Pensamento bobo do ônibus (filósofos em bandas de rock e hedonistas oprimidos)
Nietzsche é tipo o vocalista da banda; é pra onde as groupies adolescentes são automaticamente atraídas.
Marx é tipo o guitarrista da banda; é pra onde as groupies adolescentes que fingem que estão nessa pela música e não pelo star power são automaticamente atraídas.
Descartes é tipo o baixista da banda; é pra onde as groupies que se consideram mais profundas e que "realmente ouvem o som" são automaticamente atraídas.
Wittgenstein é tipo o baterista da banda; é pra onde as groupies esquisitas e tímidas que sinceramente gostam da música e estão nessa de groupie pra tentar fazer parte do lance, mas sem querer chamar atenção demais pra si próprias são automaticamente atraídas.
...(e eis onde o pensamento bobo começou)
Schopenhauer é tipo o amigo do banda; todo mundo gosta dele, todo mundo conhece ele, mas ninguém sabe exatamente o que fazer com ele. Às vezes ele fica de empresário, às vezes de roadie, às vezes ele até ajuda a escrever a letra de uma música ou dá um feedback sobre a música da banda e quem não conhece e vê ele no bar com o resto da banda até pensa que ele faz parte... e não é que ele exatamente faz parte, é só que a banda por algum motivo realmente gosta de ter ele por perto e então elas criam esses trampinhos off-stage pra ele só pra manter ele por perto.
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Bônus: Diderot é tipo Carl Johnson do Beat Happening; Kurt Cobain e outras 9 pessoas no planeta são realmente fãs dele e ele é peça-chave do início de um milhão de correntes de pensamento diferente; dito isso, ele ainda só é conhecido por Kurt Cobain e outras 9 pessoas, pois cada coisa que ele ajudou a criar ficou realmente famosa nas mãos de outras pessoas, então quando essas 9 pessoas morrerem (porque Kurt Cobain já se matou), ninguém vai lembrar que um dia ele existiu.
Bônus 2: Locke e Hume são Liam e Noel Gallagher respectivamente; eles são sempre citados como sendo quase a mesma coisa, mas Noel sendo mais violento.
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Vai, já que eu to no blog. Recentemente eu tenho ficado bravo com conservadores porque eles estão se sentindo abandonados agora que Obama ganhou a eleição. Os caras dominaram o planeta a década inteira e agora que perderam uma única eleição (e nem perderam de tão feio assim), estão profetizando que uma nova era de barbárie e comunismo e sangue e dor se anuncia. E a histeria, oh céus, a histeria!
É como se conservadores fosse uma minoria perseguida.
Mas falando em minoria perseguida, esses dias eu tive o mesmo sentimento de "pff, man up nancy boy" em relação a ateus hedonistas. É o que acontece geralmente quando eu decido visitar a comunidade de poliamor do orkut.
Ok, eu sou poliamorista, ateu, se não um hedonista convicto e por ideologia, ao menos hedonista porque não tem nada melhor pra ser por enquanto e essa é parte do ponto.
Você facilmente encontra na internet vídeos de todo e qualquer tipo de perversão sexual imaginada (protip: tubaholic); a série de filmes pornô dos anos 70 chamada "Taboo" que lida com incesto teve QUINZE versões. Uma série de filmes pornô que lida com incesto é um dos clássicos da pornografia, sucesso incrível de vendas e - de novo - 15 versões (eu assisti o primeiro, o segundo e o quarto se não me engano; o roteiro é bem decente, mas já no quarto dá pra notar uma decadência, eu gosto quando o irmão é mais tímido ao invés de full-blown tarado, sabe?), quero dizer, existem algumas centenas de milhares de norte-americanos que compraram vídeos e vídeos de um filme pornô sobre incesto; conseguir prostitutas e drogas é a coisa mais banal do mundo - basta ter dinheiro e nem precisa ser muito dinheiro.
Além da indústria imensa do sexo, existe toda a imensa possibilidade de sexo casual que pode ser feito por aí e existe toda a indústria das baladas, da festa, a quantidade incrível de bares ao redor de cada universidade.
Meu ponto é: existe algo mais estúpido nesse planeta azul do que um hedonista em São Paulo se sentindo oprimido? Eu nunca escondi pra ninguém que eu sou ateu e mesmo poliamorista e ninguém nunca me tratou mal por causa disso - e eu já andei algum tempo entre conservadores; eles achavam que eu estava errado em ser ateu e que poliamor era mais uma forma de justificar multiplas namoradas do que minha sincera visão de amor e relacionamentos (Até aí, especialmente pros conservadores que passaram por universidade, quantas vezes sujeito não tem que lidar com alguém, às vezes professor, dizendo pra ele que a visão monogâmica de romance dele é só um modo de oprimir alguém?), mas eu tenho 15 mil vezes mais problemas com alguém tentando me convencer que Obama é o anti-cristo do que com alguém tentando me convencer que Jesus é o cristo.
Eu não estou dizendo que esse é o mundo perfeito para o cidadão hedonista, que não há gente chata, familias intolerantes, gente que olha torto na rua, etc; mas esse não é o mundo perfeito pra ninguém. Sempre vai ter alguém criticando seu estilo de vida. Os carolas também sentem que seu estilo de vida está ameaçado (e eu digo pra eles também que coisa boba se sentirem oprimidos em um país com uma igreja católica e quinze evangélicas em todo bairro).
Esse post não tem muito propósito senão reclamar das pessoas que reclamam, mas meu conselho para os hedonistas é que eles estão muito estressados e que eles deveriam relaxar e aproveitar mais os prazeres da vida.

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