sexta-feira, dezembro 23, 2005

Dialogos com o governo.

O Drama da classe média
Um policial derruba a porta de uma casa:
- Me dê dinheiro.
- Whadamuthafuckinghell!!! Isso é um assalto?!
- Não senhor, assalto seria se eu ameaçasse te matar caso você não me dê seu dinheiro, eu só estou ameaçando te jogar em uma cadeia superlotada, longe dos seus amigos e sem direito a luz do sol caso você não me dê seu dinheiro.
- Mas além da violência, porque você quer meu dinheiro?
- Aluguel.
- Aluguel? Mas é minha casa!
- Mas esse é um aluguel por morar no país.
- O país é seu?
- Não, senhor, isso seria uma ditadura, o país é nosso.
- Eu posso entrar na casa dos outros pegando dinheiro deles, então?
- Não, senhor, só eu posso fazer isso.
- E quem te deu esse poder?
- O voto.
- Eu não votei.
- Mas seu vizinho votou.
- Então vai pegar dinheiro dele, eu não votei!
- Mas senhor, faz parte do contrato!
- Que contrato?
- O contrato social! Ele diz assim, "eu te dou segurança, saúde e educação, em troca, você me dá dinheiro, obedece minhas leis e se eu acordar de mau humor, você vai matar pessoas que fazem parte de um contrato com outra pessoa"
- Mas eu consigo segurança, saúde e educação sem a sua ajuda!
- Melhor ainda, já que o que eu ofereço é meia-boca demais, então, me dá o dinheiro.
- Mas depois de eu te dar o dinheiro, eu vou ficar sem e vou ser obrigado a me submeter a sua segurança, sua saúde e sua educação, sem contar suas leis e o seu mau humor.
- Sim, qual o problema?
- O problema é que eu não quero!
- Você não tem escolha.
- Mas isso não é um contrato?
- É, mas você assinou ele.
- QUANDO?!
- Ué, quando você votou.
- Mas eu não votei!
- Mas eu deixei você votar!
- Exato, e eu me recusei, porque os contratos propostos eram todos péssimos! E mesmo se fossem bons, não é certo que outras pessoas sigam o termo do meu contrato só porque elas moram perto de mim!
- Olha, se você não quis assinar o contrato, o problema é seu, eu te dei a oportunidade, agora me passa o dinheiro.
- Mas meu bom homem! Se eu não quis assinar a porra do contrato, porque você está pedindo dinheiro baseado nele?!
- Porque senão eu vou te arrancar da sua casa e te jogar num lugar feio, superlotado, cheio de assassinos, sem contar que vou pegar pra mim tudo que é seu.
- Eu pensei que isso não fosse uma ditadura.
- Mas não é, veja bem, tem esse contrato...

(enquanto isso)
O Drama da classe alta:
- Me dá dinheiro.
- Ok, eu te dou MUITO dinheiro, bem mais do que você pediu, mas aí você faz um monte de leis para que eu fique sempre mais rico, ok?
- Ok!

O Drama da classe baixa
- Me dá dinheiro.
- Mas eu não tenho.
- Hum, ok, não precisa me dar agora, é só ir no mercado que tudo que você comprar lá, você vai estar dando um pouco pra mim.
- Ah, ok! É só eu ir naquele outro mercado que tudo é bem mais barato porque eles não dão nada do dinheiro deles pra você.
- Ah, não, lá é proibido.
- Porque?
- Ah, é um contrato...
- Eu assinei isso?
- Não, mas olha só, ta vendo aquele cara? Se você assinar esse contrato eu vou pegar dinheiro dele e dar pra você.
- Mas você não fez um acordo de sempre manter ele rico?
- Não, to falando do outro, do menorzinho.
- Mas se você tirar dinheiro dele, ele não vai dar dinheiro pra mim e eu nunca vou conseguir chegar onde ele está, o que não tem problema porque quando eu chegasse perto daonde ele está, você ia tirar meu dinheiro e eu ia voltar a ser pobre, aliás, ele também vai ser pobre porque tipo, você está tirando todo dinheiro dele, então você vai pegar dinheiro da onde?
- Ah, mas aí eu pego dos ricos.
- Eles são assim TÃO ricos a ponto de conseguirem sustentar todo mundo?
- Ahn, não, mas o que eles não conseguirem dar, eu pego de você.
- Mas eu não tenho e vou ter menos ainda e, muito sinceramente, qual a lógica de pegar o meu dinheiro e devolver ele pra mim? Não é melhor gastar eu mesmo de uma vez, assim, sabe, não corre o risco de ele se perder no caminho e tal...
- O que você quis dizer com isso?
- Não, nada, é só que...
- Escuta amigo, eu tenho esse contrato, essa arma e uma jaula te esperando, você vai pagar ou não? É pro seu bem!
- ...ok
- Ah, não se esqueça de assinar o contrato a cada 4 anos, senão eu não vou poder te dar dinheiro.

Socialismo
- Vocês são pobres porque aqueles caras são ricos!
- Eu pensei que era porque você pegava nosso dinheiro.
- Não! Isso é mentira! Eles querem te enganar! Eles pegam o seu dinheiro!
- Na verdade eu dou meu dinheiro pra eles porque eles fazem coisas legais. Quem pega sem pedir aqui é você.
- Você é uma vitima de um ataque psicologico! Você é burro demais pra decidir essas coisas por si próprio! Eles estão te enganando!
- Como--
- Eles estão te enganando!
- Mas é você que--
- Eles estão te enganando!
- Sabe, acho que eles estão me--
- Eles estão te enganando!
- Eles estão me enganando!
- Eles roubaram seu dinheiro!
- Eles roubaram meu dinheiro!
- Vamos pegar o que é nosso!
- Vamos lá!
*revolução*
- Beleza! É tudo nosso!
- Isso, agora vai trabalhar lá!
- O que?! Mas lá é frio!
- É, mas olha só, já tem um monte de gente aqui, alguém tem que ir pra lá.
- E porque você que decide isso?
- Porque alguém tem que decidir!
- E porque as pessoas não decidem por conta própria?
- Porque aí elas fariam um trabalho e cobrariam a mais do que aquele trabalho vale e uns deles que trabalhassem bem ficariam ricos e passariam a explorar os outros!
- Mas pensando bem, não é quem trabalha que decide o quanto vale o seu trabalho?
- Mas quanto vale o trabalho?
- Eu sei lá...
- Pois é! Nem eu! Por isso que eu tenho que decidir! Porque depois que eu decidir eu vou ficar sabendo!
- E porque vocÊ que decide isso?
- Porque alguém tem que decidir!
- ...sinto um deja vu...
- Olha, o trem ta partindo!
- Mas lá é frio!
- Leva uma blusa!
- Mas você pegou ela!
*10 anos depois*
- Cara...
- Porque não ta trabalhando? Ta todo mundo passando fome!
- Então... eu to passando fome e tal... não dá pra trabalhar.
- Está reclamando?
- Sinceramente, eu acho que você não é muito bom nisso...
- Nisso o que?!
- Nisso de decidir quanto vale as coisas...
- Mas eu estou quase acertando! Ta até mais fácil, já que metade do pessoal morreu de fome no último erro!
- Sabe, acho que eu sinto falta dos ricos...
- O que?!
- É, sabe, eles eram esnobes, irritantes, mas eles admnistravam essas coisas melhor que você, sei lá, acho que falta alguma coisa pra você, algum indicador de que você está fazendo alguma coisa errado ou certo...
- Eu tenho um indicador! Quando alguém morre de fome é porque ta errado, quando ninguém morre é porque ta certo! Sabe, quando pessoas morriam de fome os ricos não se importavam.
- Isso é verdade... mas a maioria das pessoas conseguiam comer e mais ainda conseguiriam se alguém parasse de roubar o dinheiro delas, na verdade, de fato existia comida pra todo mundo, não precisava de tudo isso pra alimentar as pessoas, era só nos unirmos e dar comida para elas... contanto claro, que não tivesse ninguém que nos enganasse prometendo acabar com a fome e não fazendo nada ou que não tivesse ninguém pra roubar parte da comida das pessoas com fome.
- O que você está insinuando?
- Nada não! Mas olha só, eles faziam mais coisas além de comida.
- Tipo?
- Ah, entretenimento, sabe?
- Alienação! Ataque psicológico! Eles estavam te enganando!
- Não, eu gostava daquelas coisas, sério.
- Não gostava!
- Ehrm, eu acho que consigo decidir do que gosto e do que não gosto.
- Não consegue!
- Mas...
- Nada de "mas"! Você é burro! Eu sei o que é bom, você não!
- Então quando você finalmente acabar com a fome, no que vai investir nosso dinheiro?
- Bomba atômica!
- O que?! A gente não precisa dessas coisas!
- Eu preciso, mas tem mais, televisão!
- Ué, não era ataque psicológico?
- Não não, é meu rosto na tela o tempo todo falando o quanto eu sou bonito, não tem ataque psicológico nenhum.
- ...olha, acho que os ricos faziam isso melhor...
- Mas você esquece!
- Do que?
- Eles costumavam subornar alguém para roubar dinheiro de você e dar para eles!
- Puta que pariu! Isso é verdade! Minha nossa, isso é horrivel, eles até não seriam tão ruins se não fosse isso, mas putz, isso é imperdoavel! Mas afinal, quem é que eles subornavam?
- Ehrm.....
- Não, sério, quem é que roubava nosso dinheiro e dava pra eles?
- Olha, chegou sua televisão!
- Nossa, você fica bonito nela.
- É, eu sei, obrigado.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Sblargh

Se ter bastante comentário fosse um dos focos do blog, ele seria cheio de estrelinhas e falaria sobre a vida do Brad Pitt.
Esse blog sempre serviu como uma forma de eu dizer coisas que são importantes pra mim.
Politica é um saco? Os textos são longos, chatos e repetitivos? Não leia, ponto, mas é importante pra mim, respeite isso.
Pra falar a verdade, isso chega até a ser meio ofensivo, tanto quanto naquelas horas que eu escrevo aqueles textos enormes dizendo que quero me matar e alguém comenta "vai se foder, moleque, vira homem".
Eu falo sobre o que eu quiser, não é pra ter comentário, é pra expressar meus sentimentos e o desejo de anarquia é um sentimento tão puro quanto o desejo de amar ou de escrever uma boa história.
Sem contar que vocês sabem que eu não escrevo sobre minha vida sentimental quando ela está dando certo.
I met a girl and she makes me smile.
O próximo post será uma biografia de 17 páginas sobre a Condolezza Rice.
E ai de quem reclamar.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Legalização

Existe, sem dúvida, uma mentalidade estadista.
As pessoas pensam geralmente em dois polos:
1 - O Estado autoriza - é Legal.
2 - O Estado não autoriza - é Crime.

E geralmente, o que se espera de um governo é que ele autorize coisas que você gosta e que não autorize coisas que você não gosta, é sempre assim, partidos politicos luta para ver quem controla o carimbo que tornará o cara do outro lado da linha um criminoso.
Essa mentalidade leva a uma conclusão: Um povo livre é aquele cujo governo autoriza liberdade.
Liberdade não é aquilo que existe quando o governo a autoriza.
Liberdade é aquilo que existe quando o governo não tem (e nem quer ter) uma opinião formada a respeito.

Veja bem, quando dizem que a prosperidade do Chile foi graças ao que o Pinochet fez, há um pequeno equivoco.
O Chile prosperou porque o Pinochet tirou das próprias costas um monte de responsabilidades, porque ele fez bem menos (em certas áreas) do que seus antecessores fizeram.
O Chile prosperou por causa do que o povo Chileno fez.
A ação de reformas liberais não é a de dizer "O Estado decidirá regras liberais" e sim a de dizer "O Estado não decidirá nada, o povo que o fará".

Quando dizem que um governo tem que garantir a liberdade, não querem dizer que um governo tenha que criar leis que digam "você é livre", quer dizer que ele não pode criar nenhuma lei que impeça a liberdade e o único meio de tal governo ajudar a garantir tal liberdade é impedindo que outras pessoas criem leis também.
Leis não podem ser parte de um chamado "contrato social" qual não é possivel quebrar, sair fora e nem recusar assinar.
Leis devem partir de contratos individuais. De pessoas assinando voluntariamente acordos seja lá qual for o motivo.
Quando se tem uma carteira de trabalho que impede o trabalhador de escolher as condições quais ele próprio irá trabalhar, então temos, na melhor das hipóteses, um escravo bem alimentado.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Putz, tinha uma aranha no box do chuveiro e eu fiz um certo esforço para tira-la de lá com um rodo, entretanto acabei a matando sem querer...
...
Onde quer que ela esteja, espero que me perdoe...
Cara, que merda, tirar a vida de um ser vivo pra poder tomar banho!
Nessas horas que eu não entendo como eu consigo ser tão imbecil...
Afe, que merda... eu não tinha o direito de ter assassinado aquela aranha, mesmo que tenha sido um acidente...
Afe, que merda...
É tão tentador exercer poder sobre outra criatura, é até automático, é até triste...

terça-feira, dezembro 13, 2005

Us and Them

Titulo de uma noticia hoje do site oficial do PCdoB:
"Patrões, confederações e Conlutas unem-se contra os trabalhadores"

Bem, esta aí uma caracteristica tipica dos Estadistas. A guerra.
"Eles se unem contra nós! Devemos retaliar! São os inimigos!"
Criar um inimigo comum, um "eles" contra quem lutar é o modo mais fácil de unir um povo em torno de ideal e é daí que surge o tal "conflito de classes" marxista, dos próprios marxistas criando artificialmente tal conflito.

"A Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, realizou no dia 6 de dezembro de 2005, mais uma audiência pública para debater os projetos em tramitação naquela comissão que tratam da regulamentação do artigo 8º da Constituição Federal, que estabelece regras para a organização sindical."

Ao não conhecer o PCdoB, é possivel se perguntar se eles são contra ou não uma regulamentação maior e mais presente nos sindicatos, afinal, regulamentar sindicatos é um ato fascista, sindicatos devem seguir as regras dos próprios trabalhadores, afinal, são instituições feitas com seu interesse em mente. Mas lembrando que o PCdoB é "O Partidão", então fica claro que o que eles querem é sim aumentar a regulamentação, o PCdoB não quer boas condições de trabalho, quer apenas soldados e recursos, em parte para encher os próprios bolsos, em parte para fomentar ainda mais a sagrada guerra do Estado contra a população.

"Compareceram dezesseis entidades nacionais do movimento sindical de trabalhadores e também das entidades patronais. Dessas apenas – CUT e Força Sindical, posicionaram-se a favor do substitutivo apresentado pelo Deputado Tarcísio Zimmermann (PT/RS), ocorrendo um inusitada aliança entre setores pelegos e “radicalizados” do movimento sindical dos trabalhadores com a poderosa Confederação Nacional da Indústria. Dos patrões."

O que o PCdoB considera uma "inusitada aliança" (afinal, todos que discordam são inimigos) na verdade é uma coincidência feliz, onde sindicatos cujos trabalhadores ainda tem alguma voz (diferente da CUT) se recusaram a reforma (causas eu já explico) enquanto por outros motivos diferentes, a Confederação Nacional da Indústria ("os patrões") também recusam a reforma.
Sindicato é um movimento em decadência, como é de se esperado, afinal é uma arma do Estado e o Estado nunca consegue manter as coisas funcionando direito por muito tempo. Ao invés de unir trabalhadores em prol de condições mais justas de trabalho, o sindicato se tornou uma ferramenta para manipulação, não só politica, mas também financeira, uma vez que ao se registrar no ministério do trabalho, o trabalhador também é FORÇADO a se registrar no sindicato sendo assim FORÇADO a pagar imposto para este.
Uma empresa que não registra seus trabalhadores vira refém dos fiscais, a empresa não tem a escolha de fazer contratos individuais com trabalhadores, eles TÊM que trabalhar de carteira assinada, portanto, ele TÊM que obedecer o sindicato, mas não um sindicato que é fruto da união deles, da necessidade deles, um sindicato que não passa de uma arma do Estado para roubar ainda mais dinheiro da população.

Além desse projeto de reforma sindical, existem mais dois e ambos prevêm uma centralização ainda maior dos sindicatos.
Apesar de falidos, os sindicatos ainda são poderosos, eles não têm mais poder de reinvidicação, mas têm poder de controlar, taxar e impedir os trabalhadores de se unir e trabalhar nas condições que consideram melhor.
Em discussões como essa, lógico, os deputados que discutem, os trabalhadores não têm voz no sindicato, não podem ter, se tivessem, exigiriam o seu fim.

Quinze estudantes são sentenciados/as à expulsão na UNESP-Marília

Acho que uma frase resume bem a situação.

"You are on a government building. You are a government bitch."
Eles gritam, choram, esperneiam e rezam para que o Estado seja maior.
Pois bem, ele é. Aí está a consequencia.
Não quer que o Estado fornece educação? Ele fornece. Nas regras dele.
Qual o espanto todo em ele agir de forma autoritaria? Ele está apenas fazendo uso do poder que vocês quiseram que ele tivesse.

sábado, dezembro 10, 2005

Sempre me sinto vazio diante de uma boa história.
Vazio ou inspirado, eu não me decido.
Ultimamente tenho assistido The West Wing, acho que tem a ver com essa fase politica que eu estou passando, mas é uma série muito boa.
O pressuposto dela é algo como uma pseudo-utopia.
Pegue os EUA como são e ponha nele um bom presidente. Não um bom politico, mas um bom líder com um bom coração.
A série é boa, mostra que politica é um jogo, você pode pôr um cara lá com determinação e um coração bondoso, mas ainda assim é um tanto em vão por motivos que eu nem quero entrar aqui porque a Rebs não curte posts sobre politica.

So, what do you wanna talk about?
You know, let´s make a talk show.
É, vai, faz tempo que eu não me entrevisto.

The Sblarghman Talks To Himself Show

- Então Rodrigo, como você está?
- Você sabe, você sou eu.
- Não, eu não sei e é por isso que é engraçado, então diga qualquer coisa que você queira dizer.
- Eu sinto como se estivesse faltando algo, não é bem solidão, é parecido, mas é algo do tipo... eu quero ouvir uma música, mas não consigo pensar em nada que se aproxime do meu sentimento, estou ouvindo o Real Thing do Faith No More, mas não é bem isso, é uma sensação estranha no estomago que sempre surge quando eu quero chorar e não sei porque, eu acabei de desmontar uma caixinha onde veio o cartucho da impressora e eu não sei bem porque, eu tenho algum trabalho pra fazer, dormir não seria uma má idéia, não quero comer, nem me masturbar, nem falar com ninguém, não quero escrever sobre nenhum assunto que não sejam meus próprios sentimentos e isso faz eu me sentir mal, digo, como eu consigo ser tão egoísta o tempo todo? É a parte boa de ser relativamente anônimo, se eu fosse realmente importante, tivesse um blog que importasse algum puto no mundo, as pessoas provavelmente iriam entrar aqui e falar "olha, o capitalista se sente com peso na consciência por ser a favor da fome" e os idiotas, como sempre, estariam errados. Eu passo por momentos de reflexão. Redescobrir a anarquia sob a forma de capitalismo foi pra mim algo como um divisor de águas, todas as dúvidas que eu tinha sumiram, é ótimo a sensação de que alguém há anos atrás respondeu suas perguntas, ainda assim, eu não chego perto de idolotrar Rothbard que nem os socialistas idolatram Karl Marx, Rothbard foi um cara muito inteligente, com algumas falhas de caráter, um tanto impaciente, descrente no futuro, falava sobre anarquia dizendo "olha, talvez aconteça, talvez não, mas seria legal que acontecesse", nunca fez essas merdas de declarar "inevitabilidade histórica" ou dizer que "nós, os bons, lutamos em favor da boa e linda bla bla bla bla whatever".
- Você só consegue falar de politica?
- Só. É a parte da minha vida que dá certo. Que eu tenho respostas. Eu gosto de pensar em anarquia porque de muitas formas ela representa isso, sabe? Queremos anarquia, como o mundo vai ser depois? Bem, temos aqui muitos estudos e pensamentos que podem estar certos, mas as vezes não, a humanidade é imprevisivel, pro bem e pro mal. Anarco-capitalismo vai acabar com a fome? Talvez. Vai preservar a terra? Talvez. Vai ser o fim das guerras? Bom, sem impostos pra pagar por bombas nucleares elas vão diminuir bastante, mas eu dúvido que as pessoas deixem de se matar na rua por motivos idiotas.
- Então você tem uma ideologia que não resolve lá muitas coisas...
- Algo assim, ela resolve bastante, economicamente o mundo seria mais próspero, as idéias poderiam ser postas em prática de forma muito mais simples, não teriam mais exércitos nacionais e a policia seria mais bem educada, porque afinal, nós que mandariamos nela e não o contrário. O mundo seria bem melhor, eu acredito, agora, as pessoas seriam boas? Sim seriam, que nem são hoje, nem mais e nem menos...
- E os quadrinhos?
- Escrevendo. Pouco, mas enfim...
- Vai parar?
- Talvez. Eu dúvido que pare pra falar a verdade, tenho na minha cabeça umas 4 histórias muito boas, elas tem que ser escritas, mas acho que preciso de um tempo até a vontade voltar de vez, quando eu comecei a escrever o Chuva Contra o Vento toda minha preocupação eram quadrinhos, eram histórias de amor, agora eu tenho um zilhão de assuntos a mais e alguns deles não precisam de história e sim de livros tão chatos quanto os ultimos posts do meu blog. Dessas 4 histórias que tenho em mente (uma delas que estou escrevendo), as 4 tem, de alguma forma, a ver com politica.
- Ah, nos fale sobre isso.
- Ok, olha, a que estou escrevendo agora, é sobre um anarco-socialista revoltadinho sem entender porra nenhuma do mundo (que nem 97% dos anarco-socialistas) que mata uma pessoa acidentalmente e acaba por ter que *realmente* viver contra o governo, porque digo, come the fuck on, é muito fácil ser anarquista pedindo pro governo pagar pelo seu passe de ônibus. A outra seria sobre um super-herói, essa é a que eu tenho os detalhes mais vagos, o que eu sei é que como todos os bons super-heróis que eu respeito ele não seria só poderoso, mas também teria um senso de ideologia muito forte, ele seria confuso, não saberia como lidar com tanto poder e o resto é uma névoa; outra história que eu penso é sobre uma realidade alternativa fodida em que de alguma forma os EUA simplesmente some do mapa causando uma crise economica que separa o mundo em blocos totalitarios, seria meio que minha versão de Star Wars, rebeldes vs império, mitologia bem construida, essas coisas e a última é meio que o oposto, depois de muita luta, a anarquia é conquistada e as pessoas se separam em comunidades capitalistas e socialistas, por vezes até trocando entre si, mas todo mundo em relativa paz por 100 anos, até que a guerra de gerações faz seu trabalho e jovens começam a desenvolver mentalidades totalitarias, no meio de tudo teria algum romance do tipo Romeu e Julieta.
Além disso, aquela força que me levou a escrever inicialmente que é o desejo de retratar como a juventude paulistana tem se virado nesse mundo fodido está sendo direcionada a histórias que possivelmente serão publicadas na Mosh. Então, respondendo a pergunta que eu fiz a mim mesmo, não, eu não vou parar de escrever, eu tenho um monte de teorias chatas pra escrever e um monte de histórias pra contar. Mas no momento eu vou pegar leve, tentar sair mais, conhecer mais pessoas, novas visões de mundo, quando a faculdade começar eu vou ter bem menos dinheiro por mês do que tenho atualmente, o que ainda é mais dinheiro do que eu tinha quando fazia metodista, então no geral, é uma coisa boa.
- TIrou tudo do peito, bebê?
- Preety much.
- E as mulheres?
- Conheci uma garota má com quem provavelmente farei sexo e uma garota boa com quem provavelmente não farei, uma me cativa pela experiência, inteligência, força, crueza (ou até mesmo crueldade), coragem e determinação enquanto a outra me cativa pela bondade, timidez, também pela força e porque de alguma forma eu vejo nela uma parte de mim que acho que estou perdendo e não tenho certeza se quero perder. É estranho, porque você pensa sobre isso, e uma é o meu passado enquanto a outra é meu futuro... talvez o vazio seja o fato de me faltar um presente...
- Você sabe que não deve ser sincero assim no blog, né?
- Sei, mas acho que quando eu começo a chorar depois de escrever algo é porque eu estou bem perto de descobrir qual o problema... ok, são 6 da manhã, eu não dormi, isso TEMA que fazaer eu chorar mais fácil, mas ainda assim... eu não sei se fico aliviado por ainda ter sentimentos ou puto por não ter sido eficiente o bastante na hora de mata-los.
- De qualquer forma, depois desse post você vai levar um fora das duas, mesmo porque com certeza superestima sua relação com ambas.
- Pois é... bom, olha só, a alien ta no Rio e isso quer dizer que ela provavelmente não vai voltar viva, então eu acho que posso falar sobre ela assim no blog...
- E agora? Porque você chora?
- Eu não quero perder meus sentimentos... sinceramente não quero... eu costumava ser melhor sabe... costumava me importar de verdade... eu paro pra pensar e o que eu sou hoje? De certas formas eu sou tão maior e tão melhor enquanto de outras eu não passo de uma caricatura bem patética... de certa forma eu acho que quero voltar a ser um adolescente confuso, pelo menos fazia sentido... não, não fazia, não chegava perto de fazer, adolescência foi uma merda e eu não voltaria a ela nem morto, mãs... o que vem adiante? Eu vou definhar cada vez mais. Até o que? Até e me tornar um economista? Sabe, essa foi uma parte da Matrix que acho que passou desapercebida... ele passou a ver tudo em números... inclusive sentimentos... é fácil você falar "uau, homens de terno preto e óculos escuro são sequencias de comandos", mas e os casais apaixonados da Matrix? Eles também são números... eu não quero me tornar um número, eu não quero perder meus sentimentos, não quero deixar de ser quem eu sou.
- Você não vai, mesmo depois de uma lobotomia você ainda seria você, as aguas do rio mudam, mas ainda é o mesmo rio, assim são seus sentimentos, suas prioridades, aconteça o que acontecer você será você, agora aqui vem uma questão bem lógica, você nunca gostou de si próprio até agora. Você está finalmente confortavel consigo e parte disso é exatamente porque não é mais um adolescente patético e vulneravel. Então você não consegue mais escrever sobre casasizinhos apaixonados, big fucking deal, deixa os gêmeos fazerem isso, seus temas são outros agora... mas não é tão simples assim, é?
- Não... mas de alguma forma você está certo... digo, eu nunca gostei de ser eu, se por acaso eu não gostar do que me tornei, vou continuar na mesma, no minimo na mesma, se eu virar um velho rabugento que nunca fez nada de bom, então que seja, eu morro e aí acaba, sem problemas... mas é estranho pensar que de certa forma você foi melhor no passado, que uma parte da sua vida decaiu assim...
- Mas decaiu de fato? Agora que as lágrimas passaram?
- É... não sei, acho que não... ou sim... ... ... eu sinto falta da crença no amor... de pensar que um dia eu acharia uma alma-gêmea... o mundo era bem pior na adolescência, mas as perspectivas eram maiores...
- You know what? Make it. Go ahead and take the fucking world. Você vai ser um escritor, você não tem escolha, você sabe que não tem, sabe que nunca conseguirá viver consigo próprio se tudo que sair dessa faculdade forem 3 anos de dinheiro curto e um diploma inutil. Você vai aprender, vai escrever pra sempre e se seus livros forem uma bosta, você não vai morrer de fome, vai se matar antes, você vai marchar até Brasilia e se explodir junto com o presidente.
- Give me liberty or give me death.
- Give me liberty or give me death. Porque eu sou você, a única pessoa que vai te acompanhar pelo resto da sua vida.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Constants

I´m constantly hungy
I´m constantly horny
I´m constantly pissed of
I´m constantly tired
I´m constantly in love
I´m constantly trying to convince an alien to take her clothes off
I´m constantly being an alien myself
I´m constantly against the government
I´m constantly against myself
I´m constantly against fucked up people
I´m constantly pro-choice
I´m constantly twisted, shaken, messed up in some kind of weird psychotic way
I´m constantly on the ground
I´m constantly daydreaming
I´m constantly saying things I will regret later
I´m constantly doing things I regret before even finishing doing it
I´m constantly breathing
I´m constantly shiting
I´m constantly being some kind of sick bastard
I´m constantly making moral choices based on spiderman
I´m constantly changing values
I´m constantly redefining priorities
I´m constantly thinking
I´m constantly wishing to stop thinking
I´m constantly seeing fat sumo fighters dancing ballet
I´m constantly looking up with the right kind of eye and realizing how fucking far we are from the water-mark.
I´m constantly surfing some kind of fucked up wave that breaks too fucking fast
I´m constantly trying not to be myself
I´m constantly feeling guilty for never feel guilty at all
I´m constantly hurting those I love
I´m constantly staring at the wall trying to make some sense
I´m constantly writing
I´m constantly working
I´m constantly lazy
I´m constantly a lot more dumb then I should be
I´m constantly a lot less dumb then I wish to be
I´m constantly complaining
I´m constantly irresponsable
I´m constantly illegal
I´m constantly too square
I´m constantly too right
I´m constantly too wrong
I´m constantly too confuse to explain even to myself what the hell I´m doing here
I´m constantly listening
I´m constantly hearing
I´m constantly trying to make some sense
I´m constantly failing
I´m constantly getting up up again
I´m constantly getting down once more
I´m constantly sober
I´m constantly drunk
I´m constantly nothing

quarta-feira, dezembro 07, 2005

O governo se esforça para nos fazer comprar coisas desnecessariamente caras.
O governo se esforça para decidir por nós o que deve ser comercializado ou não.
O governo não se importa com pessoas morrendo em ônibus.
O governo não se importa com as vítimas da "guerra" contra as drogas.
O governo não se importa de oferecer serviços de qualidade e mesmo que se importasse, ele não conseguiria fazer nada.
O governo não se importa com desemprego e mesmo que se importasse, ele não conseguiria fazer nada.
O governo não se preocupa com assassinos, pois assassinos pagam os impostos que vão para os Whiskys do presidente.
O governo quer matar comerciantes que provam diariamente o quanto ele é desnecessário.
O governo quer matar comerciantes que provam diariamente que somos nós quem escolhemos o que comprar.
O governo não se preocupa com a satisfação do público, não se preocupa com o custo de seus serviços, não se preocupa com o bem-estar dos clientes.
O governo se preocupa com burocracia, poder, restrição, regulamentação, taxação.
Porque a esquerda tem militantes e a direita não?
Porque não queremos um governo do nosso lado.
Não queremos um governo que nos obedeça.
Não queremos um governo que imponha nossa vontade sob a vontade dos outros.
Queremos um governo fora da nossa vida.
Queremos um governo que não obedeça ninguém, nem a nós.
Queremos um governo que não ataque ninguém, nem aos nossos inimigos.
Livre comércio.
Porque somos nós que trabalhamos. Somos nós que produzimos. Somos nós que decidimos.
"Strange memories on this nervous night in Las Vegas. Five years later? Six? It seems like a lifetime, or at least a main era - -the kind of peak that never comes again. San Francisco in the middle sixties was a very special time and place to be a part of. Maybe it meant something. Maybe not, in the long run, but no explanation, no mix of words or music or memories can touch that sense of knowing that you were there and alive in that corner of time and the world. Whatever it meant. And that, I think, was the handle - -that sense of inevitable victory over the forces of Old and Evil. Not in any mean or military sense; we didn't need that. Our energy would simply prevail. There was no point in fighting - -on our side or theirs. We had all the momentum; we were riding the crest of a high and beautiful wave. So now, less than five years later, you can go up on a steep hill in Las Vegas and look West, and with the right kind of eyes you can almost see the high-water mark - -the place where the wave finally broke and rolled back."

- Raoul Duke

AGODFUCKINGDAMMIT!
Aquela música daquela banda patética que é tipo "Por você, eu faria bla bla bla, eu dançaria tango no teto" e assim vai É UMA PORRA DUMA VERSÃO!
Tipo "If Not For You" do Bob Dylan!
Argh... fuckin wave.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

NeoCons.

Defender o capitalismo não é necessariamente defender o Status Quo, mas muitas vezes é confundido assim e a culpa é justamente dos "queimadores de filme" oficial do livre mercado.
Porque os conservadores são um problema tão grande?

Fanáticos e irracionais
Conservadores não são necessariamente religiosos, mas na maioria das vezes são fanáticos.
Eles acreditam que estão em uma cruzada sagrada em defesa do bem e que é o dever do Estado deve ser usado para auxilia-los nessa bela jornada.
Os inimigos variam, o maior alvo são os socialistas, mas também podem ser ateus, traficantes, gays e qualquer um que atente contra "a moral e bons costumes".
Mas sejam quem forem, são sempre "O Inimigo!" e devem sempre ser destruidos, seja no campo do debate (onde o objetivo nunca é esclarecimento, mas apenas humilhação) ou na real mesmo, onde eles não se importam que guerras sejam travadas em nome de sua "boa moral".

Ultra-moralistas
O meio mais fácil de diferenciar um Libertário de um Conservador é através das questões morais.
Se dizem defensores do livre mercado, mas sempre pedem ao papai governo para que ele destrua esses terríveis traficantes que infectam seus pobre filhotinhos inocentes ou que prendam essas malvadas prostitutas que andam por aí disseminando pecado ou bla bla bla, que seja.
Não são contra a intervenção do governo na vida das pessoas, aliás, visto o quanto se esforçam para proibir aborto ou casamento gay, é bem notável que eles são a favor da intervenção do governo em muitas áreas da vida de uma pessoa, são a favor de um forte poder militar e gostam de uma guerrinha (porque claro, não são eles que lutam).

Corporativistas
É frequentemente dito que defensores do livre mercado ignoram a péssima distribuição de renda que o mercado causou.
Isso é mentira, na verdade, uma das bases do ideal todo é que o mercado geralmente faz um bom trabalho distribuindo renda e que é mais natural ao mercado livre que hajam mais pequenas empresas do que grandes corporações.
Não que grandes corporações não surjam no livre mercado, mas elas se mantém jogando pela regra do mercado, mantendo preços baixos e qualidade alta, não conseguindo sustentar monopólio sem serem eficientes ou sem ajuda.
Eis que entra os conservadores.
Eles ajudam grandes corporações a conseguir subsidios e a driblar regulamentações para garantir que elas mantenham seu monopólio.
Eles são protecionistas, colocando várias barreiras alfândegarias no país para impedir que *suas* empresas não quebrem perante a concorrência internacional.
Lógico que quem perde nessa é o público.
Conservadores que geralmente proferem frases como "todo pobre é vagabundo" são o tipo de gente que mais tem medo da livre concorrência, geralmente subornando o Estado para que este dificulte a entrada de novas empresas no ramo em que eles atuam, seja através de tarifas altissimas na hora de abrir um novo negócio ou de subsidios que os fazem pagar menos impostos do que o resto.
Não são a favor do livre mercado, são a favor de um mercado bem regulamentado e bem direcionado aos seus interesses.

Afinal, são socialistas ao contrário!
Porque pensa bem.
Eles definem todas as questões em termos de "nós" e "eles" e são a favor da morte do "eles".
Enquanto socialistas defendem a execução e genocidios dos tais "burgueses", conservadores não ficam muito atrás ao querer que o exército invada com tanques de guerra os morros do Rio de Janeiro ou sempre comemorando quando uma chacina ocorre em uma cadeia.
Enfim, eles não vêem o menor problema no assassinato de pessoas inocentes desde que seja em favor da "grande causa".
Eles não são contra o governo, eles são a favor que o governo esteja do lado deles, exatamente igual os socialistas; anarco-socialistas tem umas idéias estranhas de "não-governo", como ser a favor do passe livre (que fortalece o governo ao colocar o direito de ir e vir nas mãos dele.), ser contra a ALCA (deixar o governo e não a população, decidir o que deve ser comprado e a que preço), tremer de medo ao mero pensamento do fim da educação pública (dar ao governo controle direto sobre a educação), conservadores por outro lado choram quando o governo *permite* aborto ou *permite* casamento gay ou *permite* uso de drogas, como se fosse função do governo *permitir* esse tipo de coisa e têm a estranha noção de que é intervencionismo o governo não interferir nesses assuntos.
Pior, alguns chegam a achar que é "controle ideológico" do governo em questão liberar essas coisas, alguns até dizendo que o governo "incentiva" tais atos.
Ou seja, o mesmo medo da liberdade que os socialistas têm (de descobrir que, oras puxa, talvez as pessoas não queiram socialismo), os conservadores também tem (de descobrir que, oh well, nem todo mundo quer andar por aí com uma bíblia debaixo do braço).

Eles defendem o Estado
Essa é a questão principal.
Capitalismo de Estado e capitalismo sem Estado são duas coisas imensamente diferentes.
O Estado tira dinheiro do mercado e o direciona para seus próprios propósitos, empobrecendo assim todos que são afetados, ao mesmo tempo, ele usa esses mesmos poderes de "empobrecer geral" para manter uma elite sempre rica, sempre "protegida" da concorrência, o Estado sistematicamente leva a falência (ou a irregularidade) empresas pequenas enquanto "empresta" o dinheiro dessas pequenas pagadoras de impostos para latifundiarios.
O Estado protege empresas ineficientes e destrói concorrências, ele gera um ciclo onde latifundiarios subornam o governo que subornam latifundiarios para apoiar o governo, ele distribui o dinheiro dos impostos da forma que ele achar melhor e mesmo com boas intenções o governo não tem como saber onde melhor direcionar os recursos... pior ainda quando o governo não tem tais intenções.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Ao tal Anonymous.

Olha, eu te ignoraria se você estivesse me xingando, mas me incomoda profundamente ser elogiado por alguém que eu não sei quem é.
SABE COMO É DIFICIL SER ELOGIADO?
É crime hediondo fazer esse tipo de coisa com pessoas carentes.
Bom, é isso, queimei o filme com a única pessoa do mundo que me respeitava.
Continuemos.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Dando uma checada nas noticias.

"CPI acusa MST de praticar Atos Terroristas"

"Lupion afirmou que "o setor produtivo não aguenta mais ser desrespeitado". Para ele, o relatório do deputado João Alfredo ameaçava o direito de propriedade da terra. Alfredo afirmava que a causa dos conflitos no campo é a falta de reforma agrária." (bla bla bla) "Em seu relatório paralelo, que foi aprovado, Lupion sugere a aprovação de um projeto de lei que transforma em crime hediondo o saque ou invasão de propriedade privada." (bla bla bla) "O relatório sugere uma reestruturação para fortalecer o Banco da Terra - que realiza o financiamento para que os trabalhadores rurais comprem a terra."

Ok, aqui temos alguns pontos.

- A invjea que os conservadores têm dos norte-americanos chega a pontos ridiculos, é tipo "ahhhh, eles tem terroristas e nós não, que merda!", então inventaram um grupo terrorista do nada só pra, sei lá, pegar bem na ONU. O MST é uma milicia armada, com ideais perigosos e, quando invadem, devem ser punidos de acordo com a lei, entretanto, eles não são terroristas, eles podem ser criminosos, mas terrorista é uma palavra forte demais pra ser desperdiçada assim.

- A tentativa do P-SOL (o PT de 10 anos atrás) de deixar os caras dentro da lei, digo, porra, ok, você pode concordar com eles quanto quiser, pode apontar as causas sociais pra revolta, mas, se você permite que os caras invadam fazendas e não faz nada, então você deu a uma milicia armada um status especial perante a lei, o que só é bom se você concorda com os ideais dos caras.
Os ideais do MST são absurdamente diferentes da Klux Klux Klan, mas até onde "ah, coitadinhos, eles só estão lutando pelo que acham certo" se aplica, é a mesma coisa.
Apoiar os atos é uma coisa, apontar causas do problema e propôr soluções ´é uma coisa, virar a cara pra atos criminosos por concordar com a ideologia do crime, isso é bem diferente.

- Tornar invasão de terra um "crime hediondo" é outra atitude extrema fanática (PFL vs P-SOL da nessas coisas mesmo, é um fanático falando merda de um lado e o outro fanático respondendo merda do outro lado), eu acho que o dono da terra invadida tem total direito de auto-defesa e ta livre pra atirar em quem quiser pra proteger sua prorpriedade, mas se a invasão é "pacifica", não tem porque o crime ser "hediondo". Na minha humilde opinião, pra ser crime hediondo, alguém tem que, no minimo, se machucar; tortura é um crime hediondo na minha opinião, agora invasão de terras causa prejuizo financeiro, o que é hediondo se tratando de pessoas que não tem nada, longe de ser o caso dos latifundiarios em questão.

- Por fim, o PFL conseguiu um tempinho pra pedir que o papai governo passasse a mãozinha na cabeça deles e "fortalecer o Banco da Terra", para "trabalhadores rurais", agora que vemos como os conservadores agem. É um absurdo a tentativa do P-SOL de legalizar invasão de propriedade privada, mas eu até simpatizo com os caras quando vejo que o PFL consegue legalizar o desvio de verba pública!

"Dezesseis pessoas foram presas nesta terça-feira acusadas de promoverem exploração sexual em prédios da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio)."

- É isso gente, 16 trabalhadores honestos foram presos por realizar um comércio que desagrada alguns puritanos.
Parabéns ao governo brasileiro por colocar um assassino, um estuprador e um comerciante honesto na mesma cela só porque o comércio é "feio".

O CMI ultimamente só tem falado de Passe Livre, pelo jeito Passe Livre virou "A" luta revolucionaria do momento.
Antes eles lutavam por reforma agrária, reforma na educação, revolução, tal, hoje lutam por passe de ônibus.
O movimento está se deteriorando. Qual vai ser a patota de amanhã?

" Marcha reúne mais de 15 mil pessoas em Brasília"

- Pelo aumento do salario minimo, ou seja, 15 mil pessoas que não entendem nada de econômia pedem ao governo uma intervenção no mercado que vai fazer os grandes industriais e presidentes de multinacionais dizer "ahh, que saco, vou adiar a compra do meu iate pro ano que vem" enquanto pequenas empresas quebram por todo o país. Aí alguém me disse uma vez "isso no Brasil não é problema, porque se a empresa não estiver conseguindo pagar o salário minimo, ela vai simplesmente começar a contratar sem carteira assinada", o que a faz refém de fiscais do governo.
Eu amo sindicatos, acho que sindicatos servem como excelente contra-peso pra impedir que a renda se concentre muito na mão de poucos, a habilidade de trabalhadores se reunirem e decidirem que merecem ganhar mais é essencial para o livre mercado, pois força de trabalho é um produto e quem vende tem que vender pelo preço que acha melhor.
Entretanto, há a diferença gigante entre pedir pra empresa e pedir pro governo porque se o pedido estiver fora da realidade, a empresa pode recusar (acreditem ou não, empresas não simplesmente demitem todo mundo e recontratam de novo), agora o governo não sabe como a econômia funciona, ele *não tem* como saber, entretanto ele tem como apontar uma arma na cabeça do empresário e força-lo a pagar ou a fechar as portas e o governo não se importa com a segunda opção.
Mais uma vez, a "luta de classes" faz suas vitimas, os partidos de direita dão os subsidios apropriados para as grandes industrias (que subornam os partidos de direita) não se sentirem "penalizadas" com o aumento (enquanto aumentam o imposto do resto dos trouxas) e os partidos de esquerda conseguem popularidade porque a pessoa pensa "agora sim esses empresários malvadões serão obrigados a nos pagar mais" e enquanto isso, a imensa massa que não é nem "proletário" e nem "burguês" simplesmente se ferra por não ser publico alvo de partido e nem ter dinheiro pra subornar o governo.
PS: Não pra dizer que os "proletários" em questão são pessoas ruins, não, eles estão agindo em interesse próprio, aumentar o poder de compra do trabalhador é bom pra todo mundo, mas isso tem que acontecer de forma natural ( palavra horrivel, eu sei que é, não reclamem, vocês me entenderam), o trabalhador tem que estar sempre pedindo e o empresário tem que estar sempre ouvindo e, na medida do possível, sempre estar cumprindo a exigência para que o trabalhador sinta que a recompensa pelo seu esforço é justa; a merda toda é envolver na "negociação" um orgão cuja unica finalidade é matar pessoas que não estão "de acordo".

Bom, é isso por hoje, as noticias eu peguei do UOL e do Vermelho.org
Essas são as minhas opiniões e, assim como as opiniões de qualquer pessoa em qualquer ponto do universo, elas estão erradas.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Bom, deixando de ser imbecil, vou voltar a fazer o que eu gosto que é escrever histórias.
Eu já pensei num filme de 15 minutos, vai ter prostitutas, tiros, velhas de bikini, The Cure e poodles brancos.
Vai ser ótimo.

USP

38 pontos, tipo, um milhão a menos do que eu deveria ter feito pra passar.

Tudo bem, acho que a Marilena Chaui já tem problemas demais.

domingo, novembro 27, 2005

Fuvest

Evento onde se disputa contra outras milhares de pessoas a oportunidade de receber um serviço que você passou a vida inteira pagando.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Passe-livre, Pernambuco, livre mercado e o Gulag canarinho.

Ok, o que houve?
No CMI está rolando a noticia de que o Ministério Publico de Pernambuco decidiu que manifestantes presos na revolta contra o aumento das passagens não serão liberados.
Isso está sendo chamado de um "ressucitamento do AI-5", onde protestantes e presos.

O que a população pede?
O protesto é por duas coisas.
Primeiro contra o aumento da tarifa e depois pesso passe livre estudantil.
Ok, nem todo aumento de preço se dá pela ganância cruel dos bla bla bla whatever, às vezes os custos de manutenção e de combustivel ficaram mais caros.
Nesse caso, o que você vai fazer? Cortar os gastos com manutenção? Talvez, se as pessoas não se importarem em andar em ônibus menos seguros, é o certo mesmo.
Passe livre estudantil.
Qual a base ideológica para querer andar de ônibus de graça?
Ônibus precisam ser fabricados, abastecidos, supervisionados e diriidos.
Isso envolve o trabalho de uma porção de gente, administrar uma empresa não é fácil, dirigir um ônibus também não, pô, o pobre do homem está te levando pra lá e pra cá, ele quer ganhar alguma coisa no fim do mês.
Não existe serviço de graça, se você não paga, alguém está pagando.
Isso é a coisa mais óbvia do mundo, sendo assim, qual o raciocinio lógico?
"Eu pago impostos!"
O que você quer?
"Que o Estado faça um serviço pelo qual eu paguei."
Oras, o que um capitalista quer não é exatamente que um serviço pelo qual ele pagou seja feito?
A diferença é que pra nós não é supresa que o Estado não vá fazer o que prometeu, mentir é uma atitude previsivel do Estado, não porque governantes tenham um coração ruim ou uma alma estragada, mas simplesmente porque eles não tem nada a perder.
Se eles mentem e a população reclama, eles prendem um monte de gente e fica por isso mesmo.
O máximo que a população pode fazer é demitir aqueles caras daqui a 4 anos.
O problema é que pra baixar a tarifa do ônibus é preciso aumentar os impostos pra cobrir aqueles gastos e, diferente da companhia de ônibus, é proibido, pela lei dos que tem exército, de boicotar o governo.
Se foi o governo que mentiu e roubou, porque o ônibus foi depredado e a prefeitura continua inteira?,
.
Olha, se alguma coisa eu sou a favor de (através de caridade privada), passe livre para desempregado procurar emprego, porque esse é o cara que quer ser produtivo, mas que por algum motivo não consegue.
Agora porque um sujeito quer regalias por estudar, já que estudar é um acumulo de conhecimento individual? Eu seria a favor até de um passe livre para professor, que espalha conhecimento para os outros, agora para estudante... porque?
Se o seu conhecimento está sendo adquirido para, no futuro, ser útil a população, não se preocupe, quando esse futuro chegar, você ganhará dinheiro e eu posso estar enganado, mas você não vai querer usar esse dinheiro para pagar a passagem de ônibus de alguém que, no momento, não faz nada por você.

Quais as pegadinhas disso tudo?
Primeiro é a diferença entre protestar contra o aumento, boicotar a empresa e destruir ônibus.
Quando Martin Luther King decidiu protestar contra o racismo que obrigava negros a sentarem nos bancos traseiros dos ônibus, o que ele fez foi organizar a sociedade e boicotar a empresa até leva-la a falência.
Ele fez isso convencendo os que tem carro a dar carona e os que podem ir a pé que fossem a pé, em pouco tempo a companhia de ônibus foi a falência porque o Estado em questão (não lembro qual é agora) a proibia de liberar os assentos para negros.
Quanto tempo de boicote demoraria para que a tarifa não subisse?
E se, mesmo arriscando a falência, a tarifa subisse?
Os caras realmente acham que a empresa ferra a populção por prazer?
Nem o governo ferra a população por prazer, ele faz isso pra manter o poder.
O prazer da empresa em ferrar a população seria conseguir lucro. Oras, se a atitude da prejuizo... qual a lógica?
A não ser que...
A empresa apostou que a população seria fraca demais para boicotar.
Eu concordo que muitas pessoas não tem escolha, mas se eu absolutamente tivesse que boicotar o ônibus, eu conseguiria resolver minhas necessidades com uma hora de caminhada.
Em épocas de vagas magras eu faço essa uma hora, é uma saco, mas não mata ninguém.
Agora, você tem R$ 1,65, que você ganhou passando o dia todo em lugar que você odeia fazendo alguam coisa que você não gosta, você poderia acordar uma hora mais cedo e andar, entretanto você acha que vale a pena pagar R$1,65 ao invés de andar uma hora.
Nesse caso, porque você está protestando? Você aceitou pagar oras bolas.
Nessa vale a máxima "Algo vale o que se está disposto a pagar".
Se a empresa tem culpa de alguma coisa, é de ter parceira com o governo para que seu monopólio seja garantido.
Nesse caso, o meio mais eficiente de lidar com isso é, de novo, destruindo a prefeitura e não o ônibus.

Como o livre mercado lidaria com isso?
Em São Paulo, terra capitalista e gente boa, isso já foi resolvido de certa forma.
Quando as passagens começaram a aumentar muito, começaram a surgir as vans.
Logo, as vans foram consideradas pelo Estado opressor "transporte ilegal".
Porque ilegal?
Se você falar que é porque não paga imposto, então eu digo que esses motoristas devem ser condecorados e tratados como heróis.
Olha só, o imposto é pago para qie sja fornecido transporte publico.
Eu forneço transporte publico.
Porque eu tenho que pagar por um serviço que eu faço?
Se você falar que é porque é perigoso, então eu digo que a população não é imbecil e sabe pesar por conta própria o custo x beneficio(risco) das coisas.
Logo, as vans foram "legalizadas", primeiro porque paulista é um povo legal e a gente manda o governo se foder quando ele quer nos impedir de comercializar algo, depois que é para cobrar imposto, imposto esse que vai para o seu concorrente.
Como o governo se esforça (e muito) para impedir a livre concorrência entre transportes publicos, a idéia das vans não pegou de forma tão ampla quanto pegaria caso o mercado fosse livre.
Caso não houvesse a excessiva taxação e regulamentação, transporte publico funcionaria que nem taxi.
Taxis geralmente são alugados e o "dono" do taxi paga uma mensalidade todo mês para o dono do taxi.
O que impede de o mesmo ser feito com uma van que ao invés de carregar 3 passageiros, carrega 20?
Ah, sim, o governo.

E como o livre mercado lida com pessoas que não podem pagar transporte?
Primeiro, empresas geralmente pagam transporte pros seus funcionarios.
Isso é uma lei, mas no que uma empresa cresce, isso se torna inevitavel, pois é impossivel para a empresa contratar só pessoas que moram perto dela, é o tipo de lei que eu acho que existiria mesmo sem o Estado, não fosse o caso da empresa pagar diretamente o transporte, ela pagaria um salario que seria suficiente para o trabalhador pegar o ônibus, senão não valeria a pena para ele trabalhar lá.
Sem contar que, graças a concorrência, o transporte seria mais barato de qualquer forma.
Estudantes, como eu disse, são pessoas improdutivas, eles representam um gasto sem retorno e quem paga esse gasto somos todos nós (e porque? Oras, porque os caras com as armas mandaram e a gente obedece pra não levar um tiro na cabeça).
Se todas as faculdades fossem privadas, o custo para se chegar a faculdade seria levado em consideração.
Faculdade A tem mensalidade de 500 reais no centro da cidade e custa 100 reais por mês para o estudante chegar lá.
Faculdade B tem mensalidade de 450 reais na periferia da cidade e custa 200 reais por mês para o estudante chegar lá.
Qual você estudaria?
Esse tipo de coisa entra na conta quando o preço é considerado, tanto que faculdades costumam ter (seja de forma externa ou com parceira da própria faculdade) sistemas de transporte para alunos que moram mais longe e eles seguem a regra do mercado "O preço mais baixo que as pessoas estão dispostas a pagar". (não é o mais baixo possível porque o coitado do motorista precisa visitar as boas moças do Baco´s no fim do mês, algumas das quais estudam na faculdade que ele faz o transporte, mas isso é outra questão)
Quanto a estudantes pobres demais que querem pagar a faculdade e desempregados pobres demais que querem procurar emprego; hoje, mesmo com a muleta do Estado (mentindo dizendo que vai ajudar essas pessoas fazendo a população as ignorar) e com burocracias em cima de burocracias, as instituiçõe de caridade já fazem esse tipo de coisa, em um livre mercado, onde elas seriam a unica alternativa a essas pessoas e não seriam taxadas e burocratizadas, tais instituições seriam mais presentes e eficientes.
E nem é preciso delas, mesmo em um mundo onde, teoricamente, o governo fornece educação, empresas sempre estão dispostas a pagar cursos profissionalizantes pros seus funcionarios, sem a muleta do Estado, sindicatos provavelmente reinvidicariam a educação básica dos filhos dos funcionarios como parte do pagamento e as empresas provavelmente não se importariam tanto em fazer isso, pois elas não precisariam mais pagar impostos (inclusive os relativos a educação), então esse dinheiro poderia ser usado.
E claro, sem a existência de escolas gratuitas, de regulamentações do MEC, de impostos abusivos e com a existência da vontade de aprendizado as pessoas, bastam uma sala de aula e um professor para que um curso seja admnistrado, a função de tal curso será decidida pelo mercado (ou seja, "o que vocês *querem* aprender?" ou "o que vocês *querem* que seus filhos aprendam?"), a qualidade será decidida pela concorrência e o preço será decidido pela capacidade de pagamento do publico-alvo.
Seja como for, o professor com uma sala de aula não tem um exército para protegê-lo de clientes insatisfeitos, diferente do Estado que rouba o teu dinheiro, te fornece um serviço ruim e te prende quando você decide boicotar tal serviço.

Conclusão
Eu acho protesto pelo passe livre um nonsense sociológico.
São pessoas querendo algo pelo qual elas não trabalharam, juro que não entendo, desculpa se isso faz de mim um alienado que não entende que a classe intelectual deve viver as custas da classe trabalhadora.
Não é a mesma coisa do sujeito que escreveu um livro que o motorista do ônibus leu.
Não é a mesma coisa do sujeito ensinando o motorista de ônibus a fazer contas de matemática.
É o sujeito adquirindo conhecimento, não repartindo e querendo que o motorista do ônibus pague ele por isso.

Eu acho protesto pelo aumento da tarifa bem legitimo.
As pessoas pagaram ao governo um serviço, o governo pagou a empresa de ônibus e a empresa não cumpre o serviço prometido.
Entretanto, a empresa segue uma lógica do mercado (que são trocas voluntarias entre seres humanos com propósitos diferentes) e o governo se propõe a fazer um serviço para a população.
Você pode considerar isso o quão imoral você quiser, mas a empresa de ônibus está pouco se fodendo pra você, o que é justo porque você claramente não se importa com o fato que alguém vai perder o emprego graças ao ônibus que você destruiu, ela quer uma coisa e você quer outro, ela propõe uma troca e você destrói coisas, sério, quem é o egoísta aqui?
O governo, por outro lado, só existe para satisfazer a população, essa é a proposta do governo, isso ele não faz, ao mesmo tempo, ele impede que outras pessoas entrem no mercado de transporte publico, ao mesmo tempo, através de impostos, ele força a tarifa a subir.
Então no final, você tem 2 culpados.
1 - A empresa que faz o que quiser com a tarifa porque o ônibus pertence a ela e é uma puta arrogância sua querer decidir o que um cara faz com seu ônibus. (eu fico puto em pensar em quanto dinheiro foi gasto pra colocar mamilos no George Clooney e chama-lo de Batman, mas não você não vê indo até os Estúdios da Warner Brothers quebrar coisas).
2 - O governo que mente ao dizer que vai fornecer serviços que não fornece, que rouba ao cobrar por serviços que não fornece, que impede outras pessoas de fazer o mesmo serviço e que prende pessoas que reclamam que alguma coisa está errada.

Enfim, é a minha opinião e como toda opinião dita por qualquer pessoa no universo, ela provavelmente está errada.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Act out of the fucking loyalty e se sobrar um tempinho, wish away the pain, Bob Dylan é o verdadeiro freewheeling e faz eu me sentir bem comigo mesmo, eu tenho que tomar banho, mas vou escrever no blog, act out of loyalty, I´m drifitnf too far from the shore, Meg White seria a mulher mais foda do mundo se a Madonna não estivesse viva, mas o Jack White não seria o cara mais foda do mundo se o David Bowie não estivesse vivo, esse seria o Johnny Depp, eu gosto de um monte de bandas, mas eu não conheço o nome de seus integrantes, eu decoro letras de música e finjo não saber o que elas significam, it´s like a split second of divinity and it all comes down to this, pois é gente, fell in love with a girl, but she´s in love with the world e o que é verdade e o que é mentira? A resposta está por aí, possivelmente na Rua Augusta, São Paulo é o centro do universo, Sblargh é a verdade universal e não importa se eu não vou no Claro Que É Rock, eu estou vivo e embora não goste completmente disso, há um certo orgulho em estar vivo hoje, socialismo está em baixa, Civilization 4 ficou bem legal, o Bob Dylan está por aí, o U2 está mandando governos e frescos se foderem e alimentando pessoas, o Status Quo já não existe mais, o país mais poderoso do mundo se tornou moralista e o mesmo está em andamento por aqui, mas ok, boa sorte moralizando Minas Gerais, lá tem como, mas São Paulo é o centro do universo, nós vamos continuar pagando muito bem a prostitutas porque elas são trabalhadoras e merecem nosso respeito, nós vamos continuar gastando muito dinheiro em coisas inuteis que tem muitas luzinhas, qualquer moleque imbecil tem uma tatuagem e a da Fefa é a única legal que existe, o Rodrigo não tem tatuagem, nem piercing, tem uma camiseta do Tarja Preta e um cabelo esquisito, mas ele vive em São Paulo, ele gasta seu dinheiro com computador, ele se sente a vontade no seu blog, ele gosta de paz, de amor, de liberdade, ele entende que às vezes ele precisa sacrificar essa liberdade um pouco e ele entende que essa é uma escolha solitaria, que ninguém tem dever de sacrificar a própria liberdade por ele, ele é revoltado, revolucionario, anarquista, inativista, you´re not the only one with mixed emotions, ele faz um trabalho meia-boca, mas ganha seu salario de forma honesta, ele odeia pensar que os filmes imbecis da ECA são feitos usando o seu dinheiro e que livros inuteis que ninguém quer ler são publicados usando o seu dinheiro, ele acredita que vai ser um filósofo reconhecido, ele gosta do seu blog, ele gosta de paz, de amor, de liberdade, ele não acredita no amor, mas ele luta pela liberdade e não existe liberdade sem paz, ele gostou da MP 255 e fica chateado toda vez que vê que um policial morreu, ele quer o fim do Estado, mas porque estamos falando do Rodrigo? Act out of loyalty, isso não é um texto, nem um manifesto, nem faz sentindo, é só ranting mesmo, eu sou mal-humorado, eu tenho medo do quanto o mal humor contamina minha alma, eu me tornei antipatico até a mim mesmo, mas pelo menos eu tento ser honesto, tento não prejudicar ninguém e tento ajudar na medida do possivel, I say you´re living in a mob mentality, eu quero fundar uma escola, vou dizer que é a primeira escola útil do mundo, ela vai ter cursos que as pessoas sinceramente querem fazer e vão aprender coisas que elas sinceramente vão usar em suas vidas, não vai ter aula de filosofia, lógico, não, mentira, talvez tenha, mas é opcional, eu não consigo pensar em nenhuma matéria que não seja opcional, eu não acredito em alienação, acho que alienação é um termo criado para fazer as pessoas se sentirem burras por serem inteligentes e cuidarem da própria vida ao invés de tentar forçar os outros a respeitar valores morais dos outros, I say you´re living in a mob mentality, let´s do it, do it now, cmon do it, do it now, I might like you better if we slept together, mas apenas "might", might is good, eu nunca vou ser rico e eu odeio os ricos que subornam o governo, mas só esses, os outros eu simplesmente sinto inveja, ou não, eu gosto do capitalismo não pra ser rico, mas pra ser classe média, eu gosto da classe média e os socialistas odeiam a classe média, é sempre "a classe média é burra", coisa e tal e é sempre assim, pessoas achando que outras pessoas são burras e tudo bem, eu acho um monte de gente burra, mas a burrice dos outros justifica revolução? Sério MESMO que você quer tomar o poder porque a classe média é burra? A classe média é legal cara, nós somos os que sobrevivemos apesar do governo se esforçar em nos empurrar pra baixo e a classe média é o primeiro alvo de qualquer governo, estadistas capitalistas matam pobres e estadistas socialistas matam os ricos, quem mata a classe média? Os dois, oras bolas, os estadistas capitalistas usam o exército para nos prevenir de entrar no mercado porque sabem que nós somos fodas e em competição justas comeriamos o rabo deles e os estadistas socialistas usam o exército para nos prevenir de jogar civilization 4, mas agora eu vou tomar banho, então não é como se eu fosse jogar de qualquer forma.

terça-feira, novembro 22, 2005

Mas, Rodrigo, me diga, porque você gosta tanto de anarquia e do capitalismo?

Porque eu gosto de liberdade.
Liberdade é uma coisa legal.
Eu gosto de viver em um mundo onde, em algum lugar, uma mulher consegue bastante dinheiro participando de torneios de bilhar.
Eu gosto de viver em um mundo onde eu possa sair para dançar a música que eu quiser, encontrar o tipo de gente que eu quiser.
Eu gosto de viver em um mundo onde exista um drink chamado Speed Camargo.
Eu gosto de pensar que ao beber um Speed Camargo, eu dei uma pequena contribuição para que alguém compre um tênis bem caro, não porque o tênis é util ou mesmo bonito, mas simplesmente porque a pessoa quer.
Eu gosto de pensar que eu posso ser fútil se eu quiser e não ter que me justificar, nem me explicar e muito menos ser punido.
Eu gosto de pensar que eu posso ter uma idéia imbecil e pôr ela em prática.
Eu gosto de pensar que se minha idéia imbecil for REALMENTE imbecil, eu vou ser o único prejudicado.
Eu gosto de pensar que se minha idéia imbecil for bem legal, eu vou poder colher os frutos desse trabalho e gastar com joguinhos de computador.
Eu gosto de joguinhos de computador.
Eu gosto de ser egoísta a hora que eu quiser.
Eu gosto de ter que lidar com as cosequencias negativas do meu egoísmo.
Eu gosto de poder ajudar as pessoas a hora que eu quiser e de não ter que ajudar se eu não achar necessário.


"Mas Rodrigo, porque você não gosta do governo?"

Porque eu não gosto de coerção.
Eu não gosto de ser forçado de a investir em serviços que não concordo.
Eu não gosto de ter que obedecer o moralismol dos outros.
Eu estou pouco me fodendo se o seu moralismo é cristão, marxista ou satanista.
Eu estou pouco me fodendo se tudo o que você quer é o bem pro mundo.
Eu estou pouco me fodendo se você acredita que isso vai solucionar os males do mundo.
Isso é o que VOCÊ acredita amigão.
Eu gosto de pensar em um mundo onde o que eu acredito só tem importância pra mim e pra quem quer, voluntariamente, acreditar em mim.
E governos me forçam a valorizar (financeiramente) coisas que eu acho estúpidas.
Governos matam pessoas que não valorizam a moralidade governamental.
Não importa se é teocracia, capitalismo de Estado, socialismo, comunismo ou qualquer "ismo" retardado que você possa pensar, eu não gosto de pensar que ao comprar uma bolacha, 10% do preço daquilo (no minimo) vai ser usado para pagar o salario de um cara que diz que eu sou forçado a pegar uma arma e matar gente que eu nem conheço caso outro cara que rouba os 10% da sua própria população force caras que eu nem conheço vir aqui me matar.
Eu não gosto de ser forçado a concordar com uma oligarquia latifundiaria só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Eu não gosto de ser forçado a concordar com 51% da população só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Céus, eu não gosto de ser forçado a concordar com 99% da população só porque vivo entre as mesmas linhas imaginarias.
Linhas imaginarias são estupidas.
A bandeira nacional é uma graça, mas é idiotice cantar música pra um pedaço de pano.
Eu não gosto da idéia de que serei prejudicado entre outras linhas imaginarias só porque nasci entre essas linhas imaginarias.
Eu não gosto de ter imbecis dizendo que eu devo parar de ouvir The Who e ouvir Zeca Pagodinho só porque "faz parte da minha cultura".
O dia que eu precisar de você, eu obedeço suas regras, ATÉ LÁ AMIGÃO, EU FAÇO O QUE EU QUISER, DA FORMA QUE EU QUISER, QUANDO EU QUISER E PORQUE EU QUISER, enquanto eu não prejudicar ninguém, porque se eu prejudicar alguém, aí sim você tem o direito de me forçar a fazer coisas, até lá, FORA DA MINHA VIDA!

E ah, sim, me dá nojo pensar que ao comprar um Speed Camargo, 10% desse dinheiro (no minimo) está indo para um estudante de audiovisual da ECA fazer um filme falando que eu sou mal do universo e que eu devo ser torturado até a morte por tomar Speed Camargos.

preparando posts que ninguém vai ler no orkut. (Pacto de Não-Agressão)

O que é um anarquista?
Uma vez alguém disse que anarquista é a pessoa que respeita o Pacto de Não-Agressão; após pensar um pouco eu acabei concordando.
Mas afinal, o que é o tal Pacto de Não-Agressão, porque a existência do Estado é contrária a ele e porque a propriedade é importante?
Ok, vamos em partes.

1 - O que é o Pacto?
O Pacto de Não-Agressão tem um conceito absurdamente simples. Nenhuma pessoa deve forçar nenhuma outra pessoa a não fazer nada que ela não queira. Ponto. Esse é o pacto.

2 - Porque governos agem necessariamente contra o Pacto?
Porque essa é a função dos governos, oras bolas.
Governos existem para garantir que a opinião de um grupo seja obedecida por todos e para que algo seja feito para todos, então todos tem que contribuir, isso necessariamente gera um instrumento de coerção que diz "vocês irão contribuir, quer queiram ou não"; em primeiro momento, isso parece lindo, mas lembre-se de perguntar "contribuir pra que?".
Pense em algo que o governo faz que você não concorda, você está contribuindo para isso contra a sua vontade.
Não é impossivel concordar com tudo o que o governo faz, mas, oras, se você concorda com algo, você faria quer o governo ou não.
"ah, sim, eu faria, mas o meu vizinho, esse safado, ele nunca faria."
Parabéns, você descobriu como é fácil quebrar o Pacto de Não-Agressão.

3 - O que é Agressão?
Ah sim, aqui entra a questão da propriedade.
Como decidir o que é agressão?
Simples, agressão é o que você decide que é agressão.
Não gosta de jabuticaba? Alguém te forçar a comer jabuticaba é agressão.
Não gosta de católicos? Alguém te forçar a deixar um católico entrar na sua casa é agressão.
Mas como isso obviamente viraria a tão temida "bagunça", logo dizem "bom, então tem que ter um governo pra arrumar tudo" e eu digo que não, precisa apenas de propriedade privada.
Todo homem tem pelo menos uma propriedade: seu corpo.
Algumas pessoas só tem essa propriedade.
Algumas pessoas tem muitas propriedades além dessa.
E algumas pessoas não acreditam em propriedade privada, elas vivem em propriedades coletivas.
Não importa, a questão é que forçar uma pessoa a fazer o que ela não quer com sua propriedade, é agressão.

4 - E porque as pessoas respeitariam tal Pacto?
Porque retaliação não é agressão.
Agressão com medo de ser agredido em um futuro próximo é agressão.
Num geral, apenas governos podem legitimizar a violência, um Estado é o único orgão capaz de dizer "tudo bem para uma pessoa matar a outra".
Aí uma garota muito bonita me perguntou uma vez "e violência precisa ser legitimizada para existir?"
Claro que não, pelas leis da fisica, uma pessoa precisa apenas um dedo pra puxar um gatilho, mas qualquer sociedade com meio-cerebro cria dispositivos de defesa.
Isso não acontece hoje porque existem os bons policiais dizendo que está tudo bem, que eles farão o trabalho sujo (e recentemente quiseram até nos desarmar para que aí sim, só eles mesmo pudessem fazer tal trabalho de proteção).
Em uma anarquia, existem duas possibilidades de retaliação.
A primeira é a boa e velha turba furiosa.
A segunda é a agência de segurança privada.
Pense em uma policia que você pode demitir caso ela seja ineficiente ou abusiva e aí está sua noção de segurança privada.
(pra quem acha absurdo ter que pagar por segurança, lembre que o salario dos policiais, aqueles que te forçam a cumprir leis que você não concorda e que você não pode demitir, já é pago por vocês, serviço publico não é serviço gratuito, é apenas serviço que você não tem a escolha de não-pagar)

5 - Mas o ser humano é um ser social, chegamos aqui através da cooperação!
Exato, você sempre precisará da cooperação de alguém para conseguir alguma coisa.
E é nessa hora que você precisará obedecer algumas leis que não quer, mas isso é inevitavel a não ser que você tenha escravos trabalhando por você.
Se você quer algo de alguém, você precisará obedecer as condições dessa pessoa, é justo, pois se alguém precisar de você, precisará obedecer suas condições.
Falando assim, é inevitavel que alguém pense "Mas eu não sei plantar bananas! Se um nazista plantar bananas, ele vai me forçar a tatuar uma suástica na testa".
Ok, primeiro, nazistas não plantam bananas, segundo, se uma pessoa fizer exigências muito absurdas, então recuse a ajuda, paciência.
Num geral, governos são os únicos capazes de criar monopólio, ainda mais com a globalização, se os nazistas dominarem as bananas brasileiras, não se preocupe, o Haiti tem bananeiras também.
Todo serviço que você pode pensar, existem multiplas opções, a não ser que o governo tenha eliminado elas ou tomado para si a responsabilidade de realizar tal serviço.

6 -Toda propriedade é um roubo!
Eu vejo da seguinte forma.
Existe um pedaço de terra.
Ou ele pertence a alguém.
Ou ele pertence a um grupo.
Ou ele não pertence a ninguém.
Se ele pertence a alguém, esse alguém usa da forma que achar melhor, dizer que ele roubou aquele pedaço de terra pressupõe que ele tirou de alguém através da violência, porém, se não existia ninguém lá, como é que ele tirou de alguém?
Se ele pertence a um grupo, esse grupo usa da forma que achar melhor, lembre-se que, se você diz que um individuo com um pedaço de terra, roubou aquele pedaço de terra "da humanidade", então você diz que o coletivo fez a mesma coisa.
Se ele não pertence a ninguém, é porque não tem ninguém lá.
A outra possibilidade seria, "ele pertence a humanidade", o que pressupõe uma democracia representativa global, o que significa que a opinião de 49,99% da humanidade não importa pra nada.

7 - O Pacto não funcionaria e o motivo é...
Dêem sua opinião. Vê alguma falha nesse raciocinio? Pode falar!

7 - Anarquia é utopia!!
Sério? Legal amigão, crie um tópico separado pra falar sobre isso.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Eu queria chorar, falar alguma coisa de inteligente e ser importante pra alguém.

Não necessariamente nessa mesma ordem.

domingo, novembro 20, 2005

O Cunha deu uma bela de uma atualizada no site dele, mostrando que Web Design é tipo... Design porra, Home Page não é blog. Ficou do caralho.
Aliás, acho que é impossivel não se sentir vagabundo vendo o numero incrivel de coisas que ele fez em tão pouco tempo, é um curriculo enorme e de qualidade, além, claro do portfólio em si, mostrando uma dose ótima de atitude além de talento.
Enfim, ficou do caralho.
Clique e conte aos seus amiguinhos.
E reclamemos todos juntos: "Céus, eu queria ser bom assim"

sábado, novembro 19, 2005

A questão da bagunça.

Muitas pessoas (mesmo entre anarquistas) são contra o anarquismo por acreditarem que haveria "bagunça" uma vez que não existissem mais "autoridades".
Entretanto, a visão da "queda das autoridades" seguida por uma turba assassina tem suas falhas. Com meu pouco conhecimento, eu vou tentar explicar algumas delas.

1 - A questão das necessidades naturais.
Ok, o Estado não existe mais. Isso significa que ninguém mais passa fome? Que ninguém precisa dormir a noite? Que a moralidade das pessoas (que embora seja imposta pelo Estado com mão de ferro, existe mesmo sem ele) desaparece? Que o medo some?
A questão é que, ao fim do Estado, a primeira coisa que as pessoas procurariam seria uma forma de se proteger, não de atacar.
Óbvio que não é possivel prever o que todo mundo faria, poderiam existir aqueles que aproveitariam o vácuo no poder, mas uma vez desmontados os processos de taxação e "segurança" pública, não teria como um grupo, por mais bem armado que seja, não conseguiria dominar uma região muito grande.
Lembrando que hoje, as dominações militares acontecem porque ao se dominar o governo, o exército opositor domina, por tabela, a população e, tirando insurgentes, tal exército não tem que manter presença forte em todo lugar.
As pessoas pagavam impostos para governo X e então passam a pagar para governo Y.
Se não existe governo "X", o governo Y não conseguiria se estabelecer além da onde seus soldados podem ir fisicamente.
Sendo assim, uma vez dificil para um exército dominar uma região, resta uma turba que ao invés de dominação desejaria apenas roubar e seguir em frente.
Mas a questão é: Qual teria que ser o tamanho de tal turba para fazer isso? Um "arrastão" poderia acontecer em uma cidade, mas os moradores da próxima com certeza estarão esperando muito bem armados e preparados os "bagunceiros".
Lembrando que o cidadão comum não vai querer aproveitar o vácuo de poder, ele vai querer primeiro arrumar meios para descansar, se alimentar, se proteger e ir trabalhar no dia seguinte.
Por incrivel que possa parecer, serão os "bagunceiros" que precisarão de proteção do Estado, pois, em um primeiro momento, não haveria um sistema judiciario que protegeria os ladrões e assassinos de linxamentos, apedrejamentos e outros desses métodos menos civilizados, porém mais eficientes, de impedir que alguém banque o espertinho.

2- A questão do motivo.
Muito sinceramente, porque alguém sairia por aí "tocando o terror"?
Como eu já disse, a maioria das pessoas iriam primeiro querer se estabelecer nesse "novo mundo" e depois tomariam atitudes mais "ofensivas" (caso aconteça).
O que um grupo de "desordeiros" esperariam conseguir ao sair por aí aterrorizando as pessoas? E que motivo eles teriam pra achar que conseguiriam fazer alguma coisa? Você não vê esse tipo de coisa acontecendo hoje e, sejamos sinceros, não é como se alguém tivesse medo da policia.
Aí você pensa em grupos criminosos que já estão armados, como traficantes de drogas e, embora eu não saiba de nenhum grupo desse armado, vamos jogar neo-nazistas com metralhadoras pra deixar as coisas interessantes.
Aqui temos dois tipos de pessoas.
Pessoas com armas sem ideologia e pessoas com armas com ideologia.
O primeiro grupo pode ser até benéfico, pois, como eu disse, as pessoas vão querer meios de se proteger e poderiam pagar aos, que então eram traficantes, para manter as ruas seguras, seria igual um imposto pago ao governo hoje, a diferença é que o serviço funcionaria e se, em um primeiro momento, haveria um monopólio, seria fácil para a população se organizar e pedir ajuda de fora da área "dominada" caso tais traficantes estivessem abusando da autoridade.
Hoje os moradores do morro já tentam fazer isso, o problema é que o único grupo a quem pedir ajuda hoje é a policia, que é do governo, portanto burocratica, ineficiente e que não está sinceramente se importando com as pessoas ali.
O outro grupo, dos fanáticos ideológicos armados, é mais perigoso, pois eles querem apenas matar mesmo e num primeiro momento, a população poderia não ter meios para impedir.
Mas aí caímos na mesma situação da tal turba interessada em roubar tudo pelo caminho. Quantas pessoas teriam que ser mortas para que as pessoas, sem a muleta do Estado (ou seja, sem a falsa esperança da policia ir salva-los), se reunissem e tomassem uma atitude a respeito?
Na minha opinião, o máximo é uma, ao se sentirem ameaçadas, as pessoas reagiriam, nem que tal reação seja fugir do lugar, mas alguma reação aconteceria e pra isso nem precisa ninguém morrer, precisa apenas surgir uma ameaça grande o bastante para que tal possibilidade seja real. Se tal grupo chegar ao ponto de conseguir matar alguém, retaliação seria imediata.
Lembrando que a KKK se safava de coisas desse tipo, pois na maioria das vezes, tinha o Estado ao seu favor (geralmente ocorria uma disputa do governo federal tentando prender os membros da KKK e o governo local protegendo).
Os negros não conseguiam se reunir e lutar contra, pois, em primeiro lugar, esperavam que o Estado fizesse isso, em segundo, quando perdiam a "fé" no Estado, eles tinham que lutar *contra* o Estado, pois se atacassem alguém que eles tinham certeza que era da KKK, então teriam a policia inteira contra eles, afinal, haviam cometido um crime.

Enfim, essa é minha opinião sobre o assunto, na tentativa de acabar com o medo da "bagunça" pós-governo.

sexta-feira, novembro 18, 2005

UOLKut:
Porque na internet, não existe plágio.

Alienação

Termo que se usa para justificar uma idéia tão imbecil que até o povo é contra.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Eu sou uma pessoa solitária, com idéias estranhas e uma alma estragada.
Tenham paciência comigo, por favor.

Pequenas hipocrisias do dia-a-dia

O Estado deve fornecer hospitais para as pessoas?
"Claro."
O Estado deve cuidar da saúde das pessoas?
"Claro!!"
Então o Estado deve proibir as drogas.
"O que? Porque?"
Porque drogas fazem mal a saúde e o Estado deve cuidar da saúde das pessoas.
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Esse foi um exemplo bobinho, mas mostra como é o raciocinio das pessoas, elas querem segurança, querem que o Estado cuide delas, mas reclamam quando, pela segurança que elas pediram, ele toma medidas que elas não aprovam.
Se você quer que o Estado cuide de você, então aceite as regras dele; se você não quer, então não exija nada dele.
O meu ideal não é por um Estado que cuide das pessoas e nem por um Estado ausente, mas pela opção, entretanto, a opção tem que ser coerente, é algo do tipo o pai chegar pro filho e dizer "enquanto você vive na minha casa, você segue as minhas regras".
Vocês querem a segurança do Estado, vocês terão que seguir as regras do Estado, o máximo que vocês podem fazer é negociar regras novas, mas se ele não aceitar, paciência.
Minha opinião?
O Estado deve fornecer hospitais para as pessoas?
Não.
Então o Estado deve cuidar da saúde das pessoas?
Não.
Então o Estado não deve proibir as drogas.
Se você se diz responsável pelo seu corpo, seja responsável pelo seu corpo.
Oras bolas.
Through the fish-eyed lens of tear stained eyes
I can barely define the shape of this moment in time
And far from flying high in clear blue skies
I'm spiraling down to the hole in the ground where I hide.

If you negotiate the minefield in the drive
And beat the dogs and cheat the cold electronic eyes
And if you make it past the shotguns in the hall,
Dial the combination, open the priesthole
And if I'm in I'll tell you what's behind the wall.

There's a kid who had a big hallucination
Making love to girls in magazines.
He wonders if you're sleeping with your new found faith.
Could anybody love him
Or is it just a crazy dream?

quarta-feira, novembro 16, 2005

terça-feira, novembro 15, 2005

Imagens bonitinhas.

Então, abaixo está uma ilustração do Cunha que resume muito bem uma visita nossa à Lôca e abaixo está uma piadinha minha.
Eu sei eu sei, eu sou engraçado e tal.



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sábado, novembro 12, 2005

É, dias sim e dias não.
Tem dias que só os Rolling Stones explicam o que você sente.

Ain't it funny how things happen
Just as we think we've got it all straight
Everything seems to be moving forward
But instead we just sit around and wait

Seems things are in a lockdown
Nervous looks all around
Everyone is speaking in whispers
No one wants to make a sound

I'm losing my touch, yeah
Losing my touch
Losing my touch baby, way too much
Baby, get me out of here
It should be clear

Keep an eye on on your front door, baby
I'll be slipping in round the back
I just need a little, a little cab fare
And then I'll let you hit the sack

'Cause I'm losing my touch
Losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby, get me out of here
It should be clear, yes

I ain't going to keep it long, baby
But just long, long enough
I've got to pick up my passports
And I've got to get my stuff

'Cause I'm losing my touch
Just losing my touch, baby, baby, baby
I'm losing my touch way, way too much
Baby, get me out of here
Well it must be clear

Losing my touch
Yes I'm losing my touch
Yes I'm losing my touch way too much
Baby get me out of here

Sabe, se existe uma sensação absurdamente comum na minha vida é a de sentir que eu estou me perdendo.
Seja me perdendo dos meus propósitos originais, seja me perdendo dos meus sentimentos originais, seja perdendo meu toque...
Bom, ok, eu sou um loser, isso não tem como discutir e tal, mas mesmo assim, é como se você percebesse que já teve um brilho um dia, mas que isso foi muito no passado e que a coisa era tão natural que você nem se lembra como recuperar tal brilho.
Estou mais impaciente? Mais intolerante? Ainda mais anti-social? Mais bobo? Mais sem graça? Ainda mais fútil? Ainda mais egoísta? Ainda mais egocêntrico?
Sabe, discutir politica é muito foda, se você olha para a politica com olhos puramente sentimentais, então você se tornará um daqueles imbecis que acham que dizem "então, se todos nos juntarmos e gritarmos bem alto, as pessoas *vão* nos ouvir!!!" e tipo, aham amigão, claro que vão, boa sorte com seu berrinho.
Mas é muito fácil se tornar um simples burocrata também, nos tornamos, por vezes, behavioristas demais ou economistas demais.
Muitas coisas na vida é procurar um equilibrio e entre o romântico e o economista é dificil achar tal equilibrio... eu fiquei um tempo sem me decidir se faria psicologia, economia ou sociologia na faculdade, decidi por filosofia por acreditar que seja o equilibrio.
Olha só, psicologia estuda os individuos, sociologia estuda as massas e economia estuda como individuos e massas interagem um com os outros para conseguir o que o indiviuo deseja e a massa precisa.
E eu posso estar errado nessa (aliás, ignore esse blog, eu provavelmente estou errado em tudo), mas acho que filosofia é a base e a ligação entre tudo isso e, sinceramente, eu não vejo a hora de me sentir ativo e acumulando conhecimento. O que me leva ao próximo assunto.
Internet não traz tanto conhecimento quanto se previa (ou desejava). É muita informação, muito ruído e muita gente falando merda como se fosse verdade universal (este que vos é lido por exemplo), as discussões politicas num geral já estão demasiadamente contaminadas pelo desejo de se "derrotar o inimigo" (no sentido de "vou dizer umas informações bem fodas pra calar a boca desse sujeito porque ele representa o mal do mundo"), isso na internet é extremamente piorado, pois temos todo tipo de pessoas de baixa auto-estima se esforçando de toda forma para ser importante em tal comunidade que, no fim, "destruir o inimigo" através de palavras espertinhas e ofensas se torna muito mais importante do que expôr um ponto de vista.
Enfim, o que eu dizer? É um mundo fodido, ninguém tem a solução, meus ideais são tão falhos quanto o de qualquer um (na verdade, anarquia se baseia no fato de que ninguém está certo, então que todos tentem se virar do jeito que acharem melhor sem carregar os outros juntos), então, repetindo, o que dizer?
Não tem o que dizer, o lance é que está todo mundo perdido e eu não vejo ninguém muito perto de encontrar uma resposta, eu diria que a solução seria deixar os porcos brincarem com o mundo da forma que eles acharem melhor, eu poderia mandar os donos do mundo se foder e deixar eles continuarem brincando com seu planetinha, porque nós pelo menos amamos... mas aí vem a pergunta... nós amamos?

quinta-feira, novembro 10, 2005

Poeminha

O coração é pesado
Amarrado na garganta
Puxa para baixo

segunda-feira, novembro 07, 2005

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Aniversário:
Dia em que as pessoas que te ignoram na faculdade te mandam um scrap te desejando tudo de bom.

Ano passado eu fiz um post exatamente igual esse, a diferença é que tais pessoas nem perceberam que eu sai da faculdade.

domingo, novembro 06, 2005

Protesto anti-bush na paulista. O que rolou.

Ok, foi um protesto grande e tal, eu só peguei o finalzinho, depois que a passeata acabou e o pessoal já estava dispersando naturalmente, algum imbecil jogou pedra no BankBoston (e na policia) e foi atacado, então outros imbecis vendo isso dispararam rojões na policia e começou a festa.
Durou menos de 10 minutos a "repressão" (eu um ato de três horas de policiais parados e olhando sem fazer nada. Que porcos genocidas imperialistas malditos, como ousam deixar o protesto seguir por horas, esperar quase todo mundo ir embora e, no finalzinho, revidar um ataque)
O lance é o seguinte.
O povo norte-americano, que é quem decide o futuro do Bush, não poderia estar se importando menos com uma passeata na paulista.
Me diz, qual a intenção de um protesto? Não é chamar a atenção da população para um fato grave que o governo está cometendo? As pessoas parecem ter se esquecido disso, elas vão protestar porque protestar resolve, mas não fazem a minima idéia do que exatamente é um protesto.
Que se foda o Bush, ele está destruindos os EUA, se vocês são anti-EUA, deveriam estar torcendo pro Bush tomar o poder e afundar aquele país de uma vez.
Vocês honestamente acham que os politicos se importam com que o movimento estudantil pensa? Com que o MST pensa? Com que as femnistas pensam? Os únicos que se importam com isso são os que dependem do voto dessa gemte e eu tenho certeza que esses já votam a favor de vocês no congresso.
Quer ir pras ruas? Tenha um bom motivo.
Lembra que a moral não é mostrar "nós, meia duzia de pessoas, estamos putos", a moral é mostrar para as pessoas na rua "olha, estão fodendo vocês."
Distribuir panfletos com o nome dos deputados a quem não votar caso seja contra politicas norte-americanas é um ato que dá bem mais resultado, porque aí os porcos vão ter que ficar espertos com o que fazem nos seus gabinetes.
E, faça o que você fizer, não importa o que aconteça, que situação aconteça, porque aconteça, de que forma aconteça, um protesto anti-bush tem resultados nulos.