero, as idéias poderiam ser postas em prática de forma muito mais simples, não teriam mais exércitos nacionais e a policia seria mais bem educada, porque afinal, nós que mandariamos nela e não o contrário. O mundo seria bem melhor, eu acredito, agora, as pessoas seriam boas? Sim seriam, que nem são hoje, nem mais e nem menos...
- E os quadrinhos?
- Escrevendo. Pouco, mas enfim...
- Vai parar?
- Talvez. Eu dúvido que pare pra falar a verdade, tenho na minha cabeça umas 4 histórias muito boas, elas tem que ser escritas, mas acho que preciso de um tempo até a vontade voltar de vez, quando eu comecei a escrever o Chuva Contra o Vento toda minha preocupação eram quadrinhos, eram histórias de amor, agora eu tenho um zilhão de assuntos a mais e alguns deles não precisam de história e sim de livros tão chatos quanto os ultimos posts do meu blog. Dessas 4 histórias que tenho em mente (uma delas que estou escrevendo), as 4 tem, de alguma forma, a ver com politica.
- Ah, nos fale sobre isso.
- Ok, olha, a que estou escrevendo agora, é sobre um anarco-socialista revoltadinho sem entender porra nenhuma do mundo (que nem 97% dos anarco-socialistas) que mata uma pessoa acidentalmente e acaba por ter que *realmente* viver contra o governo, porque digo, come the fuck on, é muito fácil ser anarquista pedindo pro governo pagar pelo seu passe de ônibus. A outra seria sobre um super-herói, essa é a que eu tenho os detalhes mais vagos, o que eu sei é que como todos os bons super-heróis que eu respeito ele não seria só poderoso, mas também teria um senso de ideologia muito forte, ele seria confuso, não saberia como lidar com tanto poder e o resto é uma névoa; outra história que eu penso é sobre uma realidade alternativa fodida em que de alguma forma os EUA simplesmente some do mapa causando uma crise economica que separa o mundo em blocos totalitarios, seria meio que minha versão de Star Wars, rebeldes vs império, mitologia bem construida, essas coisas e a última é meio que o oposto, depois de muita luta, a anarquia é conquistada e as pessoas se separam em comunidades capitalistas e socialistas, por vezes até trocando entre si, mas todo mundo em relativa paz por 100 anos, até que a guerra de gerações faz seu trabalho e jovens começam a desenvolver mentalidades totalitarias, no meio de tudo teria algum romance do tipo Romeu e Julieta.
Além disso, aquela força que me levou a escrever inicialmente que é o desejo de retratar como a juventude paulistana tem se virado nesse mundo fodido está sendo direcionada a histórias que possivelmente serão publicadas na Mosh. Então, respondendo a pergunta que eu fiz a mim mesmo, não, eu não vou parar de escrever, eu tenho um monte de teorias chatas pra escrever e um monte de histórias pra contar. Mas no momento eu vou pegar leve, tentar sair mais, conhecer mais pessoas, novas visões de mundo, quando a faculdade começar eu vou ter bem menos dinheiro por mês do que tenho atualmente, o que ainda é mais dinheiro do que eu tinha quando fazia metodista, então no geral, é uma coisa boa.
- TIrou tudo do peito, bebê?
- Preety much.
- E as mulheres?
- Conheci uma garota má com quem provavelmente farei sexo e uma garota boa com quem provavelmente não farei, uma me cativa pela experiência, inteligência, força, crueza (ou até mesmo crueldade), coragem e determinação enquanto a outra me cativa pela bondade, timidez, também pela força e porque de alguma forma eu vejo nela uma parte de mim que acho que estou perdendo e não tenho certeza se quero perder. É estranho, porque você pensa sobre isso, e uma é o meu passado enquanto a outra é meu futuro... talvez o vazio seja o fato de me faltar um presente...
- Você sabe que não deve ser sincero assim no blog, né?
- Sei, mas acho que quando eu começo a chorar depois de escrever algo é porque eu estou bem perto de descobrir qual o problema... ok, são 6 da manhã, eu não dormi, isso TEMA que fazaer eu chorar mais fácil, mas ainda assim... eu não sei se fico aliviado por ainda ter sentimentos ou puto por não ter sido eficiente o bastante na hora de mata-los.
- De qualquer forma, depois desse post você vai levar um fora das duas, mesmo porque com certeza superestima sua relação com ambas.
- Pois é... bom, olha só, a alien ta no Rio e isso quer dizer que ela provavelmente não vai voltar viva, então eu acho que posso falar sobre ela assim no blog...
- E agora? Porque você chora?
- Eu não quero perder meus sentimentos... sinceramente não quero... eu costumava ser melhor sabe... costumava me importar de verdade... eu paro pra pensar e o que eu sou hoje? De certas formas eu sou tão maior e tão melhor enquanto de outras eu não passo de uma caricatura bem patética... de certa forma eu acho que quero voltar a ser um adolescente confuso, pelo menos fazia sentido... não, não fazia, não chegava perto de fazer, adolescência foi uma merda e eu não voltaria a ela nem morto, mãs... o que vem adiante? Eu vou definhar cada vez mais. Até o que? Até e me tornar um economista? Sabe, essa foi uma parte da Matrix que acho que passou desapercebida... ele passou a ver tudo em números... inclusive sentimentos... é fácil você falar "uau, homens de terno preto e óculos escuro são sequencias de comandos", mas e os casais apaixonados da Matrix? Eles também são números... eu não quero me tornar um número, eu não quero perder meus sentimentos, não quero deixar de ser quem eu sou.
- Você não vai, mesmo depois de uma lobotomia você ainda seria você, as aguas do rio mudam, mas ainda é o mesmo rio, assim são seus sentimentos, suas prioridades, aconteça o que acontecer você será você, agora aqui vem uma questão bem lógica, você nunca gostou de si próprio até agora. Você está finalmente confortavel consigo e parte disso é exatamente porque não é mais um adolescente patético e vulneravel. Então você não consegue mais escrever sobre casasizinhos apaixonados, big fucking deal, deixa os gêmeos fazerem isso, seus temas são outros agora... mas não é tão simples assim, é?
- Não... mas de alguma forma você está certo... digo, eu nunca gostei de ser eu, se por acaso eu não gostar do que me tornei, vou continuar na mesma, no minimo na mesma, se eu virar um velho rabugento que nunca fez nada de bom, então que seja, eu morro e aí acaba, sem problemas... mas é estranho pensar que de certa forma você foi melhor no passado, que uma parte da sua vida decaiu assim...
- Mas decaiu de fato? Agora que as lágrimas passaram?
- É... não sei, acho que não... ou sim... ... ... eu sinto falta da crença no amor... de pensar que um dia eu acharia uma alma-gêmea... o mundo era bem pior na adolescência, mas as perspectivas eram maiores...
- You know what? Make it. Go ahead and take the fucking world. Você vai ser um escritor, você não tem escolha, você sabe que não tem, sabe que nunca conseguirá viver consigo próprio se tudo que sair dessa faculdade forem 3 anos de dinheiro curto e um diploma inutil. Você vai aprender, vai escrever pra sempre e se seus livros forem uma bosta, você não vai morrer de fome, vai se matar antes, você vai marchar até Brasilia e se explodir junto com o presidente.
- Give me liberty or give me death.
- Give me liberty or give me death. Porque eu sou você, a única pessoa que vai te acompanhar pelo resto da sua vida.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Constants
I´m constantly hungy
I´m constantly horny
I´m constantly pissed of
I´m constantly tired
I´m constantly in love
I´m constantly trying to convince an alien to take her clothes off
I´m constantly being an alien myself
I´m constantly against the government
I´m constantly against myself
I´m constantly against fucked up people
I´m constantly pro-choice
I´m constantly twisted, shaken, messed up in some kind of weird psychotic way
I´m constantly on the ground
I´m constantly daydreaming
I´m constantly saying things I will regret later
I´m constantly doing things I regret before even finishing doing it
I´m constantly breathing
I´m constantly shiting
I´m constantly being some kind of sick bastard
I´m constantly making moral choices based on spiderman
I´m constantly changing values
I´m constantly redefining priorities
I´m constantly thinking
I´m constantly wishing to stop thinking
I´m constantly seeing fat sumo fighters dancing ballet
I´m constantly looking up with the right kind of eye and realizing how fucking far we are from the water-mark.
I´m constantly surfing some kind of fucked up wave that breaks too fucking fast
I´m constantly trying not to be myself
I´m constantly feeling guilty for never feel guilty at all
I´m constantly hurting those I love
I´m constantly staring at the wall trying to make some sense
I´m constantly writing
I´m constantly working
I´m constantly lazy
I´m constantly a lot more dumb then I should be
I´m constantly a lot less dumb then I wish to be
I´m constantly complaining
I´m constantly irresponsable
I´m constantly illegal
I´m constantly too square
I´m constantly too right
I´m constantly too wrong
I´m constantly too confuse to explain even to myself what the hell I´m doing here
I´m constantly listening
I´m constantly hearing
I´m constantly trying to make some sense
I´m constantly failing
I´m constantly getting up up again
I´m constantly getting down once more
I´m constantly sober
I´m constantly drunk
I´m constantly nothing
I´m constantly horny
I´m constantly pissed of
I´m constantly tired
I´m constantly in love
I´m constantly trying to convince an alien to take her clothes off
I´m constantly being an alien myself
I´m constantly against the government
I´m constantly against myself
I´m constantly against fucked up people
I´m constantly pro-choice
I´m constantly twisted, shaken, messed up in some kind of weird psychotic way
I´m constantly on the ground
I´m constantly daydreaming
I´m constantly saying things I will regret later
I´m constantly doing things I regret before even finishing doing it
I´m constantly breathing
I´m constantly shiting
I´m constantly being some kind of sick bastard
I´m constantly making moral choices based on spiderman
I´m constantly changing values
I´m constantly redefining priorities
I´m constantly thinking
I´m constantly wishing to stop thinking
I´m constantly seeing fat sumo fighters dancing ballet
I´m constantly looking up with the right kind of eye and realizing how fucking far we are from the water-mark.
I´m constantly surfing some kind of fucked up wave that breaks too fucking fast
I´m constantly trying not to be myself
I´m constantly feeling guilty for never feel guilty at all
I´m constantly hurting those I love
I´m constantly staring at the wall trying to make some sense
I´m constantly writing
I´m constantly working
I´m constantly lazy
I´m constantly a lot more dumb then I should be
I´m constantly a lot less dumb then I wish to be
I´m constantly complaining
I´m constantly irresponsable
I´m constantly illegal
I´m constantly too square
I´m constantly too right
I´m constantly too wrong
I´m constantly too confuse to explain even to myself what the hell I´m doing here
I´m constantly listening
I´m constantly hearing
I´m constantly trying to make some sense
I´m constantly failing
I´m constantly getting up up again
I´m constantly getting down once more
I´m constantly sober
I´m constantly drunk
I´m constantly nothing
quarta-feira, dezembro 07, 2005
O governo se esforça para nos fazer comprar coisas desnecessariamente caras.
O governo se esforça para decidir por nós o que deve ser comercializado ou não.
O governo não se importa com pessoas morrendo em ônibus.
O governo não se importa com as vítimas da "guerra" contra as drogas.
O governo não se importa de oferecer serviços de qualidade e mesmo que se importasse, ele não conseguiria fazer nada.
O governo não se importa com desemprego e mesmo que se importasse, ele não conseguiria fazer nada.
O governo não se preocupa com assassinos, pois assassinos pagam os impostos que vão para os Whiskys do presidente.
O governo quer matar comerciantes que provam diariamente o quanto ele é desnecessário.
O governo quer matar comerciantes que provam diariamente que somos nós quem escolhemos o que comprar.
O governo não se preocupa com a satisfação do público, não se preocupa com o custo de seus serviços, não se preocupa com o bem-estar dos clientes.
O governo se preocupa com burocracia, poder, restrição, regulamentação, taxação.
Porque a esquerda tem militantes e a direita não?
Porque não queremos um governo do nosso lado.
Não queremos um governo que nos obedeça.
Não queremos um governo que imponha nossa vontade sob a vontade dos outros.
Queremos um governo fora da nossa vida.
Queremos um governo que não obedeça ninguém, nem a nós.
Queremos um governo que não ataque ninguém, nem aos nossos inimigos.
Livre comércio.
Porque somos nós que trabalhamos. Somos nós que produzimos. Somos nós que decidimos.
O governo se esforça para decidir por nós o que deve ser comercializado ou não.
O governo não se importa com pessoas morrendo em ônibus.
O governo não se importa com as vítimas da "guerra" contra as drogas.
O governo não se importa de oferecer serviços de qualidade e mesmo que se importasse, ele não conseguiria fazer nada.
O governo não se importa com desemprego e mesmo que se importasse, ele não conseguiria fazer nada.
O governo não se preocupa com assassinos, pois assassinos pagam os impostos que vão para os Whiskys do presidente.
O governo quer matar comerciantes que provam diariamente o quanto ele é desnecessário.
O governo quer matar comerciantes que provam diariamente que somos nós quem escolhemos o que comprar.
O governo não se preocupa com a satisfação do público, não se preocupa com o custo de seus serviços, não se preocupa com o bem-estar dos clientes.
O governo se preocupa com burocracia, poder, restrição, regulamentação, taxação.
Porque a esquerda tem militantes e a direita não?
Porque não queremos um governo do nosso lado.
Não queremos um governo que nos obedeça.
Não queremos um governo que imponha nossa vontade sob a vontade dos outros.
Queremos um governo fora da nossa vida.
Queremos um governo que não obedeça ninguém, nem a nós.
Queremos um governo que não ataque ninguém, nem aos nossos inimigos.
Livre comércio.
Porque somos nós que trabalhamos. Somos nós que produzimos. Somos nós que decidimos.
"Strange memories on this nervous night in Las Vegas. Five years later? Six? It seems like a lifetime, or at least a main era - -the kind of peak that never comes again. San Francisco in the middle sixties was a very special time and place to be a part of. Maybe it meant something. Maybe not, in the long run, but no explanation, no mix of words or music or memories can touch that sense of knowing that you were there and alive in that corner of time and the world. Whatever it meant. And that, I think, was the handle - -that sense of inevitable victory over the forces of Old and Evil. Not in any mean or military sense; we didn't need that. Our energy would simply prevail. There was no point in fighting - -on our side or theirs. We had all the momentum; we were riding the crest of a high and beautiful wave. So now, less than five years later, you can go up on a steep hill in Las Vegas and look West, and with the right kind of eyes you can almost see the high-water mark - -the place where the wave finally broke and rolled back."
- Raoul Duke
AGODFUCKINGDAMMIT!
Aquela música daquela banda patética que é tipo "Por você, eu faria bla bla bla, eu dançaria tango no teto" e assim vai É UMA PORRA DUMA VERSÃO!
Tipo "If Not For You" do Bob Dylan!
Argh... fuckin wave.
- Raoul Duke
AGODFUCKINGDAMMIT!
Aquela música daquela banda patética que é tipo "Por você, eu faria bla bla bla, eu dançaria tango no teto" e assim vai É UMA PORRA DUMA VERSÃO!
Tipo "If Not For You" do Bob Dylan!
Argh... fuckin wave.
sexta-feira, dezembro 02, 2005
NeoCons.
Defender o capitalismo não é necessariamente defender o Status Quo, mas muitas vezes é confundido assim e a culpa é justamente dos "queimadores de filme" oficial do livre mercado.
Porque os conservadores são um problema tão grande?
Fanáticos e irracionais
Conservadores não são necessariamente religiosos, mas na maioria das vezes são fanáticos.
Eles acreditam que estão em uma cruzada sagrada em defesa do bem e que é o dever do Estado deve ser usado para auxilia-los nessa bela jornada.
Os inimigos variam, o maior alvo são os socialistas, mas também podem ser ateus, traficantes, gays e qualquer um que atente contra "a moral e bons costumes".
Mas sejam quem forem, são sempre "O Inimigo!" e devem sempre ser destruidos, seja no campo do debate (onde o objetivo nunca é esclarecimento, mas apenas humilhação) ou na real mesmo, onde eles não se importam que guerras sejam travadas em nome de sua "boa moral".
Ultra-moralistas
O meio mais fácil de diferenciar um Libertário de um Conservador é através das questões morais.
Se dizem defensores do livre mercado, mas sempre pedem ao papai governo para que ele destrua esses terríveis traficantes que infectam seus pobre filhotinhos inocentes ou que prendam essas malvadas prostitutas que andam por aí disseminando pecado ou bla bla bla, que seja.
Não são contra a intervenção do governo na vida das pessoas, aliás, visto o quanto se esforçam para proibir aborto ou casamento gay, é bem notável que eles são a favor da intervenção do governo em muitas áreas da vida de uma pessoa, são a favor de um forte poder militar e gostam de uma guerrinha (porque claro, não são eles que lutam).
Corporativistas
É frequentemente dito que defensores do livre mercado ignoram a péssima distribuição de renda que o mercado causou.
Isso é mentira, na verdade, uma das bases do ideal todo é que o mercado geralmente faz um bom trabalho distribuindo renda e que é mais natural ao mercado livre que hajam mais pequenas empresas do que grandes corporações.
Não que grandes corporações não surjam no livre mercado, mas elas se mantém jogando pela regra do mercado, mantendo preços baixos e qualidade alta, não conseguindo sustentar monopólio sem serem eficientes ou sem ajuda.
Eis que entra os conservadores.
Eles ajudam grandes corporações a conseguir subsidios e a driblar regulamentações para garantir que elas mantenham seu monopólio.
Eles são protecionistas, colocando várias barreiras alfândegarias no país para impedir que *suas* empresas não quebrem perante a concorrência internacional.
Lógico que quem perde nessa é o público.
Conservadores que geralmente proferem frases como "todo pobre é vagabundo" são o tipo de gente que mais tem medo da livre concorrência, geralmente subornando o Estado para que este dificulte a entrada de novas empresas no ramo em que eles atuam, seja através de tarifas altissimas na hora de abrir um novo negócio ou de subsidios que os fazem pagar menos impostos do que o resto.
Não são a favor do livre mercado, são a favor de um mercado bem regulamentado e bem direcionado aos seus interesses.
Afinal, são socialistas ao contrário!
Porque pensa bem.
Eles definem todas as questões em termos de "nós" e "eles" e são a favor da morte do "eles".
Enquanto socialistas defendem a execução e genocidios dos tais "burgueses", conservadores não ficam muito atrás ao querer que o exército invada com tanques de guerra os morros do Rio de Janeiro ou sempre comemorando quando uma chacina ocorre em uma cadeia.
Enfim, eles não vêem o menor problema no assassinato de pessoas inocentes desde que seja em favor da "grande causa".
Eles não são contra o governo, eles são a favor que o governo esteja do lado deles, exatamente igual os socialistas; anarco-socialistas tem umas idéias estranhas de "não-governo", como ser a favor do passe livre (que fortalece o governo ao colocar o direito de ir e vir nas mãos dele.), ser contra a ALCA (deixar o governo e não a população, decidir o que deve ser comprado e a que preço), tremer de medo ao mero pensamento do fim da educação pública (dar ao governo controle direto sobre a educação), conservadores por outro lado choram quando o governo *permite* aborto ou *permite* casamento gay ou *permite* uso de drogas, como se fosse função do governo *permitir* esse tipo de coisa e têm a estranha noção de que é intervencionismo o governo não interferir nesses assuntos.
Pior, alguns chegam a achar que é "controle ideológico" do governo em questão liberar essas coisas, alguns até dizendo que o governo "incentiva" tais atos.
Ou seja, o mesmo medo da liberdade que os socialistas têm (de descobrir que, oras puxa, talvez as pessoas não queiram socialismo), os conservadores também tem (de descobrir que, oh well, nem todo mundo quer andar por aí com uma bíblia debaixo do braço).
Eles defendem o Estado
Essa é a questão principal.
Capitalismo de Estado e capitalismo sem Estado são duas coisas imensamente diferentes.
O Estado tira dinheiro do mercado e o direciona para seus próprios propósitos, empobrecendo assim todos que são afetados, ao mesmo tempo, ele usa esses mesmos poderes de "empobrecer geral" para manter uma elite sempre rica, sempre "protegida" da concorrência, o Estado sistematicamente leva a falência (ou a irregularidade) empresas pequenas enquanto "empresta" o dinheiro dessas pequenas pagadoras de impostos para latifundiarios.
O Estado protege empresas ineficientes e destrói concorrências, ele gera um ciclo onde latifundiarios subornam o governo que subornam latifundiarios para apoiar o governo, ele distribui o dinheiro dos impostos da forma que ele achar melhor e mesmo com boas intenções o governo não tem como saber onde melhor direcionar os recursos... pior ainda quando o governo não tem tais intenções.
Porque os conservadores são um problema tão grande?
Fanáticos e irracionais
Conservadores não são necessariamente religiosos, mas na maioria das vezes são fanáticos.
Eles acreditam que estão em uma cruzada sagrada em defesa do bem e que é o dever do Estado deve ser usado para auxilia-los nessa bela jornada.
Os inimigos variam, o maior alvo são os socialistas, mas também podem ser ateus, traficantes, gays e qualquer um que atente contra "a moral e bons costumes".
Mas sejam quem forem, são sempre "O Inimigo!" e devem sempre ser destruidos, seja no campo do debate (onde o objetivo nunca é esclarecimento, mas apenas humilhação) ou na real mesmo, onde eles não se importam que guerras sejam travadas em nome de sua "boa moral".
Ultra-moralistas
O meio mais fácil de diferenciar um Libertário de um Conservador é através das questões morais.
Se dizem defensores do livre mercado, mas sempre pedem ao papai governo para que ele destrua esses terríveis traficantes que infectam seus pobre filhotinhos inocentes ou que prendam essas malvadas prostitutas que andam por aí disseminando pecado ou bla bla bla, que seja.
Não são contra a intervenção do governo na vida das pessoas, aliás, visto o quanto se esforçam para proibir aborto ou casamento gay, é bem notável que eles são a favor da intervenção do governo em muitas áreas da vida de uma pessoa, são a favor de um forte poder militar e gostam de uma guerrinha (porque claro, não são eles que lutam).
Corporativistas
É frequentemente dito que defensores do livre mercado ignoram a péssima distribuição de renda que o mercado causou.
Isso é mentira, na verdade, uma das bases do ideal todo é que o mercado geralmente faz um bom trabalho distribuindo renda e que é mais natural ao mercado livre que hajam mais pequenas empresas do que grandes corporações.
Não que grandes corporações não surjam no livre mercado, mas elas se mantém jogando pela regra do mercado, mantendo preços baixos e qualidade alta, não conseguindo sustentar monopólio sem serem eficientes ou sem ajuda.
Eis que entra os conservadores.
Eles ajudam grandes corporações a conseguir subsidios e a driblar regulamentações para garantir que elas mantenham seu monopólio.
Eles são protecionistas, colocando várias barreiras alfândegarias no país para impedir que *suas* empresas não quebrem perante a concorrência internacional.
Lógico que quem perde nessa é o público.
Conservadores que geralmente proferem frases como "todo pobre é vagabundo" são o tipo de gente que mais tem medo da livre concorrência, geralmente subornando o Estado para que este dificulte a entrada de novas empresas no ramo em que eles atuam, seja através de tarifas altissimas na hora de abrir um novo negócio ou de subsidios que os fazem pagar menos impostos do que o resto.
Não são a favor do livre mercado, são a favor de um mercado bem regulamentado e bem direcionado aos seus interesses.
Afinal, são socialistas ao contrário!
Porque pensa bem.
Eles definem todas as questões em termos de "nós" e "eles" e são a favor da morte do "eles".
Enquanto socialistas defendem a execução e genocidios dos tais "burgueses", conservadores não ficam muito atrás ao querer que o exército invada com tanques de guerra os morros do Rio de Janeiro ou sempre comemorando quando uma chacina ocorre em uma cadeia.
Enfim, eles não vêem o menor problema no assassinato de pessoas inocentes desde que seja em favor da "grande causa".
Eles não são contra o governo, eles são a favor que o governo esteja do lado deles, exatamente igual os socialistas; anarco-socialistas tem umas idéias estranhas de "não-governo", como ser a favor do passe livre (que fortalece o governo ao colocar o direito de ir e vir nas mãos dele.), ser contra a ALCA (deixar o governo e não a população, decidir o que deve ser comprado e a que preço), tremer de medo ao mero pensamento do fim da educação pública (dar ao governo controle direto sobre a educação), conservadores por outro lado choram quando o governo *permite* aborto ou *permite* casamento gay ou *permite* uso de drogas, como se fosse função do governo *permitir* esse tipo de coisa e têm a estranha noção de que é intervencionismo o governo não interferir nesses assuntos.
Pior, alguns chegam a achar que é "controle ideológico" do governo em questão liberar essas coisas, alguns até dizendo que o governo "incentiva" tais atos.
Ou seja, o mesmo medo da liberdade que os socialistas têm (de descobrir que, oras puxa, talvez as pessoas não queiram socialismo), os conservadores também tem (de descobrir que, oh well, nem todo mundo quer andar por aí com uma bíblia debaixo do braço).
Eles defendem o Estado
Essa é a questão principal.
Capitalismo de Estado e capitalismo sem Estado são duas coisas imensamente diferentes.
O Estado tira dinheiro do mercado e o direciona para seus próprios propósitos, empobrecendo assim todos que são afetados, ao mesmo tempo, ele usa esses mesmos poderes de "empobrecer geral" para manter uma elite sempre rica, sempre "protegida" da concorrência, o Estado sistematicamente leva a falência (ou a irregularidade) empresas pequenas enquanto "empresta" o dinheiro dessas pequenas pagadoras de impostos para latifundiarios.
O Estado protege empresas ineficientes e destrói concorrências, ele gera um ciclo onde latifundiarios subornam o governo que subornam latifundiarios para apoiar o governo, ele distribui o dinheiro dos impostos da forma que ele achar melhor e mesmo com boas intenções o governo não tem como saber onde melhor direcionar os recursos... pior ainda quando o governo não tem tais intenções.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Ao tal Anonymous.
Olha, eu te ignoraria se você estivesse me xingando, mas me incomoda profundamente ser elogiado por alguém que eu não sei quem é.
SABE COMO É DIFICIL SER ELOGIADO?
É crime hediondo fazer esse tipo de coisa com pessoas carentes.
Bom, é isso, queimei o filme com a única pessoa do mundo que me respeitava.
Continuemos.
SABE COMO É DIFICIL SER ELOGIADO?
É crime hediondo fazer esse tipo de coisa com pessoas carentes.
Bom, é isso, queimei o filme com a única pessoa do mundo que me respeitava.
Continuemos.
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