quinta-feira, dezembro 27, 2007

Pesos

Quem convive comigo sabe que passei boa parte do ano correndo atrás de um projeto de site sobre "cultura pop" que acabou fracassando principalmente porque, bem, era eu quem estava a frente do projeto e eu não consegui fazer nada.
Mas hoje eu estava vendo a tal revista eletrônia "O Grito" (que eu não vou me dar trabalho de fazer um link) e me deu vontade de fazer tal site de novo porque minha proposta mudou um milhão de vezes, mas a constante era que sempre era o oposto desse tipo de sitezinho "indie" óbvio ao mais absurdo extremo que a obviedade pode alcançar.
Se você entra no site hoje, tem todas aquelas listas típicas de "top 10 vídeos" e "top 25 álbuns" e enfins que todo site tem no fim de ano e é impressionante como todos os álbuns citados são aqueles que, no lançamento, você dizia "esse álbum vai estar em linha de "top melhores albuns" no fim do ano.
Alguns como Myths of Near Future do Klaxons e Back to Black da Amy Winehouse são óbvios por serem bons mesmo, mas gente como Battles, Bonde do Rolê, PJ Harvey, LCD Soundsystem, Radiohead e Spoon só aparece nessas listas por terem aparecido na NME (no caso do "bonde do rolê" por serem molecadinha cool); claro que eles são bons, mas eles estão entre os MELHORES?
Não vou dizer que deveria ser julgada só a música sem contexto porque é isso é impossível, mas o contexto deveria ser algo bem melhor do que "o que a molecadinha besta que acessa esse site vai gostar de ver aqui como melhores albuns do ano"
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Mas olha só, se você entra nesse link http://www.metacritic.com/music/bests/2007.shtml vai ver que o site escolheu como melhores albuns boa parte dos "criticamente aclamados pela mídia".
Pra começar, acho essas listas toscas; se eu, Rodrigo, faço uma lista pra você saber o que eu gostei esse ano é uma coisa, agora colocar uma manchete "MELHORES ALBUNS DE 2007" é idiotice demais, não vai ser eu, "O Grito", sua mãe e nem os DJs da Funhouse que vão te dizer quais são os melhores albuns de 2007.
Digo, olha isso:
"Para fechar o ano, O GRITO! publica a lista anual de melhores discos do ano, elaborada pelos editores da revista, com ajuda de listas individuais de críticos, jornalistas, produtores e músicos."

E que porra eu to me fodendo pra "críticos, jornalista, produtores e músicos" tem a dizer? Críticos são publicitários que podem falar mal da sua banda se não forem bem pagos, jornalistas são especialistas em nada, produtores são especialistas em analisar o óbvio, achar gente aleatória e dizer "faça igual" e músicos, bom, façam sua música e não venham tentar me dizer que tal banda que tem um estilo "mais ou menos igual o meu" é boa.

Mas claro que essa gente toda está protegida sob o selo de "cultura pop" e confesso que foi uma frasezinha de efeito que me pegou por um tempo, mas sério, "cultura pop" não faz sentido. Você quer analisar "cultura pop" vai ver os lançamentos do pagode, do axé, do forró, do sertanejo e daquelas bandinhas da MTV; você quer falar do Battles, você está supostamente na cena "alternativa", mas você não quer ser alternativo porque vai ter que falar do Husky Rescue e seus ouvidinhos são sensíveis demais pra qualquer coisa que não toque na baladinha de fim de semana, então você também não ta falando de nada "alternativo", você está naquele limbo estúpido de "vou ler o Pitchfork Media e imitar o que eles dizem". Oras, desenvolvam testículos, putos.

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Além disso, eles tem aquela irritante crise de "Rolling Stone".
A saber
"Ei, estamos na internet, podemos escrever qualquer coisa, do modo que quiser, seguindo as regras que quisermos, convidando quem quisermos pra escrever, sem dar satisfação pra publicidade, editor, nem ninguém, o que vamos fazer?"
"Hummm, que tal imitar a Rolling Stone e escrever como os bem comportados e clichés jornalistazinhas que são proibidos por um código de ética de terem uma opinião própria? Além disso, podemos fazer matérias puxando o saco da cena musical mainstream, da forma mais segura e universal possível porque deus nos perdoe alguém entrar no nosso site e ver alguma opinião pré-estabelecida desafiada de qualquer forma, afinal, precisamos ser amigos do Rogerio Skylab e não podemos perder isso jamais, ok?"

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É ruim a responsabilidade que isso trás.
Porque eu tenho na minha cabeça um modelo ótimo de site que seria legal, informativo, real, elitista e auto-suficiente, mas depois de um ano todo correndo atrás disso em vão, eu não tenho mais forças e com tudo que tem acontecido na minha vida, nem me sinto muito mais digno de fazer isso.

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Nunca achei que a vida fosse boa, mas é impressionante com as coisas dão um jeito de ficar um pouquinho piores cada vez mais. Como o universo parece um moleque do colegial que aponta o dedo pra você e dá risada e grita "olha aquela gente óbvia e estúpida, é aquela gente que faz sucesso"

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E afinal, tem o Tullycraft:

But spite who she might leave the club with
In the morning she wakes up alone
No place in the world
For one Essex girl
Who waits to be found

sábado, dezembro 22, 2007

A MTV é um canal formado pelos profissionais mais burros da área e tudo que ruim que acontece com eles é totalmente merecido

"A cúpula da MTV achou que Daniella Cicarelli não jogou limpo ao deixar de admitir que estava negociando com outro canal. Ela conversou com a Rede TV!, mas assinou contrato com a Band. Cicarelli enrolou a MTV, dando esperanças de que iria renovar o contrato, que venceria no fim do mês. Chegou até a gravar pilotos de novos programas. A assessoria dela não comenta o assunto."

Ok, eu conheço gente que trabalha lá, mas há de se admitir que se existe um canal verdadeiramente demente que tem uma placa gigante na testa de "estamos aceitando qualquer taticazinha suja, imbecil e sem criatividade para conquistar nosso público alvo e ficamos 'chocados' quando o tiro sai pela culatra e entra em nossos olhos explodindo nosso crânio" é a MTV.
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Mais tarde talvez eu poste algo que não seja tão bobinho.

domingo, dezembro 16, 2007

Máquinas de Deus e Máquinas do Homem

Ou:
Porque eu sou tecnofílico.
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"You'd better take drugs and learn to love PLASTIC. All different kinds of plastic, pliable, rigid, colored, colorful, nonattached plastic."
- Lou Reed

"De fato, nada pode haver de mais prejudicial e indigno num filósofo do que chamar de vulgar uma suposta experiência contraditória"
-Imannuel Kant

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Tudo se resume a Tales de Mileto. Sempre. Todo pensamento ocidental que você ler, é bom se lembrar de alguém que foi chamado de sábio há milhares de anos atrás olhou para a natureza, para o homem, para as estrelas e para a alma e disse "isso tudo é água" e desde então existe a noção que quer a natureza seja assim por conta própria, quer Deus tenha criado dessa forma, quer exista uma idéia essencial acima de tudo ou leis físicas que regem todas as coisas, há unidade, há algo por trás de tudo e esse "algo" é o mesmo "algo" para todas as coisas. Quer seja a água, o fogo, o Deus, a Virtude ou o choque entre os átomos, tudo que a alma humana pode conceber como existente está bonitinho debaixo do mesmo teto.
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Então veio Kant.
E Kant disse que o problema não é bem que existe uma tal "realidade" com algo "por trás" esperando a ser descoberto. O problema é que nós vemos a realidade de uma tal maneira específica, que nós só conseguimos imaginar e pensar sobre aquilo que nós temos contato, mas não temos contato com a realidade, temos contato com algum tipo de "interpretação" que nossa mente faz da realidade. Então se existe essa tal unidade fundamental no universo, nós não podemos ver e se existem certas coisas "universalmente certas" (como leis da física ou da aritmética) é porque nossas mentes funcionam todas da mesma maneira e interpreta certas informações de maneira igual, mas não há nada na razão que garanta que exista esse mundo perfeitamente lógico e bonito aí fora só esperando ser descoberto.
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E o que isso tem a ver com tecnologia?
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Existem dois tipos de razão que se referem a respectivos "mundos" diferentes.
Existe a razão pura, que se refere ao transcedental, ao que não é formado por experiência, nem por conceitos, mas por "algo" além do alcance da experiência e da razão e existe a razão prática, que se refere não ao mundo em que vivemos, mas ao mundo em que nos percebemos como seres que vivem. Esse é um mundo, para todos os efeitos, dilacerado por uma razão que não consegue compreendê-lo todo; é como se um circulo passasse por um buraco triangular nos fazendo acreditar que aquela forma distorcida pelo molde é "de fato" um circulo.
Além disso, os próprios funcionamentos dessa mesma razão que distorce coisas está um tanto além do nosso alcance, então o que temos é vivemos em uma realidade que sabemos pouco a respeito, que vemos por óculos que funcionam com lentes que não conseguimos entender como funcionam; dito isso, qual o valor da razão prática?
O valor da razão prática é exatamente que por meio dela podemos existir.
Por mais que a realidade seja estranha, é inegável que aqui estamos, existindo e fazendo filosofia, o que vemos e sentimos e "andamos" é simplesmente algo moldado por uma razão que dá regras a si própria? Sem problema, então que andemos pelo mundo como reis por uma razão que dá regras a si própria.
E isso é tecnologia.
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Não é para pensar que a tecnologia é mais ou menos "transcedental" que a natureza; tanto natureza quanto tecnologia são guiados pelas mesmas regras, são vistos da mesma forma, são julgados pela mesma razão prática; a diferença é que quando temos a natureza como paradigma da virtude (estou olhando pra vocês, seus estóicos safados), estamos tomando como modelo de virtude algo que simplesmente existe, criado pelo caos, interpretado por uma mente esquisita, mas a tecnologia é o que temos de mais próximo de algo que pode ser chamado de "razão prática"; se na natureza interpretamos o mundo de acordo com regras que a razão cria para si própria, com a tecnologia nós modificamos o mundo de acordo com essas regras e modificar o mundo é, oras bolas, modificar o mundo em si, mesmo que não entendamos como, é dizer "seja caótico o quanto você quiser, estou criando o *meu* caso", pois acredito que o grande erro da humanidade em relação a tecnologia foi pensar que ela veio para "organizar" o mundo ou para sistematiza-lo; tecnologia existe porque é divertida e porque nos faz andar no mundo com maior confiança.
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Novamente, existe tão pouca razão na tecnologia quanto existe na natureza; afinal, tecnologia segue as mesmas regras da natureza; a diferença é que a natureza é um caos "de Deus" e a tecnologia um caos do homem. Tentar organizar um mundo caótico além dos limites da razão por tecnologia é falho logo de cara; existe mais no mundo do que conhecemos, logo nosso conhecimento não pode abraçar o mundo e nem as máquinas criadas com esse conhecimento sempre incompleto; mas o que nós podemos fazer é caos rosa-choque, com Keith Richards fumando e bits atravessando servidores para entregar pornografia a meninos de 12 anos. Continuamos tão podres e estranhos quanto homens da caverna, mas somos belos e andamos pelo mundo com arrogância e é o direito que a tecnologia me da a arrogância o motivo pelo qual eu escrevo esse post confuso e sem tanto sentido para elogia-la.

Oh. My. God.

Novos trailers de Final Fantasy XIII e Final Fantasy XIII versus.

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Final Fantasy XIII (e esse tem actual gameplay footage - Rá! E Shiva!!!)



Final Fantasy XIII Versus



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Em termos de gráficos puros e simples, eu acho que Metal Gear 4 (por exemplo) é melhor, mas nossa, a direção de arte da Square continua perfeita como sempre.
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E só pra esclarecer um pouco.
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Final Fantasy XIII é feito pelo time "principal" da Square-Enix e pelo jeito vai ser mais tradicional, com combates mais baseados em escolhas de ações em menu e, como pode ser visto pelo trailer, tem cores bem mais vivas e uma direção mais "alegre" em um geral. A história, do pouco que dá pra saber, gira em torno de Lightning (Essa menina super bacana do trailer) invadindo uma suposta utopia que carrega presos políticos em seus trens.

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Final Fantasy XIII Versus se passa no mesmo "mundo" (embora eu acho que as histórias não irão se cruzar em nenhuma momento, acho que a square só vai colocar os dois personagens no mesmo jogo em um futuro distante) e até onde se sabe vai ser mais voltado a ação, o que eu imagino que significa que é um estilo mais parecido com Kingdom Hearts onde existem os menus e as magias, mas você passa a maior parte do tempo pulando e apertando botão desesperadamente sem nem saber exatamente como está matando tanta gente ao mesmo tempo (absurdamente mais divertido do que eu faço parecer; Kingdom Hearts é um dos jogos mais divertidos que já joguei) e a direção de arte, como dá pra ver, tem um tom imensamente mais melancólico do que FFXIII e a história, até onde se sabe, é sobre um rei/presidente de um país que não é a tal utopia de Final Fantasy XIII lutando para proteger um cristal dentro de seu castelo.

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"proteger um cristal?"

Então, a história de ambos se cruzam no seguinte: Esse é um mundo habitado por monstros e perigos e as cidades só conseguem se desenvolver em locais protegidos por cristais especiais, então logicamente, quem controla esses cristais, tem o poder.
O que eu entendo por "this is fantasy based on reality" no trailer de Final Fantasy XIII é que o jogo te coloca no papel de um país que está sendo invadido por um exército atrás de seus recursos naturais, que faz referência não só as guerras norte-americanas, mas a um sem número de guerras através da história.

Então a moral do Final Fantasy XIII parece ser mostrar que existe algo de podre por debaixo desses países perfeitos demais onde todo mundo vive feliz, alegre e vestindo cores amarelas e de Final Fantasy XIII Versus mostrar como que o outro lado do mundo vive tentando sobreviver sendo odiado por uma superpotência.
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E além de tudo, os jogos são lindos.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Ah... mas mas... ah... como assim? Pfff



Ahhh!
Onde foi que essa vaca adquiriu a noção de que é Amanda Palmer?
Eu sei que esse ramo da música não tem muita ética, mas vá lá, né vadia? Quem você acha que é? Você já tem o seu nicho no meio de adolescentezinhos nerds que compram CDs porque você parece capa de livro de RPG.
Stick with the long dresses, the cliché eyeliners and the MTV aesthetics, Bétch.
Deixe o papel de mocinha problemática ao piano pra quem faz melhor.
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Aham.
É assim que se faz:



E é assim que se copia alguém com autoridade.



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Dresden Dolls >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Vadiazinha cuja bandinha mainstream eu não vou nem citar que é pra não atrair os imbecis que ouvem sua música.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Tweeeeeee

La Casa Azul - Como Un Fan



Tullycraft - How To Stuff A Wild Bikini



Talulah Gosh - Talulah Gosh



Camera Obscura - Lloyd, I'm Ready To Be Heartbroken



The Pipettes - It's Not Love (But It's Still A Feeling)



The Pastels - Crawl Baby



The Go! Team - Junior Kickstart



The Vaselines - Dying For It



E por fim, um bônus.
As Pipettes te ensinam a dançar!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

You're so weird, Peter Parker



Ahh, eu gostei.
O estilinho manga irrita quando aparecem as gotinhas e risquinhos aleatórios pra indicar tal emoção, mas tirando isso, é uma historinha bem sossegada e light.
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O título do post passado (que eu escrevi há tipo, 5 minutos atrás) vem de uma música do Camera Obscura que chama "Books Written For Girls" e a letra goes like this.
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Camera Obscura
Books Written For Girls

You can compliment me on the style of my hair
Give me marks out of ten for the clothes I wear
You probably thought I had more upstairs
I disappoint you, I can see through your perfect smile
He likes to read books written for girls
Prides himself on being a man of the world
It’s in the darkest places he gets his thrills
He will disappoint you, if you see through his perfect smile

Chorus

I think separation is ok
You’re no star to guide me anyway
You only wanted me to play the fool
Play by your rule
Now my door has swollen from the rain
God knows we’ll never see her face again
People get shattered in many ways
They can disappoint you if you see through their perfect smiles

Chorus

I think separation is ok
You’re no star to guide me anyway
You only wanted me to play the fool
Play by your rule
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!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Olha o que eu acabei de descobrir!!!!!!!!!!!!!

Terry Moore--celebrated creator of Strangers in Paradise--has signed on with Marvel Comics! His first project? Taking over SPIDER-MAN LOVES MARY JANE!

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A edição número 20 saiu esses dias e foi a última escrita por Sean McKeeven e quando o Terry Moore começar a escrever, vai voltar pra edição número 1 e poderemos, portanto, acompanhar isso desde o comecinho! \o/

Comic Books Written For Girls

Se eu tiver meios e dinheiro de comprar coisas dos Estados Unidos, acho que vou investir em colecionar os TPB do Estranhos No Paraíso; o mais caro é 16 dólares e eu sempre quis entrar numa coleção de Estranhos No Paraíso, só nunca tive saco pra andar em sebo procurando as edições certinhas e tal.
Quanto a coisas que eu não-tão-legalmente baixo da internet, nesse momento estou lendo "Spider-Man Loves Mary Jane", que é uma série da Marvel que começou em 2006 e tem como público alvo meninas adolescentes, que é um público alvo que eu sempre quis ter, mas nunca consegui desenvolver habilidade para escrever pra elas.
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A gente aqui no Brasil, que ta nessa de quadrinhos, é tão acostumado com os gemêos que acaba pensando que tudo que existe são historinhas de amor, mas a verdade é que é tão difícil encontrar bons gibis que contam historinhas de amor; já é difícil encontrar maus gibis, quanto mais bons.
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Eu não gosto do estilo quase mangá dos desenhos de Spider-Man Loves Mary Jane, mas a proposta de uma história para menininhas adolescentes baseado na Mary Jane (que é a personagem principal apesar do nome do homem-aranha vir primeiro) é irresistível demais para eu não ler. Se eu gostar, talvez seja outro TPB que entre nos meus planos de compra.
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No mais, restam os independentes, em Amazing Spider-Man (que é a revista principal do Homem-Aranha) a Mary Jane está pra sair da vida de Peter Parker por causa daquela velha questão imbecil da Marvel de que super-heróis "adultos demais" alienam os leitores (porra, eu comecei a ler homem-aranha com 13 anos e ele já era casado e as únicas vezes que eu me senti alienado é quando ele não tem uma esposa; porque o personagem que eu conheço é um cara casado de 20 e poucos anos e não um adolescente de 16 que é zoado no colégio; que é um bom personagem também, mas enfim, ele não vai voltar a 16 anos, ele vai ser simplesmente um nerd solteirão, way to go Marvel por alienar todo seu público feminino e seus leitores que não jogam RPG e que gostavam de ter como ler histórias de um professor molecão)
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Escrevendo esse post algo me preocupa. Se o Homem-Aranha não vai ser mais casado com a Mary Jane, o que vai acontecer com Spider-Man Loves Mary Jane?
Pois é, nunca se poder ter músicas de amor demais e nem histórias de amor demais, a dificuldade em encontrar boas HQs bonitinhas me estimula a continuar escrevendo histórias onde o problema mais importante do universo é o que fazer quando finalmente se encontrar AQUELA pessoa.
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Porque afinal, you can't always go home... you can't always feel warm inside, without love, we're never more than strangers in paradise.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Talulah Gosh




Todas as músicas. ;)

(sim, a carreira da banda foi tão incrivelmente longa que todas as músicas estão em um único CD)

http://www.sendspace.com/file/jppvyc

quarta-feira, novembro 28, 2007

domingo, novembro 25, 2007

Legal não é só comentarem um post de agosto de 2002, legal mesmo é não entenderem o tipo de ironia óbvia e bobinha que eu fazia com 17 anos.

sábado, novembro 24, 2007

Sono... são 4 da manhã, faz sentido estar com sono, mas não quero dormir.
Na verdade estava passando Top Gun e tocou alguma música que fez eu querer ouvir música. Ouvindo Blondie agora, que como todo mundo sabe, é a única banda boa que surgiu do movimento punk e só conseguiu ser boa por não ser punk.
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You asked me what was my pleasure
A movie or a measure
I'll have a cup of tea
And tell you of my dreaming.
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Sabe, essa questão de sonhos e histórias... (aliás, a genialidade grande do Neil Gaiman foi fazer sandman tanto o mestre dos sonhos quanto das histórias; talvez algo a ver com Joseph Campbell - "mitos são sonhos públicos; sonhos são mitos privados")
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Essa música me afeta tanto por que eu gostaria de contar pra alguém meus sonhos... não é como se eu não tivesse pra quem falar, mas é estranho, eu gostaria de saber quais sonhos são esses, eu sei que eles estão perdidos em algum lugar na minha cabeça, mas é isso, eles estão perdidos, fragmentados, eu não saberia o que dizer se tivesse que contar para alguém meus sonhos.
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Então eu conto histórias e não é nenhuma surpresa ou segredo que as histórias que eu escrevo são incrivelmente pessoais, mas é impressionante o tanto de idéias que eu tenho que eu simplesmente não posso escrever porque não seriam nada interessantes, mas só desejos e coisas do tipo "que bom que isso acontecesse comigo"; geralmente em relação as historinhas bobinhas de amor.
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Esses dias eu pensei em uma história onde um personagem falava pra namorada por algum motivo algo do tipo "isso é tão estúpido quanto aquela gente que diz que nirvana é ruim porque o kurt não sabia tocar guitarra" e ela responde "o que é nirvana?" e ele fica puto e vai lá e pega um CD qualquer (o In Utero acho) e põe lá e diz "agora a gente ouve" e ela vai falar alguma coisa e ele responde emburrado "naaah, a gente ouve" e ele ficam lá emburrado ouvindo e ela acha aquilo super bonitinho da parte dele e é *essa* a parte imbecil do lance todo porque eu vivo tentando fazer esse tipo de coisa na vida real e a reação dela *nunca* é bonitinha, é sempre tédio... e sei lá, eu sinto estar perdendo minha habilidade de contar histórias (se é que tive isso um dia) porque estou perdendo minha habilidade de levar uma vida interessante pros outros...
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Eu acho minha vida super interessante, mas é porque eu gosto de ficar em casa estudando e escrevendo em um blog que ninguém lê, mas eu não tenho saído, bebido, nem me apaixonado, nem vendido fanzine, nenhuma dessas coisas que acabavam virando material para as histórias interessantes.
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Tenho medo de não conseguir sonhar e de ter alguém pra quem contar meus sonhos, mas não ter sonhos pra contar.

terça-feira, novembro 13, 2007

Sobre influências e metrópoles



Se existe alguma utilidade em estudar história da filosofia (ou do pensamento num geral) é saber de onde vem as coisas que você pensa que você ou acha que é senso comum que simplesmente existe do nada ou acha que é algo que você descobriu "sozinho".
O mesmo acontece com bons filmes. Ontem eu assisti pela primeira vez Taxi Driver e fiquei surpreso do quão o filme foi familiar, do quanto ele é diferente, mas sem ser surpreendente; ele não poderia mesmo ser surpreendente, ele é (mesmo sem eu nunca o ter assistido antes) uma grande influência minha e boa parte das minhas histórias, eu acabo tentando (com bem menos sucesso que o Scorsese) criar o mesmo clima estético do filme.
Esse "clima estético" é aquela coisa, cidade é uma coisa suja, claustrofóbica, é um amontoado de gente solitária e podre sorrindo de dia nos seus empregos entediantes enquanto choram, pagam prostitutas ou espancam suas esposas a noite.
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É impressionante, no fim das contas, como uma grande cidade te engole, como ela te mantém preso em um ambiente que você sente que não pertence, porque afinal, ninguém pertence a esse ambiente.
Eu sou uma pessoa bem urbana, ir para algum lugar mais rural, nem que por um fim semana, já faz meu nariz ficar todo zoado, gosto de neon, gosto de prédios, gosto de barzinhos, gosto da superlotação, gosto de prostitutas na rua, de ter que olhar para os dois lados antes de atravessar, gosto das pessoas desde que eu não tenha que de fato interagir com elas, gosto das pessoas estranhas, das que se esforçam pra parecer estranhas, gosto do quanto as noites são cinzentas com bolas amarelas no chão vindas dos postes de luz, não gosto da miséria, mas acredito que ela não existe em uma escala tão assustadora quanto dizem as pesquisas oficiais (feitas por gente que ou querem verba para "acabar com a pobreza" e que portanto precisam de uma imagem de calamidade e caos para receber seus fundos ou que se baseiam em impostos e documentos oficiais, ignorando o quanto as pessoas vivem bem "off the records").
Enfim, esse quadro todo que faz uma São Paulo ser uma São Paulo, eu acho isso tudo muito belo, fiquei chateado com a tal lei "cidade limpa" porque é uma tentativa de acabar com a espontaneidade que faz São Paulo ser São Paulo. Acabar com os outdoors é tão absurdo quanto acabar com os grafites ou as pixações ou as luzes de neon dos puteiros da Augusta.
Esteticamente falando, a cidade se beneficia do fato de não ter sido planejada, da poluição visual que seus professores de geografia sem graça tentaram te convencer que é um mal. O caos da cidade é bom porque permite que nos indentifiquemos com a cidade em sim, pois nossa vida na cidade é caótica e é caótica, em parte, por causa da cidade.
Mas o caos de um centro urbano sempre vai ser mais poderoso e mais lindo do que o delírio de algum burocrata, bastou que se tirassem os outdoors e surgiram em baixo deles prédios sujos, rachaduras gigantes, pinturas mal feitas e todo tipo de beleza suja que faz São Paulo um lugar tão bom de se viver.
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Voltando ao Taxi Driver, uma cena importantissima do filme mostra Travis conversando com o Senador Palantine e o senador pergunta "o que mais te incomoda nesse país?" esperando uma resposta do tipo "a guerra do Vietnã" ou "a falta de um sistema de saúde", a supresa foi quanto Travis não conseguiu pensar nacionalmente, a cidade o engoliu, não existe "Estados Unidos" para ele, existe "Nova York" e "essa cidade é como um esgoto aberto", o que foi a segunda surpresa do senador, uma que causou até nojo. Oras, Travis não é um neonazista, ele é racista e ele deseja "limpar a escória", mas ele não tem uma ideologia por trás, ele é simplesmente alguém vivendo na cidade e o que a "mente política" não consegue absorver é o quão clara é a metáfora do "esgoto aberto"; mas acho que isso vai ficar mais claro quando eu analisar esse personagem mais adiante.
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Existem, no filme, três personagens que são três pontos de vista.
Betsy é o ponto de vista "oficial" da cidade; ela acorda de manhã, troca piadinhas bobas com os co-workers e quando ela flerta com Travis, ela está flertando com o lado "não-oficial" da cidade, um lado que ela sente que deveria se sentir confortável, afinal, ela usa um broche dizendo "nós somos o povo" (da mesma forma que o senador que sentiu nojo de Travis se sentia parte "do povo" e acho que o que Scorsese tentou passar aqui é o quão ridículo que essa gente engravatada vivendo das 7h as 17h diga "nós somos o povo"; não concordo com isso, mas acho que foi o que ele tentou passar), só que quando ela entra um pouquinho na sujeira que é a vida do Travis (na forma de um filme pornô, que é algo tão rotineiro para ele, que tem tanto nojo dos outros, que sequer passa pela sua cabeça que ela pudesse se sentir ofendida) ela logo foge, diz que eles são diferentes e sua fachada de "liberal" cai como uma bomba atômica devastando seu relacionamento com o personagem principal.

Iris é o ponto de vista oposto, ela tem "doze anos e meio", é prostituta, seu namorado é seu cafetão e a vida "no esgoto" é tão comum que ela não consegue nem entender o conceito de "vim te tirar daqui", se Betsy se ofendeu em um mero cinema pornô, imagino a reação dela se ela tivesse que viver a vida de Iris por 5 minutos que seja. É uma vida suja, amoral, irracional, linda em todos os aspectos, ela sofre, ela ama, ela se sacrifica, se diverte, se defende, ela está tão completamente em sintonia com a cidade que anda pelas suas ruas como se fosse parte do cenário.

Travis é algo como o meio termo e ele é, como Betsy diz, uma contradição (o que o torna um personagem tão interessante).
Ele faz parte do "esgoto" em relação a Betsy e é "quadrado" em relação a Iris.
Ele acha que a cidade é um "esgoto aberto", não aguenta a vida de lá, odeia as pessoas e o ambiente, mas quando Iris propõe que eles fujam para uma "comuna" hippie em outro estado, ele recusa e não consegue sequer se imaginar fora da cidade.
Minha opinião sobre Travis é que ele é uma pessoa naturalmente organizada que não conseguiu absorver o caos da cidade; caos que o transformou e essa contradição entre ser, ao mesmo tempo, organizado e caótico, é o que o deprime.
Os problemas reais do filme começam (acredito) a primeira vez em que vemos na casa dele a plaquinha "one of these days I will get organized"; isso causa a contradição absurda que é a lei "cidade limpa" ou os grupos neonazis, não dá pra se organizar e ficar em sintonia com a cidade ao mesmo tempo.
Quando Travis consegue se organizar, quando ele compra as armas, passa a fazer exercícios, passa a comer direito, etc e tal; o filme nem mostra ele mais no taxi, a vida de taxista com os tipos estranhos que ele pega, a falta de destinos certos e a imprevisibilidade toda é simplesmente estranha demais para um estilo de vida "organizado".
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Por fim, ele faz o que a "mente política" considerou um nojo e é aclamado como herói, mostrando a contradição que a esquerda permanentemente vive, a saber, que se posiciona "a favor do povo" sendo anti-racismo e anti-preconceito e "mente aberta", mas tal povo sendo racista, preconceituoso e pronto pra aclamar como herói alguém que mata um cafetão.
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Enfim, acho que tem muita coisa a ser dita sobre esse filme, assim como tem muita coisa a ser dita sobre a vida na cidade, sinceramente, eu não consigo imaginar a pessoa que eu sou distinta de São Paulo, da beleza da cidade e da sujeira da cidade e claro, existe bem mais sujeira do que eu poderia suportar, estou mais perto da Betsy do que do Travis e seria absurdo começar a me comparar com Iris, mas todos os personagens fazem parte desse caos urbano a sua própria forma, ninguém é completamente puro ou completamente sujo e tanto "pureza" como "sujeira" estão em igualdade, ninguém é melhor, "mais real", mais útil ou mais fútil; é a mesma cidade que atinge as pessoas de maneira diferente e que se revela de maneira diferente e nenhuma dessas maneiras está mais próxima da realidade do que outra, no fim, não é uma questão de opinião ou de ponto de vista, mas também de que sua cidade tem máscaras que influenciam e respondem às suas máscaras.
Fica a pergunta, como sua cidade se revela para você?

quinta-feira, novembro 08, 2007

X-men: The Messiah CompleX



Impressionante como a Marvel sempre tem um truquezinho na manga pra fazer com que eu me interesse de novo.
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Só pra não ficar muito no ar.
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Não sei a quanto tempo atrás, a Feiticeira Escarlate endoidou, causou a morte do Gavião Arqueiro, do Homem-Formiga, do Visão, criou uma linha do tempo alternativa onde Magneto era o rei do mundo e, no final de tudo, fez um encanto mágico para desaparecer com os mutantes.
O chamado "Dia M" fez com que a maioria dos mutantes perdessem seus poderes, o que os fez voltar para a condição de minoria.
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No enterro de um mutante que morreu em um acidente de carro, os X-Men percebem que a espécie talvez esteja chegando ao fim. O Fera procura um meio de reverter o Dia M, mas ao final, o Doutor Estranho diz que a magia da Feiticeira Escarlate foi poderosa a ponto de que meramente tentar reverter o universo poderia fazer com que a realidade implodisse.
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Enquanto isso, Senhor Sinistro e os Acólitos atacam todo mundo que tenha vindo do futuro ou que tenha capacidade de prever o futuro, eles conseguem matar Nathan Gray (Cable - filho de Ciclope e Jean Gray - que viveu no futuro por motivos que eu sinceramente não quero ter que explicar); no processo, Mística e Gambit traem os X-Men, Vampira tem na sua mente página por página dos Diários da Sina (uma mutante que conseguia prever o futuro e morreu há um tempão atrás), mas ela acabou absorvendo as memórias de bilhões de alienigenas, o que fez com que fosse impossível ler sua mente. (de qualquer forma, graças ao Gambit, ela agora está nas mãos do Senhor Sinistro)
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Então a história se desenrola da seguinte forma:
Existe uma profecia que o Senhor Sinistro tem uma vaga noção qual é - tem a ver com mutantes dominando o mundo - mas ainda assim ele precisa das memórias que a Vampira absorveu da Sina a muito tempo atrás para saber exatamente o que vai rolar.
Enquanto isso, tudo que os X-Men sabem é que eles foram atacados e que os alvo tinham alguma coisa a ver com o futuro; o que é exatamente o plano do Sinistro; fazer o que quer que eles tenham que fazer sem que os X-Men sequer saibam quais são seus planos.
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Tal profecia está provavelmente relacionado a um novo mutante que vai surgir - o primeiro a nascer desde o Dia M. (O tal Messias)
A série então vai consistir em uma corrida entre três facções - O Senhor Sinistro e os Acólitos que são os que mais sabem o que está acontecendo; os X-Men que têm que descobrir o que está acontecendo, salvar a Vampira e impedir os vilões porque seja lá o que eles estão tramando não pode ser bom e, afinal, os Purifiers (não sei como traduziram isso) que são uma seita religiosa destinada a acabar com mutantes.
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Isso é legal porque aqui nós temos a típica trinidade que faz os X-Men serem tão legais.
De um lado você tem os mutantes do mal, do outro os mutantes do bem e enfiados de alguma forma no meio, os humanos anti-mutantes.
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Além disso, a Marvel está com um costume legal (sem ironia) de usar um evento pra complicar o mundo e o outro pra acertar e os dois tipos podem ser legais ou não dependendo do quão bem foram feitos.
E for Extinction foi uma das coisas mais bacanas que já foram escritas em todas essas décadas de X-Men e complicou fodidamente o universo Marvel, tanto que o tal "Dia M" surgiu, em parte, para consertar a bagunça que o Morrissom criou, mas tudo bem, porque esse tipo de equilibrio faz parte dos gibis, essa coisa de "no final, tudo volta ao normal".
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Esse parece ser do tipo que conserta as coisas. Os X-Men não estão bem atualmente e parece que o propósito dessa série "Endangered Species" foi mostrar isso - os mutantes estão ficando extintos, é a típico problema excelente para os X-Men porque eles não estão tentando salvar o mundo, mas a si próprios; até onde o mundo sabe, que os mutante sumam da terra é uma coisa boa.
As equipes X restantes estão todas meio perdidas e simplesmente lamentando isso; a série parece ter como objetivo estabelecer, pra valer, que o Ciclope (e não o professor X) é o líder dos X-Men e pronto; porque até então ele não tem sido um bom líder e ele sabe disso.
Dessa vez ele vai ter que ser um bom líder. Acho excelente que ele seja um foco da série ao invés, sei lá, do Wolverine.
O Wolverine tem seus momentos, mas esse tem que ser o momento do Ciclope; lá na década de 80, Chris Claremont não gostava dele e escreveu o personagem como o certinho bundão de propósito, mas agora Ciclope não é o cara supervisionando as ordens do professor X; ele é, de fato, o novo professor X e é bom ver que talvez agora ele comece a agir como tal.
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Enfim, estou empolgadissimo. =)

terça-feira, novembro 06, 2007

Um ano...

Daqui há uns 20 minutos vai ser meu aniversário.
Do jeito que eu demoro pra escrever essas coisas, provavelmente o dia vai chegar e eu ainda vou estar no meio disso. Mas não importa.
Mais uma vez eu estou ouvindo Theresas's Sound-World e pensando como eu cheguei até aqui.
Um ano...
Foi uma ano que eu tive, acima de tudo, expectativas e acima de tudo, desapontamentos. Não consigo nem listar o número incrível de coisas que deram erradas esse ano.
Não comprei meu videogame, não consegui arranjar um emprego, não escrevi muita coisa que tenha considerado decente (embora tenha melhorado enormemente coisas que escrevi no passado).
2006 foi um ano tão parado que eu achei que 2007 *tinha* que acontecer algo ou eu ia explodir e 2007 aconteceu tanta coisa, mas nenhuma delas teve significado.
Eu mudei bastante, eu comecei a usar antidepressivos, parei de usar antidepressivos, passei por três psicólogas diferentes: uma eu gostava, mas ela teve que prosseguir com a vida dela e não tinha espaço pra mim; outra eu não gostei e a terceira eu acho que gostaria se não tivesse sido dispensado por falta de dinheiro.
Pensando agora eu nem tenho certeza se estou fazendo 21 ou 22 anos, não importa, é tão igual.
Eu tinha tantos projetos e todos falharam. Meus projetos agora se referem simplesmente a posturas em relação a vida.
Hoje eu me sinto bem deprimido e desanimado, acho que é a terceira vez que o orkut faz isso comigo e é sempre doloroso e é sempre imbecil e nunca passa completamente.
Nenhum dos erros passa, não dá pra deixar o passado pra trás e aprender com ele não muda o fato que dói.
O que eu quero fazer agora... é não julgar.
Estudar mais, me importar mais com idéias do que com pessoas.
O mundo gira por conta própria, não precisa de mim.
Essa última vez -- isso foi burrice demais.
Foi uma burrice de longa data, foi uma atitude burra que eu tomei em relação a vida que acabou me levando a isso.
Eu percebi uma fraqueza minha e abracei ela, pensei que um dia ia simplesmente passar, mas não passou, eu só esqueci que era uma fraqueza, eu tentei transformar isso em idéia, em teoria, eu caí na armadilha mais besta, mais manjada e mais destrutiva.
Sabe, não é tão fácil indentificar suas fraquezas, ainda mais quando você tem algum talento com palavras e com conceitos, fica fácil dar força às suas fraquezas, fica fácil proteger seu lado mais podre atrás de ideais lindos. A gente vê isso acontecendo e portanto acha que não vamos cair no mesmo erro, mas nós caímos.
O meu problema foi ter dado espaço a esse meu lado que gosta de julgar e eu encontrei gente que julgava e se escondiam atrás de algo que eles chamavam (com letras maiúscula) de Objetivo.
Eu não cheguei a compartilhar disso, mas ficar em um meio dedicado a apontar o dedo e dizer que os outros agem errado e a tentar explicar como os outros funcionam e a tentar entender os motivos dos outros, isso tudo é muito fodido, é lindo pra quem gosta de se ver na crista de uma onda moralista, é auto-destrutivo pra mim, ter dado vazão a isso me tornou uma pessoa ruim em pouquissimo tempo.
Não quero mais.
Uma pessoa que julga nunca é justa, não dá pra esperar justiça de alguém que diz que o outro age errado; existe algo inerentemente fodido em achar que outro estilo de vida é vazio ou ruim.
Não quero julgar, não quero dizer que ninguém está certo e não quero dizer que ninguém está errado, não quero esconder "certo" e "errado" atrás de outras palavras e não quero esconder o impulso de julgar atrás de uma máscara mais bonitinha qualquer.
Apontar o dedo e dizer "você não leva sua vida de uma forma 'direita'" não pode ser bom e se você entra em um meio que tem esse propósito exclusivo não tem como algo de bom sair disso.
É claro que terão conflitos de ego, é claro que terá falsidade. Esse tipo de ambiente traz o que há de pior na humanidade.
Costuma-se dizer que uma guerra traz o que há de pior no ser humano, mas matar não é o pior do ser humano, existem n motivos verdadeiramente nobres pelos quais pessoas foram a guerra, o que há de pior no ser humano é tentar, de uma forma ou de outra, esse impulso de julgar o outro, de querer que o outro tenha vergonha de como vive, de deixar de viver uma vida que você considera virtuosa para tentar fazer com que o outro viva essa vida.
Eu não consigo chegar perto de ser quem eu quero ser, como é que eu vou dizer que o outro não faz isso?
O tipo de ambiente que se dedica a dizer aos outros como viver, sob a máscara do altruísmo e do "Objetivo" que seja é destrutivo e eu sou uma pessoa carente que se deixa influenciar demais por qualquer grupo que me dê esperança de finalmente ter encontrado "o meu lugar".
E eu tenho uma série de características estranhas que torna isso tudo muito pior.
Eu não tenho indentidade própria, eu me modifico muito rápido, eu me deixo levar muito fácil, eu me envolvo muito.
É bom que eu me envolva muito, mas o problema é que isso faz com que eu tenha que ser muito mais seletivo. Que eu me envolva dessa forma nas minhas histórias e em filosofia é excelente, mas me envolver em julgar a vida dos outros; isso é ridículo.
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Enfim, escrever esses posts é bom porque eu posso sempre ler isso mais tarde e me lembrar do quanto eu erro e do quanto eu preciso estar atento pra não errar no futuro. O que entristece é que eu sei que eu vou errar e eu vou voltar nesse blog chorar as pitangas...
Insônia, nervosismo, mais um projeto que falha, mais uma rejeição.
Não me sinto bem; me sinto doente, me sinto triste, sinto ódio de mim mesmo, arrependimento; é a hora que você estuda as coisas, vê aonde errou e prossegue; vários erros em vários lugares diferentes ao mesmo tempo.
Erro de postura, erro de julgamento, erro de tema; é o que acontece quando se sai da toca, agora vergonhosamente pegar as coisas e voltar. Não existe cima, mas o baixo está bem visível, o fundo tem o formato exato do seu corpo, feito pra que você sobreviva, mas triste, imóvel.
Não tem como fugir das pessoas, das suas frescurinhas, dos seus rituais; mais uma derrota, tudo bem, teve um monte, vencer é tedioso de qualquer forma, ficar triste me dá um tema, preciso ter algo no que pensar.
Me sinto triste e derrotado, quero dormir, mas não consigo, quero ficar acordado, mas dói, quero conversar, mas não tem com quem. Carente, burro, fracassado e sozinho.
Não quero mais ter forças para tolerar viver, está enchendo o saco.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Nada pra dizer, na verdade. Só deu vontade de escrever.
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Estou ouvindo Theresa's Sound-World do Sonic Youth; essa música me causa tantas coisas.
Sonic Youth é uma banda surpreendente demais, não conheço nada no mundo parecido com eles, por um lado eles tem um certo "esquema" de música, seus álbuns, num geral, são todos mais ou menos parecidos; mas ainda assim, não é um esquema muito rígido, argh, eu não sei explicar, eu não entendo, eu só sinto coisas estranhas quando ouço, é bom demais, é um sentimento elevado mesmo.
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Mania de dizer que as coisas são "elevadas", não sei o que isso quer dizer exatamente, acho que é algo do tipo... sentimentos que me fazem querer ser algo maior do que eu sou agora, sentimentos que me fazem querer ser mais, me aproximar mais daquele tipo de pessoa que eu admiro e que eu espero ser um dia.
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Porque afinal, é nisso que eu tenho confiado ultimamente... eu não sei descrever de nenhuma forma que tipo de pessoa eu quero ser, mas existe na mente humana esse algo de irracional, esse impulso em direção a algo... existem muitas pessoas dentro de mim, existem as que eu gosto e as que eu não gosto e eu não sei explicar porque gosto das que gosto e vice-versa, mas eu tenho me esforçado ultimamente e encontrar essa pessoa que eu me orgulho, essa pessoa que é só uma partezinha de mim, e indo em direção a tornar ela cada vez mais e mais parte de mim.
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Sinto inveja das outras pessoas porque elas parecem estar tão em contato com essa "pessoa boa" dentro delas. É claro que os outros disfarçam esse tipo de coisa melhor que eu, mas eu não tenho como saber, não posso entrar na cabeça dos outros e dizer "todos vivem confusos" ou "todos vivem tristes", eu só sei que eu vivo confuso e que eu tenho me sentido triste, que tem alguns lados meus que eu gosto muito e outros que eu queria que simplesmente me deixassem em paz. Queria poder abraçar a esquizofrênia, queria poder abraçar o múltiplo e a diversidade de Rodrigos e conseguir conviver com isso tudo, mas... ah, eu não sei, se for pra falar objetivamente da mente humana, acho que existe esse impulso de unificação, de ver um milhão de coisas e dizer que isso tudo é uma coisa só e pra reparar em um detalhe você tem que meio que ignorar o contexto simplesmente por causa dessa mania de ver tudo em unidades... eu não sei, não quero elaborar nisso agora, é uma teoria em progresso e eu preciso ler mais pra continuar falando, talvez eu esteja errado, talvez essa questão de múltiplo e uno seja um problema cultural (como já me foi sugerido) e não da mente humana, mas eu não sei, eu só queria concilizar o múltiplo e o uno dentro de mim. Existe *uma* pessoa que eu quero ser, essa pessoa está inteira dentro de mim, mas ela está toda espalhada, um braço dela está em um tronco que eu não gosto e um olho dela está em um rosto que eu não gosto e são infinitas pessoas dentro de mim, então eu preciso fazer infinitas cirurgias e nada me garante que caso eu monte esse frankenstein que ele seja, afinal, alguém bom como eu espero que seja porque de novo, eu não sei descrever essa coisa, eu só tenho esse impulso meio-cego em direção a ela, algo quase no sentido de tentativa e erro, eu faço algo e me sinto bem e sinto que é certo e sinto "ah, esse é o Rodrigo", então eu vou na direção desse e eu faço algo e me sinto mau, sinto que é errado e sinto "ah, esse é o Rodrigo", mas é tão confuso, é tão difícil, daonde vem esse sentimento de certo e errado? Esse sentimento do Rodrigo bom e do Rodrigo mau? Até onde eu sei estou seguindo algo completamente errado.
Ah, é um mundo fodido esse, eu não posso confiar na racionalidade porque ela não dá conta do real, das contradições, da mundo-em-si de vontades desesperadas e forças misteriosas em que eu vivo, não dá pra confiar nos instintos porque sabe-se lá o que são esses instintos, se tudo se resumir a um impulso irracional em direção a reprodução da espécie, eu dispenso, no mais, pode ser ideologia, recalque, Vontade, ocidentalismo, cristianismo, sei lá mais o que; é tão confuso, é tão fodido e as pessoas parecem que simplesmente *sabem* o que é certo e pra onde ir e o que fazer e eu não faço idéia e eu me sinto tão incrivelmente burro. Não quero mais me sentir burro...

quinta-feira, novembro 01, 2007

Manter a motivação em alta é...

"...transformar o que precisa ser feito num jogo e se envolver com isso, como se estivesse numa gincana. Use o alarme do celular para marcar o tempo de uma tarefa, crie recompensas para cada meta alcançada, mantenha o foco no resultado final e no que ganhará ao cumprir aquilo que precisa fazer."

- Jael Coaracy

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Pois é, amigos.
A dica é bem sábia: Vamos tratar o que precisa ser feito como se fosse um jogo, como se fosse uma brincadeira!
Então se você for demitido do seu emprego, não desmotive! Marque no alarme do seu celular que até as 15h conseguirá um emprego novo e então vá para a rua!
Se você não conseguir... bem, quer dizer que você perdeu o jogo, que você não ganha nada, que a recompensa que você criou pra si próprio terá que esperar... volte pra casa, se sente na sua cama, chore um pouquinho, fique pensando sobre o quão inútil e patético você é por não ter cumprido sua meta. Calma calma, isso, pode chorar.
E no dia seguinte! Mais uma vez! Alarmezinho do celular e vamos para a rua! Motivação!
Ah, mas você perdeu de novo! Pôxa! Cade a motivação, irmão? Depende de você cara! Só de você! Desse jeito você fica sem recompensa!
Mas vai lá! De novo! Não perde o ânimo, chora mais um pouquinho, sua familia não te odeia completamente *ainda*, mas vai acontecer! Lembre-se! Só depende de você!
...pôxa, amigo! Você não conseguiu cumprir sua meta MAIS uma vez? Tem certeza que você está motivado? Você está *mesmo* encarando isso como um jogo? Como uma gingana? Acho que não, hein, veja bem, você não está aplicando o método corretamente.
Olha só, lembra quando você era criança e tinha que fazer uma gincana onde tinha um objetivo do tipo "conseguir um ovo", o que você fazia?
Corria na casa mais próxima e dizia "aaahhhh ahhhh tia! Tia! Tia! Dá um ovo!" e ela dizia "nem te conheço moleque vagabundo! Vai embora!" aí diz "Tia! Tia! Tiaaaaa, dá um ovo! Dá um ovoooo tiaaaa! É pra um jogo!" aí ela enchia o saco, te dava um ovo e você vencia! Ou perdia porque o outro grupo tinha um menino que morava perto e simplesmente foi em casa pegar o ovo, mas não importa! Você estava motivado! Você está motivado agora?
Quando você vai procurar emprego, tudo o que você faz é entregar o curriculo, fazer uma dinâmica e ir pra casa quando eles dizem "te ligamos pra avisar sobre a vaga"? Cadê a motivação? Tem que ficar lá, pulando na frente deles dizendo "Tio! Tio! me dá um emprego! Vai tio! Um emprego! Olha só aqui tio, tenho inglês básico e curso intermediário de Word e Excel! Word e Excel, tio!"
Agora vá lá e sem essa de voltar de mãos fazias! Marque no relógio um horário! Uma gincana! Lembre-se! Gingana!
...mas amigo, tu és um fracassado mesmo, hein...