Só estou com vontade de escrever e não consigo pensar em nada específico.
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O Universo HQ publicou uma resenha da segunda edição do Eterno sem que eu tenha sequer visto o gibizinho em mãos! =D
Pra quem não sabe (e quem não sabe provavelmente é só umas duas leitoras novas que eu tenho porque esse blog é tão imensamente popular que eu consigo de fato acompanhar quem está ou não atualizado sobre minha vida), Eterno é um história que eu escrevi e que está sendo desenhada por Felipe Cunha.
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Enfim, eu acho que é a melhor história que já vi em fanzines na minha vida assim como eu acho que sou um dos grandes escritores de nossa geração, mas também acredito que irei morrer pobre e falido e que alguma pessoa bem menos talentosa que eu, mas mais "humilde" e com mais amigos vai garfar todos os HQ Mixs de 2008 que eu deveria receber.
MAS EU LIGO?
Claro que não.
Faz bem pro caráter.
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Mas falando sério, eu acho que a história está boa mesmo e se as pessoas estão gostando dela agora - na segunda edição - eu nem consigo prever a reação delas nas próximas edições, porque coisas incrivelmente fodidas acontecem.
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Eu queria colocar no gibi algum textinho filosófico que explicaria um pouco do pano de fundo das coisas que acontecem na história, mas a rebs não gostou da idéia, então eu deixei pra lá.
Dito isso, acho que farei isso nesse blog.
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Então la la la, deixa eu pegar o Eterno #1, ver do que se trata e fazer um texto a respeito. (que só vai fazer algum sentido pra quem leu o treco)
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Bom, eu não to achando nenhuam cópia aqui, então eu vou pegar pelo roteiro, que talvez esteja um pouco diferente do gibi.
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Sobre a parte 1 - Vida Pequena
Por mais que pensemos que vivemos em uma época sem valores, a verdade é que sempre no fundo de tudo que é dito publicamente ou considerado "bom", está o ideal da democracia, a saber, igualdade, liberdade e fraternidade.
É claro, que essas palavras tem significados dos mais variados dependendo da sua filiação política, mas é sempre igualdade, liberdade e fraternidade e quem quer ser uma pessoa "boa" é preciso utilizar essas três coisas, estuprando o significado das palavras o quanto quiser, mas utilizando as três palavras.
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O que isso tem a ver com nosso herói?
Bem, nosso herói logo de cara propõe algo que é muito comum de ser visto em conversas de boteco, mas que nunca chega a ser falado em debates.
É um tema muito antigo, que acabou sendo considerado incoerente com os ideais democráticos, ou seja, que algumas pessoas aproveitam melhor a vida e que outras a desperdiçam.
Como nada que é sólido se desmancha completamente, esse não é um tema assim tão polêmico, mas ainda assim, alguém declarar que a vida dos outros é estúpida ou um desperdício é algo simplesmente elitista demais para ser considerado pra valer.
Nossa sociedade, que ainda bem abraça a liberdade de expressão, aceita que expressemos nosso elitismo, mas não há nada direcionado a uma "melhoria do homem".
Fato, o propósito da vida não é ser um "homem bom" ou um "homem sábio", é só que embora essas coisas não sejam pressupostos da existência, não seria mau que elas aparecessem como valor; os valores, por sua vez, são algo do tipo "deixe eu pensar o que quiser, nenhum pensamento é errado; mas pague seus impostos, pois é sua função manter os outros vivos", eu prefereria que fosse o contrário, que tivessemos uma sociedade aberta ao debate (liberdade de expressão não é sinônimo de debate - obviamente, não existe debate sem liberdade de expressão, mas o contrário é o que eu vejo hoje), ou seja, uma sociedade aberta ao "apontar o dedo e chamar de burro" e que em relação as coisas materiais imperasse o "cada um cada um", mas né...
Enfim, nosso herói reconhece a pequenez dos outros e quer evitar isso, ao mesmo tempo, o que ele percebe de errado nos outros, não percebe em si próprio, se os outros desperdiçam a vida, ele sequer gosta da própria, acho que é uma maneira minha de dizer que embora, de fato, a vida cotidiana é imbecil e sem sentido, só perceber isso não faz a sua vida melhor, o passo seguinte ao "perceber que a vida é sem sentido" é de fato construir um sentido pra sua vida, se você não dá esse passo, só está desperdiçando a existência maneira mais consciente.
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Um dia talvez eu escreva sobre a Parte 2 (que na verdade é a primeira edição porque a parte 1 é a introdução e tal)
2 comentários:
Parece interessante. E ah, eu acharia muito viável a idéia dos apêndices filosóficos explicativos, mas ninguém se importa mesmo. Uhmm, uma lástima que pessoas do fim-do-mundo, like me, não possam adquirir tal exemplar. Mas estou certa de que quando Rodrigo from sblargh.blogspot.com dominar o mundo, e mostrar que o mais forte manda e os outros obedecem (Há, lei natural tão ilusivamente omitida nos dias de hoje!), todas essas amostras de sua grande superioridade estão difundidas e evidentemente mais acessíveis - Isso mesmo, até aqui. And hell yeah, baby! - ?!
Estarão, hihi. Perdoe o equívoco. (Eu sempre tenho que errar em alguma parte...)
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