Cada momento de uma história é absolutamente necessário a essa.
Inlcusive as coisas cotidianas e inclusive as coisas bizarras e inclusive as sutilezas.
Não dá pra saber ao exato o quanto sua vida é diferente porque você ficou preso 15 minutos a mais no trânsito do que pensava.
A questão é que essa ordem só é possível estabelecer após os fatos terem ocorrido.
É absolutamente impossível prever todas as consequências de qualquer determinado ato, consequências dos atos são coisas que jamais param, nunca há um fim.
A bola de neve gira e se acrescenta com outras bolas de neve e com as bolas de neve de outras pessoas. Oras, é claro que as pessoas se sentem confusas no mundo, elas tem um controle minimo sobre as consequências de seus atos.
(embora seja esse minimo de controle que tenha permitido a humanidade se desenvolver)
Após um ato ocorrer se percebe que é impossível, dadas as escolhas dos participantes dos atos, que eles não tivessem escolhidos.
Afinal, todo ato que ocorre apenas deixaria de ocorrer se houvesse um evento que não houve e como é impossível haver eventos que não houveram, é impossível que as coisas ocorram de maneira diferente do que elas ocorrem.
-
Não existem eventos improváveis, toda vez que você toma uma decisão, você gera um futuro único e certo, é apenas impossível saber qual será ele e por bizarro que seja esse futuro, ele não é simplesmente o mais provável como também o único possível.
-
Ao jogar um dado para cima, quando o dado sai de sua mão, o destino dele já está traçado, ele vai cair em um número específico e não há essa história de probabilidade, pois, dadas as circunstânceas físicas todas (força com que se joga o dado, resistência do ar, bla bla bla etc e tal) é impossível que o dado caia outro número senão aquele que, afinal, vai cair.
-
A probablidade existe antes das decisões.
Antes dos dados serem rolados.
Antes de dar um passo é possível pensar em multiplos futuros.
Após o passo ter sido dado, o futuro está decidido e selado, apenas esperando sua vez.
-
Obviamente não é apenas as suas decisões que contam.
É uma conta grande e complexa, envolvendo atos de praticamente todos ao seu redor e, quem sabe, em escala grande o bastante, todos no mundo.
A questão é que mesmo omissão é uma decisão (consciente ou não).
O universo tem um destino traçado pelas leis da física.
O mundo dos homens tem o destino traçado pelas mesmas leis, mas acrescenta-se a vontade e o uso da razão.
E por complexo que seja calcular o segundo seguinte (que é consequência não só do segundo passado, mas do inicio dos tempos e de tudo que ocorreu após), nada muda o fato de que ele chega e, ao chegar, seu destino não pode ser outro senão o único possível.
-
Probabilidades, caos, sorte, são todas palavras que usamos para descrever falta de informação.
Falta de informação que se torna relevante uma vez que as coisas de fato acontecem.
Mas a sorte ou o azar não existem de fato, apenas as leis que regem o funcionamento do universo, as leis que regem a vontade dos homens e as limitações destes mesmo homens, que são incapazes de dar um passo para frente sem criar amor e morte.
Um daqueles paradoxos divertidos da era da internet, onde temos um lugar particular que desenvolvemos para ficar sozinhos enquanto nos expomos voluntariamente para todo tipo de gente estranha e má que queira ver.
sábado, fevereiro 03, 2007
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Eu preciso dar um tempo de desligar minha cabeça. Eu não estou mais aguentando conviver comigo mesmo. Queria que outra pessoa viesse morar aqui dentro. Eu claramente não sou apto.
Terceiro orkuticidio
Chega, que aqueles freaks se resolvam entre eles.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Eu sempre quis ser um loser.
É bem deprimente que minha vida esteja de certa forma dando certo.
Eu não sei lidar com isso, eu não quero lidar com isso.
Eu nunca entendi bem a cultura da vitória, ainda mais o quanto ela é vazia hoje em dia.
Gente vitoriosa sempre pareceu pra mim os maiores perdedores.
E os maiores perdedores sempre pareceram as pessoas mais bonitas e interessantes.
O que há de interessante em uma pessoa vitoriosa? Ela é nojenta e vazia.
Pessoas que se deram bem geralmente são o tipo de pessoa tão vazias e tediosas que de fato tiveram tempo, paciência e solidão o bastante para darem certo.
Eu me incomodo com o fato de ser o tipo de gente que ao invés de estar produzindo, está dando certo.
De repente eu começo a perceber porque instintivamente escolhi ser feio e estranho em primeiro lugar.
Basicamente porque é interessante. Eu odeio não ser interessante mais, eu me sinto vazio e sinto que não tenho mais nada a oferecer pra ninguém.
A vida está um bocado mais sem graça do que costumava ser e infinitamente mais sem graça do que deveria.ser.
Eu quero ser uma pessoa interessante de novo. Ou pela primeira vez.
Acho que eu costumava ter algo a dizer pras pessoas e agora não tenho mais ou simplesmente tenho a impressão que ninguém se importa demais ou ninguém quer saber.
É bem deprimente que minha vida esteja de certa forma dando certo.
Eu não sei lidar com isso, eu não quero lidar com isso.
Eu nunca entendi bem a cultura da vitória, ainda mais o quanto ela é vazia hoje em dia.
Gente vitoriosa sempre pareceu pra mim os maiores perdedores.
E os maiores perdedores sempre pareceram as pessoas mais bonitas e interessantes.
O que há de interessante em uma pessoa vitoriosa? Ela é nojenta e vazia.
Pessoas que se deram bem geralmente são o tipo de pessoa tão vazias e tediosas que de fato tiveram tempo, paciência e solidão o bastante para darem certo.
Eu me incomodo com o fato de ser o tipo de gente que ao invés de estar produzindo, está dando certo.
De repente eu começo a perceber porque instintivamente escolhi ser feio e estranho em primeiro lugar.
Basicamente porque é interessante. Eu odeio não ser interessante mais, eu me sinto vazio e sinto que não tenho mais nada a oferecer pra ninguém.
A vida está um bocado mais sem graça do que costumava ser e infinitamente mais sem graça do que deveria.ser.
Eu quero ser uma pessoa interessante de novo. Ou pela primeira vez.
Acho que eu costumava ter algo a dizer pras pessoas e agora não tenho mais ou simplesmente tenho a impressão que ninguém se importa demais ou ninguém quer saber.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Algumas pessoas gostam de pensar em si próprias como "jogadoras" ou como o tipo que "se arrisca" enquanto tudo que fazem é serem bem comportadas profissionais, o que é criminoso para alguém que lê quadrinhos.
Mas a gente perdoa auto-ajuda quando parte dos mais desesperados.
Mas a gente perdoa auto-ajuda quando parte dos mais desesperados.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Ele olhou para ela e teve a certeza que nunca amou tão pouco uma pessoa.
Algo sobre uma certa garagem.
Segunda edição do Garagem Hermética está pra sair e nele estará uma história minha desenhada pelo Cunha
--
Nele está o prológo de nossa nova "mini-série" chamada Eterno.
--
Então, algo sobre Eterno.
Eterno é uma pontinha de um iceberg que eu tenho a dizer sobre a relação entre homem e Deus.
É também sobre a importância da nossa vida e exatamente o que faz ela ser importante.
É sobre querer estar além do mundo, além da pequenez da vida e ao mesmo tempo dentro de uma caixinha menor ainda que é tão enorme vista de dentro que são nossas vidas particulares.
Eterno tem suas habituais referências a cultura pop, sua filosofia de boteco, suas ingenuidades amorosas e a crença de que existe alguém em algum lugar do universo que é mais importante que o universo em si.
--
Tem algo sobre criador e criatura também. Algo sobre seres perfeitos que decidem os rumos do universo.
--
Enfim, no que o projeto for se aproximando, eu dou detalhes menos abstratos.
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Nele está o prológo de nossa nova "mini-série" chamada Eterno.
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Então, algo sobre Eterno.
Eterno é uma pontinha de um iceberg que eu tenho a dizer sobre a relação entre homem e Deus.
É também sobre a importância da nossa vida e exatamente o que faz ela ser importante.
É sobre querer estar além do mundo, além da pequenez da vida e ao mesmo tempo dentro de uma caixinha menor ainda que é tão enorme vista de dentro que são nossas vidas particulares.
Eterno tem suas habituais referências a cultura pop, sua filosofia de boteco, suas ingenuidades amorosas e a crença de que existe alguém em algum lugar do universo que é mais importante que o universo em si.
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Tem algo sobre criador e criatura também. Algo sobre seres perfeitos que decidem os rumos do universo.
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Enfim, no que o projeto for se aproximando, eu dou detalhes menos abstratos.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Algo sobre nossas vidas.
Run and hide, sunday girl!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Um argumento em favor da masturbação.
Ficção é sempre mais apaixonante que a realidade.
Lixo empilhado em um canto
Ele saiu do metrô e o vento frio batia em sua cara trazendo em si um cheiro que confirmava que o tempo hoje estava para assassinato.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
E é pra escrever coisas desse tipo que eu quero entrar no ramo
http://www.nme.com/reviews/nirvana/8110
Eu sei o quão manjado é tudo isso, mas algumas resenhas são tão boas que parecem uma obra em si próprias.
Nirvana: Live! Tonight! Sold Out!! Vs Foo Fighters: Live In Hyde Park/Skin And Bones
NME rating: 9/10
Kurt and Dave go head-to-head in the battle for your Christmas cash
Talking to Jonathan Ross the other week, Courtney Love recalled her surprise at being defined by the man she was married to, despite having forged a successful career in her own right. He'd boil his own head before admitting it, but Dave Grohl must feel a bit the same. OK, so it's kind of tasteless to compare Foo Fighters to Nirvana these days, but we're only even going there because the bands' live DVDs are vying for your Christmas vouchers and therefore we kind of have to.
A Kurt-sized hole in the world is one big void to fill, and with every year that passes, it only seems to get bigger. More than a man, Kurt Cobain has become an idea, or should that be an ideal? He's the closest thing our rock'n'roll society has to a god and, despite Dave having piloted an international super-band for a decade with no little talent of his own, deep down the reason we always pay attention to Foo Fighters is because Dave is one of our few remaining organic links to Kurt.
The Foos' DVD bundle just goes to show how far Grohl has come. Skin And Bones - the acoustic show recorded live in Los Angeles in front of Dave's friends - is pleasant enough, but the main event is this summer's Hyde Park mega-gig. As Grohl goofs midway through, even if the 60,000 site had only half sold-out, it would still have been the biggest Foo Fighters show ever. As it was, it became one of the few truly memorable dates on this summer's crowded calendar - the moment when they passed some sort of watermark and began to feel like a truly important rock band. Or at least, that's what it felt like on the day. In replay, the set's heavy reliance on the blustery rock side of 'In Your Honour' means things don't really inflate until two-thirds of the way through, when you get to the trusty likes of 'My Hero', 'Generator' and 'Monkey Wrench' (Foos nostalgia? Really?). But the reliance on Special Guest Rock Legends to keep the thrills coming - Lemmy on 'Shake Your Blood' and the Queen survivors on 'Tie Your Mother Down' - show just how orthodox an operation they've become. As grunge's Paul McCartney, Dave is having the last laugh, but sometimes that's a long way from punk rock.
In contrast, Live! Tonight! Sold Out!! was probably the last Nirvana project Kurt worked on, issued just months after his death, at the same time as Unplugged In New York. Conceived by Kurt and completed by Dave and Krist after he died, it's intended as a live documentary history, with all kinds of performances and behind-the-scenes footage. Already a museum piece to those of us just a maddening few months too young to ever have seen them live, this was the closest a lot of us got to seeing the real thing, and considering the lack of a definitive Nirvana concert film, it's weird that it's taken this long to get a DVD airing. But that's part of what makes it so fantastic. It's precisely because Kurt Cobain has now ascended to an idea, that to see him as a mere rock star, playing and talking as a mortal human being, gives the whole thing an air of pilgrimage. It's only the TV footage that dates the thing... 'Territorial Pissings' to a bemused Jonathan Ross (him again), or the Top Of The Pops where the band lampooned having to mime their instruments - Kurt changing the words of 'Smells Like Teen Spirit' to 'Load up on drugs, kill your friends'. Even when they weren't plugged in they were irresistible.
The other thing you wouldn't get in this age of advertorial promo packages is the band portrayed with warts and all. Kurt must have selected a lot of this footage, and his outburst at a dim-but-well-meaning European interviewer is as off-message to Kurt The Saint as Grohl's petulant dismissal of 'Smells Like Teen Spirit' elsewhere is for the Most Crowd-Pleasing Man In Rock. More remarkable is the footage of 'Love Buzz', where an altercation with a bouncer ends with Kurt bashing him on the head with his guitar. But all that is window dressing - there's simply more amazing music on Live! Tonight! Sold Out!! than we're really used to. So we get Nirvana as they should have been experienced: a raw, visceral, devastatingly sexy way of life. We get 'Dive' and 'Breed' and 'Lithium' and 'Drain You' and 'Polly' and 'Sliver' and 'On A Plain'. And then, as we approach the end, we get some primitive quick-editing, some sound distortion, some clips played over and over again - ever more blinding. And then it just ends, before anyone gets the chance to get hurt again. And we get a band whose like we can only hope to see again. Whichever god you choose to believe in.
Dan Martin
Por outro lado, acho que é difícil ver qualquer pessoa séria falar sobre o Kurt.
Claro, a gente vê as adolescentes chorando dizendo que amam ele, mas acho impossível não se sentir um pouco down quando alguém para e fala "ok, vamos falar sobre Kurt Cobain um minuto"
Eu sei o quão manjado é tudo isso, mas algumas resenhas são tão boas que parecem uma obra em si próprias.
Nirvana: Live! Tonight! Sold Out!! Vs Foo Fighters: Live In Hyde Park/Skin And Bones
NME rating: 9/10
Kurt and Dave go head-to-head in the battle for your Christmas cash
Talking to Jonathan Ross the other week, Courtney Love recalled her surprise at being defined by the man she was married to, despite having forged a successful career in her own right. He'd boil his own head before admitting it, but Dave Grohl must feel a bit the same. OK, so it's kind of tasteless to compare Foo Fighters to Nirvana these days, but we're only even going there because the bands' live DVDs are vying for your Christmas vouchers and therefore we kind of have to.
A Kurt-sized hole in the world is one big void to fill, and with every year that passes, it only seems to get bigger. More than a man, Kurt Cobain has become an idea, or should that be an ideal? He's the closest thing our rock'n'roll society has to a god and, despite Dave having piloted an international super-band for a decade with no little talent of his own, deep down the reason we always pay attention to Foo Fighters is because Dave is one of our few remaining organic links to Kurt.
The Foos' DVD bundle just goes to show how far Grohl has come. Skin And Bones - the acoustic show recorded live in Los Angeles in front of Dave's friends - is pleasant enough, but the main event is this summer's Hyde Park mega-gig. As Grohl goofs midway through, even if the 60,000 site had only half sold-out, it would still have been the biggest Foo Fighters show ever. As it was, it became one of the few truly memorable dates on this summer's crowded calendar - the moment when they passed some sort of watermark and began to feel like a truly important rock band. Or at least, that's what it felt like on the day. In replay, the set's heavy reliance on the blustery rock side of 'In Your Honour' means things don't really inflate until two-thirds of the way through, when you get to the trusty likes of 'My Hero', 'Generator' and 'Monkey Wrench' (Foos nostalgia? Really?). But the reliance on Special Guest Rock Legends to keep the thrills coming - Lemmy on 'Shake Your Blood' and the Queen survivors on 'Tie Your Mother Down' - show just how orthodox an operation they've become. As grunge's Paul McCartney, Dave is having the last laugh, but sometimes that's a long way from punk rock.
In contrast, Live! Tonight! Sold Out!! was probably the last Nirvana project Kurt worked on, issued just months after his death, at the same time as Unplugged In New York. Conceived by Kurt and completed by Dave and Krist after he died, it's intended as a live documentary history, with all kinds of performances and behind-the-scenes footage. Already a museum piece to those of us just a maddening few months too young to ever have seen them live, this was the closest a lot of us got to seeing the real thing, and considering the lack of a definitive Nirvana concert film, it's weird that it's taken this long to get a DVD airing. But that's part of what makes it so fantastic. It's precisely because Kurt Cobain has now ascended to an idea, that to see him as a mere rock star, playing and talking as a mortal human being, gives the whole thing an air of pilgrimage. It's only the TV footage that dates the thing... 'Territorial Pissings' to a bemused Jonathan Ross (him again), or the Top Of The Pops where the band lampooned having to mime their instruments - Kurt changing the words of 'Smells Like Teen Spirit' to 'Load up on drugs, kill your friends'. Even when they weren't plugged in they were irresistible.
The other thing you wouldn't get in this age of advertorial promo packages is the band portrayed with warts and all. Kurt must have selected a lot of this footage, and his outburst at a dim-but-well-meaning European interviewer is as off-message to Kurt The Saint as Grohl's petulant dismissal of 'Smells Like Teen Spirit' elsewhere is for the Most Crowd-Pleasing Man In Rock. More remarkable is the footage of 'Love Buzz', where an altercation with a bouncer ends with Kurt bashing him on the head with his guitar. But all that is window dressing - there's simply more amazing music on Live! Tonight! Sold Out!! than we're really used to. So we get Nirvana as they should have been experienced: a raw, visceral, devastatingly sexy way of life. We get 'Dive' and 'Breed' and 'Lithium' and 'Drain You' and 'Polly' and 'Sliver' and 'On A Plain'. And then, as we approach the end, we get some primitive quick-editing, some sound distortion, some clips played over and over again - ever more blinding. And then it just ends, before anyone gets the chance to get hurt again. And we get a band whose like we can only hope to see again. Whichever god you choose to believe in.
Dan Martin
Por outro lado, acho que é difícil ver qualquer pessoa séria falar sobre o Kurt.
Claro, a gente vê as adolescentes chorando dizendo que amam ele, mas acho impossível não se sentir um pouco down quando alguém para e fala "ok, vamos falar sobre Kurt Cobain um minuto"
domingo, janeiro 07, 2007
Festival The Pipettes
PIPS PIPS PIPS PIPS
ATÉ SUA CABEÇA EXPLODIR!!!!!!!!
We Are The Pipettes com tecladinho tosco.
Judy com tecladinho tosco.
Pull shapes unplugged com entrevista e óculos gigante
One Night Stand (Live)
I Love You (Live)
Pull Shapes unplugged
ABC unplugged
Why Did You Stay unplugged (video meio zoado)
Gettin Coal (música nova) em show de natal
A Winter´s Sky em show de natal (lindo lindo lindo liiiindo)
All I want for christmas (is you) em show de natal (cover de Mariah Carey)
Clipe de Dirty Mind
Clipe de Pull Shapes
Clipe de Your Kisses Are Wasted On Me
Clipe de Judy
ATÉ SUA CABEÇA EXPLODIR!!!!!!!!
We Are The Pipettes com tecladinho tosco.
Judy com tecladinho tosco.
Pull shapes unplugged com entrevista e óculos gigante
One Night Stand (Live)
I Love You (Live)
Pull Shapes unplugged
ABC unplugged
Why Did You Stay unplugged (video meio zoado)
Gettin Coal (música nova) em show de natal
A Winter´s Sky em show de natal (lindo lindo lindo liiiindo)
All I want for christmas (is you) em show de natal (cover de Mariah Carey)
Clipe de Dirty Mind
Clipe de Pull Shapes
Clipe de Your Kisses Are Wasted On Me
Clipe de Judy
sábado, dezembro 16, 2006
Respondendo perguntas com nomes de músicas de uma só banda
Sim, eu escolhi DUAS bandas cujas respostas de contradizem.
Bob Dylan
1. Você é homem ou mulher?: I´ll be your baby tonight
2. Descreva-se: Like A Rolling Stone
3. O que as pessoas acham de você?: Tangled Up In Blues
4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?: It´s all over now, baby blue.
5. Descreva sua atual relação com o seu namorado ou pretendente: Most likely you will go your way and I will go mine
6. Onde queria estar agora?: Stuck inside a mobile with the memphis blues again
7. O que pensa a respeito do amor?: Desolation Row
8. Como é sua vida?: Tombstone Blues
9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?: Forever young
10. Escreva uma frase sábia: It takes a lot to laught, it takes a train to cry
Camera Obscura
1. Você é homem ou mulher?: Number One Son
2. Descreva-se: Suspended From Class
3. O que as pessoas acham de você?: Footlose And Fancy Free
4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?: I Don´t Want To See You
5. Descreva sua atual relação com o seu namorado ou pretendente: Books Written For Girls
6. Onde queria estar agora?: Lunar Sea
7. O que pensa a respeito do amor?: Razzle Dazzle Rose
8. Como é sua vida?: Tears For Affairs
9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?: Let´s Get Out Of This Country
10. Escreva uma frase sábia: Lloyd, I´m Ready To Be Heartbroken
Bob Dylan
1. Você é homem ou mulher?: I´ll be your baby tonight
2. Descreva-se: Like A Rolling Stone
3. O que as pessoas acham de você?: Tangled Up In Blues
4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?: It´s all over now, baby blue.
5. Descreva sua atual relação com o seu namorado ou pretendente: Most likely you will go your way and I will go mine
6. Onde queria estar agora?: Stuck inside a mobile with the memphis blues again
7. O que pensa a respeito do amor?: Desolation Row
8. Como é sua vida?: Tombstone Blues
9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?: Forever young
10. Escreva uma frase sábia: It takes a lot to laught, it takes a train to cry
Camera Obscura
1. Você é homem ou mulher?: Number One Son
2. Descreva-se: Suspended From Class
3. O que as pessoas acham de você?: Footlose And Fancy Free
4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?: I Don´t Want To See You
5. Descreva sua atual relação com o seu namorado ou pretendente: Books Written For Girls
6. Onde queria estar agora?: Lunar Sea
7. O que pensa a respeito do amor?: Razzle Dazzle Rose
8. Como é sua vida?: Tears For Affairs
9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?: Let´s Get Out Of This Country
10. Escreva uma frase sábia: Lloyd, I´m Ready To Be Heartbroken
terça-feira, dezembro 05, 2006
-.-
Havia algo no fato de que não saia nenhuma fumaça de sua arma que tornava a situação toda um tanto mais patética.
Uma questão engraçada havia surgido porque, veja bem, não é como se ele fosse um assassino ainda, ele atirou no sujeito que certamente ia morrer, mas o sujeito em questão não estava morto ainda, estava simplesmente caído no chão em uma poça de sangue gritando e chorando e pedindo ajuda, o que é meio imbecil porque um sujeito que já atirou em você e que continua a te encarar enquanto espera sua morte certamente não vai te ajudar e mesmo que por algum acaso ele tivesse algum tipo de iluminação interior e se arrependesse de seus atos era tarde demais.
Mas ele não teria uma iluminação interior apesar dos pensamentos sobre céu e inferno cruzarem sua mente.
Ele se pergunta se a única coisa que o previne de se tornar um pecador e jogar fora sua eternidade no paraíso era o tempo, alguns minutos a mais de gritaria e o sujeito entraria em choque, desmaiaria, morreria e desse jeito o bom padre se tornaria um pecador, certo que ele mantinha relações com alguns garotos que frequentava a igreja, mas ele sinceramente os amava e entendia perfeitamente que deus, sendo amor ele próprio, entenderia o gesto mesmo que a sociedade não entenda, assassinato por outro lado é diferente, pedofilia não está nos 10 mandamentos, assassinato está, é todo um outro nível de pecado, é como se ele estivesse desonrando os pais ou usando o santo nome em vão, não era amor, era ódio e isso fazia toda a diferença.
Estava quase se arrependendo de seu ato quando pensou que, talvez, se algum acidente acontecesse com ele naquele exato momento e ele morresse antes de sua vítima, então deus só poderia julga-lo por atirar em alguém e não por assassinato, afinal, como pode o assassino ser julgado antes do assassinado? Não faz sentido nenhum.
Sendo assim, se deus o ama, então certamente fará um raio cair na sua cabeça ou algo assim para que ele possa morrer e ir para o céu sofrendo apenas alguma punição leve ao invés de eternidade no inferno e, caso o raio não caia, significa que deus não o ama e, bem, aí ele pode fazer o tipo de carnificina que ele quiser porque já está condenado de qualquer forma.
Existe claro, a possibilidade de deus realmente ama-lo e fazer o raio cair em sua vitima para que ele pudesse continuar vivendo e ser salvo do pecado, mas deus não amaria tanto assim alguém que atira nos outros, embora ele ame um pouquinho aqueles que atiram, mas não matam, a questão seria descobrir se esse pouquinho seria o suficiente para fazer que um raio surja em um dia cujo céu está perfeitamente limpo e acerte-o.
A vítima ainda não morreu, mas está gritando menos, ele começa a perceber que talvez tenha perdido o amor de deus, mas decide ter fé.
A vítima ainda não morreu, mas mal consegue abrir os olhos, é melhor aquele raio acontecer logo senão deus terá que lidar com a responsabilidade de ter um psicopata andando pela terra.
Ele começa então a pensar em como será a vida depois de se tornar um serial killer. Sem o amor de deus, ele pensa, finalmente poderá fazer sexo, então talvez possa se tornar um estuprador também e, o que é melhor, ele poderá fazer sexo com os garotos que acha atratente e não só com aqueles que ama, talvez ele possa até pegar aids, quem sabe, sendo aids a punição divina para o homossexualismo, talvez pegar aids o perdoe de seus pecados, afinal, ele já está sendo punido.
O engraçado é que por muito tempo ele quis cometer suicidio, mas não podia, pois iria pro inferno, agora ele poderia cometer suicidio, pois vai pro inferno de qualquer forma, mas a questão é que agora não faz mais sentido ele cometer suicidio porque eternidade é para sempre e ele ir pro inferno mais cedo ou mais tarde não mudaria nada, não diminuira em um dia sequer sua sentença, então ele estava disposto a descartar a idéia da aids, porque isso só encurtaria sua vida e não é garantia que ela o punirá por assassinato, apenas por homossexualismo e pedofilia, não o homossexualismo e pedofilia saudável que ele praticava com garotos que ele amava, mas a pedofilia e homossexualismo degenerativos que ele praticará caso sua vítima morra, então estava certo que ele teria que se proteger e ter uma vida longa, talvez possa até fazer um pacto com o diabo pela vida eterna, embora ele supeite que o diabo não faça esse tipo de pacto porque jamais poderá coletar a alma, é como fazer um empréstimo para pagar só depois do juizo final e isso não tem nexo a não ser que ele jogue algo a mais na barganha, talvez ele possa sacrificar alguns bebês e benzer a água ao contrário e batizar bebês em nome de satanás enquanto os pais pensam que o coitadinho está recebendo proteção divina, então talvez sirva ao demônio ter um soldado eternamente vivo espalhando dor e pecado pelo mundo o que talvez explique as teorias de que Hitler ainda está vivo e em algum lugar da Argentina, provavelmente foi ele que convenceu o Maradona a começar a usar drogas e não parece assim um trabalho tão pesado convencer jovens saudáveis e com uma carreira pela frente a entrar no mundo das drogas em troca de vida eterna e deve-se admitir que Hitler fez mais do que matar uma pessoa e se ele conseguiu um pacto com o diabo pela vida eterna, certamente um bom padre cujo único pecado foi um mero assassinato conseguiria também.
As coisas pareciam boas, quando ele acordou de manhã jamais imaginaria que a noite estaria próximo de ter vida eterna e uma excitante nova carreira como ajudante do demônio.
A vítima morreu.
E um milésimo de segundo depois, veio o raio.
Uma questão engraçada havia surgido porque, veja bem, não é como se ele fosse um assassino ainda, ele atirou no sujeito que certamente ia morrer, mas o sujeito em questão não estava morto ainda, estava simplesmente caído no chão em uma poça de sangue gritando e chorando e pedindo ajuda, o que é meio imbecil porque um sujeito que já atirou em você e que continua a te encarar enquanto espera sua morte certamente não vai te ajudar e mesmo que por algum acaso ele tivesse algum tipo de iluminação interior e se arrependesse de seus atos era tarde demais.
Mas ele não teria uma iluminação interior apesar dos pensamentos sobre céu e inferno cruzarem sua mente.
Ele se pergunta se a única coisa que o previne de se tornar um pecador e jogar fora sua eternidade no paraíso era o tempo, alguns minutos a mais de gritaria e o sujeito entraria em choque, desmaiaria, morreria e desse jeito o bom padre se tornaria um pecador, certo que ele mantinha relações com alguns garotos que frequentava a igreja, mas ele sinceramente os amava e entendia perfeitamente que deus, sendo amor ele próprio, entenderia o gesto mesmo que a sociedade não entenda, assassinato por outro lado é diferente, pedofilia não está nos 10 mandamentos, assassinato está, é todo um outro nível de pecado, é como se ele estivesse desonrando os pais ou usando o santo nome em vão, não era amor, era ódio e isso fazia toda a diferença.
Estava quase se arrependendo de seu ato quando pensou que, talvez, se algum acidente acontecesse com ele naquele exato momento e ele morresse antes de sua vítima, então deus só poderia julga-lo por atirar em alguém e não por assassinato, afinal, como pode o assassino ser julgado antes do assassinado? Não faz sentido nenhum.
Sendo assim, se deus o ama, então certamente fará um raio cair na sua cabeça ou algo assim para que ele possa morrer e ir para o céu sofrendo apenas alguma punição leve ao invés de eternidade no inferno e, caso o raio não caia, significa que deus não o ama e, bem, aí ele pode fazer o tipo de carnificina que ele quiser porque já está condenado de qualquer forma.
Existe claro, a possibilidade de deus realmente ama-lo e fazer o raio cair em sua vitima para que ele pudesse continuar vivendo e ser salvo do pecado, mas deus não amaria tanto assim alguém que atira nos outros, embora ele ame um pouquinho aqueles que atiram, mas não matam, a questão seria descobrir se esse pouquinho seria o suficiente para fazer que um raio surja em um dia cujo céu está perfeitamente limpo e acerte-o.
A vítima ainda não morreu, mas está gritando menos, ele começa a perceber que talvez tenha perdido o amor de deus, mas decide ter fé.
A vítima ainda não morreu, mas mal consegue abrir os olhos, é melhor aquele raio acontecer logo senão deus terá que lidar com a responsabilidade de ter um psicopata andando pela terra.
Ele começa então a pensar em como será a vida depois de se tornar um serial killer. Sem o amor de deus, ele pensa, finalmente poderá fazer sexo, então talvez possa se tornar um estuprador também e, o que é melhor, ele poderá fazer sexo com os garotos que acha atratente e não só com aqueles que ama, talvez ele possa até pegar aids, quem sabe, sendo aids a punição divina para o homossexualismo, talvez pegar aids o perdoe de seus pecados, afinal, ele já está sendo punido.
O engraçado é que por muito tempo ele quis cometer suicidio, mas não podia, pois iria pro inferno, agora ele poderia cometer suicidio, pois vai pro inferno de qualquer forma, mas a questão é que agora não faz mais sentido ele cometer suicidio porque eternidade é para sempre e ele ir pro inferno mais cedo ou mais tarde não mudaria nada, não diminuira em um dia sequer sua sentença, então ele estava disposto a descartar a idéia da aids, porque isso só encurtaria sua vida e não é garantia que ela o punirá por assassinato, apenas por homossexualismo e pedofilia, não o homossexualismo e pedofilia saudável que ele praticava com garotos que ele amava, mas a pedofilia e homossexualismo degenerativos que ele praticará caso sua vítima morra, então estava certo que ele teria que se proteger e ter uma vida longa, talvez possa até fazer um pacto com o diabo pela vida eterna, embora ele supeite que o diabo não faça esse tipo de pacto porque jamais poderá coletar a alma, é como fazer um empréstimo para pagar só depois do juizo final e isso não tem nexo a não ser que ele jogue algo a mais na barganha, talvez ele possa sacrificar alguns bebês e benzer a água ao contrário e batizar bebês em nome de satanás enquanto os pais pensam que o coitadinho está recebendo proteção divina, então talvez sirva ao demônio ter um soldado eternamente vivo espalhando dor e pecado pelo mundo o que talvez explique as teorias de que Hitler ainda está vivo e em algum lugar da Argentina, provavelmente foi ele que convenceu o Maradona a começar a usar drogas e não parece assim um trabalho tão pesado convencer jovens saudáveis e com uma carreira pela frente a entrar no mundo das drogas em troca de vida eterna e deve-se admitir que Hitler fez mais do que matar uma pessoa e se ele conseguiu um pacto com o diabo pela vida eterna, certamente um bom padre cujo único pecado foi um mero assassinato conseguiria também.
As coisas pareciam boas, quando ele acordou de manhã jamais imaginaria que a noite estaria próximo de ter vida eterna e uma excitante nova carreira como ajudante do demônio.
A vítima morreu.
E um milésimo de segundo depois, veio o raio.
sexta-feira, novembro 17, 2006
Morte, Friedman, Rob Flemming e um coração pesado
Meu coração está pesado hoje.
Hoje foi um dia que aconteceu muitas poucas coisas e aconteceu coisas demais.
É o karma imagino.
Eu faço um ato maligno no dia passado e o dia presente representa a total destruição da minha vida e o fim de muitas coisas.
Odeio quando eu tenho contato com qualquer obra de ficção e fica impossível distinguir se sou eu ou o livro falando, mas o Rob do Alta Fidelidade ficou tão chocado quando o pai da Laura morreu e percebeu que tem um enorme medo da morte e que todas as coisas que ele fazia era por medo da morte. Que ele se afastava das pessoas porque tinha medo de perder elas.
E isso é lógico, até, eu estou em uma fase que me pergunto porque criar coisas novas se vou simplesmente ficar com algum medo horrível delas e fugir de qualquer forma.
Quando eu vi que o Friedman morreu, eu senti algo muito próximo do que quando Syd Barrett morreu. (a diferença é que o Syd teve uma influência muito maior na minha vida)
Primeiro eu senti tristeza e pensei em todas as coisas que ele já disse e que ele jamais dirá.
Quem vai defender o livre mercado e o lucro das empresas com tanto entusiasmo quanto ele? Dificil dizer...
Depois eu senti inveja.
Mais inveja do que senti com o Syd. Eu quis ser o Syd quando ele estava vivo, eu quero ser o Friedman agora que ele morreu.
Ele passou por tanta coisa, fez tanta coisa, a biografia do homem é quase inacreditável, ele ganhou um Nobel, mas, não foi só isso, ele lutou pela liberdade. Ele lutou apaixonadamente pela liberdade! E ele lutou como um verdadeiro liberal! Ele usou da razão! Da lógica! Das palavras! E ele queria ganhar nossas mentes e não nosso coração! E isso exige bravura! Isso exige um tipo de honra que eu não sei se teria! Quem escolhe, de forma tão orgulhosa, a razão hoje em dia? Em uma época em que trogloditas se degladeiam nas colunas dos jornais sobre quem é o maior ignorante e quem consegue formular o clichê mais besta, Milton Friedman foi um... um... porra, o cara foi um economista!!! Ele jamais tentou nos ganhar apenas com a bondade de seus ideais! Ele nos mostrou que estamos certos! Ele nos provou!
Nós somos pessoas boas e nós somos pessoas certas, será que todo ato de bondade tem que envolver um sacrificio ou algum dilema horrível?
Será que eu vou conseguir ser tão grande assim?
Quanto Milton Friedman?
Eu duvido! Demais!
Mas eu queria... sei lá... eu queria já ter passado por isso tudo.
Eu não quero ter esse tipo de preocupação, eu não quero estar escrevendo meu blog, eu quero estar escrevendo minha auto-biografia.
Eu queria estar velho e cansado (ao invés de simplesmente cansado) escrevendo sobre como foi dificil meu começo de 21 anos e que eu não imaginava como as coisas iam dar certo e então eu me lembraria da minha esposa morta e como eu conheci ela com aqueles 21 anos e o quão improvável era que o amor da minha vida estivesse tão perto.
E eu sou uma pessoa ruim.
Eu não posso sair daqui.
Eu sou uma pessoa ruim.
Eu sou uma pessoa ruim.
Eu não quero mais ser.
Meu coração pesa tanto.
Eu me recuso a acreditar que sou a única pessoa ruim do mundo.
Será que os outros sofrem como eu? Se sentem tão pesados.
Eu sou uma pessoa ruim e eu não aguento mais isso.
As pessoas geralmente são atéias, mas é dificil compreender o quão gigante é isso. Não há um deus pra tirar o peso do meu coração. Eu não posso entrar em uma igreja amanhã e direi "vai, vou tentar isso", eu não posso tentar isso, seria como, sei lá, ir num forró pra tentar gostar daquele ambiente.
Eu odeio me sentir solitário porque traz consigo tudo aquilo que falam mal dos individualistas, como nossa vida é vazia e whatever.
Putos do caralho, vão xingar a porra do Sartre pela vida vazia dele! Coletivistas do caralho podem ter suas vidas vazias, podem ser solitários, aí dizem que é porque eles estão oprimidos pela ganância dos homens, quando individualista são solitários, é porque somos individualistas, putos do caralho, não me deixam nem ser triste mais sem me julgar.
São os crentes dizendo que eu sou triste porque não acredito em Deus (o que é verdade), são os comunistas dizendo que eu sou triste porque defendo o capitalismo (o que é verdade), são as pessoas sociaveis e amigaveis e felizes dizendo que eu sou triste porque sou anti-social (o que é verdade) e são os fúteis comedores de mulheres dizendo que eu sou triste por achar que essas fêmeas idiotas querem algo mais que um pau no meio das pernas e por exigir mais delas do que sexo e uma carinha de boba-alegre (o que é mentira, eu exijo bem menos que isso, eu me apaixono por uma caminhada na paulista se você quiser, só me deixe ter minha porra de esperança vazia e inutil de que você vai estar segurando minha mão quando eu estiver morrendo!!!!)
Eu não aguento mais viver minha vida, eu quero pedir desculpas, mas não me sinto digno nem pra isso.
Eu sinto que preciso de uma autorização pra pedir desculpas e que eu não tenho.
Eu me pergunto se todos ficam tristes, mas se eu sou o único retardado o suficiente para manter um blog por tanto tempo...
Ou se eu simplesmente não leio os outros blogs...
Talvez eu não queira descobrir que existe mais gente que nem eu por aí...
Sempre dizem que meu charme é que eu sou diferente, mas... charme? Eu atraio alguém ao não sorrir? Ao falar besteiras que só eu me importo? Ao ficar querendo pegar na mão das pessoas? Isso não é um charme, meus queridos, isso é uma maldição.
Jamais façam isso...
Eu quero ter um filho pra ele não ser que nem eu.
Eu não posso ter um filho, porque eu seria um daqueles pais fracassados que cobrariam dele um trilhão de coisas porque eu próprio não consegui fazê-las.
É isso, olha, que se danem os crentes e os comunistas.
Deus morreu, Jesus também e não foi por mim. Eu morro pelos meus pecados, muito obrigado, não precisa tirar o peso do meu coração seu velho safado, eu carrego ele como uma medalha de honra se isso significa que eu sou livre dos seus tentaculos, seu puto!
E quanto às pessoas felizes, vocês que se fodam, a minha vida tem uma trilha sonora melhor que a sua, mesmo que você ouça exatamente a mesma música que eu, que se foda, músicas pra você são meras coisas, mas elas foram feitas pra mim! Engulam essa seus putos, música não foi feita por gente feliz e nem pra gente feliz, é uma brincadeirinha nossa e não, eu não deixo você entrar no nosso circulo, agora vai passear!
E para os machistas e machões...
Bom, eu não tenho o que dizer pra vocês, vocês venceram, as melhores ficam com vocês, vocês são o sonho das fúteis que só querem exibir pras amigas, das intelectuais que querem um homem-objeto pra se fingirem revoltadas do século XIX, das sensiveis que gostam de ser maltratadas.
Enfim, machistas, machões e todas aquelas coisas que dizem na TV pra você não ser é o sonho das mulheres.
Vocês venceram... por enquanto pelo menos.
Hoje foi um dia que aconteceu muitas poucas coisas e aconteceu coisas demais.
É o karma imagino.
Eu faço um ato maligno no dia passado e o dia presente representa a total destruição da minha vida e o fim de muitas coisas.
Odeio quando eu tenho contato com qualquer obra de ficção e fica impossível distinguir se sou eu ou o livro falando, mas o Rob do Alta Fidelidade ficou tão chocado quando o pai da Laura morreu e percebeu que tem um enorme medo da morte e que todas as coisas que ele fazia era por medo da morte. Que ele se afastava das pessoas porque tinha medo de perder elas.
E isso é lógico, até, eu estou em uma fase que me pergunto porque criar coisas novas se vou simplesmente ficar com algum medo horrível delas e fugir de qualquer forma.
Quando eu vi que o Friedman morreu, eu senti algo muito próximo do que quando Syd Barrett morreu. (a diferença é que o Syd teve uma influência muito maior na minha vida)
Primeiro eu senti tristeza e pensei em todas as coisas que ele já disse e que ele jamais dirá.
Quem vai defender o livre mercado e o lucro das empresas com tanto entusiasmo quanto ele? Dificil dizer...
Depois eu senti inveja.
Mais inveja do que senti com o Syd. Eu quis ser o Syd quando ele estava vivo, eu quero ser o Friedman agora que ele morreu.
Ele passou por tanta coisa, fez tanta coisa, a biografia do homem é quase inacreditável, ele ganhou um Nobel, mas, não foi só isso, ele lutou pela liberdade. Ele lutou apaixonadamente pela liberdade! E ele lutou como um verdadeiro liberal! Ele usou da razão! Da lógica! Das palavras! E ele queria ganhar nossas mentes e não nosso coração! E isso exige bravura! Isso exige um tipo de honra que eu não sei se teria! Quem escolhe, de forma tão orgulhosa, a razão hoje em dia? Em uma época em que trogloditas se degladeiam nas colunas dos jornais sobre quem é o maior ignorante e quem consegue formular o clichê mais besta, Milton Friedman foi um... um... porra, o cara foi um economista!!! Ele jamais tentou nos ganhar apenas com a bondade de seus ideais! Ele nos mostrou que estamos certos! Ele nos provou!
Nós somos pessoas boas e nós somos pessoas certas, será que todo ato de bondade tem que envolver um sacrificio ou algum dilema horrível?
Será que eu vou conseguir ser tão grande assim?
Quanto Milton Friedman?
Eu duvido! Demais!
Mas eu queria... sei lá... eu queria já ter passado por isso tudo.
Eu não quero ter esse tipo de preocupação, eu não quero estar escrevendo meu blog, eu quero estar escrevendo minha auto-biografia.
Eu queria estar velho e cansado (ao invés de simplesmente cansado) escrevendo sobre como foi dificil meu começo de 21 anos e que eu não imaginava como as coisas iam dar certo e então eu me lembraria da minha esposa morta e como eu conheci ela com aqueles 21 anos e o quão improvável era que o amor da minha vida estivesse tão perto.
E eu sou uma pessoa ruim.
Eu não posso sair daqui.
Eu sou uma pessoa ruim.
Eu sou uma pessoa ruim.
Eu não quero mais ser.
Meu coração pesa tanto.
Eu me recuso a acreditar que sou a única pessoa ruim do mundo.
Será que os outros sofrem como eu? Se sentem tão pesados.
Eu sou uma pessoa ruim e eu não aguento mais isso.
As pessoas geralmente são atéias, mas é dificil compreender o quão gigante é isso. Não há um deus pra tirar o peso do meu coração. Eu não posso entrar em uma igreja amanhã e direi "vai, vou tentar isso", eu não posso tentar isso, seria como, sei lá, ir num forró pra tentar gostar daquele ambiente.
Eu odeio me sentir solitário porque traz consigo tudo aquilo que falam mal dos individualistas, como nossa vida é vazia e whatever.
Putos do caralho, vão xingar a porra do Sartre pela vida vazia dele! Coletivistas do caralho podem ter suas vidas vazias, podem ser solitários, aí dizem que é porque eles estão oprimidos pela ganância dos homens, quando individualista são solitários, é porque somos individualistas, putos do caralho, não me deixam nem ser triste mais sem me julgar.
São os crentes dizendo que eu sou triste porque não acredito em Deus (o que é verdade), são os comunistas dizendo que eu sou triste porque defendo o capitalismo (o que é verdade), são as pessoas sociaveis e amigaveis e felizes dizendo que eu sou triste porque sou anti-social (o que é verdade) e são os fúteis comedores de mulheres dizendo que eu sou triste por achar que essas fêmeas idiotas querem algo mais que um pau no meio das pernas e por exigir mais delas do que sexo e uma carinha de boba-alegre (o que é mentira, eu exijo bem menos que isso, eu me apaixono por uma caminhada na paulista se você quiser, só me deixe ter minha porra de esperança vazia e inutil de que você vai estar segurando minha mão quando eu estiver morrendo!!!!)
Eu não aguento mais viver minha vida, eu quero pedir desculpas, mas não me sinto digno nem pra isso.
Eu sinto que preciso de uma autorização pra pedir desculpas e que eu não tenho.
Eu me pergunto se todos ficam tristes, mas se eu sou o único retardado o suficiente para manter um blog por tanto tempo...
Ou se eu simplesmente não leio os outros blogs...
Talvez eu não queira descobrir que existe mais gente que nem eu por aí...
Sempre dizem que meu charme é que eu sou diferente, mas... charme? Eu atraio alguém ao não sorrir? Ao falar besteiras que só eu me importo? Ao ficar querendo pegar na mão das pessoas? Isso não é um charme, meus queridos, isso é uma maldição.
Jamais façam isso...
Eu quero ter um filho pra ele não ser que nem eu.
Eu não posso ter um filho, porque eu seria um daqueles pais fracassados que cobrariam dele um trilhão de coisas porque eu próprio não consegui fazê-las.
É isso, olha, que se danem os crentes e os comunistas.
Deus morreu, Jesus também e não foi por mim. Eu morro pelos meus pecados, muito obrigado, não precisa tirar o peso do meu coração seu velho safado, eu carrego ele como uma medalha de honra se isso significa que eu sou livre dos seus tentaculos, seu puto!
E quanto às pessoas felizes, vocês que se fodam, a minha vida tem uma trilha sonora melhor que a sua, mesmo que você ouça exatamente a mesma música que eu, que se foda, músicas pra você são meras coisas, mas elas foram feitas pra mim! Engulam essa seus putos, música não foi feita por gente feliz e nem pra gente feliz, é uma brincadeirinha nossa e não, eu não deixo você entrar no nosso circulo, agora vai passear!
E para os machistas e machões...
Bom, eu não tenho o que dizer pra vocês, vocês venceram, as melhores ficam com vocês, vocês são o sonho das fúteis que só querem exibir pras amigas, das intelectuais que querem um homem-objeto pra se fingirem revoltadas do século XIX, das sensiveis que gostam de ser maltratadas.
Enfim, machistas, machões e todas aquelas coisas que dizem na TV pra você não ser é o sonho das mulheres.
Vocês venceram... por enquanto pelo menos.
terça-feira, novembro 07, 2006
Porque eu quero criar um site sobre cultura pop
Não é só por um estado de descontentamento com o estado dos atuais portais sobre o assunto.
É mais para ter um lugar onde as pessoas possam falar sobre suas formas de arte favoritas de uma forma sincera e inteligente.
Existem alguns sites até que bons por aí, mas todos tem as suas particularidades que geralmente se traduzem mais em defeitos particulares do que qualidades.
É também uma postura particular sobre o que significa essa coisa toda.
Basicamente os sites se dividem entre pessoas tentando ser intelectuais, pessoas tentando ser cool e pessoas tentando ser rebeldes.
Vez ou outra elas até são sinceramente intelectuais, cool e rebeldes, mas é dificil e nunca ao mesmo tempo.
-
A questão é que falar sobre arte, de maneira sincera e inteligente, sem firulas desnecessárias, mas com uma certa poesia inerente àquilo que tanto amamos, é díficil e é algo que simplesmente não existe hoje.
Existem aqueles que são "analistas" da "cena cultural". Eles simplesmente dizem o que se passa, fazem algum comentários sociológico, comparam movimento atuais a movimentos passados e, enfim, é um trabalho meio bobo, age mais como uma fofoca intelectual dos movimentos artisticos do que uma tentativa de capturar o que eles realmente significam, geralmente é o tipo de gente que escreve pra Bravo ou pro Scream and Yell. Vivem falando a relevância cultural das obras, o quanto elas despertam consciência, o quanto antes era assim e hoje é assado e isso é muito bonitinho, mas sinceramente, quando eu escuto Blowin´ in the wind, eu nem lembrei que o Bob Dylan cantou isso na marcha de Washinton, é uma música linda, que fala sobre coisas lindas, vendo desse lado fica até fácil concordar com Kant quando ele diz que para analisar uma obra de arte você deve agir como se ela "não existisse", ou seja, tirar dela seu contexto histórico, social, etc.
Eu não iria assim tão longe, pois eu não consigo ver uma obra como algo senão uma parte da subjetividade do artista e o contexto histórico e social faz parte dessa subjetividade com certeza.
Mas convenhamos, estamos tratando poesia como se fosse livros de sociologia. Não é a mesma coisa, eu me recuso que seja, um livro de sociologia jamais me destruiria tanto por dentro, jamais bagunçaria minha vida da forma que Blowin´ in the wind fez. Existe algo de muito errado nesses intelectuais da arte.
Existem aqueles que são os espertinhos, os que simplesmente escrevem sem conteúdo nenhum apenas para dizer que conhecem tal coisa. O exemplo mais claro disso, lógicamente, é o Lúcio Ribeiro.
Por incrivel que pareça, eu vejo às vezes mais conteúdo nos textos do Lúcio Ribeiro do que nos do Scream and Yell, mas não muda o fato que são textinhos fúteis e bobos de um sujeito deslumbrado em um universo que participa diretamente, mas que não faz idéia do que signifique.
Existe nos textos dele uma certa sinceridade que dá um valor ao texto, ele é de certa forma muito mais parecido com os adolescentes que compõem o grande público do que eu jamais serei e, sendo assim, ele, de certa forma, entende muito mais essa coisa toda do que eu jamais entenderei, mas eu não estou querendo escrever para adolescentes bobos e deslumbrados pelas luzes de neon de um mundo onde homens bons morrem como cães.
Não não, eu acho muito cômodo (e até bem divertido) simplesmente participar da cena cultural sem pensar nela, deixando-se ofuscar por qualquer luzinha de pisca-pisca como se fosse uma supernova.
Achei ótimo um texto do Lúcio em que ele fala sobre uma tal onda gótica/glam em Paris e que até Paris Hilton e Kelly Osbourne andariam pelas ruas com as unhas pretas. Ele falou como um autêntico moleque deslumbrado, o que é ótimo, pois ele é um profissional e o público dele só quer saber o quão cool é esse mundo, sem sequer pensar o que significam as unhas pretas de Paris Hilton.
Mas eu me recuso a não pensar sobre aquilo que me deslumbra, a não entender porque isso tudo faz tão bem. Existe algo de muito errado em ficar cego olhando para o sol sem sequer perceber suas manchas.
Existem aqueles que são os rebeldes, intelectuais muitas vezes tentam ser rebeldes (geralmente sem sucesso, pois, como disse Nietzsche, "não é com fundamentos que se conquista esses barris de pólvora"), a questão dos rebeldes é que as coisas mais irrelevantes possíveis se tratando de arte são o foco máximo de suas atenções. Então não importa se a música é boa ou ruim, importa se existe "atitude", não importa se a poesia é tosca, importa que ela traga revolta, o lado bom dos rebeldes é, que dos citados até então, eles são os únicos que dão algum valor aos sentimentos, mas mesmo assim são sentimentos específicos à sua causa em questão, causa essa geralmente escolhida de forma preguiçosa por meio de osmose.
Eles vêem pessoas bravas xingando alguma coisa e ele xinga também, afinal, se estão todos assim tão putos é porque deve ter algum motivo!
Os rebeldes, como já dito, não se importam com arte, é um mero meio para algum fim, se é nobre ou não é irrelevante. Se é socialismo, liberalismo ou nazismo, é irrelevante. O que importa não é a arte, mas sim a "atitude" dos artistas e o seu compromisso com os ideais em questão.
Aliás, a enorme diferença do Bob Dylan pro resto do pessoal folk foi exatamente esse. Enquanto o pessoal estava neurótico em fazer panfletagem, o Bob Dylan estava sinceramente cantando seus sentimentos.
Então o rebelde faz uma música falando dos males da intolerância racial com ironia, sarcasmo, ódio, até mesmo inteligência, mas ele jamais atinge um sentimento tão profundo e honesto quanto "how many roads must a man walk down before you can call him a man".
Não que os rebeldes não sejam sinceramente preocupados com seus movimentos sociais e devem estar mesmo, dificilmente suas preocupações são ilegitimas, mas eu me recuso a reduzir a estética a uma mera escrava de alguma opinião ou raciocinio, dando valor muito maior a questões praticamnte irrelevantes (ele assina contrato com gravadora? Faz sucesso? É pobre?) do que à arte em si. Existe algo de muito errado em fazer da arte mero pavil de uma dinamite que sequer se tem consciência do que exatamente irá destruir na sua explosão.
E é por considerar que os sites e escritores atuais estão confortáveis demais em alguma dessas categorias que eu estou propondo algo diferente.
É mais para ter um lugar onde as pessoas possam falar sobre suas formas de arte favoritas de uma forma sincera e inteligente.
Existem alguns sites até que bons por aí, mas todos tem as suas particularidades que geralmente se traduzem mais em defeitos particulares do que qualidades.
É também uma postura particular sobre o que significa essa coisa toda.
Basicamente os sites se dividem entre pessoas tentando ser intelectuais, pessoas tentando ser cool e pessoas tentando ser rebeldes.
Vez ou outra elas até são sinceramente intelectuais, cool e rebeldes, mas é dificil e nunca ao mesmo tempo.
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A questão é que falar sobre arte, de maneira sincera e inteligente, sem firulas desnecessárias, mas com uma certa poesia inerente àquilo que tanto amamos, é díficil e é algo que simplesmente não existe hoje.
Existem aqueles que são "analistas" da "cena cultural". Eles simplesmente dizem o que se passa, fazem algum comentários sociológico, comparam movimento atuais a movimentos passados e, enfim, é um trabalho meio bobo, age mais como uma fofoca intelectual dos movimentos artisticos do que uma tentativa de capturar o que eles realmente significam, geralmente é o tipo de gente que escreve pra Bravo ou pro Scream and Yell. Vivem falando a relevância cultural das obras, o quanto elas despertam consciência, o quanto antes era assim e hoje é assado e isso é muito bonitinho, mas sinceramente, quando eu escuto Blowin´ in the wind, eu nem lembrei que o Bob Dylan cantou isso na marcha de Washinton, é uma música linda, que fala sobre coisas lindas, vendo desse lado fica até fácil concordar com Kant quando ele diz que para analisar uma obra de arte você deve agir como se ela "não existisse", ou seja, tirar dela seu contexto histórico, social, etc.
Eu não iria assim tão longe, pois eu não consigo ver uma obra como algo senão uma parte da subjetividade do artista e o contexto histórico e social faz parte dessa subjetividade com certeza.
Mas convenhamos, estamos tratando poesia como se fosse livros de sociologia. Não é a mesma coisa, eu me recuso que seja, um livro de sociologia jamais me destruiria tanto por dentro, jamais bagunçaria minha vida da forma que Blowin´ in the wind fez. Existe algo de muito errado nesses intelectuais da arte.
Existem aqueles que são os espertinhos, os que simplesmente escrevem sem conteúdo nenhum apenas para dizer que conhecem tal coisa. O exemplo mais claro disso, lógicamente, é o Lúcio Ribeiro.
Por incrivel que pareça, eu vejo às vezes mais conteúdo nos textos do Lúcio Ribeiro do que nos do Scream and Yell, mas não muda o fato que são textinhos fúteis e bobos de um sujeito deslumbrado em um universo que participa diretamente, mas que não faz idéia do que signifique.
Existe nos textos dele uma certa sinceridade que dá um valor ao texto, ele é de certa forma muito mais parecido com os adolescentes que compõem o grande público do que eu jamais serei e, sendo assim, ele, de certa forma, entende muito mais essa coisa toda do que eu jamais entenderei, mas eu não estou querendo escrever para adolescentes bobos e deslumbrados pelas luzes de neon de um mundo onde homens bons morrem como cães.
Não não, eu acho muito cômodo (e até bem divertido) simplesmente participar da cena cultural sem pensar nela, deixando-se ofuscar por qualquer luzinha de pisca-pisca como se fosse uma supernova.
Achei ótimo um texto do Lúcio em que ele fala sobre uma tal onda gótica/glam em Paris e que até Paris Hilton e Kelly Osbourne andariam pelas ruas com as unhas pretas. Ele falou como um autêntico moleque deslumbrado, o que é ótimo, pois ele é um profissional e o público dele só quer saber o quão cool é esse mundo, sem sequer pensar o que significam as unhas pretas de Paris Hilton.
Mas eu me recuso a não pensar sobre aquilo que me deslumbra, a não entender porque isso tudo faz tão bem. Existe algo de muito errado em ficar cego olhando para o sol sem sequer perceber suas manchas.
Existem aqueles que são os rebeldes, intelectuais muitas vezes tentam ser rebeldes (geralmente sem sucesso, pois, como disse Nietzsche, "não é com fundamentos que se conquista esses barris de pólvora"), a questão dos rebeldes é que as coisas mais irrelevantes possíveis se tratando de arte são o foco máximo de suas atenções. Então não importa se a música é boa ou ruim, importa se existe "atitude", não importa se a poesia é tosca, importa que ela traga revolta, o lado bom dos rebeldes é, que dos citados até então, eles são os únicos que dão algum valor aos sentimentos, mas mesmo assim são sentimentos específicos à sua causa em questão, causa essa geralmente escolhida de forma preguiçosa por meio de osmose.
Eles vêem pessoas bravas xingando alguma coisa e ele xinga também, afinal, se estão todos assim tão putos é porque deve ter algum motivo!
Os rebeldes, como já dito, não se importam com arte, é um mero meio para algum fim, se é nobre ou não é irrelevante. Se é socialismo, liberalismo ou nazismo, é irrelevante. O que importa não é a arte, mas sim a "atitude" dos artistas e o seu compromisso com os ideais em questão.
Aliás, a enorme diferença do Bob Dylan pro resto do pessoal folk foi exatamente esse. Enquanto o pessoal estava neurótico em fazer panfletagem, o Bob Dylan estava sinceramente cantando seus sentimentos.
Então o rebelde faz uma música falando dos males da intolerância racial com ironia, sarcasmo, ódio, até mesmo inteligência, mas ele jamais atinge um sentimento tão profundo e honesto quanto "how many roads must a man walk down before you can call him a man".
Não que os rebeldes não sejam sinceramente preocupados com seus movimentos sociais e devem estar mesmo, dificilmente suas preocupações são ilegitimas, mas eu me recuso a reduzir a estética a uma mera escrava de alguma opinião ou raciocinio, dando valor muito maior a questões praticamnte irrelevantes (ele assina contrato com gravadora? Faz sucesso? É pobre?) do que à arte em si. Existe algo de muito errado em fazer da arte mero pavil de uma dinamite que sequer se tem consciência do que exatamente irá destruir na sua explosão.
E é por considerar que os sites e escritores atuais estão confortáveis demais em alguma dessas categorias que eu estou propondo algo diferente.
segunda-feira, novembro 06, 2006
Aiai, vamos nós de novo
Ok, eu voltei a frequentar o Orkut, voltei a discutir política lá e voltei a encontrar coisas bobinhas sendo ditas.
Então vamos lá, voltando ao básico, coisa e tal...
Uma idéia estúpida que teve bastante influência nessa eleição é de que um lugar é pobre porque o outro é rico.
Daí você pode traçar os paralelos mais estúpidos.
O nordeste é pobre porque o sul é rico.
O Brasil é pobre porque os EUA são ricos.
A África é pobre porque os EUA são ricos. (????!!!!!!!)
-
Houve uma época na humanidade em que países de fato exploravam os outros.
Eles pegavam seus barquinhos, viajavam a terras distantes, brutalmente assassinavam os nativos com requintes de crueldade enquanto os chamavam de "bárbaros" e tentavam enfiar a machadadas sua doente religião na cabeça deles.
Aí eles iam matando, pegando coisas, colocando nos barquinhos e colocando de volta.
A maioria dos países que são atualmente de primeiro mundo fizeram isso mais cedo ou mais tarde.
Teve um que não fez.
Isso mesmo amiguinhos e amiguinhas.
Os Estados Unidos.
O grande satã.
Bla bla bla
Os EUA tem sim seus muitos motivos extra-mercado para estarem ricos.
Eles financiavam ditaduras por aqui, depois emprestavam a grana e viviam de renda.
Mas claro, que isso por si só não faria os EUA serem assim tão ricos como são hoje, afinal, eles produzem muita coisa, tem um mercado interno muito grande.
Hoje não funciona assim, mas lá pelos anos 60, se o mundo quebrasse (e o mundo quebrou na segunda guerra mundial) os EUA não sofreriam tanto (e de fato, não sofreram tanto, o mundo inteiro em guerra, os EUA entraram na guerra e ainda tiveram dinheiro pra emprestar até pra Deus, que montou uma casinha lá no céu, mas que desabou porque tudo que é solido se desmancha no ar nessas outras dimensões esquisitas que não são o universo no qual vivemos, dizem que até hoje Deus deve uma grana aos EUA), estranho pensar que um país que cresceu graças a "exploração" pode viver numa boa se os explorados fizessem "puf" de repente.
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Vamos ao exemplo mais estúpido.
A África!
Se alguém algum dia montar uma teoria da conspiração dizendo que a África é uma farsa, uma resposta da União Soviética a farsa do pouso na lua, criada só para desmoralizar o capitalismo, eu até acreditaria... se a África fosse um bom exemplo de capitalismo.
Se não existisse a África, talvez não existisse socialismo nos dias de hoje, porque todo dia que você precisa de uma fotinho pra dizer o quanto o capitalismo é horrível, você mostra as criancinhas da África, mas de novo... se a África fosse um bom exemplo de capitalismo.
-
Sobre a África, dizem "existe muito dinheiro no mundo, mas ele não chega na África", isso é muito verdade, mas ele não chega porque nós malvados ocidentais que amamos a miséria não deixamos ou porque os problemas internos da África (que nada tem a ver com o capitalismo, que, se algum coisa, são uma herança cruel do mercantilismo que os liberais tanto combateram) não deixam?
Um problema grande da África são guerras civis.
Outro problema grande da África são seus governos, na sua grande maioria, centralizadores e ditadores, muito parecidos com os de Cuba, que são o motivo dessas guerras civis.
Dizer que a África tem guerras porque ocidentais malvados vendem armas é outra baboseira. Pessoal estaria se matando a machadadas se pudssem e, de fato, estão.
Então, onde exatamente estão os porcos capitalistas explorando essa pobre gente?
Em lugar nenhum, claro.
Como um porco capitalista explora uma região?
Ele vai pra lá e monta fábricas aproveitando a mão de obra barata.
Ele vai pra lá e contrata pessoas para extrair as riquezas naturais.
Ele vai pra lá e FAZ ALGUMA COISA!
Mas eles não estão indo pra lá!
Eles não estão fazendo nada!
Se alguma coisa, uma meia dúzia de palhaços está vendendo armas velhas.
Porque eles não fazem? Primeiro porque as guerras são um custo muito caro.
Garanto que existem um monte de porcos capitalistas só esperando que as horríveis guerras civis africanas acabem para ir lá e explorar aquele povo fazendo a crueldade de dar-lhes empregos e salários (monstros)
Segundo porque os governos não deixam. De novo, muitos governos africanos tem economias altamente centralizadas e estatizadas, governos controlando os preços e os salários, nesses lugares, muito parecidos com a China, realmente existe exploração, pois o governo centralizador mantém artificialemente os salários embaixo, impedindo os trabalhadores de se organizarem e reinvidicarem por melhoras.
E onde nesse processo existe os europeus ficando multi-mega-bilhonários a custa da fome?
Oras, vamos ao nordeste brasileiro, há pouquissimo tempo atrás a expressão "industria da seca" aparecia uma vez a cada 3 segundos e 57 centésimos no jornal.
Estranhamente, quando o PT ganhou popularidade no Nordeste, de repente não se fala mais nisso.
A industria da seca funciona como o FMI, mas numa escala nacional.
Os pobres dos estados ricos mandam dinheiro para os ricos dos estados pobres, sempre com a desculpa que "por sermos pobres precisamos de mais".
Tal como ocorre na África, o dinheiro nunca chega ao povo, sempre para no governo que sempre dá o seu jeitinho para que a população jamais seja explorada pelos porcos capitalistas que querem lhes dar comida em troca de trabalho (monstros).
Qual a solução dos humanistas? Ora, alimentar ainda mais tais governos corruptos.
-
Então esse texto foi só um ensaio de um assunto batido e óbvio.
*aiai*
É capaz de eu voltar a escrever sobre política.
Que saco.
-
Na verdade, eu pretendo ler mais do que escrever nessas férias.
Mas enfim, né?
Então vamos lá, voltando ao básico, coisa e tal...
Uma idéia estúpida que teve bastante influência nessa eleição é de que um lugar é pobre porque o outro é rico.
Daí você pode traçar os paralelos mais estúpidos.
O nordeste é pobre porque o sul é rico.
O Brasil é pobre porque os EUA são ricos.
A África é pobre porque os EUA são ricos. (????!!!!!!!)
-
Houve uma época na humanidade em que países de fato exploravam os outros.
Eles pegavam seus barquinhos, viajavam a terras distantes, brutalmente assassinavam os nativos com requintes de crueldade enquanto os chamavam de "bárbaros" e tentavam enfiar a machadadas sua doente religião na cabeça deles.
Aí eles iam matando, pegando coisas, colocando nos barquinhos e colocando de volta.
A maioria dos países que são atualmente de primeiro mundo fizeram isso mais cedo ou mais tarde.
Teve um que não fez.
Isso mesmo amiguinhos e amiguinhas.
Os Estados Unidos.
O grande satã.
Bla bla bla
Os EUA tem sim seus muitos motivos extra-mercado para estarem ricos.
Eles financiavam ditaduras por aqui, depois emprestavam a grana e viviam de renda.
Mas claro, que isso por si só não faria os EUA serem assim tão ricos como são hoje, afinal, eles produzem muita coisa, tem um mercado interno muito grande.
Hoje não funciona assim, mas lá pelos anos 60, se o mundo quebrasse (e o mundo quebrou na segunda guerra mundial) os EUA não sofreriam tanto (e de fato, não sofreram tanto, o mundo inteiro em guerra, os EUA entraram na guerra e ainda tiveram dinheiro pra emprestar até pra Deus, que montou uma casinha lá no céu, mas que desabou porque tudo que é solido se desmancha no ar nessas outras dimensões esquisitas que não são o universo no qual vivemos, dizem que até hoje Deus deve uma grana aos EUA), estranho pensar que um país que cresceu graças a "exploração" pode viver numa boa se os explorados fizessem "puf" de repente.
-
Vamos ao exemplo mais estúpido.
A África!
Se alguém algum dia montar uma teoria da conspiração dizendo que a África é uma farsa, uma resposta da União Soviética a farsa do pouso na lua, criada só para desmoralizar o capitalismo, eu até acreditaria... se a África fosse um bom exemplo de capitalismo.
Se não existisse a África, talvez não existisse socialismo nos dias de hoje, porque todo dia que você precisa de uma fotinho pra dizer o quanto o capitalismo é horrível, você mostra as criancinhas da África, mas de novo... se a África fosse um bom exemplo de capitalismo.
-
Sobre a África, dizem "existe muito dinheiro no mundo, mas ele não chega na África", isso é muito verdade, mas ele não chega porque nós malvados ocidentais que amamos a miséria não deixamos ou porque os problemas internos da África (que nada tem a ver com o capitalismo, que, se algum coisa, são uma herança cruel do mercantilismo que os liberais tanto combateram) não deixam?
Um problema grande da África são guerras civis.
Outro problema grande da África são seus governos, na sua grande maioria, centralizadores e ditadores, muito parecidos com os de Cuba, que são o motivo dessas guerras civis.
Dizer que a África tem guerras porque ocidentais malvados vendem armas é outra baboseira. Pessoal estaria se matando a machadadas se pudssem e, de fato, estão.
Então, onde exatamente estão os porcos capitalistas explorando essa pobre gente?
Em lugar nenhum, claro.
Como um porco capitalista explora uma região?
Ele vai pra lá e monta fábricas aproveitando a mão de obra barata.
Ele vai pra lá e contrata pessoas para extrair as riquezas naturais.
Ele vai pra lá e FAZ ALGUMA COISA!
Mas eles não estão indo pra lá!
Eles não estão fazendo nada!
Se alguma coisa, uma meia dúzia de palhaços está vendendo armas velhas.
Porque eles não fazem? Primeiro porque as guerras são um custo muito caro.
Garanto que existem um monte de porcos capitalistas só esperando que as horríveis guerras civis africanas acabem para ir lá e explorar aquele povo fazendo a crueldade de dar-lhes empregos e salários (monstros)
Segundo porque os governos não deixam. De novo, muitos governos africanos tem economias altamente centralizadas e estatizadas, governos controlando os preços e os salários, nesses lugares, muito parecidos com a China, realmente existe exploração, pois o governo centralizador mantém artificialemente os salários embaixo, impedindo os trabalhadores de se organizarem e reinvidicarem por melhoras.
E onde nesse processo existe os europeus ficando multi-mega-bilhonários a custa da fome?
Oras, vamos ao nordeste brasileiro, há pouquissimo tempo atrás a expressão "industria da seca" aparecia uma vez a cada 3 segundos e 57 centésimos no jornal.
Estranhamente, quando o PT ganhou popularidade no Nordeste, de repente não se fala mais nisso.
A industria da seca funciona como o FMI, mas numa escala nacional.
Os pobres dos estados ricos mandam dinheiro para os ricos dos estados pobres, sempre com a desculpa que "por sermos pobres precisamos de mais".
Tal como ocorre na África, o dinheiro nunca chega ao povo, sempre para no governo que sempre dá o seu jeitinho para que a população jamais seja explorada pelos porcos capitalistas que querem lhes dar comida em troca de trabalho (monstros).
Qual a solução dos humanistas? Ora, alimentar ainda mais tais governos corruptos.
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Então esse texto foi só um ensaio de um assunto batido e óbvio.
*aiai*
É capaz de eu voltar a escrever sobre política.
Que saco.
-
Na verdade, eu pretendo ler mais do que escrever nessas férias.
Mas enfim, né?
terça-feira, outubro 31, 2006
Stuff
Toda vez que se fala em modernidade ou pós-modernidade, as relações mais óbvias que fazem é com movimento e niilismo.
Sobre como é a era do tudo o tempo todo e como esse "tudo" é ao mesmo tempo "nada" e sobre como todo mundo está tão perdido.
Pra começar, eu acho que existe uma romantização muito grande em relação ao passado, como se eles, por algum motivo, fossem menos perdidos que nós.
Bom, sinceramente acredito que não eram, eles só não tinham blogs e eram mais recalcados, quando você vive, pela primeira vez na história da humanidade, em uma sociedade que de fato fala sobre seus sentimentos, então isso cria um "buzz" muito maior em cima de sentimentos também ruins.
Se as pessoas estão se expressando, é de se esperar que elas não se expressem apenas sobre coisas lindas e maravilhosas, mas sobre como também se sentem perdidas.
-
Quanto a de fato estarem perdidas.
De novo, eu tenho dificuldades em aceitar que a humanidade, em qualquer época, "se encontrou", se os bons e velhos tempos fossem bons, eles não teriam se tornado velhos.
Passar a vida buscando deus sem saber o porque dessa busca é tão perdido e sem nexo quanto passar a vida buscando dinheiro.
O problema das pessoas é que elas agem sempre como se fossem empurradas, não que o ambiente determine o individuo, mas sim que ele o individuo permite ser determinado muitas vezes.
Eu posso estar sendo ingênuo aqui, mas acredito sinceramente que a vida de uma pessoa pós-moderna de cidade grande apresenta, pelo menos algumas poucas vezes, oportunidade de sair da "determinação do ambiente", mas é de se questionar tanto quantas vezes vale a pena buscar essa oportunidade quanto quantas vezes é desejavel buscar essa oportunidade.
Então as pessoas vez ou outra aceitam mudanças, mas ela é feita em algum nível individual demais, então eu acredito que as pessoas estejam perdidas, mas tenho dificuldade em vê-las como niilistas, a questão é que nossa "época" não tem um espírito, mas as pessoas têm sim, só não é o mesmo das outras, só não é algo uniforme ou universal demais para se dizer "qualé a dessa geração", então o impulso coletivista de análise da sociedade diz que essa foi uma "geração perdida" como se a busca de um individuo pelo seu sonho seja um desperdicio, como se cada pessoa buscando ser feliz fosse um soldado perdido em algum movimento social qualquer.
Sempre considerei o mero gesto de não interferir na vida de uma pessoa que nada interfere na sua um dos mais belos atos de generosidade de um homem para com o outro, mas quando você tem algum objetivo em mente e vê na opressão do próximo uma oportunidade para realiza-lo, fica dificil realizar tal ato de generosidade.
Então quando a pessoa se recusa a se juntar ao seu movimento político, religioso, cultural ou qualquer movimento que seja, a gente olha e diz "coitado, tão perdido" e com uma pluralidade tão sem precendentes de opiniões, surge também, de um ponto de vista particular, uma pluralidade tão sem precendentes de pessoas perdidas.
-
Eu considero perdida não uma pessoa que realiza qualquer ato que seja, mas qualquer pessoa que não consiga exatamente justificar porque realiza tal ato, seja defender a liberdade, ganhar dinheiro, sair a noite, fazer uma tatuagem, qualquer coisa.
As pessoas se sentem incomodadas ao serem questionadas sobre seus motivos, às vezes é por ser uma questão particular mesmo, às vezes é pelo emabaraço que sentem ao não conseguir se justificar e, quando não conseguem, aí sim se sentem perdidas.
Realizar qualquer ato que seja só porque ele "é bom" ou simplesmente porque "você quer" é uma resposta que é muito boa para os outros, mas ao conversar com si próprio, acho uma boa admitir o quão demasiado humano é e compreender os seus motivos particulares para fazer algo que considera "bom".
-
Não tenha vergonha de sua humanidade.
O universo é uma série de coincidências e acidentes, a sua vida é a única coisa que você tem algum pequeno controle.
Dê valor a isso.
"Autonomia" é uma palavra inseparável de quaquer discussão sobre ética ou moral. Um homem sem escolha não pode ser bom ou mal, mas aí que entra a questão. Existem homens sem escolha?
-
Eu pretendo escrever sobre música e arte em um futuro bem breve, pretendo criar um enorme salão dedicado a isso.
Mas acho que existe algo engraçado na minha vontade tão grande de me comunicar sobre arte que é a crença de que não importa sequer a sua própria opinião sobre uma determinada obra, quando a arte entra em você, tudo que existe de racional sobre ela se dissipa.
É claro que é importante aqui separar alguma arte puramente "sensível" de alguma arte que de fato atice a razão.
Mas por mais que eu reconheça a linda mensagem social de "blowin´ in the wind", quando a música entra em você... hum
-
Poesia é algo dificil de explicar e rock n roll tem mais poesia do que qualquer coisa, acho que poesia é a "uma" coisa que quebra, de vez e definitivamente, qualquer barreira que exista entre razão e sentimento.
Quem acredite (há quem acredite?) na linha que separa razão de sentimento. Como explicar que algumas mensagens são tão belas?
-
Há tanta beleza no mundo que parece impossível aguentar... mas há tão poucas pessoas belas que não há um motivo real para sair de casa se não for pra encontra-la.
-
Ah, o amor.
Cansei de tentar explica-lo.
Quero senti-lo.
Quero me enganar fingindo que ainda sou capaz disso.
-
Admiro tanto os seres humanos.
Tomara que eu volte a ser um.
-
A verdade é que em qualquer movimento cultural e até mesmo ético, a coisa que mais se admira é mediocridade.
Ninguém gosta muito de pessoas que se destacam.
Ah não ser que tal pessoa que se destaca compartilhe de algum traço mediocre seu, aí você se conforta pensando "de todas as coisas que aquela pessoa é tão incrivelmente melhor que eu, aposto que o que faz ela ser tão adorada é esse traço mediocre especifico".
-
Gosto de biografias porque elas me passam essa ilusão, de que tal pessoa ficou famosa não pelo seu imenso talento, sorte ou bondade, mas por algum detalhezinho besta que, por acaso, se parece com algum detalhezinho besta meu.
-
Queria ser bondoso, mas acho que é tarde demais pra mim.
-
Eu acho que tenho amplas oportunidades para me mostrar uma pessoa boa e algumas delas eu até aproveito, mas não me sinto bem quando as faço e é assim que eu me convenço que tenho um coração.
Se realizar atos de bondade não me fazem bem, o que eu sou senão aqueles personagens de histórias infantis que odeiam a bondade?
-
Baseio minha vida em personagens de cinema, eu só esqueço que o fim do meu filme ainda não está escrito e que atos mediocres fora de enquadramento e sem uma boa trilha sonora são simplesmente atos mediocres.
-
Mas ah, a trilha sonora da minha vida é tão boa.
Que escolha tenho eu senão viver uma mentira?
-
Muita escolha.
-
Não é fácil ir para o céu quando se está caindo.
-
Caindo?
Eu estou escalando para baixo!
Cuidadosamente pisando nas pedrinhas para não correr o risco de escorregar e ascender.
-
Eu não tenho medo do inferno, só dos outros mesmo.
"misantropia" é uma palavra que deveria ter um espaço maior na nossa cultura.
-
Na verdade, eu tenho um projeto de vida.
É escrever uma boa autobiografia.
O único problema é que eu não quero de fato ter que passar pela vida para saber sobre o que vou escrever.
-
Se eu morrer antes de escrever minha autobiografia, quero pelo menos que alguém publique esse blog em um livro bonitinho.
-
Só os posts bons por favor.
-
Não que eu ache que alguém vá ler até o fim.
Sobre como é a era do tudo o tempo todo e como esse "tudo" é ao mesmo tempo "nada" e sobre como todo mundo está tão perdido.
Pra começar, eu acho que existe uma romantização muito grande em relação ao passado, como se eles, por algum motivo, fossem menos perdidos que nós.
Bom, sinceramente acredito que não eram, eles só não tinham blogs e eram mais recalcados, quando você vive, pela primeira vez na história da humanidade, em uma sociedade que de fato fala sobre seus sentimentos, então isso cria um "buzz" muito maior em cima de sentimentos também ruins.
Se as pessoas estão se expressando, é de se esperar que elas não se expressem apenas sobre coisas lindas e maravilhosas, mas sobre como também se sentem perdidas.
-
Quanto a de fato estarem perdidas.
De novo, eu tenho dificuldades em aceitar que a humanidade, em qualquer época, "se encontrou", se os bons e velhos tempos fossem bons, eles não teriam se tornado velhos.
Passar a vida buscando deus sem saber o porque dessa busca é tão perdido e sem nexo quanto passar a vida buscando dinheiro.
O problema das pessoas é que elas agem sempre como se fossem empurradas, não que o ambiente determine o individuo, mas sim que ele o individuo permite ser determinado muitas vezes.
Eu posso estar sendo ingênuo aqui, mas acredito sinceramente que a vida de uma pessoa pós-moderna de cidade grande apresenta, pelo menos algumas poucas vezes, oportunidade de sair da "determinação do ambiente", mas é de se questionar tanto quantas vezes vale a pena buscar essa oportunidade quanto quantas vezes é desejavel buscar essa oportunidade.
Então as pessoas vez ou outra aceitam mudanças, mas ela é feita em algum nível individual demais, então eu acredito que as pessoas estejam perdidas, mas tenho dificuldade em vê-las como niilistas, a questão é que nossa "época" não tem um espírito, mas as pessoas têm sim, só não é o mesmo das outras, só não é algo uniforme ou universal demais para se dizer "qualé a dessa geração", então o impulso coletivista de análise da sociedade diz que essa foi uma "geração perdida" como se a busca de um individuo pelo seu sonho seja um desperdicio, como se cada pessoa buscando ser feliz fosse um soldado perdido em algum movimento social qualquer.
Sempre considerei o mero gesto de não interferir na vida de uma pessoa que nada interfere na sua um dos mais belos atos de generosidade de um homem para com o outro, mas quando você tem algum objetivo em mente e vê na opressão do próximo uma oportunidade para realiza-lo, fica dificil realizar tal ato de generosidade.
Então quando a pessoa se recusa a se juntar ao seu movimento político, religioso, cultural ou qualquer movimento que seja, a gente olha e diz "coitado, tão perdido" e com uma pluralidade tão sem precendentes de opiniões, surge também, de um ponto de vista particular, uma pluralidade tão sem precendentes de pessoas perdidas.
-
Eu considero perdida não uma pessoa que realiza qualquer ato que seja, mas qualquer pessoa que não consiga exatamente justificar porque realiza tal ato, seja defender a liberdade, ganhar dinheiro, sair a noite, fazer uma tatuagem, qualquer coisa.
As pessoas se sentem incomodadas ao serem questionadas sobre seus motivos, às vezes é por ser uma questão particular mesmo, às vezes é pelo emabaraço que sentem ao não conseguir se justificar e, quando não conseguem, aí sim se sentem perdidas.
Realizar qualquer ato que seja só porque ele "é bom" ou simplesmente porque "você quer" é uma resposta que é muito boa para os outros, mas ao conversar com si próprio, acho uma boa admitir o quão demasiado humano é e compreender os seus motivos particulares para fazer algo que considera "bom".
-
Não tenha vergonha de sua humanidade.
O universo é uma série de coincidências e acidentes, a sua vida é a única coisa que você tem algum pequeno controle.
Dê valor a isso.
"Autonomia" é uma palavra inseparável de quaquer discussão sobre ética ou moral. Um homem sem escolha não pode ser bom ou mal, mas aí que entra a questão. Existem homens sem escolha?
-
Eu pretendo escrever sobre música e arte em um futuro bem breve, pretendo criar um enorme salão dedicado a isso.
Mas acho que existe algo engraçado na minha vontade tão grande de me comunicar sobre arte que é a crença de que não importa sequer a sua própria opinião sobre uma determinada obra, quando a arte entra em você, tudo que existe de racional sobre ela se dissipa.
É claro que é importante aqui separar alguma arte puramente "sensível" de alguma arte que de fato atice a razão.
Mas por mais que eu reconheça a linda mensagem social de "blowin´ in the wind", quando a música entra em você... hum
-
Poesia é algo dificil de explicar e rock n roll tem mais poesia do que qualquer coisa, acho que poesia é a "uma" coisa que quebra, de vez e definitivamente, qualquer barreira que exista entre razão e sentimento.
Quem acredite (há quem acredite?) na linha que separa razão de sentimento. Como explicar que algumas mensagens são tão belas?
-
Há tanta beleza no mundo que parece impossível aguentar... mas há tão poucas pessoas belas que não há um motivo real para sair de casa se não for pra encontra-la.
-
Ah, o amor.
Cansei de tentar explica-lo.
Quero senti-lo.
Quero me enganar fingindo que ainda sou capaz disso.
-
Admiro tanto os seres humanos.
Tomara que eu volte a ser um.
-
A verdade é que em qualquer movimento cultural e até mesmo ético, a coisa que mais se admira é mediocridade.
Ninguém gosta muito de pessoas que se destacam.
Ah não ser que tal pessoa que se destaca compartilhe de algum traço mediocre seu, aí você se conforta pensando "de todas as coisas que aquela pessoa é tão incrivelmente melhor que eu, aposto que o que faz ela ser tão adorada é esse traço mediocre especifico".
-
Gosto de biografias porque elas me passam essa ilusão, de que tal pessoa ficou famosa não pelo seu imenso talento, sorte ou bondade, mas por algum detalhezinho besta que, por acaso, se parece com algum detalhezinho besta meu.
-
Queria ser bondoso, mas acho que é tarde demais pra mim.
-
Eu acho que tenho amplas oportunidades para me mostrar uma pessoa boa e algumas delas eu até aproveito, mas não me sinto bem quando as faço e é assim que eu me convenço que tenho um coração.
Se realizar atos de bondade não me fazem bem, o que eu sou senão aqueles personagens de histórias infantis que odeiam a bondade?
-
Baseio minha vida em personagens de cinema, eu só esqueço que o fim do meu filme ainda não está escrito e que atos mediocres fora de enquadramento e sem uma boa trilha sonora são simplesmente atos mediocres.
-
Mas ah, a trilha sonora da minha vida é tão boa.
Que escolha tenho eu senão viver uma mentira?
-
Muita escolha.
-
Não é fácil ir para o céu quando se está caindo.
-
Caindo?
Eu estou escalando para baixo!
Cuidadosamente pisando nas pedrinhas para não correr o risco de escorregar e ascender.
-
Eu não tenho medo do inferno, só dos outros mesmo.
"misantropia" é uma palavra que deveria ter um espaço maior na nossa cultura.
-
Na verdade, eu tenho um projeto de vida.
É escrever uma boa autobiografia.
O único problema é que eu não quero de fato ter que passar pela vida para saber sobre o que vou escrever.
-
Se eu morrer antes de escrever minha autobiografia, quero pelo menos que alguém publique esse blog em um livro bonitinho.
-
Só os posts bons por favor.
-
Não que eu ache que alguém vá ler até o fim.
domingo, outubro 29, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
E com vocês, senhoras e senhores
The Victorian English Gentlemens Club
The Victorian English Gentlemens Club
terça-feira, outubro 17, 2006
Sobre a democracia
Quem quer que ganhe essa eleição, metade da população terá que viver sob o comando de um presidente que não concorda (ou sair do país).
Esse é o problema de achar que "democracia" é algo que ocorre apenas no dia da eleição.
Democracia deve ser algo do dia-dia, eleição sendo apenas mais uma etapa dela.
Enquanto não tivermos essa noção, estaremos vivendo na ditadura dos 50%
Esse é o problema de achar que "democracia" é algo que ocorre apenas no dia da eleição.
Democracia deve ser algo do dia-dia, eleição sendo apenas mais uma etapa dela.
Enquanto não tivermos essa noção, estaremos vivendo na ditadura dos 50%
domingo, outubro 15, 2006
Empilhando cadeiras
Nós chegamos tarde demais
Para fazer parte do show
Não há mais show
A festa acabou
As luzes apagaram
Poderíamos estar empilhando as cadeiras
Poderíamos estar varrendo o chão
Mas pra que?
Para que tenhamos filhos tão idiotas quanto nós mesmos que sujem tudo de novo?
Não gosto de mim mesmo e não quero alguém como eu correndo por aí.
Não sinto orgulho da minha espécie e não quero preservá-la.
-
Eu sinto esperança em relação ao futuro
É o presente que me mete medo
É o passado que me irrita
-
As tradições caíram
As crenças caíram
E ainda assim
Nunca a história pesou tanto
Tanta coisa houve
Milhares de anos de evolução
Milhares de anos de espectativa
O futuro chegou
E os carros não voam
Mal os aviões conseguem voar
As tradições caíram
As crenças caíram
As torres caíram
As ilusões caíram
Os sonhos caíram
Os sonhos de paz eterna caíram
Os sonhos de prosperidade caíram
Os sonhos de justiça caíram
E o que há por traz da cortina
Nada de muito interessante
Nada de muito assustador
Nada de muito diferente
Nada que já não soubessemos
As cortinas foram queimadas
-
E tudo é tão grande
-
E nós somos tão pequenos
-
É como uma parede de aço que voa violentamente contra seus punhos e ri na sua cara pela fútil tentativa de resistência
-
É quase como uma mão na garganta
-
São os pesos
-
É quase como uma constatação de fatos horríveis
É quase como aquela música que você ama tanto, mas que te faz tão mal.
-
É como ser arremessado em um deserto flamejante
É como chorar em meio a catastrofe
É como ter dois anos de idade e não saber o que é aquele objeto em suas mãos
-
É uma vassoura para limpar o chão
Mas tem que empilhar as cadeiras primeiro
Mas não existem cadeiras
São grandes demais para existir
Para fazer parte do show
Não há mais show
A festa acabou
As luzes apagaram
Poderíamos estar empilhando as cadeiras
Poderíamos estar varrendo o chão
Mas pra que?
Para que tenhamos filhos tão idiotas quanto nós mesmos que sujem tudo de novo?
Não gosto de mim mesmo e não quero alguém como eu correndo por aí.
Não sinto orgulho da minha espécie e não quero preservá-la.
-
Eu sinto esperança em relação ao futuro
É o presente que me mete medo
É o passado que me irrita
-
As tradições caíram
As crenças caíram
E ainda assim
Nunca a história pesou tanto
Tanta coisa houve
Milhares de anos de evolução
Milhares de anos de espectativa
O futuro chegou
E os carros não voam
Mal os aviões conseguem voar
As tradições caíram
As crenças caíram
As torres caíram
As ilusões caíram
Os sonhos caíram
Os sonhos de paz eterna caíram
Os sonhos de prosperidade caíram
Os sonhos de justiça caíram
E o que há por traz da cortina
Nada de muito interessante
Nada de muito assustador
Nada de muito diferente
Nada que já não soubessemos
As cortinas foram queimadas
-
E tudo é tão grande
-
E nós somos tão pequenos
-
É como uma parede de aço que voa violentamente contra seus punhos e ri na sua cara pela fútil tentativa de resistência
-
É quase como uma mão na garganta
-
São os pesos
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É quase como uma constatação de fatos horríveis
É quase como aquela música que você ama tanto, mas que te faz tão mal.
-
É como ser arremessado em um deserto flamejante
É como chorar em meio a catastrofe
É como ter dois anos de idade e não saber o que é aquele objeto em suas mãos
-
É uma vassoura para limpar o chão
Mas tem que empilhar as cadeiras primeiro
Mas não existem cadeiras
São grandes demais para existir
quinta-feira, outubro 12, 2006
She said she loved me, but she had somewhere to go.
-
Existem certas lembranças que são tão boas que quando eu lembro parece que estou assistindo um filme da minha vida, parece meio irreal que tenham acontecido comigo.
Aí eu decido fingir que não aconteceram mesmo.
-
Existe algo na estética do loser que me atrai, não sei, nunca gostei de pessoas felizes e confiantes, sempre me soou forçado, vai ver é a mania de se visualizar nas outras pessoas, de pensar que elas são falsas pela própria incapacidade de ser feliz.
Mas as pessoas felizes... ah, o que dizer das pessoas felizes?
Não sei.
Não sei mesmo.
Quem são essas pessoas?
Porque elas sorriem tanto?
Seus namorados são assim tão bonitos e inteligentes?
Suas idéias são assim tão irrefutaveis?
Seu dinheiro é assim tão interminavel?
Ou será que é simplesmente sua capacidade em resolver problemas?
Eu sou inábil, sou burro, sou feio, sou fraco.
Eu vivo pensando que se quisesse poderia resolver um monte de problemas, mas qual o ponto?
Eu já tentei ser feliz. Eu já tentei sorrir pras pessoas. Eu já tentei manter uma postura positiva em relação ao mundo e tudo que eu ganhei foi mais ódio.
Cada ato, cada segundo, cada momento, não passou de ódio.
Cada sorriso a uma pessoa é como um prenuncio de que eu a odiarei tanto e tão intensamente que o único meio de me sentir feliz de novo seria a completa obliteração daquele ser.
Mas claro que isso é falso, eu não me importo o suficiente com essas pessoas para que suas mortes me alegrem.
Elas só servem de combustivel para o ódio.
Meus momentos de felicidade só me fizeram mal.
Triste, eu me sinto em paz.
Me sinto lindo até.
Acho que até pra ser fracassado é preciso manter um certo estilo, uma certa arrogância, até para ser triste é preciso uma certa classe.
Não sei se eu tenho tudo isso, mas existe algo irresistivel nessas pessoas que abandonaram o previsibilidade dos desafios possíveis.
Existem pessoas que estão o tempo todo "encarando a morte" ou "vencendo desafios", mas sempre equipados, raramente essas pessoas de fato "encaram a morte", na maioria das vezes elas simplesmente simulam uma situação de perigo se mantendo amarradas a milhões de cordas checadas quatro vezes antes do salto.
E quanto a grandiosidade da vida?
Existe algo mais triste do que aspirar a verdadeira gradiosidade?
Existe algo mais triste do que procurar motivos para ser arrogante ao invés de simplesmente o ser ignorando opiniões adversas?
Existe melancolia maior do que sentir que não sabe de nada? Do que procurar um conhecimento que traz apenas mais dúvidas?
Existe algo mais belo e puro do que admitir a si próprio que está completamente perdido enquanto as pessoas ao redor fingem que são oh tão certas de suas ações?
Não quero realizar meus objetivos.
Eles são grandiosos demais para que eu os concretize.
Quero ser mártir de causas perdidas.
-
Quero morrer dormindo.
Quero morrer sonhando com algum dia que eu pensei que não tinha sido meu.
Quero morrer antes do sonho continuar, antes de se tornar tudo ódio.
Quero morrer no meu mundinho particular, onde minhas neuras fazem sentido.
Quero morrer pra me livrar da paranóia, pra me livrar dos risos.
Quero morrer pra me livrar dessa gente desprezível.
Quero morrer porque não vejo nada de ruim nisso.
Quero morrer porque a vida parece tão longa e no entando ela não dura nada.
-
Eu queria ser egoísta.
Eu queria me livrar da culpa.
Eu queria viver minha vida em paz.
Eu queria ser uma dessas pessoas medíocres.
Ódio.
Ódio.
Ódio.
Eu não quero ser vocês.
Eu mudei de idéia.
Ódio ódio ódio.
Eu não quero ser vocês.
Vocês se acham muito bons.
Malditos grupinhos.
Malditos grupinhos.
Rindo.
Rindo de mim.
Porque eu não
-
Sofrimento.
Sofrimento.
Calma calma.
Vai passar.
Eu não
Eu não quero
Quero
Quero
Eu não quero ser um de vocês.
-
Isso me faz mais mal do que bem.
Esses dias.
-
Eu lembro que uma vez eu fiquei uma garota, aí eu contei pra rebs e ela disse "e aí? Como foi?" e eu respondi "isso me faz mais mal do que bem."
Eu não quero as pesoas por perto, elas não me querem perto delas também, então qual o problema?
Todo mundo age como se eu tivesse que pedir por favor pra falar com elas.
-Argh-
Dear Die-ary, I stared, motionless, before the mirror, as always, I stayed until I'm covinced that there is no glass, nothing, separating me from the room I see on the other side. I imagine that everything is different. Over there. Better. There are people in that world, who I like. But, like always, my hand hits the glass. I know that if I'd only waited just one more second... shit. I'm gonna kill a party clown.
Jhonen Vasquez, Johnny The Homicidal Maniac
Such amusing fiction, these stories they tell. It always comes to this. If they really had a desire to live, they would've been more aware of how easy it is to die, would've chosen thier actions more wisely. In these moments, you can tell they're not regretting having hurt you. They regret doing it to our fave. They get so loud. They make so much noise. I try to wait until I'm out of the room before I start laughing. A blur... of sweating... screaming... crying... human... drama... But, every once in awhile, they say things that sound like words. They make me think about what I'm doing. The noises make me uncomfortable. So uncomfortable that... sometimes... I wonder... why I just don't get myself a pair of earplugs.
Jhonen Vasquez, Johnny The Homicidal Maniac
Me irrita que eu não consiga expressar meus próprios sentimentos melhor que meus escritores favoritos.
-
Existem certas lembranças que são tão boas que quando eu lembro parece que estou assistindo um filme da minha vida, parece meio irreal que tenham acontecido comigo.
Aí eu decido fingir que não aconteceram mesmo.
-
Existe algo na estética do loser que me atrai, não sei, nunca gostei de pessoas felizes e confiantes, sempre me soou forçado, vai ver é a mania de se visualizar nas outras pessoas, de pensar que elas são falsas pela própria incapacidade de ser feliz.
Mas as pessoas felizes... ah, o que dizer das pessoas felizes?
Não sei.
Não sei mesmo.
Quem são essas pessoas?
Porque elas sorriem tanto?
Seus namorados são assim tão bonitos e inteligentes?
Suas idéias são assim tão irrefutaveis?
Seu dinheiro é assim tão interminavel?
Ou será que é simplesmente sua capacidade em resolver problemas?
Eu sou inábil, sou burro, sou feio, sou fraco.
Eu vivo pensando que se quisesse poderia resolver um monte de problemas, mas qual o ponto?
Eu já tentei ser feliz. Eu já tentei sorrir pras pessoas. Eu já tentei manter uma postura positiva em relação ao mundo e tudo que eu ganhei foi mais ódio.
Cada ato, cada segundo, cada momento, não passou de ódio.
Cada sorriso a uma pessoa é como um prenuncio de que eu a odiarei tanto e tão intensamente que o único meio de me sentir feliz de novo seria a completa obliteração daquele ser.
Mas claro que isso é falso, eu não me importo o suficiente com essas pessoas para que suas mortes me alegrem.
Elas só servem de combustivel para o ódio.
Meus momentos de felicidade só me fizeram mal.
Triste, eu me sinto em paz.
Me sinto lindo até.
Acho que até pra ser fracassado é preciso manter um certo estilo, uma certa arrogância, até para ser triste é preciso uma certa classe.
Não sei se eu tenho tudo isso, mas existe algo irresistivel nessas pessoas que abandonaram o previsibilidade dos desafios possíveis.
Existem pessoas que estão o tempo todo "encarando a morte" ou "vencendo desafios", mas sempre equipados, raramente essas pessoas de fato "encaram a morte", na maioria das vezes elas simplesmente simulam uma situação de perigo se mantendo amarradas a milhões de cordas checadas quatro vezes antes do salto.
E quanto a grandiosidade da vida?
Existe algo mais triste do que aspirar a verdadeira gradiosidade?
Existe algo mais triste do que procurar motivos para ser arrogante ao invés de simplesmente o ser ignorando opiniões adversas?
Existe melancolia maior do que sentir que não sabe de nada? Do que procurar um conhecimento que traz apenas mais dúvidas?
Existe algo mais belo e puro do que admitir a si próprio que está completamente perdido enquanto as pessoas ao redor fingem que são oh tão certas de suas ações?
Não quero realizar meus objetivos.
Eles são grandiosos demais para que eu os concretize.
Quero ser mártir de causas perdidas.
-
Quero morrer dormindo.
Quero morrer sonhando com algum dia que eu pensei que não tinha sido meu.
Quero morrer antes do sonho continuar, antes de se tornar tudo ódio.
Quero morrer no meu mundinho particular, onde minhas neuras fazem sentido.
Quero morrer pra me livrar da paranóia, pra me livrar dos risos.
Quero morrer pra me livrar dessa gente desprezível.
Quero morrer porque não vejo nada de ruim nisso.
Quero morrer porque a vida parece tão longa e no entando ela não dura nada.
-
Eu queria ser egoísta.
Eu queria me livrar da culpa.
Eu queria viver minha vida em paz.
Eu queria ser uma dessas pessoas medíocres.
Ódio.
Ódio.
Ódio.
Eu não quero ser vocês.
Eu mudei de idéia.
Ódio ódio ódio.
Eu não quero ser vocês.
Vocês se acham muito bons.
Malditos grupinhos.
Malditos grupinhos.
Rindo.
Rindo de mim.
Porque eu não
-
Sofrimento.
Sofrimento.
Calma calma.
Vai passar.
Eu não
Eu não quero
Quero
Quero
Eu não quero ser um de vocês.
-
Isso me faz mais mal do que bem.
Esses dias.
-
Eu lembro que uma vez eu fiquei uma garota, aí eu contei pra rebs e ela disse "e aí? Como foi?" e eu respondi "isso me faz mais mal do que bem."
Eu não quero as pesoas por perto, elas não me querem perto delas também, então qual o problema?
Todo mundo age como se eu tivesse que pedir por favor pra falar com elas.
-Argh-
Dear Die-ary, I stared, motionless, before the mirror, as always, I stayed until I'm covinced that there is no glass, nothing, separating me from the room I see on the other side. I imagine that everything is different. Over there. Better. There are people in that world, who I like. But, like always, my hand hits the glass. I know that if I'd only waited just one more second... shit. I'm gonna kill a party clown.
Jhonen Vasquez, Johnny The Homicidal Maniac
Such amusing fiction, these stories they tell. It always comes to this. If they really had a desire to live, they would've been more aware of how easy it is to die, would've chosen thier actions more wisely. In these moments, you can tell they're not regretting having hurt you. They regret doing it to our fave. They get so loud. They make so much noise. I try to wait until I'm out of the room before I start laughing. A blur... of sweating... screaming... crying... human... drama... But, every once in awhile, they say things that sound like words. They make me think about what I'm doing. The noises make me uncomfortable. So uncomfortable that... sometimes... I wonder... why I just don't get myself a pair of earplugs.
Jhonen Vasquez, Johnny The Homicidal Maniac
Me irrita que eu não consiga expressar meus próprios sentimentos melhor que meus escritores favoritos.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Garagem Hermética
Lançada pela Sócios Ltda. (que é uma multinacional empresa de quadrinhos que, entre outras coisas, convenceu Frank Miller que o Batman era um personagem melhor que o Flash e que escrever uma história sobre um ex-super velocista em cadeira de rodas não seria uma boa) e editada pela maior lenda dos quadrinhos nacionais, Cadu Simões, que é criador do Homem-Grilo (um fanzine sem dúvida nenhuma mais conhecido e mais influente que qualquer chiclete com banana), a Garagem Hermética tem duas histórias minhas (desenhadas pelo cunha) e eu vou resenhar elas também.
Enfim, história a história.
A Menina E O Lobo
Por Kleber de Souza
Eu acredito que existam 3 males maiores no universo:
1 - Altruismo
2 - Autoridade
3 - Mangá
E eu acho que prefiro fascistas altruistas (também conhecidos como "socialistas") do que pessoas que fazem mangá.
Não é que mangá seja inerentemente ruim, tem lá os mangás que eu gosto e não vou ser eu a primeira pessoa da terra a falar mal de Akira (uma daquelas raras obras que são unânimes por serem tão incrivelmente boas), mas mangá tem sempre aquele irritante defeito de ser invariavelmente infantil, não importa o assunto, até hentai é infantil, até um cara comendo a mãe dizendo "essa bocetinha gostosa" é infantil, mangá raramente consegue ser levado a sério e o seu público é um que raramente quer ser levado a sério.
Então essa primeira histórinha sobre uma chapéuzinho vermelho que encontra um lobo é tão bobinha e infantil que ela nem merece esa introdução toda que eu fiz, aliás, se ela fosse a segunda história do gibi e eu já estivesse cansado de escrever resenhas, eu teria colocado tipo "boring" e teria prosseguido.
Enfim.
Boring.
Gutei E o Dedo
Por Edu Mendes
Acho que o que faz essa história funcionar tão bem é o método narrativo.
Esse tipo de história sobre iluminação espiritual e "filosofia" oriental depende muito do ritmo, o caminho até a conclusão é tão importante quanto a conclusão em si (que aliás, se tratando de auto-ajuda oriental, esse é geralmente o caso), então Edu Mendes foi muito inteligente ao fazer a história em "coluninhas", pois assim é como se estivessemos lendo uma história ilustrada, o desenho só se destaca na hora que precisa se destacar e isso é ótimo, se o desenho se destacasse ao texto no começo da história onde as coisas precisam ficar bem explicadas, ela não funcionaria e se o fim da história fosse simplesmente contado sem a imagem, não causaria o choque.
Foi muito bem feita. (embora eu seja cético quanto a essas lições de moral vagas, mas enfim, eu sou um garoto ocidental, meu lance é crucificar algum boboca qualquer e passar 2000 anos falando o quanto ele é foda pelo simples fato de ter morrido, quem sou eu pra criticar outras culturas?)
Um Gênio E Sua Garagem
Texto por Nobu Chinen
Nem li.
Mas oh, deve ser bom.
Deve ser cult pelo menos.
Onde estão os tatus-bolinha?
Roteiro de Cadu Simões e Harriot Jr.
Arte de Camila Torrano
Eu já li essa histórias algumas milhões de vezes e ela sempre me lembra a palavra "quase"
Ela quase funciona, o desenho é quase muito bom (ele é bom, mas ele quase se destaca por ser REALMENTE bom)
Uma coisa que eu concordo com a resenha do UHQ é que ela fica melhor depois da primeira lida. Eu não entendi a história muito bem a primeira vez que eu li, mas depois que eu saquei eu pensei "ah" e dei uma risadinha, aí numa terceira vez que eu li eu pensei "nossa, essa história é boa", então sei lá, a história é boa sim, mas tem algo na execução dela (algo que não sei explicar) que não deu tão certo quanto deveria.
Alguns quadros do desenho são realmente ótimos, algo de uma qualidade realmente superior ao que se está acostumado ver em fanzine, mas sei lá, eu não gostei do apresentador, não sei se foi de propósito (provavelmente foi porque a Camila é uma das melhores ilustradoras que eu já vi, o dia que eu achei o orkut dela foi uma das experiências mais mágicas da minha vida, eu até deixei um scrap, mas ela nunca me respondeu, o que me garante mais uma história engraçada pra minha auto-biografia "todas as pessoas por quem me apaixonei por um dia e que me deram um fora sem sequer me conhecer"), mas esse apresentador ficou estranho.
Na verdade, eu acho que é esse o problema narrativo, esse apresentador.
Você tem um programa de TV dizendo "onde foram parar os tatus-bolinha?" e você tem um narrador contando o que aconteceu com os tatus-bolinha. Acho que criou um descompasso, ficou esquisito.
Enfim, repito, a história é quase boa, se for pra eu resumir de forma tosca, eu diria que a primeira página é ruim, a segunda e a terceira são perfeitas e a última é quase perfeita (a frase "achei uma bala dadinho" ficou estranha também, alguém de fato fala "bala dadinho"? É tipo "um dadinho". Sei lá)
Ela me quer só pra me ter
Por Bernard Blazek
Essa foi a história que eu li mais vezes e acho que foi a que eu mais gostei.
O desenho é muito bom, tem um estilo próprio muito característico e a cara de "jovem apático sem objetivo na vida" do personagem principal é perfeita, não tem como não olhar, se indentificar e então ir trabalhar mal humorado e sem esperança na vida com uma fé falsa no futuro da juventude zippie (um "zippie" é um yuppie que não consegue ficar rico).
O texto é bem contado, tão bem que ele talvez funcionasse só como texto (o que talvez seja uma intenção), mas a ilustração é tão boa que acrescenta muito a algo que já era muito bom.
No fim, acho que ela é engraçada pra quem entende (e essa graça tem sua profundidade) e profunda pra quem não entende (um tipo de profundidade superficial que não chega aonde realmente a história quer chegar), algo parecido com Franz Ferdinand e o primeiro album do Killers.
A piadinha final é sem graça (por ser tão conhecida), mas o ultimo paragrafo salva ela fodidamente e, na verdade, eu falo que ela é sem graça agora que eu estou como crítico bobo, mas a primeira vez que eu li, eu dei uma risadinha nela, mesmo já tendo ouvido ela trilhões de vezes antes.
Ela é engraçada e até bonitinha de certo ponto. Não sei. Estou super-analizando? Não sei mesmo. Mas eu vi uma beleza nela, uma certa ingenuidade divertida.
É uma história muito boa mesmo.
Promoção
Por Fábio Silva
A coisa mais comum em qualquer tipo de arte brasileira é "crítica social".
E na maioria das vezes ela é chata e pedante e moralista e eu simplesmente desprezo.
Essa entretanto foi bem executada, acho que eu acharia ela chata, pedante e moralista se fosse uma espécie de poster, um "quadrão", mas a forma como o desenho foi separado em quadrinhos, cria o choque que a crítica social tem que criar, ela leva nossos olhos da situação que vemos para a situação que nos incomoda, viciados pela leitura em quadrinho, nossos olhos vai caminhando pelos preços até chegar no cartaz (diferente do tal do "pôster" que nos levaria direito a figura do canto antes de tudo, pois ela se destaca).
Enfim, foi um bom uso da linguagem e foi um alerta genuinamente sério ao invés de mais um moralismo hipócrita da classe média culpada.
Amor de mãe
Por Rodrigo Taguchi (com má influência de Harriot)
É dificil analizar isso, não é bem uma história, ela não conta algo, ela simplesmente passa algo, é o tipo de obra que precisa ser vista e experimentada e não vou ser eu ou qualquer outro ser consciente no universo que vai te dizer o que você vai sentir.
Acho que ela fala sobre os sentimentos que você realmente tem e os sentimentos que forçam você a ter por mera pressão social.
Acho que ela fala sobre o descompasso que existe entre os motivos pelos quais queremos existir e os motivos pelos quais nos dizem que nós existimos.
É sobre estar revoltado sem saber porquê e descarregar na metafisica e sobre não querer nenhuma dessas coisas.
Acho que é sobre ser feio e querer ser amado.
Não sei, não vou ser eu que vou te dizer sobre o que é.
E acho que nem você próprio.
Porque eu acho que é sobre isso.
Vida E Cerveja
Escrito por Rodrigo Alonso (eu)
Desenhado por Felipe Cunha
Olha, eu acho que isso está muito longe de ser a melhor coisa que eu já escrevi, não é particularmente profundo, nem particularmente engraçado, quero dizer, é uma história minha, então é auto-ajuda que só funciona comigo, é algo que eu disse pra mim mesmo e que só eu entendo, então se alguém gostar é um mero acidente feliz.
Eu acho que consigo fazer melhor.
Eu acho que escrevi errado essa história; não fiz ela pra ser engraçada, mas como parece que tem uma piada no meio, então parece que tem uma piada que não funciona.
Acho que o quadro maior meio que conserta isso, mas ela não é sobre estar bravo porque os comunistas estão fodendo tudo, é sobre estar bravo, não saber porquê e descontar em pessoas cuja visão de mundo você discorda.
E é sobre ter um amigo que te lembre o quão bobo você é que é pra você levantar a cabeça e continuar fazendo o que você tem que fazer porque de repente você está numa estrada e não se permite voltar, mas não consegue ver como prosseguir também.
Mas enfim, eu não acho que a história tenha passado nenhuma dessas coisas.
O desenho do Cunha está bom, ele também pode fazer melhor, mas dá pra perceber que é uma qualidade maior a da maioria dos fanzines que se vê por aí, ele está IGUALZINHO ele mesmo no segundo quadrinho (embora seja eu quem tenha um chapéu. Puta mancada ele ter roubado meu chapéu na história) e a narrativa foi muito bem construida também; acho que os primeiros quadros da segunda página parecem mais "Mike Allred" do que foi intencionado, mas o Cunha é uma daquelas pessoas que a gente cobra mais exatamente pelo "normal" dele ser acima da média. Se eu não estivesse familiarizado com o desenho dele, acho que elogiaria mais.
Enfim, eu não tenho como falar muito dessa história porque fui eu que escrevi, então eu só posso falar sobre o que ela é na minha cabeça e não tanto sobre a execução dela.
Mistério dos Andes
Por Luigi Clafigli
A piada é engraçada, o desenho só é bom no quadrinho que o tal velho aparece, no resto ele é de mediocre pra baixo (isso julgando pelo padrão de fanzine).
Ahn... não sei.
Ela é engraçadinha e bobinha.
Next.
Crônicas Élficas
Por Kleber Souza
Boring.
Meus olhos passam por cima dos traçoes, mas eu não consigo ver nada.
Acho que tem a ver com física quântica.
Não sei. Eu vejo putaria, eu vejo pessoas peladas e MESMO ASSIM eu não me interesso.
The Division Bell
Roteiro por Rodrigo Alonso (aham)
Arte de Felipe Cunha
Olha, a história é bobinha, eu até acho ela engraçada, mas é a mesma coisa do "mistério dos andes"; é engraçadinha e bobinha.
Só que o desenho dessa história ficou fodido. Alta qualidade MESMO.
Dá pra ficar olhando a cena do quarto ou as cenas "outodoor" do final e ficar vendo os detalhezinhos, foi um puta dum trabalho mesmo.
E é comparada com essa história que se percebe a critica ao "vida e cerveja" porque se o Cunha consegue manter a qualidade dessa história consistentemente, ele sai completamente do nível de fanzines e já começa a ser avaliado de um ponto de vista profissional.
Enfim, como história, eu acho que ela até funciona, a primeira página consegue criar o clima de romance e felicidade adolescente necessário pra piada funcionar no final. Só resta a questão se a piada é boa, porque roteiristicamente (aham) ela ficou bem construida.
Que Importa
Texto de Roberta Bronzzato
Ilustrado por Edu Mendes
Sabe, às vezes eu sinto falta desse tipo de sentimento fofinho e meio trágico, esse tipo de amorzinho que ignora os defeitos porque a recompensa é tão boa.
Eu tenho medo que às vezes tenhamos nos tornado "maduros demais" pra coisas tão bonitas, que às vezes seja dificil abaixar a guarda e simplesmente deixar esse tipo de coisa fazer efeito.
Esse texto funciona como aquelas bandas bonitinhas de bubblegum pop (Tipo Camera Obscura) que te fazem pensar que mesmo nesse mundo tão feio ainda existem espaço pra experiências tão introspectivas e lindinhas que dispensariam o uso de palavras como "introspectivo" pela eternidade.
É o tipo de coisa que dói porque é bom, que faz mal porque queremos tanto.
Talvez tenha a ver com sofrimento.
Mas eu acho que tem a ver mesmo com não querer sofrer mais.
conclusão
O dificil desses fanzines é analisar eles como um todo, tendo tantas histórias e propostas diferentes e as tais propostas pode ser tanto uma coisa ótima quanto uma maldição, pode fazer a revista ser tão "eclética" quanto "inconsistente".
Mas acho que se você abrir seu coração e deixar o sol brilhar lá dentro, você vai morrer por alguma infecção e vai ser bem doloroso.
Mas se você der às histórias uma chance, você vai gostar, porque vai ser lindo e vai ser sincero e engraçado também.
A revista como um todo oscila entre esperança e desespero, então não é questão de escolher um dos lados é questão de deixar todos se apresentarem a você da forma que eles surgem.
Enfim, é questão de experimentar.
Não só como artista participando, mas como leitor também.
Porque às vezes aprender a ler é mais dificil do que aprender a escrever.
E permitir que os sentimentos dos outros te toque é mais dificil do que tocar os outros com os próprios sentimentos.
Então eu diria para experimentar; com a cautela e desconfiança que toda experimentação exige; mas experimentar mesmo assim.
Enfim, história a história.
A Menina E O Lobo
Por Kleber de Souza
Eu acredito que existam 3 males maiores no universo:
1 - Altruismo
2 - Autoridade
3 - Mangá
E eu acho que prefiro fascistas altruistas (também conhecidos como "socialistas") do que pessoas que fazem mangá.
Não é que mangá seja inerentemente ruim, tem lá os mangás que eu gosto e não vou ser eu a primeira pessoa da terra a falar mal de Akira (uma daquelas raras obras que são unânimes por serem tão incrivelmente boas), mas mangá tem sempre aquele irritante defeito de ser invariavelmente infantil, não importa o assunto, até hentai é infantil, até um cara comendo a mãe dizendo "essa bocetinha gostosa" é infantil, mangá raramente consegue ser levado a sério e o seu público é um que raramente quer ser levado a sério.
Então essa primeira histórinha sobre uma chapéuzinho vermelho que encontra um lobo é tão bobinha e infantil que ela nem merece esa introdução toda que eu fiz, aliás, se ela fosse a segunda história do gibi e eu já estivesse cansado de escrever resenhas, eu teria colocado tipo "boring" e teria prosseguido.
Enfim.
Boring.
Gutei E o Dedo
Por Edu Mendes
Acho que o que faz essa história funcionar tão bem é o método narrativo.
Esse tipo de história sobre iluminação espiritual e "filosofia" oriental depende muito do ritmo, o caminho até a conclusão é tão importante quanto a conclusão em si (que aliás, se tratando de auto-ajuda oriental, esse é geralmente o caso), então Edu Mendes foi muito inteligente ao fazer a história em "coluninhas", pois assim é como se estivessemos lendo uma história ilustrada, o desenho só se destaca na hora que precisa se destacar e isso é ótimo, se o desenho se destacasse ao texto no começo da história onde as coisas precisam ficar bem explicadas, ela não funcionaria e se o fim da história fosse simplesmente contado sem a imagem, não causaria o choque.
Foi muito bem feita. (embora eu seja cético quanto a essas lições de moral vagas, mas enfim, eu sou um garoto ocidental, meu lance é crucificar algum boboca qualquer e passar 2000 anos falando o quanto ele é foda pelo simples fato de ter morrido, quem sou eu pra criticar outras culturas?)
Um Gênio E Sua Garagem
Texto por Nobu Chinen
Nem li.
Mas oh, deve ser bom.
Deve ser cult pelo menos.
Onde estão os tatus-bolinha?
Roteiro de Cadu Simões e Harriot Jr.
Arte de Camila Torrano
Eu já li essa histórias algumas milhões de vezes e ela sempre me lembra a palavra "quase"
Ela quase funciona, o desenho é quase muito bom (ele é bom, mas ele quase se destaca por ser REALMENTE bom)
Uma coisa que eu concordo com a resenha do UHQ é que ela fica melhor depois da primeira lida. Eu não entendi a história muito bem a primeira vez que eu li, mas depois que eu saquei eu pensei "ah" e dei uma risadinha, aí numa terceira vez que eu li eu pensei "nossa, essa história é boa", então sei lá, a história é boa sim, mas tem algo na execução dela (algo que não sei explicar) que não deu tão certo quanto deveria.
Alguns quadros do desenho são realmente ótimos, algo de uma qualidade realmente superior ao que se está acostumado ver em fanzine, mas sei lá, eu não gostei do apresentador, não sei se foi de propósito (provavelmente foi porque a Camila é uma das melhores ilustradoras que eu já vi, o dia que eu achei o orkut dela foi uma das experiências mais mágicas da minha vida, eu até deixei um scrap, mas ela nunca me respondeu, o que me garante mais uma história engraçada pra minha auto-biografia "todas as pessoas por quem me apaixonei por um dia e que me deram um fora sem sequer me conhecer"), mas esse apresentador ficou estranho.
Na verdade, eu acho que é esse o problema narrativo, esse apresentador.
Você tem um programa de TV dizendo "onde foram parar os tatus-bolinha?" e você tem um narrador contando o que aconteceu com os tatus-bolinha. Acho que criou um descompasso, ficou esquisito.
Enfim, repito, a história é quase boa, se for pra eu resumir de forma tosca, eu diria que a primeira página é ruim, a segunda e a terceira são perfeitas e a última é quase perfeita (a frase "achei uma bala dadinho" ficou estranha também, alguém de fato fala "bala dadinho"? É tipo "um dadinho". Sei lá)
Ela me quer só pra me ter
Por Bernard Blazek
Essa foi a história que eu li mais vezes e acho que foi a que eu mais gostei.
O desenho é muito bom, tem um estilo próprio muito característico e a cara de "jovem apático sem objetivo na vida" do personagem principal é perfeita, não tem como não olhar, se indentificar e então ir trabalhar mal humorado e sem esperança na vida com uma fé falsa no futuro da juventude zippie (um "zippie" é um yuppie que não consegue ficar rico).
O texto é bem contado, tão bem que ele talvez funcionasse só como texto (o que talvez seja uma intenção), mas a ilustração é tão boa que acrescenta muito a algo que já era muito bom.
No fim, acho que ela é engraçada pra quem entende (e essa graça tem sua profundidade) e profunda pra quem não entende (um tipo de profundidade superficial que não chega aonde realmente a história quer chegar), algo parecido com Franz Ferdinand e o primeiro album do Killers.
A piadinha final é sem graça (por ser tão conhecida), mas o ultimo paragrafo salva ela fodidamente e, na verdade, eu falo que ela é sem graça agora que eu estou como crítico bobo, mas a primeira vez que eu li, eu dei uma risadinha nela, mesmo já tendo ouvido ela trilhões de vezes antes.
Ela é engraçada e até bonitinha de certo ponto. Não sei. Estou super-analizando? Não sei mesmo. Mas eu vi uma beleza nela, uma certa ingenuidade divertida.
É uma história muito boa mesmo.
Promoção
Por Fábio Silva
A coisa mais comum em qualquer tipo de arte brasileira é "crítica social".
E na maioria das vezes ela é chata e pedante e moralista e eu simplesmente desprezo.
Essa entretanto foi bem executada, acho que eu acharia ela chata, pedante e moralista se fosse uma espécie de poster, um "quadrão", mas a forma como o desenho foi separado em quadrinhos, cria o choque que a crítica social tem que criar, ela leva nossos olhos da situação que vemos para a situação que nos incomoda, viciados pela leitura em quadrinho, nossos olhos vai caminhando pelos preços até chegar no cartaz (diferente do tal do "pôster" que nos levaria direito a figura do canto antes de tudo, pois ela se destaca).
Enfim, foi um bom uso da linguagem e foi um alerta genuinamente sério ao invés de mais um moralismo hipócrita da classe média culpada.
Amor de mãe
Por Rodrigo Taguchi (com má influência de Harriot)
É dificil analizar isso, não é bem uma história, ela não conta algo, ela simplesmente passa algo, é o tipo de obra que precisa ser vista e experimentada e não vou ser eu ou qualquer outro ser consciente no universo que vai te dizer o que você vai sentir.
Acho que ela fala sobre os sentimentos que você realmente tem e os sentimentos que forçam você a ter por mera pressão social.
Acho que ela fala sobre o descompasso que existe entre os motivos pelos quais queremos existir e os motivos pelos quais nos dizem que nós existimos.
É sobre estar revoltado sem saber porquê e descarregar na metafisica e sobre não querer nenhuma dessas coisas.
Acho que é sobre ser feio e querer ser amado.
Não sei, não vou ser eu que vou te dizer sobre o que é.
E acho que nem você próprio.
Porque eu acho que é sobre isso.
Vida E Cerveja
Escrito por Rodrigo Alonso (eu)
Desenhado por Felipe Cunha
Olha, eu acho que isso está muito longe de ser a melhor coisa que eu já escrevi, não é particularmente profundo, nem particularmente engraçado, quero dizer, é uma história minha, então é auto-ajuda que só funciona comigo, é algo que eu disse pra mim mesmo e que só eu entendo, então se alguém gostar é um mero acidente feliz.
Eu acho que consigo fazer melhor.
Eu acho que escrevi errado essa história; não fiz ela pra ser engraçada, mas como parece que tem uma piada no meio, então parece que tem uma piada que não funciona.
Acho que o quadro maior meio que conserta isso, mas ela não é sobre estar bravo porque os comunistas estão fodendo tudo, é sobre estar bravo, não saber porquê e descontar em pessoas cuja visão de mundo você discorda.
E é sobre ter um amigo que te lembre o quão bobo você é que é pra você levantar a cabeça e continuar fazendo o que você tem que fazer porque de repente você está numa estrada e não se permite voltar, mas não consegue ver como prosseguir também.
Mas enfim, eu não acho que a história tenha passado nenhuma dessas coisas.
O desenho do Cunha está bom, ele também pode fazer melhor, mas dá pra perceber que é uma qualidade maior a da maioria dos fanzines que se vê por aí, ele está IGUALZINHO ele mesmo no segundo quadrinho (embora seja eu quem tenha um chapéu. Puta mancada ele ter roubado meu chapéu na história) e a narrativa foi muito bem construida também; acho que os primeiros quadros da segunda página parecem mais "Mike Allred" do que foi intencionado, mas o Cunha é uma daquelas pessoas que a gente cobra mais exatamente pelo "normal" dele ser acima da média. Se eu não estivesse familiarizado com o desenho dele, acho que elogiaria mais.
Enfim, eu não tenho como falar muito dessa história porque fui eu que escrevi, então eu só posso falar sobre o que ela é na minha cabeça e não tanto sobre a execução dela.
Mistério dos Andes
Por Luigi Clafigli
A piada é engraçada, o desenho só é bom no quadrinho que o tal velho aparece, no resto ele é de mediocre pra baixo (isso julgando pelo padrão de fanzine).
Ahn... não sei.
Ela é engraçadinha e bobinha.
Next.
Crônicas Élficas
Por Kleber Souza
Boring.
Meus olhos passam por cima dos traçoes, mas eu não consigo ver nada.
Acho que tem a ver com física quântica.
Não sei. Eu vejo putaria, eu vejo pessoas peladas e MESMO ASSIM eu não me interesso.
The Division Bell
Roteiro por Rodrigo Alonso (aham)
Arte de Felipe Cunha
Olha, a história é bobinha, eu até acho ela engraçada, mas é a mesma coisa do "mistério dos andes"; é engraçadinha e bobinha.
Só que o desenho dessa história ficou fodido. Alta qualidade MESMO.
Dá pra ficar olhando a cena do quarto ou as cenas "outodoor" do final e ficar vendo os detalhezinhos, foi um puta dum trabalho mesmo.
E é comparada com essa história que se percebe a critica ao "vida e cerveja" porque se o Cunha consegue manter a qualidade dessa história consistentemente, ele sai completamente do nível de fanzines e já começa a ser avaliado de um ponto de vista profissional.
Enfim, como história, eu acho que ela até funciona, a primeira página consegue criar o clima de romance e felicidade adolescente necessário pra piada funcionar no final. Só resta a questão se a piada é boa, porque roteiristicamente (aham) ela ficou bem construida.
Que Importa
Texto de Roberta Bronzzato
Ilustrado por Edu Mendes
Sabe, às vezes eu sinto falta desse tipo de sentimento fofinho e meio trágico, esse tipo de amorzinho que ignora os defeitos porque a recompensa é tão boa.
Eu tenho medo que às vezes tenhamos nos tornado "maduros demais" pra coisas tão bonitas, que às vezes seja dificil abaixar a guarda e simplesmente deixar esse tipo de coisa fazer efeito.
Esse texto funciona como aquelas bandas bonitinhas de bubblegum pop (Tipo Camera Obscura) que te fazem pensar que mesmo nesse mundo tão feio ainda existem espaço pra experiências tão introspectivas e lindinhas que dispensariam o uso de palavras como "introspectivo" pela eternidade.
É o tipo de coisa que dói porque é bom, que faz mal porque queremos tanto.
Talvez tenha a ver com sofrimento.
Mas eu acho que tem a ver mesmo com não querer sofrer mais.
conclusão
O dificil desses fanzines é analisar eles como um todo, tendo tantas histórias e propostas diferentes e as tais propostas pode ser tanto uma coisa ótima quanto uma maldição, pode fazer a revista ser tão "eclética" quanto "inconsistente".
Mas acho que se você abrir seu coração e deixar o sol brilhar lá dentro, você vai morrer por alguma infecção e vai ser bem doloroso.
Mas se você der às histórias uma chance, você vai gostar, porque vai ser lindo e vai ser sincero e engraçado também.
A revista como um todo oscila entre esperança e desespero, então não é questão de escolher um dos lados é questão de deixar todos se apresentarem a você da forma que eles surgem.
Enfim, é questão de experimentar.
Não só como artista participando, mas como leitor também.
Porque às vezes aprender a ler é mais dificil do que aprender a escrever.
E permitir que os sentimentos dos outros te toque é mais dificil do que tocar os outros com os próprios sentimentos.
Então eu diria para experimentar; com a cautela e desconfiança que toda experimentação exige; mas experimentar mesmo assim.
quarta-feira, outubro 04, 2006
sábado, setembro 30, 2006
A Winters Sky
She was cold and all alone
Hadn't been there long
And didn't know what to say
So she sat in the corner of the room
She figured if she didn't move
Noone would notice her
Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight would be her night
A boy, he spotted her from afar
He too understood and felt her pain
Unsure of what to do
And lacking an imagination
He said hello
Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight he finds her
Underneath a winter's moon
The last we saw of her, it came too soon
Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight he finds her
Underneath a winter's moon
The last we saw of her, it came too soon
-
E versões de Puill Shapes nunca é demais.
Pena que é curtinho.
Vai.
E com vocês
Camera Obscura - Let´s Get Out Of This Country
Let’s get out of this country
I’ll admit I am bored with me
I drowned my sorrows and slept around
When not in body at least in mind
We’ll find a cathedral city
You can convince me I am pretty
We’ll pick berries and recline
Let’s hit the road dear friend of mine
Wave goodbye to our thankless jobs
We’ll drive for miles maybe never turn off
We’ll find a cathedral city you can be handsome I’ll be pretty
What does this city have to offer me?
Everyone else thinks it’s the bee’s knees
What does this city have to offer me?
I just can’t see
I just can’t see
Let’s get out of this country
I have been so unhappy
Smell the Jasmine my head was turned
I feel like getting confessional
We’ll find a cathedral city you can convince me I am pretty
What does this city have to offer me?
Everyone else thinks it’s the bee’s knees
What does this city have to offer me?
I just can’t see
I just can’t see
Hadn't been there long
And didn't know what to say
So she sat in the corner of the room
She figured if she didn't move
Noone would notice her
Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight would be her night
A boy, he spotted her from afar
He too understood and felt her pain
Unsure of what to do
And lacking an imagination
He said hello
Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight he finds her
Underneath a winter's moon
The last we saw of her, it came too soon
Underneath a winter's sky
Her eyes were bright
Tonight he finds her
Underneath a winter's moon
The last we saw of her, it came too soon
-
E versões de Puill Shapes nunca é demais.
Pena que é curtinho.
Vai.
E com vocês
Camera Obscura - Let´s Get Out Of This Country
Let’s get out of this country
I’ll admit I am bored with me
I drowned my sorrows and slept around
When not in body at least in mind
We’ll find a cathedral city
You can convince me I am pretty
We’ll pick berries and recline
Let’s hit the road dear friend of mine
Wave goodbye to our thankless jobs
We’ll drive for miles maybe never turn off
We’ll find a cathedral city you can be handsome I’ll be pretty
What does this city have to offer me?
Everyone else thinks it’s the bee’s knees
What does this city have to offer me?
I just can’t see
I just can’t see
Let’s get out of this country
I have been so unhappy
Smell the Jasmine my head was turned
I feel like getting confessional
We’ll find a cathedral city you can convince me I am pretty
What does this city have to offer me?
Everyone else thinks it’s the bee’s knees
What does this city have to offer me?
I just can’t see
I just can’t see
sexta-feira, setembro 29, 2006
Alguém poderia imaginar que pra pessoas que discutem política que as eleições são a melhor época do ano.
Afinal, é quando as pessoas estão prestando atenção e tal.
Que nada, é a época onde toda aquela teoria que conversamos o ano inteiro é substituida por uma realpolitk suja e sem nexo.
É a hora que fazemos inumeras concessões em nossos ideais que antes funcionavam como esquemas fechados em que algumas idéias não faziam nexo sem as outras.
É a época em que socialistas começam a considerar o Lula como opção e liberais o Alckmin, tudo para que "o outro lado" não assuma o poder; mesmo que ambos tenham plena certeza que só mudem alguns detalhezinhos aqui e lá entre os dois.
É a época em que pessoas supostamente inteligentes o bastante para saber que a Heloisa Helena é só uma piada de mal gosto começam a abandonar esa inteligência porque estão desesperadas demais com o estado dos outros candidatos.
É a ditadura do menos pior.
Afinal, é quando as pessoas estão prestando atenção e tal.
Que nada, é a época onde toda aquela teoria que conversamos o ano inteiro é substituida por uma realpolitk suja e sem nexo.
É a hora que fazemos inumeras concessões em nossos ideais que antes funcionavam como esquemas fechados em que algumas idéias não faziam nexo sem as outras.
É a época em que socialistas começam a considerar o Lula como opção e liberais o Alckmin, tudo para que "o outro lado" não assuma o poder; mesmo que ambos tenham plena certeza que só mudem alguns detalhezinhos aqui e lá entre os dois.
É a época em que pessoas supostamente inteligentes o bastante para saber que a Heloisa Helena é só uma piada de mal gosto começam a abandonar esa inteligência porque estão desesperadas demais com o estado dos outros candidatos.
É a ditadura do menos pior.
sábado, setembro 23, 2006
Algo sobre arte e realidade
Uma coisa que me irrita em mim, mas que às vezes da certo é como eu mudo muito e muitas vezes, mas acho que quando eu era adolescente, eu procurava arte e ficção como uma mera forma de escapismo mesmo.
Eu não me dava muito bem com a vida e me mergulhava na arte, pouco tempo atrás eu comecei a ter uma postura mais materialista em relação a vida, no sentido de ler as histórias e tê-las como puro entretenimento, mas é claro, nada é tão "puro", eu ainda guiava um pouco minha vida pelas histórias, coisa e tal, mas existia uma diferença entre o que eu absorvia delas e como eu agia.
Hoje eu não sei como eu estou, mas eu me sinto quase que irresistivelmente atraído pela ficção de novo, mas sem a ingenuidade do escapismo adolescente; isso com certeza vai me causar todo tipo de problemas, mas eu quero que minha vida seja uma história que valha a pena ser contada ("o segredo pra uma vida plena é fazer o que valha a pena ser escritor e escrever o que valha a pena ser lido"); eu sei que é imensa arrogância minha, mas eu me recuso a ser mediocre e ter essa vida mediocre onde "encarar desafios" significa algo bobo como vencer um jogo de qualquer coisa ou qualquer coisa do tipo.
Não que eu estar tentando ser menos materialista faz de mim menos pró-capitalismo, é claro que isso é outro assunto, mas uma grande qualidade do capitalismo sempre foi me dar a chance de sair do ciclo de trabalho<->consumismo e procurar fazer outra coisa.
Eu também não vou ficar perdendo meu tempo dizendo que qualquer ação que eu tome na minha vida é a melhor, porque se eu estou conscientemente tomando tal ação é óbvio que eu acho que ela é a melhor, é a melhor pra mim pelo menos, eu percebo que os valores que as pessoas dão pra vida tem muito a ver com a temporalidade, as pessoas tendem a dar valor a algo hoje qualquer coisa que tenha sido menosprezada no passado, o meu problema não é conseguir passar 1 mês inteiro sem a sensação que eu estou menosprezando alguma coisa.
Eu percebo que inconsciente eu acabei tomando coisas internas como valores, claro que a imagem que eu passo é importante, mas por incrivel que pareça pra algumas pessoas, eu geralmente tendo a deixar isso de lado em prol de alguma busca interna.
E enquanto eu faço isso, eu coloco uma mascara qualquer que é pra ter como lidar com as pessoas; as vezes eu sou revoltado, as vezes eu sou festivo, não importa, qualquer coisa que eu consiga traçar uma linha clara que é pro mundo externo não atrapalhar qualquer coisa que eu esteja pensanso; o que é idiotice, lógico, porque não existe nenhuma linha clara que separe o que acontece dentro da sua cabeça e o que acontece no mundo.
Mas existe uma diferença e é ruim falar dela porque sempre tem um tom meio moralista por trás e, de novo, eu não quero mesmo dizer o que é melhor pra ninguém, minha preocupação é que quando a pessoa põe na cabeça que todos os desafios da vida dela estão ligados a alguma realização puramente relacionada a status (inclui desde exibir o quanto você é bom comendo mulher até o quanto você é bom alimentando os pobres, não que essas coisas sejam ruins por si próprias), então ela se perde de si própria, é dificil dizer até que ela faz o que quer, porque ela só quer fazer o que os outros queiram que ela faça, mas claro, as recompensas estão aí, disponíveis e palpáveis.
É díficil também defender qualquer tipo de glória subjetiva porque é como se fosse você mesmo se dando um tapinha nas costas, daí vem a necessidade de transformar mesmo seus sentimentos e idéias em palavras e publica-los, porque é dificil lidar com vitórias solitárias.
A questão, como sempre acaba sendo, é saber dosar as coisas; qualquer pessoa que tenha um único valor máximo a ser alcançado é pobre de certa forma.
Quando você SÓ estuda pra mostrar ao mundo seu maravilhoso conhecimento, você está no mesmo nível de um ator da malhação, não importa quão brilhante sejam suas idéias (ou quão brilhante seja a atuação do adolescente da malhação); mas é claro que se fosse totalmente esse o caso, eu estaria dizendo que o que vale mais é uma intenção nobre do que um ato bem realizado e eu discordo disso completamente, mas a questão aqui é outra*, é uma de plenitude, você pode realmente dizer que aproveitou o seu tempo no mundo quando dedicou inteiramente sua vida a servir a vontade dos outros?
Nesse sentido eu não vejo enorme diferença entre altruismo, necessidade de atenção e falta de vontade própria. São formas de guiar sua vida pelas expectativas dos outros, são formas de conseguir alimentar seu ego através de tapinhas nas costas e isso parece meio vazio pra mim; porque é até difícil dizer que isso é "alimentar o ego", está mais pra substituir seu ego faminto pelo ego bem alimentado dos outros e se isso não causa uma crise existencial de qualquer forma mais cedo ou mais tarde, é, ao menos, um triste desperdicio de individualidade, no que você vira apenas um apêndice da individualidade vizinha.
Por outro lado quando você faz algo SÓ pra satisfazer o próprio ego, sem se importar em nada com o que os outros pensam, aí você fica simplesmente sozinho e suas idéias passam a ter a mesma validade da duração da sua vida, o que resulta em outro triste desperdicio de individualidade.
Então se for pra eu procurar um tosco meio termo pra isso, eu diria pra jamais sacrificar sua individualidade, mas deixar claro aos outros que está fazendo isso.
Mesmo porque quando você está em um dialogo expressando as suas idéias, você dá uma abertura muito mais sincera (e eficiente) para que outras pessoas expressem as delas.
Se estamos apenas concordando e dizendo "cada um cada um", então estamos sacrificando a individualidade do universo inteiro.
Mas, claro, mais uma vez, tem que saber dosar as coisas, pessoas que só falam são tão estúpidas quanto as que só ouvem (sim, eu tenho que aprender a ouvir, mas ao menos eu dou valor teórico a isso, é um passo, eu acho).
Sim, é tosco. Quem sou eu? Eu sou só um blogueiro, eu não sei de nada, eu só posso dar conselhos e vocês só podem escolher se seguem ou não.
Como diz minha nova religião, Pastafarianismo, "eu não sei você vai pro inferno, porque eu me não me importo".
O que isso tem a ver com arte?
Bom, arte é certamente uma ótima maneira de expressar seu individualismo e, também, que as histórias só são grandiosas porque estamos vendo tais feitos heróicos.
Ser um herói solitário talvez dê alguma paz de espirito, mas talvez não. Igual ser um bobo público; e eu digo bobo mesmo; comediantes podem ser heróicos pra mim, são artistas afinal, estão compartilhando suas idéias da forma que sabem, através do riso; agora o bobo público é aquele que fica pulando e macaqueando na frente dos amigos e familia rezando pra que eles deêm um tapinha nas costas.
*Vamos fazer assim. Pessoas com boas intenções, nós damos um tapinha nas costas; pessoas com boas ações nós damos dinheiro.
Eu não me dava muito bem com a vida e me mergulhava na arte, pouco tempo atrás eu comecei a ter uma postura mais materialista em relação a vida, no sentido de ler as histórias e tê-las como puro entretenimento, mas é claro, nada é tão "puro", eu ainda guiava um pouco minha vida pelas histórias, coisa e tal, mas existia uma diferença entre o que eu absorvia delas e como eu agia.
Hoje eu não sei como eu estou, mas eu me sinto quase que irresistivelmente atraído pela ficção de novo, mas sem a ingenuidade do escapismo adolescente; isso com certeza vai me causar todo tipo de problemas, mas eu quero que minha vida seja uma história que valha a pena ser contada ("o segredo pra uma vida plena é fazer o que valha a pena ser escritor e escrever o que valha a pena ser lido"); eu sei que é imensa arrogância minha, mas eu me recuso a ser mediocre e ter essa vida mediocre onde "encarar desafios" significa algo bobo como vencer um jogo de qualquer coisa ou qualquer coisa do tipo.
Não que eu estar tentando ser menos materialista faz de mim menos pró-capitalismo, é claro que isso é outro assunto, mas uma grande qualidade do capitalismo sempre foi me dar a chance de sair do ciclo de trabalho<->consumismo e procurar fazer outra coisa.
Eu também não vou ficar perdendo meu tempo dizendo que qualquer ação que eu tome na minha vida é a melhor, porque se eu estou conscientemente tomando tal ação é óbvio que eu acho que ela é a melhor, é a melhor pra mim pelo menos, eu percebo que os valores que as pessoas dão pra vida tem muito a ver com a temporalidade, as pessoas tendem a dar valor a algo hoje qualquer coisa que tenha sido menosprezada no passado, o meu problema não é conseguir passar 1 mês inteiro sem a sensação que eu estou menosprezando alguma coisa.
Eu percebo que inconsciente eu acabei tomando coisas internas como valores, claro que a imagem que eu passo é importante, mas por incrivel que pareça pra algumas pessoas, eu geralmente tendo a deixar isso de lado em prol de alguma busca interna.
E enquanto eu faço isso, eu coloco uma mascara qualquer que é pra ter como lidar com as pessoas; as vezes eu sou revoltado, as vezes eu sou festivo, não importa, qualquer coisa que eu consiga traçar uma linha clara que é pro mundo externo não atrapalhar qualquer coisa que eu esteja pensanso; o que é idiotice, lógico, porque não existe nenhuma linha clara que separe o que acontece dentro da sua cabeça e o que acontece no mundo.
Mas existe uma diferença e é ruim falar dela porque sempre tem um tom meio moralista por trás e, de novo, eu não quero mesmo dizer o que é melhor pra ninguém, minha preocupação é que quando a pessoa põe na cabeça que todos os desafios da vida dela estão ligados a alguma realização puramente relacionada a status (inclui desde exibir o quanto você é bom comendo mulher até o quanto você é bom alimentando os pobres, não que essas coisas sejam ruins por si próprias), então ela se perde de si própria, é dificil dizer até que ela faz o que quer, porque ela só quer fazer o que os outros queiram que ela faça, mas claro, as recompensas estão aí, disponíveis e palpáveis.
É díficil também defender qualquer tipo de glória subjetiva porque é como se fosse você mesmo se dando um tapinha nas costas, daí vem a necessidade de transformar mesmo seus sentimentos e idéias em palavras e publica-los, porque é dificil lidar com vitórias solitárias.
A questão, como sempre acaba sendo, é saber dosar as coisas; qualquer pessoa que tenha um único valor máximo a ser alcançado é pobre de certa forma.
Quando você SÓ estuda pra mostrar ao mundo seu maravilhoso conhecimento, você está no mesmo nível de um ator da malhação, não importa quão brilhante sejam suas idéias (ou quão brilhante seja a atuação do adolescente da malhação); mas é claro que se fosse totalmente esse o caso, eu estaria dizendo que o que vale mais é uma intenção nobre do que um ato bem realizado e eu discordo disso completamente, mas a questão aqui é outra*, é uma de plenitude, você pode realmente dizer que aproveitou o seu tempo no mundo quando dedicou inteiramente sua vida a servir a vontade dos outros?
Nesse sentido eu não vejo enorme diferença entre altruismo, necessidade de atenção e falta de vontade própria. São formas de guiar sua vida pelas expectativas dos outros, são formas de conseguir alimentar seu ego através de tapinhas nas costas e isso parece meio vazio pra mim; porque é até difícil dizer que isso é "alimentar o ego", está mais pra substituir seu ego faminto pelo ego bem alimentado dos outros e se isso não causa uma crise existencial de qualquer forma mais cedo ou mais tarde, é, ao menos, um triste desperdicio de individualidade, no que você vira apenas um apêndice da individualidade vizinha.
Por outro lado quando você faz algo SÓ pra satisfazer o próprio ego, sem se importar em nada com o que os outros pensam, aí você fica simplesmente sozinho e suas idéias passam a ter a mesma validade da duração da sua vida, o que resulta em outro triste desperdicio de individualidade.
Então se for pra eu procurar um tosco meio termo pra isso, eu diria pra jamais sacrificar sua individualidade, mas deixar claro aos outros que está fazendo isso.
Mesmo porque quando você está em um dialogo expressando as suas idéias, você dá uma abertura muito mais sincera (e eficiente) para que outras pessoas expressem as delas.
Se estamos apenas concordando e dizendo "cada um cada um", então estamos sacrificando a individualidade do universo inteiro.
Mas, claro, mais uma vez, tem que saber dosar as coisas, pessoas que só falam são tão estúpidas quanto as que só ouvem (sim, eu tenho que aprender a ouvir, mas ao menos eu dou valor teórico a isso, é um passo, eu acho).
Sim, é tosco. Quem sou eu? Eu sou só um blogueiro, eu não sei de nada, eu só posso dar conselhos e vocês só podem escolher se seguem ou não.
Como diz minha nova religião, Pastafarianismo, "eu não sei você vai pro inferno, porque eu me não me importo".
O que isso tem a ver com arte?
Bom, arte é certamente uma ótima maneira de expressar seu individualismo e, também, que as histórias só são grandiosas porque estamos vendo tais feitos heróicos.
Ser um herói solitário talvez dê alguma paz de espirito, mas talvez não. Igual ser um bobo público; e eu digo bobo mesmo; comediantes podem ser heróicos pra mim, são artistas afinal, estão compartilhando suas idéias da forma que sabem, através do riso; agora o bobo público é aquele que fica pulando e macaqueando na frente dos amigos e familia rezando pra que eles deêm um tapinha nas costas.
*Vamos fazer assim. Pessoas com boas intenções, nós damos um tapinha nas costas; pessoas com boas ações nós damos dinheiro.
sexta-feira, setembro 15, 2006
Esperando pelo pior
É sempre ideal que você espere que o pior aconteça.
É melhor ainda que se deseje que o pior aconteça.
Isso não serve para diminuir suas expectativas e nem pra te preparar caso as coisas deêm errado.
É simplesmente fazer com murphy trabalhe a seu favor.
É melhor ainda que se deseje que o pior aconteça.
Isso não serve para diminuir suas expectativas e nem pra te preparar caso as coisas deêm errado.
É simplesmente fazer com murphy trabalhe a seu favor.
segunda-feira, setembro 11, 2006
Recentemente no Malandricus rolou mais uma "justificativas para tratar mulher como uma buceta burra"
Eu nem tenho mais contato com essa gentinha exatamente por causa dessa série de post (sim, blogs podem acabar com amizades) e eu tava ignorando até então.
Mas uma coisa me chamou atenção num post recente deles.
-
Ele usou um lance tipo "xavecar é agradar a mulher" ou qualquer besteira do tipo que só funciona mesmo se você for burra o bastante pra achar que um sujeito que só te vê como uma buceta sem alma e que só finge que te ouve pra te comer é alguém genuinamente preocupado com o seu prazer.
Isso em si nem me irritou tanto, eu e o anarcoplayba já tinhamos conversado sobre isso no msn e eu ainda acho que é bullshit, apesar do todo "é melhor alguém xavecar direito do que irritar uma mina na balada".
Sim, é melhor xavecar direito do que irritar uma mina na balada, assim como é melhor estuprar ao invés de matar.
Whatever.
O quem me chamou atenção é que ele diz que as pessoas são contra o "xaveco" por ser incompativel com a "monogamia", ou seja, ser contra tratar mulher como nada além de objeto e status social é ser antiquado.
A questão desse post é atualizar aos idiotas o que é o machismo atualmente.
-
Há algumas décadas atrás, ser machista significava que mulher deveria ser monógama, princesinha, santinha, coisa e tal.
Aí, há alguma décadas atrás, ir atrás de uma mulher apenas para sexo era de fato algo contra os preconceitos da sociedade, isso dizia a mulher "você não precisa ser uma santinha, pode dar pra quem quiser sem preocupações."
E isso, claro, é verdade ainda hoje, não estou de nenhuma forma defendendo que as mulheres sejam santas.
A questão que a postura dos machistas mudou nos anos pós-feminismo.
-
O machista atual não quer que a mulher seja santinha, quer que ela seja uma vadia.
O machista atual não trata mulher como alguém que cuida do filho, mas como alguém que trepa.
Ou seja.
Eu sei que isso é evidente e óbvio para boa parte dos seres humanos que acham que tem moral pra comentar situações, mas lá vai.
O machista atual não trata mulher como esposa, mas como objeto sexual
Isso é tão óbvio que eu até me sinto envergonhado de dizer, mas aparentemente, alguns idiotas não perceberam.
Esse tipo de machista é polígamo por natureza.
Talvez ele reverta a um machista old school depois de casar, mas no momento, monogamia é uma doença pra ele, pois ele precisa de bucetas, muitas delas e o tempo todo.
Ele só tem uma "carreira" pra conseguir buceta.
Só tem dinheiro pra conseguir buceta.
Só tem carro e "cultura" pra conseguir buceta.
O que?
Vai me dizer que ele é um tipo de anjo que dedica sua vida a agradar as mulheres?
Não, ele só é uma criancinha patética vítima de uma cultura que destrói sua auto-estima caso você não "pegue mulher"
Xavecar não faz bem pra auto-estima.
Um xaveco bem sucedido só preenche um vazio que só existe, em primeiro lugar, porque você é machista.
-
Explicar "como se xaveca", idiota que seja, é uma coisa.
Uma coisa bem estúpida, mas whatever.
Agora tentar justificar isso como uma forma de agradar as mulheres.
Bom, Nietzsche já dizia que algumas mulheres são tão pobres de espirito que tudo que elas tem a oferecer é a buceta mesmo.
E a questão é que existem alguns homens tão pobres de espirito que tudo que eles tem a oferecer é 30 segundos de atenção e depois colher a recompensa.
O machismo está tão intrinseco que o sexo é uma recompensa.
Isso não muda de suas contrapartes dos anos 40.
A idéia da mulher querer transar com você para ter prazer é de tal forma absurda, que você precisa dar a ela outros motivos para ficar com você.
Isso e o fato que a concorrência é grande.
É claro que é.
Quando estamos tratando de mulheres-objetos (em nenhum momento eu disse que as garotas de balada são pobres seres carentes querendo atenção; são tão machistas quanto os homens), a concorrência é grande mesmo.
Quando estamos tratando de alguém que gosta de você não por que você se emocionou com um filme, mas porque você faz inveja as outras amigas, então você precisa mesmo se preocupar com a concorrência.
Porque não é uma questão de você tratar ela bem porque senão ela achará alguém que a trate.
É questão de você ter que ser um troféu bom o bastante senão ela achará alguém que é.
O homem-objeto não é um objeto sexual, é às vezes até um objeto intelectual (visto quanta gente entra nessa de "comunismo" só pra pegar mulher também).
O homem-objeto é alguém que precisa provar seu valor para a mulher porque ambos são tão pobres de espirito que a noção de uma pessoa gostar de você por quem você é se torna absurda.
O homem que realmente quer agradar uma mulher que ele goste por quem ela é precisa, obviamente, trata-la bem, fazer ela feliz, esse tipo de coisa, mas se ela não gostar dele por quem ele é, vira uma relação vazia com prazo de validade e constante medo de "ser trocado".
Troféus sempre ficam empoeirados mais cedo ou mais tarde.
E se você precisa se esforçar demais para agradar uma pessoa, então não há uma ligação muito forte entre os dois.
-
Enfim, vamos parar de falar besteiras e se achar revoltadinhos por isso, ok?
Eu nem tenho mais contato com essa gentinha exatamente por causa dessa série de post (sim, blogs podem acabar com amizades) e eu tava ignorando até então.
Mas uma coisa me chamou atenção num post recente deles.
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Ele usou um lance tipo "xavecar é agradar a mulher" ou qualquer besteira do tipo que só funciona mesmo se você for burra o bastante pra achar que um sujeito que só te vê como uma buceta sem alma e que só finge que te ouve pra te comer é alguém genuinamente preocupado com o seu prazer.
Isso em si nem me irritou tanto, eu e o anarcoplayba já tinhamos conversado sobre isso no msn e eu ainda acho que é bullshit, apesar do todo "é melhor alguém xavecar direito do que irritar uma mina na balada".
Sim, é melhor xavecar direito do que irritar uma mina na balada, assim como é melhor estuprar ao invés de matar.
Whatever.
O quem me chamou atenção é que ele diz que as pessoas são contra o "xaveco" por ser incompativel com a "monogamia", ou seja, ser contra tratar mulher como nada além de objeto e status social é ser antiquado.
A questão desse post é atualizar aos idiotas o que é o machismo atualmente.
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Há algumas décadas atrás, ser machista significava que mulher deveria ser monógama, princesinha, santinha, coisa e tal.
Aí, há alguma décadas atrás, ir atrás de uma mulher apenas para sexo era de fato algo contra os preconceitos da sociedade, isso dizia a mulher "você não precisa ser uma santinha, pode dar pra quem quiser sem preocupações."
E isso, claro, é verdade ainda hoje, não estou de nenhuma forma defendendo que as mulheres sejam santas.
A questão que a postura dos machistas mudou nos anos pós-feminismo.
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O machista atual não quer que a mulher seja santinha, quer que ela seja uma vadia.
O machista atual não trata mulher como alguém que cuida do filho, mas como alguém que trepa.
Ou seja.
Eu sei que isso é evidente e óbvio para boa parte dos seres humanos que acham que tem moral pra comentar situações, mas lá vai.
O machista atual não trata mulher como esposa, mas como objeto sexual
Isso é tão óbvio que eu até me sinto envergonhado de dizer, mas aparentemente, alguns idiotas não perceberam.
Esse tipo de machista é polígamo por natureza.
Talvez ele reverta a um machista old school depois de casar, mas no momento, monogamia é uma doença pra ele, pois ele precisa de bucetas, muitas delas e o tempo todo.
Ele só tem uma "carreira" pra conseguir buceta.
Só tem dinheiro pra conseguir buceta.
Só tem carro e "cultura" pra conseguir buceta.
O que?
Vai me dizer que ele é um tipo de anjo que dedica sua vida a agradar as mulheres?
Não, ele só é uma criancinha patética vítima de uma cultura que destrói sua auto-estima caso você não "pegue mulher"
Xavecar não faz bem pra auto-estima.
Um xaveco bem sucedido só preenche um vazio que só existe, em primeiro lugar, porque você é machista.
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Explicar "como se xaveca", idiota que seja, é uma coisa.
Uma coisa bem estúpida, mas whatever.
Agora tentar justificar isso como uma forma de agradar as mulheres.
Bom, Nietzsche já dizia que algumas mulheres são tão pobres de espirito que tudo que elas tem a oferecer é a buceta mesmo.
E a questão é que existem alguns homens tão pobres de espirito que tudo que eles tem a oferecer é 30 segundos de atenção e depois colher a recompensa.
O machismo está tão intrinseco que o sexo é uma recompensa.
Isso não muda de suas contrapartes dos anos 40.
A idéia da mulher querer transar com você para ter prazer é de tal forma absurda, que você precisa dar a ela outros motivos para ficar com você.
Isso e o fato que a concorrência é grande.
É claro que é.
Quando estamos tratando de mulheres-objetos (em nenhum momento eu disse que as garotas de balada são pobres seres carentes querendo atenção; são tão machistas quanto os homens), a concorrência é grande mesmo.
Quando estamos tratando de alguém que gosta de você não por que você se emocionou com um filme, mas porque você faz inveja as outras amigas, então você precisa mesmo se preocupar com a concorrência.
Porque não é uma questão de você tratar ela bem porque senão ela achará alguém que a trate.
É questão de você ter que ser um troféu bom o bastante senão ela achará alguém que é.
O homem-objeto não é um objeto sexual, é às vezes até um objeto intelectual (visto quanta gente entra nessa de "comunismo" só pra pegar mulher também).
O homem-objeto é alguém que precisa provar seu valor para a mulher porque ambos são tão pobres de espirito que a noção de uma pessoa gostar de você por quem você é se torna absurda.
O homem que realmente quer agradar uma mulher que ele goste por quem ela é precisa, obviamente, trata-la bem, fazer ela feliz, esse tipo de coisa, mas se ela não gostar dele por quem ele é, vira uma relação vazia com prazo de validade e constante medo de "ser trocado".
Troféus sempre ficam empoeirados mais cedo ou mais tarde.
E se você precisa se esforçar demais para agradar uma pessoa, então não há uma ligação muito forte entre os dois.
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Enfim, vamos parar de falar besteiras e se achar revoltadinhos por isso, ok?
Resolvi seguir o exemplo da Rebs e vou tirar os comentários do meu blog... assim que eu descobrir como.
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A questão é:
Se você leu meu blog e tem algo REALMENTE importante a dizer a respeito, me manda um e-mail ou fala comigo no MSN.
Pessoas anônimas ou que eu não conheço que não tem nada a dizer que não valha a pena mandar um e-mail não merecem atenção de qualquer forma.
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A questão é:
Se você leu meu blog e tem algo REALMENTE importante a dizer a respeito, me manda um e-mail ou fala comigo no MSN.
Pessoas anônimas ou que eu não conheço que não tem nada a dizer que não valha a pena mandar um e-mail não merecem atenção de qualquer forma.
sábado, setembro 09, 2006
Odeio essas coisas tipo "os neurotransmissores e as enzimas do sujeitos estão fodidas, então ele começa a ter crise de auto-estima"
Quer saber o que fode minha auto-estima?
Resumir minha vida a neurotransmissores e enzimas!
Quer saber o que fode minha auto-estima?
Resumir minha vida a neurotransmissores e enzimas!
sexta-feira, setembro 01, 2006
Duplo Oito* no Jornal da Globo
*Eight Eight = HH = Heloisa Helena (porque eu aprendo que nem todo mundo tem um humor refinado como o meu)
"bla bla bla, o que você acha sobre as celulas tronco?"
"Eu sou contra essas pesquisas! Olha, todo dia que nasce essas crianças, com um cordãozinho umbilical, aquilo pode ser aproveitado pra pesquisa de celula tronco! É só pegar aquilo!"
PUXA VIDA!
Que legal!
Quer dizer que estamos há alguns anos já nessa polêmica POR NADA?
Quer dizer que seria só pegar um cordão umbilical e fazer a pesquisa?
Oh puxa, ufa, ainda bem, uma questão a menos, podemos riscar essa questão da nossa listinha de "polêmicas" porque É ÓBVIO que o único motivo pelos quais os cientistas estão nessa polêmica é porque gostam de mexer com fetos.
Puxa vida, ao invés de utilizarem uma opção barata, viável, que não envolve aborto, nem nenhum tipo de questão ética, porque esses cientistas malvadões insistem em mexer nos pimpolhozinhos?
-
É isso.
Cientistas, estou de mal.
Vou ouvir a Heloisa Helena, ela sim manja desse assunto.
"bla bla bla, o que você acha sobre as celulas tronco?"
"Eu sou contra essas pesquisas! Olha, todo dia que nasce essas crianças, com um cordãozinho umbilical, aquilo pode ser aproveitado pra pesquisa de celula tronco! É só pegar aquilo!"
PUXA VIDA!
Que legal!
Quer dizer que estamos há alguns anos já nessa polêmica POR NADA?
Quer dizer que seria só pegar um cordão umbilical e fazer a pesquisa?
Oh puxa, ufa, ainda bem, uma questão a menos, podemos riscar essa questão da nossa listinha de "polêmicas" porque É ÓBVIO que o único motivo pelos quais os cientistas estão nessa polêmica é porque gostam de mexer com fetos.
Puxa vida, ao invés de utilizarem uma opção barata, viável, que não envolve aborto, nem nenhum tipo de questão ética, porque esses cientistas malvadões insistem em mexer nos pimpolhozinhos?
-
É isso.
Cientistas, estou de mal.
Vou ouvir a Heloisa Helena, ela sim manja desse assunto.
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